A lenda do Boto Cor de Rosa

Era uma vez a lenda do Boto Cor de Rosa, amigo dos pescadores, dos poetas, namorados e seresteiros da Amazônia. Este é o mote da cantoria do bicho-grilo Profeta Adalbertovsky, do alto das montanhas e das florestas da Jaqueira. “Subitamente, não mais que subitamente, as ONGs do planeta se uniram para defender a fauna, a flora, os rios, igarapés e as pororocas da Amazônia. Dizem que no passado a Amazônia era uma floresta virgem, não havia defloramento nem desmatamento”. 

“Nas noites enluaradas o Boto Cor de Rosa saia das águas e se transformava num cavalheiro galanteador, para conquistar o coração das donzelas em flor. Quando seduzia uma criatura o Boto a convidava para visitar sua choupana no fundo do rio Amazonas. Deitava e rolava e deixava suas digitais no coração das donzelas”. 

Um belo tempo o Boto Cor de Rosa ficou encantado com uma charmosa donzela fêmea do sexo feminino e ofereceu para ela um chocolate Sonho de Valsa. Ela exerceu o abuso de autoridade e respondeu “Eu não quero chocolate, eu quero um iate”. Desilusão. A lenda do sonho de valsa acabou. O Boto Cor de Rosa recolheu-se à sua choupana no fundo do Rio Amazonas da Freguesia dos Passarinhos dos Aflitos.

“As ONGs estrangeiras só amam as riquezas do solo e subsolo da Amazônia, os segredos farmacológicos das árvores e da fauna. Elas não amam a flor do mandacaru do Nordeste, as asas da graúna e os xique-xiques. Não amam os galos cantando as manhãs, o coaxar dos sapos cantando as jias na beira dos rios. Os gringos não amam o luar do Sertão. Eles só amam denários e rios de dinheiro”. A cantoria do bicho-grilo Adalbertovsky está postada no Menu Opinião. Adelante!

Publicado em: 19/08/2019


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