Brumadinho: os impactos duradouros da trag├ędia

"Estamos presos naquele dia": 1 ano após rompimento de barragem de Brumadinho, os impactos duradouros da tragédia.

Helio Murta, de 72 anos, no lugar onde ficava sua horta -  Foto: Luiza Franco/BBC News Brasil / BBC News Brasil

Do Terra - Por BBC News Brasil

Quando se conversa com afetados pelo rompimento da barragem de Brumadinho, muitos citam um mesmo sentimento, sejam essas pessoas parentes de vítimas, sobreviventes da tragédia, moradores da cidade ou agricultores da região. "É como se eu tivesse sido aprisionada em um dia", "você acorda e todo dia é 25 de janeiro", "é como se aquele dia não tivesse acabado".

A barragem I da Mina de Córrego do Feijão, da Vale, se desfez no dia 25 de janeiro de 2019, e em menos de meia hora, matou 270 pessoas. Mas um ano depois, aqueles impactados direta ou indiretamente ainda não conseguem escapar das consequências psicológicas e materiais da tragédia.

"Quando aconteceu o rompimento da barragem de Mariana, em 2015, eu pensei que aquilo seria uma fase ruim para eles, que uma hora passaria. Mas hoje eu vejo que não é assim. Existia uma Brumadinho que nunca mais vai existir", diz Marina Oliveira, articuladora social da Arquidiocese de Belo Horizonte e moradora da cidade.

Além de mudanças físicas na cidade, como bairros atingidos pela lama que estão se esvaziando, há crianças sem pais, famílias que ainda esperam achar seus parentes na lama, dramas financeiros e judiciais, agricultores endividados.

Confira a íntegra da reportagem aqui: 'Estamos presos naquele dia': 1 ano após rompimento de barragem de Brumadinho, os impactos duradouros da tragédia

Publicado em: 25/01/2020