Opção pelo PSL: vitória da ala radical pró-Bolsonaro

Ao optar pelo PSL, Jair Bolsonaro não definiu apenas o partido no qual se abrigará, mas o estilo de candidato que será. O grupo que negociava sua aproximação com o Patriota pregava um modelo menos radical, mas outra ala venceu a queda de braço. Esta defende uma campanha fechada, com alianças ideológicas e centralizada na internet. A falta de recursos e de tempo de TV serão apresentados como ativos. O deputado só vai voar de avião de carreira e estuda fazer vaquinha virtual.

A disputa entre os grupos que cercam o presidenciável já levou a baixas em sua assessoria. Adolfo Sachsida, o primeiro economista que topou guiar Bolsonaro, não troca mais informações com o parlamentar. A ele se somaram outros pregadores da cartilha liberal que deixaram de defender o deputado por vê-lo adotar posição isolacionista. O nome de Alexandre Borges, que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro à Prefeitura do Rio, é citado entre as defecções.

O advogado Gustavo Bebianno tornou-se um dos conselheiros mais influentes de Bolsonaro. Ele diz que o presidenciável não está preocupado em montar um arco de alianças para ter tempo de TV. “Acreditamos na força da internet.”  Estrategistas que atuam para pré-candidatos de centro dizem que a escolha pode ser suicida. Segundo lugar nas pesquisas, Bolsonaro será atacado pelos rivais e não terá artifícios para se defender na televisão.  (Painel – Folha de S.Paulo)

Publicado em: 13/01/2018