Prisões estranhadas no Supremo Tribunal

A prisão nesta semana do ex-governador Beto Richa (PSDB-PR) por suposto crime praticado entre 2012 e 2014 causou estranheza no STF.

Medida extrema precisa estar bem fundamentada ou só servirá para alimentar as críticas de contaminação da Justiça pelo período eleitoral, dizem integrantes da corte.

Suplente licenciado de Alvaro Dias (PODE-PR) no Senado, o empresário Joel Malucelli, que teve a prisão decretada na mesma operação que encarcerou Richa, fez parte do conselhão do presidente Michel Temer. 

Integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público esperam que a corregedoria instaure reclamação contra o procurador Marco Aurélio Aydos, que denunciou funcionários da Universidade Federal de Santa Catarina por injúria, até sexta (14).

Aydos acusou professores da UFSC de injúria contra a delegada Erika Marena, que conduziu a operação Ouvidos Moucos. A investigação levou à prisão Luiz Carlos Cancellier, à época reitor da instituição. Ele se suicidou. Os funcionários participaram de ato em memória de Cancellier, mas nem sequer citaram Marena. (Painel – FSP)

Publicado em: 13/09/2018