Com Magno, a bola passa, o adversário não

Por Daniel Bueno*

A primeira imagem que me vem à memória quando ouço o nome de Magno Martins é a de um zagueiro de futebol de salão que rifava a bola da área com a delicadeza de um hipopótamo. A bola passava, o adversário não.

Quando cheguei a Afogados da Ingazeira, migrado da vizinha Carnaíba, em 1971, o coreto da pracinha ainda estava de pé. 

Passei logo a conviver com a turma do meu Colégio Normal de manhã, na sala de aula, e à noite no oitão da catedral para conversar potoca e participar de brincadeiras da época, algumas até meio violentas.

Depois disso íamos ao bar de Gedeão fazer um lanche, saborear uma salada que, segundo ele, tinha 22 frutas: 21 bananas e uma laranja.

Foi nesse ambiente paroquial e provinciano, muito salutar na época, que conheci Magno e seus irmãos, também todos meus amigos, filhos de seu Gastão e dona Margarida. 

Lá na frente, descobrimos o Magno da caneta, da máquina de escrever, do Jornalismo. E nunca mais o vimos porque o cara danou-se para Brasília, voltou para ser secretário de imprensa do governador Joaquim Francisco, até chegar ao MM de hoje, piloto de um blog que vem dando o que falar nos meios políticos e sociais do país. 

Parabéns Magno, pelos 14 anos de um projeto que parecia natimorto, mas que acabou vencendo pela resistência e superação.

*Cantor, compositor e jornalista

Publicado em: 08/04/2020