FMO

27/08


2016

Coluna do sabadão

           Direto de Brasília 

       Lula mais perto da cadeia

Em meio a um grande tumulto, em que o plenário do Senado virou uma rinha de galo, entre senadores pró e contra impeachment, o ex-presidente Lula recebeu, ontem, a pior notícia, que pode atrapalhar seus planos para disputar à Presidência da República em 2018: seu indiciamento, pela Polícia Federal, junto com sua mulher Marisa, e mais três pessoas, por crimes como corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

O indiciamento foi protocolado no sistema eletrônico da Justiça Federal, no Paraná. Os cinco são investigados por supostas irregularidades na aquisição e na reforma de um apartamento tríplex do Edifício Solaris, no Guarujá, no litoral de São Paulo, e no depósito de bens do ex-presidente. Os outros três indiciados pela PF são o ex-presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho (conhecido como Léo Pinheiro); o arquiteto Paulo Gordilho; e, por fim, o presidente do Instituto Lula Paulo Okamoto.

O delegado federal Márcio Adriano Anselmo, que assinou o indiciamento, concluiu que o casal Luiz Inácio Lula da Silva e Marisa Letícia Lula da Silva foi beneficiário de vantagens ilícitas, por parte da OAS, em valores que alcançam R$ 2.430.193,61 referentes às obras de reforma no apartamento 164-A, do Edifício Solaris, bem como no custeio de armazenagem de bem do casal. Segundo o delegado, a reforma no apartamento ocorreu possivelmente no segundo semestre de 2014.

Ele afirma que o valor estimado da obra foi de R$ 777.189,13; os móveis custaram R$ 320 mil; e os eletrodomésticos mais R$ 19.257,24. No documento, o grupo de trabalho da PF para a Operação Lava Jato expõe conversas e trocas de mensagens entre os investigados e ainda fotos do tríplex. O delegado menciona "estranheza" pelo fato de Lula negar conhecer Paulo Gordilho, sendo que os dois aparecem juntos em fotos, “demonstrando dessa forma haver relação de proximidade entre os mesmos”.

De acordo com a Polícia Federal, foi possível depreender que a OAS pagou por cinco anos (entre 2011 e 2016) R$ 21,5 mil mensais para que bens do ex-presidente ficassem guardados em depósito da empresa Granero. Os pagamentos totalizam, conforme citado pelo delegado, R$ 1,3 milhão. Segundo ele, o montante corresponde a vantagens indevidas pagas pela Construtora OAS em benefício de Lula.

Conforme a PF, as obras de reforma do sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, são objeto de apuração em outro inquérito. O mesmo ocorre em relação às suspeitas de que a Lils Palestras – empresa do ex-presidente – foi utilizada para receber valores de empresas citadas na Lava Jato. O ex-presidente da OAS já foi condenado no âmbito da Operação Lava Jato, em primeira instância, a 16 anos e quatro meses de prisão, acusado de cometer os crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O ATAQUE DE RENAN – O discurso do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), incendiou, ontem, a sessão matinal do julgamento do impeachment da presidente afastada. Afirmou que no mês passado, ele conseguiu, no Supremo Tribunal Federal, desfazer o indiciamento da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) e do seu marido, o ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, pela Operação Custo Brasil, da Polícia Federal (PF). Bernardo é suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção que teria desviado dinheiro arrecadado com empréstimos consignados de aposentados. “Justamente uma senadora que, há 30 dias, o presidente do Senado conseguiu, no Supremo Tribunal Federal, desfazer o seu indiciamento e o do seu esposo, que havia sido feito pela Polícia Federal”, afirmou.

A super engajada MarinaCandidata ao PSB à Presidência da República nas eleições passadas, em substituição a Eduardo Campos, que morreu num acidente de avião, em agosto, a ex-senadora Marisa Silva, agora pilotando o seu próprio partido, a Rede Solidariedade, reforça, em ato hoje em Olinda, no início da noite, o palanque do candidato a prefeito do município, Antônio Campos (PSB). O evento está marcado, a partir das 18h30m, no comitê da coligação Muda Olinda, na Avenida Brasil, 445, em Rio Doce. Marina já gravou também para o guia eleitoral do socialista.

As petições de Renan– Renan Calheiros (PMDB-AL) divulgou uma nota sobre o comentário que a respeito da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), no qual afirmou que interveio junto ao STF para "desfazer" o indiciamento da parlamentar petista e do marido dela, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo. No comunicado, a assessoria de Renan afirma que as referências feitas pelo peemedebista no plenário se referem a duas petições que foram protocoladas no STF pela mesa diretora do Senado. A declaração de Renan, dizendo que teria atuado para beneficiar a parlamentar do PT, gerou um tumulto generalizado no plenário do Senado, obrigando o presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, a antecipar o intervalo de almoço do julgamento de impeachment.

Senado dá estrutura a Dilma–A presidente afastada, Dilma Rousseff, contará com uma estrutura especial no Senado na próxima segunda-feira, quando irá depor no julgamento final do processo de impeachment. Além de parte do gabinete do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi colocada à disposição da petista a tribuna de honra do plenário, onde poderão ser acomodados ex-ministros e auxiliares. Dilma deverá comparecer ao Senado ainda pela manhã, numa sessão reservada para sua participação final no processo. Inicialmente, terá 30 minutos seguidos – prorrogáveis por quanto tempo for necessário – para se defender.

Petista pode rever votoDefensor dos governos do ex-presidente Lula e da presidente afastada Dilma Rousseff, o senador Telmário Mota (PDT-RR) pode mudar de posição na votação final do processo de impeachment da petista. Nas duas votações já realizadas no Senado, a da abertura do processo e a que levou Dilma Rousseff para julgamento, Telmário havia se posicionado a favor de Dilma contra o afastamento. Mas, segundo pessoas próximas ao parlamentar, ele se sentiu “traído” com o fato de o PT ter lançado candidatura própria para concorrer à Prefeitura de Boa Vista (RR). Ele queria apoio petista ao candidato do PDT nas eleições marcadas para outubro deste ano.

CURTAS

PLEBISCITO– A bancada do PT no Senado ainda não digeriu a decisão da Executiva Nacional do partido contrária à proposta apresentada pela presidente afastada Dilma Rousseff de um plebiscito sobre a realização de novas eleições. Para os senadores petistas, a decisão da Executiva acabou esvaziando o principal ponto do discurso de Dilma na próxima segunda-feira,  que deverá ter o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no plenário.

FESTEJADO– A presença do ex-presidente Lula no Senado, na próxima segunda-feira, para ouvir a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff, é comemorada por parlamentares petistas. Ainda não está definido se ele irá para as galerias ou se buscará algum lugar em plenário – na tribuna de honra, onde ficam os convidados dos senadores. Na segunda, Dilma vai fazer a própria defesa no julgamento do impeachment, com um pronunciamento e depois respondendo a perguntas dos senadores.

Perguntar não ofende: Com o virulento discurso de ontem, Renan Calheiros saiu do muro e revelará seu voto pelo impeachment?


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Comentários

Nehemias Fernandes Jaques

Odeio as vitimas que respeitam seus carrascos! A desigualdade é mais grave que a corrupção

Nehemias Fernandes Jaques

Perguntar não é crime: Porque anular a delação premiada de Léo Pinheiros/OAS? Porque vazou? porque cita Serra e Aécio? E como ficarão as outras delações que também vazaram? Serão anuladas?


Agência Comunicação

27/08


2016

Senado: Dilma paga preço por desprezar ex-ministros

O senador Garibaldi Alves Filho, ex-ministro da Previdência Social do governo Dilma

Leandro Colon - Folha de S.Paulo

O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) foi ministro da Previdência do primeiro governo de Dilma Rousseff. Indicado pelo PMDB, comandou a pasta de janeiro de 2011 a janeiro de 2015.

Na tarde desta sexta-feira (26), Garibaldi assistia, solitário em uma cadeira do plenário do Senado, à segunda sessão de julgamento do impeachment de sua ex-chefe.

Ele votará pela cassação de Dilma. Questionado pela coluna sobre quantas vezes foi recebido por ela para um despacho no Planalto, o ex-ministro responde: "Nenhuma".

Segundo o senador, assuntos de sua pasta eram discutidos somente com Gleisi Hoffmann (PT-PR), então ministra da Casa Civil do governo Dilma e hoje senadora da tropa de choque anti-impeachment.

"Apesar do respeito que tenho pela Gleisi, você se sente mais prestigiado ao despachar com a presidente", diz Garibaldi. "Eu tenho uma frustração, não tenho raiva dela (Dilma). Quando encerrou meu período no governo, pensei que iria me chamar pessoalmente, mas ela me telefonou", relembra o ex-ministro.

Ele diz que vota pelo impeachment porque concorda com as acusações contra a petista, mas admite: "Há também o componente da frustração, o conjunto da obra".

Garibaldi aproveita a conversa para contar o que sempre quis falar a Dilma numa reunião de trabalho: "Gostaria de ter sugerido a ela uma ampla reforma da Previdência. Isso só poderia ser feito num despacho com a presidente, diretamente".

Ele é um dos seis senadores pró-impeachment que integraram o ministério de Dilma. Seis votos que poderiam ajudar a salvá-la diante de uma estimativa de placar entre 59 e 61 votos pela cassação — o mínimo exigido para o impeachment é de 54.

Dilma vai discursar no Senado na segunda (29) pela manhã. Garibaldi diz que a presença dela não deve mudar seu voto. "Eu poderia até votar contra o afastamento se ela tivesse me conquistado, me sensibilizado". 


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Sopranor 1

27/08


2016

Sarna: apoio de Lula, Temer e Alckmin tira voto em SP

Folha de S.Paulo - Thais Bilenki e Ítalo Nogueira

A vinculação de candidatos a padrinhos políticos traz mais prejuízos do que vantagens na disputa pela Prefeitura de São Paulo, mostra pesquisa Datafolha.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o nome que causa maior rejeição entre eleitores paulistanos: 73% disseram que não votam no candidato apoiado pelo petista "de jeito nenhum".

A associação com o presidente interino, Michel Temer (PMDB), afasta o voto de 65% dos eleitores. E 51% não escolheriam o nome endossado pelo governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB).

A pesquisa, realizada em 23 e 24 de agosto, ouviu 1.092 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em meio à Operação Lava Jato, que investiga escândalos de corrupção envolvendo os principais partidos do país, o efeito positivo do apoio político se dissipou.

Como a Folha mostrou na sexta-feira (26), é um candidato sem padrinho político, o deputado Celso Russomanno (PRB), que lidera a intenção de votos na capital paulista, com 31%.

Segundo o Datafolha, 7% dos eleitores disseram que, "com certeza", votariam no nome escolhido por Temer e 23% "talvez" seguissem a sua indicação. O apoio de Lula levaria 11% dos paulistanos a certamente escolher o candidato e 14% estudariam a possibilidade. Alckmin convence 16% e faz 28% examinarem o nome que ele endossar.

ASSOCIAÇÃO

O Datafolha apontou, porém, que a associação entre candidato e padrinho político ainda não é imediata.

O candidato do PSDB, João Doria, que tem 5% das intenções de voto e é desconhecido pela metade dos eleitores, é vinculado a Alckmin por 19% dos eleitores —65% disseram não saber qual era o nome da preferência do governador.

Segundo o levantamento, 35% dos paulistanos aptos a votar apontam Haddad (8% de intenção) como candidato apoiado por Lula, mas 10% ainda associam o ex-presidente a Marta Suplicy (PMDB).

A campanha petista quer evitar a associação com a senadora, que deixou a legenda no ano passado e tem boa entrada na periferia.


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Banner - Hapvida

27/08


2016

Temer evita a TV pra não morrer de raiva

O presidente interino, Michel Temer, tem evitado assistir aos debates do julgamento de Dilma. Fica contrariado com ataques feitos por senadores petistas, sobretudo por Lindberg Farias. É informado por auxiliares do que está ocorrendo no Senado.

Na conta do governo, haveria hoje, no mínimo, 59 votos pró-impeachment, o placar da sessão que transformou Dilma em ré. No entanto, o Palácio do Planalto tem expectativa de atingir até 62, caso os senadores Renan Calheiros, Otto Alencar e Telmário Motta votem a favor do impeachment.

Enquanto isso, nas últimas semanas, Renan passou a apoiar claramente o governo Temer e começou a ser cobrado pelo PT. No primeiro dia do julgamento, ele foi criticado por ter jantado com Temer e prometido acelerar o resultado final.

O peemedebista perdeu a cabeça e fez uma insinuação sobre eventual ajuda à senadora Gleisi a fim de evitar indiciamento no Supremo. Ela disse que não era verdade. Renan se declarou arrependido depois de ter apresentado explicação pouco convincente.

No entanto, esse episódio pode dar a Renan o pretexto para votar a favor do impeachment. Até hoje, ele se absteve nas apreciações dessa matéria no Senado. O peemedebista disse hoje que ainda não decidiu como votará.


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27/08


2016

Mercado a Temer: 3 meses para cumprir o prometido

Por ora, os números são carregados por euforia de um novo Governo. E só.

Os grandes empresários, industriais e investidores do mercado, têm mandado recados para o presidente Michel Temer através do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles – ele mesmo um ex-presidente mundial de um banco.

Discretamente foi um dos temas da reunião de emergência de sábado passado, no escritório da Presidência em São Paulo, onde Temer se reuniu com a cúpula do Governo e do Congresso Nacional.

O mercado espera resposta em três meses a partir de agora. Em suma, ou Temer faz reformas estruturantes para segurar o custo Brasil, ou aumenta impostos – o que Meirelles não descarta – e perde apoio.

Analistas contam o prazo para o presidente Temer convencer de que o Governo terá fôlego para frear a crise. Por ora, os números são carregados por euforia de um novo Governo. E só.  (Leandro Mazzini)


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27/08


2016

Renan faz a emenda ficar pior que o soneto

O presidente do Senado, Renan Calheiros, errou ao fazer um discurso agressivo hoje e insinuar interferência no STF (Supremo Tribunal Federal) a favor da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e do marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo. A senadora chamou Renan de mentiroso.

O peemedebista, que quer acelerar o fim julgamento de Dilma, deu explicação pouco convincente para sua insinuação. Disse que se referia a petições da Mesa Diretora no Supremo.

Foi uma tentativa de interferir no direito de espernear do PT, que está prestes a ver Dilma apeada do poder. No embate político no Senado, os petistas têm tido estratégia mais bem-sucedida do que governistas pela disputa da narrativa histórica do impeachment.  (Blog do Kennedy)


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Senai 4.0

27/08


2016

Sangue frio: Dilma treina para peitar Senado segunda

O roteiro do depoimento da presidente afastada Dilma Rousseff é desenhado no Palácio da Alvorada. Ela faz media training diariamente para controlar a raiva e não cair em armadilhas provocativas dos adversários.

Dilma dedicará cerca de 20 minutos rebatendo as denúncias; os outros dez serão permeados pela alegação de que é vítima de um golpe que “a história julgará''.

Um dos pontos do roteiro traçado pelos petistas incluía Dilma e o ex-presidente Lula da Silva, e outros aliados, descendo a rampa do Congresso de braços entrelaçados, na tentativa de passar imagem para a História de que foram vítimas de um golpe e expulsos pelo Congresso.

Mas Lula e a esposa Marisa Letícia acabam de ser indiciados pela Polícia Federal, no caso do triplex no Guarujá (SP), e o plano deve mudar.  (Leandro Mazzini)


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Sesi 4.0

27/08


2016

Viagem: Temer vai jorrar dinheiro em jornais e rádios

Leandro Mazzini - Coluna Esplanada

Enquanto o chefe do Executivo, se oficializado no cargo na terça, prepara agenda internacional para explicar ao mundo que não houve o golpe propalado por Lula da Silva eo PT, o staff mapeia as regiões com maiores índices de rejeição ao sucessor de Dilma Rousseff, a fim de minar futuras resistências político-sociais.

Temer fará agenda pelas principais capitais a partir de outubro. As primeiras sondagens mostram as regiões Norte e Nordeste como o maior desafio – evidentemente o reduto eleitoral do PT.

A estratégia do Palácio do Planalto é jorrar dinheiro de publicidade em jornais e rádios locais. E retomar as obras já listadas, de imediato, nas duas regiões.


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Odonto Personalité

27/08


2016

Dilma recebe Collor e tenta apoio contra impeachment

Folha de S.Paulo

Nesta sexta a presidente Dilma Rousseff  recebeu no Palácio da Alvorada o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL), que tem votado contra ela até agora no processo do impeachment. De acordo com petistas, a tentativa da presidente afastada é aproveitar a aproximação de Renan com Temer para conquistar o voto de Collor, que disputa o mesmo espaço político com o presidente do Senado em Alagoas.

Depois do embate no plenário, Renan se disse arrependido, mas afirmou que os petistas são "ingratos".Ele passou parte da tarde conversando com jornalistas e mostrando cópias de reclamações que o Senado, sob sua ordem, levou ao Supremo para anular o indiciamento de Gleisi pela Polícia Federal e evitar que provas colhidas em uma busca no apartamento da senadora fossem usadas em um processo contra o marido dela.

"Vou propor um agravamento da pena por ingratidão no Código Penal", ironizou.A sessão desta sexta durou 13 horas e meia. Ela será retomada às 10h deste sábado para com o depoimentos do ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa e do advogado Ricardo Lodi. A votação final do impeachment deve ocorrer até a próxima quarta (31).


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Naipes

26/08


2016

Janot quer veto a concessões de rádios para políticos

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu junto ao Supremo Tribunal Federal que políticos não podem ter participação, mesmo que indireta, em empresas de radiodifusão. A manifestação de Janot foi feita nos autos de uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) movida pelo PSOL em dezembro do ano passado, justamente contra a posse de rádios por políticos. Pela atual legislação, o político pode ser sócio de rádio ou TV, mas não pode exercer cargo de diretor.

Janot pede decisão cautelar para que o governo federal não outorgue ou renove concessões, permissões e autorizações de radiodifusão a políticos, sob o argumento de que a prática viola "a isonomia, o pluralismo político e a soberania popular".

Nos pedidos de cautelares, o procurador-geral ainda solicita que o Judiciário e o Congresso Nacional não dê posse a políticos eleitos que sejam, direta ou indiretamente, sócios ou associados de empresas de radiodifusão.


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26/08


2016

Veja acusa Janot de agir para livrar Lula, Dilma, Aécio e Serra

No último fim de semana, uma capa de Veja deu o que falar. A revista da Editora Abril colocou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, na capa, sem que houvesse qualquer razão jornalística para isso. O motivo era Toffoli ter sido citado numa delação da OAS por um motivo banal: o executivo Léo Pinheiro disse apenas que indicou uma empresa de reformas paga pelo próprio ministro.

A capa de Veja gerou uma reação imediata do ministro Gilmar Mendes, que disse ser necessário conter os abusos do Ministério Público. Resultado: imediatamente, a reportagem passou a ser lida, por setores do próprio MP, como uma armação de Veja para encerrar a Lava Jato, agora que um de seus objetivos – a derrubada da presidente Dilma Rousseff – estaria prestes a se concretizar.

Colocada contra a parede, Veja tenta reagir com uma nova capa neste fim de semana, que promete causar ainda mais polêmica. A revista acusa Rodrigo Janot, que mandou triturar os primeiros capítulos da pré-delação da OAS, de ter se tornado um novo engavetador-geral da República.

Segundo a publicação, Janot mandou destruir uma delação que aponta 3% de propina para um operador de Aécio Neves (PSDB-MG), a propina em espécie de José Serra, o caixa dois de Dilma Rousseff e uma conta clandestina do ex-presidente Lula.

O caso de Aécio, inclusive, já havia vazado e envolve as obras da Cidade Administrativa de Minas Gerais. O operador seria o tesoureiro informal de Aécio, Oswaldo Borges da Costa.

E agora: o que fará Janot? Mandará colar os cacos da delação da OAS e retomará os depoimentos de executivos da empreiteira ou desempenhará o papel de engavetador?


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26/08


2016

Renan se diz arrependido da briga com Gleisi

Após protagonizar um bate-boca no Senado,   o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta sexta-feira (26) que se arrepende da reação que teve na discussão com a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) na manhã desta sexta-feira (26).

 “Não sei como isso aconteceu [bate-boca com Gleisi], porque não é do meu temperamento. Eu tenho procurado ter a melhor interlocução e convivência com todos”, ressaltou a jornalistas o presidente do Senado.

A discussão teve início depois que Renan desferiu uma dura crítica a Gleisi em razão da fala da petista de que a Casa “não tinha moral” para julgar a presidente da República.

A parlamentar fez a acusação na quinta-feira (25), primeiro dia do julgamento final do impeachment. Na ocasião, a fala de Gleisi revoltou os senadores, provocou tumulto no plenário e fez com que o presidente do Supremo interrompesse por cinco minutos a sessão.

Nesta sexta, depois de criticar o comentário que a colega do Senado fez na véspera, Renan surpreendeu o plenário ao  afirmar que, no mês passado, ele conseguiu "desfazer" no STF o inidiciamento da parlamentar petista e do marido dela, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, pela Operação Custo Brasil, da Polícia Federal (PF).

"Eu achei desproporcional aquela provocação [da senadora do PT] e reagi, mas quando isso acontece, eu me arrependo demais e tenho uma brutal ressaca no dia seguinte", desabafou Renan, sem explicar o que foi que a parlamentar petista falou que o irritou.


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26/08


2016

Lula critica Moro e falta de isenção de delegado

Folha de S.Paulo

O advogado Cristiano Zanin Martins, defensor do ex-presidente Lula e de sua mulher, Marisa Letícia, criticou nesta sexta-feira (26) o juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, e o delegado da Polícia Federal Márcio Anselmo, que investiga o tríplex no Guarujá, no litoral de São Paulo.

Lula e Marisa foram indiciados nesta sexta. O ex-presidente será investigado por suspeita de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Já a mulher foi indiciada sob suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A defesa chamou o relatório de indiciamento de "peça de ficção".

Segundo o advogado de Lula, o documento assinado por Anselmo tem motivação política.

"Nesse caso, nós temos elementos objetivos. A pessoa que vai a uma rede social e chama a pessoa que ele está investigando de 'anta' e outras coisas mais, que se posiciona politicamente em favor de pessoas que estão no campo político antagônico daquele que ele investiga, pra mim é muito claro que essa pessoa não tem isenção.

De acordo com Martins, o inquérito foi instaurado em 22 de julho e tramitou de forma oculta. A defesa de Lula informa que só soube de sua existência no último dia 19 e solicitou o acesso a Moro no mesmo dia. O juiz inicialmente negou o pedido, liberando teor do documento apenas na quarta (24), depois que a defesa entrou com um pedido de liminar no STF (Supremo Tribunal Federal). A corte não chegou a apreciar o pedido.

Em outra crítica a Moro, o advogado citou manifestação recente do juiz em que ele admitiu ter chegado a cogitar autorizar a prisão temporária do ex-presidente. "Está é a prova maior de que ele age de forma parcial porque nunca houve pedido de prisão temporária, nem da polícia e nem do Ministério Público. Então, se o juiz cogitou dessa prisão, ele o fez de forma arbitrária, porque a lei exige o pedido", disse.

Para Martins, o relatório elaborado por Anselmo parte da premissa de que o tríplex no Guarujá seja propriedade de Lula, que seria um erro. A investigação da PF aponta que o tríplex, que foi reformado pela empreiteira OAS, estaria reservado à mulher de Lula. A construtora é uma das acusadas de corrupção no esquema da Petrobras. Ainda segundo Martins, a notícia do indiciamento foi recebida com indignação por Lula e Marisa Letícia. A defesa informou que irá agora esperar um desdobramento do Ministério Público, que pode arquivar o inquérito, apresentar uma denúncia ou pedir mais diligências. 


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Márcio Calheiros

26/08


2016

Lupi participa de caminhada com Neco em Jaboatão

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, participou, hoje, de uma caminhada ao lado do candidato do partido à Prefeitura de Jaboatão, Manoel Neco. "Eles estão com o dinheiro e o poder. E nós estamos com Deus e com todo o povo de Jaboatão. Vim hoje e com certeza virei outra vez aqui para caminhar ao seu lado Neco, pois conheço a sua história e acredito na sua vitória para governar Jaboatão", foi com essa afirmação que Lupi abriu a passeata que teve início no Viaduto Geraldo Melo e passou pelas principais ruas de Prazeres.

O evento foi organizado pela coligação "Resgatando Jaboatão" e, além de Carlos Lupi, participaram também os deputados federais Wolney Queiroz (PDT), João Fernando Coutinho (PSB), o deputado estadual Lucas Ramos (PSB), candidatos a vereador e lideranças políticas da região.

"Meu querido amigo Neco, hoje estou aqui para que todos vejam a unidade do nosso partido, seja a nível nacional ou estadual, estamos empenhados em sua candidatura. Tentaram de todo jeito nos tirar da disputa eleitoral, mas mostramos que temos união e força.  Estamos preparados para vencer e se Deus quiser veremos você Neco, prefeito de Jaboatão, administrando a cidade com a população", discursou Wolney.

"Não construímos essa candidatura dentro de um gabinete. O seu nome Neco, foi colocado pelo povo, pelo desejo da população em ver Jaboatão no rumo do desenvolvimento e não no atraso", falou João Fernando.

Neco afirmou em seu discurso que o povo de Jaboatão merece ser ouvido, merece atenção, merece ter condições mínimas para uma vida digna. "Sou de Jaboatão, conheço de verdade a terra onde nasci, construí a minha família e até hoje resido e trabalho pelo bem dela. A nossa cidade não merece mais ser maltratada, ser castigada com tanto abandono.  Por isso estamos com propostas que realmente Jaboatão merece", destacou Neco.


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26/08


2016

Educação foi destaque no Encontro Nacional dos Detrans

Foi encerrado, hoje, o 54º Encontro Nacional dos Detrans, sendo a educação para o trânsito o grande destaque entre os assuntos debatidos pelos diretores dos órgãos. Dentre as pautas discutidas, o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Elmer Coelho Vicenzi, enfatizou que o departamento criou o portal Edutran, onde serão disponibilizados materiais, campanhas e atividades educativas.

Na oportunidade Charles Ribeiro, diretor presidente do Detran-PE, apresentou as ações educativas realizadas pelo órgão pernambucano, mostrando a presença da Turma do Fom Fom e dos técnicos de educação para o trânsito, destacando as Blitz Educativa, Detran nos Municípios, Maio Amarelo, entre outras.

“Atendendo determinação do governador Paulo Câmara, estamos investindo ainda mais na área educativa e ampliando as atividades para todo o estado. Com esse trabalho, ano a ano conseguimos reduzir os índices de acidentes e consequentemente os custos com tratamentos médicos nos hospitais públicos”, disse Ribeiro.

Além desse tema, os diretores dos 27 estados brasileiros discutiram outros assuntos, a exemplo do cenário nacional da implantação de simuladores de direção veicular (problemas e estratégias); estratégias para aplicação da Lei 12.977 e Resolução 530, sobre a desmontagem de veículos; placas do Mercosul; resoluções internas.

O evento foi promovido pela Associação Nacional dos DETRANS (AND), entre os dias 24 e 26 de agosto, no Hotel Grand Mercure Summerville, na Praia de Muro Alto – Ipojuca.


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