Paixão de Cristo

02/04


2015

Coluna da quinta-feira

   Até o NE reprova Dilma

A pesquisa do Ibope, que confirmou, ontem, a baixa popularidade do Governo Dilma, deve ter acendido a luz amarela no Palácio do Planalto por um motivo muito especial: nem o Nordeste, seu sustentáculo anterior à crise, consegue mais compensar a desidratação da gestão nas regiões mais desenvolvidas.

Em tempos não muito distantes, Dilma chegou a bater a casa dos 80% em aprovação no Nordeste, região que garantiu sua reeleição, superando os percentuais que Aécio Neves obteve no Sul e Sudeste. Hoje, de acordo com o levantamento do Ibope, apenas 34% dos nordestinos se apresentam satisfeitos com o Governo.

No Sul e Sudeste, Dilma tem as menores taxas de aprovação, algo em torno de 8%, enquanto a média geral se situa em 12%. Há salvação ainda para o seu Governo? Difícil acreditar, porque diferente da crise que Lula viveu em 2005, no auge do mensalão, quando a economia estava sob o controle, agora degringolou.

Dilma perdeu todas as condições para reverter este cenário, a não ser que ocorra um milagre, que não virá da política, que não é a praia dela, mas da economia. Os indicadores econômicos são os mais negativos, gerando um clima de pessimismo em geral na sociedade.

Os indicadores da atividade industrial apontados, ontem, pelo Ibope, com uma redução de quase 10% da produção no País, confirmam isso. O Ibope aponta que apenas 12% aprovam o governo da presidente petista, contra 64% de reprovação. Impressionantes 74% dizem não confiar em Dilma.

O desprestígio, como atestou ontem Josias de Souza, é tamanho que suscita uma dúvida: a que temperatura madame irá ferver? Dilma, segundo ele, sempre entrou em ebulição a baixas temperaturas. Agora, é intimada pela conjuntura a levar seu temperamento mercurial ao freezer.

A combinação de três crises — econômica, ética, política e de credibilidade — testa a capacidade de autocontrole de Dilma. Sem sangue-frio, é grande a tentação de recuar no inevitável ajuste nas contas públicas.

SECA BRABA– O ministro da Integração, Gilberto Occhi, informa que 56 cidades no Nordeste estão em situação de "colapso" no abastecimento de água. Segundo ele, mesmo após as chuvas, a situação dos reservatórios na região ainda é bastante crítica, com ocorrências de racionamento no fornecimento de energia e colapso em vários municípios. Em algumas cidades, a população tem serviço de abastecimento de água a cada 15 dias.

Ciumeira braba– Há uma briga surda nos bastidores do Congresso entre o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho, e o líder da Minoria, Bruno Araújo (PSDB), tudo por espaço na mídia nacional. Sabendo que vem levando desvantagem frente ao oponente, o tucano já fez panelaço da tribuna e exibiu, no som de um gravador, uma fala de Dilma sobre a promessa de não aumentar a conta de energia. Mesmo assim, segundo o termômetro político do salão verde, ainda está atrás do democrata. Léguas, dizem!

Salvando Dilma– O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, diz que a Constituição prevê que um presidente não pode ser investigado por atos alheios a seu mandato enquanto cumpre sua gestão. "De início a Constituição veda a responsabilização", disse. Explicou que "o que se quer com essa cláusula é proteger em si o cargo. Já está tão difícil governar o País, imagine então se nós tivermos um inquérito aberto contra a presidente da República?", questionou o magistrado.

Chiadeira– Renan Calheiros tem desabafado para integrantes de seu grupo sobre o tratamento que recebe da presidente Dilma. Numa conversa teria dito que “depois de 30 anos de carreira vou ser independente, ficar do lado da opinião pública”. Na sua visão, o vice Michel Temer fez três ministros (Eliseu Padilha, Edinho Araújo e Helder Barbalho), a presidente Dilma dois (Eduardo Braga e Kátia Abreu) e ele tem apenas um, Vinicius Lages do Turismo, que será substituído por Henrique Alves.

André para o Senado– No PSD, partido aliado do Governo Paulo Câmara, o nome do secretário de Cidades, André de Paula, já é cogitado nos bastidores para uma eventual disputa de senador em 2018. A lógica é a seguinte: são duas vagas e como ao PSB caberá uma, a outra será de indicação de um dos partidos que irão compor a chamada Frente Popular, abrindo ai uma chance para o PSD ser o contemplado.

 

CURTAS

COLAPSO– É preocupante o colapso das reservas hídricas do Nordeste. Segundo levantamento do Ministério da Integração, os dois maiores reservatórios da região, o lago de Sobradinho e o lago de Itaparica estão, respectivamente, operando com apenas 18,64% e 14% da sua capacidade.

TRAIÇÃO– Senadores do Nordeste acusam os do Norte de traição. Eles queriam votar a convalidação dos incentivos fiscais de seus estados. E citaram o apoio que deram à prorrogação pelo prazo de 50 anos dos incentivos à Zona Franca de Manaus.

Perguntar não ofende: Em crise política e econômica, como o Governo vai retomar as obras paradas no Nordeste, como a Transposição e a Ferrovia Transnordestina?


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02/04


2015

Alepe: oposição quer revisão do Pacto pela Vida

Do Diario de Pernambuco

A bancada de oposição da Assembleia Legislativa de Pernambuco voltou a cobrar providências para que o governo reveja as diretrizes do Pacto Pela Vida. Na manhã de ontem, o líder do grupo, deputado Sílvio Costa Filho (PTB), apresentou levantamento feito junto à Secretaria de Defesa Social (SDS), mostrando que o estado já ultrapassou a marca de mil homicídios nos primeiros três meses deste ano. Segundo o parlamentar, Pernambuco registrou 323 assassinatos em janeiro e outros 324 em fevereiro. Em março, este número já teria superado 350. Mais de 10 mortes por dia.

Silvio Filho observa que, em comparação com os três primeiros meses de 2014, o índice de criminalidade subiu mais de 25%. "Ano passado, neste mesmo período, a SDS registrava 803 pessoas assassinadas. Em 2015 chegamos às mil pessoas, mais 200 pessoas mortas em relação a 2014”. A bancada solicitou a realização de uma audiência pública para o próximo dia 16, para ouvir o secretário de Defesa Social, Alexandre Carvalho. O evento não foi confirmado. 

O vice-líder do governo na Assembleia, deputado Lucas Ramos (PSB), argumentou que é favorável à realização da audiência pública e que o governo tem trabalhado para ajustar eventuais falhas no programa. “O pacto é uma política pública que deu certo e que reduziu consideravelmente o número de homicídios no estado nos últimos oito anos. Neste momento, é ótimo que tenhamos essa audiência para identificarmos ações que precisam ser realizadas”, disse. Lucas acrescentou que o governo Paulo Câmara está atento à questão da segurança pública.


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02/04


2015

Câmara e Renata: Pernambuco no programa do PSB

Do Diario de Pernambuco - Rosália Rangel

O governador Paulo Câmara (PSB) e a viúva do ex-governador Eduardo Campos, Renata Campos, são dois pernambucanos que irão aparecer hoje no programa nacional do PSB de rádio e TV. Em 10 minutos de propaganda, os socialistas procuram mostrar um partido com um olhar voltado para o futuro e embalado por um novo jingle, intitulado A Cara do Novo Brasil. Um slogan traduzido nas palavras de Renata. “Assim como desejava Eduardo, vamos levar adiante este grande sonho que também é nosso”, afirma a ex-primeira-dama, ao encerrar a propaganda e repetir os ideais que o marido defendia para o país. 

Renata gravou sua mensagem ao lados dos cinco filhos (Eduarda, João, Pedro, José e Miguel) na varanda da residência da família, em Dois Irmãos, no Recife. Em suas declarações, deixa claro que estará envolvida no processo de construção desse “novo tempo” sonhado pelo partido, mas não diz como será sua participação. Na última terça-feira, em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que a ideia do partido é de trazê-la para a cena política. “Mas ela resiste, pelo papel familiar que desempenha”, pondera o socialista.

No programa, coube a Paulo Câmara a responsabilidade de defender as gestões do PSB. Ele condena a tática de quem joga “seu imobilismo” nas gestões passadas, tratando de “herança maldita” os problemas deixados pelos antecessores. “Nós, do PSB, preferimos agir mais e lamentar menos”, observa. 

Para destacar o governo de Pernambuco, Câmara cita o Pacto Pela Vida, programa criado por Eduardo Campos para reduzir os índices de homicídios no estado, e que na avaliação do atual governador “derrubou os índices de violência de um modo nunca visto na história pernambucana”. Ele também fala de educação, destacando o salto no Ideb do 21º lugar para o 4º lugar.

O programa do PSB também traz críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT), defende a postura de independência da sigla e faz uma homenagem a Eduardo Campos.


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02/04


2015

José Agripino ataca Dilma: "Herança dela mesmo"

O presidente nacional do Democratas, José Agripino (RN), disse que a aprovação de apenas 12% do governo Dilma Rousseff, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira (1º), é algo inédito no país e que o alto índice de desaprovação é consequência da herança que a presidente da República deixou para si.

“É inédito: de cada dez brasileiros, quase nove rejeitam o governo. Se confundem os índices negativos da presidente e da sua gestão. Ela, pela perda da credibilidade, o governo, pelas consequências da herança que Dilma deixou para si própria. Some-se a isso tudo a incapacidade do governo de reunir forças políticas para sair da crise”, frisou o parlamentar.  

Segundo o levantamento CNI/Ibope, o governo Dilma é desaprovado por 64% da população. Em dezembro do ano passado, a pesquisa, que é realizada a cada três meses, apontava uma aprovação do governo Dilma de 40%.  


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02/04


2015

Congresso aprova gastos extras de R$ 3,6 bilhões

Da Folha de S.Paulo – Marcio Falcão, Ranier Bragon e Gabriela Guerreiro

Em meio ao esforço do Planalto e da equipe econômica para garantir a aprovação do ajuste fiscal, deputados e senadores estão aprovando propostas com impacto econômico nos cofres da União. Só em reajustes para servidores, o custo pode chegar a pelo menos R$ 3,6 bilhões.

Para se ter uma ideia do peso das propostas que avançam, as mudanças nas legislações trabalhista e previdenciária apresentadas pelo governo ao Congresso --as principais do ajuste fiscal-- devem provocar uma economia de R$ 18 bilhões neste ano. Os gastos extras que podem ser aprovados pelo Congresso representam 20% do que o governo espera economizar com essas medidas.

O último aumento de gasto público aprovado antes do feriado de Páscoa foi uma modificação em uma medida provisória enviada pelo governo que trata da transposição para o quadro de pessoal da União dos servidores dos ex-territórios (hoje Estados) de Rondônia, Amapá e Roraima.

AUMENTO DE SALÁRIOS

No texto está o compartilhamento de atribuições de auditores com fiscais, que hoje são próprias das categorias, num reajuste que pode custar R$ 2 bilhões. O texto segue para votações na Câmara e no Senado.

Os senadores também vão discutir texto aprovado nesta semana pela Câmara que eleva o salário dos mais de 500 defensores públicos da União a partir de 2016 e que tem impacto estimado de R$ 100 milhões ao ano.

Na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, foi aprovado um projeto que reajusta os salários dos servidores do Poder Judiciário da União com um impacto de R$ 1,4 bilhão nos cofres públicos para o orçamento de 2015.

Os deputados da Comissão de Finanças e Tributação aprovaram ainda o projeto que reestrutura as carreiras dos servidores do Ministério Público da União (MPU), com a fixação de novos salários e instituição de novos cargos. A despesa é calculada em R$ 165 milhões. O texto ainda será votado pelo plenário. Assessores da presidente Dilma tentam frear a aprovação definitiva das propostas


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Naipes Consultoria

02/04


2015

Se ele falar, Lava Jato é literatura infantil

O comentário é de Jânio de Freitas, na Folha de S.Paulo desta quinta-feira:

“O ex-senador Demóstenes Torres foi o único a pagar no caso em torno de Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. Falou agora pela primeira vez, sobre vínculos político-financeiros entre Carlinhos e o senador Ronaldo Caiado. Mas poucos talvez saibam como Demóstenes sobre os porões éticos de Brasília. Com muitas provas, porque seu amigo Carlinhos não é amador, como ficou provado desde o "caso Waldomiro" e, depois, com as gravações "não identificadas" na Praça dos Três Poderes.

Se os dois abrirem mais a memória, a Lava Jato ficará reduzida a literatura infantil.”


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02/04


2015

Engavetamento de Gilmar aniversaria: 1 ano hoje

No dia 2 de abril do ano passado, o ministro do Supremo pedia vistas no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) apresentada pela OAB que prevê o fim das doações de empresas a campanhas eleitorais; o placar já era de 6 a 1 em defesa do financiamento público, ou seja, a causa estava decidida; mas Gilmar Mendes não só trava o caso por um ano em meio a manifestações da sociedade pela reforma política e apelos de políticos e movimentos sociais para que se dê andamento ao julgamento, como deu sinais, há 15 dias, de que não pretende desengavetá-lo; "Isso é matéria do Congresso por excelência", disse

Ironicamente, um texto publicado no site do ministro em fevereiro passado o descreve como "um exemplo de administrador no Judiciário brasileiro". Parte do artigo destaca a forma de trabalhar do ministro: "Só mesmo a perseverança, o desejo absoluto de promover mudanças benéficas levará o gestor a um resultado positivo. E este é uma das características da personalidade do ministro Gilmar Mendes. Contam os juízes que o assessoram na presidência do CNJ que era comum receberem telefonemas às 5 ou 6 horas da manhã, inclusive aos domingos, cobrando esta ou aquela providência".

A campanha "Devolve, Gilmar" começou em outubro passado, após a publicação de um artigo do jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, que cobrava o voto do ministro.

Nesta quarta-feira 1º, movimentos sociais se reuniram em um esculacho na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para pedir que Gilmar devolva o caso. 


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Stampa Midia

02/04


2015

Do seu bolso para o Congresso: R$ 1 milhão/hora

O ajuste fiscal, garante o ministro Joaquim Levy, é para valer. Mas só até chegar às despesas parlamentares. O salário dos congressistas subiu 26,6%, há destinação de maiores verbas para Gabinete e Atividade Parlamentar. O custo de funcionamento do Congresso se elevou em R$ 1,4 milhão por dia. No total, Câmara e Senado devem gastar R$ 9,3 bilhões neste ano. 

Ou R$ 1 milhão por hora.

E os gastos devem ser maiores. A Câmara pretende construir três novos prédios, com 332 mil m², para ampliar os gabinetes de Suas Excelências e oferecer-lhes conforto mais digno de seu elevado status. Um shopping center, por exemplo, com restaurantes, lojas, lanchonetes, áreas de lazer; e 4.400 vagas na garagem subterrânea. A Câmara estima os gastos em R$ 1 bilhão, coisa pequena, que seriam suportados por empresas privadas em troca da exploração de pontos de comércio. (Carlos Brickmann)


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Biologicus

02/04


2015

Tentáculos da Lava Jato chegam a obras de SP

Promotoria paulista espera analisar mais de 100 obras, como monotrilho, rodoanel e favela

O Ministério Público de São Paulo se prepara para fazer um pente fino em mais de cem obras onde há a suspeita de pagamento de propinas por parte de empreiteiras envolvidas na operação Lava Jato.

Nos próximos dias deve chegar à capital paulista uma série de documentos que citam supostas irregularidades cometidas por ao menos dez empresas responsáveis por megaempreendimentos, a maioria feita pelo Governo estadual (Geraldo Alckmin, PSDB) e pela Prefeitura, na gestão de Gilberto Kassab, do PSD (2006-2013).

Alguns dos alvos dos investigadores são a urbanização da favela Real Parque, a construção do monotrilho da Vila Prudente, a obra do trecho sul do rodoanel, a implantação de um sistema de esgoto no Guarujá (litoral paulista) e a retirada dos dutos da Petrobras do local onde foi construído o Itaquerão (o estádio do Corinthians).  (Do El País – Afonso Benitez)

Leia mais clicando aí: Tentáculos da Lava Jato chegam a obras de São Paulo e mais 19 Estados


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Santana e Plácido

02/04


2015

Renan bate o pé: só sai quando eu quiser

Prevista para ter acontecido ainda na semana passada, a nomeação de Henrique Alves para o Ministério do Turismo ainda não saiu por obra e graça de Renan Calheiros.

Embora negue publicamente – e ao próprio Henrique – que trabalhe contra ele na pasta, Renan tem, sim, enviado sinais ao governo de que explodirá caso isso aconteça. No sábado passado, emissários do Planalto procuraram Renan para que ele desse o aval para a indicação de Henrique. Renan disse “não”.

A situação de Renan não é simples. À exceção do Turismo, nenhum dos seis ministérios do PMDB é ocupado por um indicado seu.

Pelo acordo feito entre peemedebistas e o Planalto ainda no fim do ano passado, durante a reforma ministerial, estavam previstas três pastas para o Senado, mas Minas e Energia e Agricultura foram ocupadas por Eduardo Braga e Kátia Abreu, ambos escolhas de Dilma. Na Pesca, foi nomeado Helder Barbalho, indicado pelo pai, Jader.

No encontro secreto que teve com Dilma há duas semanas no Alvorada (leia mais aqui), Renan irritou-se porque Dilma não tocou no tema. Ele tampouco o fez.

E, para fechar a conta, ninguém fala em nomear na Transpetro um indicado seu, como era Sérgio Machado, capaz de protegê-lo em tempos de Lava-Jato.

A troco do quê, diante desse quadro, Renan iria querer fortalecer ainda mais Eduardo Cunha com a nomeação de Henrique Alves?  (Lauro Jardim - Veja Online)


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02/04


2015

Devolve Gilmar: esculacho na frente do Supremo

Cerca de 40 pessoas protestaram ontem (1º), na Praça dos Três Poderes, contra a demora atraso no julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4650, que estabelece normas para as eleições, entre elas o financiamento de campanhas. O alvo era o ministro do STF, Gilmar Mendes, que em 2 de abril de 2014 pediu vista do processo e ainda não fez a devolução para o julgamento.

Segundo o diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Ismael César, o objetivo do ato é exigir que Gilmar Mendes faça a devolução para que o Supremo dê continuidade à votação. "Amanhã completa um ano que o ministro pediu vista do processo que trata de financiamento de empresas a partidos políticos, e esse ato é um esculacho exigindo que o Gilmar Mendes devolva esse processo, haja vista que temos 6 votos a 1 favoráveis à aprovação, contra o financiamento privado", disse.

Para Ismael César, o modelo atual de financiamento de campanhas políticas favorece a corrupção. "As empresas, na realidade, fazem um empréstimo aos parlamentares e depois esse recurso é devolvido através do processo de corrupção, portanto combater a corrupção significa garantir que o financiamento seja público e não empresarial", disse.


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Onodera Estética

02/04


2015

Refém da solidão

O jornalista Jorge Moreno, de O Globo, é um dos grandes conhecedores da vida política do país. Amigo de todos (exceto de um parlamentar, a quem chama de Coisa Ruim, provavelmente com razão), com longa vivência, leal, talentosíssimo, não há quem saiba mais da vida e dos relacionamentos dos políticos. 

É dele esse texto, em 
http://oglobo.globo.com/pais/moreno/: "Durante o seu primeiro mandato, Dilma tinha três assessores no Palácio do Planalto que realmente gostavam dela: Giles Azevedo, Beto Vasconcelos e Thomas Traumann. Beto foi para o Ministério da Justiça. Traumann vai para a iniciativa privada. E agora só restou Giles. A maioria dos demais, como se sabe, gosta mesmo é do poder".   (Carlos Brickmann)


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