O 1º de maio boliviano: tensão e possível calote

 No governo, o palpite de especialistas em Bolívia é de que amanhã Evo Morales não vai dar refresco para a Petrobras e anunciará um pagamento mínimo pela nacionalização das refinarias, algo em torno de US$ 70 milhões. A empresa está cobrando US$ 200 milhões, mas já ficaria satisfeita com US$ 170 milhões - o que, ao que parece, não terá. Afinal, o presidente boliviano fdaz sua política externa olhando da porta para dentro. Ou seja, em situação política meio difícil, com a constituinte empacada, Morales vai precisar mais uma vez recorrer a um arroubo populista. E o que fará o governo brasileiro? De imediato, muito pouco ou quase nada. O que se diz é que, para os padrões da Petrobras, não se trata de um rombo tão grande assim. Mas vão prosseguir as tratativas brasileiras com outros países produtores de gás.

Já se, neste primeiro de maio, houver manifestações e quebra-quebra em instalações brasileiras e nas cidades da fronteira com o Brasil, aí a coisa fica mais grave - pelo menos é esse o recado que está sendo passado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a autoridades bolivianas que estão hoje em Brasília. Numa escala de zero a dez, a preocupação brasileira com o primeiro de maio boliviano hoje está perto de oito.

(Do blog dos Blogs)

Publicado em: 01/05/2007