Paixão de Cristo

29/03


2015

Petistas vão a Lula se queixar de Dilma

Dirigentes do PT preparam um pacote de reclamações contra a atuação do governo federal para apresentar a Lula em reunião do partido nesta segunda-feira, em São Paulo, informa Vera Magalhães, hoje, na Folha de S.Paulo.

O ex-presidente tem dito que separa os problemas do PT dos de Dilma --e a sigla deveria resolver suas questões "por si só".

Petistas vão dizer que Dilma não faz acenos à base e Lula deveria ponderar que ela precisa do partido para reconquistar a juventude e os movimentos sociais.


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29/03


2015

Por que não te calas?

Ficou para a História a indagação do rei Juan Carlos, da Espanha, ao presidente da Venezuela, Hugo Chaves: “por que não se cala?”

A pergunta precisa ser feita ao ex-presidente Fernando Henrique, que todos os dias dá os mais desbaratados palpites sobre a realidade nacional. Deveria lembrar-se de sua responsabilidade na crise que nos envolve.

O novo ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, acaba de dar a tônica de sua atuação: distribuirá as verbas de publicidade sem ater-se às exigências de audiência e circulação dos veículos. Beneficiará os pequenos.Da mesma forma, lutará para  reviver a proposta de  regulamentação da mídia, com ênfase para  impedir que grupos familiares dirijam aos mesmo tempo jornais, revistas, emissoras de televisão e rádio.  Vai enfrentar forte reação.    (Carlos Chagas)


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29/03


2015

A madrasta da crise

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo

Alguém se lembra do PAC? Somadas, essas três letrinhas formavam o Programa de Aceleração do Crescimento. Turbinaram o segundo mandato de Lula e o ajudaram a vestir a faixa presidencial na pupila Dilma Rousseff.

Há sete anos, em março de 2008, Lula chamou sua então ministra de "mãe do PAC". "É ela que cuida, acompanha, que vai cobrar junto com o Márcio Fortes [então ministro das Cidades] se as obras estão andando ou não estão", disse, em visita a uma favela do Rio.

Dilma seguiu o script à risca. Para aparecer nas ruas, viajou o país e tirou fotos com chapéu de operário. Para aparecer nos jornais, apagou as luzes do palácio e pilotou sonolentas apresentações de PowerPoint, cheias de tabelas com números e cronogramas de obras.

A oposição dizia que o PAC era um slogan eleitoreiro e que a ministra fazia campanha antes da hora. A imprensa mostrava que as obras estouravam prazos e orçamentos. Não tinha importância. A economia estava crescendo. Os empreiteiros estavam felizes ""naquele tempo, lava jato era só o lugar onde alguém lavava seus carros. A mãe do PAC, que nunca havia disputado uma eleição, virou presidente da República.

Desde que Dilma assumiu, a economia patina. Os números divulgados na sexta-feira mostram que o PIB médio de seu primeiro mandato foi o menor desde a catástrofe do governo Collor. O ano passado, com crescimento de 0,1%, foi o pior de todos. O ministro Joaquim Levy avisou que 2015 será ainda pior. Nas palavras dele, o país deu uma "desacelerada forte". Se o trem estava parado, isso significa que começou a andar de marcha a ré.

O arrocho não poupa nem o programa-símbolo de Dilma, que teve suas verbas cortadas em fevereiro. A mãe do PAC virou madrasta da crise. A sorte dela é saber que não será mais candidata em 2018. O azar pode ter passado para Lula, que contava os dias até a próxima eleição.


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Comentários

Everaldo Aleixo

PIB: só 0,1%, mas positivo. O Brasil é “duro de matar”, mas continuam tentando



29/03


2015

Mais desemprego, renda menor, inflação sobe

Ricardo Kotscho (Blog)

As más notícias na economia não param de chegar. Nada é surpreendente, mas o quadro negativo torna-se assustador. E os números são oficiais , divulgados pelo IBGE e pelo Banco Central.

Pelos indicadores desta quinta-feira, temos:

* a taxa de desemprego subiu pelo segundo mês consecutivo, chegando a 5,9% em fevereiro;

* pela primeira vez desde 2011, a renda média dos trabalhadores caiu 0,5%, baixando para R$ 2.163;

* as previsões para a inflação deste ano apontam para 7,9%, bem acima do teto da meta, que é de 6,5%;

* a última estimativa para o PIB em 2015, segundo os números do Banco Central, indica uma queda de 0,5%.

Precisa mais? Com tudo isso acontecendo ao mesmo tempo, o governo Dilma-2 ainda se dá ao luxo de brigar com o PMDB só porque o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, quer porque quer criar mais um novo partido para desidratar os outros.

Depois alguns leitores do Balaio ainda reclamam que estou muito pessimista e crítico demais com a presidente.

Alguém tem um bom argumento a me oferecer para mudar de ideia sobre o atual momento que estamos vivendo?

Quem tem alguma notícia boa?


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Onodera Estética

29/03


2015

O PT dá o troco em Eduardo Cunha

Carlos Chagas

Por certo que nenhuma instrução saiu do palácio do Planalto, mas ninguém duvida de que tenha sido engendrada nos arraiais do PT a vaia promovida  contra o presidente da Câmara,  sexta-feira, no plenário da Assembléia Legislativa de São Paulo. Durou pouco aquela balbúrdia, já que a segurança  esvaziou as galerias, mas fica evidente não acontecerem espontaneamente tais manifestações,  tanto que o demais oradores não foram incomodados.    Os companheiros, jovens em  maioria, integrantes de movimentos sociais,  receberam instruções para perturbar  o discurso de Eduardo Cunha. É preciso saber quem  os mobilizou.  Quanto às intenções, parecem claras: o deputado fluminense vem sendo  considerado o maior e mais perigoso adversário do governo. Para os detentores do poder, torna-se necessário agredi-lo.

O episódio, em si desimportante, dá a medida da alta temperatura registrada nas relações entre o PT  e o PMDB. Se quiserem, entre Executivo e Legislativo. Se a presidente Dilma vem sendo vaiada por onde passa, por que não fazer o mesmo com o maior  de seus desafetos?

Do jeito que as coisas andam, logo ficará impossível o diálogo entre governo e  Congresso.  A mais nova provocação que seus singulares aliados preparam para Dilma  parece a votação de emenda constitucional reduzindo para vinte o número de ministérios do Executivo. Claro que 39 é um exagero, mas não seria a causa da multiplicação a necessidade de agradar os partidos da base oficial? O vice-presidente Michel Temer já declarou que seu partido  não faz questão de manter ministérios.  Falou a sério?

Cada vez mais surgem sinais do  desembarque do PMDB do barco do governo, certamente uma preparação a longo prazo da sucessão presidencial de 2018.  Houve tempo em que sobravam candidatos na legenda, de Ulysses Guimarães a Tancredo Neves, Teotônio Vilela e outros.   Hoje, fala-se  nos dois Eduardos, o Cunha e o Paes...


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Naipes Consultoria

29/03


2015

Salário de R$ 35 mil a defensores na segunda

Marcelo Sperandio - Época

O projeto de lei que estipula em R$ 35.919 o salário de defensor público-geral federal foi pautado para entrar em votação na segunda-feira (30). Hoje, o salário pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal é de R$ 29.462, valor que serve como teto de remuneração aos funcionários públicos de todo o país.

A autoria do projeto de lei é da Defensoria Pública da União. A articulação para ser colocado em pauta se deu entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e a líder do PCdoB na Casa, Jandira Feghali (RJ)


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29/03


2015

PT e PSDB já brigam por eleições de 2016

Leandro Mazzini – Coluna Esplanada

A mais de um ano das convenções para escolhas de candidatos, PT e PSDB já polarizam uma disputa de bastidores, cada qual a seu modo, a fim de arregimentar apoio político nas principais cidades do País, em capitais e interior.

O PT escalou o deputado federal Reginaldo Lopes para mapear as potenciais candidaturas. ‘Tenho viajado duas capitais todo fim de semana’, revela. Um trabalho que os tucanos iniciaram em 2012 com o federal Rodrigo de Castro (MG), que articula com vereadores de todo o Brasil.

Reginaldo Lopes foi o federal mais votado de Minas (310 mil votos) e ganhou da Executiva Nacional a Secretaria de Articulação, e aval de Lula e Dilma para a missão.

Castro, vice-líder de votos em Minas, está à frente de uma secretaria da Executiva do PSDB que acompanha e articula candidaturas com milhares de vereadores tucanos.

Partidos da base e oposição do governo federal sabem que a consolidação do projeto de 2018 passa pelas prefeituras, e lançam campanhas de filiação em massa este ano.


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Stampa Midia

29/03


2015

"Um governo de merda, mas é meu"

Do presidente nacional do PT, Rui Falcão, na última terça-feira, em reunião com sindicalistas ligados ao partido, referindo-se à administração da presidente Dilma Rousseff: "É um Governo de merda, mas é o meu Governo".

Rui Falcão não está sozinho. Há alguns meses, elogiando a professora Maria da Conceição Tavares por sua fidelidade partidária, o ex-presidente Lula lhe atribuiu a seguinte frase: "O PT é uma merda mas é o meu partido. Ele não presta mas é meu". 

A professora estava presente ao encontro. Nada desmentiu.     (Carlos Brickmann)


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Biologicus

29/03


2015

Suicídio de piloto já aconteceu no Brasil

Renato Riella - (Blog)

O mundo todo discute hoje o que se pode fazer para evitar que ocorra uma nova tragédia na aviação, depois do desastre provocado pelo co-piloto Andreas Lubitz, na Europa, com a morte de 150 pessoas.

É assustador ver o levantamento divulgado pela Fundação de Segurança do Voo, mostrando que pelo menos 13 casos já ocorreram no mundo em situação semelhante, com números variados de mortos.

No Brasil, o experiente jornalista Jorge Rosa lembra que pelo menos um caso grave aconteceu. Suspeita-se da tragédia com um avião em 8 de junho de 1982 (Voo VASP 168).

O Boeing 727-200 se chocou contra a Serra da Aratanha, no Ceará, matando todos os seus 137 ocupantes. Entre os mortos estava o empresário cearense Edson Queiroz.

Na época, as investigações concluíram que o comandante jogou o avião contra a montanha. Segundo relatos, o piloto passava por sérias dificuldades.

Portanto, acautelem-se. Antes de embarcar peçam informações sobre os pilotos. Mas como fazer isso?

É a discussão do momento. Normalmente entramos num avião acreditando plenamente na segurança da tripulação e não podemos fazer nada se o piloto for maluco.


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Santana e Plácido

29/03


2015

Maços e maços no bolso deles

Do blog de Heródoto Barbeiro

Trinta e nove países do mundo proíbem a doação de empresas para campanhas políticas.

Eles acham que isso não é financiamento, é investimento.

Uma vez eleito o político, os investidores batem na porta para pedir o dinheiro de volta.

E eles devolvem.

Com o nosso dinheiro, é claro.

Só a JBS destinou 350 milhões para campanha eleitoral do ano passado.

Será que foi só para ajudar os amigos que se espalham em todos os partidos?

Na sua opinião como deveria ser o financiamento de campanha?


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29/03


2015

"Mundo véio sem puliça"

Carlos Brickmann

Café da manhã com pão fresquinho, manteiga, jornal. Já foi uma beleza! Hoje, o pãozinho subiu de preço, a manteiga sem pão pode dar ideias perigosas às autoridades (com sal é pior!), o jornal não tem notícias que não sejam de crimes.

Na primeira página, o escândalo da Receita. Nas páginas de Política, a CPI do Petrolão, a CPI dos SwissLeaks, o debate sobre recursos não-contabilizados ocultos nas contas do HSBC suíço. Nas páginas de Economia, empresas que demitem porque, acusadas no Petrolão, não recebem o que lhes é devido (e, ao lado, reportagem sobre a quebra iminente de alguma grande construtora, com muitas demissões). Nas páginas de Investimentos, o enorme déficit do Postalis, o fundo de pensão dos Correios, que acaba de ser jogado nas costas dos segurados. Discute-se a possibilidade de algo semelhante em outros fundos de estatais, e a possível escolha do presidente da Vale para a Presidência do Conselho da Petrobras - embora as duas empresas, uma privada, uma estatal, possam vir a ter interesses conflitantes. Nos artigos, uma pergunta: qual desses é o maior escândalo de corrupção no Brasil, algo que nunca dantes nesse país tenha ocorrido?

Este colunista, que jamais apreciou notícias de crime, vai para o Esporte, para saber do Corinthians. Mas aí acha a empresa alemã que diz ter pago propina para obter contratos na Copa do Brasil. Na área de entretenimento, discute-se o aparelhamento do Ministério da Cultura pelo Fora do Eixo - aquele, do Pablo Capilé. 

Há café da manhã que resista? Apesar de tudo, bom dia!


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Congresso da Amupe

29/03


2015

Levy nega que tenha criticado Dilma

De O Globo - Martha Beck e Cristiane Jungblut

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, veio a público, no começo da noite deste sábado, dar explicações sobre uma palestra que ministrou para ex-alunos da Universidade de Chicago, na última terça-feira, em São Paulo, na qual afirmou que a presidente Dilma Rousseff é bem intencionada, mas nem sempre age de forma efetiva. Por meio de nota, ele lamentou a interpretação dada à frase. Trechos da fala e do áudio, em inglês, foram reproduzidos em reportagem no site do jornal “Folha de S.Paulo”. O encontro contou também com alguns professores da instituição. Por isso, na conversa gravada Levy fala em inglês.

Na nota, Levy procurou contextualizar o comentário: “O ministro sublinha que os elementos dessa fala são os seguintes: aqueles que têm a honra de encontrarem-se ministros sabem que a orientação da política do governo é genuína, reconhecem que o cumprimento de seus deveres exige ações difíceis, inclusive da Exma Sra. Presidente, Dilma Rousseff, e eles têm a humildade de reconhecer que nem todas as medidas tomadas têm a efetividade esperada”.

CONVERSA INFORMAL

No texto, Levy destaca que sua nota não é oficial e tem caráter pessoal, uma vez que o conteúdo de uma conversa informal com os universitários americanos foi reproduzida numa reportagem on-line. “Isto não é uma nota oficial, mas uma manifestação pessoal do ministro”. A nota acrescenta que Levy procurou transmitir os pontos principais e a importância de se executar um ajuste econômico em face à evolução da economia global e a exigência de crescimento no Brasil.

Embora tenha criticado antes atos e políticas adotados no primeiro mandato do governo Dilma Rousseff, esta foi a primeira vez que Levy se referiu diretamente à presidente.

Na conversa com ex-alunos da Universidade de Chicago, onde estudou e se graduou Ph.D., Levy diz:

“Acho que há um desejo genuíno da presidente de acertar as coisas, às vezes não da maneira mais fácil, mas... Não da mais efetiva, mas há um desejo genuíno”.

Em inglês, idioma em que fez a declaração, o ministro disse: “I think that there is a genuine desire by the president to get things right, sometimes not the easiest way, but...Not the most effective way, but there is this genuine desire”.

PLANALTO NÃO COMENTA

Em outras ocasiões, Levy havia qualificado como “um negócio muito grosseiro” o programa de desonerações da folha de pagamentos adotado no primeiro mandato de Dilma. Ao justificar as mudanças que sua equipe propôs para o seguro-desemprego, o ministro afirmara que o modelo atual “é completamente ultrapassado”.


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