Sopranor 5

24/05


2016

Governo americano evita comentar caso Jucá

Folha de S.Paulo - Marcelo Ninio

Pressionado a falar sobre as gravações que levaram Romero Jucá a se licenciar do governo, o porta-voz da diplomacia americana não quis entrar no assunto, preferindo repetir o discurso de que os EUA confiam nas instituições brasileiras. A questão foi levantada nesta terça (24) durante a entrevista diária a jornalistas concedida pelo Departamento de Estado (equivalente a ministério do Exterior). Um repórter quis saber se o áudio revelado pela Folha, no qual Jucá sugere que o impeachment de Dilma Rousseff resultaria num pacto para deter as investigações da Lava Jato, mudaria a opinião do governo americano de que o afastamento da presidente foi legítimo.

"Não é hora de considerar que o que aconteceu no Brasil pode ter sido um golpe sem sangue ou um golpe brando?", questionou o jornalista.

O porta-voz Mark Toner, porém, não alterou o enunciado oficial das últimas semanas. "Dissemos múltiplas vezes que nós acreditamos que os processos democráticos e as instituições democráticas do Brasil são estáveis o bastante para suportar esta crise política. Não vou falar da política interna brasileira além disso", respondeu Toner.

O mesmo repórter insistiu no tema, afirmando que o governo interino havia tomado uma série de decisões sem respaldo popular. "Foi mesmo um processo democrático?", indagou, dizendo que investigações de corrupção contra membros do governo interino estão sendo abafadas e que eles são "hostis" a várias políticas do governo Dilma.

"Repito, você está falando de mudanças internas do governo brasileiro, eu indicaria que fale com eles sobre esses processos", disse Toner, que manteve o mesmo tom quando o repórter estranhou a reação, lembrando que o governo americano não deixa de comentar processos internos em outros países.

"Nós acreditamos que [o Brasil] tem uma democracia e instituições fortes o suficiente para navegar nesta crise", reiterou o porta-voz.

Na semana passada, em um debate na Organização dos Estados Americanos (OEA), o representante dos EUA na entidade Michael Fitzpatrick negou que haja um golpe em curso no Brasil. Foi a primeira vez que o governo americano rejeitou com todas as letras a noção de que o processo de impeachment seja um golpe. 


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FMO

24/05


2016

Cinco partidos vão à PGR contra Romero Jucá

PT, PDT, Rede, PCdoB e PPS entraram, hoje, com uma representação contra o senador Romero Jucá (PMDB-RR) na Procuradoria Geral da República (PGR) pedindo a instauração de procedimento investigatório para apurar a gravação onde o peemedebista conversa com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Em outra frente, os petistas pedirão nesta quarta, 25, a paralisação dos trabalhos da comissão especial do impeachment no Senado até que o caso seja esclarecido.

Para os 15 senadores que assinam o pedido, Jucá agiu para obstruir a Operação Lava Jato e buscou influenciar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. "Pedimos que a PGR dê celeridade a esse processo. A conversa deixa muito claro de que ele constrói todo um ambiente para viabilizar o impeachment da senhora presidente e, ao mesmo tempo, para impedir o andamento das investigações pela Lava Jato", disse o senador José Pimentel (PT-CE). Diferentemente do PSOL da Câmara, os senadores não sugerem a prisão preventiva do peemedebista. "A prisão é um desdobramento por parte do procurador-geral", justificou Pimentel.

No pedido de investigação, os parlamentares pedem que Jucá seja impedido de voltar a ocupar o Ministério do Planejamento e que, ao voltar a circular no Senado, Jucá seja impedido de frequentar lugares, ter contado com pessoas ou usar da função parlamentar para criar obstáculos à Lava Jato. A representação é assinada por 10 senadores do PT, mais os senadores Cristovam Buarque (PPS-DF), Reguffe (sem partido-DF), Telmário Mota (PDT-RR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O pedido é uma ação paralela dos parlamentares à representação do PDT no Conselho de Ética no Senado, mas segundo Pimentel, os pedidos têm a mesma fundamentação.

"Bandidos"

Os senadores acreditam que o caso de Jucá é mais grave do que a gravação do ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) porque vai além da tentativa de cerceamento da Justiça, atinge o afastamento da presidente Dilma Rousseff e fala em "acordo" com todos os setores. "Jucá era o maior articulador do impeachment no Senado. Era Eduardo Cunha na Câmara e ele no Senado", disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que fará uma questão de ordem na reunião da comissão do impeachment pedindo a suspensão dos prazos.

Lindbergh lembrou as críticas feitas pelos jornais internacionais ao processo de impeachment e disse que o País se transformou em "republiqueta". "Parece uma quadrilha parlamentar tentando afastar uma presidente honrada, honesta", emendou.

O senador ironizou as declarações do presidente em exercício, Michel Temer, sobre sua experiência em "tratar com bandidos" quando foi Secretário da Segurança Pública de São Paulo. "Nós estranhamos a declaração, foi quase que uma autoconfissão", comentou.

O petista disse que o atual governo é fraco, vacilante e que se desgasta há 12 dias. "Na minha avaliação esse governo não se sustenta por mais três meses. A gente só está esperando os novos fatos", afirmou.


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TCE

24/05


2016

Lula pede que STF reconheça que foi ministro

Da Folha de São Paulo

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo que o tribunal reconheça que o petista foi ministro da Casa Civil do governo Dilma por quase dois meses e as "consequências jurídicas" dessa situação.

Se o pedido for acolhido, a defesa pode abrir brecha para questionar atos do juiz Sergio Moro do Paraná, como a divulgação dos grampos em que aparece falando sobre a posse com a presidente afastada Dilma Rousseff.

Lula foi nomeado por Dilma para a Casa Civil no dia 16 de março, no mesmo dia em que Moro derrubou o sigilo de interceptações e autorizou a publicidade dos áudios.

A indicação de Lula ocorreu após ele ser alvo da Operação Lava Jato, levado inclusive para prestar depoimento a partir de uma condução coercitiva, e em meio ao agravamento da crise política e o aumento da pressão pelo impeachment de Dilma.

A posse de Lula foi no dia 17 e acabou suspensa no dia 18 pelo ministro Gilmar Mendes, em decisão provisória.

Para Gilmar, a posse de Lula pode configurar "uma fraude à Constituição", sendo que houve desvio de finalidade por parte da presidente Dilma. Isso porque, segundo o ministro, há indícios de que Dilma indicou o ex-presidente para o governo com o objetivo de que as investigações contra ele fossem examinadas pelo Supremo e não mais por Moro.

A liminar não chegou a ser julgada pelo plenário do Supremo. Depois de o Senado autorizar o impeachment de Dilma e seu afastamento da Presidência por até 180 dias, Mendes determinou o arquivamento das ações que tratavam da posse de Lula.

Os advogados pedem que as ações não sejam arquivadas. "É preciso, ainda, que Corte reconheça que o embargante [Lula] teve o status de ministro de Estado no período compreendido entre 16.03.2016 e 12.05.2016, e, ainda, reconheça as consequências jurídicas decorrentes dessa situação", disse.

Segundo os defensores, não havia impedimentos para que Lula tomasse posse, uma vez que o ex-presidente Lula não é réu, muito menos foi condenado em qualquer ação penal, e também está no pleno exercício de seus direitos políticos.


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Banner - Hapvida

24/05


2016

Temer pede esforço da base aliada

O presidente da República interino, Michel Temer, pediu a base aliada que conclua a votação da proposta de revisão da meta fiscal para 2016. "Só não concluiremos se for humanamente impossível. Só sairemos daqui (do Congresso) com a meta aprovada", afirmou o deputado Carlos Marun (PMDB-MS). "A ideia é aprovar tudo (previsto em pauta: vetos e revisão da meta)", acrescentou Jerônimo Goergen (PP-RS)

A proposta de revisão da meta fiscal de 2016 prevê um déficit (despesas maiores do que receitas) das contas públicas de até R$ 170,5 bilhões. Inicialmente o governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, havia pedido uma revisão da meta fiscal para autorizar déficit de R$ 96.65 bilhões. Na última sexta (20), porém, a equipe econômica do presidente Michel Temer apresentou projeto defendendo o déficit maior.


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24/05


2016

Se houver novas eleições, Lula-Ciro é chapa da esquerda

Leandro Mazzini – Blog Coluna Esplanada

Há um acordo plausível em caso de a situação desandar de vez no País, e novas eleições forem convocadas por força da lei, repetem à meia boca congressistas da base de Dilma Rousseff.

Se houver eleições gerais este ano, como sonha o PT, a chapa está pronta: Lula para presidente, com Ciro Gomes (PDT) de vice. O primeiro, no estilo paz & amor. O segundo, para atacar e morder adversários.

A chapa ainda é potencial para a esperada eleição de 2018.


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24/05


2016

Ministério libera verba para o Santos Dumont

Do Portal Folha/PE

Com o objetivo de aproximar a pasta de Turismo, Esportes e Lazer do Estado do novo corpo ministerial do governo Michel Temer, o secretario Felipe Carreras foi à Brasília encontrar os gestores para tratar de assuntos relacionados a melhorias locais.

Na pasta de Esportes, especificamente, a reunião com Leonardo Picciani rendeu alguns passos no longo caminho que tem como objetivo final a reforma do Centro de Esportes, Lazer e Cultura Alberto Santos Dumont, em Boa Viagem.

Segundo Carreras, o ministro Picciani garantiu a liberação imediata de R$ 4 milhões para dar andamento ao processo inicial da obra. Esse valor será somado ao R$ 1 milhão que está, de acordo com ele, “garantido” pelo Estado. Com esse montante, o secretário estimou um prazo médio de 30 dias para a publicação do edital de licitação que selecionará a empreiteira responsável pelo trabalho.

"Foi uma reunião boa. Vamos poder dar início aos trabalhos voltados para o Santos Dumont, porque ainda tem tempo até escolher o vencedor (da licitação)", destacou Carreras, que prevê, após o processo burocrático, mais 12 a 14 meses para a execução de fato da requalificação.

O convênio da obra do Santos Dumont tem valor total de R$ 20 milhões, dos quais R$ 16 milhões serão oriundos do Governo Federal e outros R$ 4 milhões sairão dos cofres do Governo de Pernambuco.


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Bandeirantes-2

24/05


2016

Nunes nega acordo para PSDB apoiar Geraldo

Em conversa, há pouco, no Salão Verde da Câmara com este blogueiro, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), escalado por Aécio Neves para negociar a manutenção da aliança tucana no Recife com o prefeito Geraldo Júlio, disse que, em nenhum momento, Aécio fechou acordo com o PSB para apoiar a reeleição de Geraldo.

Coube a Aloysio Nunes comunicar, há 15 dias, ao governador Paulo Câmara que não havia conseguido remover o PSDB no Recife da decisão de ter candidato próprio. "Eu posso garantir que em nenhum momento criamos expectativas de aliança com Geraldo, nem Aécio nem muito menos eu", disse. Para o senador, a direção nacional tucana respeita às instâncias regionais, não interferindo na decisão de candidaturas. "Eu disse ao governador que respeitava a decisão do partido de lançar uma candidatura", afirmou.


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Sesi 4.0

24/05


2016

Jungmann e Câmara discutem Hub da Latam em PE

De olho na possível instalação do Hub (centro de conexões de voos) da Latam no estado, o governador Paulo Câmara (PSB) vai agendar, nos próximos dias, uma reunião com o ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS). Os dois já conversaram sobre o tema, mas o socialista quer detalhar as vantagens de optar pelo Aeroporto Internacional Gilberto Freyre, na Imbiribeira. Além de Pernambuco, disputam o empreendimento o Ceará e o Rio Grande do Norte.

Hoje, Jungmann teve uma conversa com o comando da Aeronáutica. A concessão da área da Força Aérea Brasileira dentro do aeroporto do Recife é fundamental para a implantação do hub. Segundo o ministro, a ideia, no momento, é juntar dados sobre o empreendimento. "Até meados da próxima semana eu terei todas as informações", acrescentou.

De acordo com a Latam, união da Tam e da Lan, a escolha deverá ser feita ainda neste primeiro semestre. O anúncio deveria ter acontecido no ano passado, mas foi adiado pela empresa por causa do momento político e econômico difícil que o país passa. Com o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) e a nomeação de novos ministros no governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) ressurge a discussão sobre o tema. E os pernambucanos ficaram esperançosos. É que Jungmann também é pernambucano e poderia influenciar na escolha.

O secretário estadual de Turismo, Felipe Carreras (PSB), acredita, no entanto, que haverá isenção por parte do pós-comunista. "Temos a expectativa que Pernambuco seja contemplado pela qualidade do estado, do aeroporto, pela posição geográfica, pela experiência com o cliente, entre outros pontos", disse o socialista para acrescentar que toda documentação e informações sobre o estado já foram enviadas para o ministro e para a Latam. Entre os requisitos da Latam, estão a infraestrutura aeroportuária, a experiência do cliente e a competitividade em custos.

Em nota, a Latam informou que "continua avaliando todas as condições para a definição da capital que abrigará o hub no Nordeste. Não respondeu, entretanto, aos questionamentos da reportagem sobre quais os principais entraves na decisão e se a crise pode afetar a implantação do empreendimento. No ano passado a Latam levou, da capital pernambucana, 20 aeronaves para outras bases, além de postergar o recebimento de novos aviões. a Gol e a Azul também reduziram a frota. "A crise no setor aéreo está posta, mas nós estamos colocando algumas medidas para amenizar a situação. O governo já sinalizou, por exemplo, que pode conceder isenção tributária, por exemplo", afirmou Carreras.


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Senai 4.0

24/05


2016

“Ainda não há transparência na FIFA”, diz Chade em CPI

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Máfia do Futebol ouviu, hoje, o jornalista Jamil Chade, em audiência pública solicitada pelo relator da comissão, deputado Fernando Monteiro (PP/PE). Correspondente na Europa do jornal O Estado de S. Paulo, com 15 anos de cobertura da Fifa, Jamil Chade teve acesso aos documentos da investigação do FBI.

Há um ano, dirigentes e empresários ligados a Fifa foram presos na Suíça. Segundo as investigações, cartolas do futebol movimentaram 150 milhões de dólares em propina e suborno.

Na audiência, Jamil Chade fez uma radiografia do futebol após as investigações do departamento de justiça dos Estados Unidos que resultaram nas prisões de dirigentes, entre eles, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin.

Segundo ele, pode-se dizer que a Fifa hoje é uma nova entidade, mas a estrutura da entidade não foi modificada de forma a garantir mudanças. “Ainda não há transparência”, afirma Jamil Chade. Ele disse que, embora tenha estabelecido limite de mandato para cartolas e divulgação de salários, não há, por exemplo, transparência nas ações da CBF e Confederação Sul- Americana de Futebol (Conmebol).

O jornalista, ao falar da Copa do Mundo realizada no Brasil em 2014, afirmou que foi a mais cara da história. O país gastou, conforme dados apresentados pelo jornalista, o equivalente a duas copas realizadas anteriormente: Alemanha (2006) e África do Sul (2010). “ Nunca uma Copa gerou tanto dinheiro para a Fifa. Foram para os cofres da entidade 5,7 bilhões de dólares”, disse Jamil Chade.

Ele lembrou que em 2007, quando o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa, a Fifa apresentou um informe que dizia que ela iria custar 1,1 bilhão de dólares. Quando começou já custava 3,5 bilhões de dólares. “O custo triplicou e não foi com obras de infraestrutura ”, observou Jamil Chade. Segundo ele, em 2007 dizia que não haveria recurso público nas obras dos estádios. “A promessa da Copa privada não foi verdadeira. O poder público financiou essas obras”.

O deputado Fernando Monteiro questionou o que poderia ser feito para evitar esquemas de propina e subornos na comercialização dos jogos e direitos e marketing no futebol. O jornalista defendeu maior controle sobre as entidades transparência em relação a contratos. “O melhor modelo seria a autonomia da entidade, mas que prestasse esclarecimentos e transparência em relação aos contratos. Como uma universidade, por exemplo”.

Requerimentos – Na reunião foram aprovados três requerimentos do deputado Fernando Monteiro convidando o representante da Rede Globo, Pedro Garcia; o CEO do Comitê Organizador da Copa do Mundo 2014, Ricardo Trade; e o secretário da CBF, Walter Feldman. Eles vão esclarecer à comissão questões referentes aos contratos de mídia, patrocínio e eventos envolvendo a CBF. Walter Feldmam deverá ser ouvido na próxima terça-feira (31).


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Odonto Personalité

24/05


2016

Armando cita controvérsia em antecipação no BNDES

Por Maurício Nogueira

Agência Política Real

Com referência aos R$ 100 bilhões que o Governo Federal anunciou que serão devolvidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) ao Tesouro Nacional, o senador Armando Monteiro (PTB-PE), ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior da presidenta afastada Dilma Rousseff, aponta controvérsia na utilização do que classificou de “antecipação”, nas medidas econômicas divulgadas pelo Governo Federal.

O total de R$ 100 bilhões anunciados pelo Governo Federal serão repassados do BNDES ao Tesouro Nacional em três anos. Agora seriam repassados R$ 40 bilhões, ao fim do primeiro ano, R$ 30 bilhões, e no fim do segundo ano mais R$ 30 bilhões.

Armando Monteiro argumentou que no caso do BNDES o que ocorre é uma “antecipação” do pagamento ao Tesouro Nacional. “O Tesouro aportou recursos no BNDES e o BNDES anteciparia a devolução dos recursos ao Tesouro”, explicou Armando Monteiro.

Controvérsia

O senador de Pernambuco afirmou que há uma controvérsia de natureza legal porque há um questionamento de que a própria Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) seria desrespeitada. Segundo ele, a lei “não permitiria essa antecipação do pagamento do Tesouro por empresas controladas pelo Tesouro que é o caso do BNDES”.

Efeito sobre dívida

O senador de Pernambuco ressalta haver essa discussão sobre a legalidade da medida.  “Evidentemente, é uma ideia que se coloca no sentido de se aproveitar essa antecipação do retorno dessas operações para abater da dívida pública, isso não afeta a resultado primário, mas tem um efeito sobre a redução da dívida pública”, observou. 

Disciplinamento necessário

Em relação às outras medidas anunciadas pelo presidente interino Michel Temer, Armando Monteiro considera que objetivam disciplinamento da expansão dos gastos. Para ele, não é possível imaginar cenário econômico “onde os gastos continuem a crescer muito acima do crescimento do produto, por exemplo”.

Armando Monteiro enfatizou que há muito tempo se discute como estabelecer uma trava para não continuar com essa situação de forte expansão dos gastos de custeio.

“Essa ideia do ‘nominalismo’, fazer uma meta de que de algum modo apenas incorpore a inflação do ano anterior, isso me parece que é um mecanismo que vai permitir uma contenção, um disciplinamento dessa tendência que tem sido tão percebida nos últimos 15 anos que é de uma contínua expansão do gasto público no Brasil”, disse o ex-ministro de Dilma.

Na visão de Armando Monteiro é uma medida positiva, que vai na linha daquilo que o próprio governo anterior sinalizava, quando pretendeu estabelecer mecanismos de trava a essa expansão do gasto público.

Dilma gastava sem consultar

Já o presidente nacional do Democratas, José Agripino (RN), entende que a diferença entre as medidas econômicas anunciadas e as divulgadas pela gestão Dilma Rousseff é que a presidente afastada gasta e só depois pede autorização do Congresso.

“A diferença entre Dilma e Temer é que Dilma primeiro gasta sem autorização e depois impõe ao Congresso a aprovação de uma lei para coonestar o delito. Temer assume a ‘herança maldita’ e, sem revanchismo, submete o valor do rombo a uma bem-educada proposta de ajuste da meta fiscal”, frisou o parlamentar pelo Rio Grande do Norte.

José Agripino também destacou entre as iniciativas divulgadas a devolução de R$ 100 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro Nacional, a limitação do gasto público e a extinção do Fundo Soberano.

Já outra medida apresentada por Michel Temer é o envio ao Congresso Nacional de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o gasto público. Ele também propôs a extinção do Fundo Soberano, criado em 2008 com a sobra do superávit primário e com royalties do petróleo.


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Naipes

24/05


2016

Gilmar não vê obstrução por Jucá no curso da Lava Jato

Da Folha de São Paulo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirmou nesta terça-feira (24) que as gravações reveladas pela Folha envolvendo o senador Romero Jucá (PMDB-RR) não caracterizam uma tentativa de obstrução da Operação Lava Jato.

Mendes, no entanto, criticou a citação feita por Jucá nos áudios gravados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, novo delator do esquema de corrupção da Petrobras, sobre influência no Supremo e disse que o andamento das apurações mostra que não é possível mudar o curso da Lava Jato.

As conversas levaram Jucá a deixar nesta segunda (23) o Ministério do Planejamento e provocou a primeira crise do governo interino de Michel Temer.

Na avaliação de Mendes, as gravações em que o peemedebista sugere um pacto para deter a Operação Lava Jato não revelam uma tentativa de barrar as investigações do esquema de corrupção da Petrobras.

"Não vi isso [obstrução]. A não ser, uma certa impropriedade em relação à referência ao Supremo. Sempre vem essa história: já falei com os juízes ou coisa do tipo. Mas é uma conversa entre pessoas que tem alguma convivência e estão fazendo análise do cenário numa posição não muito confortável", disse o ministro.

Segundo Mendes, virou um "mantra" entre investigados tentarem demonstrar prestígio no Supremo.

O ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), que chegou a ser preso por tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, também foi gravado mencionando que falava com ministros sobre o caso para tentar tirá-lo da prisão. O ex-presidente Lula também foi flagrado tratando de interferência no Supremo em grampos da Lava Jato.

"Essa referência que causa incomodo. É uma repetição. Virou um mantra, um enredo que se repete: pode deixar que resolvo. Isso também aparece de vez em quando nas gravações com advogados, vocês já viram isso também. Em geral passam essa imagem para clientes e tudo mais. Isso é um pouco nessa linha de fique calmo", afirmou o ministro.

Mendes, no entanto, afirmou que o Supremo tem mostrado age com imparcialidade na Lava Jato. O ministro afirmou que houve receio de impacto nas investigações com a decisão da corte de fatiar casos que não tivessem conexão direta com os desvios na Petrobras, tirando alguns eixos da mão do juiz Sergio Moro, mas não houve prejuízos.

"Não teve nenhum impacto substancial, tanto é que a Lava Jato continua operando. Naquela época havia esse medo. 'Ah, o Supremo está destruindo a Lava Jato, e tudo mais. Os processos estão fluindo onde devem estar, em São Paulo, Rio, talvez não com a mesma dinâmica, algumas pessoas já foram presas... Não há o que suspeitar do Tribunal, o Tribunal tem agido com muita tranquilidade, com muita seriedade, muita imparcialidade, a mim me parece que não há nada para mudar o curso", disse.

Mendes disse que Jucá nunca o procurou para tratar de Lava Jato e minimizou o impacto do caso para o governo Temer. "São problemas da realidade política, com os quais se tem que lidar. Quer dizer, eu tenho essa experiência também, passei por governo. Quer dizer, da noite para o dia, às vezes por uma fala, por uma revelação, se encerra um mandato às vezes até exitoso. Em suma, isso faz parte da realidade política".


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Comentários

PEDRO DAMASCENO ALVES

Se fosse do outro lado como será que reageria?

juliano Mendes

eita de Brasil de piada.... ele agora não ver nada !? kkkkkkkkkk

gilson

Criatura nefasta, sinto nojo dessa criatura.


Arcoverde 4

24/05


2016

Gravatá encerra recadastramento de servidores

A Prefeitura de Gravatá, no Agreste, por meio da Secretaria de Administração, realizou em março e abril, o recadastramento dos servidores públicos municipais efetivos e comissionados. Ação teve como objetivo corrigir os cadastros dos servidores, atualizar as lotações e identificar situações de abandono de emprego, também como a regularizar as cessões.

Os servidores efetivos e comissionados foram convidados para se apresentar em seus órgãos de lotação, com exceção dos que estavam em gozo de licenças que deverão comparecer à Secretaria de Administração no mês de retorno da mesma. O período de recadastro foi de 16/03 a 15/04, sendo estendido até o dia 29/04, excepcionalmente para as Secretarias de Saúde e Educação.

De acordo com o secretário de Administração, Ronaldo Acioly, mais de 90 servidores não realizaram o recadastramento. “Todas as secretarias receberam os servidores para a atualização. Do total de 1.455 servidores, 95 não se apresentam. Desses, 48 não deram justificativa, 45 estão em gozo de licenças, 01 estava falecido (desde julho de 2015) e 01 encontra-se sob custódia da Justiça”, explicou, ao informar que, após o recadastro, foram identificados 45 servidores cedidos para diversos entes e Poderes da Administração Pública”, pontuou.


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Bm4 Marketing (Polítíco)

24/05


2016

Atacado, Mendonça Filho vai processar acusadores

O ministro de Educação, Mendonça Filho, vai processar o site BR 247, o PT, o professor Michel Zaidan e o ex-vereador Dilson Peixoto por danos morais e criminal (calúnia, difamação). Segundo o ministro, na tentativa de gerar danos à imagem pública dele, o BR 247, o PT, o professor Zaidan e Dilson Peixoto estão divulgando e propagando notícias mentirosas em sites e nas redes sociais

A notícia trata de uma suposta indicação de Mendonça Filho para o ministério feita por Janguiê Diniz, da Ser Educacional, e de que a indicação do professor Maurício Costa Romão, para a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, do MEC, seria para privatizar o ensino superior. “Não me intimido com essa estratégia, nem vou ser tutelado por táticas nazistas usadas pelo PT para destruir adversários. Falou mentira contra minha pessoa vai responder nas instâncias legais”, afirmou Mendonça Filho.

 Segundo o ministro da Educação, quem mais ampliou a rede privada de ensino superior no País foram as gestões do PT com programas como o FIES.  “Hoje 75% dos alunos no ensino superior do Brasil estudam em instituições particulares. Quando o PT está no governo, o discurso é de que essa expansão do ensino privado é para dar acesso ao filho do pobre à universidade. Quando somos nós, o PT muda o discurso, monta um tribunal de inquisição e diz que o Fies é para privatizar o ensino superior”, ressalta.

O ministro garantiu que os programas de acesso dos mais pobres à universidade vão continuar e serão melhorados. “Na nossa gestão o filho do pobre vai ter acesso ao ensino superior, como teve quando fui Governador de Pernambuco”, garantiu.

Mendonça reafirmou a indicação do professor Mauricio Romão para a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC. “Mauricio Romão tem um curriculum excelente. Nível profissional internacional e experiência comprovada como gestor para ocupar este ou qualquer outro cargo no MEC”, defendeu.

O ministro lembrou que Romão é Master e Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, foi secretário de Administração e Reforma do Estado do Governo Jarbas/Mendonça, consultor da OEA, coordenador de projetos com o Banco Mundial, chefe de departamento de economia e coordenador de mestrado de economia da UFPE, membro do Comitê Assessor de Economia do CNPq, consultor do CNPq e da CAPES, Pesquisador Nível I do CNPq.

Romão foi professor da Nassau até dezembro de 2015 e concluiu o processo de desligamento da instituição em fevereiro deste ano quando assinou o termo de rescisão. “Só o PT para achar que um profissional desse nível não pode ocupar esse cargo”, ironizou, ressaltando que Maurício Romão é honrado, mantém seu padrão de classe média e mora no mesmo apartamento.


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Comentários

Chicão

Pau neses irresponsáveis Mendoncinha .Só aprendem respeitar com a Justiça acionada. PARABÉNS pelas providências ajuizadas !

adalberto ribeiro

É pau nessa mundiça vermelha, ministro Mendonça Filho! Eles nao tem limite na prática das difamaçoes e calunias. O seu combate é o bom combate

josé arnaldo amaral

É isso ! Bravo,ministro Mendonça ! Processo nos costados dessa parasitagem esquerdista. São chupeteiros desde sempre. A mais mínima ameaça às tretas a caterva fica ouriçada. Vão caçar catita, miseráveis guabirus ! Com respeito ao quadrúpede roedor...


Petrolina 3

24/05


2016

Silvio não entrega cargos. Vai esperar demissões

O deputado Silvio Costa (PTdoB), que assumiu postura agressiva no Congresso como um dos líderes da oposição, disse, há pouco, ao blog em Brasília, que seu filho João Paulo não vai entregar o cargo no metro do Recife. "Por orientação minha, ele vai esperar ser demitido", disse Costa. Segundo ele, o filho só sai do Governo por livre e espontânea vontade nossa quando o impeachment for aprovado em definitivo no Senado. João Paulo Costa é superintendente do Metrorec.


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Comentários

ROGÉRIO MOTA E ALBUQUERQUE

Quem disse tudo para o Brasil inteiro sobre o deputado Silvio Costa na tribuna da Câmara Federal, foi o deputado federal do Piauí Heráclito Fortes. Foi muito direto em suas certezas do \"castelo\" que o brabo deputado pernambucano formou no seu Estado. Deputado, entregue os seus cargos, Vossa Excelência perdeu.

BARTOLOMEU BUENO JOSE DE ALBUQUERQUE LINS

Para quem quer uma vitrine, é bom mantê-lo ai por bastante tempo. Bisquit não serve pra nada, a não ser pra se amostrar.



24/05


2016

Renan quer votar ainda hoje meta fiscal no Congresso

O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), quer votar ainda hoje a alteração da meta fiscal que permitirá um déficit de R$ 170,5 bilhões em 2016. Ele acabou de encerrar a votação dos 24 vetos presidenciais que trancam a pauta do Plenário e já deu início à votação dos 13 destaques que também estão travando a pauta.

Mais cedo, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) tentou votar a meta fiscal, mas não teve quórum suficiente. Na sessão de ontem da comissão, os senadores também não compareceram e não marcaram o quórum mínimo necessário para votar o tema. Mesmo assim, Renan já afirmou que levará a meta fiscal para votação no plenário do Congresso independentemente da apreciação da CMO.


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