FMO

28/07


2016

Coluna da quinta-feira

     A ordem é rifar o delegado 

Um acordo fechado pelo senador Armando Monteiro Neto (PTB) com o ex-governador João Lyra Neto (PSDB), em apoio à candidata tucana à Prefeitura de Caruaru, Raquel Lyra, filha de João, pode resultar no arquivo do projeto do delegado Erick Lessa, do PR, de entrar disputa municipal com amplas chances de comer o cartão dos chamados políticos tradicionais. Na pesquisa do Instituto Opinião, o fato novo foi o próprio delegado, que apareceu com 14%, já empatado tecnicamente com Raquel.

Ao apoiar Raquel, Armando leva também, além do PTB, o PRB e o PTdoB, partidos que vinham dando sustentação à candidatura do delegado. Se isso ocorrer, isolado no seu próprio partido, o PR, Lessa ficaria com apenas 50 segundos de tempo para propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Evidentemente, só teria chances se em torno dele houvesse manifestações populares espontâneas, capazes de transformá-lo num grande azarão.

Sem tempo de TV na propaganda, outro complicador tira o sono do delegado: as pressões do Governo e do PSB, junto à direção do PR, para rifar sua candidatura, anulando a convenção, convocada para 4 de agosto. O jogo é pesado e as informações levantadas ontem por este blogueiro se explicam pelo desejo de o PSB estadual fortalecer a candidatura de Jorge Gomes, apoiado pelo prefeito José Queiroz.

Pesquisas internas encomendadas pelo PSB indicam que o delegado, no páreo, tira mais votos de Jorge do que mesmo de Raquel e Tony Gel. Mas é um engano. Erick Lessa “rouba” votos de todos os candidatos, porque está presente em todos os segmentos da sociedade com a imagem impregnada de o novo, com um perfil que o eleitorado, desapontado com os políticos tradicionais, está desejoso como opção para votar.

Por isso mesmo, a ordem é apagar sua candidatura a todo custo. Com pressa, Raquel quer o anúncio de Armando à sua candidatura até amanhã. Já o Palácio coloca Sebastião Oliveira, presidente estadual do PR, no canto da parede. A ordem para rifar o delegado já foi dada e o PR tem quer cumprir, sob o risco de retaliações em outros municípios onde o partido está refém do apoio palaciano para eleger seus prefeitos.

SUSPEITA– O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, decidiu enviar para o Supremo Tribunal Federal indícios de irregularidade sobre uma fornecedora da campanha de 2014 da presidente afastada Dilma Rousseff – a DCO Informática Comércio e Serviços, que atuou no envio de mensagens durante as eleições e recebeu R$ 4,8 milhões pelo serviço. Mendes é relator da prestação de contas de campanha de Dilma, que foi aprovada pelo plenário do TSE no fim de 2014 com ressalvas, mas que continuam sob investigação no âmbito fiscal e criminal – na área penal, as suspeitas são de crimes fiscais, como sonegação e lavagem de dinheiro.

Nova Semente em Jaboatão– Bem situado nas pesquisas para prefeito de Jaboatão, segundo maior colégio eleitoral do Estado, o pré-candidato do PDT, Manoel Neco, embarca amanhã para Petrolina para conhecer o programa Nova Semente, criado e executado com sucesso naquele município pelo prefeito Júlio Lóssio. Em dois mandatos, Lóssio implantou 148 creches populares, beneficiando mais de oito mil filhos de famílias de baixa renda. Se eleito, Neco pretende copiar a experiência para Jaboatão. “A gente tem que copiar o que é bom e que dá resultados”, diz o pedetista.

Em Bom Conselho– Com campanha em céu de brigadeiro para reeleição, o prefeito de Bom Conselho, Dannilo Godoy (PSB) marcou a sua convenção para o próximo domingo, às 15h horas, na Escola Frei Caetano de Messina, na Praça com o mesmo nome, no centro da cidade. São esperados centenas de pessoas, entre elas candidatos a vereador, lideranças e a população em geral. A coligação é composta pelo PR, PHS, PP, PTB, PT, PSDB, PTC, PSD, Pros, Solidariedade, PMDB, PRP, PV e PPS. Trata-se da maior aliança eleitoral no município formada nos últimos 20 anos. Godoy é presidente municipal do PSB e foi eleito em 2012 com mais de 11 mil votos.

Nadegi em faixa própria– Integrada ao palanque do candidato do PTB a prefeito de Camaragibe, Demóstenes Meira, a ex-deputada Nadegi Queiroz (PSDC) pode provocar um fato novo na reta final das convenções. Pressionada a sair na disputa pela Prefeitura em faixa própria por emissários da base aliada do governador Paulo Câmara, Nadegi, que estaria numa situação privilegiada nas pesquisas, segundo uma fonte, pode quebrar o recente acordo com Meira e montar sua própria chapa para enfrentar o prefeito Jorge Alexandre (PSDB), que tenta a reeleição.

Vice já sai atirando– Mesmo liderando todas as pesquisas de intenção de voto para emplacar um novo mandato, o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), esperou a definição da chapa do seu concorrente, o jovem Victor Oliveira (PR), neto de Inocêncio Oliveira, para bater o martelo na escolha do seu companheiro de chapa. Como está rompido com sua atual vice, Tatiana Duarte (PSC), Duque optou pelo vereador Márcio Oliveira, do PSD, que, ao ser oficializado, já bateu duro no candidato republicano. “Um jovem que apenas há um ano e meio reside em Serra Talhada foi colocado para ser o candidato da majoritária quando ninguém queria”, afirmou.

 

 

CURTAS

PROCURADOR– Os servidores do Ministério Público de Pernambuco apoiam a Proposta de Emenda Constitucional que propõe a participação dos servidores, com direito de voto, na escolha do Procurador Geral de cada Estado. O questionamento nasceu em Pernambuco e virou uma pauta nacional no ano passado. Pela atual legislação, os servidores que operam os serviços do Ministério Público não podem votar nas eleições que indicam os nomes para escolha do Procurador-Geral de Justiça, chefe dos Ministérios Públicos dos Estados e do Distrito Federal.

ATÉ SEGUNDA-FEIRA– Esta coluna, que é postada todos os dias neste horário, só volta a ser atualizada na próxima segunda-feira, devido a uma minitemporada de férias que tiro de hoje até domingo, para dar uma relaxada e recarregar as baterias para o grande estresse da cobertura das eleições municipais. Com a compreensão dos leitores, meu abraço e até a volta.

Perguntar não ofende: E Lula, quando será preso? 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Alberto Costa Santos

Devias fazer esta pergunta para a justiça. E questionar sobre a cadeia de Eduardo Azeredo, Eduardo Cunha a esposa e filha. Então terias toda credibilidade para tal pergunta.

Nehemias Fernandes Jaques

As panela seguem em silencio. Não se sabe se por cumplicidade ou vergonha.

Nehemias Fernandes Jaques

Vermelho é uma cor forte, viva cheia de energia, que simpoliza força autoconfiança

Nehemias Fernandes Jaques

Governo vai cortar Programa Farmácia Popular e tirar dinheiro de UPAs e Samu

Nehemias Fernandes Jaques

Governo acaba com Ciência Sem Fronteiras para graduação.


Agência Comunicação

28/07


2016

De onde saiu a verba para bota-fora de Cunha?

Josias de Souza

Prestes a desocupar a residência oficial da Câmara, o deputado afastado Eduardo Cunha e sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, promoveram um bota-fora no imóvel nesta quarta-feira. O casal convidou para um churrasco musical, embalado por uma cantora sertaneja, os seguranças, os motoristas e a legião de funcionários que lhes prestam serviços na casa.

Ao perceber que a festa atraíra lentes de filmadoras e de máquinas fotográficas, Cunha plugou-se no Twitter. Postou três notas (repare abaixo). Disse que alimentou os funcionários “para agradecer”. Reconheceu “a atenção dispensada” a ele e à sua família. Estendeu os agradecimentos à “equipe de segurança.”

É tocante a gratidão de Cunha às mais de quatro dezenas de funcionários que o cercaram de atenções. No entanto, o deputado se absteve de elucidar a dúvida mais inquietante: quem pagou pelo churrasco? Indagado, Cunha disse que o dinheiro saiu do seu bolso. Será? Conforme já noticiado aqui, a permanência de Cunha na residência oficial custa pelo menos R$ 541 mil por mês.

Em condições normais, os gastos da Câmara seriam absurdos. Depois que o STF suspendeu o mandato de Cunha, afastando-o temporariamente da presidência, as despesas tornaram-se inaceitáveis. Há 20 dias, quando Cunha renunciou ao comando da Casa para tentar salvar o mandato, sua permanência na aba do Tesouro virou um assalto ao contribuinte. Como se fosse pouco, flutua agora na atmosfera seca de Brasília uma nova interrogação: de onde saiu o dinheiro que pagou o churrasco? Cunha precisa exibir as notas fiscais!


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Ramilson Correia de Carvalho

Fiquem atentos na hora de sair a mudanca . Averiguar antes dele sair quais os objetos que este imovel possui e certificar-se de que esteja tudo em ordem. Lampadas ,bacias sanitarias, talheres etc. deve ser tudo conferido. Final de contas, ladrao e sempre ladrao.


Sopranor 1

28/07


2016

Juca rebate Calero: pau mandado agente menor do golpe

Ex-ministro afirma que sucessor deseja justificar 'arbitrariedades' e 'incompetências'

O Globo

Atacado pelo atual ministro da Cultura, o ex-titular da pasta reagiu. E o baiano Juca Ferreira a escolheu a mesma tribuna do adversário: o Facebook. Ele criticou duramente Marcelo Calero, que havia chamado a administração passada de "irresponsável" e "incompetente".

Acusado de "aparelhar" o MinC, Ferreira afirmou que Calero deseja justificar "arbitrariedades" e "incompetências". O ex-ministro argumentou que, entre os 81 funcionários exonerados pela pasta na terça-feira, estão pessoas que estavam na administração desde o governo de Fernando Henrique Cardoso. Ele disse também que entre os dirigentes do órgão, havia "simpatizantes do PSDB e de outros partidos de oposição".

Ferreira foi além, e afirmou que Calero, escolhido pelo presidente interino Michel Temer, é um "pau mandado". Também chamou o atual ministro de "agente menor do golpe".

Leia mais: Juca Ferreira rebate Calero: 'Pau mandado' e 'agente menor do golpe'


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Banner - Hapvida

28/07


2016

Nordeste: Lula vem impulsionar candidatos a prefeito

Lula fará novas viagens ao Nordeste na próxima semana para impulsionar candidatos a prefeito. Os destinos devem ser Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia, informa  Natuza Nery, na Folha de S.Paulo.

O ex-presidente – explica a colunista --tem motivo pessoal para apoiar Fernando Mineiro (PT) à Prefeitura de Natal: rivalizar com o governador Robinson Faria (PSD). Ele demorou três dias para retornar ligação de Lula, que pedia ajuda contra o impeachment.

Enquanto isso, se confirmada a sinalização de que Hugo Leal não topa ser vice de Marcelo Crivella no Rio, o PRB promete retirar seu apoio ao PSB em Aracaju, Belo Horizonte e Natal.

Sem o PSB, abre-se espaço para o PR de Anthony Garotinho ser vice de Crivella.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


28/07


2016

MP apura nomeação de Alckmin por apoio a Doria

O Ministério Público Eleitoral reúne elementos para propor uma ação contra a candidatura de João Doria (PSDB) a prefeito de São Paulo sob suspeita de abuso de poder político. A Promotoria investiga se há relação entre a nomeação de um filiado ao PP para a Secretaria de Meio Ambiente do tucano Geraldo Alckmin e o apoio do partido a Doria. “Práticas não se tornam lícitas com o passar do tempo apenas por terem ocorrido reiteradamente”, diz o promotor José Carlos Bonilha. A informação e da coluna Painel de Folha de .Paulo desta quinta-feira.

A campanha de Doria diz que não há “fundamento jurídico” na ação, revela a coluna. O governo Alckmin, diz que não há relação entre a administração pública e a “lógica eleitoral” e que a escolha de secretários segue “critérios técnicos”.

“Não existe qualquer relação entre a administração pública e a lógica eleitoral. A escolha de secretários — filiados ou não a partidos, participantes ou não de entidades de classe ou demais organizações da sociedade civil — obedece única e exclusivamente a critérios técnicos voltados ao interesse público”, diz a íntegra da nota do Palácio dos Bandeirantes.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


28/07


2016

Seguido por PF e Abin, iraniano suspeito desapareceu

Pouria Paykani no aeroporto de Guarulhos - Reprodução de vídeo

Folha de S.Paulo – Marco Antônio Martins

Agentes da Polícia Federal e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) tentam descobrir se um iraniano que vinha sendo monitorado desde o dia 15 deste mês, sob suspeita de cometer "atos preparatórios para o terrorismo", ainda está no Brasil.

Pouria Paykani, 27, foi visto pela última vez no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, na quarta-feira (20).

Contra ele há um mandado de prisão por desacato e a ordem de retirada do país em até 48 horas após ser detido, por determinação da juíza federal Caroline Scofield Amaral, da 5ª Vara Federal de Guarulhos (SP).

Fontes da divisão anti-terrorismo da PF ouvidas pela Folha afirmaram que o iraniano é procurado por suspeita de terrorismo, mas não especificaram que "atos preparatórios" ele já teria feito.

Paykani vinha sendo seguido pela PF e pela Abin, mas os agentes perderam seu paradeiro. Uma foto do iraniano foi repassada a todos os aeroportos do Brasil e aos servidores que atuam no serviço de inteligência dos Jogos.

Ele entrou no Brasil em março, vindo do Uruguai, com um passaporte iraniano. Chamou a atenção da PF pela primeira vez em junho, ao ser visto fotografando o saguão de embarque do aeroporto de Guarulhos.
Por duas vezes, Paykani voltou ao local e fez novas fotos. Na última, foi interpelado por dois policiais e discutiu com um deles. Preso por desacato, foi logo liberado.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Senai 4.0

28/07


2016

Frente à tempestade, Temer ainda vive de vento

Fernando Canzian - Folha de S.Paulo

O governo Michel Temer ainda não produziu fatos que justifiquem tanto o otimismo que toma conta dos mercados internacional e interno em relação ao Brasil. Mas, ao contrário de Dilma Rousseff, delineou nortes: 1) perseguir o equilíbrio das contas públicas; 2) deslanchar concessões na infraestrutura com regras realistas; 3) mudar a orientação da política comercial e; 4) aperfeiçoar programas de distribuição de renda como o Bolsa Família.

São "propostas vento", ainda longe de serem materializadas. E seu governo começou gastando (com funcionalismo) e fala pouco sobre os custos que serão impostos individualmente (no caso da Previdência) e a grupos (em eventuais cortes na saúde e na educação).

Limitar o aumento do gasto e reformar direito a Previdência são agendas abrangentes que nunca foram feitas, e que dependem do Congresso.

Como os mercados vêm "comprando" Temer, o vento a favor atual pode virar tempestade se as coisas começarem a dar errado.

O quadro  mostra que todo os emergentes têm sido beneficiados por investidores internacionais. Mas é o Brasil quem se sai melhor entre vários países, o que explica a valorização recente do real e da Bovespa. Uma reversão das expectativas, portanto, poderá ter impactos maiores justamente sobre nós.

Olhando para trás, aos trancos o Brasil produziu uma série de reformas modernizantes nas três décadas e governos pós redemocratização, em 1985. O país melhorou muito. E Temer agora quase não tem opção, a não ser avançar diante dos retrocessos de Dilma.

Ao assumir em 2011, Dilma já trazia eixos frouxos em seu discurso de posse: "erradicar a miséria", "garantir a estabilidade de preços", "eliminar travas que inibem o dinamismo da economia" e "simplificar o sistema tributário". Não fez nada disso. Na falta de uma agenda realmente ambiciosa e moderna, e ampliando gastos também com fins eleitoreiros, o resultado de seu governo é o que temos hoje: a escancarada insustentabilidade das contas públicas.

Esse talvez seja o maior legado de Dilma.

             


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Sesi 4.0

28/07


2016

Michelzinho é um fenômeno

Temer e Marcela Temer buscam Michelzinho, 7, na escola

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo

Michelzinho é um fenômeno. Aos 7 anos, o caçula do presidente interino já produziu três manchetes desde que o pai assumiu o poder. A primeira revelou sua vocação para as artes gráficas. Com o dedinho em riste, o menino escolheu a nova logomarca do governo federal.

"Ele olhou e falou 'que lindo!', com uma expressão de criança mesmo, verdadeira e emocional", contou o marqueteiro Elsinho Mouco ao repórter Silas Martí. Designers de verdade criticaram a marca, tão retrô quanto o lema "Ordem e progresso".

Duas semanas depois, Michelzinho demonstrou seu talento precoce para os investimentos. O jornal "O Estado de S. Paulo" noticiou que ele é proprietário de dois imóveis comerciais no Itaim Bibi. Somado, o valor dos conjuntos ultrapassa a cifra de R$ 2 milhões.

colunista José Simão observou que, aos 7 anos, só era dono de um punhado de bolas de gude. Temer informou que doou as posses ao herdeiro. Em 2014, ele declarou ter um patrimônio de R$ 7,5 milhões. Os números reais devem ser bem maiores, entre outros motivos, porque a lei eleitoral não obriga os políticos a atualizarem o valor de imóveis.

Nesta terça (26), Michelzinho voltou ao noticiário na condição de filho decorativo. Acompanhado da mulher, que é 43 anos mais nova, Temer foi buscá-lo numa escola particular de Brasília. Não foi uma mera atividade
familiar. A assessoria do Palácio do Planalto montou a cena e convocou a imprensa para registrá-la. Um cinegrafista da Presidência chegou a entrar no colégio. Pais de outros alunos reclamaram da presença dos repórteres.

Segundo auxiliares, a ideia era suavizar a imagem do interino. Pesquisas indicam que o estilo dele, excessivamente formal e quase sempre soturno, não atrai a simpatia dos eleitores. Temer tem manifestado o desejo de se tornar mais popular. Apesar de seus talentos, é possível que nem o fenômeno Michelzinho consiga operar este milagre. 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Ramilson Correia de Carvalho

Ele seria excelente como manequim de funeraria.


Odonto Personalité

28/07


2016

Cunha se despede da residência oficial com churrasco

Cunha reúne 50 convidados, a maioria funcionários, com cerveja e música sertaneja

O Globo - Guilherme Amado

A tarde desta quarta-feira foi de despedida para Eduardo Cunha e Cláudia Cruz, que receberam cerca de 50 convidados em um churrasco na residência oficial da presidência da Câmara dos Deputados, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Os anfitriões abriram os jardins da casa para funcionários e seguranças da Polícia Legislativa que vêm lhes servindo desde o começo do ano passado. Garçons serviam cerveja de garrafa e diferentes carnes em esquema rodízio, enquanto uma cantora, com violão, entoava música sertaneja.

Apesar do dia ensolarado, Cunha não deixou de lado a gravata e a roupa social. Sem paletó, sentou-se ao lado dos funcionários, enquanto Cláudia Cruz fazia fotos do almoço. O clima era de diversão e Cunha chegou a cantarolar.

Embora esteja com as contas e os bens bloqueados pela Lava-Jato, Cunha afirmou ter pagado do próprio bolso o churrasco, organizado por uma empresa de buffet. Na semana passada, seus advogados pediram à Justiça Federal, em Curitiba, o desbloqueio de sua conta, sob o argumento de que a decisão comprometeria sua “sobrevivência”.

Continue lendo: Cunha se despede da residência oficial com churrasco


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Naipes

28/07


2016

Aumentar mpostos: silêncio; traz desgaste a Temer

Em relação a aumento de impostos, como aventou Meirelles, há debate no governo. A área política é contra. Ministros como Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Geddel Vieira Lima, da articulação política, dinamitam essa possibilidade. A área econômica é a favor, mas trata com cautela o assunto, porque ele traz desgaste político para Temer neste momento.

Sem aumento de impostos, a velocidade do ajuste fiscal tende a ser menor. Uma nova CPMF temporária ainda é a medida considerada mais eficaz para ajudar a fechar as contas públicas rapidamente e, assim, conquistar a confiança dos investidores com maior velocidade. Acontece que há resistências no Congresso e no empresariado.

Uma eventual CPMF temporária dependerá da força política de Temer após a aprovação do impeachment, da cassação de Eduardo Cunha, que é um fator que o governo considera como capaz de produzir instabilidade, e de uma decisão política de bancar uma medida impopular e que contraria empresários que apoiaram a ascensão do PMDB ao poder. Não é medida fácil, mas Temer não a descarta.  (Kennedy Alencar)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


28/07


2016

Esperando impeachment Temer compra tempo

Blog do Kennedy

A equipe econômica está comprando tempo enquanto aguarda a aprovação definitiva do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. Enquanto essa questão não for decidida, haverá uma incerteza a afetar as expectativas econômicas e a travar a aprovação de projetos mais duros no Congresso.

Por isso, a equipe econômica adota uma estratégia de manter, no gogó, no discurso, o sentimento de melhora das expectativas dos agentes econômicos em relação ao futuro.

É nesse contexto que devem ser entendidas a ata do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, e as declarações recentes do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

É fato que o governo Temer inspira mais credibilidade do que a gestão Dilma na área econômica. Isso acontece mesmo sem que tenham sido aprovadas medidas duras, mas feitas apenas promessas. Essa equipe tem credibilidade, o que ajuda a melhorar as expectativas em relação ao futuro da economia. Mas o que mais contribui para isso é o temor do retorno de Dilma ao poder.

Entre a volta de Dilma e a permanência de Temer, o mercado financeiro e os empresários já fizeram a sua aposta. Estão todos comprados na opção impeachment. Portanto, o Banco Central e o ministro da Fazenda estão fazendo o que podem enquanto ainda não possuem o capital político para travar batalhas mais duras no Congresso.

A tendência é que o impeachment ocorra no final de agosto e que Temer ganhe força para aprovar a emenda constitucional que fixa um teto para as despesas públicas e que consiga realizar alguma reforma da Previdência. É cada vez menor a chance de Dilma voltar. Só uma reviravolta ou um milagre político salvariam Dilma a essa altura do campeonato.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


28/07


2016

PF investiga "empresas" de ex-servidores da Petrobras

Leandro Mazzini - Coluna Esplanada

Pode-se considerar uma das filhotes da Operação Lava Jato o que vem por aí.

Ex-servidores de carreira da Petrobras aposentados acharam uma brecha malandra para abocanhar milhões de reais de forma fraudulenta da estatal.

Abriram consultorias de todas as naturezas – inclusive de comunicação – e ofereceram serviços sem licitações e notas geladas. A PF faz um pente fino em todos os contratos.

Por sua vez, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a caminho da guilhotina no plenário, encomendou levantamento informal a aliados para saber quantos votos teria contra sua cassação:

“Menos de 120″, contabilizou um fiel parlamentar.

Os bem pagos advogados recomendam ao deputado não renunciar ao mandato. Para a junta de defensores do peemedebista, o “tempo de renúncia'' passou.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

bm4 Marketing (turbinado)

28/07


2016

Deputados alertas: pressão para adiar queda de Cunha

Blog do Camarotti

Deputados da antiga oposição estão em alerta com o movimento de setores do governo que avaliam que é melhor votar o processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha somente depois do julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Um auxiliar palaciano demonstrou preocupação com a possibilidade da cassação de Cunha contaminar o processo de impeachment. Para parlamentares ouvidos pelo Blog, Cunha estaria mandando recados de que poderia fazer uma delação premiada com sua provável cassação. 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem afirmado que pretende votar a cassação de Cunha em agosto. “Cunha quer intimidar integrantes do seu partido, o PMDB. Mas não vai conseguir intimidar toda a Câmara”, ressaltou ao Blog um deputado tucano surpreso com o movimento para adiar a cassação de Cunha.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Márcio Calheiros

28/07


2016

Só restará escrever as memórias

Carlos Chagas

Com prazo de entrega dilatado até hoje, a presidente afastada Dilma Rousseff entrega sua defesa final no processo de impeachment. Rejeita a acusação de haver cometido crime de responsabilidade, quando no exercício do cargo.

Sua condenação definitiva pelo Senado é tida como certa, ainda que dependa de três senadores mudarem de posição, passando a absolvê-la. Caso essa hipótese inviável aconteça, retornará ao palácio do Planalto. Se os demais integrantes das bancadas mantiverem o voto anterior, nada feito.

Os cálculos da votação chegam a 61 senadores favoráveis à cassação de Madame.

Prevista para o final de agosto, a decisão tornará Michel Temer presidente definitivo, pronto para apresentar ao país seu plano de governo e dar início de fato ao mandato que se estenderá até 31 de dezembro de 2018.

A pergunta que se faz é sobre se, dessa vez, o Brasil conseguirá equilibrar-se, afastar a sombra da estagnação e retomar o crescimento econômico.

Quanto a Dilma, se instalará às margens do rio Guaíba, sem perder a impressão de haver sido injustiçada por manobra política de adversários e até de seus partidários. Ao contrário de presidentes da República alijados do poder, como Getúlio Vargas, Carlos Luz, Café Filho, Jânio Quadros, João Goulart e Fernando Collor, a presidenta não revela intenções de continuar na política. No máximo, escreverá suas memórias. A degola, muito mais política do que jurídica, deixará lição invulgar para seus sucessores. Mandatos e governos misturam-se ao sabor da competência e das conveniências. Só o cronista de futuro conseguirá definir os erros e a sorte de Dilma.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


27/07


2016

Proposta criminosa

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina proibiu a organização no estado de um plebiscito informal para questionar a população sobre a separação da região Sul do restante do país. O TRE-SC também pediu que a Polícia Federal investigue o caso, porque, segundo a decisão, tentar desmembrar parte do território nacional para constituir país independente é considerado crime com pena de prisão, que varia de quatro a 12 anos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Enquanto isso, o Tribunal Regional do Trabalho do Rio condenou uma promotora de Justiça a pagar R$ 30 mil a sua ex-empregada. A doméstica diz que, após mais de 17 anos de trabalho com ela, foi obrigada a pedir demissão após ser acusada de ter furtado joias da patroa. E, segundo os advogados Luciano Viveiros e Gabriella Salgado, tempos depois, agentes da Polícia Civil foram à casa da ex-empregada para um pente-fino, chamando a atenção da vizinhança. Não encontraram nada.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Coluna do Blog
TV - Blog do Magno
Programa Frente a Frente

Aplicativo

Destaques

Publicidade

Opinião

Publicidade

Parceiros
Publicidade
Apoiadores