Brasil fase 2 – Combates de rua em breve

Por Osvaldo Matos de Melo Júnior*

Há mais de 5 anos, venho escrevendo vários artigos sobre a questão da violência no Brasil. Em todos, cito de forma repetida os perigos da evolução das estatísticas de vários tipos de crimes, como assaltos, latrocínios, assassinatos, explosões, furtos, estupros, violência conta mulher, criança e idosos, espancamentos, arrastões, assalto a ônibus, invasão de domicílios e propriedades privadas, vandalismo, sequestros, danos ao patrimônio público e privado, mortes de policiais, suicídios, entre outros.

Venho alertando que os nossos números, são tão constantes e crescentes, que nenhuma guerra em andamento, no mundo, produz mais violência que os nosso Brasil. Em menos de uma década conseguimos exterminar o equivalente a uma grande cidade como Campinas/SP.

O Estado, em todos as suas esferas, continua sem tomar as rédeas da situação, o que se torna cada vez mais um círculo vicioso, alimentado pelo mercado negro das drogas e os outros tenebrosos no entorno como pirataria, pedofilia, contrabando, tráfico de órgãos, grupos de extermínio, prostituição, medicamentos falsos e toda espécie de absurdos do mundo criminosos. Esse monstro sofre muito pouco no quesito resposta firme e forte e usa da mão de obra jovem, reincidente e sem escolaridade para fazer todo tipo de maldade em troca de algum dinheiro e a droga para consumo.

Famílias inteiras destruídas, centenas de milhares de jovens exterminados, população em pânico, mudanças de comportamento que desestimam a liberdade de ir e vir e o consumo repercutindo assim em toda cadeia produtiva.  A imagem do país dilacerada no exterior o que faz apenas uma cidade americana receber 10 vezes mais turistas que o Brasil inteiro, mesmo nosso país ser tão diversificado, lindo e único.

Não tenho procuração para defender as policias, mais elas prendem mais de 600 mil pessoas praticando crimes, ou seja, não são suspeitos foram pegos em flagrante delito, mas nossas leis, brechas, corrupção, desvios e dinheiro dos grupos ligados ao tráfico conseguem deixar mais de 95% nas ruas, desmotivando a grande maioria dos policiais que arriscam suas vidas e famílias, prendem e logo são obrigados a prender de novo, e de novo e de novo os mesmos elementos, muitos cometendo crimes, matando pessoas com tornozeleiras. As estatísticas brasileiras, apesar de não mostrarem os números reais, (sempre são para menos), deixam bem claro que os crimes são praticados na sua grande maioria, acima de 80%, por reincidentes maiores e menores de alguma forma com a droga por trás.

Cada vez mais bem armados com equipamentos munições de combate, carros blindados e nenhum cuidado com o cidadão nas ruas, eles atiram e explodem matando trabalhadores, inocentes e policiais que não podem responder da mesma forma para não ferir inocentes.

A União deve urgentemente tomar conta dessa situação e decretar estado de atenção, usar toda o máximo da lei e as forças de defesa e segurança com apoio do MP e Justiça para agir com tolerância zero contra as atividades criminosas e quem financia. Não podemos mais deixar os estados membros, que estão quebrados, e sem condições de controle.

Não queria fazer essa previsão, mas vamos entrar em breve em uma nova fase, que já está acontecendo em muitos locais do Brasil, mas vai ter maior intensidade e crescer em progressão geométrica: serão os combates urbanos, onde grupos armados vão fazer arrastões, tentativas de invasão de condomínios e residências e os cidadãos vão ser obrigados a responder, mesmo sem autorização de portar armas, e tentar defender sua vida, a família e o patrimônio respondendo com bala e as vezes com o sacrifício da vida.

Guerra civil é uma guerra interna, que ocorre no interior de um país, podendo abranger todo o território do Estado ou alguma parte dele. Numa guerra civil, cidadãos conterrâneos com visões diferentes e interesses diferentes travam um conflito armado.

Uma guerra civil tem sempre motivações políticas e econômicas. O povo que está em disputa é motivado pelas questões políticas, no nosso caso o caos aumenta o consumo das drogas e diminui a repressão, transformando a situação em terreno fértil para o avanço das atividades criminosas.

Fica o alerta, a guerra civil já começou!

*Publicitário e Sociólogo

Publicado em: 20/03/2017