José Serra usa termo "cartel" para criticar leilão de Libra


















O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), usou nesta quarta-feira (23) a palavra cartel para se referir à ausência de concorrentes no leilão do Campo de Libra do pré-sal, comandado pelo Governo Federal na segunda-feira (21). O tucano criticou, também, a condução do governo na concorrência e disse que o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff (PT) em cadeia de tevê e rádio teve objetivo apenas "publicitário".

"Leilão implica concorrência. Não teve concorrência, teve um participante só. Na verdade, o que houve aí [leilão] foi para atender um cartel que eles mesmos [Governo Federal] organizaram", afirmou, a jornalistas, após discursar no 7º Congresso de Municípios do Noroeste Paulista realizado pela Associação dos Municípios da Araraquarense, em Olímpia (SP).

Questionado por jornalistas sobre o termo cartel, José Serra afirmou que a palavra foi usada para expressar a formação de um grupo econômico, segundo ele, sem relação criminal ou comparação com a denúncia de formação de cartel liderada pela Siemens no caso dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

"É uma denominação geral. O Brasil está cheio de cartel: dos bancos, fornecedores, da imprensa", disse. "Foi uma confusão [leilão] como nunca vi na vida, com um único objetivo, publicitário, de confundir as pessoas uma vez que o leilão fracassou", completou.

O ex-governador afirmou que refez as contas apresentadas pela presidente Dilma Rousseff sobre as receitas da exploração do petróleo e que o percentual cai de 85% para 75%. "Enfim, foi uma grande salada russa com números, com a manipulação para conquistar votos. Dá 75% na melhor das hipóteses", disse.

Folha de S.Paulo.

Publicado em: 23/10/2013