Após ataque a Bolsonaro candidatos reforçam segurança

Alguns presidenciáveis redobraram cautela nas atividades em locais públicos

Folha de S.Paulo –  Angela Boldrini , Isabel Fleck , Joana Cunha , Joelmir Tavares , Marina Dias , Thais Bilenky e Wálter Nunes

Na semana seguinte ao atentado contra o candidatodo PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro, durante um evento de campanha em Minas Gerais, outros presidenciáveis optaram por mudar, de forma discreta, seus esquemas de segurança em agendas públicas.

Os quatro candidatos que, além de Bolsonaro, tinham solicitado proteção da Polícia Federal —Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Álvaro Dias (Podemos)— tiveram o número máximo de agentes da PF disponíveis aumentado de 21 para 25 já nesta semana.

A decisão tinha sido anunciada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, em reunião no último sábado (8).

Além do maior efetivo, no entanto, algumas campanhas, como a de Marina, optaram por redobrar a cautela nas atividades de corpo a corpo em locais públicos. 

.Tanto na 25 de Março quanto na caminhada que ela fez no centro de Belo Horizonte na quarta-feira (12), os trajetos foram encurtados em relação ao previsto inicialmente. 

Como a agenda da presidenciável é cheia e ela depende de voos comerciais nos deslocamentos, atrasos podem prejudicá-la. No avião, aliás, Marina viaja com uma agente da PF.

Segundo a Folha apurou, também após o ataque, o candidato Álvaro Dias ligou para um policial federal para pedir informações sobre o preparo de agentes que faziam a sua escolta.

No caso de Fernando Haddad (PT), a mudança na segurança foi feita após a oficialização da sua candidatura, na última terça (11). Antes, ele tinha apenas um segurança em sua equipe, além dos assessores pessoais que costumavam o acompanhar em todas as agendas —então como vice na chapa do ex-presidente Lula.

Os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT), que estão embolados no segundo lugar com Marina e Haddad, dizem não ter reforçado sua segurança. 

Alckmin também afirmou que não reforçaria sua segurança para não restringir o contato com o povo. “O lado bom da política são as pessoas”, justificou na segunda enquanto tomava um café em uma padaria em Pinheiros. Um dos policiais militares que se revezam nas suas agendas públicas o observava de longe. 

Dono de uma fortuna de R$ 377 milhões, Henrique Meirelles (MDB) preferiu dispensar, durante a campanha, a oferta de escolta da PF, ficando apenas com os dois guarda-costas particulares que o acompanham há anos. Ele também optou por não contratar mais seguranças após o ataque a Bolsonaro.

Publicado em: 16/09/2018