Sopranor 5

14/02


2016

Tony Gel lamenta morte de Manuel Eldócio

Foi com imenso pesar que recebi a notícia do falecimento do Mestre Manuel Eudócio.

O Mundo das Artes está mais pobre! 

Caruaru perde um raro talento que, nas suas hábeis mãos, o Barro do Alto do Moura ganhava formas inconfundíveis.

Foi contemporâneo do Mestre Vitalino, mas desenvolveu e aprimorou estilo próprio.
Patrimônio vivo de Pernambuco, fez sua arte ser conhecida em todo o Brasil e em vários países.

Mestre Manuel Eudócio deixa o seu Alto do Moura e vai habitar uma das "Moradas do Pai"!

Conosco fica a saudade. E o seu inestimável legado.

Tony Gel

 


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14/02


2016

Caruaru chora morte de Manuel Eudócio

De Jaciara Fernandes do Vanguarda - Morreu na noite deste sábado (13), no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, o artesão Manuel Eudócio, aos 85 anos. De acordo com as primeiras informações, ele não resistiu a problemas em decorrência da chicungunya.

Em 1931, nasce Manuel Eudócio Rodrigues, em Caruaru. Começa a modelar o barro da mesma maneira como as demais crianças criadas em ambientes oleiros no Brasil: observando os parentes próximos e fazendo animaizinhos de brincadeira. Em 1949, conhece Mestre Vitalino quando este se transfere para o Alto do Moura, tornando-se então seu discípulo. Assim como Zé Caboclo, seu cunhado, inicialmente produzia esculturas em barro natural. Influenciado pelo mercado, passa a pintar parcialmente as peças com tintas fortes e coloridas. Apaixonado pela "arte de boneco", criou um grande repertório de figuras: cangaceiros, casais de noivos a cavalo, maracatus e Bumba-meu-boi. É considerado um dos primeiros ceramistas do Alto do Moura.

O velório do Mestre Manuel Eudócio acontece na Igreja Vale da Benção, em frente ao ateliê dele. O sepultamento será às 16h deste domingo, mas a família ainda não informou se no Cemitério Parque dos Arcos ou no do Alto do Moura


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Banner - Hapvida

14/02


2016

Em defesa do rigor

Jânio de Freitas - Folha de S.Paulo

Os donos e dirigentes das grandes empreiteiras começavam a ver a Folha pela página A5. Em várias delas, eu soube também, havia encarregados de examinar todos os pequenos anúncios, todos os dias. Procuravam, no lugar então fixo desta coluna hoje volátil, e também em possíveis anúncios cifrados, a revelação da fraude na próxima grande licitação de obra pública. Foi preciso usar outros jornais, com modalidades diferentes, e um desequilibrado dirigente do "Globo" até me prometeu, literalmente, acabar comigo, porque usei os classificados do jornal -não para provocar o neurótico, claro, mas pela urgência de usar o jornal que encerrava mais tarde a recepção de anúncios.

Foram muitas fraudes bem arquitetadas entre governo e empreiteiras, e no entanto frustradas na Folha. Em jogo, dinheiro público equivalente a vários bilhões de dólares. Neles incluídas, por exemplo, todas as licitações do metrô carioca no governo Moreira Franco, forçado a anulá-las.

Foram também vários processos contra mim, dois inquéritos policiais (um da Polícia Federal, a mando do diretor Romeu Tuma, outro da polícia fluminense, a mando de Moreira) e uma CPI no Senado. Nenhuma condenação. Fui defendido por alguns dos mais brilhantes advogados, sem ser cobrado em um centavo sequer. Palavras de Márcio Thomaz Bastos: "Defender você foi serviço público".

Por si mesmos, esses fatos não têm mais interesse. Mas têm uma função. Atestam que advogados aptos a ganhar muito bem na defesa das ricas empreiteiras, alguns procurados por elas, provaram não ser meros mercenários. Entre esses advogados, há quem tenha clientes na Lava Jato. E esteja entre os inconformados com alguns procedimentos de procuradores e do juiz Sergio Moro. Suas ponderações, formais ou pessoais, porém, são recebidas com menosprezo, quando não com mal disfarçada arrogância. Tal atitude não é rara na magistratura e no Ministério Público, mas se a Lava Jato ostenta a pretensão de estar corrigindo costumes inadmissíveis, só pode ter autoridade moral se não incorrer, ela própria, em alguns deles.

A carta pública da centena de advogados foi emocional, sim. Mas as questões que levantou eram infundadas, a ponto de só merecerem da Lava Jato umas poucas e duvidosas ironias? Tanto não era o caso, que logo viria a reclamação do ocorrido ao depoimento do delator premiado Paulo Roberto Costa. Sua frase inocentando um acusado, com ênfase e convicção, foi omitida na transcrição e substituída por uma afirmação frágil.

A meio do Carnaval, a Folha trouxe respostas de Roberson Henrique Pozzobon, procurador integrante da Lava Jato, a diversos questionamentos à operação. O problema com a frase de Paulo Roberto, a seu ver, é "tempestade em copo d'água", decorrente de releitura equivocada de advogado de defesa. Não houve erro de leitura nem de releitura: o texto da Lava Jato é muito claro. O erro foi de redação na Lava Jato, precedido de erro ético, ou mais, muito grave.

A percepção de que prisões duradouras são feitas como coação para obter delações premiadas é, segundo Pozzobon, "uma falácia gigante". Não. É uma evidência. Com repetições numerosas. Evidência que os procuradores e o juiz da Lava Jato não demonstraram ser ilusória, antes fortalecendo-a com novas repetições.

Pozzobon recupera o argumento de que "mais de 70% dos acordos celebrados [de delação premiada] com réus da operação ocorreram enquanto estes estavam soltos" (texto da Folha). Os 70% soltos não provam a inexistência de coação sobre os 30% que estavam presos. E nada prova que, soltos, muitos dos 70% não se entregaram ao acordo por medo à ameaça de serem presos.

Já disse Sergio Moro que os advogados reclamam por interesse dos seus clientes. Óbvio, não? Mas enganoso. Na defesa de procedimentos judiciais corretos, o suspeito, o acusado e o condenado são circunstanciais, são apenas instrumentos. O que é defendido é o Estado de Direito, é a democracia, é a Constituição. É cada cidadão, cada um de nós.

O rigor nos procedimentos não impede e nem mesmo dificulta investigações e a condenação de quem deva tê-la. O contrário do rigor foi o que começou como mau uso de poder, na Petrobras, e levou à criação da Lava Jato.

 


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Governo de PE - PE Contra o Mosquito

14/02


2016

Alckmin e o triplex

Há duas semanas, Geraldo Alckmin foi questionado sobre o caso do tríplex. Respondeu em tom condenatório: "Lula é o retrato do PT, partido envolvido em corrupção".

Na sexta-feira, perguntaram se ele acredita na defesa do tucano Fernando Capez, acusado no escândalo da máfia da merenda.

"Acredito. É um promotor público, tem uma história", disse.

Para o governador, o princípio da presunção de inocência só se aplica aos aliados.

(Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo)


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14/02


2016

Dilma precisa dizer o que entende por injustiça

Josias de Souza

Com um atraso de duas semanas, Dilma saiu em defesa de Lula neste sábado. “Converso sistematicamente com o presidente Lula. Acho que ele está sendo objeto de grande injustiça'', disse ela. Vai ficando cada vez mais claro que, por trás das crises política e moral, há no Brasil uma crise de semântica. Antes de discutir se Lula é vítima de injustiça convém combinar o que é “injustiça”. É essencial definir critérios.

“Injustiça” se mede pela número de inquéritos em que emergiram suspeitas contra Lula ou pelo número de interrogações que as notas oficiais do Instituto Lula deixaram sem resposta? Qual é o peso relativo das reformas feitas por empreiteiras-companheiras em imóveis associados Lula? O fato de as empreiteiras serem as mesmas que assaltaram a Petrobras é suspeito ou “é a coisa mais normal do mundo”, como disse o ex-ministro Gilberto Carvalho? Ao dar meia-volta na compra do triplex reformado às custas da OAS, sob a supervisão de Marisa Letícia, Lula arrependeu-se do elevador privativo ou teve medo das notícias que penduraram o imóvel do Guarujá de ponta-cabeça nas manchetes? A utilização de um sítio paradisíaco registrado em nome dos sócios do filhão Lulinha e equipado por pessoas e logomarcas encrencadas na Lava Jato é uma prova de que Lula é um sujeito acima de qualquer suspeita ou será necessário engolir novamente a tese segundo a qual o personagem é mesmo o tolo que não se cansa de repetir “eu não sabia”?

Dilma disse respeitar “muito a história do presidente Lula.” Ela soou peremptória: “Tenho certeza de que esse será um processo que será superado, porque acredito que o país, a América Latina e o mundo precisam de uma liderança com as características do presidente Lula.''

A presidente não notou. Mas Lula está encrencado em quatro processos, não em um. O Ministério Público de São Paulo investiga a suspeita de ocultação de patrimônio no Guarujá. A força-tarefa da Lava Jato, que já apurava indícios de lavagem de dinheiro no Edifício Solaris, onde está assentado o triplex a beira-mar, levou ao radar o sítio de Atibaia. A Procuradoria da República apura em Brasília se o ex-presidente cometeu o crime de tráfico de influência em favor de empreiteiras. E a Operação Zelotes vareja as medidas provisórias editadas sob Lula com regras que beneficiaram montadoras de automóveis.

Para se chegar a um acordo quanto à “grande injustiça” praticada contra Lula, a primeira condição é falar a mesma língua.


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Comentários

sonia

Vacinas vencidas ??? De Cuba ???

sonia

QUEREM APROVAR A CPMF, SEGUNDO O MINISTRO DA JUSTIÇA, PARA COMBATER O MOSQUITO DA ZIKA, MAS NA VERDADE É PARA ALIMENTAR OS PETRALHAS DA DILMAZICA.

sonia

\" Vacinas vencidas também seriam responsáveis pela disseminação do Zika Além da decisão tomada hoje pelo governo gaúcho no sentido de proibir o uso de larvicidas, a campanha nacional lançada hoje pelo governo Dilma também enfrentou outra denúncia que pode ser devastadora: - O uso de vacinas vencidas poderia ser responsável pela disseminação da microcefalia. \' O ministério da Saúde já apura as denúncias, que circulam desde esta manhã nas redes sociais. Postado por Polibio Braga Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest às 2/13/2016 05:51:00 PM

marcos

Lula o Bandido do Século.

marcos

Injustiça é o que Lula, Dilma e o PT fizeram com a petrobras, com o Povo e com o Brsil!


Senai 3.0

14/02


2016

Motorista é dono de refinaria defendida por Cunha

O economista Felipe Diniz relatou em depoimento prestado a investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) que o comprador de uma refinaria defendida anteriormente pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), identificado como Ângelo Tadeu Lauria, é na realidade motorista de um lobista, que foi identificado nas investigações como sendo responsável pelo repasse de 1,3 milhão de francos suíços para o peemedebista. O repasse foi efetuado em 2011.

Segundo o jornal Correio Braziliense , a informação consta dos autos do inquérito onde Eduardo Cunha aparece como suspeito de ter recebido dinheiro de João Augusto Rezende Henriques, apontado como operador do esquema, em troca da compra de um poço de petróleo na África pela Petrobras. A petrolífera teria investido US$ 66 milhões sem encontrar o combustível fóssil.

Lauria e Henriques respondem a das ações judiciais em São Paulo. Em uma delas, Lauria teria comprado, em 2014, a Refinaria de Manguinhos através da Rodopetro. Uma funcionária da empresa, segundo o Correio, teria dito que o suposto motorista ainda trabalhava no local, já que se tratava de uma empresa alocada na refinaria.

"Ontem [sexta, 12], pouco mais de um mês depois da reportagem, a funcionária afirmou que Lauria não trabalha na refinaria, mas não soube dizer onde ele atuava profissionalmente agora", diz um trecho da matéria publicada neste sábado pelo veículo de imprensa.
Já Felipe Diniz, filho do ex-deputado Fernando Diniz (PMDB-MG), falecido em 2009, disse ter conhecido Lauria em visitas que teria feito à residência de Henriques, no Rio de Janeiro, quando o motorista, quando o motorista trabalhava para o operador do esquema. (Portal BR 247)


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Sesi 3.0

14/02


2016

Empresário diz que recebeu da Odebrecht na Suíça

Da Folha de S.Paulo - Gabriel Mascarenhas e Aguirre Talento

O ex-presidente da petroquímica Unipar Carbocloro Frank Geyer Abubakir afirmou em sua delação premiada que recebeu uma indenização de R$ 150 milhões da Odebrecht em uma conta na Suíça. Ele admitiu que não declarou a operação às autoridades brasileiras e não detalhou se o negócio foi ilegal.

O repasse, segundo o empresário, era referente a um acordo para vender sua participação acionária na petroquímica Quattor à Braskem, controlada pela Odebrecht.

Folha teve acesso a trechos dos depoimentos, ainda sob sigilo. Abubakir diz que foi ele quem sugeriu que o depósito fosse feito no exterior.

Segundo o empresário, a venda da sua participação na Braskem daria prejuízo a uma seguradora que pertencia ao Grupo Unipar, uma vez que a carteira de segurados da empresa passaria à Odebrecht.

Por isso, ele negociou com a Odebrecht Companhia de Seguros o pagamento de uma "indenização".

Abubakir disse que "tinha e ainda tem uma fundação no exterior" com conta na Suíça", por meio da qual recebeu o dinheiro. Ele contou que o pagamento total foi de R$ 150 milhões, mediante transferência bancária internacional para essa conta, dos quais ele ficou com R$ 50 milhões. O restante, de acordo com o empresário, foi repassado aos demais acionistas.

Abubakir admitiu que nunca declarou no Brasil a propriedade desses valores e, como justificativa, alegou receio "das repercussões patrimoniais dos conflitos e problemas pelos quais ele e sua família passavam".

Em seu depoimento, o empresário cita o ex-presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, que está preso por participação no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. O delator não informa, porém, se o executivo da empreiteira soube da transferência.

"O colaborador expôs a situação [intenção de se desfazer de sua parte na Quattor] a Marcelo Odebrecht, o qual propôs uma fusão da Braskem com a Quattor". A fusão acabou não ocorrendo e acertou-se que, em vez disso, a Braskem compraria os ativos da Quattor por R$ 870 milhões.

OUTRO LADO

Procurada, a Odebrecht informou que tomou conhecimento da delação apenas após o contato da Folha e que desconhece seu teor."A empresa esclarece que a compra da Quattor foi feita de acordo com a legislação em vigor no país", diz a Odebrecht, em nota.

A Unipar Carbocloro não quis comentar.

 


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Comentários

marcos

Marcelo abre o bico e entrega Lula cotó antes que seja tarde.



14/02


2016

Fidel e Raul já escolheram sucessor em Cuba

Leandro Mazzini - Coluna Esplanada

O ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica revelou a amigo da Coluna que os irmãos Fidel e Raúl Castro já escolheram o sucessor do clã no Poder da ilha caribenha.

Eles estão prestes a anunciar Miguel Díaz-Canel Bermúdez o novo presidente do País. A revelação é do jornalista Carlos Vasconcelos, que vai lançar o portalConexão Internacional, com notícias sobre os Estados Unidos, Caribe e América Latina voltadas para o leitor brasileiro.

Aos 55 anos, Díaz-Canel, como é chamado pelos Castro, é professor universitário e primeiro vice-presidente do Conselho de Estado de Cuba desde 2013.


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Naipes

14/02


2016

Janot quer acesso a inquérito sobre políticos

O procurador- geral da República, Rodrigo Janot, pediu acesso ao inquérito da Operação Zelotes que apura o envolvimento de políticos na compra de medidas provisórias para beneficiar o setor automotivo.

O pedido visa avaliar se o caso deve ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em virtude do envolvimento de parlamentares.

O pedido tem como base as anotações feitas no diário de um dos investigados pelos agentes da Operação Zelotes, João Batista Gruginski que apontam para a possibilidade do pagamento de propinas aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR).

Em seu depoimento à Justiça, Gruginski disse que o lobista Alexandre Paes dos Santos, teria dito a ele que os três haviam acertado pagamentos no valor de R$ 15 milhões para cada um deles em troca da aprovação de emendas que favorecessem as montadoras de veículos. Além deles, as anotações fazem menção ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-ministra Erenice Guerra.


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Petrolina 3

14/02


2016

Uganda não é aqui. Que pena

Clovis Rossi - Folha de S.Paulo

Uganda ocupa o 163º lugar entre os 188 países listados no ranking de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas.

Ainda assim, tem lições a ensinar a um Brasil teoricamente mais desenvolvido (é o 73º), ao menos no que se refere ao vírus da zika, a mais recente das incontáveis tragédias que açoitam o país.

Para começar, foi precisamente em Uganda que primeiro se detectou o vírus (no sangue de macacos), no já remotíssimo ano de 1947.

Trabalho do Uvri (Instituto de Uganda de Pesquisa de Vírus).

Para comparação: o Uvri foi criado (em 1936, com nome diferente) com financiamento da Fundação Rockefeller, ao passo que os institutos similares no Brasil dependem de verbas oficiais, que são sempre escassas, mesmo em épocas de bonança. Imagine agora.

Segunda comparação: vale para o Brasil a descrição que faz de Uganda Julius Lutwama, principal pesquisador do instituto ugandense, para a "Foreign Policy":

"Temos ampla flora, ampla fauna e, claro, boa temperatura, bom clima. E o que é bom para humanos é bom também para vírus."

No entanto, não houve em Uganda, como não há agora, um surto nem sequer parecido de zika.

Há duas explicações para isso: primeiro, o fato de que, sempre segundo Lutwama, "a zika sempre foi uma afecção benigna. De cada cinco ou dez pessoas infectadas, apenas uma ou duas apresentam um pouco de febre".

A segunda explicação é que serve de exemplo para o Brasil: "Eles [o Uvri] estão sempre monitorando as condições, de forma que não ocorra um surto para o qual eles não estejam prevenidos", disse à "Foreign Policy" Martha Kaddumukasa, entomologista da Makerere University, que já foi pesquisadora do Uvri.

De fato, relata a revista, o instituto ugandense coleta e monitora parasitas e amostras de sangue de pacientes de todo o país, em busca de atividades virais inusuais.

Também mapeia padrões de doença, tanto em pessoas como em animais, para alertar os trabalhadores da saúde para doenças fora dos padrões e para o que fazer quando elas aparecem.

Esse trabalho preventivo –virtualmente inexistente no Brasil– explica, por exemplo, a relativa imunidade de Uganda ao recente surto de outro vírus, o ebola.

Em Uganda, os mortos foram 21, enquanto na África Ocidental morreram mais de 11 mil.

Atenção, não estou dizendo que Uganda é um modelo de saúde pública a ser seguido por todo o mundo subdesenvolvido ou em desenvolvimento. Se fosse, não estaria 90 posições atrás do horrível Brasil.

O que estou dizendo é que, mesmo em condições precárias, é possível ter boas práticas para minimizar os efeitos de surtos que surpreendem as autoridades, como está ocorrendo agora com a zika.

O problema é que se trata de uma doença majoritariamente de pobres. Escreve Clare Wenham, pesquisadora de Políticas Globais de Saúde na London School of Economics: "Zika é uma doença da pobreza, assim como outras doenças tropicais negligenciadas, como chikungunya e dengue".
Pena que até a pobre Uganda dê mais atenção aos males de seus pobres que o Brasil.


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14/02


2016

Só mudou o nome

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo

O procurador Rodrigo Janot concluiu que os milhões desviados da Petrobras foram usados para comprar apoio político e partidário. "Os fatos e delitos já apurados demonstram que a sociedade brasileira tem diante de si uma grave afronta à ordem constitucional e republicana", afirmou, em manifestação ao Supremo Tribunal Federal.

"O uso de apoio político deixou de ser empenhado em razão de propostas ou programas de partido. As coalizões deixaram de ocorrer em razão de afinidades políticas e passaram a ser definidas em razão do pagamento de somas desviadas da sociedade", acrescentou o procurador.

Janot não deu nomes aos bois, mas as investigações da Lava Jato estão concentradas em desvios cometidos durante os governos Lula e Dilma. Os partidos com mais políticos sob suspeita são PP, PMDB e PT, que integraram as coalizões oficiais.

O parecer foi uma resposta a recurso do ex-ministro Antonio Palocci, mas indica o que vem pela frente. Ao denunciar as dezenas de políticos que já respondem a inquéritos no Supremo, Janot deverá apontar a existência de uma quadrilha destinada a comprar apoio político.

Em 2005, o ex-deputado Roberto Jefferson explicou o funcionamento desse tipo de esquema. "É mais barato pagar o exército mercenário do que dividir o poder. É mais fácil alugar um deputado do que discutir um projeto de governo", disse. Ele se referia ao mensalão, não ao petrolão.


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BM4 Marketing

14/02


2016

Nada aprendem, tudo esquecem

Carlos Brickmann

A frase é de Karl Marx: a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. No Brasil é diferente: é sempre farsa, é sempre tragédia.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, PMDB, aspirante à Presidência da República, diz que o problema da zika é "um certo exagero", porque "morre muito mais gente de gripe do que de dengue, que dirá de zika". Claro, Sua Excelência não tem parentes que morreram de zika, nem arriscados a ter filhos com microcefalia, nem com dengue, ou chikungunya. Pode ver as coisas com menos paixão, certo? 

Mas poderia estudar um pouco. O Governo brasileiro da época, por volta de 1918, não temia a Gripe Espanhola, porque o vírus não teria como cruzar o Atlântico. Pois cruzou. Entre São Paulo e Rio, matou perto de 20 mil pessoas. 

Paes nada aprendeu, mas não está sozinho. Dilma vinha reduzindo desde 2013 as verbas para combater o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, da chikungunya e da zika (e também, não esqueçamos, da febre amarela, que já foi epidêmica no Brasil). Em 2016, não há verba para isso prevista no orçamento federal. Estados e municípios também acham que não é com eles. Em São Paulo, a Prefeitura petista de Fernando Haddad ignora os alertas da população - por exemplo, prédios com piscina abandonada, com água, prontinha para operar como berçário de mosquitos (fotos já foram publicadas, sem êxito). A própria Prefeitura demarcou ciclovias com postes de plástico sem tampa, do calibre de latas de cerveja. A água e as larvas não têm saída; os mosquitos têm. 
Tlim, tlim, Saúde!

Gringo é trouxa

A questão da zika, tão desimportante para o prefeito Paes, motiva reuniões de emergência da Organização Mundial da Saúde. Para iniciar nos EUA o trabalho de prevenção, o presidente Obama liberou imediatamente US$ 1,2 bilhão. E lá o dinheiro tem de sair de uma verba orçamentária. Pedalar nem se imagina.


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Blog do Magno - Campanha Assinantes

13/02


2016

Dilma e Lula: dois fogos, dois alvos, um objetivo

Por Tereza Cruvinel

A presidente Dilma, finalmente, fez uma declaração em defesa do ex-presidente Lula, que por sua vez continua protelando o momento em que fará um pronunciamento contundente contra as acusações que alimentam a operação “Delenda Lula”. Crescem os apelos para que ele o faça, envergando a casaca de ex-presidente da República e não a camiseta de líder petista, em algum púlpito nacional e mesmo internacional. Isso foi muito discutido pelos integrantes do conselho consultivo do Instituto Lula na sexta-feira, quando defenderam uma ação mais política do instituto, em defesa do legado do ex-presidente e de sua honra. Lula, entretanto, posterga ou evita reações mais exaltadas, enquanto seus advogados pelejam nos inquéritos e ações que sempre o tiveram como alvo final. Talvez não vá prestar depoimento na próxima semana a um procurador que já declarou a intenção de denunciá-lo, deixando para falar em juízo. Estará mais uma vez certa sua forte intuição política ou ele corre o risco de perder o timing?

Já o impeachment da presidente Dilma perdeu força, vai se tornando cada vez mais um tigre de papel. Por isso o PSDB dobra as apostas na ação de impugnação de mandato eletivo, contra ela  e Temer, que será decidida pelo TSE e terá como reforço a delação premiada do ex-presidente da Andrade Gutierrez, Otavio Azevedo, em que disse ter sido “achacado” pela campanha de Dilma.  Mas isso este jogo é só da ala tucana liderada pelo senador Aécio Neves. Para as outras, o que importa agora é a destruição de Lula e sua remoção da disputa presidencial de 2018, quando Alckmin e José Serra também tentarão ser candidatos.

Para estes outros, Dilma já pode até terminar seu mandato, pilotando uma crise política que se prolongará no tempo e uma crise econômica de duração também incerta, por conta dos fatores internos e externos. Se os Estados Unidos entram em recessão, como se teme, o inferno por aqui irá mais longe. Para estes, mais importante que tirar Dilma do cargo, agora que ela não pode mais ser candidata,  é deixa-la sangrar por mais três anos,  é  a garantia de que o PT não terá Lula como candidato. Como o partido não tem outro nome competitivo,  estará aberto o caminho para a retomada da Presidência perdida para Lula em 2002.

Ainda que não tenha sido formalizado ou pronunciado, há um acordo tácito dentro do PSDB. Os aecistas seguirão batalhando pelo impeachment  ou pela impugnação do mandato de Dilma pelo TSE, o que garantiria a posse de Aécio, com direito a disputar a reeleição em 2018, enquanto os outros tentam limpar o caminho eleitoral, cooperando com a operação “Delenda Lula”, que tem como vetores principais o Ministério Público, a Polícia Federal e boa parte da mídia.

Isso é o que Dilma parece estar compreendendo quando finalmente sai em defesa de Lula. Se ele e seu legado são “dissolvidos” na desmoralização, do mandato dela, ainda que concluído, também nada restará, senão a lembrança de que foi ela a primeira mulher a governar o Brasil.


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TCE

13/02


2016

Engenheiro detalha obra em sítio frequentado por Lula

Depoimento reforça ligação do pecuarista José Carlos Bumlai com reforma. Família Lula esteve no sítio em Aitbaia 111 vezes nos últimos quatro anos.

TV Globo - Jornal Nacional


O Jornal Nacional teve acesso ao depoimento de um engenheiro que reforça a ligação do pecuarista José Carlos Bumlai, preso na Operação Lava-Jato, com a reforma do sítio frequentado pelo ex-presidente Lula, em Atibaia, no interior de São Paulo. O Ministério Público paulista e a Polícia Federal investigam a relação de Lula com a propriedade.

O sítio fica a cerca de 50 quilômetros de São Paulo. Nos últimos quatro anos, o ex-presidente Lula e a família estiveram no sítio 111 vezes. A propriedade passou por uma reforma no fim de 2011, e a suspeita dos investigadores é de que a obra tenha sido bancada por duas construtoras envolvidas no escândalo de corrupção da Petrobras e pelo pecuarista José Carlos Bumlai. Bumlai é amigo do ex-presidente Lula e, está preso no Paraná, acusado de corrupção pela Lava-Jato.

Um depoimento do engenheiro Emerson Cardoso Leite traz novas informações a esse caso.
Ele contou ao Ministério Público de São Paulo que recebeu uma ligação de José Carlos Bumlai solicitando que ele indicasse um profissional para execução de uma reforma num sítio em Atibaia. O engenheiro disse que, como não mexia com reforma de casa, pediu a um outro colega de trabalho, o também engenheiro Rômulo Dinalli, para que que contratasse um arquiteto. O profissional contratado para cuidar da obra do sítio foi o arquiteto Igenes Neto. Emerson também contou que o prazo para a reforma era curto, e que o pecuarista Bumlai exigia que tudo ficasse pronto até o Natal. 

O arquiteto Igenes Neto também prestou depoimento aos promotores paulistas. Ele declarou que não teve contato com nenhum proprietário do sítio e que não sabia quem utilizava o lugar. E deu a mesma informação que o engenheiro Emerson: de que "havia a exigência de entregar a obra para o Natal de 2011, por isso queriam terminar em 120 dias".

Emerson também contou no depoimento que, em determinado momento da reforma, "José Carlos Bumlai ligou agressivamente reclamando que a obra não progredia". E que, em seguida, "Bumlai resolveu mudar a construtora que trabalhava no local". Emerson disse que "tem quase certeza, por conta de informações do próprio Bumlai, que quem tocaria a reforma seria a construtora OAS".

Em depoimento ao Ministério Público, um gerente de uma loja disse que o diretor da OAS Paulo Gordilho foi pessoalmente encomendar e pagar os móveis da cozinha e da área de serviço do sítio em Atibaia. Os promotores suspeitam ainda de que outra empreiteira investigada na Operação Lava-Jato, a Odebrecht, também tenha feito pagamentos da reforma.

Patricia Nunes, que não quis mostrar o rosto e era dona de um depósito em Atibaia, confirmou ao Jornal Nacional que as obras foram coordenadas pelo engenheiro da Odebrecht Frederico Barbosa, que cuidou da construção do estádio do Corinthians.

O Jornal Nacional encontrou o motorista Antonio Carlos de Oliveira Santos, que trabalhava na loja de material de construção e que também fez serviços de carpintaria no sítio de Atibaia. Ele confirmou que era um homem chamado Frederico quem fazia os pagamentos para os operários da obra.

Jornal Nacional: Você sabe onde trabalhava o Frederico?

Antonio Carlos: Comentários, comentários, né, que era da Odebrecht. Agora, se era ou não... Acho que ele nunca negou pra ninguém lá da onde era.

Ele também contou que tinha muita gente trabalhando na obra. “Eu calculo mais de cem pessoas que trabalhavam lá. A primeira etapa, gente que eu vi, que tive contato de começo, não falavam a nossa língua, paraguaio, boliviano era esse tipo de gente”, diz.

A revista Veja desta semana traz a informação de que parte da mudança do ex-presidente Lula de Brasília pra São Paulo foi para o sítio em Atibaia, como mostra uma nota fiscal da transportadora Cinco Estrelas.  A revista informa também que foram mais de 200 caixas, 37 delas de bebidas, além de quadros e plantas. O Jornal Nacional confirmou que o pagamento da mudança está registrado no site Portal da Transparência, do governo federal.

O Instituto Lula afirmou que parte dos objetos pessoais do ex-presidente foi levada para o apartamento dele em São Bernardo e parte para o sítio Santa Bárbara, em Atibaia, com o consentimento dos proprietários, que são amigos de Lula e da família dele há décadas. Segundo a nota, tudo foi feito de forma oficial e registrada. O instituto também afirma que "mais uma vez a privacidade da família do ex-presidente foi violentada, na tentativa sistemática de associá-lo a processos em que ele não é investigado, nem sequer nomeado".

Sobre o depoimento do engenheiro Emerson Cardoso Leite, o Instituto Lula disse que não se responsabiliza por boatos disseminados por alguns órgãos de imprensa.

A Odebrecht informou que não conhece o inquérito a respeito da obra mencionada e, por isso, não vai se manifestar.

A defesa de José Carlos Bumlai também não vai se manifestar porque não conhece o depoimento citado.
O Jornal Nacional não conseguiu contato com o diretor da OAS Paulo Gordilho e nem com a construtora.


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Arcoverde 4

13/02


2016

PE: agentes penitenciários suspendem paralisação

Agentes penitenciários suspendem paralisação prevista para o domingo. Após reunião com o governo, categoria decidiu dar crédito às promessas. Estado elaborou documento com propostas e prazos para resolver problemas.

 

Do Portal G1 PE - Thiago Neuenschwander

Em assembleia realizada na tarde deste sábado (13), agentes penitenciários decidiram suspender a paralisação das atividades prevista para este domingo (14) nas unidades prisionais do estado. Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes e Servidores no Sistema Penitenciário do Estado de Pernambuco (Sindasp), João Carvalho, a decisão veio após uma reunião na manhã deste sábado (13) na sede da Procuradoria Geral do Estado (PGE), onde houve uma sinalização positiva do governo para resolver alguns dos problemas que geraram uma crise no sistema prisional desde o ano passado.

De acordo com o presidente do Sindasp, o secretário de Administração, Milton Coelho, e o secretário executivo de Ressocialização, Éden Vespaziano, apresentaram um documento com propostas para amenizar os problemas relatados pelos agentes e prazos para que essas promessas sejam cumpridas. "O estado se comprometeu, por exemplo, a entregar até o próximo dia 18 de fevereiro, 200 novos coletes de forma emergencial. Há uma licitação para aquisição de 795 coletes e o restante deles seria entregue após a conclusão de todo o processo legal", explicou João Carvalho.

Ainda segundo o representante do Sindasp, entre as promessas do governo está a da entrega de 22 caminhonetes-xadrez até o dia 22 de fevereiro e outras 15 vans-xadrez até o próximo dia 31 de março. Outra promessa contida no documento seria a concessão de auxílio-transporte no valor de R$ 350 para todos os agentes penitenciários a partir de abril.

O presidente do sindicato ainda afirmou que o governo garantiu que haverá isonomia na questão salarial entre agentes penitenciários e da Polícia Civil e a realização de um concurso para 200 vagas ainda em 2016. "Daremos esse crédito de confiança, caso o que foi acordado não seja cumprido, a categoria voltará a debater os rumos do movimento", agregou.

O G1 tentou entrar em contato com representantes da Secretaria de Administração (SAD) para escutar o estado sobre a negociação com os agentes penitenciários, mas até o momento não conseguiu contactá-los. Já a assessoria da Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) infomou apenas que negociações com entidades sindicais são capitaneadas pela SAD.

Na noite da última sexta (12), o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) havia autorizado  o estado a substituir os agentes penitenciários por policiais militares, caso a paralisação fosse decretada. Os agentes estavam em estado de greve desde o dia 4 de fevereiro. A greve já havia sido declarada ilegal no dia 5, com multa diária de R$ 150 mil. Desde as últimas fugas em massa realizadas no Complexo Prisional do Curado, na Zona Oeste do Recife, e na Penitenciária Professor Barreto Campelo, em Itamaracá, ambas em janeiro, os agentes vêm externando problemas vividos pelos profissionais dentro das unidades.


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