Abrasel-PE critica adiamento da reabertura de bares e restaurantes

Na noite de ontem, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Pernambuco (Abrasel-PE), divulgou uma nota em que descreve receber com surpresa e frustração a notícia de que o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), decidiu adiar a reabertura de bares e restaurantes. No texto, a associação pede ao governo do estado que reconsidere, imediatamente, a posição quanto à reabertura dos bares e restaurantes e que permita a retomada do setor no dia 6 de julho. As informações são do Diário de Pernambuco.

No final da tarde desta terça, o governo do estado detalhou a nova etapa de flexibilização em Pernambuco. A partir da próxima segunda-feira, as atividades comerciais de vendas de veículos vão poder abrir em sua totalidade e os serviços de escritório poderão funcionar com 50% do efetivo. O avanço é válido para 50 municípios das gerências regionais de saúde do Recife, Limoeiro e Goiana, e seguem protocolos específicos.

A Abrasel esperava que o plano de reabertura de bares e restaurantes acontecessem na Etapa 6, já na próxima semana, na Região Metropolitana do Recife. O texto cita ainda boletim de dados sobre a Covid-19. "Embora o secretário de Planejamento, Alexandre Rebelo, tenha dito, em entrevista coletiva nesta tarde de terça-feira, que há seis semanas Pernambuco vem apresentado queda no número de casos graves e de óbitos, puxados pelos avanços nos números da Saúde na Região Metropolitana do Recife. Neste sentido, entendemos que está havendo o mesmo tratamento para regiões com situações distintas", diz trecho da nota.

A associação também fez um alerta sobre o setor. "Essa decisão atinge em cheio um setor que vem sendo duramente penalizado, apesar de estarmos com todos os protocolos prontos, os mesmos que estão sendo usados em outros estados que já permitiram a retomada deste segmento. Esses protocolos nos permitem voltar às atividades com responsabilidade e cuidados, tanto com o nosso público, quanto com os colaboradores".

Para a Abrasel, o estado vem tratando a situação com "dois pesos e duas medidas". No fim do texto, a associação lamenta o que chama de falta de sensibilidade do governo com o setor.  "Assistimos, dia a dia, pessoas nas ruas sem máscaras, aglomerando-se nas periferias, no transporte público, e pouca ou nenhuma fiscalização. São dois pesos e duas medidas".

Publicado em: 01/07/2020