UMA NOVA CAMARAGIBE

04/03


2015

Gesto de Renan: reação a seu nome na lista

Gerson Camarotti (Blog)

O Palácio do Planalto enxergou motivações políticas na decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, em devolver a medida provisória que revê desonerações da folha de pagamento de vários setores da economia. 

Nas palavras de um auxiliar da presidente Dilma Rousseff, Renan decidiu dividir o noticiário no dia em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolou no Supremo Tribunal Federal pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.

Integrantes do governo avaliam que Renan decidiu reagir porque não teve uma ação do governo para impedir a inclusão do nome dele no pedido de abertura de inquérito feito pelo PGR. Assessores do Palácio do Planalto confirmaram durante o dia que Renan Calheiros e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, estavam na lista de Janot e já tinham sido comunicados por emissários do próprio governo. 

Já aliados de Renan, avaliam que a reação do presidente do Senado foi motivada pelo movimento do Planalto de aproveitar os desdobramentos da Operação Lava Jato para enfraquecer o Legislativo e, com isso, recuperar o controle da pauta no Congresso Nacional. 

Ao mesmo tempo, o grupo de Renan reconhece que o presidente do Senado fez um gesto para a oposição ao devolver a MP. E agora, tenta criar um novo grupo político no Congresso Nacional para ter aliados durante este período de investigação de políticos. 

Além disso, o PMDB começa a dar sinais explícitos de afastamento não só do PT, mas também do Palácio do Planalto. O partido aposta que a queda acentuada da popularidade de Dilma Rousseff terá reflexo imediato em movimentos de rua nas próximas semanas. “Esse não é o momento de ficar carregando o caixão. O PMDB está cansado de só ser chamado para apagar incêndio”, desabafou um cacique do partido


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04/03


2015

Em busca de um novo alvo

Carlos Brickmann

Lula pediu à CUT que desista das manifestações nacionais que marcou para sexta, 13 de março. Há quem pense que é para evitar um fiasco - é difícil manifestar-se "em favor da Petrobras" ao lado do pessoal que passou os últimos anos a sugá-la. Há quem pense que é para evitar que a manifestação marcada para o domingo, dia 15, contra o Governo, ganhe mais ímpeto. Nada disso: o Governo Federal quer concentrar todas as forças, na sexta-feira, 13, no Paraná. O objetivo é demonizar o governador paranaense, o tucano Beto Richa, e criar um novo alvo que tire Dilma do foco das notícias negativas. Culpar só FHC já não é suficiente.

Beto Richa enfrenta uma série de problemas neste início de segundo mandato. A Associação Paranaense de Professores, radicalizadíssima, ligada a partidos como PSOL, PSTU e também PT, está em guerra com o governador. Richa enfrenta a necessidade do ajuste fiscal, sempre doloroso e impopular. O Paraná - que formava com São Paulo a dupla de Estados que o PT tinha como prioritários em 2014, e nos quais perdeu já no primeiro turno - é visto como possível contraponto ao desmanche do prestígio do Governo Federal. É lá o foco da luta.

Grandes grupos de militantes pró-PT estão sendo enviados ao Paraná - CUT, MTST, MST - que Lula chamou de "exército de Stedile", referindo-se ao chefe dos invasores de terras. Devem manifestar-se na sexta,13, contra Beto Richa e os tucanos; e ficar por lá no mínimo até domingo, 15, para contrapor-se às manifestações contra o Governo Federal. O clima em Curitiba é o mais quente do país.


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04/03


2015

A lista do procurador: peixes grandes e pequenos

Carlos Chagas

Tenham sido 35, 38 ou 40 os parlamentares integrantes da lista do Procurador Geral da República ontem entregue ao Supremo Tribunal Federal, a verdade é que responderão a inquérito criminal aberto naquela corte. Conforme Rodrigo Janot, quem tiver que pagar, vai pagar. Não haverá sigilo nas investigações, ainda que até agora não tivessem sido divulgados os nomes dos supostos envolvidos no escândalo da Petrobras. Eles serão comunicados antes do conhecimento da relação pela imprensa, numa espécie de deferência a quantos, mesmo relacionados, ainda devem ser considerados inocentes até que se lhes prove a culpa.

A expectativa é de que o processo não demore o tempo que demorou o referente ao mensalão, mas ninguém deve esperar apurações e condenações tão cedo. A pena, por enquanto, é moral, conhecidos e apontados na rua os legisladores suspeitos de ter participado da roubalheira na estatal petroleira.

A argumentação de todos, para defender-se, será baseada em que podem ter recebido para as campanhas eleitorais dinheiro proveniente de desvios, superfaturamento e aditivos ilegais verificados na Petrobras, por obra e graça de empreiteiras, doleiros e diretores da estatal, mas não sabiam de sua procedência. Dirão ter-se comportado de acordo com a lei. A seus advogados caberá provar a afirmação, ainda que no caso do mensalão, muitos não tenham convencido os ministros do Supremo e, por isso, sido condenados à prisão.

A grande curiosidade no Congresso e fora do Congresso refere-se aos nomes dos deputados e senadores envolvidos. Há peixes grandes e peixes pequenos. Só os detentores de mandatos parlamentares responderão junto ao Supremo. Além dos que não se reelegeram, governadores e ex-governadores, assim como ex-ministros, serão julgados em outros tribunais superiores ou na justiça de primeira instância do Paraná. É grande a expectativa, a desvendar-se nos próximos dias


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Onodera Estética

04/03


2015

Coluna da quarta-feira

    Uma longa estrada

Há um caminho longo para que os políticos com mandato envolvidos na operação Lava a Jato sejam punidos e possam ser cassados. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve pedir o fim do segredo de Justiça para todos os casos, mas essa decisão depende do relator do processo no tribunal, ministro Teori Zavascki, o que deve ser feito em seguida.

Para cada pedido de inquérito haverá um pedido de fim do segredo; Zavascki deve analisar cada caso separadamente para decidir. Se derrubado o segredo, os nomes devem ser conhecidos em bloco, de uma vez só. Além de pedidos no STF, a PGR pode também apresentar petições no Superior Tribunal de Justiça (STJ), caso se confirmem indícios de crimes cometidos por governadores.

Neste caso, os pedidos serão analisados pelo ministro Luís Felipe Salomão. Após receberem os documentos da PGR, os dois ministros decidirão se atendem o que foi requisitado por Janot. É praxe, porém, os magistrados aceitarem a abertura de inquérito ou ação penal mediante o pedido do Ministério Público Federal.

Os pedidos serão divididos em fatos, cada um contendo indícios de que houve crime e suspeita de quem os praticou. Por isso, é possível que um mesmo pedido de inquérito envolva mais uma pessoa e que uma mesma pessoa apareça em mais de um caso.

A base desses pedidos serão depoimentos dados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e pelo doleiro Alberto Youssef, considerado o principal operador do esquema, que teria lavado R$ 10 bilhões em dinheiro desviado da estatal.

Também serão usados dados já apurados na Lava Jato, que já levou à abertura de mais de uma dezena de ações penais e investigações contra pessoas sem foro privilegiado, julgados na primeira instância da Justiça Federal no Paraná.

Em alguns pedidos, no entanto, é possível que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entenda que não é possível verificar a existência de delitos com base nas afirmações ou mesmo não ser possível chegar aos culpados. Nestes casos, pedirá o arquivamento das investigações.

Se considerar que já há provas, poderá apresentar uma denúncia, passando a uma fase mais adiantada do processo penal. O pedido de abertura de inquérito no STF é o primeiro passo para se investigar um político. Caberá também a Teori Zavascki abrir o inquérito e autorizar diligências para a descoberta de irregularidades, como a quebra de sigilos telefônico, bancário ou fiscal, novas buscas e apreensões de documentos ou mesmo interceptações telefônicas.

Várias dessas ações podem permanecer sob sigilo, para evitar que o investigado apague os rastros dos crimes. Durante a fase investigatória, os advogados dos investigados ainda não podem fazer a defesa judicial ou contestar as diligências. Só depois de aberta a ação penal, eles poderão apontar irregularidades na produção de provas e anular acusações feitas com base nelas.

Encerradas as investigações, caberá à PGR apresentar as denúncias, que são as acusações formais contra os investigados, apontando os crimes, culpados e provas. Se aceita pela Justiça, a denúncia leva à abertura de uma ação penal, que é próprio processo judicial, em que serão ouvidas testemunhas e quando a defesa poderá apresentar outras provas que contestem a acusação, além de contestar as investigações.

Só ao final do processo, os ministros julgam e decidem pela inocência ou culpa do réu; no último caso, determinando as penas, multas e ressarcimento de danos aos cofres públicos. No caso da Operação Lava Jato, a eventual abertura de ações penais caberá à Segunda Turma do STF, composta, além de Zavascki, pelos ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Celso de Mello.

SIGILO– Nos pedidos de inquérito, o procurador já pode pedir quebras de sigilos bancário e fiscal e deverá propor oitivas de testemunhas. A avaliação da PGR é de que a quebra de sigilo telefônico pode não ser eficaz, já que os suspeitos devem ter adotado cautela após a deflagração das primeiras fases da operação. Se aberto o inquérito, é possível que parte dessas diligências sejam mantidas em sigilo.

Saindo na frente– Independente do que a bancada do PSB na Câmara venha a decidir, o deputado João Fernando Coutinho antecipou sua posição, ontem, sobre o ajuste fiscal. Em entrevista ao Frente a Frente, afirmou deixou a entender que votará contra. “Fico com o trabalhador, que não pode pagar o preço da irresponsabilidade e da má gestão do PT”, disse.

 

 

 

 

Defesa da memória – Em nota, o PSB se disse surpreso com a notícia de que o ex-governador Eduardo Campos teria recebido R$ 10 milhões, conforme informou à justiça o doleiro Youssef. “O Partido adotará todas as medidas necessárias, se confirmada a denúncia do delator, para promover a defesa da memória do seu líder, cuja conduta na sua vida pessoal e política sempre foi considerada por todos, irrepreensível”, diz o comunicado, assinado pelo presidente Carlos Siqueira.

PT bate fofo – No jantar que a presidente Dilma promoveu, anteontem, com a cúpula do PMDB, para se aproximar mais do partido, no qual a principal ausência foi a do presidente do Congresso, Renan Calheiros, o que se viu foi muitas queixas dela em relação à postura do PT, que estaria contrário ao ajuste fiscal anunciado pela equipe econômica na semana passada.

Levando o emprego – Da tribuna da Câmara, ontem, o deputado Augusto Coutinho (SD) fez um duro pronunciamento sobre as demissões em massa que vêm ocorrendo nas empresas em Suape, especialmente nas que estão citadas na operação Lava Jato. “O Governo age como gatuno, roubando o emprego dos trabalhadores”, disse Coutinho. Segundo ele, mais de três mil postos de trabalho já foram fechados nos últimos dias.

 

 

 

 

 

 

CURTAS

LOBBY CONTRA– O ex-presidente da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Pires, e o desembargador pernambucano Antenor Cardoso foram vistos, ontem, no Congresso, trabalhando contra a PEC da Bengala, que aumenta de 70 para 75 anos a idade para aposentadoria compulsória dos ministros de tribunais superiores.

O ÚNICO– Dos 27 governadores, apenas o do Acre, Tião Viana (PT), aparece na lista que o procurador geral da República, Rodrigo Janot, pede abertura de inquérito para políticos com mandato envolvidos na operação Lava Jato. Ele foi citado pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Perguntar não ofende: Janot abrandou na hora de decidir pelo pedido de abertura de inquérito contra os políticos da Lava Jato e não a denúncia formal?


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Naipes Consultoria

03/03


2015

Câmara: ficou brecha para o bolsa-esposa

Do Portal G1

Apesar do anúncio de Eduardo Cunha(PMDB-RJ)  de rever a decisão sobre as passagens para cônjuges, a Câmara vai manter o aumento aprovado na semana passada para todas as despesas com parlamentares, incluindo verba de gabinete – usada para pagar funcionários –, auxílio-moradia e cota parlamentar, que inclui os gastos com passagens.

O reajuste será aplicado a partir de abril, o que representará neste ano  impacto de cerca de R$ 110 milhões. A partir de 2016, a despesa extra será da ordem de R$ 150 milhões por ano.

Ao defender o aumento nas verbas, Cunha justificou na semana passada que se tratava de um reajuste inflacionário e explicou que serão feitos cortes na mesma proporção para que o impacto seja “zero” nos cofres da Casa.

Hoje, independentemente desse ato revogando a passagem para cônjuges, a Mesa já teria essa prerrogativa para liberar excepcionalidades, como doença. (...) A revogação volta ao estágio que existia anteriormente”, explicou.

Cunha afirmou que os deputados precisam ter a humildade "de andar em consonância" coma opinião pública. "Se cristalizou a versão de uma regalia, que não era o caso”, disse.

A Procuradoria da República no Distrito Federal já havia recomendado à Câmara a suspensão do benefício aos cônjuges.


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Stampa Midia

03/03


2015

Dilma, mas pode chamar Geni

Clovis Rossi – Folha de S.Paulo

Nunca antes na história deste país um presidente (no caso, uma "presidenta") foi tão e tão duramente atacada como está sendo Dilma Rousseff neste que é apenas o início do terceiro mês do seu segundo governo.

Que seja atacada pela oposição é do jogo. Oposições são feitas para criticar governos, qualquer governo, em qualquer país.

Mas que os ataques venham também de amigos, aí já se entra em uma situação de inquietante anomalia. Pior ainda é quando parte de um subordinado, no caso o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Aí, a anomalia é total, surrealista até. Se um ministro acha que a chefe é capaz de cometer um erro "grosseiro" e de fazer "uma brincadeira que custou caro aos cofres públicos", o passo normal seguinte seria pedir demissão.

Levy prefere autoflagelar-se para continuar no cargo. Diz que foi "infeliz" na sua frase. Foi apenas sincero, a arrogante sinceridade de quem se acha o único capaz de corrigir os "erros" dos antecessores.

Dilma também engoliu o ataque, talvez (ou certamente?) porque não tem autonomia para demitir um auxiliar que faz tão mau juízo de sua competência.

Do subordinado crítico, pulemos para um amigo, o jornalista Ricardo Kotscho, secretário de Imprensa no início do primeiro período Lula e amigo dele e de Dilma. Ela, aliás, convidou-o para trabalhar na campanha de 2010, mas ele recusou.

Escreve agora em seu blog: "Pelas bobagens que tem falado nas suas raras aparições públicas, completamente sem noção do que se passa no país, melhor faria a presidente se continuasse em silêncio, já que não tem mais nada para dizer".

Nem eu cheguei tão longe, e olhe que, às vezes, me penitencio silenciosamente por ter sido eventualmente impiedoso demais com todos os presidentes sobre os quais escrevi nos meus 28 anos de colunismo.

Se é assim com um subordinado e com um amigo, torna-se natural que um opositor, Fernando Henrique Cardoso, ponha de lado o seu viés naturalmente conciliador e compare o comportamento de Dilma no caso petrolão ao de um batedor de carteiras.

Falta citar o público: segundo o mais recente Datafolha, Dilma é mentirosa para 46% dos entrevistados, desonesta para 47%, falsa para 54% e indecisa para 50%.

Nenhum desses defeitos é motivo para impeachment, nos termos da Constituição. Por mais que juristas digam o contrário, tampouco acho que haja outro motivo suficiente para afastar a presidente.

Mesmo que houvesse, trata-se de uma iniciativa que só prospera em ambiente político favorável.

Não parece haver ainda, mas é importante lembrar que os dois nomes na linha sucessória são do PMDB (primeiro, claro, o vice Michel Temer; segundo, o presidente da Câmara, hoje Eduardo Cunha).

O formidável desgaste de Dilma poderia atiçar o já pantagruélico apetite pelo poder desse partido, decisivo em qualquer iniciativa que passe pelo Congresso. Dilma, portanto, precisa se preocupar mais com sua suposta base de apoio do que com a oposição, que não chegaria ao poder com o impeachment. 


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Biologicus

03/03


2015

Cunha se diz pronto para esclarecer

De O Globo - Isabel Braga

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou que esteja apreensivo com a possibilidade de seu nome estar incluído na lista do procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Cunha disse estar tranquilo e que já foi vítima de ‘alopragem‘ e está pronto para esclarecer. Cunha negou, no entanto, que tenha sido avisado que seu nome estaria na lista.

— Nenhuma apreensão, estou absolutamente tranquilo. Já fui vítima de uma “alopragem“ há dois ou três meses atrás (sic) e se essa “alopragem“ não foi suficientemente esclarecida que o seja. E qualquer outra “alopragem“ que possa aparecer estarei pronto sempre a esclarecer. Ninguém está imune absolutamente a nenhum tipo de investigação — disse Cunha, acrescentando:

— Só não posso deixar que a mentira ganhe corpo. Não fui avisado por ninguém, ninguém me avisou de nada. Se eventualmente está ou não está (o nome dele na lista) é um outro problema.

Cunha classificou de absurda a hipótese de um parlamentar vir a renunciar caso o nome venha a aparecer na lista.

— Isso é um absurdo — reagiu Cunha.

Durante todo o dia desta terça-feira, a entrega da lista por Janot ao Supremo foi tema de conversas em rodas de deputados. Todos querendo saber se a lista já teria sido entregue, quais nomes tinham aparecido. Na reunião de líderes partidários, o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), defendeu que se os escolhidos para presidir as comissões permanentes da Câmara estivessem na lista do procurador, que fossem substituídos por outros nomes.

— Defendi o cuidado em indicar nomes de deputados para as presidências das comissões de deputados que estejam na lista do procurador. Eu falei que seria a corda em casa de enforcado. O silêncio foi sepulcral — contou Alencar.

Mais tarde, em discurso na tribunal do plenário, o líder do PSOL cobrou a imediata publicização dos nomes dos políticos envolvidos e voltou a defender o afastamento imediato dos investigados das funções de mando ou direção que ocuparem ou vierem a ocupar no Executivo e no Legislativo. Chico Alencar avisou ainda que o partido fará representações no Conselho de Ética da Câmara contra políticos denunciados pelo Ministério Público.


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hmkb

\" Vem pra Rua\" dia 15 de MARÇO pôr esse crápula ladrão do Eduardo Cunha e o não menos crápula e ladrão Renan Calheiros para fora dos cargos que ocupam.


Santana e Plácido

03/03


2015

PGR pede abertura de inquérito contra 54

Do UOL, em Brasília

A PGR (Procuradoria-Geral da República) entregou na noite desta terça-feira ao STF (Supremo Tribunal Federal) o pedido de investigação contra 54 pessoas, dentro de 28 inquéritos, que estariam envolvidas na operação Lava Jato, que investiga o desvio de verbas na Petrobras.

Do total de investigados, há políticos com foro privilegiado e também pessoas sem o benefício. Além dos 28 pedidos de inquérito, a PGR fez sete pedidos de arquivamento de investigações. Nem a PGR nem o Supremo informaram os nomes das pessoas que poderão ser investigadas.

Mais cedo, fontes das bancadas do PMDB na Câmara dos Deputados e no Senado Federal revelaram que os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teriam sido informados, pelo vice-presidente Michel Temer, na última sexta-feira sobre a inclusão de seus nomes na lista.

Os pedidos de investigação contra o chamado núcleo político do esquema investigado pela operação Lava Jato chegaram ao STF quase um ano depois da deflagração da primeira etapa da operação Lava Jato, em 17 de março de 2014.

A entrega da lista ao STF não significa que os políticos ou pessoas ligadas ao caso são culpadas e serão condenadas. Os pedidos de abertura de inquérito são a primeira etapa de um processo que deverá ser longo, segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Para que a investigação seja iniciada, o ministro relator precisa autorizar medidas como emissão de mandados de busca e apreensão de documentos, interceptações telefônicas e quebra de sigilos telefônico, fiscal e bancário.

Os pedidos de abertura de inquérito solicitadas pela PGR se basearam nos depoimentos de dezenas de pessoas, entre elas daqueles que são considerados os principais delatores do esquema: o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do ex-gerente de engenharia da estatal Pedro Barusco. De acordo com dados preliminares repassados pela PF, pelo menos R$ 10 bilhões teriam sido desviados.

Ainda segundo as investigações da PF, o esquema funcionava a partir do superfaturamento de contratos da Petrobras junto a empreiteiras. Parte do dinheiro superfaturado seria encaminhada a partidos e políticos. Segundo Barusco, o PT teria recebido até R$ 200 milhões em propinas. Além do PT, políticos do PP, PMDB, PSB e PSDB teriam recebido dinheiro proveniente do esquema.

As investigações da Lava Jato já geraram 19 ações penais e cinco cíveis na Justiça Federal do Paraná, onde tramitam os casos relacionados a réus que não têm foro privilegiado.

Entre os réus estão executivos das principais empreiteiras do país: a Camargo Corrêa, a UTC, a OAS, a Engevix, a Galvão Engenharia e a Mendes Jr. Os processos envolvendo as construtoras já estão em fase de audiências e as testemunhas de defesa serão ao longo do mês de março.


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Everaldo Aleixo

A ordem no planalto é nao deixar pedra sobre pedra!



03/03


2015

Renan se rebela, devolve MP e ataca Dilma

Da Folha de S.Paulo – Mariana Haubert

Insatisfeito com o governo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou no plenário do Senado nesta terça-feira (3) que irá devolver ao Executivo a medida provisória editada na semana passada que revisa as regras de desoneração da folha de pagamento de vários setores da economia.

"Não é saudável aumentar impostos por medidas provisórias. Isso é reduzir o papel do Congresso e não podemos concordar com isso", afirmou aos senadores. Renan reclamou, principalmente, do fato de a presidente Dilma Rousseff não ter consultado os parlamentares antes da edição da proposta.

Segundo Renan, o governo pegou os parlamentares de surpresa ao editar a proposta porque a desoneração da folha de pagamento foi definida também por medida provisória aprovada há pouco tempo e vendida pelo governo como definitiva.

"Aumentar impostos por meio de medida provisória poucos meses após ter concedido uma vantagem fiscal que se dizia definitiva sem a mínima discussão com o Congresso Nacional é um péssimo sinal para quem deseja vender a imagem da normalidade institucional e econômica do país", disse.

Após seu discurso, Renan foi aplaudido por alguns senadores e recebeu o apoio principalmente de representantes da oposição. O único que saiu em defesa do governo foi o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) que chamou a decisão de "irresponsabilidade" que irá causar um "impacto brutal na economia".

"Vossa Excelência descobriu hoje que existem as medidas provisórias?", questionou o petista ao que Renan respondeu:" Vossa Excelência deveria estar comemorando que eu descobri isso hoje. Tardiamente, mas graças a Deus". Antes de anunciar sua decisão em plenário, Renan consultou os líderes partidários sobre sua intenção e obteve amplo apoio, segundo senadores.


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03/03


2015

Veja pede desculpas por notícia falsa sobre Lula

A revista Veja Brasília divulgou uma nota nesta segunda-feira, 3, em que reconhece que mentiu sobre reportagem acusa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter pago uma festa de aniversário a um suposto sobrinho, publicada o dia 18 de fevereiro.

A revista pediu desculpas aos leitores e ao ex-presidente Lula pela matéria do repórter Ulisses Campbell. "É errada a nota 'Celebração estrelada', publicada na edição do dia 18 de fevereiro (pág. 16), por VEJA BRASÍLIA, dando conta dos preparativos de uma festa que homenagearia um sobrinho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no bufê Aeropark, no Distrito Federal", admite a revista da editora Abril.

"Pelo equívoco, VEJA BRASÍLIA se desculpa com seus leitores e, mesmo que a nota não contivesse conotação negativa, se desculpa também com o ex-presidente e sua família por quaisquer transtornos que possa ter ocasionado", escreveu Veja.

O texto de Veja afirmava que a festa reuniria centenas de crianças e distribuiria iPads com uma mensagem gravada por Léo Moura, lateral do Flamengo, incentivando a prática de esportes. Também informava que a família de Lula teria pago a organização da festa em dinheiro, acumulando um gasto de quase R$220 mil.

Logo após a veiculação do texto fantasioso, o Instituto Lula se pronunciou oficialmente afirmando que o conteúdo divulgado pela revista era mentiroso. Lula não tem nenhum sobrinho chamado Thiago morando na capital federal, como havia afirmado o repórter. "Lamentamos que a revista publique informações falsas sem sequer checar a informação e que perfis da internet, como os do vlogueiro Felipe Neto, o do apócrifo Folha Política, e o do site Implicante, entre outras pessoas e veículos de boa e má fé, repliquem tal absurdo".

Não bastasse a veiculação da matéria, o repórter Ulisses Campbell chegou a invadir o condomínio da família de Frei Chico, irmão de Lula, em São Paulo, se dizendo passar por entregar de livros. A família do irmão do ex-presidente registrou um Boletim de Ocorrência contra o jornalista. "Quando a babá percebeu que o referido indivíduo [Ulisses] não entregou livro algum e começou a perguntar sobre os horários de chegada dos moradores, teria trancado a porta e pedido ajuda para a equipe de segurança do condomínio"; invasor fugiu das dependências do condomínio, mas foi localizado pela Polícia Militar.


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