Versão Agreste Setentrional

23/05


2017

MPF pede condenação de Sérgio Cabral

Ministério Público Federal do Paraná apresentou no fim da noite de ontem as conclusões dos procuradores sobre processo da Lava Jato contra o ex-governador do Rio Sérgio Cabral. O MPF pediu a condenação de Cabral pelos crimes de corrupção passiva e 114 atos de lavagem de dinheiro.

A acusação diz que o ex-governador recebeu propina da Andrade Gutierrez em troca de contratos para obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Os procuradores afirmam que Cabral, junto do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, solicitou as propinas aos empreiteiros e indicou pessoas de confiança para receber os valores.

A ação pede ainda a condenação da ex-primeira dama Adriana Ancelmo e mais três pessoas. As defesas agora têm até o dia 5 de junho para apresentar as alegações finais. Após essa data, o juiz Sérgio Moro já pode dar a sentença.

O governador Sérgio Cabral tem dito que só fala sobre o processo na Justiça. Os outros citados ainda não foram localizados.


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Versão Sertão do São Francisco

23/05


2017

Loures entrega mala com R$ 500 mil na PF de SP

Do “Painel”, da Folha - O deputado afastado Rodrigo Rocha Loures entregou na sede da Polícia Federal, na noite desta segunda-feira (21), a mala com R$ 500 mil, informa Thais Arbex.

Em delação, Joesley Batista afirmou que Rocha Loures foi indicado pelo presidente Michel Temer para tratar de assuntos de interesse da JBS.

Na última vez que a mala havia sido vista, o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures saiu com ela de um estacionamento em São Paulo, em 28 de abril, e entrou correndo em um táxi.


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Versão Agreste Central

23/05


2017

A Lava Jato e o ritmo da reforma da Previdência

* Por Adriano Oliveira 

A Lava Jato é meritória. Ela dará a sua contribuição pedagógica para a política e o setor produtivo. A Lava Jato provoca crises. Os diversos eventos criados por ela revelam que as premissas apresentadas são verdadeiras. E em razão destas premissas, devo apontar saídas para o Brasil da Lava Jato.

Quando a Lava Jato revelou que na floresta existiam apenas maçãs vermelhas, muitos aplaudiram. Analistas diversos defendiam o império da Lei e o impeachment da então presidente da República, Dilma Rousseff. Neste instante, eu refletia sobre as consequências da Lava Jato para o futuro do Brasil.

Ao desvendar o sistema produtivo da política, a Lava Jato mostrou a necessidade da reforma política. Ao prender empresários e políticos, ela revelou que não só de pobres viverá a cadeia. Porém, a Lava Jato também produziu e produz crises política e econômica.

A diversidade de atores e agremiações partidárias envolvidas com supostas atos de corrupção enfraquece a Lava Jato. Um dia ela terá que findar. E quando isto ocorrer, alguém sugerirá que ela foi seletiva ou que foi vítima de um acordão. E o Brasil poderá estar em estados econômico e político desesperadores. Portanto, qual é a saída?

Pesquisas revelam que a maioria dos brasileiros é contrária a reforma da Previdência. Desde a era FHC, reformas da Previdência são propostas, e em nome da governabilidade, os presidentes não são ágeis na realização delas. Apesar da extrema necessidade da reforma da Previdência.  

O combate à corrupção pública tem extrema necessidade, pois a Lava Jato sugere que todos os políticos estão envolvidos com algum ato ilícito. A cada delação premiada, mais atores, mais partidos.  As crises não cessam. Então, indago: Caso a reforma da Previdência fosse realizada intensamente, de uma só vez, provocaria crises política e econômica?  

Diante de tantos atores envolvidos com supostos atos ilícitos, a Lava Jato deveria ter o ritmo das reformas da Previdência?  Se sim, o combate à corrupção pública continuaria a existir. Mas com precauções necessárias para que presidentes adquirissem condições de governabilidade com o objetivo de realizar as reformas que o Brasil precisa, inclusive a da Previdência. E com isto, superasse as crises política e econômica.   

Doutor em Ciência Política


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Versão Sertão do Moxotó

23/05


2017

Ex-governadores alvos de operação da PF em Brasília

Os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz e o ex-vice governador Tadeu Filippeli — também assessor especial do presidente Michel Temer — são alvos de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira. Contra os dois foram expedidos mandados de prisão, informou a PF. Nomeada "Panatenaico", a ação deve cumprir, ao todo, 15 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão temporária e três conduções coercitivas.

A operação é baseada em delação premiada da Andrade Gutierrez sobre um esquema de corrupção nas obras do estádio Mané Garrincha. De acordo com as investigações, o superfaturamento na construção chega a quase R$ 900 milhões — com custo previsto de R$ 600 milhões, o estádio saiu a R$ 1.575 bilhão ao fim de 2014. Trata-se da arena mais cara de toda a competição.

A renovação da arena seguiu modelo diferente ao dos outros estádios da Copa do Mundo do Brasil, financiados por dinheiro público, com empréstimos do BNDES. Na arena de Brasília, os aportes vieram da Terracap — companhia estatal do DF com 49% de participação da União — embora a companhia não tivesse essa operação financeira prevista entre suas atividades.

Sem estudos prévios de viabilidade econômica do Mané Garrincha, a Terracap encontra-se em estado de iminente insolvência. Segundo a PF, a suspeita é de que com a intermediação dos operadores, os agentes públicos tenham realizado um conluio e simulado etapas das da licitação.

A operação também mira agentes públicos, construtores e operadores de propina que atuaram durante três gestões do governo do Distrito Federal. O nome da operação, "Panatenaico", se refere ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, anteriores aos jogos olímpicos.

A arena dos helênicos, que tinha assentos de madeira, foi toda remodelada em mármore por Arconte Licurgo, no ano 329 a.C., e ampliado por Herodes Ático, no ano 140 d.C. Atingiu daí a capacidade para 50 mil pessoas. O estádio voltou a receber obras em 1895, para as Olimpíadas de 1896.


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23/05


2017

Coluna da terça-feira

      OAB vai arrastar Temer

A pior da notícia para o presidente Temer, que tenta resistir sem aparentar forças suficientes, veio com a conformação do pedido de impeachment pela Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB, a mesma que puxou o tapete de Collor e de Dilma. Ontem, o presidente da instituição, Claudio Lamachia, informou que apresentará, ainda nesta semana, à Câmara dos Deputados, um pedido de impeachment do presidente Michel Temer.

No último fim de semana, a OAB aprovou, por 25 votos a 1, entrar com o pedido de impeachment após se tornar público o conteúdo das delações dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo Lamachia, mesmo que a gravação de uma conversa entre Joesley e Temer (em 7 de março deste ano), entregue ao Ministério Público, tenha passado por algum tipo de edição, como argumenta a defesa do presidente, as declarações públicas de Temer sobre o episódio confirmam o teor do diálogo e "isso que é indiscutível".

"Não há definição sobre a data. Estamos elaborando a peça, com responsabilidade, isso tem que ser feito com calma. Asseguro a vocês que ainda no curso dessa semana estaremos protocolando", disse Lamachia, em entrevista à imprensa. Ao falar sobre o pedido de impeachment, Lamachia explicou que a peça em elaboração não leva em conta eventuais edições ou montagens na gravação da conversa entre Joesley Batista e Michel Temer, mas, sim, a atitude do presidente após o encontro, ocorrido no dia 7 de março.

"Mesmo que o áudio tivesse alguma edição, as duas declarações públicas de Temer confirmam o teor do diálogo. E isso que é indiscutível. A decisão da OAB levou mais em consideração o fato de o presidente ter escutado tudo que escutou e não ter feito nada em relação a isso, do que propriamente o conteúdo integral", afirmou o presidente da OAB.

MAIA RESISTE– O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), evitou responder, ontem, sobre se dará andamento a pedidos de impeachment do presidente Michel Temer. Ao ser questionado sobre o assunto, respondeu que a Casa "não será instrumento para desestabilização do Governo". Até à tarde de ontem, a Câmara já havia recebido 14 pedidos de impeachment de Temer. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deve entrar com mais um pedido ainda nesta semana. Do total de pedidos, nove foram protocolados desde a divulgação de informações da delação premiada dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista. Outros cinco já tramitavam na Casa anteriormente.

Firme com o chefe– Tão logo tomou conhecimento, ontem, de uma notícia infundada, segundo ele, dada pelo Estadão, dando conta de que teria entregado o cargo, o ministro da Educação, Mendonça Filho, que tem tido uma postura de lealdade ao presidente Temer, informou que permanece firme no Governo. “Qualquer posicionamento meu será precedido de conversa com o meu partido e com o próprio presidente Temer, com quem tenho e sempre tive respeito mútuo”, afirmou. O DEM, partido do ministro, tem reunião convocada para amanhã, em Brasília, na qual avaliará o cenário e a decisão de permanecer ou não no Governo.

Meirelles foge de especulações – O ministro Henrique Meirelles passou a manhã e o início da tarde de ontem em "conference call" (conferência por telefone) com investidores nacionais e estrangeiros. A principal dessas conferências foi organizada pelo banco J.P. Morgan, de Nova York. Cerca de 900 investidores acessaram a conferência.  No decorrer da conversa, a pergunta inevitável foi feita por um dos participantes: o presidente Michel Temer fica no cargo? Meirelles disse aos investidores que trabalha com a hipótese de permanência do presidente. Mas e se ele deixar o cargo, aceitaria substitui-lo?, quis saber outro investidor. Meirelles disse ser “um homem prático”, que trabalha com a realidade e que, na sua avaliação, o presidente segue no cargo.

Tucano fala em gravidade – O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse, ontem, que as delações da JBS contêm “denúncias gravíssimas”, com desdobramentos imprevisíveis. Tasso evitou ser taxativo quanto à permanência do PSDB na base aliada do presidente Michel Temer, mas afirmou ser preciso afastar uma “aventura” no País. “Num momento como este, não podemos jogar o País numa aventura”, insistiu o tucano. Antes de ser informado de que Temer havia mudado sua estratégia jurídica, desistindo do pedido de suspensão do inquérito contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF), Tasso mostrou desapontamento ao saber que a Corte não iria mais julgar o caso amanhã.

O calvário de LulaA força-tarefa da Operação Lava Jato denunciou, ontem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do Sítio de Atibaia, interior de São Paulo. Além do ex-presidente, também foram denunciados outros 12 investigados. A denúncia refere-se à propina de pelo menos R$ 128.146.515,33 pagas pela Odebrecht, em quatro contratos firmados com a Petrobrás, bem como a vantagens indevidas de R$ 27.081.186,71, pagas pela OAS, em três contratos firmados com a estatal.

CURTAS

CANDIDATO– Em Belo Jardim, cujas eleições suplementares foram marcadas para o dia 2 de julho, o prefeito afastado João Mendonça (PSB) já escolheu seu candidato: o vice-prefeito Luiz Carlos. Já o grupo do ministro da Educação, Mendonça Filho, que faz oposição ao ex-prefeito, trabalha para unir a oposição em torno de um nome, que será posto em discussão com o grupo do ex-deputado Cintra Galvão.

CRISE DO LEITE– A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Pernambuco, presidida pelo deputado Aluísio Lessa (PSB), realiza audiência pública na próxima sexta-feira, em Garanhuns, na Codeam, para discutir a crise do leite. A produção de leite está em queda de quase 50% desde 2011, quando eram mais de 900 milhões de litros produzidos no Agreste (responsável por 75% de toda a produção do Estado). Hoje, não passa de 480 milhões de litros.

Perguntar não ofende: Temer já está sendo embalsamado para o seu funeral? 


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Comentários

Wellington Antunes

Eu tô achando que Aecio fraudou as urnas eletronicas. Como é que o cara teve 50 milhoes de votos e eu não encontro um eleitor dele? Até entre os comentaristas de plantão aqui do Blog eu não encontro esses eleitores. Por que será? Alô Bicho Grilo.

marcos

Duas semanas de Temer...///... Michel Temer pode ser cassado pelo TSE em 6 de junho. Se isso ocorrer, ele será deposto por causa da propina repassada pela Odebrecht para Dilma Jumenta( na chapa corrupta PT/PMDB) e não pela propina repassada pela JBS para seu assessor. Não deixa de ser uma saída honrosa para ele. Chamem os paneleiros Vermelhinhos!

marcos

Hoje foi preso mais um Bandido PTista, Agnelo Queiros ( ex- PC de B ). Junto com bandidos do DEM e PMDB.

marcos

Joesley confirma em depoimento a Justiça: Eu dei propina a Dilma jumenta , depositei U$D 80.000.000,00 (oitenta milhões de dólares). A Muié honrada do Boça famia kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

marcos

Joesley confirma em depoimento a Justiça: Eu dei propina a Lula, depositei U$D 70.000.000,00 (setenta milhões de dólares) A Alma mais honesta do Brasil. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Flamac - 2

23/05


2017

Justiça Federal homenageia Palmares

O prefeito de Palmares, Altair Júnior (PMDB), recebeu, ontem, homenagem durante as comemorações do Jubileu de Ouro da reinstalação da sede da Justiça Federal em Pernambuco (JFPE), no auditório do edifício-sede da JFPE, no Jiquiá, no Recife. Na Mata Sul, Palmares é um dos 12 municípios que possuem subseções na JFPE. “A homenagem é uma demonstração de gratidão devido a parceria do município com o Poder Judiciário Federal”, destacou Altair. Algumas instituições também receberam o prêmio, entre elas a Procuradoria da União, a Procuradoria da Fazenda Nacional, a Defensoria Pública da União, o Ministério Público Federal, a OAB e a Caixa Econômica Federal.

No último fim de semanam o prefeito cumprriu mais um programa "Prefeitura no Campo", no Engenho Barra do Dia, com a participação de moradores dos engenhos Poço, Viola e Couceiro. "A Prefeitura no Campo está consolidado e tem sido positivo para a comunicação a população da zona rural. Nós temos essa responsabilidade com a comunidade. Ouvimos demandas da área da Saúde, Infraestrutura, Educação e agora vamos sentar com os secretários para dar esse retorno aos moradores", afirmou Altair. Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Francisco de Assis Alves, o programa surgiu a partir da necessidade de deixar todas as secretarias ainda mais próximas da zona rural. “O objetivo é, principalmente, levantar as necessidades da população", afirmpou. 


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FMO

23/05


2017

Câmara dá de dez a zero em Armando

* Valter Borges

O presidente do Partido do Ministro do Desemprego tem que entender que Pernambuco está de pé fazendo suas obrigações, buscando atravessar a maior crise econômica e política que se tem notícia com muito trabalho e responsabilidade. Pernambuco tem hoje a melhor educação pública do Brasil, mas isso não é importante para o Presidente do Partido do Ministro do Desemprego, pois quando é para melhorar a vida do povo, criar condições para que as novas gerações de pernambucanos tenham um futuro melhor, ele reclama do Governo, e espalha mentiras sobre o melhor governador do Brasil.

É fato é que muitos Estados do Brasil gostariam de ter um Governador como Paulo Câmara, responsável, trabalhador, que conhece de contas públicas, e que não deixou seu Estado quebrar. Agora, pergunte quantos gostariam de ter como seu representante um senador como Armando Monteiro, campeão de desemprego, tão ruim de serviço que quebrou todas as empresas que herdou do pai. A resposta é clara: nenhum!

Pernambuco já disse que não quer um quebrador de empresas em 2014, quando o deu a Paulo Câmara uma vitória esmagadora sobre o ministro do desemprego. E ele que não se meta a besta de querer levar outra surra. Pernambuco não quer um ex-empresário, que quebrou tudo que administrou, depois foi para o setor público ajudar a quebrar o Brasil, como fez Armando.

Ex-vereador e ex-eleitor de José Humberto


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Comentários

marcos

Meu Pai como esses BANDIDOS do PSB JOGAM sujo. Um partido que está melado junto com o PT em toda safadeza de CORRUPÇÃO tem a cara de Paulo de querer denegrir a imagem de um POLÍTICO exemplar e coerente feito Armando Monteiro, vocês do PSB não tem vergonha de ver todos os dias o Governo do PSB saírem em manchetes de Jornais que fez SAFADEZA e que é igual ao PT. Vocês estão achando que nós somos bobos, um dia vocês pedem e RENÚNCIA de TEMER, no outro dia vem uma delação que o Governador e o Prefeito, estão envolvidos, e ai, vão RENUNCIAR também, tenham vergonha e respeito um dos políticos mais honrados do Brasil. Parabéns ARMANDO MONTEIRO, você é um orgulho do povo pernambucano, enguanto esse Governador e o Prefeito, são um problema do Grupo JBS


Mobi Brasil 2

23/05


2017

Uma República de cabeça para baixo

Por Machado Freire

O que essas quadrilhas que assumiram o poder no Brasil (imaginem, através do voto popular) fizeram contra a maioria do nosso povo é algo  digno de uma profunda reflexão. E de uma resposta moral à altura da dignidade humana ! Eles  fomentaram as falcatruas da forma mais cavilosa e enganadora que se pode imaginar: engordavam o patrimônio das empresas ( só para citar duas,JBS  e Odebrechet) e passavam   a exigir muito dinheiro  para se manter no poder através de campanhas eleitorais milionárias. Na base do "é dando que se recebe" e o "crime compensa".

Os conluios (mostrados nos áudios e vídios dos delatores) se espalhavam pelo Brasil afora e atingiam vários países, onde eram "montadas" empresas - sucursais e filiais,   dos conglomerados com origem no Brasil.  A JBS era um simples açougue e se agigantou de forma estratosférica, com representação em vários países, inclusive Estados Unidos, onde moram os bandidos mais organizados do mundo que não irão presos nem usarão tornozeleiras. Vão pagar , apenas, R$225 milhões !

Já a  Odebrechet, transformou-se na maior construtora do país e passou a demandar contratos internacionais, inclusive em Cuba, republiqueta  das mais pobres do mundo. Tava lá o dedo do governo Lula sob o falso argumento  de uma  generosidade mais do que questionável. E  passou-se  a construir obras e executar  projetos importantes  na África.

O dinheiro   roubado do nosso País , fruto do trabalho de pais e mães  de família, serviu  para manter de pé os projetos  de algumas dezenas de canalhas travestidos de homens e mulheres com representação no Congresso Nacional, Assembleias Legislativas, Prefeituras, etc.. Aqui no Nordeste, os pobres se convenceram  de que "nunca vivemos  tão bem, pois recebemos  o Bolsa Família e conseguimos  comprar uma moto a prestação...".

As falsas lideranças nacionais e regionais faziam questão de ser chamados de esquerdistas  comprometidas com o futuro da nossa juventude,   cuja maioria, hoje,  nunca leu um livro e não sabe quem foi Raquel de Queiroz, Castro Alves, José Lins do Rego. Nem mesmo o pernambucano Gilberto Freyre.  Muitos continuam fazendo o percurso de casa para a escola (e vice-versa) em paus de arara,  enquanto organizações bandidas consomem as verbas carimbadas do transporte escolar.   Hoje,  a violência se estende Brasil afora e é incrementada pelas drogas colocam a morte dos jovens em primeiro lugar.

Foram mais de 13 anos -do inicio da administração (nós, conosco) de  Lula,  até o final  do desgoverno de sua sucessora, Dilma e, finalmente,  do período tumultuado de  Michel Temer. É muito tempo para  preparação, organização  e manutenção de quadrilhas que envolveram, inclusive, setores ligados aos mais diversos segmentos, principalmente os chamados agentes públicos, que são pagos com o suor do rosto dos contribuintes.   É muito difícil não  termos  um "núcleo" bandido fazendo negócios escusos nas repartições oficiais, da pequenininha prefeitura no interior do Piaui  até o salão verde -azul, amarelo ... do Congresso Nacional, salas  e gabinetes de ministérios e  do Palácio do Planalto. Tem bandido em todo lugar!

Nem precisa dizer que ministros de estado, deputados,  senadores e governadores simplesmente deixaram de considerar o compromisso constitucional, ético  e moral de trabalhar em defesa da Nação e passaram a dilapidar, de forma vergonhosa , o patrimônio nacional: A empresa tal vai ganhar   esse contrato, mas tem que deixar R$10 milhões para o deputado fulano de tal, R$20 milhões para o senador beltrano e R$5 milhões para governador do Rio de Janeiro, etc, etc.

Deve-se lembrar, a propósito, que o Brasil foi empurrado a sediar a Copa do Mundo. Tinha porque tinha que  realizar o maior certame internacional  de todos os tempos, para dizer aos países do primeiro mundo  que este é   o "país do futebol" e da modernidade, que levou de   7 a  1, foi humilhado e continua endividado e envergonhado perante o mundo. Se existe castigo, este fui um do tipo de "azar da cabrinha preta" !

Nesse período de "apagão moral e ético", aconteceu  a maior roubalheira de todos os tempos, com o envolvimento de empresas, agentes públicos em vários estados, surrupiado o erário (o nosso dinheiro ) e  muitas obras/projetos apelidadas de "Arena"  passaram a ser subutilizadas, mais parecendo   elefantes brancos. Deixaram  despesas enormes para sua manutenção por parte dos governos estaduais, como é o caso da Arena Pernambuco.

Foram viabilizados  muitos negócios imorais e  atos praticados por bandidos   travestidos de "homens públicos", deles que se encontram presos e outros que se valem das fortunas (é o caso dos donos da JBS, por exemplo)  para fazer uma  tal "delação premiada" onde apresentam em depoimento ao Ministério Público, políticos  apontados como  seus "achacadores".    Os caras da JBS afirmam ter financiado campanhas de quase 2 mil políticos com um aporte de R$ 400 milhões, dinheiro que  lhes garantiriam vantagens futuras avaliadas  em alguns bilhões. Eles nasceram pobres e  hoje são  bilionários, "sem medo de ser felizes", graças a um BNDES e  amizades com os poderosos que se tornaram gestores com o voto popular, a exemplo de Michel Temer, entre tantos outras figuras importantes da política nacional.   Neste caso, o voto teve o efeito e consequências invertidas.

Para concluir "este vale de lágrimas",  coloco abaixo o final de um belo artigo da lavra do ex-presidente da Câmara Municipal de Vereadores e da OAB de Arcoverde, Edilson Xavier publicado recentemene no Blogdomagno: 

"Observem o que nos restará para o voto para presidente: uma evangélica fanática, como Marina Silva, um desajustado como Ciro Gomes, um riquinho de São Paulo, João Dória, e agora pelas pesquisas aquele sempre gostou de golpe militar, o Jair Bolsonaro. Pelo jeito, salve-se quem puder porque com a classe política que temos hoje o país permanecerá nesse imenso atoleiro moral."

* Jornalista


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Banner - Hapvida

23/05


2017

Áudio é válido como prova, dizem peritos

George Sanguinetti e Nelson Massini disseram que interferências da gravação entre Joesley e Temer não impedem seu uso em julgamentos

O Globo - Jefferson Ribeiro

O áudio da gravação feita pelo empresário Joesley Batista do diálogo com o presidente Michel Temer no porão do Palácio do Jaburu tem ruídos e interferências, mas pode ser usado como prova em qualquer julgamento na avaliação do professor da Universidade Federal de Alagoas George Sanguinetti e do perito forense e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Nelson Massini.

Os dois já haviam se posicionado sobre essa gravação e mantiveram suas avaliações depois da apresentação do laudo contratado pela defesa de Temer, apresentado nesta segunda-feira pelo perito Ricardo Molina. Ele chegou a dizer que o áudio é uma "prova imprestável" e "inteiramente contaminado por inúmeras descontinuidades, mascaramentos por ruídos, longos trechos ininteligíveis ou de inteligibilidade duvidosa e várias outras incertezas".

- A fita (o áudio) é boa e serve como prova - disse Sanguinetti ao GLOBO.

- Dá ate para notar o estado emotivo na fala de Joesley, que parece nervoso, e do presidente, mais comedido. Dá para ouvir todos os vocábulos - acrescentou o professor, que evitou polemizar com o laudo do perito contratado por Temer.


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Asfaltos

23/05


2017

Supremo decidirá sobre prisões de Aécio e Loures

O Globo - Jailton de Carvalho

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta segunda-feira que plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) determine as prisões do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Os dois são acusados de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, obstrução de justiça e organização criminosa. Janot pede que o plenário do STF reconsidere a decisão do ministro Edson Fachin, que rejeitou o pedido, e decrete a prisão do preventiva do senador e do deputado.

Primeiro, Janot pede que Fachin revise a a própria decisão. Como considera que o ministro pode não acolher o pedido, o procurador solicita que o caso seja levado em caráter de urgência a apreciação dos 11 ministros do tribunal. Para o procurador-geral, a prisão de Aécio e de Loures é "imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal".

Janot argumenta que os crimes atribuídos aos dois parlamentares são "gravíssimos" e que, até o início da fase pública das investigações na quinta-feira passada, os dois estavam em situação de flagrante por crime inafiançável. O procurador-geral acrescentou ainda como agravante o fato de que os investigados “vem adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato”.

O procurador-geral também sustenta que os dois, Aécio e Loures, só não foram presos em flagrantes ao longo das investigações porque estava em curso ação controlada da Polícia Federal. Durante a ação, autorizada por Fachin, a polícia filmou um emissário do empresário Joesley Batista repassando malas com R$ 500 mil cada a Frederico Pacheco Medeiros, primo de Aécio, também a Loures, homem de confiança do presidente Michel Temer.


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Supranor 1

23/05


2017

Delcídio reafirma a Moro: Duque arrecadava para o PT

O ex-senador Delcídio do Amaral reafirmou ao juiz Sergio Moro que o ex-diretor da Petrobras Renato Duque atuava como o “grande arrecadador” do PT na Petrobras. Ao ser ouvido como testemunha de acusação contra Lula na tarde desta segunda-feira, Delcídio também reiterou que o empresário José Carlos Bumlai, amigo pessoal do ex-presidente, procurou o empreiteiro Marcelo Odebrecht para que ambos estruturassem o Instituto Lula.

— O Bumlai me disse assim: ‘estou cuidando da implementação do Instituto Lula’. E que ele procurou o Marcelo Odebrecht. O Bumlai era um conselheiro da família do Lula. Uma pessoa que estava lá a disposição para resolver os problemas do dia a dia de Lula — disse o ex-delator.

Na ação, o MPF diz que Lula recebeu propina da Odebrecht na compra de um terreno para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula e também num apartamento vizinho à cobertura onde o ex-presidente mora em São Bernardo do Campo (SP). No processo, Lula é réu junto com o ex-ministro Antônio Palocci, Marcelo Odebrecht, e outras cinco pessoas. A defesa de Lula diz que o terreno jamais foi entregue ao instituto e alega ainda que o apartamento é alugado. Duque admitiu ter recebido propina em depoimento a Moro no dia 5. Ele está em tratativas com o Ministério Público Federal para fechar acordo de delação premiada.

Delcídio também voltou a dizer que os contatos com Duque eram feitos pelo então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. O ex-senador afirmou que Palocci atuava junto aos grandes empresários e tinha relação de proximidade com o empreiteiro Marcelo Odebrecht.

— As discussões das doações com grandes empresários, grandes empresas e projetos eram feitas por Palocci. Os tesoureiros atuavam para arrecadar recursos para as campanhas — disse o delator.

Conforme consta em sua colaboração premiada, Delcídio lembrou entre 2005 e 2006, quando presidiu a CPI dos Correios, que Marcos Valério, o então operador do mensalão, o procurou e pediu uma “indenização” para manter-se calado. Em sua delação, o ex-senador havia dito que a negociação envolveu entre R$ 110 milhões e R$ 220 milhões pagos pelas empreiteiras alvos da Lava-Jato.

— Ele (Marcos Valério) disse que queria receber uma indenização para não se calar. Eu presidia a CPI dos correios. E mencionei a Lula que ouvi coisas de Minas Gerais que são complicadas. O Palocci então me ligou e disse que ia cuidar daquele assunto pessoalmente.


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ArcoVerde

23/05


2017

Lava Jato ataca manobra para ferir de morte a operação

Investigadores falam em 'apodrecimento do sistema político-partidário' e criticam 'manobras para ferir de morte' a operação

Veja Online - João Pedroso de Campos

No dia em que denunciaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso da reforma no sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato se disseram “estarrecidos” com as revelações das delações premiadas da JBS, que colocaram o governo do presidente Michel Temer (PMDB) em uma crise sem precedentes.

 “A denúncia é mais um efeito da corrupção espraiada em todo o espectro do sistema político. Os últimos acontecimentos, aliás, levam a Força Tarefa da Lava Jato a manifestar seu estarrecimento diante da gravidade dos crimes que se tornaram públicos”, afirmam os procuradores, por meio de nota.

A equipe coordenada pelo procurador Deltan Dallagnol fala em “evidências de crimes” praticados por Temer, pelo senador afastado Aécio Neves (MG) e “mais de mil e oitocentos políticos”, além de criticar “manobras para ferir de morte a Lava Jato”.

Os procuradores atacam, sem citá-lo, o empenho de Aécio na aprovação da lei que prevê punição a abuso de autoridade por membros do Judiciário e do Ministério Público Federal, assunto de uma conversa gravada entre o tucano e o empresário Joesley Batista, na qual o senador chama de “merda” as dez medidas contra a corrupção propostas pelo Ministério Público Federal.

“Depois de três anos do início das investigações, vê-se que líderes políticos continuam a tramar no escuro a sua anistia, a colocação de amarras nas investigações e a cooptação de agentes públicos, ao mesmo tempo em que ficam livres para desviar o dinheiro dos brasileiros em tempos de crise, utilizando como escudo sua imunidade contra prisão e o foro privilegiado”, diz a força-tarefa da Lava Jato.


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23/05


2017

Temer mobiliza aliados para se sustentar no cargo

Com o acordo tácito de que terá o suporte do PSDB e do DEM até, ao menos, o desfecho de seu julgamento do TSE, em junho, o presidente Michel Temer trabalha agora para conter a construção de uma alternativa viável para substituí-lo no Planalto. A insegurança sobre o que viria com uma possível queda favorece sua permanência no posto. O governo jura ter o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), citado pela base aliada e partidos como o PT como uma opção.

Caberia a Rodrigo Maia conduzir o processo de uma eleição indireta. Nesse cenário, aliados do deputado reconhecem que ele teria dois fatores a seu favor: já estaria no comando do país e ainda poderia negociar a cadeira de presidente da Câmara para angariar apoio.

O deputado é tratado como aliado de primeira hora pela equipe do presidente. Um frequentador dos jantares na residência oficial da Câmara ressalta, porém, que o governo não tira o olho dele: sempre envia um ministro para acompanhar as conversas.  (Painel - Folha de S.Paulo)


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23/05


2017

Lula estimula aliados a debater eleições diretas

Na série de reuniões que comandou em seu instituto nesta segunda (22), Lula estimulou o PT a ampliar o debate sobre eleições diretas. Há a constatação de que, se a proposta for vista como uma bandeira da sigla, ela não vai prosperar.

O ex-presidente disse que, sem gente nas ruas, será difícil fazer o debate sobre novas eleições presidenciais avançar. Ainda indicou que o PT não deve estimular uma solução pela eleição indireta, via preferida por siglas como o PSDB.

Em privado, tucanos admitem que a melhor saída para a crise seria a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE. Dizem que, dessa maneira, o presidente sairia por um “caminho constitucional”, abrindo espaço para “uma transição ajuizada”, garantindo “o andamento das reformas”.  (Painel - Folha de S.Paulo)


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23/05


2017

A entrevista do presidente

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo

Investigado por suspeita de corrupção, organização criminosa e obstrução à Justiça, Michel Temer quer convencer os brasileiros de que é vítima de uma conspiração motivada por "interesses subterrâneos". Ele repetiu a cantilena na entrevista publicada nesta segunda pela Folha.

O presidente disse coisas que fariam corar a Velhinha de Taubaté, a personagem do escritor Luis Fernando Verissimo que acreditava em todas as lorotas dos políticos.

Temer alegou ter recebido Joesley Batista à noite, sem registro na agenda oficial, para discutir os efeitos da Carne Fraca. Isso só seria possível se o empresário fosse dublê de vidente. O encontro do Jaburu aconteceu dez dias antes da operação da PF.

O presidente disse que "nem sabia" que Joesley era alvo de investigações. Na data da conversa, nenhum leitor de jornais poderia ignorar que o empresário era suspeito de provocar desfalques em fundos de pensão, no FI-FGTS e no BNDES.

Temer foi questionado sobre Rodrigo Rocha Loures, que foi filmado correndo na rua com uma mala de dinheiro. Respondeu que o deputado é uma pessoa de "muito boa índole".

Apesar de contestar a integridade do áudio, o presidente confirmou os principais trechos da gravação. "Não é prevaricação se o sr. ouve um empresário na sua casa relatando crimes?", indagaram os repórteres. "Você sabe que não?", devolveu.

Diante de tantas negativas, o jornal perguntou a Temer qual seria, afinal, a sua culpa no episódio. "Ingenuidade. Fui ingênuo", respondeu.

A Velhinha de Taubaté ficou famosa como a última brasileira que confiava no governo. Morreu em 2005, quando assistia ao noticiário do mensalão. Na época, Temer exercia o quinto mandato de deputado. 


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