Coluna desta sexta na Folha

Oposição, enfim, afina a viola

Na primeira reunião dos caciques da oposição em Pernambuco, na noite de quarta-feira passada, no apartamento do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, em Brasília, na qual os oito partidos da mesma trincheira decidiram pela unidade nas eleições no ano que vem, não foi apenas Recife objeto da pauta.

Em Jaboatão, Olinda, Paulista, Caruaru, Petrolina e Garanhuns a tendência é que o prefeito que esteja bem avaliado e vá à reeleição possa ganhar o apoio do bloco, formado pelo PSDB, DEM, PTB, PRB, Podemos, Cidadania, PSC e PL.

Em tese, vale a retórica que, no entanto, vai de encontro, no Recife, a outra estratégia, a de ter mais de um candidato para provocar um segundo turno com o postulante governista, provavelmente o deputado João Campos (PSB), herdeiro político do ex-governador Eduardo Campos. Dependendo do candidato, com um único nome na disputa, a eleição seria resolvida logo no primeiro turno.

Referencial de 2018 – Em conversa, ontem, com este colunista, o ex-ministro Mendonça Filho (DEM) disse que o fato de ter sido no Recife mais votado do que Jarbas e Humberto na corrida para o Senado, em 2018, poderia ser um referencial importante na escolha do candidato das oposições a prefeito da capital. “Mas ninguém bate o martelo numa candidatura apenas por um único fator”, lembrou.

Cassação – Dois dias depois de a Câmara de Camaragibe aprovar a abertura do pedido de impeachment do prefeito afastado Demóstenes Meira (PTB), a prefeita interina Nadegi Queiroz (DC) reuniu, ontem, a bancada de sustentação na Casa para mandar um recado curto e grosso: ficaria ancha da vida se o antecessor viesse a ser cassado em curto espaço de tempo.

Padrinho? – Teria sido mera coincidência a nova presidente da Compesa, Manuela Marinho, ser umbilicalmente ligada ao deputado Felipe Carreras (PSB)? Sondado, Carreras jura de pés juntos que em nenhum momento foi consultado sobre a ida da pupila para o comando da estatal. Ressalta que ela tem muito mais liberdade e canal direto com o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB).

Modelo – Se há um gestor referência no radar palaciano em relação ao controle fiscal nos municípios este atende pelo nome de Adelmo Moura (PSB), de Itapetim. O município está enxuto, não tem déficit, paga seus servidores em dia e já vai antecipar metade do 13º salário dos servidores.

Fortíssimo – Um passarinho andou cantado nos salões do Palácio das Princesas que o ex-prefeito de Carpina, Joaquim Lapa (PTB), é o candidato de maior potencial para derrotar o prefeito Manoel Botafogo (PDT), que anda muito mal das pernas, fazendo uma gestão pífia.

NA CABEÇA – Já em Caruaru, sondagens feitas pela oposição dão conta de que o adversário mais competitivo para enfrentar a prefeita Raquel Lyra (PSDB) seria o delegado Erick Lessa, do PP. Tem deixado para trás o ex-prefeito José Queiroz (PDT) e o também ex-prefeito Tony Gel (MDB).

Perguntar não ofende: Quem votou em Bolsonaro não está nem aí para a verborragia rotineira dele?

Publicado em: 15/08/2019