Repercussão da live com Maia no Valor Econômico

Confira a repercussão da live feita com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, na última quinta (21), no Instagram deste blog, agora no jornal Valor Econômico.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (21), em entrevista ao Blog do Magno, que não tomaria cloroquina, indicada pelo presidente Jair Bolsonaro, e disse que a decisão sobre o remédio deve ser responsabilidade dos médicos.

“Recomendado pelo Bolsonaro, não [usaria]. Ele não é médico. Recomendado por um médico, sim, claro. [Se pegar o novo coronavírus], vou perguntar ao meu médico, se eu devo usar. Meu médico que vai me dizer se vou usar ou não. Ele que vai me dizer se vou usar remédio A, ou remédio B. Não vou perguntar para a Patrícia, minha esposa, ou para o meu pai, Cesar Maia, o que eu devo usar. Nenhum dos dois estudou medicina, nem eu. Minha opinião é que o político não deve tratar de prescrever remédios para ninguém. O político tem que governar. Quem trata de remédio é médico. Esses assuntos precisam estar nas mãos do médicos”, disse o presidente da Câmara.

O parlamentar do DEM alertou ainda que as pessoas não devem fazer automedicação em função dos eventuais efeitos colaterais.

Questionado sobre as acusações de Roberto Jefferson, do PTB, de que ele estava articulando um “golpe” contra Bolsonaro, Maia disse que o petebista não tem credibilidade e que seu apoio é ruim para o Palácio do Planalto.

“Você não acha que quando o Roberto Jefferson defende o governo, ele atrapalha o governo? É a minha opinião. Eu não tenho que responder para ele em cima barbaridades. Agora, eu fico pensando como um governo até estimula uma live do Roberto Jefferson. Como se ele tivesse alguma credibilidade para falar de alguém. Eu acho que é muito ruim [para o governo], não agrega nada. Temos que cuidar dos interesses da sociedade.”

Publicado em: 23/05/2020