À minha abençoada Aninha

Minha irmã Ana Regina Martins, jornalista fora do batente, apaga velinhas hoje, mesma data da proclamação da República. Quis o destino e a vontade de Deus. Nasceu de parto caseiro. Todos nós, da prole de 9, quase um time de futebol, com exceção de Denise, também jornalista, a caçula.

A parteira foi dona Dora Galvão, que puxou do ventre materno meio mundo da gente afogadense. Naquele tempo parto cesárea era coisa rara. Saudáveis e confiáveis eram as mãos milagrosas da caprichosa Dora.

E não vivia disso. Nem agrados recebia. Aninha ou Miana, como nossa mana é tratada carinhosamente, é a que mais herdou, física e espiritual, os traços de nossa mãe Margarida, a Dó, para os familiares e amigos mais próximos.

De personalidade forte, é casada com o paulista Paulo Tosta. Deram certo e estão em lua de mel há mais de dez anos. Dos dois, não sei qual o mais valente e ao mesmo tempo dócil.

Valentes, para o enfrentamento da vida. Dóceis, no trato e na convivência. Foram eles que tiveram um papel decisivo na minha redescoberta para o mundo, para uma nova vida. Claro que toda a família, desde Aline e meus filhos aos oito irmãos tiveram papel importante, mas Ana e Paulo agiram como enviados dos ares celestiais.

Lá de cima, Deus deu o seu veredicto: "Meus filhos Ana e Paulo, abram a venda dos olhos meu filho Magno, para ele, novamente, ser magno na vida".

E como prescrito na Bíblia, eles cumpriram ao pé da letra o ordenamento divino. Por isso, Deus soprou lá de cima no meu ouvido para fazer esse texto de agradecimento a Aninha e Paulo no dia em que o sol brilhou mais cedo para informar ao mundo que todos têm que bater, hoje, palmas para minha segunda mãe, minha Aninha.

Publicado em: 15/11/2019