Ipojuca

18/08


2018

Sob a tutela dos juízes

A Lei da Ficha Limpa é ruim, e o caso de Lula prova que é preciso revogá-la

Demétrio Magnoli – Folha de S.Paulo

Lula, “ficha-suja”, terá sua candidatura barrada. A eleição será legal, pois o veto obedece à legislação. Nem tudo o que é legal é legítimo. Mas a eleição sem Lula será legítima, pois a regra do jogo derivou de um consenso entre gregos e troianos, não de uma imposição unilateral.

O PT reconhecerá essa legitimidade, trocando Lula por Haddad. Na Presidência, em 2010, Lula sancionou sem vetos a Lei da Ficha Limpa, que contou com o voto unânime da bancada do PT. Legal e legítima, a eleição distorcerá um pouco mais a representação democrática. O fato inescapável é que 30% dos eleitores não poderão votar no candidato de sua preferência (que, por sinal, tem a rejeição de 54%).

O PT não tem direito de reclamar. Lá atrás, os poucos que ousaram criticar a Lei da Ficha Limpa (entre eles, este colunista) sofreram os previsíveis insultos das “correntes de opinião” petistas. De fato, o partido jamais reviu sua posição sobre a lei. Seus líderes dizem que a lei é boa, mas Lula deveria ser admitido como candidato pois teria sido condenado injustamente.

A implicação lógica do raciocínio seria adicionar à lei uma cláusula conferindo ao PT o privilégio exclusivo de revisar terminativamente as sentenças judiciais. A lei, porém, é ruim —e o caso de Lula prova que é preciso revogá-la.

A ideia da tutela do eleitor pelos juízes é estranha à tradição democrática. No Reino Unido, em abril de 1981, a morte súbita de um parlamentar provocou uma eleição avulsa no seu distrito, na Irlanda do Norte.

Para substituí-lo, os eleitores escolheram um certo Bobby Sands, 27, militante do Exército Republicano Irlandês (IRA), que cumpria pena numa penitenciária de Belfast. Sands morreu um mês depois, vítima da greve de fome conduzida por sua célula de prisioneiros, sem assumir sua cadeira. 

Na greve de fome, a célula reivindicava o estatuto de presos políticos aos condenados do IRA. Mas Sands não foi privado de liberdade por suas ideias, mas pela participação em um ato de terror. Foi na condição de preso comum que Sands disputou (e venceu) a eleição parlamentar.

Logo depois daquela eleição, o Parlamento aprovou uma lei vetando candidaturas de sentenciados a mais de um ano de prisão. Editada em meio à tragédia do conflito irlandês, a lei representou um retrocesso da democracia britânica: a intrusão do Poder Judiciário na esfera da representação popular.

O PT pode gritar o que quiser, mas Lula também não é um preso político, pois foi condenado pela prática de corrupção, por um tribunal independente que emitiu um veredito (certo ou errado) usando suas prerrogativas legais.

Lula deve cumprir a pena imposta pelos juízes. Contudo, assim como Azeredo, Cunha ou Dirceu, deveria ter o direito que não foi negado a Sands. Pelo simples motivo de que não compete aos juízes estabelecer limites ao exercício do direito de voto. 

Sem o desenlace da greve de fome, Sands seria diplomado mas não poderia comparecer às sessões parlamentares. Daí, nada: problema de seus eleitores, não dos tribunais —ou dos eleitores de outros. Sem a Ficha Limpa, Lula poderia concorrer. Triunfando, receberia a faixa presidencial, mas suas funções ficariam a cargo dos ministros.

Ridículo, certamente. Mas o que fazer se o povo decidisse ser governado por paus-mandados de um presidiário? Chamar o Mourão?

A Lei da Ficha Limpa transfere poder do povo para os juízes. Sua base filosófica é o conceito de que o eleitorado precisa da tutela de um estamento de sábios. Seus arautos fogem à obrigação de defender tal proposição antidemocrática, desviando o debate para o terreno “pragmático”: a lei reduziria a proporção de corruptos em cargos públicos.

A tese solicita a crença no pressuposto absurdo de que existe um estoque fixo de corruptos na sociedade. O Congresso eleito em 2014, sob a Ficha Limpa, é melhor que o eleito em 2010?


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Gravatá

18/08


2018

Sobrar para quem? maior capital natural do mundo

Novo governo vai decidir o destino do maior capital natural do mundo

Brasil concentra a maior quantidade de seres vivos conhecidos e catalogados pela ciência

André Trigueiro - Folha de S.Paulo

Embora essa informação não esteja presente nos debates nem nos discursos dos candidatos, é bom lembrar que quem vencer as eleições presidenciais de outubro vai comandar o destino da maior potência megabiodiversa do planeta. 

“Nenhum outro país do mundo é mais rico que o Brasil”, me disse em entrevista certa vez o economista indiano Pavan Sukdev, um dos responsáveis pelo TEEB (The Economics of Biosystem and Biodiversity), projeto adotado pela ONU para medir em valores monetários os serviços ambientais prestados pela natureza, como a polinização das abelhas ou a regulação do clima pelas florestas.

Único país do mundo com nome de árvore, o Brasil concentra a maior quantidade de seres vivos conhecidos e catalogados pela ciência, com inestimável potencial de exploração de medicamentos com alto valor agregado. 

Também somos o país com o maior estoque de água doce superficial de rio ou subterrânea, dos aquíferos Guarani e Amazônico.

O Brasil ainda tem a maior floresta tropical úmida do planeta, que ajuda a regular o clima, produz quantidades titânicas de água de chuva, estoca carbono nas árvores, entre outros serviços ambientais estratégicos.

“O Brasil é a capital global do capital natural”, diz Pavan Sukdev. “Ninguém além do Brasil tem tantas terras, com tantos ecossistemas naturais, tanta água doce. Vocês é que precisam dizer isso para o mundo.”

Em tempos de aquecimento global —e necessidade urgente de se investir em fontes limpas e renováveis de energia—, qual o valor da insolação do território brasileiro? Se fosse possível instalar placas fotovoltaicas em todos os telhados do país, sem nenhum metro quadrado a mais de área, a geração de energia superaria a soma de tudo o que é produzido hoje por várias fontes em todo o país. 

E o nosso vento? Quanto vale “o melhor vento do mundo” —unidirecional, forte e constante—, segundo avaliação de investidores e fabricantes de peças e equipamentos da próspera indústria eólica? 

Há dez anos, apenas 2 milhões de brasileiros eram abastecidos pela energia do vento. Hoje esse número chega a 67 milhões, e a energia eólica deverá encerrar o ano com uma capacidade instalada equivalente à da hidrelétrica de Itaipu. 

A registrar: a região do país mais bem aquinhoada de sol e de vento é justamente aquela que historicamente sempre foi a mais desassistida. Se o próximo governo não atrapalhar, o Nordeste continuará se beneficiando desses investimentos. 

Quem for eleito presidente será responsável por esse patrimônio único no planeta. É possível gerar emprego e produzir riqueza sem aumentar a destruição. Mas para isso é preciso primeiro encaixar o discurso e a prática nos trilhos do século 21. 


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ArcoVerde

18/08


2018

Ausente, Lula virou escada multiuso em debate

Josias de Souza

Lula desprezou várias oportunidades para colocar Fernando Haddad no pedestal de candidato oficial do PT ao Planalto. Acabou virando uma oportunidade que os outros candidatos aproveitam nos debates presidenciais. Na Rede TV!, a ausência de Lula tornou-se uma espécie de escada multiuso.

Bolsonaro chegou a produzir uma “cola”, para não esquecer de escalar seu cabo eleitoral invisível. Escreveu na mão: “pesquisas”, “armas” e “Lula”. Sobre Lula, disse que havia um púlpito reservado para ele no estúdio. Que teria sido retirado a seu pedido, pois lugar de bandido é na cadeia. Em verdade, a peça saiu de cena por vontade da maioria dos candidatos.

Alvaro Dias (Podemos), cuja plataforma é a refundação da República, com a  “institucionalização da Lava Jato”, tachou a candidatura de Lula de “encenação” e “vergonha nacional”. Apenas Guilherme Boulos, do PSOL, votou contra a retirada do púlpito de Lula do estúdio.

Sem a concorrência do PT, Boulos monopolizou o discurso de contestação. A exemplo do que ocorrera no primeiro debate, entoou uma pregação que fez lembrar o velho Lula da fase sindical, na década de 80. Seus ataques à “esculhambação” e aos “privilégios” do sistema político não levarão o PSOL ao Planalto. Mas o partido, nascido de uma costela do PT mensaleiro, abocanhará um pedaço do eleitorado que se sente órfão de Lula.

Um telespectador que se deixasse trair pelo sono imaginaria que o candidato de Lula na sucessão de 2018 é Henrique Meirelles, do MDB. O ex-ministro da Fazenda de Michel Temer repetiu à exaustão que não é político. Trocou a iniciativa privada pela presidência do Banco Central porque “o Lula chamou”.

Apropriando-se de uma obra coletiva, Meirelles jactou-se: “Criei 10 milhões de empregos” sob Lula. Sem mencionar o nome radioativo de Temer, o ex-ministro disse ter assumido a pasta da Fazenda para “consertar a bagunça da Dilma”. E produziu “mais dois milhões de empregos”.

Um brasileiro que integre a estatística em que o IBGE aponta a existência de 27 milhões de desempregados, desalentados e sub-remunerados no país, deve ter imaginado que Meirelles é candidato a presidente do Mundo da Lua. Com o hipotético apoio de Lula.

Boulos voltou a realçar os “50 tons de Temer” que coloriam a bancada de candidatos. Lembrou a entrevista em que Temer insinuou que o apoio dos partidos governistas do centrão fez de Alckmin o candidato do seu governo.

Meirelles sorriu amarelo. E Alckmin devolveu a provocação. Declarou que “os tons de Temer” são, na verdade, “avermelhados”. Lembrou que foram os companheiros petistas de Boulos que acomodaram Michel Temer na vice-presidência da República –“Duas vezes”, realçou.

Lula também compôs o pano de fundo de uma troca de amabilidades entre seus ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede). Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina perguntou a Ciro o que faria para resolver os conflitos em terras indígenas. Ex-titular da pasta da Integração Nacional, Ciro recordou que atuara junto com Marina para atenuar o problema no governo de Lula.

Para o bem ou para o mal, Lula foi utilizado como escada por quem quis. Só não foi aproveitado pelo petismo, que arrasta a candidatura-fantasma do seu líder como uma bola de ferro, longe das sabatinas e dos debates.


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Asfaltos

18/08


2018

Presidenciáveis vêm ao Nordeste catar eleitores de Lula

Candidatos se mobilizam para tentar conquistar 10 milhões de eleitores na região que dizem não ter um nome para presidente

Catarina Alencastro, Daniel Gullino, Eduardo Bresciani, Gustavo Schimitt, Maria Lima, Sérgio Roxo e Silvia Amorim – O Globo

Com o indeferimento da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestes a ser analisado pela Justiça Eleitoral, os principais candidatos à Presidência da República já se mobilizam para tentar conquistar o eleitorado lulista no mais tradicional curral eleitoral petista. O Nordeste tem 39,2 milhões de eleitores, 26% dos votos do país, e as pesquisas mostram que cerca de 10 milhões deles passam a se definir como indecisos ou declarar voto branco ou nulo no cenário em que Lula fica ausente da disputa.

Único nordestino entre os principais candidatos e um dos maiores beneficiários da ausência de Lula no pleito, o candidato do PDT, Ciro Gomes, estará hoje em seu estado, o Ceará, para o lançamento da candidatura ao Senado do seu irmão, o ex-governador cearense Cid Gomes. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, acredita que há espaço para crescimento do cearense e que o “plano B” do PT, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que deve herdar a candidatura de Lula, terá dificuldades para conquistar os nordestinos.

— O eleitor do Nordeste nunca nem ouviu falar de Haddad. É um nome difícil de falar — ironiza Lupi.

Ex-ministra de Lula, a candidata da Rede, Marina Silva, que também angaria votos nas pesquisas sem o petista, vai concentrar suas agendas na região a partir de segunda-feira. Marina tem eventos em Fortaleza e Recife. De olho nos votos dos milhões de beneficiários do Bolsa Família na região, Marina centrará o discurso na ampliação de programas de transferência de renda.

O PT, que ainda insiste no discurso da candidatura de Lula, foca pesado em agendas de campanha com Haddad. Ainda no papel de vice, ele visitará cinco estados nordestinos só na semana que vem.

HADDAD EM CINCO ESTADOS

Ontem, Haddad foi ao Piauí e fez campanha ao lado do governador petista Wellington Dias, que busca a reeleição. A partir de terça-feira da semana que vem, ele fará um giro de cinco dias pelos estados da Bahia, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Maranhão.

Para ficar mais conhecido, Haddad buscará pegar carona em sete governadores que buscam a reeleição no Nordeste.

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, vai tentar criar um vínculo com a região visitando Crateús, a cidade natal de seu sogro no interior do Ceará. Ele diz que as recepções obtidas nos aeroportos nordestinos provam seu potencial. A ideia de ir a Crateús, a 350 quilômetros de Fortaleza, deve ser implementada nas próximas semanas. Ele prevê ainda visitar Recife, terra do presidente licenciado do PSL, Luciano Bivar. Para os apoiadores do capitão da reserva, a piora nos indicadores de segurança pública nas principais cidades da região fortalecem seu nome.

Para Geraldo Alckmin (PSDB), a busca por votos no Nordeste ainda não é uma prioridade. O tucano vai concentrar forças no Centro-Sul do país, onde é mais conhecido e tem perdido eleitores para outros concorrentes, como Bolsonaro. Isso não significa, entretanto, que Alckmin ficará ausente do Nordeste. O candidato deverá visitar alguns estados onde não esteve durante a pré-campanha, como Ceará, Alagoas e Rio Grande do Norte. O discurso para a região será na segurança. Uma das propostas é implantar no Nordeste o primeiro batalhão da Guarda Nacional que ele promete criar para substituir a Força Nacional de Segurança.

Alvaro Dias também concentra, até agora, seu eleitorado no Centro-Sul do país. Embora não tenha viagens agendadas para a região nos próximos dias, o senador aproveitou a pré-campanha para visitar o Nordeste e destinou um trecho do seu programa de governo para os problemas locais, onde a “crise social é muito mais grave e aguda”. Como faz a defesa da Lava-Jato e elogios ao juiz Sergio Moro, que pretende chamar para ser seu ministro, Dias sabe que dificilmente atrairá o eleitor de Lula, mas aposta no voto contra o PT. 


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18/08


2018

A cola e a cor da cueca de Bolsonaro

Perguntado sobre cola, Bolsonaro responde: 'Quer saber a cor da minha cueca?'

Mais quente do debate: antes de pergunta para Marina, deputado escreveu em sua mão pesquisa, armas e Lula

Sergio Roxo - O Globo

Durante o debate da "RedeTV!", na noite desta sexta-feira, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) foi flagrado consultando uma cola em sua mão esquerda, em que era possível ler temas para perguntas. Ao final do programa de TV, ao ser questionado sobre isso, reagiu de forma ríspida:

— Qual o problema? você sabe o que está escrito aqui? Quer saber mais o quê. a cor da minha cueca? Vai plantar cebola, vai plantar batata... — disse.

Além de ser flagrado lendo a sua própria mão antes de perguntar para a candidata da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, sobre sua posição em relação ao porte de armas, Bolsonaro também foi protagonista do principal momento da noite, exatamente no duelo com a ambientalista.

Nas anotações em sua mão, Bolsonaro elencou três temas: pesquisa, armas e Lula.

A ex-senadora negou prontamente que era contra o porte de armas e buscou recuperar a declaração de Bolsonaro em um embate anterior, com Henrique Meirelles, quando o deputado disse que a CLT já garante salário igual para homens e mulheres.

Marina afirmou que Bolsonaro não sabe “o que significa uma mulher ganhar um salário menor, ter a mesma competência e ser a primeira a ser demitida”, acusando o candidato do PSL de “não se preocupar” com a questão.

Marina afirmou que o adversário não sabe “o que significa uma mulher ganhar um salário menor, ter a mesma competência e ser a primeira a ser demitida”, acusando o candidato do PSL de “não se preocupar” com a questão.

— Quando se é presidente, tem que fazer cumprir o artigo 5º da Constituição, que diz que nenhuma mulher deve ser discriminada, e não fazer vista grossa.

Bolsonaro contra-atacou chamando a candidata da Rede de “uma evangélica que defende aborto e maconha”.

— Você não sabe o que é uma mulher ter um filho jogado no mundo das drogas. Eu defendo a mulher, inclusive a castração química para estupradores. Você não pode me interromper.

Em seguida, Marina encerrou com a declaração mais incisiva:

— Você acha que pode resolver tudo no grito, na violência. Nós somos mães, educamos nosso filhos. Você fica ensinando para os jovens que têm de resolver as coisas na base do grito, Bolsonaro. Outro dia, você pegou a mãozinha de uma criança e ensinou a atirar. Você sabe o que a Bíblia diz sobre ensinar uma criança? A Bíblia diz que se deve ensinar à criança o caminho que deve andar. É esse ensinamento que você quer dar ao povo brasileiro? — questionou Marina

Bolsonaro, além da pergunta sobre armamentos para a ex-ministra, também fez um comentário sobre o ex-presidente e candidato ao Planalto que está preso em Curitiba. Luiz Inácio Lula da Silva teve sua participação negada no debate pela Justiça.

Por conta disso, a organização do evento havia decidido que um púlpito vazio representaria simbolicamente o petista. Um acordo majoritário entre as lideranças partidárias e a organização do debate, porém, acabou por retirar o que seria o nono assento pouco antes de seu início. Bolsonaro questionou a decisão, mas foi respondido prontamente pelos mediadores.


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18/08


2018

Diferenças substantivas

Os programas dos 13 candidatos a presidente da República 

Programas indicam o lugar no espectro ideológico em que presidenciáveis desejam se colocar

André Singer – Folha de S.Paulo

Vale a pena conhecer os programas dos 13 candidatos a presidente da República que pediram o registro até a última quarta-feira (15) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), fim do prazo legal para fazê-lo.

Ainda que da teoria à prática haja um espaço importante, os textos indicam o lugar no espectro ideológico em que os postulantes desejam por ora se colocar. Itens chave, como a posição diante da reforma da Previdência, revelam diferenças significativas entre eles.

Lula (PT), ainda que deixe uma porta aberta no tratamento do funcionalismo, rejeita “os postulados das reformas neoliberais da Previdência Social, em que a garantia dos direitos das futuras gerações é apresentada como um interesse oposto aos direitos da classe trabalhadora e do povo mais pobre no momento presente”.

Não adere, portanto, ao diagnóstico do mercado, segundo o qual a mudança previdenciária é essencial para o ajuste das contas públicas.

Não chega, é claro, ao ponto alcançado por Guilherme Boulos (PSOL), que propõe a criação de um sistema público unificado de aposentadorias integrais, mas distancia-se dos meios financeiros, para quem a reforma é sagrada. 

Diferentemente de Ciro Gomes, que, no mesmo campo popular, defende a necessidade da reforma e propõe a “implementação de um sistema previdenciário multipilar capitalizado”. Apesar de propor, como Lula e Boulos, a revogação do teto de gastos, no que diz respeito à Previdência o pedetista conversa com o mercado.

É nítido o gradiente formado do centro para a esquerda. 

No polo oposto, Jair Bolsonaro (PSL), igualmente favorável ao sistema de capitalização, afirma que sanar o déficit da Previdência é crucial para “atingir um superávit primário já em 2020”, uma de suas metas primordiais. Não é à toa que o capitão reformado angaria aplausos entre empresários. 

Na mesma direção, Geraldo Alckmin (PSDB), cujo documento é exíguo na comparação com os demais, compromete-se a “eliminar o déficit público” e a “criar um sistema único de aposentadoria, igualando direitos e abolindo privilégios”. 

Curiosamente, foi Marina Silva (Rede), mais moderada em outros aspectos, quem optou por levantar a bandeira da idade mínima na reforma previdenciária, que considera “incontornável”. Com a ambiguidade do tucano e o sincericídio da ambientalista, o dégradé no campo que vai do centro para a direita ficou menos evidente.

Em que pesem as habituais vaguezas e generalidades, os documentos depositados permitem uma opção relativamente esclarecida por parte do eleitor a respeito de problemas relevantes. Se a democracia puder funcionar, opções substantivas começarão a ser tomadas em 7 de outubro. 


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Bm4 Marketing 2

18/08


2018

Ringue no debate: só Marina levou Bolsonaro às cordas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANÁLISE

Só Marina, ao encurralar Bolsonaro, aproveitou formato de ringue no debate

Embate prometia MMA, mas entregou mais um Telecatch, com candidatos levantando a bola alheia

Igor Gielow – Folha de S.Paulo

O formato de embate direto entre os presidenciáveis prometia melhorar um pouco o grau de sonolência proporcionado pelo debate promovido pela RedeTV! e a revista IstoÉ. Não deu muito certo, os postulantes não buscaram fazer do círculo central um octógono de MMA.

A exceção ocorreu quando Marina Silva (Rede) deixou Jair Bolsonaro (PSL) sem resposta ao usar de sua condição de mulher para criticar as posições do deputado minimizando a desigualdade de oportunidade no mercado de trabalho. Ela o encurralou fisicamente, aproximando-se do candidato.

Ela ainda engatou uma réplica no campo em que o candidato transita, o dos evangélicos pentecostais, e buscou pespegar-lhe a pecha de intolerante com um questionamento maternal, falando de crianças. Isso mira apoiadores menos firmes de Bolsonaro; se funcionará quando explorado à frente, é outro ponto.

No geral, foi apresentado mais um ringue do Telecatch, o mítico programa de TV de lutas coreografadas do fim dos anos 1960. Ou seja, marmelada em perguntas sem agressividade e destinadas a dar o máximo de tempo para ambos os presentes a expressarem o que consideram planos.

Uma variante para adicionar colorido ao evento foi, como no debate da Bandeirantes na semana passada, a presença de Cabo Daciolo (Patriota). O candidato encarnou um pastor, com uma bíblia na mão e tudo, enunciando a palavra do Senhor praticamente a cada intervenção.

Daciolo é o resumo desse modelo de debate numa eleição fragmentada: apenas o histrionismo corta o bocejo, mas leva a questionamentos sérios sobre os limites da legislação que rege os debates. Oito candidatos não discutem, fazem autoelogios —ou pregação nonsense, no caso de Daciolo, talvez com a única exceção: quando disse que "tudo era um teatro".

O irmão ideológico mais velho de Daciolo, Bolsonaro, teve um desempenho pior do que o zero a zero da semana passada. Além do episódio com Marina, enrolou-se ao falar de orçamento, demonstrando insegurança ao apelar aos indefectíveis "meus economistas". Como na Bandeirantes, falou o que seus apoiadores fiéis e detratores queriam ouvir. Mais do mesmo.

Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) fizeram um ensaio de duelo sobre cobrança de impostos estaduais —um avanço na teoria, assim como uma certa prevalência de temas econômicos, mas expressado de forma ininteligível para o espectador.

No mais, ambos levantaram a bola um para o outro em diversas oportunidades. Cenas para serem exibidas, com o tom professoral, no horário eleitoral que começa no próximo dia 31.

Marina e Alvaro Dias (Podemos) fizeram a outra dobradinha propositiva da noite. Ambos estavam mais soltos do que na semana passada, falando de forma mais articulada. Marina também fez uma troca de amabilidades com Ciro, ambos ex-ministros do governo Lula que são.

De seu lado, Dias foi feliz também ao colar em Alckmin a imagem negativa de sua aliança com o centrão. O tucano, por sua vez, abandonou a defesa da necessidade de coalizão e insistiu na necessidade de uma reforma política, prova de que a vacina testada no primeiro debate não foi considerada eficaz em análise de sua equipe.

Também melhorou o desempenho Henrique Meirelles (MDB), embora o trabalho no campo da dicção e da clareza ainda esteja longe de resolver a questão. E colocá-lo na posição de inquisidor contra Bolsonaro, falando sobre direitos femininos, não funciona: o deputado usou o ex-ministro como escada. Marina foi muito mais incisiva, por motivos mais ou menos óbvios.

Meirelles protagonizou uma suave altercação com Guilherme Boulos, trocando ironias e sorrisos no centro do palco. O candidato do PSOL, aliás, abandonou a defesa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que marcou sua apresentação na Bandeirantes. Apenas protestou, antes do começo do debate, pela ausência do púlpito vazio de Lula.

O petista, largamente ausente no debate anterior, foi citado aqui e ali. Reflexo da exposição que o registro de sua virtualmente inviável candidatura teve nos últimos dias. O alvo ali não era Lula, e sim Fernando Haddad, o poste indicado para tomar o lugar do ex-presidente.

As apresentações iniciais, que respondiam sem responder a perguntas atribuídas ao público, e as considerações finais apenas reforçaram o que cada candidato quer colar como sua marca. Alckmin, o preparado. Bolsonaro, a ruptura. Ciro, o homem do SPC. Dias, o defensor da Lava Jato. Marina, a compassiva. E por aí foi.


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18/08


2018

Debate: candidatos mais à vontade, sem ideias novas

Desemprego foi o grande tema do encontro

Letícia Sander – O Globo

Os candidatos estavam claramente mais soltos ontem, no debate da RedeTV! do que na semana passada, no encontro da Band. Tiveram mais facilidade para respeitar o cronômetro e ficaram razoavelmente dentro dos assuntos propostos. O formato também era menos engessado. No primeiro bloco os candidatos tiveram a chance de um confronto direto: eram chamados ao centro do palco, onde ficavam frente a frente.

O debate já se aproximava do fim quando Marina Silva (Rede) tirou Jair Bolsonaro (PSL) do sério. Não foi por planejamento ou estratégia. O líder das pesquisas nos cenários sem Lula vinha sendo poupado no debate quando numa pergunta sobre porte de armas, praticamente mandou a candidata da Rede se calar.

Tirando o embate com Marina, Bolsonaro não foi trazido ao centro dos ataques. Mesmo com a campanha em curso, os adversários parecem ainda não saber lidar com o candidato.

Marina vinha apagada, pouco acionada pelos adversários. Mas aproveitou a deixa para imprimir publicamente no adversário a pecha de intolerante que, longe dos embates deste gênero, frequentemente lhe é imputado.

Um dia depois de o IBGE mostrar que faltam trabalho e perspectiva a 27 milhões de brasileiros, o desemprego foi o grande tema. Apareceu na fala de praticamente todos os candidatos. A dúvida é se o eleitor conseguiu fixar na cabeça uma ideia de como combater o problema.

Na primeira parte do debate, houve mais discordâncias do que propriamente confrontos. Ciro e Alckmin concordaram sobre a criação de um imposto único sobre consumo; Bolsonaro e Cabo Daciolo fizeram um jogral com críticas a aborto e liberação das drogas; Marina e Álvaro Dias fizeram uma tabelinha para falar contra corrupção.

Praticamente ignorado na Band, Lula virou tema. O debate começou com um anúncio de que o púlpito vazio reservado ao petista havia sido retirado.

Henrique Meirelles foi um dos que votaram para retirar o púlpito de Lula, mas tentou pegar carona na popularidade do ex-presidente logo na primeira resposta, ao citar que foi presidente do Banco Central durante seus dois governos: “Criamos dez milhões de empregos”.


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marcos

VOVÊ QUER QUE SEU FILHO APRENDA A SER GAY NA ESCOLA? ........HADDAD O CANDIDATO DO KIT GAY. ........//////.....“Kit gay” preparado pela gestão de FERNANDO HADDAD na educação foi o primeiro a propor “transgêneras” em banheiro feminino. Esse rapaz sempre dando boas idéias… Lembram-se do material preparado pelo Ministério da Educação, sob o comando de Fernando Haddad, para ser veiculado nas escolas? Um deles fazia a apologia da bissexualidade: dizia que um bissexual tem 50% a mais de chance de ter com quem sair no fim de semana já que gosta de meninas e meninos. Por Reinaldo Azevedo

Fernandes

NA PESQUISA , LULA NÃO PARA DE SUBIR E HADDAD ENCOSTA EM BOLSONARO



18/08


2018

Falha põe em risco a coligação de Alckmin no TSE

Ao menos três partidos da coligação de Geraldo Alckmin deram margens a questionamentos à coligação do tucano no TSE. Os registros que constam no tribunal mostram que PRB, Solidariedade e PR não atualizaram as atas de suas convenções.

Os documentos que essas siglas enviaram à corte informam apenas que a decisão de se aliar ao tucano foi delegada às executivas de cada partido. Esse colegiado teria que ter formalizado depois as opções pela coligação com Alckmin –o que não foi feito junto ao TSE.

Se o questionamento do MDB à falha formal vingar, o TSE poderá determinar que o tempo de propaganda a que essas siglas têm direito seja redistribuído entre os outros candidatos. Um revés deste tipo seria péssimo para o PSDB, que aposta no horário eleitoral para fazer a campanha de Alckmin deslanchar.(Folha Painel)


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marcos

VOVÊ QUER QUE SEU FILHO APRENDA A SER GAY NA ESCOLA? ........HADDAD O CANDIDATO DO KIT GAY. ........//////.....“Kit gay” preparado pela gestão de FERNANDO HADDAD na educação foi o primeiro a propor “transgêneras” em banheiro feminino. Esse rapaz sempre dando boas idéias… Lembram-se do material preparado pelo Ministério da Educação, sob o comando de Fernando Haddad, para ser veiculado nas escolas? Um deles fazia a apologia da bissexualidade: dizia que um bissexual tem 50% a mais de chance de ter com quem sair no fim de semana já que gosta de meninas e meninos. Por Reinaldo Azevedo



18/08


2018

Cármen Lúcia deixa presidência e muda o jogo no STF

A migração de Cármen Lúcia da presidência do STF para a Segunda Turma da corte, em setembro, fará do ministro Celso de Mello, o decano, voto decisivo na maioria dos processos polêmicos vinculados à Lava Jato.

As apostas na corte hoje vão na direção de que ela tenderia a votar mais alinhada com Edson Fachin, equilibrando o jogo com os garantistas Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho ainda não enviou lista tríplice votada há mais de uma semana para escolha do novo ministro da corte. Internamente, o gesto é visto como uma forma de ganhar tempo para ver se o nome mais afeito a ele consegue apoio para ficar com a vaga. A lista deve ser enviada a Michel Temer, que escolherá um dos apontados.  (Folha Painel)


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marcos

VOVÊ QUER QUE SEU FILHO APRENDA A SER GAY NA ESCOLA? ........HADDAD O CANDIDATO DO KIT GAY. ........//////.....“Kit gay” preparado pela gestão de FERNANDO HADDAD na educação foi o primeiro a propor “transgêneras” em banheiro feminino. Esse rapaz sempre dando boas idéias… Lembram-se do material preparado pelo Ministério da Educação, sob o comando de Fernando Haddad, para ser veiculado nas escolas? Um deles fazia a apologia da bissexualidade: dizia que um bissexual tem 50% a mais de chance de ter com quem sair no fim de semana já que gosta de meninas e meninos. Por Reinaldo Azevedo



18/08


2018

Supremo pode ignorar documento da ONU pró Lula

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

A tendência do Supremo, segundo quatro ministros consultados pelo Painel, é ignorar o documento de colegiado da ONU que prega a manutenção da candidatura de Lula. Os juízes dizem que não há efeito vinculante e que a força da declaração do Comitê de Direitos Humanos junto ao Judiciário é a mesma de uma “ata de reunião de condomínio”. O PT, porém, vai tentar faturar politicamente. Dirigentes da sigla querem usar a peça na estreia do partido no horário eleitoral gratuito.

Um integrante do STF diz que não há sentindo em dar vazão a questionamentos sobre a cassação de direitos políticos prevista na Lei da Ficha Limpa –e em vigor há quase oito anos. Ele lembra que muitos políticos já foram impedidos de disputar com base no dispositivo sem que houvesse alarido.

O PT sabe que a chance de uma mudança de rumo no Judiciário é quase nula, mas quer usar o texto da ONU para criar constrangimento. Ao comentar o fato com um interlocutor, Fernando Haddad, hoje vice de Lula, resumiu: “Se não o registrarem agora, para o mundo o Lula será um preso político”.


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marcos

VOVÊ QUER QUE SEU FILHO APRENDA A SER GAY NA ESCOLA? ........HADDAD O CANDIDATO DO KIT GAY. ........//////.....“Kit gay” preparado pela gestão de FERNANDO HADDAD na educação foi o primeiro a propor “transgêneras” em banheiro feminino. Esse rapaz sempre dando boas idéias… Lembram-se do material preparado pelo Ministério da Educação, sob o comando de Fernando Haddad, para ser veiculado nas escolas? Um deles fazia a apologia da bissexualidade: dizia que um bissexual tem 50% a mais de chance de ter com quem sair no fim de semana já que gosta de meninas e meninos. Por Reinaldo Azevedo



18/08


2018

ONU pede que Brasil rasgue suas leis por Lula

Josias de Souza

Colecionadora de derrotas nos tribunais brasileiros, a defesa de Lula obteve uma vitória no Comitê de Direitos Humanos da ONU. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, o órgão anotou que “pediu que o Brasil tome todas as medidas necessárias para garantir que Lula possa usufruir e exercitar seus direitos políticos enquanto está na prisão, como um candidato nas eleições presidenciais de 2018″.

Na prática, o comitê da ONU pediu, com outras palavras, o seguinte: “Brasil, mande às favas as decisões judiciais adotadas contra Lula —da primeira à quarta instância. Em seguida, rasgue a legislação para permitir que um preso inelegível dispute a honorável posição de presidente da República.” Tais providências transformariam o Brasil numa republiqueta. Mas o órgão da ONU está pouco se lixando.

Deve-se a novidade a um pedido feito pela defesa de Lula ao comitê da ONU em 27 de julho. Sem ouvir o Estado brasileiro, os responsáveis pela recomendação concluíram que Lula deve ter: ''acesso apropriado à imprensa e a integrantes de seu partido político''. E não pode ser impedido de ''concorrer às eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final''.

Leia o artigo na íntegra clicando ao lado: ONU pede que Brasil rasgue suas leis por Lula - Política - Política


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marcos

Documento da ONU tem validade de ‘ata de reunião de condomínio’ ...... ////// ...... Quatro ministros do STF disseram que a tendência da Corte é ignorar a tal “liminar da ONU” para que Lula possa concorrer à eleição. Os juízes explicam o óbvio: não há efeito jurídico vinculante e a força da declaração do Comitê de Direitos Humanos junto ao Judiciário é a mesma de uma “ata de reunião de condomínio”.

marcos

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18/08


2018

Desqualificar conselho da ONU é jogada rasteira

Quando assina um tratado, país deveria cumpri-lo

Blog do Kennedy

Se assina um tratado internacional, um país assume o compromisso de cumpri-lo. O Itamaraty deveria ser o primeiro a defender tal posição. Rasgar um tratado porque ele deu vitória jurídica liminar a Lula no direito internacional fragilizará ainda mais o Brasil na arena mundial.

É fato que o STF tem a palavra jurídica final no Brasil. A soberania nacional, prevista na Constituição, sustenta tal posição. Mas, tecnicamente, o Itamaraty e o sumido ministro da Justiça estão defendendo o descumprimento de uma decisão liminar do direito internacional, fruto de um acordo que o país assinou. Devem arcar com as consequências disso no âmbito internacional.

O Brasil é signatário do Pacto de Direitos Civis e Políticos, tratado que deu amparo à decisão do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o caso do ex-presidente Lula.

O órgão pediu que as autoridades brasileiras não impeçam o petista de concorrer nas eleições presidenciais até que estejam exauridos todos os recursos nos tribunais, obedecido o devido processo legal. O conselho não mandou libertar Lula.

Desqualificar o Comitê de Direitos Humanos da ONU é uma jogada rasteira, especialmente de mentes colonizadas que adoram invocar os Estados Unidos e a Europa para defender as suas ideias e diminuir o Brasil quando isso lhes convêm. Virou moda dizer que os estrangeiros não entendem o país. Parece que estão entendendo muito bem que Lula não tem sido tratado com imparcialidade e justiça.


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Documento da ONU tem validade de ‘ata de reunião de condomínio’ ...... ////// ...... Quatro ministros do STF disseram que a tendência da Corte é ignorar a tal “liminar da ONU” para que Lula possa concorrer à eleição. Os juízes explicam o óbvio: não há efeito jurídico vinculante e a força da declaração do Comitê de Direitos Humanos junto ao Judiciário é a mesma de uma “ata de reunião de condomínio”.

Fernandes

NA PESQUISA , LULA NÃO PARA DE SUBIR E HADDAD ENCOSTA EM BOLSONARO



18/08


2018

Bolsonaro confere “cola” na mão ao responder a Marina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Candidato olhou anotações com dizeres 'pesquisa', 'armas' e 'Lula'

O Globo

No penúltimo bloco do segundo debate entre os presidenciáveis, Jair Bolsonaro(PSL) foi flagrado conferindo anotações na própria mão momentos antes de fazer uma pergunta para Marina Silva (REDE) sobre o porte de armas. O deputado federal estava no centro do estúdio quando resolveu 'colar' três tópicos que havia escrito em sua pele: eram eles as palavras "pesquisa", "armas" e "Lula".

Bolsonaro, além da pergunta sobre armamentos para a ex-ministra, também fez um comentário sobre o ex-presidente e candidato ao Planalto que está preso em Curitiba. Luiz Inácio Lula da Silva teve sua participação negada no debate pela Justiça.

Por conta disso, a organização do evento havia decidido que um púlpito vazio representaria simbolicamente o petista. Um acordo majoritário entre as lideranças partidárias e a organização do debate, porém, acabou por retirar o que seria o nono assento pouco antes de seu início. Bolsonaro questionou a decisão, mas foi respondido prontamente pelos mediadores.


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marcos

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18/08


2018

Confronto Marina - Bolsonaro marca debate na Rede TV

Líderes das pesquisas sem Lula têm o primeiro enfrentamento da campanha

O Globo

Num debate em que candidatos evitavam fazer acusações pessoais e no qual o emprego predominou como tema, um enfrentamento entre Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede) foi o principal momento no encontro de presidenciáveis, ontem à noite, na RedeTV!. Foi a primeira vez na campanha que os dois, líderes nas pesquisas de intenção de votos nos cenários sem Lula (PT), tiveram um embate direto.

No final do quarto bloco, Bolsonaro escolheu Marina para perguntar se ela concordava com a ideia, defendida por ele, de liberar o armamento para a população. Marina respondeu que não, mas voltou ao tema da equiparação salarial entre homem e mulher. Pouco antes, Bolsonaro havia dito que o governo não tem como interferir no tema se a diferença ocorre no setor privado, e que não há muito a fazer pois a legislação já prevê equiparação.

Marina afirmou que o adversário não sabe “o que significa uma mulher ganhar um salário menor, ter a mesma competência e ser a primeira a ser demitida”, acusando o candidato do PSL de “não se preocupar” com a questão.

— Quando se é presidente, tem que fazer cumprir o artigo 5º da Constituição, que diz que nenhuma mulher deve ser discriminada, e não fazer vista grossa.

Bolsonaro contra-atacou chamando a candidata da Rede de “uma evangélica que defende aborto e maconha”.

— Você não sabe o que é uma mulher ter um filho jogado no mundo das drogas. Eu defendo a mulher, inclusive a castração química para estupradores. Você não pode me interromper.

Em seguida, Marina encerrou com a declaração mais incisiva:

— Você acha que pode resolver tudo no grito, na violência. Nós somos mães, educamos nosso filhos. Você fica ensinando para os jovens que têm de resolver as coisas na base do grito, Bolsonaro. Outro dia, você pegou a mãozinha de uma criança e ensinou a atirar. Você sabe o que a Bíblia diz sobre ensinar uma criança? A Bíblia diz que se deve ensinar à criança o caminho que deve andar. É esse ensinamento que você quer dar ao povo brasileiro? — questionou Marina, que ouviu aplausos da plateia e foi cumprimentada por Guilherme Boulos, candidato do PSOL. — Obrigado, Marina, por botar o Bolsonaro em seu devido lugar.

CIRO E ALCKMIN

Na maior parte do tempo, o emprego foi o principal ponto de discussão entre os presidenciáveis. O incremento da construção civil foi citada como um ponto de partida para a criação de novos postos de trabalho.

Em um embate entre Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB), o pedetista citou a proposta de renegociar a dívida das 63 milhões de pessoas inscritas no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) como um dos “motores da economia”, enquanto o tucano defendeu novamente a reforma tributária, com criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) que substituiria outros cinco tributos.

O candidato do PDT tentou associar o tucano ao governo Michel Temer, citando o apoio do PSDB à aprovação do teto de gastos públicos. Alckmin, por sua vez, tentou colar Ciro aos governos do PT:

— As contas públicas estouraram todas no tempo do PT. O resultado são 13 milhões de desempregados e total descontrole das contas públicas. (...) A PEC do teto foi uma vacina contra o PT e seus aliados.

Questionado por Henrique Meirelles (MDB) sobre seu plano para enfrentar o desemprego, Bolsonaro deu uma resposta vaga. O candidato do PSL disse que no governo Lula, quando Meirelles era presidente do Banco Central, o BNDES emprestava “para amigos do rei”, defendeu a desburocratização para a abertura de empresas e “desregulamentar muita coisa no Brasil” .

Já Alvaro Dias (Podemos) ligou os escândalos recentes de corrupção ao aumento do desemprego, porque, segundo ele, a crise “expulsou investimentos”. Sem explicar como atingiria a meta, prometeu criar 10 milhões de empregos e gerar um crescimento médio de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) ao ano.

Bolsonaro deu um passo além na sua proposta de aumentar a presença militar nas escolas:

— Vamos fazer a militarização das escolas. Trazer diretores vindos do meio militar, botar a garotada para aprender algo além de ideologia de gênero. Hoje, o professor está mais preocupado em não apanhar do que em ensinar.

Na dobradinha que mais se repetiu no debate, Ciro e Alckmin abordaram outra questão econômica: a política de juros. O pedetista fez questão de mostrar a divergência em relação ao modelo praticado nos governos do PT e do PSDB e criticou a queda no número de indústrias no país.

— Proponho política de comércio exterior sem favorecimento. Faz sentido importar gasolina sendo um dos maiores produtores de petróleo?

O tucano defendeu a redução de gastos do governo como uma medida para forçar a queda dos juros e, sobre o setor de óleo e gás, defendeu a atração de investimentos externos:

— A Petrobras não tem dinheiro para tudo. Precisa trazer investimento privado. Vou quebrar o monopólio do refino na prática e trazer investimento para o Brasil — afirmou Alckmin, que criticou o “corporativismo” da greve dos caminhoneiros.

SEM PÚLPITO PARA LULA

O único que citou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para dizer que ele não pode ser candidato, foi Alvaro Dias (Pode):

— Não é preso político, é político preso. É uma afronta, um violência à legalidade. É a vergonha nacional essa encenação de uma candidatura. Ou respeitamos o estado democrático de direito ou desistimos da democracia

A RedeTV ! pretendia deixar uma cadeira vazia, reservada para Lula. O petista foi convidado para participar do debate porque o PT registrou sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral.

Bolsonaro, no entanto, pediu a retirada do púlpito reservado para Lula. O candidato do PSL procurou a direção da RedeTV! cerca de 40 minutos antes de o debate começar. Houve uma consulta aos demais candidatos. Todos votaram contra, com exceção de Guilherme Boulos (PSOL).


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17/08


2018

ONU reconhece direito de Lula disputar a Presidência

O Comitê de Direitos Humanos da ONU acaba de se pronunciar oficialmente e afirma que Lula tem direito de ser candidato a presidente. A ONU determinou ao Estado Brasileiro que “tome todas as medidas necessárias para que para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido politico”

“E , também, para “não impedir que o autor [Lula] concorra nas eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final”.

O Comitê das Nações Unidas reconheceu a violação aos diretos humanos de Lula e que ele está na iminência de sofrer "danos irreparáveis". Segundo os advogados do ex-presidente, "nenhum órgão do Estado Brasileiro poderá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-Presidente Lula possa concorrer nas eleições presidenciais". 

Leia a íntegra do comunicado oficial dos advogados de Lula:

Nota à imprensa

Na data de hoje (17/08/2018) o Comitê de Direitos Humanos da ONU acolheu pedido liminar que formulamos na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25/07/2018, juntamente com Geoffrey Robertson QC, e determinou ao Estado Brasileiro que "tome todas as medidas necessárias para que para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido politico" e, também, para "não impedir que o autor [Lula] concorra nas eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final" (tradução livre).

A decisão reconhece a existência de violação ao art. 25 do Pacto de Direitos Civis da ONU e a ocorrência de danos irreparáveis a Lula na tentativa de impedi-lo de concorrer nas eleições presidenciais ou de negar-lhe acesso irrestrito à imprensa ou a membros de sua coligação política durante a campanha.

Por meio do Decreto Legislativo nº 311/2009 o Brasil incorporou ao ordenamento jurídico pátrio o Protocolo Facultativo que reconhece a jurisdição do Comitê de Direitos Humanos da ONU e a obrigatoriedade de suas decisões.

Diante dessa nova decisão, nenhum órgão do Estado Brasileiro poderá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-Presidente Lula possa concorrer nas eleições presidenciais de 2018 até a existência de decisão transitada em julgado em um processo justo, assim como será necessário franquear a ele acesso irrestrito à imprensa e aos membros de sua coligação política durante a campanha.

Valeska Teixeira Zanin Martins

Cristiano Zanin Martins


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marcos

Documento da ONU tem validade de ‘ata de reunião de condomínio’ ...... ////// ...... Quatro ministros do STF disseram que a tendência da Corte é ignorar a tal “liminar da ONU” para que Lula possa concorrer à eleição. Os juízes explicam o óbvio: não há efeito jurídico vinculante e a força da declaração do Comitê de Direitos Humanos junto ao Judiciário é a mesma de uma “ata de reunião de condomínio”.

marcos

VOVÊ QUER QUE SEU FILHO APRENDA A SER GAY NA ESCOLA? ........HADDAD O CANDIDATO DO KIT GAY. ........//////.....“Kit gay” preparado pela gestão de FERNANDO HADDAD na educação foi o primeiro a propor “transgêneras” em banheiro feminino. Esse rapaz sempre dando boas idéias… Lembram-se do material preparado pelo Ministério da Educação, sob o comando de Fernando Haddad, para ser veiculado nas escolas? Um deles fazia a apologia da bissexualidade: dizia que um bissexual tem 50% a mais de chance de ter com quem sair no fim de semana já que gosta de meninas e meninos. Por Reinaldo Azevedo

Fernandes

NA PESQUISA , LULA NÃO PARA DE SUBIR E HADDAD ENCOSTA EM BOLSONARO

marcos

E a ONU quer mudar o código de processo penal brasileiro é?

Cícero Ramos de Souza

Sabe o que legalmente isso vale? Absolutamente nada. O Luladrão vai continuar guardadinho no xadrez lá em Curitiba e com direito apenas a ser candidato se for para presidência da associação dos presidiários. Com efeito ele estar onde devem estar ladrões, corruptos como ele...NA CADEIA.



17/08


2018

Para Bolsonaro, são analfabetos os que o criticam

O presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL, atacou nesta tarde um eleitor que criticou seu programa de governo, segundo aponta reportagem de Cristian Favaro, no Estado de S. Paulo.

"No seu primeiro evento público desde o início oficial da campanha nas eleições de 2018, o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, participou da formatura de sargentos da Polícia Militar no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, nesta sexta-feira, 17. Rodeado de um segmento no qual costuma ter muitos eleitores, Bolsonaro se sentiu em casa e, entre afagos e tietagens, aproveitou para atacar os críticos que chamaram de superficiais suas propostas de governo", informa o jornalista.

"Eu não posso responder a esse analfabeto que falou isso", disse o candidato.

Em mais uma atitude polêmica, Bolsonaro posou para foto com várias crianças simulando, com elas, uma arma com as mãos.

"Não é mau exemplo. Eu era criança e brincava de bandido e mocinho. Hoje, as crianças estão brincando de bandido e bandido", diz o deputado Major Olímpio (PSL-SP), que o apoia e disputa uma vaga ao Senado.(BR 247)


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Wellington Antunes

Já tem bolsomino dizendo por aí que a ONU (Organização das Nações Ursal) é comunista.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

É isso mesmo. Tem de botar essa canalha no seu devido lugar. Bolsonaro e PT saudações.



17/08


2018

Meirelles empurra Temer para o colo de Alckmin

Josias de Souza

Henrique Meirelles conviveu durante dois anos com a podridão do governo de Michel Temer. Jamais se queixou. Na campanha presidencial, passou a fazer cara de nojo. Ensaiou um sorriso ao ler na Folha uma entrevista do ex-chefe. Nela, ao comentar a debandada dos partidos governistas para o ninho tucano, Temer declarou: “Se você dissesse: ‘Quem o governo apoia?’. Parece que é o Geraldo Alckmin, né? Os partidos que deram sustentação ao governo, inclusive o PSDB, estão com ele”.

Em condições normais, a infidelidade do padrinho deixaria Meirelles furioso. Mas a radioatividade de Temer derreteu a animosidade do ex-ministro da Fazenda, que soou compreensivo: “O presidente tem as suas preferências. As pessoas entendem que seria até favorável a mim. (…) É absolutamente normal. O presidente Temer tem as suas preferências e sua dinâmica pessoal. Ele exprime exatamente o que ele prefere do ponto de vista dele''. Mais um pouco e Meirelles faria o sinal da cruz com os dedos, exclamando para Temer: “Vade retro!”

Um repórter perguntou a Meirelles se ele está aliviado. “É você quem está falando isso”, balbuciou Meirelles, abrindo um sorriso. Temer havia apoiado o lançamento da candidatura de Meirelles porque queria na campanha alguém que o defendesse dos ataques. Deu errado. A aversão do ex-ministro expõe o tamanho real do presidente. Em final de mandato, as portas já não se abrem automaticamente na frente de Temer. Mas a fuga de Meirelles indica que isso logo deixará de ser um problema.  Temer não precisará que lhe virem a maçaneta. Passará por baixo da porta.


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17/08


2018

Presidenciáveis em 2º debate ainda hoje; Lula fora

Folha de S.Paulo

Candidatos à Presidência participam nesta sexta-feira (17) do segundo debate da corrida eleitoral antes do primeiro turno, que será realizado pela Rede TV, às 22h. O ministro do TSE Sérgio Banhos rejeitou o pedido de participação de Lula no programa. Confira o calendário de debates

Debate terá formato diferente

O debate da RedeTV! na noite desta sexta terá um formato diferente do primeiro, na TV Bandeirantes.

Um palco central será usado em um dos blocos pelos candidatos que forem fazer a pergunta a um adversário, num modelo semelhante ao usado em debates televisivos americanos.

No desenho de palco enviado aos candidatos com antecedência, uma cadeira estava reservada para o ex-presidente Lula, preso em Curitiba, que não participará. (Isabel Fleck)

Presidenciáveis chegam para debate na TV

Todos os candidatos chegaram aos estúdios da RedeTV, em Osasco, para o debate. Boulos (PSOL) foi o primeiro e Meirelles (MDB), o último. Além deles, vão participar os presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Cabo Daciolo (Patriota), Alvaro Dias (Podemos) e Marina Silva (Rede). (Guilherme Seto)


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17/08


2018

Campanha da Frente Popular chega ao Sertão

O Sertão do Moxotó recebeu a campanha da Frente Popular, hoje, com uma calorosa recepção para o governador e candidato à reeleição, Paulo Câmara (PSB), e os seus colegas de chapa, Luciana Santos (PCdoB), postulante a vice; e Jarbas Vasconcelos (MDB) e Humberto Costa (PT), que disputam o Senado. Aos gritos de “Paulo de novo, governador do povo”, cerca de mil pessoas lotaram uma casa de recepções, no município de Custódia. O espaço abrigou mais uma rodada do Prosa Política, evento organizado pelo PSB.

Emocionado com o carinho recebido, Paulo Câmara afirmou, ao lado do prefeito Manuca, que esse apoio o motiva ainda mais a seguir trabalhando para melhorar cada vez mais a qualidade de vida dos pernambucanos. "Vamos vencer essa eleição! E vamos vencer para poder fazer muito mais pelo novo povo, sobretudo para quem mais precisa. Esse é o nosso compromisso: trabalhar por um Pernambuco que assegure o melhor para a sua gente. É Pernambuco na frente!", bradou.

Logo depois, Paulo lembrou que Custódia recebeu importantes investimento do seu Governo, com destaque para ações na área de recursos hídricos. "Em parceria com a Compesa, a gente realizou uma série de alternativas para Custódia e região. E com o apoio de vocês, vamos fazer muito mais. Estamos investindo R$ 5 milhões para levar água às comunidades Carvalho, Cacimbinha e Torneiras. Isso só para citar algumas ações", reforçou.

Anfitrião, o prefeito Manuca ressaltou que o governador sempre foi um parceiro de Custódia, assegurando obras em diversas áreas, como na infraestrutura, por exemplo. "Só para se ter uma ideia, calçamos dez ruas e vamos calçar outras 42 com recursos do FEM. "O povo de Custódia lhe dará uma bonita vitória, governador, porque o senhor é o mais preparado e sempre presente. Olha as nossas necessidades e as encara com coragem", atestou.

Em sua fala, o senador Humberto Costa registrou que o segundo Governo Paulo Câmara conseguirá promover ainda mais ações para o povo pernambucano porque contará com o apoio do ex-presidente Lula, que voltará a comandar o Palácio do Planalto, pontuando um importante fato novo na disputa presidencial deste ano." Hoje, eu tenho uma notícia boa para vocês, talvez vocês ainda não tiveram conhecimento, mas a Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que reúne quase todos os países do mundo, tomou uma decisão afirmando que o presidente Lula não pode ser impedido de ser candidato e fazer a sua campanha e disputar a eleição", contou o petista, arrancando aplausos da população.

Também participaram do Prosa Política em Custódia o prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira (PSB), e os ex-prefeitos de Custódia, Nemias e José Esdras, além de vereadores do município e outras lideranças da região.


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