FMO

27/08


2016

Onde Dilma tropeçou?

El País - Juan Arias

A inesperada ressurreição da autoestima coletiva da sociedade brasileira foi impulsionada, paradoxalmente, por uma Olimpíada na qual ninguém acreditava, mas que acabou sendo aplaudida pelo mundo.

Agora, esse milagre deveria se transformar em algo mais do que um sonho que se dissipa ao despertar. Deveria ser o ponto de apoio para se abordar a provável saída de Dilma. Deixando de lado a disputa política, não deixa de ser um momento relevante, doloroso e dramático para a democracia.

Seria necessário perguntar-se no que Dilma Rousseff acabou tropeçando politicamente, já que existe um consenso geral quanto a sua honestidade pessoal.

Negar que Rousseff cometeu erros de cálculo político seria, a essas alturas, querer negar algumas cenas cruciais deste drama.

Para além das lutas jurídicas, não resta dúvida de que Dilma teve em suas mãos várias opções para abordar sua defesa e buscar a melhor saída para ela e para a sociedade, evitando assim que tudo isso não acabasse por se tornar um drama nacional mais psicanalítico do que político. Poderia, quando ainda havia tempo, ter convocado novas eleições, deixando aos cidadãos a possibilidade de se expressar nas urnas. Tentou fazer isso agora, quando já não há tempo nem vontade no Congresso.

Várias instituições tinham lhe pedido isso, já que a renúncia, que alguns teriam preferido, seria muito mais dramática.

Mas Rousseff preferiu resistir a qualquer custo e agora paga o preço de ver-se presa em um beco sem saída aparente.

Talvez tenha lhe faltado lembrar que a política é a arte da negociação, sem a qual não existe democracia.

Preferiu, na maioria das vezes, o soco na mesa como gesto de resistência ao diálogo, por exemplo, com o Congresso e a oposição. Talvez também com a sociedade.

Não acredito no axioma de que as sociedades têm os governos que merecem. Pelo menos nem sempre é assim. Na verdade, quando se enganam costumam ter força para reagir.

Com todos os seus defeitos, a sociedade brasileira concretamente sempre soube enfrentar e resolver seus desafios históricos. O poeta José Salgado Maranhão escreve em sua conta do Facebook: “Não desfaço de nenhum povo, todos têm sua graça e suas virtudes, porém, em matéria de arte, de diversidade cultural, nós somos imbatíveis. Somos um povo que vem de uma longa estrada de lutas e adversidades, sobretudo a grande maioria da população, muitas vezes sugada por dirigentes desonestos. No entanto, é essa mesma população sofrida que é capaz de prodígios para revelar o extraordinário caleidoscópio de sua alma miscigenada. E, feito cana do moedor, tira mel da própria dor”.


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Agência Comunicação

27/08


2016

Clima esquenta entre Janaína e Cardozo

A co-autora do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, a Janaína Paschoal, e o advogado de defesa da presidente afastada, José Eduardo Cardozo, trocam farpas sobre a ausência do procurador Ivan Marx entre as testemunhas arroladas pela defesa. Cardozo afirma que não o chamou porque "jamais imaginaria" que o parecer de Ivan Marx fosse "deturpado" pela acusação.

Lewandowski lembrou que a pausa está programada para as 18h e que há 14 inscritos para a testemunha seguinte, o advogado Ricardo Lodi. A sessão está planejada para terminar às 22h, segundo cálculos do presidente do STF.


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Sopranor 1

27/08


2016

Tucanos questionam o depoente no Senado

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) questiona o ex-ministro. "Quando um banco financia através do atraso, ou aceita um atraso tão grande por tempo tão grande, significa que o governo está usando seu poder de controlador para constranger ou obrigar que o atraso seja feito com tanta irregularidade, e assim financiando o governo, está claro".

Na réplica, o senador pergunta se a equalização de taxas de juros para bancos privados também ficaram atrasadas. O depoente responde que não usa a palavra "fraude" e que o sistema é transparente e os dados são públicos.

"No caso do Plano Safra, além do Banco do Brasil, há bancos de cooperativas, bancos privados, que também têm direito de receber equalização", afirma, complementando que não tem certeza se houve atraso para esses bancos. "Preciso checar melhor".

Paulo Bauer (PSDB-SC): "é possível que se tenha cometido tantos equívocos sabendo que a meta não seria cumprida?".

Barbosa diz que havia previsão de dificuldades e que, por isso, o governo apresentou revisão de metas ainda em junho daquele ano.


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Banner - Hapvida

27/08


2016

Senadores fazem o "alívio cômico" da sessão

O senador Magno Malta (PR-ES) arrancou risos no plenário ao dizer que Lindbergh Farias (PT-RJ) está agora no grupo dos "tops" por ter jantado com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nesta sexta (27). Renan, após ter sido protagonista de um duro embate no segundo dia de sessão contra senadores petistas, fez um jantar para selar um "armistício".

Lindbergh pediu direito de resposta a Lewandowski e explicou que se encontrou com Renan Calheiros para pedir explicação por seu gesto à senadora Gleisi Hoffman. "Mas que jantou, jantou", completou Magno Malta, causando gargalhadas dos demais parlamentares.


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27/08


2016

Com a palavra, o senador "Cristóvão Colombo"

Cristovam Buarque (PPS-DF) pergunta a Barbosa se o ex-ministro assume alguma responsabilidade na queda da arrecadação. "Será que nossa democracia não é capaz de manter a educação, o trabalho e a polícia sem gambiarras desse tipo?".

"A queda de arrecadação foi fruto de várias desonerações, correções necessárias, com efeito restritivo no curto prazo com influência na queda de arrecadação. Não chamo isso de gambiarra. É uma palavra errada", responde Nelson Barbosa.

Antes da réplica, Lewandowski voltou a arrancar risadas do plenário ao confundir o nome do senador Cristovam por "Cristóvão Colombo". "Muito obrigado pelo upgrade", brincou o senador, "pode me chamar, inclusive, de Cristovam Colombo Buarque de Holanda. Ficarei muito grato"


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27/08


2016

Barbosa: Dilma não pode ser julgada por algo que não era crime

Alvaro menciona "contabilidade criativa" e "justificativas estapafúrdias" ao criticar o déficit público do governo Dilma. "O povo brasileiro é intolerante ao fracasso. Não somos fracassados. Quem fracassou é o governo", diz.

"Comparado ao passado, estamos numa situação muito mais robusta. O próprio governo interino reconheceu isso ao admitir que a economia brasileira é sólida, após a saída do Reino Unido da União Europeia. Essa robustez não foi conquistada em cem dias".

"Mas a questão aqui que preocupa é a retroatividade da aplicação da lei. Isso nunca se configurou crime de responsabilidade. Foi criado em 7 de outubro de 2015", afirma o ex-ministro.

Paulo Rocha (PT-PA), que fala em seguida, questiona o ex-ministro. Ele diz que "inventaram uma retroatividade para tentar enquadrar as ações de Dilma em crime de responsabilidade".

Barbosa concorda com a colocação do senador e diz que todos os gestores públicos estão assumindo posturas defensivas, por não saberem como interpretar. Segundo ele, isso está afetando negativamente o funcionamento do Estado brasileiro. "Todos estão perguntando ao TCU sobre o que fazer. Isso está sobrecarregando o TCU. Outro aspecto da insegurança jurídica é levar os gestores a transformar metas em piso, trabalhando com a meta mais baixa possível".


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Senai 4.0

27/08


2016

Lula: o discurso de Dilma será duro

Ilimar Franco - O Globo

Durante reunião, no aeroporto Juscelino Kubitschek em Brasília, com um grupo de senadores, Lula relatou que a presidente afastada fará um discurso político, segunda-feira na Comissão do Impeachment. Ela repetirá a narrativa petista de que é vítima de um golpe e que foi traída pelo seu vice-presidente, Michel Temer.

Antes disso, Lula almoçou, no Alvorada, com a presidente afastada, Dilma Rousseff, e conversou com senadores sobre o impeachment. Os petistas estão inseguros sobre a posição de alguns senadores que estiveram com Dilma nas votações anteriores. Há o temor de mudanças e posições. Aliados de Dilma admitem que os votos contra o impeachment pode cair para 18 senadores.

Estiveram com Lula, o líder do PT, Paulo Rocha e os senadores Humberto Costa, José Pimentel e Jorge Viana. Ele volta na noite de domingo e na segunda-feira acompanha Dilma, que fará sua defesa no Senado.

Nas conversas para remendar a aliança, após a divergência sobre o reajuste do Judiciário, a cúpula do PMDB tem dito aos tucanos que, “se não trabalharem em conjunto, vai sobrar para todos”. E acrescentam que o PSDB preferiu verbalizar uma posição individual e marcar uma posição pública, ao invés de dialogar previamente com os aliados. 


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Sesi 4.0

27/08


2016

Pimentel não enxerga crime em atos de Dilma


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Odonto Personalité

27/08


2016

Fátima vê ato de coragem em Dilma


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Naipes

27/08


2016

José Pimentel é o primeiro a falar após intervalo

Pimentel diz que o saldo de empregos criados durante o governo do PT é positiva, mesmo com as vagas fechadas no último ano, e pede que o depoente explique a situação econômica.

Barbosa responde que as medidas tomadas em 2015 foram restritivas em um primeiro momento, mas seus efeitos positivos já começaram a ser sentidos."A produção industrial já cresce há pelo menos cinco meses. A economia está apta para recuperar seu crescimento".

Após o senador petista perguntá-lo como estaria a agricultura brasileira sem a questão dos subsídios concedidos pelo governo federal – em referência ao Plano Safra– Barbosa responde. "Com certeza teria sido menor, se é que haveria crescimento. Todos os países do mundo tratam o setor agrícola de modo diferenciado, concedendo seguros e subsídios. No Brasil não é diferente", diz o ex-ministro.

"O Brasil foi considerado ter o sexto ou quinto sistema orçamentário mais transparente do mundo. O que está se discutindo aqui não é transparência, mas se esses valores, quando atrasados, constituem operação de crédito", declara.


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27/08


2016

Lindberg diz que fala de Dilma terá grande impacto


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Comentários

GUALBERTO RODRIGUES DE MACEDO

deve ter um grande infarto nesses petralha, a coisa que dar trabalho derrubar esse povo



27/08


2016

Reportagem entrega Aécio: 3% das propinas pagas pela OAS

Acusada de tramar o fim da Operação Lava Jato com sua polêmica capa sobre o ministro Dias Toffoli, publicada na semana passada (leia mais aqui), Veja foi colocada contra a parede e se viu forçada a abrir a delação de Léo Pinheiro, da OAS, que o procurador Rodrigo Janot mandou destruir. Com isso, embora ataque seus alvos preferenciais, como a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, acabou sobrando também para o presidente nacional do PSDB.

Confira, abaixo, o trecho do depoimento de Léo Pinheiro relacionado a Aécio Neves (PSDB-MG):

"Foi apresentado a Aécio por Sergio Cabral, quando este ainda era governador estadual do Rio de Janeiro, em 2001. Ainda em 2001, esteve com Aécio para contribuir para a campanha de 2002 ao governo do Estado de Minas, na oportunidade em que foi apresentado a Oswaldo Borges da Costa Filho (...). Assim, quando da licitação da Cidade Administrativa de Minas Gerais, editada em 16/7/2007, o declarante determinou que fosse realizado contato com Oswaldo Borges da Costa (...).

Em um dos encontros, foi informado por Sergio Neves, representante da CNO, que havia a necessidade do pagamento de uma vantagem indevida de 3% do valor da participação de cada empresa no consórcio e que as empresas deveriam procurar o Oswaldo Borges para acertar os pagamentos (...) A contraparte da OAS foi paga em espécie (...) Segundo o declarante foi informado, as quantias eram condicionadas ao então governador Aécio Neves.

O declarante ainda tem conhecimento de que Oswaldo Borges da Costa Filho (...) é operador de Aécio Neves e controlador das contas das empresas do político, sendo que as contribuições feitas para as campanhas de Aécio Neves nos anos de 2002 e 2006, bem como na pré-campanha eleitoral de 2014, foram realizadas por intermediação de Oswaldo."  (BR 247)

Leia mais sobre o assunto: Exclusivo: a delação que Janot jogou no lixo


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bm4 Marketing 8

27/08


2016

Cardoso: "Dilma fará pronunciamento histórico"


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Comentários

marcos

E aquela Jumenta sabe falar? Aposto 100 pra 1 que ela vem com um papel escrito para ler!

GUALBERTO RODRIGUES DE MACEDO

a despedida tchau querida


Márcio Calheiros

27/08


2016

Gleisi diz que Dilma irá ao Senado com firmeza


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27/08


2016

Álvaro afirma que fala de Nelson não tem importância


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