Com hostilidade boliviana acaba negociação, diz Petrobras

 As negociações para a operação de compra por parte do governo boliviano das refinarias da Petrobrás no país podem ser interrompidas caso haja uma decisão ''fora do esperado'' pela empresa nas conversas que vêm sendo mantidas entre a YPFB, a estatal de petróleo e gás da Bolívia. A informação é do diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. Ele participou do Fórum de Desenvolvimento Sustentável, em Nova York, organizado pelo Fórum das Américas, na segunda-feira (30).

Nesta terça-feira (1º), o presidente Evo Morales convocou um grande ato popular para anunciar a nacionalização do setor de gás no país. Não está descartada a possibilidade de o país agir unilateralmente e fixar um preço para as refinarias que a Petrobras comprou e opera na Bolívia desde 1999.

O diretor disse que a direção da empresa estava preocupada com a possibilidade da Bolívia anunciar, em 1º de maio, alguma medida fora dos acertos em andamento. ''Felizmente, a gente avançou numa negociação no sentido de chegar a um acordo com relação à venda das refinarias, que já foram nacionalizadas no ano passado'', adiantou.

Cerveró destacou, no entanto, que a legislação boliviana prevê uma compensação pela nacionalização e isto está sendo negociado, assim como a possibilidade de a Petrobrás continuar a operar as refirnarias. ''Há um interesse em manter a operação nos padrões que elas têm hoje'', disse. O diretor informou ainda que nesta fasde das conversas estão sendo definidas as formas de compensação pelos ativos da empresa brasileira. ''Não estamos impondo nenhuma condição de pagamento. Estamos sendo bastante flexíveis'', disse.

Cerveró não quis definir um prazo para a conclusão dos entendimentos e não informou o valor que está sendo negociado. ''Esta é um tipo de negociação que demanda uma certa confidencialidade'', afirmou.

Segundo o diretor, as duas partes ainda não chegaram a um acordo sobre o preço das refinarias. ''O governo boliviano vê dentro de uma ótica de valor contábil, que não é o nosso entendimento. Naturalemente entre o valor de mercado e o contábil há uma diferença. Neste momento estamos negociando e como em qualquer situação deste tipo cada parte cede de um lado.'' (Informações do Portal G1)

Publicado em: 01/05/2007