FMO

23/07


2016

MP: projeto “Escola sem Partido” é inconstitucional

O Estado de S.Paulo - Mateus Coutinho, Julia Affonso Fausto Macedo

Em Nota Técnica encaminhada nesta sexta-feira, 22, ao Congresso Nacional sobre o projeto de lei ‘Escola sem partido” de autoria do deputado Izalci Ferreira (PSDB-DF), a procuradora da República dos Direitos do Cidadão Debora Duprat assinala que a proposta já nasce inconstitucional e está na “contramão dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil”.

O documento, que será anexado aos trâmites do projeto de lei na Casa, aponta que a Constituição prevê como objetivo da educação a formação das pessoas para a cidadania e para o trabalho, e também garante a pluralidade de ideias.

“Daí por que o espaço público, o espaço da cidadania, onde se colocam e se defendem os projetos coletivos, tem que, normativamente, assegurar o livre mercado de ideias. E a escola, ao possibilitar a cada qual o pleno desenvolvimento de suas capacidades e ao preparar para o exercícioda cidania, tem que estar necessariamente comprometida com todo o tipo de pluralismo”, assinala a procuradora da República.

Leia mais: Para Ministério Público Federal, projeto ‘Escola sem Partido’ é inconstitucional


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Agência Comunicação

23/07


2016

Defesa de Santana é um strip-tease ao contrário

Josias de Souza

O depoimento prestado por João Santana a Sérgio Moro teve a aparência de umstrip-tease ao contrário. O marqueteiro do PT entrou na sala de audiências nu. E passou a se vestir com o maior despudor na frente do juiz da Lava Jato. Santana já havia ensaiado a cena com seus advogados. “Bota mais!”, orientaram os defensores. “Bota mais!”

Coube à força-tarefa da Lava Jato despir Santana. Seu umbigo veio à luz quando os investigadores farejaram a conta secreta que mantinha na Suíça. Seguiu-se um desnudamento progressivo, em camadas. De repente, o mago do marketing estava —horror, frisson!— com as vergonhas totalmente expostas.

Pelado involuntário, Santana foi recolhido à carceragem de Curitiba antes que tivesse tempo de se preparar para a nudez. Os US$ 7,5 milhões roubados da Petrobras que os investigadores encontraram entesourados em sua conta suíça dificultaram-lhe os movimentos. Sem jogo de corpo, Santana rogou a Moro que não o filmasse. Foi atendido.

O juiz concordou em gravar apenas o áudio do interrogatório. “É preciso rasgar o véu de hipocrisia que cobre as relações políticas e eleitoras no Brasil e no mundo”, disse Santana a alturas tantas, pousando a metáfora como um eufemismo sobre sua reputação em frangalhos. Há “caixa dois” em 98% das campanhas eleitorais, declarou.

Faltando-lhe melhor ideia, Santana encontrou em Duda Mendonça uma estratégiaprêt-à-porter, pronta para usar. Pilhado recebendo verbas no exterior de Marcos ‘Mensalão’ Valério, Duda também fez do caixa dois sua armadura. Para Santana, não se deve abandonar uma desculpa esfarrapada só porque saiu de moda.

O marqueteiro do petrolão encurtou um pouco a bainha, alargou nos ombros, folgou na cintura, colocou uns babados de renda… Pronto! A desculpa está nova em folha. A corrupção, a lavagem de dinheiro, a evasão de divisas, a sonegação de impostos… tudo isso vira um mero “deslize” de caixa dois.

O diabo é que João Santana teve a má sorte de ser arrastado para o centro do palco num instante em que o país está de saco cheio de truques. Sérgio Moro e a plateia notaram que o modelito recauchutado por Santana, com mais de dez anos de uso, já não orna com os novos tempos.

“O que eu não entendo e não me conformo é com o fato de eu e minha mulher estarmos sendo acusados, injustamente, de corrupção, formação de organização criminosa e de lavagem de dinheiro”, queixou-se Santana a Moro. “De estarmos sendo tratados como criminosos perigosos. E de estarmos servindo, involuntariamente, aos interesses dos que sempre tentaram ligar o marketing político a atividades obscuras e antiéticas.”

Suprema ironia: na propaganda eleitoral das campanhas presidenciais do PT, Santana esgrimiu a tese segundo a qual a lama escorre na República porque Lula e Dilma soltaram as rédeas da PF e vitaminaram a Procuradoria. Agora, queixa-se das injustiças da vida. A despeito dos seus esforços, continua nu em cena.


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Sopranor 1

23/07


2016

Temer: R$ 8,6 bilhões gastos a mais que o previsto

Sem aprovar nenhuma medida de austeridade até agora, o governo interino ainda patina para frear alta de despesas

Época - Luís Lima

Dois meses é pouco tempo para dimensionar, com precisão, a velocidade com que crescem os gastos públicos no Brasil. Prever circunstâncias que podem pressioná-los é ainda mais difícil. Para se garantir, o governo interino de Michel Temer, com Henrique Meirelles no Ministério da Fazenda, projetou um cenário ao qual chama de “realista”, ao prever um rombo de R$ 170,5 bilhões nas contas públicas neste ano. Dessa forma, blinda-se de quaisquer acidentes de percurso, como eventuais revisões para cima das despesas ou para baixo da arrecadação. No relatório de receitas e despesas do Orçamento, divulgado pelo Ministério do Planejamento, nesta sexta-feira (22), o governo informou que gastou R$ 8,6 bilhões mais do que previa no terceiro bimestre. A alta das previsões de despesas mostra a dificuldade de pôr em prática a intenção de atingir o equilíbrio fiscal. Nenhuma grande medida de controle do gasto público foi colocada em prática até agora.

De acordo com a Pasta, as projeções de despesas obrigatórias foram revistas devido a acréscimos relativos aos benefícios da Previdência e despesas com pessoal e encargos sociais. Segundo cálculos do economista Raul Velloso, 75% do gasto público da União vem de repasse a programas sociais, funcionalismo público e Previdência. Neste último caso, segundo o Planejamento, a previsão de benefícios pagos passou de R$ 503 bilhões estimados em maio para R$ 507 bilhões previstos atualmente. O rombo na Previdência previsto para este ano é de R$ 149,23 bilhões, ou R$ 2,8 bilhões a mais do que o estimado anteriormente. Ainda do lado das despesas, o governo destaca o socorro financeiro R$ 2,9 bilhões oferecidos pela União para a reta final da organização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Para desequilibrar ainda mais a balança, do lado das receitas, houve uma frustração estimada em R$ 7,9 bilhões. A maior parte dessa revisão aconteceu devido à arrecadação de tributos menor que a esperada, em meio ao cenário de recessão econômica. Com isso, a soma entre despesas maiores e receitas menores que o esperado resultou em R$ 16,5 bilhões, montante que foi batizado de “riscos fiscais”.

Continue lendo: Governo gasta R$ 8,6 bilhões a mais do que previa no primeiro bimestre de Temer


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Banner - Hapvida

23/07


2016

Moro diz que tinha dados para prender Lula em março

Em resposta à defesa do petista, juiz disse que preferiu adotar uma medida ‘menos gravosa’: a condução coercitiva

O Globo - Renato Onofre

Em resposta aos advogados do ex-presidente Lula, o juiz Sérgio Moro não só rebateu a afirmação de que deveria se colocar em suspeição nas investigações como disse que havia elementos suficientes para decretar a prisão temporária do petista em março, mas optou por uma medida "menos gravosa": a condução coercitiva. Defensores de Lula criticaram interceptação telefônica obtida, segundo eles, de forma "ilegal" e usada de maneira "parcial".

"Rigorosamente, a interceptação revelou uma série de diálogos do ex-presidente nos quais há indicação, em cognição sumária, de sua intenção de obstruir as investigações, como no exemplo citado, o que por si só poderia justificar, por ocasião da busca e apreensão, a prisão temporária dele, tendo sido optado, porém, pela medida menos gravosa da condução coercitiva", afirmou o juiz em seu despacho.

No documento de 15 páginas protocolado nesta sexta-feira, Moro afirmou que não vai abrir mão do caso e que "falta seriedade" à argumentação dos advogados de Lula.

Continue lendo:Moro diz que tinha elementos para prender Lula em março


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23/07


2016

Coluna do sabadão

    Cinquenta anos de trevas 

Na próxima segunda-feira, meio século serão completados, sem que até hoje tenha sido devidamente esclarecido, o chamado “Atentado do Aeroporto dos Guararapes”. Uma bomba explodiu no saguão do Aeroporto Internacional do Recife, provocando a morte de duas pessoas e um saldo de 14 feridos. O alvo principal do atentado era o general Arthur da Costa e Silva, então ministro do Exér­cito e candidato à sucessão presidencial.

No mesmo dia, explodiriam outras bombas sem causar vítimas, atingindo a sede da União Estadual dos Estudantes (UEE) e a do Serviço de Informação dos Estados Unidos (USIS). Costa e Silva era esperado no Recife para realização de ato de campanha no prédio da Sudene nesse dia. A bomba explodiria depois que o guarda-civil Sebastião Thomaz de Aquino, ao perceber uma mala abandonada no saguão do Aeroporto dos Guararapes, resolveu retirá-la de lá para entregar no balcão do Departamento de Aviação Civil (DAC), quando explodiu a bomba dentro da maleta.

Morreram o jornalista e secretário do Governo de Pernambuco, Edson Régis de Carvalho, e o vice-almirante reformado Nelson Gomes Fernandes. O guarda-civil Sebastião Thomaz de Aquino feriu-se no rosto e nas pernas, o que resultou, meses mais tarde, na amputação de sua perna direita, deformando grande parte do lado direito do seu corpo. O general Sylvio Ferreira da Silva teve fratura exposta, estourou um tímpano e perdeu quatro dedos da mão esquerda. Outras 12 pessoas contabilizariam os demais feridos no atentado.

Em depoimento à jornalista Daniele Alves, do DP, o advogado Flávio Régis, filho mais velho do jornalista Edson Régis, morto no atentado, questiona a atuação da Comissão Estadual da Verdade e Memória Dom Hélder Câmara em relação ao desfecho do caso. Segundo ele, a Comissão é unilateral, por só tratar de uma parte do acontecido. “Pedi pra ser ouvido porque ela passou anos-luz da verdade histórica, focando só um lado”, diz ele.

Segundo Régis, as famílias das vítimas do terrorismo foram ignoradas. “Meu pai morreu em plena produtividade. Isso frustrou muito, pois eu vi que a Comissão era da meia-verdade. Fizemos petição através de advogados querendo conhecimento, não por dinheiro. Queríamos a verdade revelada, mas ela foi truncada.”, desabafou.  A única forma de fazer justiça, segundo ele, seria uma apuração abrangente do caso. “Continuamos convictos que um dia alguém irá apurar a verdade histórica com isenção. Eu ignoro e não dou o menor crédito para o relatório”.

Também ouvido por Daniele, o secretário-geral da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Hélder Câmara, Henrique Mariano, diz entender a posição de Flávio Régis, porém só cabe a eles investigar violações de direitos humanos cometidas por agentes do Estado. “Nós respeitamos, evidentemente, a opinião. O que a Comissão fez foi resgatar a história dentro da sua competência, das pessoas que foram presas, torturadas e ficaram com a mágoa da acusação de praticar esse ato. Crimes cometidos por pessoas comuns fogem da nossa prerrogativa”, afirma.

Desde 2006, o caso não pôde mais ser reaberto porque está coberto pela Lei da Anistia. Resta aos parentes das vítimas, a frustração por não saber quem foram os autores do atentado que mudou a vida de suas famílias. Até que outra investigação se faça não apenas possível, mas real.

DISCRIÇÃO– Não foi por acaso que a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados reservou um apartamento funcional que não estava reformado para o deputado afastado Eduardo Cunha, ex-presidente da Casa. Segundo um deputado que participou da reunião, os blocos com apartamentos antigos estão esvaziados. “Cunha não vai deixar de ficar fazendo articulação política. Se ficasse num bloco reformado, estaria muito exposto, já que os apartamentos são concorridos. Por isso, ficou com um apartamento mais discreto”, observou um integrante da Mesa Diretora.

No comando do Dnocs – Indicado pelo deputado federal João Fernando Coutinho, da bancada do PSB na Câmara (na foto ao lado), assumiu, ontem, a coordenação do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) em Pernambuco, o administrador de empresas Marcos Rueda Moraes. Entre as obras importantes na área hídrica no Estado em andamento, que passam a ficar sob a sua responsabilidade, a barragem de Ingazeira e a Adutora do Pajeú, ambas no Sertão do Pajeú, uma das regiões mais afetadas pela estiagem.

Maratona eleitoral– O governador Paulo Câmara (PSB) prestigia, hoje, em Sertânia, a convenção do candidato socialista a prefeito do município, deputado Ângelo Ferreira, com o vereador Antônio Almeida, do PV, na vice. O evento acontece no início da tarde, na escola Mundo Mágico, próximo ao INSS. Também estará presente o senador Fernando Bezerra Coelho. Além de Sertânia, Câmara participa de convenções de aliados neste fim de semana em São José do Egito, Carnaíba, Tuparetama, Surubim e São Lourenço da Mata.

Cara de pau– O grupo mais próximo da presidente Dilma Rousseff já não esconde a preocupação com os efeitos dos depoimentos do marqueteiro João Santana e sua mulher Mônica Moura ao juiz Sérgio Moro. Santana e a mulher reconheceram que receberam recursos do petrolão via caixa 2 na eleição de 2010. Diante da contundência do depoimento, o primeiro efeito colateral já aconteceu, ontem, quando Dilma foi obrigada a mudar sua versão sobre pagamentos de suas campanhas. Disse que não autorizou pagamento de caixa 2 para ninguém. "Se houve pagamento, não foi com meu consentimento", afirmou.

João cai na onda de Sílvio– Diferentemente de aliados que partiram para discursos agressivos e de acusações, como o deputado Silvio Costa (PTdoB), pai do candidato a vice Silvio Filho(PRB), o candidato do PT a prefeito do Recife, João Paulo, preferir recorrer ao seu estilo light na convenção que homologou sua candidatura. "Nada melhor para as nossas vidas do que companheiros que sabem criticar, ouvir as críticas e nós termos a compreensão de que nós podemos crescer muito com os erros de todos. Os meus erros, os erros da direção do partido e os erros da nossa militância", afirmou.

CURTAS

PRAZO FINAL– A convenção do PSDB que vai oficializar a deputada Raquel Lyra como candidata à Prefeitura de Caruaru pela legenda tucana será no último dia do prazo permitido pela legislação eleitoral: 5 de Agosto, a partir das 15 horas, no Teatro Difusora, na avenida Agamenon Magalhães. O atraso se dá pelas dificuldades nas negociações para fechar o nome do seu candidato a vice.

EM VITÓRIA– Já a convenção que homologará a candidatura do empresário Paulo Roberto (PSD) à Prefeitura de Vitória de Santo Antão será no próximo domingo, a partir das 15 horas, no Colégio 3 de Agosto, no Bairro do Livramento. O candidato a vice-prefeito na chapa escolhido é o ex-secretário de Governo, Ozias Valentim, também do PSD.

Perguntar não ofende: Quem patrocina os terroristas amadores presos ontem pela Polícia Federal? 


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Comentários

marcos

Coxas, o que Temmer fizer de ruim eu acho é pouco, ele está lá na presidência com os votos dos Jumentos PTistas!

Nehemias Fernandes Jaques

Eu defendo a jornada de 80 horas semanais. Mas só pra quem defende o golpe!

Nehemias Fernandes Jaques

Vermelho é uma cor forte, viva cheia de energia, que simboliza força, autoconfiança.

Nehemias Fernandes Jaques

Comentem coxas cagões jumentos: Acharam terroristas no Brasil!!!, e não acharam o dono de 450kg de cocaína do helicóptero até hoje

Nehemias Fernandes Jaques

Como tem bibas alopradas. Chupa que é de uva!



23/07


2016

A reboque

Folha de S.Paulo - EDITORIAL

Era inevitável. Depois de avalizar, no mês passado, reajustes salariais para servidores dos três Poderes, o governo Michel Temer (PMDB) se viu forçado a contemplar uma nova leva de corporações do funcionalismo.

Desta vez, projetos a serem examinados pelo Congresso concederão aumentos escalonados até 2019 para uma dezena de categorias do Executivo, incluindo carreiras de elite como as dos policiais federais e auditores da Receita —estes deflagraram na semana passada uma greve capaz de deprimir ainda mais a arrecadação de impostos.

Há muito pouco de planejamento nessas decisões. Assim o demonstrou, de maneira constrangedora, o erro no cômputo do impacto orçamentário das benesses de junho, primeiro estimado em R$ 52,9 bilhões e depois elevado a R$ 67,7 bilhões em três anos.

A respeito dos novos reajustes, divulgou-se apenas a despesa adicional prevista para 2016, na casa dos R$ 700 milhões. A maior parcela da conta, portanto, permanece desconhecida.

Argumenta o governo que a medida compensa perdas salariais passadas e já havia sido negociada com os servidores na gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), hoje afastada. Temer defendeu o endosso aos acordos como maneira de evitar uma onda de paralisações politicamente desastrosa.

Por pragmático que seja, o cálculo do interino significa privilegiar, em meio à aguda recessão, um segmento que conta com estabilidade no emprego e renda muito acima dos padrões nacionais —a despesa por funcionário civil no Executivo é de R$ 8.300 mensais, ao passo que o rendimento médio do trabalho no país é de R$ 1.900.

Para que se leve a cabo a proposta de limitar a alta do gasto federal nos próximos anos à taxa de inflação, a passividade na gestão dos recursos humanos terá de dar lugar a um enfrentamento mais corajoso das demandas salariais.

A folha de pagamentos da União consumirá R$ 255 bilhões neste ano, ou 22% dos dispêndios não financeiros —e a cifra cresce vegetativamente devido a promoções automáticas por tempo de serviço. Logo, futuras correções e contratações terão de passar por análise rigorosa, caso a caso.

A tarefa envolve diagnosticar carências da máquina administrativa, estabelecer prioridades, cobrar desempenho e premiar o mérito. Enfim, nada mais que uma política de recursos humanos, esquecida ao longo dos anos em que o governo caminhou a reboque do poder do corporativismo.


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Senai 4.0

23/07


2016

Dilma repete o “eu não sabia” de Lula no mensalão

Presidente e marqueteiro terceirizam culpa por caixa 2 em campanha

Kennedy Alencar

A presidente afastada, Dilma Rousseff, repetiu nesta sexta o “eu não sabia” do então presidente Lula no mensalão. Diante da confissão do marqueteiro João Santana de que houve dinheiro de caixa 2 para pagar uma dívida da campanha de 2010, ela afirmou que, se isso aconteceu, foi sem o conhecimento dela.

Antes dos depoimentos de Santana e da mulher dele, Monica Moura, já havia uma tendência de aprovação em definitivo do impeachment. Com as revelações ao juiz federal Sérgio Moro, essa tendência ganha mais força do ponto de vista político.

Dificilmente Dilma conseguirá evitar a perda do mandato. Santana tinha muita proximidade com a presidente. A confissão dele contradiz a versão da petista de que nunca houve recurso irregular em suas campanhas eleitorais.

Outro efeito dessas revelações e da reação de Dilma: a relação entre a presidente e o PT, que já é ruim, deve piorar. Ao admitir que pode ter havido caixa 2 sem que ela soubesse, Dilma empurra a culpa para o partido ou auxiliares.

Santana foi claro no depoimento: atribuiu ao PT e ao então tesoureiro, João Vaccari, a responsabilidade pelo pagamento ilegal de US$ 4,5 milhões. Cada um ao seu modo, Dilma e Santana terceirizaram a culpa.

Isso reacende entre petistas o temor de que Vaccari se veja completamente abandonado na prisão e acabe fazendo uma delação premiada, o que seria demolidor para o partido e os seus principais dirigentes.


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Sesi 4.0

23/07


2016

Olimpiada, um fracasso anunciado

Painel incompleto com decoração da Rio-2016 separa a Linha Vermelha do Complexo da Maré; Prefeitura do Rio nega que seja para esconder a favela

Helio Schwartsman - Folha de S.Paulo

O futuro é incerto? Eu apostaria que sim. O demônio de Laplace, isto é, a ideia de que um intelecto superpoderoso que conhecesse as leis da física e as posições atuais de todos os átomos do Universo saberia automaticamente o passado e o futuro de tudo, perdeu popularidade do século 19 para cá.

Não apenas não nos é possível na prática reunir tamanho conhecimento como, diante do inegável sucesso da mecânica quântica, há motivos para acreditar num Universo menos determinista, que traz algum grau de incerteza inscrito em seu âmago.

Apesar desses problemas intratáveis, há situações em que é relativamente fácil prever o futuro. A percepção de que a Rio-2016 se revelaria um péssimo investimento entra nessa categoria. Em 2009 escrevi a coluna "Pesadelo olímpico", na qual antecipava algumas das encrencas fiscais agora evidentes. Dois anos antes, por ocasião do Pan, já anunciava, no texto "Entregando o ouro", meu receio pelo buraco financeiro que contrataríamos caso o Rio viesse a ser escolhido para sediar os Jogos.

Obviamente, não tenho parte com o demônio de Laplace. Minhas previsões eram fáceis por uma razão bastante simples: no agregado, pessoas e governos se comportam de modo muito semelhante. A esmagadora maioria das cidades que hospedaram uma Olimpíada, quando fizeram as contas na ponta do lápis, constataram que haviam feito um péssimo negócio. A tendência é tão saliente que os economistas já haviam até cunhado a expressão "maldição olímpica" para designar o fenômeno. E, se nem países desenvolvidos se deram bem nesse jogo, no caso do Brasil o sensato a fazer era multiplicar por "n" o tamanho do prejuízo.

Há aí uma lição para a vida. Nunca confie em projeções interessadas e nem mesmo em como sua imaginação pinta o futuro. Se você quer um guia um pouco menos incerto, verifique como se encontram aqueles que já passaram pela situação. 


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Odonto Personalité

23/07


2016

FBI informou ao Brasil sobre grupo radical

Em conversa interceptada, uma pessoa ensina a fazer uma bomba

O Globo - Renato Onofre

As informações de que uma suposta célula terrorista ligada ao Estado Islâmico estaria atuando no Brasil partiram do FBI, agência americana de investigação. O órgão encaminhou um documento ao governo brasileiro avisando que pelo menos seis pessoas faziam apologia ao grupo e apresentavam características extremistas. Em entrevista ao GLOBO, o procurador da República Rafael Brum Miron, responsável pelas investigações da Operação Hashtag, disse que os suspeitos mantinham comunicação com pessoas de outros países. Os seis identificados pelo FBI estão agora presos.

— Nos grupos de Telegram, há conversas e diálogos com pessoas de fora do país. Ainda não foi possível identificar se essas pessoas tinham vínculo ou não com alguma organização terrorista — explicou Miron.

Entre as mensagens interceptadas pelos investigadores, há uma conversa em que um deles encaminha instruções de como fazer uma bomba caseira. De acordo com o procurador, apesar de o grupo aparentar um caráter amador, era preciso levar em conta o risco de ataque à Olimpíada do Rio.

Leia mais: Existência do grupo radical foi informada pelo FBI


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Naipes

23/07


2016

Impeachment à vista

A admissão do marqueteiro João Santana de que recebeu US$ 4,5 milhões via caixa como pagamento de uma dívida de campanha de 2010 torna ainda mais improvável evitar a aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Além da falta de habilidade política de Dilma que torna quase impossível barrar o impeachment, a revelação de Santana só aumenta a tormenta da petista. Ele foi um dos colaboradores mais próximos de Dilma.

Além de ter atuado como um ministro sem pasta, sugerindo medidas administrativas para o governo, ele é amigo da presidente. Ao admitir caixa 2, Santana e a mulher dele, Mônica Moura, contradizem a versão da presidente afastada de que nunca houve caixa 2 em suas campanhas.

Não se trata de um depoimento de um empresário investigado pela Lava Jato, mas de alguém que teve relação pessoal próxima e frequente com Dilma. Santana era um dos poucos que participavam da intimidade presidencial. Isso praticamente demole o argumento da presidente. Um dos dois, Dilma ou Santana, está mentindo.

Há outro trecho da fala de Santana que é importante. Ele disse que a prática de caixa 2 é generalizada no Brasil, que haveria uma fila atrás dele se todos fossem investigados. É tarefa da Lava Jato encontrar mais partidos e políticos que possam entrar nessa fila, para evitar uma investigação seletiva a respeito de uma prática pluripartidária no Brasil. (Kennedy Alencar)


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23/07


2016

Abundância exige abundância

Carlos Brickmann

Nunca ocorreu ao caro leitor perguntar-se o que é que leva pessoas de certa idade e ar exótico a pintar o cabelo de acaju, comprar um terno novo e gastar dinheiro para criar um partido, além de investir no horário gratuito de rádio e TV, mesmo sabendo que não tem chance nenhuma nas eleições?

O jogo é complicado, pode envolver a cessão do horário de TV a outro partido, nunca, naturalmente, a leite de pato. Mas há como simplificá-lo, reduzindo embora os lucros: basta contentar-se com as generosas verbas do Fundo Partidário. No primeiro semestre deste ano, o Partido Novo, com zero deputados, recebeu R$ 527 mil. O PSTU, sem deputados federais, recebeu R$ 1,2 milhão. 

Dá para tocar a vida em defesa do povo sofrido.

O presidente Michel Temer aguarda o fim do impeachment para reduzir um pouco essas despesas (que, a propósito, já têm alta programada pelo Congresso). Em primeiro lugar, a cláusula de barreira. Partido, para que seu pessoal se eleja, terá de obter no mínimo 2% dos votos em nove Estados (as exigências deve crescer nas eleições seguintes). Com isso, Temer espera reduzir os atuais 35 partidos a oito. Até o PCdoB estaria morto.


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23/07


2016

Indecisão:Cristovam alvoroça PT e preocupa Temer

Leandro Mazzini – Coluna Esplanada

Petistas próximos da presidente Dilma espalham que o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) vai votar a favor de Dilma Rousseff.

O senador, que já foi do PT, do PDT e ex-ministro de Lula, tem repetido a próximos ser “muito doloroso tirar uma presidente do cargo'' – em relação a Dilma.

E causa apreensão no Governo Temer – o presidente o convidou para um café semana passada.

Cristovam não abre o jogo. Atualmente, consulta técnicos do Senado para decidir seu voto.

Enquanto isso, tão confiante de que ficará no cargo, o presidente da República Michel Temer traça planos para setembro, após a votação do impeachment de Dilma Rousseff no Senado.

Ao lado do fiel aliado Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, esboça uma 'remodelagem' do PAC lançado por Lula e Dilma.

É na Casa Civil que o projeto nasce e tem o DNA de Padilha. Envolve duas frentes a curto prazo: reformas da Previdência e Tributária, e investimento forte em infraestrutura com retomada de obras.


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Comentários

jorge modesto

Inadmissível tal artitude ! O único no PPS a pensar e agir dessa maneira ... Ainda não se convenceu de que a \"Senhora que nada\" sabe perpetrou ???


bm4 Marketing (pessoal)

23/07


2016

É irresponsável fala de ministro sobre terrorismo

Blog do Kennedy

Ao dizer que foram afastados “os únicos focos de possibilidade de ataque” terrorista nos Jogos Olímpicos, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, deu ontem uma declaração irresponsável. Ele considerou que a prisão de dez suspeitos de planejar uma ato terrorista e a recente deportação de físico franco-argelino para a França eliminavam tais ameaças.

É correto que as autoridades públicas não estimulem pânico, mas também não podem subestimar riscos. No caso, os Jogos Olímpicos são o maior evento do planeta. O Brasil possui fronteiras terrestres que são fáceis de serem cruzadas. Ataques terroristas têm acontecido recentemente em diversas partes do mundo.

Logo, não faz sentido tratar uma ameaça de atentado terrorista no Rio de Janeiro como algo que já esteja fora de cogitação ou eliminado pela prisão dessas dez pessoas ou pela extradição para a França de um físico franco-argelino, que, aliás, já havia cumprido sua pena naquele país e estava dando aula na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O ministro da Justiça também disse que o grupo preso ontem seria amador. Ora, o Estado Islâmico tem incentivado esse tipo de ação. Amador é aquele que não tem um treinamento militar prévio, que não é militante atuante de uma organização. Amador ou profissional, o estrago pode ser grande. O dano pode ser feito pelo chamado lobo solitário.

Logo, amadores são ameaças. E não devem ser tratados como malucos, como disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann, usando outra expressão. Há um contexto social, cultural e de frustração pessoal que leva uma pessoa a aderir a organizações terroristas. Tratá-las como malucas é não compreender o fenômeno do terrorismo e as suas causas. Isso, sim, é ter uma visão amadora do tema. Quem combate o terrorismo sabe que essa questão é mais complexa. Alexandre de Moraes e Raul Jungmann bateram cabeça ontem.

Por último, faltam mais explicações do governo a respeito do grau de ameaça desses dez suspeitos. O ministro da Justiça foi contestado pelo juiz do caso, Marcos Josegrei da Silva, a respeito da liderança do grupo. O juiz disse que não dava para considerar Levi Fernandes de Jesus, de 21 anos, o líder. É uma baita diferença de opinião.

Temos um legislação nova que é rigorosa, que permite punição em relação aos preparativos para um ato terrorista. Tem ou não tem líder? Esses suspeitos planejavam mesmo ou faziam bravatas nas redes sociais? O juiz considerou os indícios colhidos pela Polícia Federal suficientes para as prisões. É um episódio sobre os quais ainda há muitas dúvidas que precisam ser esclarecidas pela continuidade da investigação e que merecem mais cuidado da parte do ministro da Justiça.


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Márcio Calheiros

22/07


2016

Procurador diz que acusação contra Lula é plausível

Na ratificação da denúncia feita contra o ex-presidente Lula pela Procuradoria-Geral da República, a Procuradoria do Distrito Federal afirmou que é "plausível" a acusação feita pelo ex-senador Delcídio do Amaral de que Lula era o chefe da tentativa de obstruir as investigação da Operação Lava Jato. Segundo a Procuradoria, essa tentativa teria sido feita por meio de pagamentos para evitar a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, de acordo com a delação de Delcídio.

A ratificação da denúncia, que possui seis páginas, foi feita nesta quinta-feira (21) pelo procurador Ivan Cláudio Marx à Justiça Federal do DF. "Delcídio do Amaral, como representante do governo no Senado, não exercia a chefia do esquema criminoso. E, pelo menos nessa atividade de obstruir as investigações contra a organização criminosa, Delcídio aponta Lula como sendo o chefe da empreitada", escreveu o procurador.

E complementou: "Aqui, a narrativa de Delcídio se demonstrou clara, plausível e, ainda, corroborada pela existência das reuniões prévias que realizou com Lula antes de Bumlai passar a custear os valores destinados a comprar o silêncio de Cerveró". O procurador ressalta ainda que as reuniões com Delcídio foram confirmadas por Lula em seu depoimento, mas o ex-presidente negou que tenham discutido a compra do silêncio de Cerveró.


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22/07


2016

Improbidade: reaberto processo contra Henrique Alves

O juiz Marcelo Rebello Pinheiro, da 16ª Vara Federal do Distrito Federal, reabriu uma ação de improbidade administrativa iniciada em 2004 contra o ex-ministro do Turismo e ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A decisão foi enviada esta semana para o Ministério Público.

No processo, a ex-mulher de Alves, Mônica Azambuja, apresentou documentos e extratos bancários que detalhavam gastos fora do Brasil entre 1996 e 2004. Os valores não foram declarados à Receita Federal, segundo as acusações.

O processo estava parado na Justiça do DF em razão de questionamentos da defesa e de decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que anulou parte das provas. Agora, as informações da ação serão reanalisadas pelo juiz e a defesa poderá novamente questionar dados do processo. Depois, o juiz terá que decidir se condena ou não o politico por improbidade, que pode levar a punições como multa e ressarcimento aos cofres públicos.


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