Lucas Ramos rebate comentário da coluna

Prezado Magno,

Desde a minha filiação ao PSB, e já se vão exatos 15 anos, não lembro um episódio sequer em que o nosso partido tenha esperado os meses de “maio até as convenções” para tratar candidaturas próprias. Foi assim com Eduardo Campos e Paulo Câmara, candidatos ao governo do estado em 2006, e 2014; foi assim com Miguel Coelho, candidato em Petrolina no ano de 2016, quando ele ainda era filiado ao nosso partido; e está sendo assim com João Campos, pré-candidato a prefeito do Recife definido pelo PSB desde dezembro do ano passado.

Da mesma forma, nosso partido nunca se pautou por pesquisas de intenções de voto porque sempre se preocupou em apresentar projetos para as cidades e para as pessoas. O resultado das eleições  sempre foi consequência do trabalho realizado nas ruas.

Àqueles que estão empenhados em construir candidaturas majoritárias e proporcionais em qualquer cidade, o tempo em nada ajuda. Prazo para filiação, domicílio eleitoral, janela partidária, desincompatibilização, convenções, eleição. Algumas datas se confundem. Outras, nem tanto. E nesse intervalo, quem é candidato vê o tempo voar.

Esperar os meses de “julho e agosto” é o tempo do PT, capaz de fritar candidaturas legítimas no apagar das luzes. Esse não deve ser o tempo do PSB. Esse não é o nosso tempo.

Lucas Ramos – deputado estadual pelo PSB

Publicado em: 28/02/2020