UMA NOVA CAMARAGIBE

05/03


2015

Ainda o estigma da dinastia Sarney

Levantamento feito pela Secretaria de Educação do Maranhão identificou que, embora o governo de Roseana Sarney tenha recebido 220 milhões de reais em recursos do BNDES para reformar, ampliar e construir 124 escolas, Roseana deixou 107 obras inacabadas – ou seja, apenas 17 foram concluídas, o equivalente a 13,71% do total previsto.

Uma das escolas em estado precário e com a reforma inacabada, por ironia do destino, chama-se Roseana Sarney Murad.  (Lauro Jardim - Veja)

Por Lauro Jardim


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Congresso Amupe

05/03


2015

Cunha: morte à comunicação da Câmara

Eduardo Cunha acertou na terça-feira passada, no Colégio de Líderes, uma mudança radical, quase a morte, do que é hoje o sistema de comunicação da Câmara, composto por TV, rádio, jornal e site.

Disse Eduardo:

- Não faz sentido a TV Câmara, por exemplo, apresentar, aos domingos, programa sobre chorinho para concorrer com o Domingão do Faustão. A Câmara é Câmara dos Deputados e não Câmara dos servidores.

Com programações que misturam reportagens sobre o dia a dia da Casa e outras sobre temas nacionais , os veículos, principalmente a TV e a rádio, também dão espaço para estilos musicais ou assuntos que não são falados em canais comerciais.

Não será o primeiro gesto de Cunha contra os veículos. Antes do carnaval, ele já havia mandado exonerar o chefe de redação, Antonio Vital. Cunha atribui aos jornalistas da Câmara o vazamento para a imprensa de informações negativas sobre ele. Os servidores interpretaram o afastamento de Vital como um recado do novo presidente da Casa.


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05/03


2015

Briga PT-PMDB respinga em todo Congresso

O líder do PSB no Senado, João Capiberibe (AP), criticou a decisão tomada ontem pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) de devolver a Medida Provisória 669/2015, que trata da desoneração da folha de pagamentos, revela  o blog Poder Online. De acordo com o ex-governador do Amapá, a briga interna entre PT e PMDB está “respingando” no Congresso.

“Se fosse um prenúncio de mudanças e de respeito às prerrogativas do Congresso, por causa do abuso de medidas provisórias, eu aplaudiria e diria ‘bravo’ ao presidente do Senado. Mas não é isso, não nos parece isso”, diz Capiberibe. “Há um esgaçamento nas relações do PMDB com o Palácio do Planalto. Eles não estão conseguindo se entender e isso termina refletindo e respingando em nós todos”, critica


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Onodera Estética

05/03


2015

Dilma em círculo vicioso na política e economia

Do blog do Kennedy

Nesta quarta-feira, o dólar chegou a ultrapassar a barreira dos R$ 3, mas acabou o dia a R$ 2,98. A Bolsa fechou em baixa de 1,63%. A devolução da medida provisória que aumentava impostos por Renan Calheiros (PMDB-AL) teve influência nesse cenário.

A alta do dólar é reflexo das notícias ruins da política que contaminam a economia e das notícias ruins da economia que contaminam a política. O governo Dilma entrou num círculo vicioso de más notícias e erros políticos.

O dólar alto alimenta a inflação. Isso exige juros mais altos ainda, o que acaba esfriando a economia e afetando o emprego e a produção.

Outro tema do “SBT Brasil” foi a declaração do ministro da Educação, Cid Gomes, em uma universidade em Belém. Cid disse que no Congresso há 300 ou 400 deputados achacadores. Foi uma afirmação inoportuna e grave, que dificulta mais a articulação política da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reagiu com dureza e rapidez. Em votação relâmpago, aprovou uma convocação de Cid Gomes ao plenário da Câmara para apontar quem seriam os achacadores.

É uma notícia que não contribui para a governabilidade de Dilma, que precisa manter o PMDB longe da oposição. A tensão continua alta em Brasília à espera da divulgação pública da lista de acusados da Lava Jato, que está no Supremo Tribunal Federal.


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Naipes Consultoria

05/03


2015

Novos partidos. Negócio faz parte

Carlos Brickmann

O caro leitor acredita que franquia é uma loja que segue determinados parâmetros ditados pela cabeça da rede, paga uma taxa por isso e ganha ao expor um nome já consolidado? Que nada! Bom mesmo é franquia de partido político. Com base numa legenda já existente, que fornece estrutura e pessoal, abrem-se outros partidos, ganha-se acesso ao farto dinheiro do Fundo Partidário; ao tempo de TV, que pode ser oferecido ao candidato, digamos, ideologicamente mais aceitável; ao lucrativo espaço para abrigar dissidentes. 

Os partidos já montados articulam a formação de mais oito legendas: o PSD, de Gilberto Kassab, recria o PL; Valdemar Costa Neto, do PR, livre enfim das celas da Papuda, monta para si o MB e o PMP; o PRB, da Igreja Universal, fabrica dois genéricos, mais o Partido Militar; o PEN forma o PEP, e o PR quer apenas mais um partido. 


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Stampa Midia

05/03


2015

Coluna da quinta-feira

    Azedou ainda mais

Brasília vive uma terrível crise, de natureza política e moral. Entrando para o terceiro mês do seu segundo mandato, a presidente Dilma não governa, está acuada, tem uma equipe amadora no comando da política. Nem a liberação da “lista de Janot”, que não tem ainda os nomes por causa do segredo de justiça, trouxe o alívio político.

A impressão é que serviu para agravar ainda mais a crise. Achando que seu nome apareceu na lista por arte do “fogo amigo”, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teve um chilique, manifestado no gesto de devolver a chamada MP da Desoneração, que aumenta a carga tributária das empresas.

Para quem esteve com Renan, ele quis mandar o seguinte recado: se a presidente acha que poderá escapar de danos do escândalo Lava Jato, transferindo parte do desgaste para o Congresso, o tiro por sair pela culatra, porque o PMDB, o mais atingido, pode reforçar a oposição ao governo.

Segundo maior partido da base, o PMDB foi atingido mortalmente, com a inclusão dos dois dirigentes das Casas Legislativas: Eduardo Cunha (PMDB-RJ), da Câmara, e Renan, do Senado. Há quem diga que os oposicionistas têm interesse em enfraquecer Dilma com a intenção de minar uma eventual candidatura de Lula em 2018.

Isso ficou muito claro com o entusiasmo juvenil em cima da decisão de Renan. Até então um aliado poderoso, o presidente do Senado se afasta do Governo em consequência dos efeitos da lista Janot. Mas diz que o senador já estava contrariado com o governo por outras questões, como o poder sobre o Ministério do Turismo e a relação ruim com o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil).

Como não houve uma divulgação oficial dos nomes da lista de Janot, que traz 54 políticos e o pedido de abertura de inquérito para investigar 28 do total, não dá ainda para medir a dimensão exata do efeito político. Pedidos de abertura de inquérito significam que o procurador-geral da República quer investigar mais.

Assim, Janot vê fragilidade no trabalho feito pelo juiz Sérgio Moro e os investigadores em Curitiba e avalia como necessário ter mais material para solicitar abertura de processos. A partir de agora, os nomes da lista serão mais investigados e poderão responder a uma futura ação penal.

Todos têm direito de defesa e não podem ser considerados culpados. Mas o aperitivo da lista que já vazou mostra potencial de agravamento da crise do ponto de vista político, porque pode tirar o PMDB da base do Governo, potencializando a oposição, que anda mais animada.

A reação do Renan e eventuais atitudes duras futuras de outros citados na lista têm de ser vistas como tentativas de salvar a própria pele usando o poder que possuem em suas mãos. Isso está sendo interpretado como chantagem política, para não classificar de abuso.

Afinal, Dilma não controla o procurador-geral da República nem o Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal tem agido com liberdade. O próprio senador Renan falou em independência de poderes ao rejeitar a MP da Desoneração. Por essa independência, Dilma não teria o que fazer em relação a Janot e ao STF.

DIFICULDADES– Cresceu a dificuldade para o governo aprovar medidas econômicas no Congresso na tentativa de recuperar a economia. A presidente já transformou em projeto de lei a MP rejeitada por Renan e pede para ser avaliado em regime de urgência urgentíssima, repetindo o teor da MP da Desoneração. Mas isso não mudou um milímetro a resistência ao contrário da sua própria base, incluindo o próprio PT.

Start da polêmica– Autor do projeto que cria o Estatuto da Família, o deputado Anderson Ferreira (PR) garante que haverá um amplo debate na comissão especial que trata do assunto, incluindo todos os segmentos da sociedade, inclusive os movimentos preocupados que a proposta proíba a adoção de crianças por casais homossexuais. “Estamos abertos ao diálogo”, diz.

Pela tangente – Em entrevista ao Frente a Frente, ontem, o senador Fernando Bezerra Coelho foi forçado a tratar de 2018, mas negou que já esteja em campanha para governador. “Sou candidato a fazer um grande mandato aqui no Congresso e ninguém vai me impedir de continuar andando e trabalhando em favor do Estado”, afirmou, saindo pela tangente.

Vingança maligna – Convencido de que a inclusão do seu nome na lista de Janot seja objeto de uma manobra do Palácio do Planalto, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), promete vingança. Aos aliados, diz que virá na CPI da Petrobras, que tem como presidente seu aliado Hugo Motta (PMDB-PB).

Candidato palaciano – Na frente de todas as pesquisas de intenção de voto para prefeito do Cabo, como do Instituto Plural, na qual aparece com 47%, o deputado Lula Cabral (PSB) é o candidato que terá o apoio do governador Paulo Câmara, conforme avalia a bancada federal do PSB. Embora animado, Lula diz que só fala em candidatura no momento certo.

 

 

CURTAS

CONSELHEIROS– Em audiência, ontem, com a ministra de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, o deputado Zeca Cavalcanti (PTB) conseguiu a garantia de melhores condições de trabalho para o Conselho Tutelar de Poção, onde ocorreu o assassinato de três conselheiros tutelares e de mais uma pessoa envolvida da chacina. Zeca esteve na audiência acompanhado do prefeito, o Padre Cazuza.

REAÇÃO– Ainda não divulgada, embora já entregue pelo procurador-geral da República, a lista dos políticos envolvidos na operação Lava Jato tem chegado muita gente com os nervos à flor da pele. “A minha consciência é tranquila. Nunca participei de nenhum processo de licitação, de corrupção, estou tranquilo", reagiu o líder do PT no Senado, Humberto Costa, sobre rumores de que seu nome teria sido incluído.

Perguntar não ofende: Quais são os pontos da reforma política que serão consensuais na reunião da executiva nacional do PSB hoje em Brasília?


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Biologicus

04/03


2015

Para deputado Cunha não tem moral para o cargo

Da Folha de S.Paulo – Márcio Falcão e Aguirre Talento

A rejeição de um pedido de criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar planos de saúde provocou nesta quarta-feira (4) um bate-boca entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o deputado Ivan Valente (PSOL-SP). Autor do pedido de investigação, Ivan decidiu questionar a decisão de Cunha de derrubar a comissão. Cunha  entendeu que não tinha fato determinado que justificasse a abertura de investigação.

Incomodado, Valente afirmou que a CPI era necessária e que Cunha agiu por interesse próprio ao tomar decisão. "Senhor presidente, entendo isso como uma decisão política sua, que inclusive recebeu recursos de planos privados de saúde [para financiar sua campanha eleitoral)", afirmou.

Na presidência, Cunha rebateu. "A decisão dessa presidência obedeceu a princípios contidos no parecer da Secretaria-Geral da Mesa. Vossa excelência não autoridade moral de me questionar da forma que está fazendo".

Ivan insistiu na crítica: "Vossa excelência é que não tem autoridade moral para se sentar nessa Mesa. Vossa excelência foi o relator da MP 627 que aliviava os planos de saúde”.  Com microfones cortados, Ivan insistiu nos ataques ao peemedebista, mas este decidiu ignorar e prosseguiu a sessão.


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Santana e Plácido

04/03


2015

Propina a Renan furou teto de 3%, diz delator

De O Estado de S.Paulo – Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou, em sua delação premiada, que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu propina em contratos da Diretoria de Abastecimento e que, na prática, os pagamentos ao peemedebista “furaram” o teto de 3% estabelecido como limite dos repasses a políticos no esquema de cartel e corrupção desbaratado pela Operação Lava Jato.

O esquema desbaratado a partir de março de 2014 envolvia o loteamento de diretorias da Petrobrás pelo PT, PMDB e PP. Por meio delas, eram arrecadados entre 1% e 3% de propina em grandes contratos Segundo Costa, a propina excedeu os 3% para que “fosse incluído um valor para Renan”.

O ex-diretor de Abastecimento foi o primeiro delator da Lava Jato. Paulo Roberto Costa afirmou em sua delação que o presidente do Senado usava como “interlocutor” dos contatos com a Diretoria de Abastecimento – reduto do PP no esquema – o deputado federal Aníbal Ferreira Gomes (PMDB-CE), que foi prefeito de Aracaú (CE) no período de 1989 a 1993.

Ferrenho defensor da família Calheiros no Congresso, Aníbal Gomes empregou em seu gabinete, como assessor. o filho mais novo do presidente Senado Rodrigo Rodrigues Calheiros. Segundo o delator, o aliado de Renan apresentava-se como “representante” do presidente do Senado.

Leia mais clicando aí: Propina para Renan ‘furou’ teto de 3%, diz delator da Lava Jato 


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04/03


2015

País verá na sexta nomes dos investigados

De O Globo - Carolina Brígido

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), planeja terminar até sexta-feira a análise dos pedidos de abertura de inquérito feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na operação Lava-Jato. Até o fim da semana, o sigilo deverá ser derrubado e o país conhecerá os nomes das 54 pessoas que serão investigadas em 28 inquéritos.

Janot também pediu diligências iniciais, como a oitiva de testemunhas, o compartilhamento de provas obtidas na primeira instância, além de quebras de sigilos fiscais e bancários. Zavascki deverá concordar com os pedidos.

O procurador também quer o arquivamento de sete petições, por falta de provas suficientes contra os suspeitos. Janot solicitou que os inquéritos tramitem de forma pública, sem o sigilo judicial. Teori deve concordar com esse pedido. Permanecerão em segredo apenas provas que, se fossem divulgadas, comprometeriam o bom andamento das investigações. Também devem continuar sob sigilo provas que expõem a intimidade do investigado, como informações bancárias.

Entre os suspeitos que Janot quer que sejam investigados no STF existem políticos com direito ao foro especial, pelo cargo que ocupam, e também pessoas sem essa prerrogativa. O procurador-geral quer que pessoas sem foro integrem os inquéritos porque teriam cometidos os mesmos crimes, nas mesmas situações, que políticos com foro. Essa hipótese é permitida pelo Código de Processo Penal.


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04/03


2015

Crise com PMDB: Dilma e Temer se reúnem

Da Folha de S.Paulo – Vera Magalhães

A presidente Dilma Rousseff e o vice, Michel Temer, se reuniram no final da tarde desta quarta (4) no Palácio do Planalto, informa Alexandre Aragão. Foi a primeira conversa política de ambos a sós desde a posse de Dilma no segundo mandato —o encontro durou menos de uma hora. Diante da crise na coalizão governista, a presidente se comprometeu a dialogar mais com os partidos e a abrir espaço para Temer entre seus conselheiros.

Na reunião com líderes partidários na manhã desta quarta-feira, no entanto, chamou a atenção novamente a ausência do vice, mesmo depois dos acenos de que ele passaria a ter um papel mais efetivo na articulação.

Informações do Palácio do Planalto são de que foi Temer quem solicitou a Dilma um encontro nesta quarta.

O partido que Temer preside, o PMDB, está no centro dos pedidos de abertura de inquéritos contra políticos acusados de envolvimento nos desvios apurados na Operação Lava Jato. A lista de 54 pedidos de abertura de inquérito inclui, segundo informações de bastidores, os presidentes do Senado Federal, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha, ambos peemedebistas.

Cunha e Renan teriam sido avisados desde a semana passada de que integrariam a lista apresentada ao STF pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A reação do presidente do Senado foi imediata: deixou de comparecer a jantar com Dilma no Palácio da Alvorada na segunda-feira e, na terça, devolveu ao Executivo a medida provisória que revia as desonerações de folha de pagamento para vários setores da economia, que integra o pacote de ajuste fiscal do governo.


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