empetur

23/01


2017

A malhação de Donald Trump

É tempo de malhação contra o pobrezinho do magnata Donald Trump, anuncia o Profeta Adalbertovsky, do alto das montanhas da Jaqueira e da Freguesia dos Aflitos. “O galegão está sendo descrito como uma toupeira, um troglodita. Foi esculachado pela intelligentsia de esquerda da América e de todo o planeta. Mesmo assim, deu um banho nos institutos de pesquisa, nos jornais e blogs, coast to coast, do Atlântico ao Pacífico, no Partido Democrata de Obama e de Hilary.

“Trump é politicamente incorreto e conservador. Se fosse liberal progressista e casado com uma mocréia, seria tratado com todas as indulgências pela intelligentsia planetária. Hoje o gay power manda mais nos States que todos esses cartéis do petróleo e da indústria bélica. No Brazil as paradas gays em São Paulo reúnem mais de 2 milhões de homens do sexo feminino e mulheres do sexo masculino.

O camarote da senadora Marta Suplicy concentra 150 mil gays. Para espantar seus martírios, Eduardo Suplicy canta a cantiga dos Beatles “Martha, my dear”: “You have always been my inspiration, please, be good to me”. Você sempre foi minha inspiração, seja boa para mim. “Take a good look around you”, dê uma olhada ao seu redor. “Don’t forget me, Martha my dear”, não se esqueça de mim, Martha my dear.

“Trump pode até decretar guerra contra o estado islâmico, mas se mexer com o “gay power”, haverá uma guerra contra ele, e o epicentro da guerra será Hollywood, com seus astros e estrelas”. O artigo politicamente incorreto do bicho-grilo Adalbertovsky está postado no Menu Opinião.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Mobi Brasil 4

23/01


2017

Coluna da segunda-feira

    O cão em forma de gente 

O Brasil está mergulhado na maior crise política, econômica e ética da sua história. Está, igualmente, abalado com o “acidente” que tirou a vida do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato. Mas o que o brasileiro, seja de onde for, deve ficar mesmo ligado e preocupadíssimo é com o futuro do mundo nas mãos de um maluco, Donald Trump, que assumiu o comando dos Estados Unidos e partir de hoje governará. Trump, que parece satânico, pode provocar a maior mudança em décadas das relações entre Washington e a América Latina.

Trump afirma que sua primeira medida será deportar mais de três milhões de imigrantes que não estão legalizados. Muçulmanos serão banidos e não haverá tolerância com quem não está devidamente documentado.  Medo e esperança andam lado a lado com o povo americano, uma nação dividida entre o radical e o passional. A agressividade dele é alarmante e temerosa, porque está em suas mãos o maior arsenal nuclear do planeta.

Há muita expectativa em relação aos seus primeiros atos. Na campanha, Trump fez questão de salientar medidas extremas para combater a criminalidade, o terrorismo, a alta dos juros e o desemprego do povo americano. E isso deixou o mundo de ‘cabelo em pé’, porque são medidas radicais que podem gerar conflitos sérios por toda a parte. A mais temida é a de ampliar consideravelmente o porte de armas de fogo aos civis, visando à defesa pessoal.

Ele já declarou que vai manter as sanções dos EUA contra a Rússia "ao menos por um tempo". Contudo, durante uma entrevista, sugeriu que as sanções internacionais podem ser extintas se forem firmados "bons acordos" com a Rússia, incluindo a redução de armas nucleares. As relações entre os EUA e a Rússia ficaram bem mais tensas durante o governo Obama, em especial por conta de diferenças sobre Ucrânia, Síria e acusações de ataques cibernéticos.

As políticas comerciais de Donald Trump podem significar a maior mudança na forma como os EUA vêm fazendo negócios há décadas com o resto do mundo. Ele ameaçou se livrar de uma série de acordos de livre comércio, incluindo o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês) entre os EUA, Canadá e México, por atribuir a eles a perda de empregos existentes. Sugeriu ainda a retirada dos EUA da Organização Mundial de Comércio (OMC).

Desde que venceu as eleições, Trump tem focado em ameaçar empresas, especialmente montadoras de automóveis, dizendo que vai cobrar tarifa de 35% sobre bens manufaturados no México. O objetivo por trás da sua política comercial mais protecionista é a criação de empregos, fechar o déficit comercial e obter "bons acordos" para os norte-americanos. A China, especialmente, está na mira de Trump, mas não apenas por razões comerciais.

Há ainda incógnitas sobre o que Trump pretende fazer em relação à normalização das relações dos EUA com Cuba, retomada pelo presidente Barack Obama, ou como Washington vai enfrentar a política de drogas na região. Ainda é preciso esperar para ver como os governos latino-americanos vão reagir às ações e anúncios de Trump, embora vários analistas antecipem que, pelo menos inicialmente, prevalecerá desconfiança sobre a atmosfera de cooperação já estabelecida na região.

O acordo nuclear com o Irã é outra grande incógnita. Para o ex-presidente Barak Obama, o acordo que suspendeu as sanções contra o Irã em troca de garantias de não proliferação de armas nucleares era um "entendimento histórico". Mas, para Donald Trump, que faz ecoar preocupações dos republicanos, o acordo foi "o pior negócio que já vi ser negociado". Ele declarou que desmantelá-lo será sua "prioridade número um".  "Quem mostra suas cartas antes de jogar?", afirmou em uma entrevista ao jornal britânico The Times quando questionado sobre o tema.

A revisão do acordo teria um impacto enorme no Oriente Médio. O Irã é um ator chave no conflito sírio e um rival histórico da Arábia Saudita e de Israel, por exemplo. E o ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, já pediu a Trump que mantenha o acordo nuclear. Ele sugeriu que os EUA deveriam respeitar o acordo, apoiado por várias potências mundiais. O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi mais direto. "Se quebrarem o acordo, vamos queimá-lo".

REAÇÃO DE SAIA– No dia seguinte à posse de Trump, milhares de mulheres promoveram um grande ato nos Estados Unidos em defesa de direitos das mulheres e das minorias, em reação a comentários vistos como misóginos feitos pelo novo presidente americano e a medidas contra o direito ao aborto, prometidas durante a campanha. Como acreditar num presidente que abre a boca para afirmar: “Quando se é uma celebridade, as mulheres deixam você fazer qualquer coisa, como pegá-las pela xoxota".

Racismo na Casa dos FriosFrequentada pela elite recifense, a Casa dos Frios, na Avenida Rui Barbosa, foi parar nas redes sociais por um episódio racista. A postagem foi feita pelo advogado Gilberto Lima. Segundo ele, seu motorista foi detido e submetido a todo o vexatório procedimento de revista como “suspeito de assaltante”. “Ele foi comprar 20 bolos de rolos e na hora de pagar o valor superou os R$ 600 que havia dado. Ele pediu para ir até o carro pegar o restante e quando voltou fecharam a loja e ele foi abordado pela Polícia Militar. Não havia praticado nenhum crime. Seu único crime, aos olhos da Casa dos Frios, é ser negro”, relatou o advogado.

Emenda liberada– Da Secretaria estadual de Saúde: “Sobre a nota “Cadê o dinheiro da Apami”, publicada em sua coluna no último sábado (14), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) esclarece que o repasse de R$ 1,5 milhão, do Ministério da Saúde, referente à emenda parlamentar do senador Fernando Bezerra Coelho, só foi efetivado no dia 29/12/2016. Nesta data, o e-Fisco, sistema corporativo do Estado de Pernambuco, já estava fechado, impossibilitando, portanto, a transferência dos recursos para a Apami. No entanto, com a reabertura do sistema, na última sexta-feira (20/02), a SES realizou, imediatamente, o repasse”.

Servidores reintegrados– O juiz da Comarca de Buíque determinou que o prefeito faça a reintegração, num prazo de dez dias, de vários servidores aprovados em concurso público e nomeados pelo ex-prefeito Jonas Camelo em 15 de dezembro de 2016. Os servidores foram exonerados de seus cargos públicos sem responderem processo administrativo como assegura a Constituição Federal. Em um mandado de segurança impetrado pelo advogado Edilson Xavier, alegaram que foram vitimas de perseguição politica, cujo argumento jurídico foi integralmente aceito pelo juiz João Eduardo Ventura Bernardo.

A ira de FBC – O senador Fernando Bezerra Coelho alimentava expectativas de que Jenner Guimarães, funcionário de carreira do BNDES e atualmente na AD-Diper, fosse promovido a presidente de Suape na minirreforma do governador Paulo Câmara (PSB). Como não foi sequer sondado sobre as mudanças, as quais tomou conhecimento pela mídia, assim como o seu filho, o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, da sua boca está saindo fogo e lagartos. O que corre nos bastidores é que, ao ser ignorado, mesmo tendo forte influência no Governo Temer, o senador e o seu grupo tendem a preparar, mais rápido do que se possa imaginar, o desembarque do Governo do Estado.

CURTAS

MAIS ÁGUA– O governador Paulo Câmara (PSB) autorizou o início de duas obras estruturadoras para o setor hídrico de Limoeiro. A primeira é a expansão do sistema de abastecimento de água local, iniciando a segunda etapa do Programa para o Fim do Racionamento e Redução de Perdas da Compesa (PRORED). O segundo investimento é a ampliação da captação de água a partir da Barragem Capina, na Mata Norte. Juntas, as obras vão custar R$ 1,6 milhão, beneficiando 45 mil habitantes.

DESCANSO– A partir de hoje, fico uma semana de pernas para o ar, voltando na próxima segunda-feira. São férias vapt-vupt para expulsar o cansaço e o estresse. Durante esses dias, esta coluna ficará sob a responsabilidade do talentoso repórter Gabriel Garcia, de Brasília.

Perguntar não ofende: Por que as revistas semanais silenciaram em relação ao acidente que tirou a vida de Teori? 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Nehemias Fernandes Jaques

Perguntar não ofende: Por que o juiz Moro, não devolve o que recebe acima do teto, ele num é honesto? A justiça pra ser boa começa de casa!

Nehemias Fernandes Jaques

Dilma dará palestra na Europa sobre ataque à democracia no Brasil.

Nehemias Fernandes Jaques

Deputados da Inglaterra, Escócia e EUA dizem que Moro é alinhado com PSDB/PMDB. EITA!

marcos

Lula o alcoólatra que faz piadas com o nome de Deus.

marcos

Cadê Dilma Jumenta, tô com saudades das merdas que ela fala!


FMO

23/01


2017

Saúde de Pedro Corrêa preocupa

A saúde de Pedro Corrêa, preso pela Lava Jato na Polícia Federal, tem preocupado colegas de cela e agentes.

Na semana passada, ele precisou ir ao hospital fazer exames

 E, ao que tudo indica, terá de se submeter a uma cirurgia na coluna.  (Painel - Folha de S.Paulo)

Condenado a 20 anos e sete meses de cadeia, Pedro Corrêa negocia há um ano um acordo de delação premiada com a Justiça. Todos os citados por Pedro Corrêa já negaram envolvimento nos esquemas criminosos. Para obter os benefícios da delação e reduzir sua pena, ele não pode mentir sobre suas revelações.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

sonia

É uma sequela do pode tudo !!!



23/01


2017

Temer de novo na transposição: para faturar com a obra

Aliados tentam convencer Michel Temer a fazer uma visita às obras da transposição do rio São Francisco no fim do mês. A informação é de Natuza Nery, na sua coluna da Folha de S.Paulo desta segunda-feira.

Revela a colunista que testes na semana passada indicaram que o trecho em Floresta (PE) pode já estar em operação durante a visita.

A pressão é para que o presidente fature com a obra.

E estanque críticas de que o combate à seca é preocupação secundária de integrantes de seu governo.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Supranor 1

23/01


2017

Conjuntura intima Cármen Lúcia a ser corajosa

Josias de Souza

Se quiser, Cármen Lúcia pode reverenciar a memória de Teori consumando as homologações

A pretexto de homenagear Teori Zavascki, Sergio Moro enviou uma coroa de flores metafórica aos colegas do ministro morto. Fez isso ao dizer que, sem Teori, esse verdadeiro heroi, a Lava Jato não teria existido. Tomado ao pé da letra, Moro parece considerar que, excetuando-se o morto, ninguém mais se salva no Supremo Tribunal Federal. Os outros dez ministros da Suprema Corte seriam vivos tão pouco militantes que merecem receber na cara a última pá de cal. O Supremo, a começar por sua presidente, Cármen Lúcia, está como que intimado pela conjuntura a desdizer Moro.

Nos próximos oito dias, a definição do novo ritmo da Lava Jato passará pela mesa de Cármen Lúcia. Ela responde pelo plantão do Supremo durante as férias. Até 31 de janeiro, decide sozinha as pendências urgentes. Soube pelos juízes que trabalham no gabinete de Teori que o relator da Lava Jato havia se equipado para homologar no início de fevereiro os acordos de colaboração dos 77 delatores da Odebrecht. Só faltava ouvi-los, para saber se delataram espontaneamente. Se quiser, Cármen Lúcia pode reverenciar a memória de Teori consumando as homologações.

Leia na íntegra: Conjuntura intima Cármen Lúcia a ser corajosa 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Banner - Hapvida

23/01


2017

Temer "fatia" cargos para garantir apoio

O Estado de S.Paulo - Ricardo Brito e Rafael Moraes Moura

A exemplo do que ocorria em governos anteriores, desde que assumiu, há oito meses, o presidente Michel Temer tem distribuído cargos na administração pública para agradar a seus aliados e garantir apoio em votações no Congresso.

Sua estratégia, no entanto, tem sido a de dividir funções de uma mesma pasta ou órgão para diferentes padrinhos, restringindo as indicações.

O modelo é o chamado “porteira aberta”, quando a indicação vale apenas para o cargo específico e não inclui subordinados, por exemplo.

Difere do chamado “porteira fechada”, modelo mais comum na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando se permitia que apadrinhados dos partidos da base ocupassem todos os cargos de livre nomeação de uma determinada pasta.

Nas gestões de Luiz Inácio Lula da Silva e na de Dilma Rousseff a divisão dos cargos era semelhante ao que ocorre hoje.

O Estado mapeou os cerca de 150 principais cargos das 24 pastas e secretarias com status de ministério e encontrou diversos exemplos dessa divisão, como no Ministério da Educação.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

sonia

Mais um ERRO dessa política safada.



23/01


2017

Temer recebeu Gilmar para jantar no Palácio Jaburu

O presidente Michel Temer recebeu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, para um jantar na noite deste domingo (22) no Palácio do Jaburu.

O encontro entre Gilmar e Temer não constava na agenda oficial da Presidência, que segundo a assessoria de imprensa do Planalto, só traz compromissos públicos de Temer, o que não seria o caso dessa visita.

De acordo com a assessoria do ministro, Gilmar teve uma “conversa de rotina” com Temer.

O convite para o jantar partiu do próprio presidente, conforme o Broadcast Político apurou. (O Estado de S.Paulo - Rafael Moraes Moura Eduardo Rodrigues)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


23/01


2017

Sem Zavascki, Moro teria sido rapidamente calado

Oscar Vilhena Vieira e Roberto Dias * (Especial para a Folha)

Não será fácil encontrar outra personalidade que conjugue, de tal forma, serenidade, colegialidade e rigor

Teori Zavascki foi um juiz discreto, porém ousado. A tranquilidade que ele transmitia e mesmo a docilidade de seu caráter contrastavam com a firmeza e a contundência de algumas de suas decisões.

Sem qualquer atração pelo palco, viu-se no centro dele no momento em que lhe chegou às mãos um habeas corpus impetrado pelos primeiros investigados pela Operação Lava Jato. Decidiu pela soltura dos 12 investigados, entre eles Alberto Youssef.

Recebeu imediatamente um ofício do juiz Sergio Moro informando sobre os riscos de fuga do doleiro e solicitando esclarecimentos sobre a exata extensão da decisão do STF. O que para muitos soaria como uma afronta, para o ministro Teori Zavascki não gerou constrangimento. Revogou sua decisão anterior, permitindo que a maior investigação sobre corrupção de nossa história tomasse curso.

Teori passou, então, a acompanhar de perto os movimentos da operação, que o surpreendeu.

Num Supremo marcado pelo individualismo, vaidades e eventual histrionismo de alguns de seus membros, a atuação recatada, mas assertiva do ministro, comumente pautada na colegialidade, deu à operação a força institucional indispensável para que tantas e importantes pessoas pudessem ser investigadas, processadas e condenadas. Sem Zavascki, Moro teria sido rapidamente calado.

Zavascki também conduziu o Supremo em outra decisão de capital importância, não apenas para a continuidade da Lava Jato, mas também para o combate à impunidade em sentido amplo.

Ele foi o relator do processo que autorizou a execução provisória da sentença após condenação em segunda instância. Ainda que controvertida do ponto de vista constitucional, tal decisão pôs fim à esperança de muitos réus da Lava Jato de que conseguiriam arrastar o processo por anos, sem serem atingidos pela dura pena do juiz Moro.

Teori foi ainda crucial em diversos outros polêmicos episódios ligados à Lava Jato: a prisão do senador Delcidio do Amaral, a anulação das escutas telefônicas das conversas entre os ex-presidentes Lula e Dilma e a destituição do então presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Esta última decisão recebeu críticas, especialmente do PT e seus aliados. Para esses, a demora em afastar Cunha só teve uma finalidade: favorecer o processo de impeachment. Em defesa de Zavascki pode-se dizer que ele foi deferente ao Congresso. Aguardou a reação do Parlamento, que não veio. E, então, tomou a decisão quando não havia mais alternativa a não ser afastar Cunha.

Dois elementos se destacam nesse caso. O primeiro deles foi a convocação do tribunal para referendar ou não a sua decisão.

A segunda peculiaridade foi que ele não buscou esconder, em seu voto, a excepcionalidade da situação, posto que não havia previsão constitucional específica para aquela forma de afastamento. Mesmo assim, assumiu a responsabilidade político-institucional, sem subterfúgios.

Não será fácil encontrar outra personalidade que conjugue, de tal forma, serenidade, colegialidade e rigor.

* OSCAR VILHENA VIEIRA e ROBERTO DIAS são professores da FGV-SP


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

ArcoVerde

23/01


2017

Esquerda erra ao subestimar Doria

BR 247

O prefeito de São Paulo, João Doria Júnior, tem criado praticamente um factoide por dia. Desde que tomou posse, ele já se vestiu de gari, plantou árvores, privatizou a limpeza dos banheiros do Parque do Ibirapuera, e, neste domingo, se passou por cadeirante para testar a acessibilidade das ruas da cidade.

Seu estilo une três personagens da política que fizeram muito sucesso em São Paulo: Jânio Quadros, Paulo Maluf e Fernando Collor. 

De Jânio, Doria copiou o estilo de bedel da cidade. Faz visitas sem hora marcada nas administrações regionais, para checar se todos estão trabalhando, e cuida pessoalmente da limpeza de São Paulo. Não apenas com sua vassourinha, como também com as brigadas antipichação.

De Paulo Maluf, Doria copiou o estilo "não para, não para, não para". Doria faz postagens estratégicas nas redes sociais às 6h da manhã e também no fim da noite. Ou seja: seu nome, teoricamente, é trabalho.

De Collor, Doria copiou as camisetas. Lançou o slogan "Cidade Linda" e agora, neste domingo, o "Calçada Nova".

Tanta agitação tem um propósito: Doria quer ser presidente da República – e, talvez, sem escalas no Palácio dos Bandeirantes.

Seu plano A é deixar a prefeitura de São Paulo em 2018, depois de dois anos frenéticos, entregando a chave da cidade para o vice Bruno Covas, também do PSDB.

Mas Doria acalenta outro sonho secreto. Se a Lava Jato vier a abater os três presidenciáveis tucanos – o "santo" Geraldo Alckmin, o "careca" José Serra e o "mineirinho" Aécio Neves, todos delatados pela Odebrecht e outras grandes empreiteiras – ele irá se apresentar como o "novo" na política.

Doria teme perder o bonde da história porque outros personagens com perfil semelhante ao seu, como o empresário Roberto Justus, também pretendem ocupar esse papel de Donald Trump brasileiro.

Enquanto Doria avança e se torna um dos personagens mais influentes nas redes sociais, já líder em interações no Facebook, a esquerda erra ao subestimá-lo, chamando-o ora de marqueteiro, ora de palhaço – o que é verdade no primeiro caso e talvez seja no segundo também.

Mais do que o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ou qualquer outro nome da direita, Doria vai se tornando o rival mais perigoso para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018.

Não por acaso, mesmo depois de eleito, ele manteve sua retórica agressiva contra Lula. Na semana passada, ao plantar uma árvore de pau brasil, ele a dedicou a Lula, o "maior cara de pau do Brasil". Causou constrangimento entre os operários, mas foi aplaudido por seus aspones e, como se diz atualmente, "mitou" nas redes sociais.

Se Doria fez de São Paulo um circo, ele também contribui para revelar um dos principais erros de seu antecessor Fernando Haddad, que passou quatro anos trancado em seu gabinete, embora tenha sido aconselhado a "prefeitar" mais, indo às ruas.

Haddad foi incapaz até de tomar um ônibus de seu apartamento no Paraíso para a prefeitura para "vender" a ideia do transporte público, uma das bandeiras de sua gestão.

O resultado está aí: depois do "Haddad tranquilão", São Paulo tem o frenético Doria, que pode repetir Jânio Qaudros e subir como um meteoro à presidência da República. Se daria certo depois, é outra história.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

sonia

João Dória e Jair Bolsonaro. bons nomes para 2018. o resto é resto.


Naipes

23/01


2017

O PT também é golpista?

Robson Sávio Reis de Souza * - BR 247 

Essa é a pergunta que não quer calar.  Afinal, políticos pragmáticos do PT, e não são poucos, acham que os brasileiros são otários. 

Mesmo depois do golpe à democracia (e não ao partido, que fique bem claro), o PT aceitou seguir com sua prática de coalizões com o PMDB (e como diz o ditado, “quem dorme com porco amanhece na lama”) e votou junto ao núcleo golpista para a eleição da presidência da Câmara dos Deputados. Nesse caso, não somente aliou-se aos golpistas, para assegurar “governabilidade” ao impostor, como votou favoravelmente a um dos políticos mais conservadores e retrógrados do parlamento, de um partido que abriga políticos dos mais desprezíveis, o DEM.

Lembremos que o partido fez o mesmo tipo de aliança nas eleições municipais de 2016. E ameaça repetir a patifaria deslavada agora, nas eleições à mesa do senado e da câmara.

Quais seriam as vantagens do PT ocupar postos nas mesas diretoras da câmara e senado, compondo com a direita golpista nas duas casas?

- Teria alguns membros presidindo comissões. Na prática, isso é numa nulidade, haja vista uma ampla coalizão parlamentar que vota hermeticamente contra o povo, como já comprovado em inúmeras outras situações, desde 2014.

- Ficaria próximo dos presidentes da Câmara e do Senado, que definem as pautas de votação. Acontece, que quem conhece o processo legislativo sabe da falácia desse argumento. A pauta de votação é prerrogativa do presidente ou o conjunto dos líderes, juntamente com o presidente. Então, o que isso significaria? Talvez, um espaço para a prática do puxa-saquismo (ou talvez outros compromissos e acertos), como ocorreu recentemente com o vice-presidente do PT, no Senado, no episódio da suspensão de Renan Calheiros da presidência, pelo ministro Marco Aurelio.

- Teria uns minguados cargos a mais para, como é de praxe e amplamente denunciado pela direita e com razão, alocar os fisiológicos e os lambe-botas, aqui inclusos alguns que perderam os cargos depois do golpe.

Mas, certamente, o que mais ganharia com essa postura - característica do cretinismo parlamentar - seria o desprezo do cidadão que tem um pingo de vergonha na cara. 

Provavelmente, o que deseja a turma que transformou o PT (desde que foi assunto ao poder central) numa irmã siamesa do PSDB é contribuir com aqueles que tentam arrancar a dignidade e a honra de militantes do partido e das esquerdas, desmobilizando a já desidratada luta popular contra o golpe. Isso, sim, é um crime!

Com as desculpas das mais esfarrapadas, esses políticos são tão corruptos quanto aqueles que (eles) denunciam. Afinal, corrupção não é somente a rapinagem financeira (da qual o PT não está livre, como sabemos).  É todo o tipo de conchavo que privilegia os ganhos pessoais ou de grupos em detrimento de interesses públicos e coletivos. A bem da verdade, essa turma deseja manter privilégios, sabotando o eleitor que votou num partido que prometia ética e decência.

Em relação a outros partidos de esquerda não vou gastar minha bílis para tecer comentários...

Afinal, não existe máscara, práxis política, síndrome de Estocolmo ou discurso vitimista capazes de justificar apoios aos partidos que arquitetaram uma violência tão grave à democracia, como um golpe de estado. 

E não adianta vir com o mimimi, dizendo que o PT é a bola da vez e por isso só apanha. Se em boa medida o partido está num fosso e se seus grão-mestres insistem nos velhos erros, digo: o PT fez por merecer!

Doutor em Ciências Sociais e professor da PUC Minas


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

sonia

Sem comentário. Gente sem importância.



23/01


2017

Marqueteiro de Aécio, Pezão e Cabral negocia delação

Jornal do Brasil

Marqueteiro político das campanhas do senador Aécio Neves (PSDB), do ex-prefeito Eduardo Paes (PMDB), do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), o publicitário e antropólogo Renato Pereira, de 56 anos, dono da agência Prole, está negociando com o Ministério Público Federal sua delação premiada na Operação Lava Jato, de acordo com a coluna de Lauro Jardim, no Globo deste domingo (22).

Os investigadores chegaram ao nome do marqueteiro por meio da delação do diretor de Infraestrutura da Odebrecht no Rio, Leandro Andrade Azevedo, que detalhou, por meio de uma planilha e de depoimento, repasse da empreiteira ao caixa 2 da campanha de Eduardo Paes em 2012. O mesmo ocorreu na campanha de Pezão para o governo do Estado.

De acordo com o executivo, a Odebrecht desembolsou R$ 11,6 milhões e US$ 5,7 milhões não declarados. Ainda na delação, Azevedo afirmou que parte do dinheiro foi entregue em espécie no endereço da agência Prole, no Rio, e o restante em contas no exterior indicadas pela mesma agência de publicidade, que prestava serviços à campanha, como revelou a revista Veja em dezembro do ano passado. Ainda segundo o executivo, os pagamentos eram acertados diretamente com Paes, que aparece como "Nervosinho" na lista de políticos da empresa.

O diretor da Odebrecht disse, na ocasião da delação, que o deputado Pedro Paulo (PMDB), candidato à Prefeitura do Rio na eleição passada, coordenava a campanha de Paes à reeleição e orientou que os pagamentos da empreiteira deveriam ser efetuados diretamente a Renato Pereira. Para os investigadores, uma futura delação do publicitário poderá elucidar informações já fornecidas por executivos da Odebrecht.

Na ocasião, o diretor da Odebrecht afirma que teve uma surpresa durante uma reunião no Palácio da Cidade, sede da prefeitura. “Questionei a Pedro Paulo como eu combinaria os pagamentos com Renato Pereira, quando então ele me disse que Renato estava do lado de fora da sala e entraria na sequência para tratar deste assunto. Combinei com Renato que os pagamentos seriam feitos via entregas semanais/quinzenais de dinheiro na[…] na Urca”.

Já o dinheiro enviado para fora do país tinha como endereços uma conta em Bahamas e outra na Suíça.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


23/01


2017

Governo: R$ 275 mil com câmeras de segurança desde 2012

Equipamentos não controlam entrada e saída de autoridades

Ministro do GSI reclamou de falta de aparelhos

 Blog Poder 360 Luiz Felipe Barbieri

Embora o ministro Sérgio Etchegoyen-GSI, (Foto) tenha dito que as residências oficias da Presidência e o próprio Palácio do Planalto não têm câmeras de segurança desde 2009, foram 3 as concorrências abertas para compra de equipamentos de vídeo de 2012 para cá.

O valor contratado soma R$ 275 mil. São referentes aos pregões 46/20128/2013 e o 64/2014.

O problema é que as câmeras foram alocadas em pontos específicos. Não cobrem a entrada e a saída de autoridades dos prédios.

1 dos pregões licitou equipamentos que foram instalados na Comissão da Verdade. Os outros 2 adquiriram câmeras para o almoxarifado e o depósito 4 do Palácio da Alvorada.

Em novembro de 2015, a Casa Militar –hoje Gabinete de Segurança Institucional– iniciou novo processo de concorrência para melhorias no controle de acesso de veículos e pessoas do Palácio do Planalto e seus anexos.

O valor estimado do contrato é de R$ 4 milhões. O documento não trata, entretanto, de residências oficiais como a Granja do Torto e o Palácio da Alvorada.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


23/01


2017

Dono de avião era sócio de Esteves, do BTG Pactual

Por iG São Paulo 

Ministro do Supremo que morreu no acidente aéreo havia revogado a prisão domiciliar do banqueiro no ano passado; queda da aeronave matou outros 4

Dono do avião que caiu na última quinta-feira (19) com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki, o empresário Carlos Alberto Fernandes Filgueiras – dono do grupo hoteleiro Emiliano – era sócio do banco BTG Pactual em um empreendimento imobiliário.  A instituição financeira era presidida até o fim de 2015 pelo banqueiro André Esteves, que já foi preso em ação da Operação Lava Jato e teve a prisão revogada justamente por Teori.

Amigo de Teori , Figueiras era sócio de Carlos Daniel Rizzo da Fonseca na empresa Forte Mar Empreendimentos e Participações S.A, que, de acordo com o jornal “O Globo”, é proprietária do prédio ocupado pelo Hotel Emiliano na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. De acordo com a Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo), Fonseca integra o quadro societário do BTG Pactual.

A Forte Mar Empreendimentos e Participações possui capital de R$ 116,7 milhões, informa a Jucesp. Ainda de acordo com o “Globo”, Filgueiras tinha participação de 10% no quadro societário da empresa.

Em abril do ano passado, o STF revogou a prisão domiciliar de André Esteves, que cumpria a medida cautelar desde dezembro de 2015. Com a decisão – que foi tomada justamente por Teori Zavascki, que era o relator da Lava Jato no Supremo –, o banqueiro voltou a ter autorização para trabalhar no banco.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

sonia

Hummmmmmmmmmm... sei lá.


BM4 Marketing

22/01


2017

Mil homens com lanças se matando

Preso em Alcaçuz segura lança ao lado de colega no teto da cadeia. ANDRESSA ANHOLETE AFP

As imagens são brutais, antigas, de séculos: milhares de miseráveis encerrados em sua ratoeira

El País - Antonio Jiménez Barca

Um dos presos sem camisa se aproxima da barricada inimiga com uma lança feita com ferro e tenta enfiá-la em outro, que se abriga atrás de uma barreira de tábuas e painéis de madeira e se defende com chutes.

Na imagem da televisão, não dá para saber se alguém saiu ferido.

Outro preso agarra uma pedra ou um pedaço de telha que caiu do telhado ou de algum galpão parcialmente destruído ou uma garrafa de vidro e a atira na direção da barricada inimiga. De repente, centenas de presos começam a correr, armados com barras de ferro e escudos feitos de portas em direção à barricada inimiga.

Os outros recuam, contêm aquela avalanche humana à base de pedradas. As batalhas da Idade do Bronze não deviam ser muito diferentes. De vez em quando, um preso aparece empurrando até a saída da prisão um carrinho carregado de homens gravemente feridos.

Leia mais: Mil homens com lanças se matando


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/01


2017

A teatralização do uso da tropa

Soldados do Exército patrulham Complexo da Maré, conjunto de favelas na zona norte do Rio

Elio Gaspari - Folha de S.Paulo

Só a proximidade do Carnaval pode explicar o gesto espetacular e "ousado" de Michel Temer de quarta-feira (18), colocando as Forças Armadas na frigideira das penitenciárias estaduais. Segundo o próprio governo, os militares revistarão celas, mas não terão contato com os presos. Falta combinar com os detentos, para que eles deixem celulares, armas e drogas sobre as camas na hora dessa inspeção.

Desde 2014, quando o Exército foi usado para combater o crime na favela da Rocinha, as Forças Armadas têm sido mobilizadas em operações espetaculosas da marquetagem política. O grande palco desse teatro sempre foi o Rio de Janeiro. Ora ocupava-se a Rocinha como se fosse uma praia da Normandia, ora tomava-se a o morro do Alemão, como se fosse Stalingrado. As duas comunidades estão na mesma, o teleférico do Alemão está parado desde outubro e o ex-governador Sérgio Cabral está em Bangu 8 desde novembro.

O uso da tropa em questões de segurança pública funciona quando é pontual e ostensivo. Ela pode levar a paz às ruas de Natal, mas não resolverá o problema da segurança na cidade. A força militar não remedia problemas de comunidades ou penitenciárias onde o poder público capitulou. Como ensinava o general Leônidas Pires Gonçalves, "em quartel não há algemas".

Admita-se que a ação das Forças Armadas irá além da alegoria. Suponha-se que o coronel comandante de regimento informa ao general que o diretor do presídio tem negócios com a bandidagem. O general informa ao ministro que há promiscuidade entre as quadrilhas e a cúpula da segurança do Estado e o ministro leva essas informações ao presidente. Em diversos presídios e Estados isso pode ser feito em questão de horas, a partir da leitura dos jornais. Em outubro passado, quando a ministra Cármen Lúcia foi a Natal, os hierarcas locais disseram-lhe que não deveria inspecionar a penitenciária de Alcaçuz, pois lá a situação estava "fora de controle". Estava, e deu no que deu.

A teatralização da mobilização militar teve um dos seus momentos mais ridículos quando a presidente Dilma Rousseff anunciou que "nós estamos mobilizando, da parte do governo federal, o Exército, a Marinha e a Aeronáutica, para nos ajudar nessa ação de prevenção ao vírus zika". Ministros vestiram camisetas e saíram por aí procurando pneus abandonados. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que era acompanhado por uma patrulha do Exército, achou um numa rua de Brazlândia, a 50 quilômetros de Brasília. Era teatro.

O ano de 2016 terminou com 1.638 casos de microcefalia produzidos pelo vírus transmitido pelo mosquito. Dilma foi embora, veio Temer prometendo um governo de "salvação nacional" e o problema chama-se febre amarela.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Coluna do Blog
TV - Blog do Magno
Programa Frente a Frente

Aplicativo

Destaques

Publicidade

Opinião

Publicidade

Parceiros
Publicidade
Apoiadores