29/07


2015

Histórias de repórter (74)

Dos políticos nordestinos, o ex-ministro Ciro Gomes, hoje atuando no projeto da Ferrovia Transnordestina, foi um dos que mais tiveram relação de aproximação com este blogueiro. Já o recebi em minha casa, quando governador do Ceará, para um jantar com jornalistas pernambucanos e foi dele o prefácio do meu primeiro livro “O Nordeste que deu certo”, lançado em 1993.

Embora seja um dos políticos de língua mais ferina e solta, daqueles que adoram chicotear os adversários, Ciro começou a carreira no campo da direita, filiado ao PDS, sucessor da Aliança Renovadora Nacional, a Arena, partido que dava sustentação à Ditadura Militar. Em 1980, a agremiação passou a se chamar PDS, partido pelo qual disputou seu primeiro pleito, tendo se filiado ao partido poucos meses antes, elegendo-se deputado estadual em 1982.

Em 1983 trocou de partido, passando para o PMDB, partido pelo qual reelegeu-se deputado estadual em 1986. Em 1988 migrou para o PSDB e conseguiu ser eleito, neste mesmo ano, prefeito de Fortaleza. Na eleição presidencial de 1989 apoiou no primeiro turno Mário Covas, candidato de seu partido, e Lula, no segundo turno.

Em 1990 foi eleito governador do Ceará vencendo Paulo Lustosa. Foi o primeiro governador a ser eleito pelo PSDB. Ficou no posto entre 1991 e 1994. Neste período, Ciro já se destacava como nova liderança nordestina, deixando Antônio Carlos Magalhães, então governador da Bahia mais uma vez, enciumado. ACM só se referia a Ciro como “Bombril”, porque tinha solução para tudo.

Ciro deixou o Governo cearense para assumir o Ministério da Fazenda em setembro de 1994, a convite do então presidente Itamar Franco. Sucedeu, nesta ocasião, Rubens Ricupero, flagrado confidenciando ao jornalista Carlos Monforte, que havia problemas no Plano Real no instante em que a Rede Globo estava se preparando para colocar no ar um programa jornalístico, episódio conhecido como escândalo da parabólica.

O ex-ministro ficou no PSDB até 1996, quando filiou-se ao recém-criado PPS (do antigo Partido Comunista Brasileiro, presidido por Roberto Freire - fundado em março de 1992) para concorrer à Presidência da República em 1998. Foi o terceiro mais votado com 7.426.190 votos (ficou atrás de Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva).

Em 2002 disputou novamente o cargo público mais importante do País pelo PPS e terminou em quarto lugar com 10.170.882 votos (ficou atrás de Lula, José Serra e Anthony Garotinho). No segundo turno, apoiou Lula. Passou em 2003, por não concordar com Freire quanto à oposição do PPS ao Governo, para o PSB.

Foi quando aceitou então convite de Lula para assumir o Ministério da Integração Nacional, responsável pelo desenvolvimento regional e obras de infraestrutura. Além de trocar muito de partido, Ciro, apesar de ter sido aprovado na Prefeitura de Fortaleza e depois no Governo do Estado, tem um currículo de contradições.

E foram essas contradições que explorei como participante do programa do Roda Viva, em São Paulo, numa ocasião em que fui convidado como único representante da mídia nordestina. Questionei ainda o fato dele mudar tanto de partido e o inacabado Canal do Trabalhador, obra salvadora do racionamento de água de Fortaleza, mas que produziu, inicialmente, uma água de péssima qualidade, salobra pura.

Ciro, como sempre, quase perde o humor e na saída da TV-Cultura, em São Paulo, comenta, em direção a mim: “De quem eu esperava mais doçura só veio bombardeiro”, disse, em tom de brincadeira. Modestamente, foram as minhas perguntas que acaloraram o debate do programa, até porque os jornalistas convidados nada conheciam de Nordeste, a maioria nunca tinha pisado em solo cearense.

Mais tarde, no Ministério da Integração Ciro foi acusado de favorecer repasses a prefeituras do Ceará, objeto de uma investigação da Polícia Federal sobre um suposto desvio de 300 milhões de reais de verbas do Ministério da Integração Nacional, entre 2003 e 2009, quando Ciro era o titular da pasta, para financiar campanhas políticas.

Mas a reportagem da revista Veja foi desmentida. A Polícia Federal emitiu uma nota oficial negando qualquer envolvimento de Ciro Gomes ou de seu irmão Cid. Em março de 2006 Ciro renunciou ao cargo para concorrer à Câmara dos Deputados. A candidatura ocorreu devido à chamada "cláusula de barreiras". Ela minava partidos políticos que não tivessem pelo menos 5% de votos em âmbito nacional.

Assim, Ciro quis "salvar" o PSB da degola política e se candidatou, pois sabia que teria ampla votação.  Caso contrário ele estaria na disputa pelo governo do Ceará ou como candidato a vice-presidente na chapa com Luiz Inácio Lula da Silva. Foi eleito o deputado federal proporcionalmente mais votado do Brasil com mais de 16% dos votos. "Salvou" o PSB. Seu irmão Cid Gomes foi eleito governador do Ceará no mesmo ano.

Mais tarde, entretanto, Ciro voltou a mudar de partido, deixando o PSB sob forte bombardeio em cima do ex-governador Eduardo Campos, por não concordar com seu projeto presidencial. “A candidatura de Campos representa um projeto pessoal que foi apresentado com “truculência” ao partido. “Eduardo apresentar uma candidatura?”, questionou. “E faz isso com a maior truculência e falta de respeito. Precisa ter o mínimo de dignidade”, avaliou Ciro.

Para acrescentar: “Acho tudo lamentável! Não precisava descambar para o acanalhamento definitivo. Ele deveria ter o mínimo de compostura. Eduardo Campos sabe que me deve em termos de correção moral, de decência. Eu ainda uso uma palavra antiga, démodé, que eu continuo valorizando: lealdade”.


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TCE

29/07


2015

Coluna da quarta-feira

    Um sem-gabinete

Um dia após assumir a Sudene, o novo superintendente João Paulo não tem gabinete para despachar hoje. Em meio à sua posse, ontem, a Justiça Federal determinou a desocupação imediata de todo o prédio da autarquia, que fica na Cidade Universitária. De acordo com documento assinado pelo juiz da 1ª Vara Federal, Roberto Wanderley Nogueira, o prédio apresenta problemas na estrutura e no sistema de combate a incêndio.

A decisão de desocupação do prédio atendeu a um pedido da Associação de Magistrados da Justiça do Trabalho. A Justiça Federal concedeu um prazo de cinco dias para que as instituições retirem os equipamentos, móveis e documentos das salas do prédio da Sudene. Os oficiais de Justiça entregaram ontem mesmo os mandados e ofícios, além de afixar editais em todas as portas e corredores do prédio, com o objetivo de informar as pessoas que ali trabalham, segundo a 1ª Vara Federal.

No mesmo edifício também estão instaladas outras repartições da administração federal, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e o Ministério da Saúde. Funcionam no local, ainda, os juizados da Justiça do Trabalho.

A ação não prevê para onde os órgãos que atuam no prédio devem ser deslocados com a desocupação, uma vez que o objeto do processo é apenas a "a possibilidade ou não da continuidade dos trabalhos no local". A expectativa da Justiça é de que a desocupação do edifício seja feita de forma voluntária.

Na verdade, o prédio, tão abandonado quanto à instituição, corre o risco de desabar e muitos jornalistas temiam, ontem, fazer a cobertura da posse de João Paulo, realizada num andar de risco, o 13º, em que o acesso aos elevadores é precário e o sistema de prevenção de incêndio e outros casos de emergência há muito não funciona.

Ao longo dos últimos 30 anos, o prédio não tem a mínima conservação, uma prova de que a Sudene há muito tempo virou uma miragem. Por isso mesmo, apenas dois governadores saíram dos seus Estados para vir à posse de João Paulo: o cearense Camilo Santana, muito provavelmente por ser do PT, mesmo partido do superintendente, e o socialista paraibano Ricardo Coutinho. Quanto a Paulo Câmara, este certamente foi lá para não ser descortês.

APOIO FORÇADO– Uma das raras presenças na posse de João Paulo ontem, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), fez uma defesa indireta da presidente Dilma. Disse que o País "está presenciando uma tentativa de setores da oposição em fazer com que continue parado", o que ele avalia como sendo "ruim para todos". Já o governador Paulo Câmara (PSB) foi mais contido.  Procurou ressaltar a necessidade de se manter a união em prol da governabilidade.

Primeira sugestão: fora, Dilma!A piada do dia: o lançamento do site Dialoga Brasil, que Dilma anunciou como um fórum de participação digital que será administrado pelo governo para receber propostas de cidadãos. A ideia é que, por meio da plataforma, os brasileiros apresentem sugestões para 80 programas relacionados a 14 áreas de atuação do governo federal. Dilma já sabe o que o povo quer: seu afastamento e a prisão de toda a sua quadrilha, inclusive o chefe-mor.

Obra para inglês ver– De passagem, ontem, pelo Recife, o ministro da Integração, Gilberto Ochi, admitiu que as primeiras etapas do Eixo Norte da Transposição poderão entrar em teste no próximo mês. A "inauguração" representa 30 quilômetros de obras "entregues", mais o funcionamento de uma estação de bombeamento vertical, que leva a água a níveis em que o fluxo não consegue seguir apenas com a gravidade”, afirmou. Se a obra passar no teste, a presidente agendará uma visita para fazer proselitismo eleitoral.

Orçamento de ficção– Em sua fala, novo superintendente da Sudene, João Paulo, afirmou que vai dar prioridade à educação, ciência e tecnologia, o desenvolvimento produtivo e a sustentabilidade. Se propôs ainda a fortalecer e ampliar a articulação regional para o Nordeste alcançar mais competitividade em relação às demais regiões do País. O FNDE – Fundo de Desenvolvimento do Nordeste – tem um orçamento de R$ 2 bilhões para este ano. Mas, na verdade, é uma peça de ficção.

Dinheiro pelo ralo– O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho, lamenta que numa hora de brutal crise, o Governo Dilma venha patrocinando gastança em publicidade numa campanha que vai de encontro ao discurso oficial, no qual exige a necessidade de cortes brutais mediante o ajuste fiscal. Por isso mesmo, ontem ele enviou ofício à Secretaria de Comunicação Social do Governo cobrando explicações sobre os valores das campanhas de marketing.

CURTAS 

EM PALÁCIO– O secretário da Casa Civil, Antônio Figueira, recebeu, ontem, em audiência, o prefeito de Carpina, Carlos Moinho (PSB), que a ele entregou um relatório das obras que vem tocando em parceria com o Estado pelo FEM e pediu o empenho do governador para tirar do papel promessas de campanha.

EMENDAS– De recesso do Congresso, o deputado Ricardo Teobaldo (PTB) volta ao Pajeú a partir de hoje para cumprir uma maratona de visita às bases e anunciar boas novas. Como relator da LDO (Lei das Diretrizes Orçamentárias), o trabalhista garantiu emendas para Iguaracy, Itapetim, São José do Egito, Brejinho, Tabira, Solidão, Ingazeira e Tuparetama, municípios que constam na sua agenda.

Perguntar não ofende: João Paulo vai despachar no meio da rua? 


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Comentários

Nehemias Fernandes Jaques

JE SUIS BRAHMA! Por que Lula é perseguido como um cão danado? Por que não o largam? Por que nossas classes dominantes não se esquecem dele? Já saiu da presidência e nada de o deixarem em paz. FHC descansa em paz, no conforto de Higienópolis ou Paris. Uma das razões é o prato de comida. Lula cometeu o desatino de imaginar que os brasileiros deviam fazer três refeições por dia. Quis mudar a história do Brasil, tirar o País do mapa da fome. Impossível, gritavam os adversários. Demagogia, bradavam. Louco, esbravejavam os sepulcros Caiados. E não é que ele conseguiu? Tirou o Brasil do mapa da fome, nossa grande vergonha. Por isso nossas elites não se esquecem dele. Por isso, tanto ódio, baba escorrendo pelos cantos da boca. E ainda por cima, diferente de outros ex-presidentes, continua na rua a fazer política, a falar, opinar. Pelo Brasil e pelos quatro cantos do mundo. Ousadia plebeia que patrícios da elite não aceitam. A Casa-grande não tolera intrusos. Lula foi longe demais. E ainda por cima, quem sabe, pode ser novamente candidato em 2018. Dose pra leão. Não vão deixá-lo em paz. Pensam assustá-lo. Difícil. Lula tem o couro curtido. E compromissos sólidos com o povo brasileiro. vermelho, vermelhaço, Vermelhusco, vermelhante, Vermelhão

Nehemias Fernandes Jaques

Lula é o favorito para 2018! Por isso os coxinhas estão aflitos. O lulismo, ontem e hoje - Por que Lula resiste? Há um link entre o presidente Lula e a maioria do povo brasileiro que o ataque cerrado das oposições e de jornalistas conservadores na mídia não conseguiu abalar, muito menos desfazer. As tentativas de desestabilizá-lo são evidentes, falando-se até na possibilidade de impeachment. Mas a popularidade do presidente não cai. Ou se cai em breves momentos, se recupera a seguir. Traduzindo: Lula tem cara, jeito de povo. Por isso é aceito por uns, e é detestado por outros, os que acham que política é coisa só para gente graúda. De qualquer modo, em meio à torrente de acusações sobre corrupção contra seu governo e o PT, sua imagem foi de fato preservada. As acusações não o atingiram.

Nehemias Fernandes Jaques

LULA É O FRANCO FAVORITO EM 2018. A avaliação é feita com base em uma pesquisa realizada em maio. da qual concluiu: \"a soma daqueles que, em graus diferentes, podem ser considerados \"eleitores potenciais\" de Lula chega a 51% e a dos não eleitores a 42%. Quem quiser se iludir com pesquisas de intenção de voto para 2018 que exibem números para Lula entre 20% e 25% que o faça. Na melhor das hipóteses, os resultados tornam conjunturais fenômenos que nada de conjuntural possuem\". A próxima eleição está distante e ninguém sabe como será disputada\", mas que, \"de uma coisa podemos estar certos: se for candidato, Lula é favorito\".

Nehemias Fernandes Jaques

TUCANAIADA DIVIDIDA, AÉCIO E FHCÍNICO SÃO ISOLADOS - O senador Aécio Neves não reclama à toa da reunião entre a presidente Dilma e os 27 governadores na quinta-feira, que ele chamou de “desnecessária\". Chamada por Dilma, a reunião pode resultar numa aliança que funcionará como eficiente rede de proteção à presidente contra os adversários que tentarão derrubá-la. A informação do Planalto é de que todos já confirmaram presença. Inclusive os dez governadores de oposição, que incluem os tucanos Geraldo Alckmin e Marconi Perillo. A presença dos tucanos reflete também a divisão interna do PSDB. Enquanto a direção partidária, sob o comando de Aécio, prepara inserções no rádio e na televisão convocando para as manifestações contra Dilma e o governo no dia 16 de agosto, Alckmin e Perillo vão discutir a conjuntura política e econômica, a governabilidade e a reforma do ICMS com a presidente, que deve estar acompanhada por ministros políticos e econômicos. Nem o impeachment, que deixaria o governo para o peemedebista Michel Temer, nem a impugnação da chapa Dilma-Temer pelo TSE, que levaria à convocação de nova eleição, interessam a Alckmin e Perillo. Ambos estão tratando de se credenciar como candidatos presidenciais do PSDB para a disputa de 2018, certos de que o ciclo de governos petistas deve se encerrar pelas urnas, não por atalhos. E para se credenciarem, têm interesse numa agenda federativa que lhes permita chegar a 2018 bem avaliados e com bons resultados em seus estados. Não é diferente o cálculo dos governadores de outros partidos, que com frequência têm condenado a tese do impeachment alegando, como fez há três dias Renan Filho (AL), que isso fará a situação do país piorar, ao invés de melhorar. Eles vão ao encontro de Dilma sabendo o que fazem e sabendo o que busca a presidente nesta hora de apuros: ampliar seus pontos de apoio e reduzir o isolamento. Mas levarão, é claro, suas demandas. O pacto que pode sair da reunião, possivelmente tácito e não falado, é elementar: eles se comprometem com a defesa da governabilidade e do respeito ao mandato de Dilma mas querem em troca a solução de alguns problemas federativos. Com a queda da arrecadação federal, as transferências do FPE também vão minguar. Como o governo federal pode ajudá-los na “travessia”, para usar a palavra empregada pela presidente? Eu não sei mas o governo sabe que alguma coisa terá de oferecer.


Prefeitura de Petrolina

29/07


2015

Governadores recusam ficar a reboque de Dilma

Governadores convidados para o encontro com Dilma nesta quinta articulam uma reunião prévia sem a presença da petista, iinforma Vera Magalhães, hoje na Folha de S.Paulo.

Segundo a colunista, eles querem unificar posições e estabelecer uma pauta comum a ser debatida, para não ficar "a reboque" da presidente.

"Governadores ficaram irritados com o que consideraram "ameaça" do Planalto, ao sugerir que a rejeição das contas de Dilma no TCU pode desencadear problemas a eles nos tribunais de contas estaduais.

Já a presidente tentará obter apoio dos convidados para barrar a chamada pauta-bomba do Congresso, que pode ter efeito-cascata nos Estados."


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29/07


2015

Datena diz que é candidato a prefeito de SP

Da Folha de S.Paulo – Daniela Lima

Apresentador de TV afirma que fechou com o PP para entrar na disputa porque sigla fez 'proposta honesta, direta e reta'

Jornalista também teve conversas com o PSB e falou sobre a eleição com o governador Geraldo Alckmin

Cortejado por três partidos, o jornalista José Luiz Datena disse na noite desta terça-feira (28) ter decidido ser candidato a prefeito de São Paulo pelo PP na eleição de 2016.

O apresentador do programa "Brasil Urgente", da Band, será cabeça de chapa da sigla e, por enquanto, o acerto é que o deputado Delegado Olim (PP) seja seu vice. Os dois são amigos.

Além de Olim, que assumirá a presidência municipal do PP, o deputado Guilherme Mussi, dirigente estadual da sigla, também acompanhou o acordo. Segundo eles, nenhum documento foi assinado. "Temos mais do que isso, temos a palavra dele", justificou Olim.

Questionado sobre o que foi preponderante para tomar a decisão, Datena disse à Folha que "não se sentiu usado" pelo PP. "Eles fizeram uma proposta honesta, direta e reta. Eu não me senti usado. Simples assim."


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Stampa Midia

29/07


2015

Cunha não crê na rejeição das contas de Dilma

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), joga um balde de água fria nos mais entusiasmados com a possibilidade de as contas de Dilma Rousseff serem rejeitadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e de isso resultar no impeachment da presidente. Ele explicou a empresários nesta semana que a análise da decisão do TCU começa pelo Senado -onde o governo tem maioria relativamente mais confortável que na Câmara. A informação é de Mônica Bergamo, na sua colna da Folha de S.Paulo desta quarta-feira. Com mais detalhes:

"Se o Senado rejeitar o parecer do TCU, a análise das contas nem sequer chegará à Câmara, explica Cunha.

"As duas casas têm que aprovar [a rejeição das contas]. E basta uma delas para rejeitar", diz ele.


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Naipes

29/07


2015

"Relaxa e goza", Marta

Enquanto decide em qual partido vai desembarcar, Marta Suplicy aproveitou o recesso parlamentar para viajar à Itália. A senadora voltou ao Brasil no domingo, em um voo Roma-São Paulo da Alitalia, diz Lauro Jardim, na sua coluna da Veja Online.

Revela o colunista que a partida já estava atrasada 45 minutos quando os bilhetes preferenciais, como o de Marta, que estava na classe executiva, começaram a ser chamados ao embarque. A ex-petista estava acompanhada de jovens e crianças de sua família, cujas passagens eram de classe econômica e, portanto, não lhes davam direito à preferência. Todos, menos Marta, deveriam enfrentar uma fila imensa.

Com a delicadeza de uma avó contrariada, a senadora argumentou com a funcionária da Alitalia que todos estavam com ela e deveriam embarcar também. Não foi atendida. Foi quando Daniel Magnoni, cardiologista do Hospital do Coração de São Paulo, mandou, em alto e bom som:

– Relaxa e goza.

Surpreendida pela frase infame cunhada por ela em 2007, no auge da crise aeroviária, Marta não passou recibo da provocação


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29/07


2015

Os mistérios da Anvisa

Há mistérios rondando as recentes nomeações na Anvisa. Em abril, Dilma Rousseff indicou dois diretores para a agência – o pernambucano Jarbas Barbosa (Foto)  e Fernando Mendes. O primeiro uma indicação do ministro Arthur Chioro e o segundo com o apoio do PMDB do Senado.

Depois de intensas discussões, finalmente houve a sabatina, a votação e a aprovação dos dois nomes no Senado.

Só que Barbosa teve a nomeação publicada no Diário Oficial da União quase que imediatamente e, no dia seguinte, 21 de julho, foi nomeado presidente da Anvisa. Está inclusive trabalhando, embora sua posse formal seja apenas agosto.

Já Mendes, o apadrinhado dos peemedebistas, não teve a mesma sorte. Abre todos os dias oDiário Oficial e… nada de ver o seu nome impresso. (Lauro Jardim - Veja)


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29/07


2015

O que falta explicar 2

Nas explicações que deu na sexta-feira, além das obviedades que faltaram explicar (leia mais aqui), Dora Cavalcanti, costumeiramente tão atenta aos detalhes, como todo advogado, relevou um outro ponto fundamental que joga por terra sua defesa.

De acordo com o relatório da PF, a mensagem de Marcelo Odebrecht foi escrita no dia 16 de janeiro de 2013, quase seis meses antes do leilão em que o seu irmão arrematou a vaca nelore – e portanto, também, da nota publicada no Radar.

Como Marcelo conseguiu prever o resultado de um leilão com essa antecedência? Independentemente de suas qualidades como homem de visão empresarial, é uma previsão impossível de ser feita.

Mais: por que a advogada da Odebrecht nem sequer supôs que a sigla LJ poderia ser de Leonel Jardim, executivo da Odebrecht que já atuou no braço agropecuário do grupo?   (Lauro Jardim - Veja)


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Onodera Estética

29/07


2015

Aécio reaparece pronto para a guerra

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), voltou com "a corda toda" nesta segunda-feira, "mais para Carlos Sampaio, o Bolsonaro do PSDB, do que para seu avô Tancredo, o conciliador", dando apoio às manifestações de rua contra o governo, escreve Ricardo Kotscho, em seu blog.

"Com receio de perder o protagonismo da oposição para Eduardo Cunha, depois de passar alguns dias sumido, o presidente do PSDB voltou à cena antes do final do recesso julino, pronto para deflagrar a grande ofensiva contra o governo prevista para agosto, o mês do cachorro louco, de tão tristes lembranças na vida política brasileira", disse.

Aécio não deixou claro, no entanto, se além de divulgá-los em inserções do PSDB na televisão, estará presente nos atos. "É como aquele sujeito que fica batendo palmas para ver louco dançar. Se tudo der certo, os tucanos faturam; se não, a responsabilidade não foi deles", compara o jornalista.

"O grande perigo para Aécio e os tucanos em geral, sem paciência para esperar 2018, é esticar demais a corda e entregar o poder de bandeja para o PMDB, que tem o vice-presidente, caso os protestos ganhem grandes dimensões e Eduardo Cunha cumpra suas ameaças de infernizar a vida do governo com a ajuda dos tribunais e da mídia hegemônica", conclui Kotshco.

Leia aqui o artigo na íntegra.


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Comentários

Nehemias Fernandes Jaques

Ele tá bebo. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Vila Fest

29/07


2015

FHC não perde uma oportunidade

Fernando Henrique não perde oportunidade de aparecer. Entrado nos oitenta anos, em vez de recolher-se para redigir suas memórias, continua dando palpite em tudo.

Acaba de repetir  não  querer conversa com Dilma e Lula. Logo que publicada a versão deles desejarem encontrar-se com o antecessor para exame da crise atual, o   sociólogo declarou ter nome e número no catálogo telefônico, não precisando de intermediários para acertar uma reunião.

Quer dizer, aceitaria conversar. Como   sua disposição pegou mal no  ninho tucano,  avançou para dizer que nada tem a ver com o  governo e prefere saltar de banda.

Agora, enfatiza de novo a recusa. Deveria ter presente que em política  nenhum risco acompanha o silêncio   (Carlos Chagas)


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