FMO

25/08


2016

Coluna da quinta-feira

    Impeachment passa folgado 

No dia de ontem, véspera  do início do julgamento final do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, no Senado, 51 senadores declararam que votarão a favor do impeachment, segundo levantamento do jornal O Globo. Disseram que votarão contra 19 e não quiseram manifestar seus votos ou não foram encontrados 11 parlamentares. Na votação da chamada pronúncia, quando Dilma virou ré, foram 59 votos a favor e 21 contra. São necessários 54 votos, entre os 81 senadores, para a condenação definitiva de Dilma à perda do mandato e à inelegibilidade por oito anos.

O julgamento começará na manhã de hoje. Na primeira fase, só testemunhas serão ouvidas, o que deve acabar sábado. Na próxima segunda-feira, Dilma fará sua defesa e, em 30 e 31, haverá discursos e a votação. Apesar de ainda não haver tal número, o clima é favorável ao impeachment. Vários senadores que não declararam sua preferência informaram às suas bancadas que votarão pelo afastamento definitivo da petista.

Nos bastidores, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem sido pressionado pelos aliados a fazer o mesmo, mas ele disse que ainda analisa a situação. Quais as chances de Dilma ser absolvida? Projeções feitas com base nas informações disponíveis mostram que são praticamente nulas. Os votos esperados pela condenação de Dilma variam entre 55 e 59, podendo chegar a 62 nas várias simulações da mídia, patamar confortavelmente superior aos 54 necessários para condená-la.

Supõe-se que um senador que já votou contra Dilma tem maior chance de repetir seu voto. Importa menos que ele tenha declarado ou não o que fará a este ou aquele jornal. Alguns exemplos podem ajudar a entender melhor o critério. Tome os casos de votos dados como indefinidos, como os senadores Benedito de Lira (PP-AL), Fernando Collor (PTB-AL), João Alberto Souza (PMDB-MA), Wellington Fagundes (PR-MT) ou José Maranhão (PMDB-PB).

Todos eles já votaram sistematicamente contra Dilma no plenário, em pelo menos cinco oportunidades. Fagundes ainda votou contra Dilma também na Comissão Especial do Impeachment. Outro caso dado como indefinido, o senador Otto Alencar (PSD-BA), tem votado sistematicamente a favor de Dilma.

Pelo critério mais frouxo, a projeção aponta 59 votos pelo impeachment, exatamente o resultado da última votação no Senado. Ainda que seja adotado o mais rigoroso dos critérios (só é dado como certo o voto de quem sempre votou contra Dilma e se declara a favor do impeachment em todos os levantamentos), a projeção resulta em 55 votos a favor votos pelo impeachment e 25 contra. Isso contando com a abstenção de Renan Calheiros, o que totaliza 81, a composição da Casa.

SAINDO DO MURO – O senador Benedito de Lira (PP-AL) assumiu seu voto, alegando que agora, com o quadro já definido, não há mais motivo para não declarar sua posição. Ex-ministro de Dilma, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) também se manifestou pela condenação. No caso dos aliados de Dilma, o senador Elmano Férrer (PTB-PI) disse que manteria sua posição contra o impeachment. O Palácio do Planalto ainda tenta mudar seu voto.

Reinado do PSB ameaçadoEmpresário do ramo funerário, responsável pela ascensão do time do Salgueiro, Clebel Cordeiro (PMDB) tem amplas chances de por abaixo a era do PSB no município de Salgueiro, que já dura 16 anos. Segundo pesquisa do Instituto Opinião, postada ontem neste blog, o peemedebista abriu uma frente de 18 pontos sobre o ex-secretário Marcelo Sá, do PSB, apadrinhado pelo prefeito Marcondes Libório e a ex-prefeita Creuza Pereira, hoje no exercício do mandato de deputada federal como suplente. Cordeiro montou uma ampla coligação, tendo como vice o desembargador aposentado Chico Sampaio e o apoio de seis vereadores dos 14 vereadores da Câmara, além do deputado federal Gonzaga Patriota, que abriu uma dissidência no PSB.

Um novo Campos Arraes– Candidato a prefeito de Olinda pelo PSB, o advogado Antônio Campos já virou pauta nacional. Em entrevista ao jornal O Valor, falou dos seus projetos para governar a Marim dos Caetés. Provocado sobre a sua entrada na política como irmão do ex-governador Eduardo Campos, afirmou que não entra na disputa para virar sucessor do mano. “Não sou sucessor do meu irmão, nem do meu avô Miguel Arraes. E nunca disse que era. Sou um novo Campos Arraes na política”, afirmou.

Justiça mais célere–O presidente da Associação Nacional dos Desembargadores (Andes), desembargador Bartolomeu Bueno, assumiu, ontem, a presidência da 1ª Câmara Extraordinária Cível, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, atendendo determinação do Conselho Nacional de Justiça, que recomenda a criação de Câmaras Extraordinárias para conferir celeridade à resolução de processos mais antigos. Segundo ele, o início das atividades irá contribuir de forma significativa para dar mais agilidade à tramitação de processos no 2º Grau. "Com a instalação, a Presidência do TJPE cumpre com a principal função da Justiça, que é servir à população com eficácia e celeridade”, afirmou.

Debates só com GeraldoAlvo da metralhadora dos candidatos em baixa nas pesquisas, o ex-prefeito João Paulo, que disputa a Prefeitura do Recife pelo PT, resolveu, ontem, adotar a estratégia do prefeito Geraldo Júlio (PSB). A partir de agora, não poderá atender mais pedidos de debates promovidos por entidades da sociedade civil. “João Paulo só irá a debates que tenham a presença do candidato da situação. Como oposição ao governo municipal, a coligação Recife pela Democracia acha essencial discutir as questões do Recife com o atual prefeito, pois, por razões óbvias, a cidade que ele administra é o ponto central da campanha. Vale destacar que, à época que foi candidato à reeleição, em 2004, o então prefeito João Paulo nunca se negou a comparecer aos debates”, alegou o petista, em nota enviada pela assessoria.

CURTAS

VICE RENUNCIA– Em Jurema, no Agreste, o candidato da oposição a prefeito do município, Marconi de Geraldo (PDT), sofreu o primeiro revés da sua campanha: candidato a vice em sua chapa, Pedro Ferreira (PMDB), renunciou. Afirmou que o aliado não assumiu de fato a sua candidatura e por isso mesmo perdeu vários apoios para o prefeito Agnaldo Inácio (PR).

VICE AGREGA MAIS– Na reviravolta em Olinda com a renúncia do seu vice Antônio Cosmo, o Tota (PRP), o candidato a prefeito pelo PMDB, Ricardo Costa, acabou no lucro. André Luís Farias, o ALF, seu novo vice, tem uma relação histórica com a cidade, já foi deputado estadual e candidato a prefeito em duas eleições.

Perguntar não ofende: Renan Calheiros vai sair de cima do muro?


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Comentários

Nehemias Fernandes Jaques

Todos com Dilma! Pra esses midiotas tucanalhas deixar blá, blá blá.

marcos

Os idiotas PTistas estão arrependidos de terem votado na chapa Dilma Jumenta/Temmer.


Agência Comunicação

25/08


2016

Começa hoje votação do impeachment de Dilma

Gustavo Garcia - Do G1, em Brasília

O Senado inicia nesta quinta-feira (25) o julgamento do impeachment de Dilma Rousseff. A abertura da sessão está prevista para as 9h sob o comando do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que também preside o processo de impedimento da presidente afastada.

No primeiro momento da sessão, Lewandowski responderá às chamadas "questões de ordem" – questionamentos de senadores sobre procedimentos do julgamento e etapas do processo.

Depois disso, começarão a ser ouvidas as testemunhas. São oito ao todo, duas escolhidas pela acusação e seis pela defesa. Todas elas estão isoladas, individualmente, em quartos de um hotel na região central de Brasília – sem acesso à Internet, televisão, telefone e visitas – à espera do momento em que serão interrogadas pelos senadores.

Testemunhas da acusação
As primeiras testemunhas a serem ouvidas nesta quinta são as de acusação. Os autores da denúncia – os juristas Miguel Reale Júnior, Janaína Paschoal e Hélio Bicudo – selecionaram o procurador Júlio Marcello de Oliveira, representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU); e o auditor de fiscalização do TCU Antônio Carlos Costa D’ávila. Eles serão ouvidos nessa ordem.

Ambos já foram ouvidos pela Comissão Especial do Impeachment do Senado, durante a segunda etapa do processo, chamada de "pronúncia", que concluiu que Dilma deveria virar ré e ser julgada pelo plenário da Casa.

Não há um prazo pré-determinado para a duração dos depoimentos das testemunhas. Isso dependerá do número de senadores que farão questionamentos.

Testemunhas da defesa
Ouvidas as testemunhas de acusação, será a vez dos depoimentos das pessoas convocadas pela defesa de Dilma Rousseff. De acordo com o andamento da sessão, esses depoimentos podem ter início nesta quinta ou ficar para o dia seguinte.

A defesa relacionou seis testemunhas:
- o ex-secretário-executivo do Ministério da Educação Luiz Cláudio Costa:
- o economista Luiz Gonzaga Belluzzo;
- o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa;
- a ex-secretária de Orçamento Federal Esther Dweck;
- o professor de direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Ricardo Lodi Ribeiro;
- o professor de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Geraldo Prado.

Eles responderão aos questionamentos nessa sequência.

Roteiro da sessão
A sessão desta quinta tem dois intervalos programados. O primeiro deles das 13h às 14h. O segundo, de 18h a 19h. Depois disso, a sessão poderá ser interrompida por 30 minutos a cada quatro horas ou a critério de Lewandowski.

A expectativa de técnicos do Senado é que o magistrado suspenda a sessão por volta das 22h e a retome às 9h de sexta para dar continuidade aos depoimentos.

A intenção do STF é finalizar a fase das testemunhas na sexta-feira, mas é possível que os depoimentos avancem pelo final de semana, mas sem ultrapassar o domingo  Isso porque, na segunda-feira (29), está prevista a participação de Dilma Rousseff no julgamento. Ela terá 30 minutos prorrogáveis por tempo indeterminado para fazer um pronunciamento e depois responderá às perguntas dos senadores.


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Sopranor 1

25/08


2016

Melancolia e promessas de luta: últimos atos de Dilma

Presidenta reforça suas posições e defende sua presença no Senado na segunda-feira

El País: André de Oliveira e Afonso Benites

No alto do palanque, sentada entre a filósofa Marilena Chauí e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), Dilma Rousseff aparentava calma e tranquilidade. Levantava a todo instante para receber presentes vindos da plateia: cartas, livros, camisetas, um origami. Quando gritavam seu nome, ou alguém chamava sua  atenção, retribuía com sorrisos, acenos e as mãos unidas em forma de coração.

A poucos dias do desfecho definitivo do processo de impeachment, a presidenta afastada subiria pouco depois ao palco, num auditório na capital paulista, para reafirmar que é honesta, que não há uma acusação contra ela e que ela irá ao Senado apresentar sua defesa. “Não porque eu acredite nos meus olhos bonitos, mas pela democracia”, disse sorrindo.

A frase resume um pouco o tom geral do “Ato contra o golpe, em defesa da democracia e dos direitos sociais”, organizado pelos movimentos suprapartidários de esquerda Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo, nesta terça à noite. Apesar de lotado pela militância e de uma atmosfera de otimismo, praticamente todas as falas, incluindo a de Dilma, pareciam apontar mais para reafirmação de que é vítima golpe e para questões futuras – como a possibilidade de cortes expressivos em gastos sociais – do que para a reversão de sua saída do poder que, para a maior parte dos analistas e políticos, já está praticamente consumado.

Desde que foi afastada da presidência, em 12 de maio, Dilma participou de cerca de uma dezena de mobilizações em diferentes cidades brasileiras. As viagens, batizadas de “Jornada pela Democracia”, foram possibilitadas graças a uma vaquinha virtual que arrecadou cerca de 800 mil reais em um curtíssimo espaço de tempo. A facilidade com que o dinheiro foi levantado, contudo, nunca se reverteu em uma força capaz de inflamar as ruas em defesa do mandato da presidenta afastada

Nesta quarta, véspera do início da maratona do Senado que deve durar ao menos até ao menos a madrugada de terça, a presidenta afastada foi a mais um evento, no Sindicato dos Bancários, em Brasília. Chegou escudada de ex-ministros que permaneceram no seu entorno, como Jaques Wagner (PT-BA) e Miguel Rossetto (PT-RS) e discursou diante de sua emblemática foto sendo interrogada por militares, aos 22 anos, subjugada à Justiça de exceção da ditadura.

Leia mais:Melancolia e promessas de luta nos atos de Dilma antes do julgamento


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Banner - Hapvida

25/08


2016

PF: saques e pagamentos da campanha de Perillo

Dinheiro desviado de agência de saneamento teria abastecido comitê de Perillo

O Globo - Vinicius Sassine

As investigações da Operação Decantação, que prendeu nesta quarta-feira os presidentes do PSDB em Goiás e da Saneamento de Goiás (Saneago), detectaram diversos saques na boca do caixa relacionados a empresas prestadoras de serviços à estatal. A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) apontam indícios de que recursos públicos federais – destinados a partir do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de financiamentos do BNDES e da Caixa – abasteceram o caixa da campanha do governador Marconi Perillo (PSDB) à reeleição em 2014.

A Operação Decantação levou à prisão preventiva de 11 suspeitos de participação do esquema e à prisão temporária de cinco dias de mais quatro suspeitos, entre eles o presidente do PSDB em Goiás, Afrêni Gonçalves, e o presidente da Saneago, José Taveira Rocha. Gonçalves e Taveira são muito próximos de Perillo. O tucano sempre destinou cargos públicos estratégicos aos dois no governo local. Taveira já foi presidente da Agência de Fomento de Goiás, secretário da Fazenda e agora presidente da Saneago.

Pelo menos R$ 4,5 milhões em recursos federais foram desviados da Saneago, conforme as investigações. Dirigentes e servidores da estatal de saneamento promoviam direcionamento de licitações, em especial por meio de uma empresa de consultoria, segundo a PF. A fraude na concorrência favorecia empresas que pagavam propina, inclusive por meio de doações eleitorais. A decisão judicial sobre as prisões determinou também 21 conduções coercitivas – quando o suspeito é obrigado a depor –, 67 buscas e apreensões – nas empresas suspeitas e na sede do PSDB em Goiás – e o afastamento de oito dirigentes e servidores da Saneago.

Leia mais: PF investiga saques e pagamentos da campanha do governador de Goiás


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25/08


2016

Quem diz o que quer...

Marta Suplicy (PMDB) caminhava pelas ruas da cidade de São Paulo atrás de votos quando um menino se aproximou da peemedebista.

— Você já sabe ler e escrever? — perguntou a candidata.

O garoto fez sinal de que não sabia lá muito bem.

— Mas ele, com esta idade, ainda não aprendeu… ? — questionou a ex-prefeita, ouvindo da mãe do menino a resposta que a escola dele não era muito boa.

— E onde ele estuda? — quis saber.

— No CEU — disse a mãe, referindo-se ao Centro Educacional Unificado, marca da gestão Marta na capital. (Natuza Nery - Folha de S.Paulo)


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25/08


2016

Do PSDB a Temer: rompe se teto de gastos não passar

O cabo de guerra entre o PSDB e o Planalto sobre os reajustes salariais para carreiras do funcionalismo público não será capaz de provocar o rompimento do partido com Michel Temer. Mas tucanos admitem que a relação acumula desgastes e mandam recado: o grande teste de governabilidade será a votação da PEC que estabelece um teto de gastos ao poder público. Se a medida não passar no Congresso, ou se sair dele totalmente desfigurada, a legenda deve pular fora do barco.

O PSDB vai parar de brigar pelo congelamento dos reajustes para não atrapalhar o julgamento final de Dilma Rousseff. Senadores da sigla já admitem que a proposta de aumento será aprovada com os votos da base capitaneados pelo PMDB.

Presidente da sigla, Aécio Neves foi flagrado na quarta (24) no cafezinho do Senado: “Queremos romper com o governo? Se for isso, temos bom motivo. Melhor botar a bola no chão e falar depois do impeachment”, disse a um grupo de tucanos.(Painel - Folha de S.Paulo)


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Senai 4.0

25/08


2016

Ações da Lava Jato já pegam 364 políticos e cúmplices

Os 81 inquéritos resultaram na abertura de 14 denúncias

O Globo - Jailton de Carvalho

A Procuradoria-Geral da República investiga 364 deputados, senadores, ministros entre outros políticos e supostos cúmplices suspeitos de envolvimento em desvios de dinheiro da Petrobras ou na tentativa de atrapalhar as investigações sobre o assunto. As investigações estão sendo conduzidas em 81 inquéritos pedidos pelo procurador-geral Rodrigo Janot e autorizadas pelo ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Os inquéritos já resultaram na abertura de 14 denúncias.

As informações foram divulgadas pela Procuradoria-Geral nesta quarta-feira. Os números mostram crescimento expressivo de inquéritos e de investigados, desde que as investigações da Lava-Jato chegaram ao STF no início do ano passado

Entre os alvos das investigações do procurador-geral estão a presidente afastada Dilma Rousseff, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fernando Collor (PTB) e José Sarney (PMDB), o presidente nacional do PSDB Aécio Neves (MG), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), P), o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o banqueiro André Esteves. A Procuradoria-Geral pediu, sem sucesso, a prisão de Renan, Sarney e Jucá. Os pedidos foram negados.

Leia mais:Investigações da Lava-Jato no STF já atingem 364 políticos e cúmplices


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Sesi 4.0

25/08


2016

Além de Toffoli, outros dois do STF foram investigados

Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo

O governo de Michel Temer acompanha com lupa a crise entre o Ministério Público Federal e o STF (Supremo Tribunal Federal). E tem informações de que procuradores tentaram investigar, além do ministro Dias Toffoli, também assessores e familiares de outros dois magistrados da corte.

O STF trabalha com a mesma informação.

O governo tem conhecimento ainda de que um racha contrapõe hoje procuradores ligados a Rodrigo Janot, em Brasília, ao grupo que toca a Operação Lava Jato em Curitiba. As divergências são antigas e já tiveram momentos até mais críticos.

A divisão poderia estar na origem do vazamento da informação de que Dias Toffoli aparecia nas tratativas de delação premiada da empreiteira OAS.

O grupo de Janot era contra a inclusão do nome de Toffoli no acordo, já que as informações preliminares dadas pela OAS não configuravam nenhum crime.

A suspeita é de que, incomodados com a exclusão do nome de Toffoli da delação e sem ter como investigá-lo, já que o ministro tem foro privilegiado, procuradores do Paraná espalharam a informação do relacionamento dele com a OAS, que chegou ao conhecimento de jornalistas. Essa seria uma das origens do vazamento. Mas não obrigatoriamente a única. Janot trabalha com a possibilidade de que a empreiteira tenha divulgado dados.


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Odonto Personalité

25/08


2016

Temer deveria barrar PMDB ao elevar salários do STF

Governo que pede sacrifício ao povo não pode privilegiar elite

O governo precisa descer do muro. Aprovar o projeto que eleva o salário de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) significa permitir um efeito cascata sobre as contas de outras categorias de servidores da União e também de Estados e municípios.

O salário de um ministro do STF serve de teto para todo o funcionalismo público. A proposta em tramitação no Senado prevê reajuste de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil.

Um governo que fala em reforma da Previdência e num teto para limitar despesas públicas que atingirá educação e saúde não pode dar aumento salarial para a cúpula do funcionalismo. Senadores do PMDB que temem acusações da Lava Jato querem agradar ao Supremo Tribunal Federal. Estão com medo dos ministros do tribunal.

O ministro Ricardo Lewandowski, que pressiona pelo aumento, está agindo como líder sindical e não como um membro da elite política que deveria ajudar o país a sair da crise. Os ministros do STF deveriam se manifestar contra a aprovação desse projeto.

.É uma vergonha que senadores da República e ministros do STF queiram aprovar essa medida agora, porque os cofres públicos não têm espaço para isso, a não ser cortando mais gastos com os mais pobres.


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Naipes

25/08


2016

Bloqueados R$ 25 milhões de réus do mensalão tucano

O ex-senador Clésio Andrade(PMDB-MG), um dos réus

Folha de S.Paulo - Jose Marques

A Justiça de Minas Gerais aceitou nesta quarta (24) ação de improbidade administrativa contra o publicitário Marcos Valério, o ex-senador Clésio Andrade (PMDB) e mais cinco pessoas e três empresas suspeitas de envolvimento do esquema conhecido como mensalão tucano. Em decisão liminar (provisória), também foi determinado o bloqueio de R$ 25 milhões das contas dos réus. Cabe recurso. A ação civil foi proposta inicialmente pela Procuradoria-Geral da República ao STF (Supremo Tribunal Federal) no fim de 2003, mas foi enviada à Justiça mineira em 2014, após renúncia de Clésio e do ex-governador e então deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB).

O mensalão tucano é considerado um "embrião" do petista, e envolve um esquema de desvio de recursos públicos para irrigar a fracassada campanha de Azeredo de reeleição ao governo.

A acusação civil trata da transferência, sem licitação, de dinheiro de empresas públicas de Minas Gerais para as firmas de publicidade de Valério. Clésio era candidato a vice-governador e sócio em uma dessas agências. Além deles, os outros sócios de Valério já condenados pelo mensalão petista, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, se tornaram réus no processo por improbidade. 


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25/08


2016

Dilma e o PT nunca se deram bem. Deu no que deu

A Executiva Nacional do PT votou contra a proposta feita pela presidente afastada, Dilma Rousseff, de realização de plebiscito para antecipar a eleição presidencial de 2018.

Ora, o PT deveria ter discordado assim de Dilma quando ela estava no poder e não dava satisfações sobre as suas ações na economia e na política.

O presidente do PT, Rui Falcão, já havia dinamitado essa proposta antes de Dilma lançar a carta.

Chega a ser cruel votar contra agora, na semana em que vai começar a votação final do impeachment.

É ajudar a empurrar a presidente para o abismo e dar um sinal público de distanciamento. Dilma e o PT nunca se entenderam muito bem. Deu no que deu.   (Kennedy Alencar)


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25/08


2016

Temer terá programa semanal na TV

Na certeza de que será efetivado na Presidência da República semana que vem, o presidente Michel Temer vai investir na divulgação da própria imagem e do seu novo Governo.

Antes de viajar para a China, deve gravar o 'piloto' do programa batizado 'Conversa com o Brasil', que será exibido semanalmente pela TV Brasil e na rede NBR.

Segue assim os passos de Lula da Silva, que tinha programa diário 'Café com o Presidente' distribuído diariamente para rádios do País. Dilma Rousseff não quis essa interface com o cidadão – e pelo visto, nem com o Congresso Nacional. (Leandro Mazzini - Coluna Esplanada)


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bm4 Marketing 6

25/08


2016

A Lava Jato já foi longe demais para ser detida

Na escalada do conflito entre o ministro do STF Gilmar Mendes e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ambos têm um pouco de razão.

Gilmar Mendes está certo ao apontar excessos do Ministério Público na Lava Jato. Ajuda a evitar abusos. Deveria até ter se manifestado antes.

O ministro acertou ao criticar uma das 10 propostas do pacote anticorrupção apresentado pelos procuradores da Lava Jato e o juiz federal Sérgio Moro, aquela que admite prova ilícita obtida de boa fé. Isso é admitir que os fins justificam os meios, algo incompatível com o conceito de justiça.

Janot acerta ao questionar por que a Lava Jato incomoda alguns setores. Suspender a negociação de delação da OAS é correto temporariamente, para averiguar quem vazou uma citação a Dias Toffoli que, aliás, ele disse ontem inexistir.

No entanto, engavetar a delação de vez seria ruim, porque poderia proteger figuras políticas que não merecem ser protegidas. A Lava Jato foi longe demais para colocar na gaveta revelações tão importantes como as dos executivos da OAS. O Brasil tem o direito de conhecê-las.  (Kennedy Alencar)


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Márcio Calheiros

25/08


2016

O PT rasga a bandeira de Dilma

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo

Às vésperas do julgamento final do impeachment, a direção do PT rasgou a última bandeira de Dilma Rousseff: a realização de um plebiscito para antecipar as eleições presidenciais de 2018.

A presidente afastada levou meses para encampar a ideia levada por senadores amigos. Quando finalmente decidiu aceitá-la, foi sabotada por seu próprio partido. A executiva petista rejeitou a proposta por ampla maioria : 14 votos a 2.

A decisão é um presente para os escudeiros de Michel Temer. Na próxima segunda, quando Dilma enfrentar o plenário do Senado, eles poderão fazer uma pergunta irrespondível: "Como a senhora vem cobrar nossa adesão a uma ideia que nem o seu partido apoia?".

O plebiscito surgiu como uma ideia exótica e de difícil execução. Depois que o processo de impeachment avançou, tornou-se uma proposta extemporânea. Ainda assim, parecia manter amplo apoio popular. No mês passado, 62% dos entrevistados pelo Datafolha defenderam a realização de novas eleições presidenciais.

A pesquisa mostrou um quadro de insatisfação geral com a chapa eleita em 2014. Por um lado, apenas 32% dos eleitores eram favoráveis à volta de Dilma. Por outro, só 14% aprovavam o governo Temer.

Se a promessa do plebiscito não seria mais capaz de salvar o mandato de Dilma, ao menos permitiria a ela se despedir com um discurso de apelo popular. Isso explica por que os políticos que ainda frequentam o Palácio da Alvorada ficaram tão irritados com o desdém do PT.

O partido avalia que antecipar a eleição seria um tiro no pé. O petismo só teria chances de voltar ao poder em 2018, e na hipótese de o governo Temer se desmanchar até lá. Neste cenário, Lula poderia ser candidato com a promessa de retorno aos tempos de bonança. O problema deste raciocínio é que o futuro do ex-presidente depende cada vez menos dele, e cada vez mais da Lava Jato.


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25/08


2016

O mais no mesmo

Carlos Chagas

Admitindo-se que Michel Temer se torne presidente definitivo da República, dentro de uma semana, seu primeiro grande problema coincidirá com o afastamento de Dilma Rousseff: o aumento salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal, do Procurador Geral e dos Defensores Públicos, com reflexos no custo de vida, na inflação e na popularidade do novo chefe do governo.

Até agora, Michel só fez bondades e aumentou as despesas do governo. Deveria adiar mais essa, mas terá coragem?

Às trapalhadas de Madame seguir-se-á a confusão do sucessor? Continuará a população sofrendo as consequências de péssimos governos, já que as contas permanecerão sendo pagas pelo cidadão comum? Ainda mais porque o tempo das maldades está à vista de todos, com as reformas da Previdência Social e Trabalhista, além da elevação de impostos.

Não demora que novos pedidos de impeachment venham a pipocar na Praça dos Três Poderes. Porque popularidade o presidente nunca teve. Nem terá, se sua performance for igual à da antecessora. Acaba de perder o apoio do PSDB e do DEM, sem saber se manterá o PMDB. Os sindicatos fogem dele, as massas com maior intensidade. A classe média nem chegou perto do palácio do Planalto e as elites bancam o avestruz em meio à tempestade, enfiando a cabeça na areia.

Em suma, a nação dá sinais de distância, passo inicial para a rejeição. Não demora muito para repetir-se o drama anterior. Também, nada existe que justifique mudanças fundamentais no processo institucional. Faltam dois anos para o Brasil continuar na mesma. Só que desta vez o desfecho será pior. A continuidade do mais no mesmo levará à desagregação final.

Teria Michel Temer viajando para China, Japão, Índia, Argentina e Estados Unidos, condições para retomar o desenvolvimento nacional? Carece o provável novo governo de respaldo para dar a volta por cima.

Novas eleições gerais resolveriam alguma coisa? O povo não mudou, continua o mesmo. Os problemas, mais agudos.

A desilusão, no mínimo igual. Mas a proximidade do caos, cada vez mais perto.

Os ministros do Supremo chegando aos 40 mil reais mensais, fora as polpudas vantagens, olham lá de cima os 880 reais que mais da metade da população recebe. Nem se fala, hoje, dos parlamentares, dos funcionários públicos privilegiados e de quantos se abrigam à sombra do Estado Nacional. Melhor seria caracterizar o afastamento desses dois Brasís: o formal e o real. O mais no mesmo permanecerá por quanto tempo ainda?


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