Meu reino por uma touceira de capim!

“A Revolução dos Bichos”, fábula de George Orwell, traduz a farsa das revoluções socialistas, afirma o bicho-grilo Adalbertovsky em sua cantoria nas montanhas da Jaqueira. “O relato fica por conta do meu livre pensar. Uma legião animalesca sob a liderança dos porcos Bola de Neve e Garganta, propõe-se a destruir o reino humano capitalista, combater a exploração entre os viventes de quatro patas e criar uma sociedade selvagemente igualitária”.

“O fazendeiro Jones, um capitalista malvado, foi destronado do poder na Granja Solar e substituído pela fauna animal. Os porcos, sapos, pais de chiqueiro, antas, lombrigas e carcarás passaram a usar barbas vermelhas como símbolo revolucionário. Meu reino por uma touceira de capim! Proclamaram os revolucionários. Bola de Neve construiu um Moinho de Ventos para combater os privilégios das elites e redimir as desigualdades animalescas. Acusado de praticar tenebrosas transações, Bola de Neve foi preso em Curitiba. Bola de Neve virou bola de ferro. O Brazil não merece ser refém de presidiário  guru de uma seita corrupta que não disputa eleição desde 2006”.   

A Revolução dos Bichos de George Orwell chega ao desfecho na Fazenda Solar. Depois de conquistar o poder e derrotar os capitalistas humanos, os animais se corrompem e praticam os vícios que antes combatiam. Eis uma fábula perfeita sobre a farsa do socialismo, chamada de distopia:

“Doze vozes gritavam, cheias de ódio, e eram todas iguais. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco”. A crônica do bicho-grilo Adalbertovsky está postada no Menu Opinião. Metam os peitos.

Publicado em: 18/11/2019