06/07


2015

Coluna da segunda-feira

   Convenção regada a ataques

A convenção que reelegeu, ontem, Aécio Neves presidente do PSDB, em Brasília, se deu num ambiente de confronto aberto com o Governo Dilma, com discursos virulentos, alguns pregando abertamente o seu impeachment. Líder do partido no Senado, o paraibano Cássio Cunha Lima chegou a convocar o povo brasileiro para ir às ruas em 16 de agosto, em defesa de novas eleições.

“Fomos derrotados por uma quadrilha organizada”, disse Cássio. Na mesma linha, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, disse que não há saída para o País superar o quadro de dificuldades política e econômica se não for com o povo nas ruas cobrando o afastamento imediato de Dilma, que, segundo ele, persegue Manaus por ser administrada por ele, um prefeito de linhagem tucana e de oposição.

Normalmente mais comedido, o senador José Serra, um dos pré-candidatos do partido para 2018, disse que o povo não aguenta mais tanta roubalheira, traições com medidas antipopulares e demissões em massa de trabalhadores. “Estamos assistindo ao pior Governo do País. Falam muito mal de Jango, mais perto de Dilma ele é um revolucionário”, disse, para acrescentar: “Estamos diante do pior governo da história do Brasil”.

Presidente do PPS, o deputado Roberto Freire falou abertamente em impeachment. “As pedaladas fiscais que estão para serem rejeitadas pelo Tribunal de Contas podem abrir a janela do impeachment. Se este for o caminho para sair desta perversa crise, o País tem que enfrentar”, afirmou.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também abandonou o discurso light e educado. Depois de fazer uma avaliação dos erros cometidos por Lula e Dilma, o tucano afirmou: “O PT não gosta de pobre, mas do poder. Gosta do poder a qualquer preço e não do social”. Fernando Henrique, aplaudidíssimo, em sua fala, disse confiar no poder de mobilidade da sociedade para tirar o PT do poder.

Depois de esperar por mais de duas horas, ouvindo discursos repetitivos em cima da crise e do governo Dilma, Aécio usou da palavra e afirmou confiar nas instituições sólidas do País para operar o abreviamento da crise nacional provocada “pela incompetência de Dilma e do seu governo”. “O povo foi enganado por esta quadrilha que se apoderou do País, mas está chegando a hora de o PSDB governar o País”, assinalou.

DISPUTA INTERNA– Ao chegar junto com o governador Geraldo Alckmin, potencial concorrente seu na disputa de 2018, o presidente reeleito Aécio Neves quis passar o sentimento de unidade no partido. De fato, a chapa da executiva uniu todas as tendências tucanas, mas nos bastidores existe uma movimentação em torno de Alckmin, que também já deu indicativos nessa direção. As pesquisas no cenário de hoje são bem mais favoráveis, entretanto, a senador mineiro.

Coalização à vistaPara deletar o PT do poder o PSDB é capaz de aceitar participar de um governo de coalizão com Michel Temer presidente. O que se diz em Brasília é que os ministérios da área econômica e a própria política econômica seriam entregues ao tucanato pela experiência bem-sucedida do Plano Real.

Mentira e desemprego– Escolhido vice-presidente da executiva nacional, o deputado Bruno Araújo não fugiu, em seu discurso, ao estilo agressivo da tucanada. Centrou em cima do desemprego, agravado, segundo ele, “pelas mentiras de Dilma”. Araújo afirmou que no Brasil, da reeleição de Dilma até os dias atuais, mais de um milhão de trabalhadores perderam seus empregos.

Baixas petistas– O senador Paulo Paim (RS) está com os dias contados no PT. Segundo ele, a política de arrocho salarial e de perda dos direitos dos trabalhadores, imposta pelo ajuste fiscal do ministro Joaquim Levy, está motivando sua provável saída do partido. Paim esteve no Recife no último fim de semana e admitiu que já está à procura de um novo partido. Como Marta Suplicy está indo para o PSB, na prática o PT terá duas baixas no Senado.

A reação de Mantega– Agredido num restaurante em São Paulo, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, desabou em seu Twitter: “O Brasil parece caminhar em terreno perigoso. Há algo diferente no ar, algo que ameaça a sólida democracia que o País. Trata-se da volta do autoritarismo, o que é inaceitável”.

 

CURTAS 

ATROCIDADE– Líder do PT no Senado, Humberto Costa diz que a Câmara dos Deputados, ao aprovar a redução da maioridade penal, cometeu uma atrocidade institucional. “Foi uma das maiores violações perpetradas contra a Constituição, que o Senado terá obrigação de rever”, afirmou.

JORNAIS- Policiais Rodoviários Federais de Pernambuco que desempenham atividades internas vão entregar, hoje, os cargos e funções de chefia e retornar às atividades externas — nas rodovias. Eles exigem a implementação da reestruturação do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF). O ato será realizado na sede da Superintendência Regional da PRF, no Pina, a partir das 14 horas.

Perguntar não ofende: Teremos uma nova eleição ou um governo de coalizão? 


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TCE

05/07


2015

Cunha nega perseguição ao grupo Schahin

O presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), rebateu negou que esteja "perseguindo" Milton Schahin, presidente do grupo Schahin, citado na Operação Lava Jato, conforme publicação do jornal O Globo, neste domingo (5). O parlamentar chamou o empresário de "pilantra" e disse que vai processá-lo.

Na reportagem, o jornal da família marinho trouxe uma entrevista na qual Schahin afirma que o peemedebista vem patrocinando esquema de perseguição às suas empresas na Câmara Federal.

Segundo levantamento feito pela reportagem, desde 2008 foram apresentadas 33 propostas contra o grupo Schahin na Casa, como pedido de esclarecimentos sobre a venda do banco Schahin para o BMG e investigação de contratos de subsidiárias do grupo com a Petrobras. Os pedidos teriam sido feitos por deputados ligados a Cunha.

"Em primeiro lugar é óbvio que desminto qualquer atitude sobre essa empresa, aliás suspeita de muitas irregularidades", disse Cunha em sua conta no Twitter. "Vou processar esse pilantra (Schahin) que tenta me envolver em seus problemas", acrescentou.

Cunha também rebateu a informação de que teria morado em um flat em Brasília do empresário Lúcio Funaro, acusado de comandar a perseguição contra Schahin. O peemedebista afirmou que "nunca" morou em apartamento que não tivesse sido ocupado por meio de "locação devidamente paga".

De acordo com congressista, a reportagem tenta transformar "bandido em herói". "Ao invés de o jornal colocar as suspeições existentes sobre a empresa, coloca a briga de negócios como ponto de denúncia", criticou.


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Arcoverde

05/07


2015

A sombra do mensalão

Foi retomada no STJ uma das ações de improbidade administrativa apresentadas em 2012 pelo MPF contra quinze réus do mensalão. O processo está no gabinete do ministro Herman Benjamin.

Entre os alvos da ação estão os notórios Delúbio Soares, José Dirceu, José Genoíno, Sílvio Pereira, além de Marcos Valério.

A Lava-Jato é o retrato do fim do “Clube do Bolinha” que sempre foi a linha de frente dos criminalistas brasileiros. Várias advogadas encabeçam as defesas dos acusados: Maíra Salomi (advogada de Edinho Silva), Dora Cavalcanti (Odebrecht), Beatriz Catta Preta (Paulo Roberto Costa, entre outros), Carla Domenico (Ricardo Pessoa) e Alessi Brandão (Nestor Cerveró)


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05/07


2015

Falou, mas não disse

Ruy Castro – Folha de S.Paulo

Como diria o conselheiro Acácio, o bom da ficção é que ela não tem compromisso com a realidade. Descobri esse óbvio ululante há alguns anos, ao tirar férias das biografias para escrever dois romances, "Bilac Vê Estrelas" e "Era no Tempo do Rei". Embora trabalhasse com personagens reais, respectivamente o poeta Olavo Bilac e o jovem príncipe D. Pedro, podia fazê-los falar o que eu quisesse. Mas, não sei como, em certo momento ganharam autonomia e passaram a falar por conta própria.

A presidente Dilma, ela, em si, um personagem de ficção --seu autor foi Lula--, já atingiu o estágio em que pode falar o que quiser, sem compromisso com a realidade e, muitas vezes, significando o contrário. Exemplo: em 2014, antes da eleição, foi à TV anunciar um corte de 18% nas contas de luz e que o Brasil era "o único país a baixar o custo da energia e aumentar a produção no setor elétrico". Não ria.

Há meses, Dilma anunciou o programa "Brasil: Pátria Educadora". Ato contínuo, decepou 31% do orçamento do MEC (o maior corte entre todos os ministérios), representando R$ 7 bilhões a menos em circulação no setor. Tal medida deixou de tanga professores, alunos, bolsistas, funcionários das universidades, terceirizados e fornecedores, além de apunhalar o setor editorial com a queda radical na compra de livros este ano e calote nas compras do ano passado.

Esta semana, Dilma comparou-se a Tiradentes e declarou "não respeitar delatores". Referia-se aos que estão praticando a delação premiada, medida que ela assinou, autorizando, e elogiou em outubro último como "útil para desmontar esquemas de corrupção".

Agora, jogando para a galera em Washington, Dilma prometeu que "até 2030, o Brasil terá desmatamento zero". Considerando-se seu histórico, tudo indica que, até 2030, teremos uma Amazônia careca.


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Stampa Midia

05/07


2015

O caminho dos tucanos

Cristiana Lôbo - G1

Nem tão depressa que possa ser acusado de "namorar com o golpismo", nem tão devagar que possa correr o risco de se desconectar da militância e de seus eleitores. Neste estreito caminho, os oradores se revezaram na convenção nacional do partido que, como era esperado, reelegeu Aécio Neves para mais dois anos como presidente do partido.

De início, ficava clara a distinção dos discursos: os deputados e a militância muito mais aguerridos, falando claramente em tocar adiante processos que possam levar ao afastamento da presidente Dilma. Já os principais líderes, num tom abaixo, recorriam a uma linguagem cifrada, como fez Fernando Henrique Cardoso: "estamos prontos para o que vier pela frente".

"O desfecho dessa crise não depende do PSDB, mas o partido está pronto para assumir sua responsabilidade", disse Aécio, o que mais claramente se equilibra entre a cobrança especialmente da bancada na Câmara e a recomendação de prudência feita pelos líderes mais antigos. A todo momento, Aécio falava no fim do governo Dilma, "que não se sabe quando ocorrerá"; em outro momento, disse que o PSDB vai chegar ao poder "mais cedo do que alguns imaginam".

Por trás da unidade do discurso crítico ao governo e ao PT, estava nítida, também, a disputa interna para escolher quem será o candidato à presidência em 2018. Geraldo Alckmin se dispôs a dar entrevista, o que empurrou Aécio a fazer o mesmo. O governador de São Paulo centrou suas críticas ao PT. "O PT está no fundo do poço e precisamos não permitir que eles afundem o Brasil junto", disse, deixando sua frase de efeito no dia. "O PT não gosta de pobre, gosta do poder".

José Serra também preparou seu discurso, este mais centrado na economia. Disse que a crise é grande e que até o fim do ano o desemprego pode chegar a 9%. Mas também deu um recado interno ao falar que não se pode votar no Congresso medidas que tenham consequências fiscais permanentes - um recado ao próprio partido, que votou pelo fim do fator previdenciário e aumento do Judiciário.

Marconi Perillo teve comportamento de quem queria se mostrar ao partido. Chegou atrasado e, visto, foi aplaudido por sua claque. Fez um discurso para a militância, carregado de críticas e se mostrando como gestor competente.

 Os representantes de partidos aliados foram bem mais críticos ao governo e, ao falar da crise do país, que combina dificuldade econômica com política. Roberto Freire (PPS) fez questão de fazer comparação com o período que precedeu o impeachment de Collor. Esta palavra não foi pronunciada pelos dirigentes tucanos, com exceção de Carlos Sampaio, líder do partido na Câmara.

O encontro do PSDB foi realizado num hotel em Brasília, a poucos metros do Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente - e por onde ela tem passado diariamente nos passeios de bicicleta. Havia tantos carros e ônibus levando tucanos que muitos se valeram do estacionamento do Palácio da Alvorada.


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ObservatorioDoPovo

A turma dos \"punhos de renda\" .... esbanjando felicidade. Essa grei está a anos luz do povo. Vota neles, bando de otários...

ObservatorioDoPovo

Bota essa turma no poder para ver o estrago que vão fazer na classe média, nos velhinhos aposentados (os vagabundos de fhc), nas bolsas dos pobres e na turma do poleiro.



05/07


2015

“Não” vence plebiscito na Grécia

Governo quer retomar negociações com credores imediatamente.  Grécia vai pedir ajuda ao BC europeu para garantir liquidez de bancos.

 Do Portal G1

Os gregos decidiram neste domingo (5), em referendo, não aceitar as condições dos credores do país em troca de ajuda financeira, dando o primeiro passo para o que pode culminar na saída do país da zona do euro. As medidas exigidas pelos parceiros europeus incluíam aumento de impostos e cortes nas aposentadorias. Próximo ao final da apuração, o "não" tinha mais de 60% dos votos.

Segundo as agências de notícias, a votação ocorreu sem incidentes. A estimativa é que 65% dos eleitores tenha comparecido à votação.

"O referendo de hoje não teve ganhadores nem vencedores. É uma grande vitória em si mesma", disse o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, após a confirmação do resultado. "Mesmo nas circunstâncias mais difíceis, a democracia não pode sofrer chantagem", afirmou, falando indiretamente sobre as condições impostas pelos europeus.

"Quero agradecer cada um e todos vocês. Independentemente de como tenham votado, hoje nós somos um", disse Tsipras.

Europa reage
 

A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, definiram neste domingo, em conversa por telefone, que os líderes da zona do euro deverão se reunir na próxima terça-feira para discutir a situação da Gréciax, depois que o país rejeitou, em referendo, os termos do resgate do país.

De acordo com o Palácio do Eliseu, sede do governo da França, Hollande vai receber já na tarde de segunda-feira a primeira-ministra alemã para discutir o resultado do referendo. No comunicado, a presidência francesa aponta que o encontro marca a "cooperação permanente entre França e Alemanha para contribuir com uma solução duradoura para a Grécia".

Mas o vice-primeiro-ministro alemão, Sigmar Gabriel, disse que, com o resultado, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, "derrubou as últimas pontes sobre as quais a Europa e Grécia poderiam ter se movido em direção a um acordo".

Efeitos
 

Pouco após o resultado final ter se desenhado, o líder da oposição grega e ex-primeiro-ministroAntoni Samaras renunciou à presidência do partido Nova Democracia. "Nosso partido precisa de um novo começo. Estou renunciando da liderança da Nova Democracia", afirmou Samaras em pronunciamento na televisão local.

O euro recuava neste domingo ante o dólar, enquanto o "não" se encaminhava para uma vitória no referendo. Às 18h30 GMT (15h30 de Brasília), um euro valia US$ 1,0963, em baixa de 1,58% com relação ao fechamento na noite de sexta-feira, nas negociações eletrônicas que antecipam a abertura dos mercados asiáticos.

Comemoração
 

Ainda antes do resultado final, os partidários do "não" já festejavam na praça Syntagma, em Atenas. Ainda durante a apuração, o ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, falou à população e afirmou que a vitória do "não" é um "sim" à democracia na Europa.

Milhares de partidários do "Não" lotaram a praça Syntagma, no centro de Atenas, para comemorar a vitória no referendo celebrado este domingo na Grécia. Cerca de  5 mil manifestantes, segundo a polícia, exibiam bandeiras gregas e cartazes com a palavra OXI (Não), repetindo palavras de ordem contra a austeridade.

"Não por uma pátria livre" e "Não pelo futuro, por nossos filhos", diziam alguns dos cartazes levados pelos manifestantes de um partido de extrema-esquerda, EPAM (Frente Unidos Popula).

Também havia festejos perto da Universidade, onde se concentrava cerca de mil militantes do Syriza. Ao redor da praça Syntagma os manifestantes gritavam "Oxi, oxi", alguns cantavam e outros dançavam.

Pouco depois do final da votação, o porta-voz do governo grego, Gavriil Sakellaridis afirmou que o governo quer retomar as negociações com os credores imediatamente. "As negociações que vamos começar devem ser concluídas muito rapidamente, mesmo em 48 horas", afirmou. O governo acredita que a vitória do "não" dá mais força à Grécia nas negociações, permitindo condições mais favoráveis ao país.

Com a vitória do "não", a consultoria norte-americana Teneo estima que a probilidade da Grécia deixar o euro subiu para 75%.

Com os bancos correndo o risco de ficar sem dinheiro já na segunda-feira, o ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, deve se reunir ainda neste domingo com os banqueiros do país. O governo também informou que vai pedir uma ajuda emergencial ao Banco Central Europeu para garantir a liquidez das insttuições. Sem esses recursos, o governo grego pode ser obrigado a voltar a emitir dracmas – a moeda anterior ao euro.

"Amanhã (segunda-feira) o conselho do BCE se reúne. Há argumentos válidos a favor de um maior financiamento através do ELA (a ajuda emergencial)", disse Sakellaridis em entrevista à emissora "ANT1", mostrando confiança de que os representantes da instituição mostrarão compreensão para encontrar uma solução viável para a crise do país.


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05/07


2015

Marco Aurélio rebate o juiz Moro

O ministro Marco Aurélio Melo, do Supremo Tribunal Federal, criticou neste domingo, 5, em entrevista o jornal Correio Braziliense, o excesso de prisões determinadas pelo juiz Sérgio Moro nas investigações da Operação Lava Jato. 

Para o magistrado, o modo como estão sendo conduzidas as investigações, há uma culpa presumida dos investigados. "Alguma coisa está errada, porque está na Constituição o princípio da não culpabilidade. Enquanto não houver decisão condenatória já preclusa na via dos recursos, temos que presumir que há não culpabilidade. Mas dá-se uma esperança vã à sociedade, como se fôssemos ter dias melhores prendendo de forma açodada, precoce, temporã", afirmou.

"Não conheço as premissas lançadas pelo meu tão elogiado colega Sérgio Moro para prender o presidente da Odebrecht, para prender o presidente da Andrade Gutierrez. Não é que eu ache exagero. É que se está generalizando a prisão. Qual é a ordem natural? Apurar para, selada a culpa, prender-se em execução da pena", ensina. 

Apesar do juiz Sérgio Moro afirmar que que não prende para obter delações na Lava Jato, Marco Aurélio duvida que todas as confissões sejam voluntárias. "Não posso imaginar que todas essas delações, principalmente delação que parte de alguém que está entre quatro paredes, sejam espontâneas. Claro que o pessoal está colocando a barba de molho por causa dos 41 anos (de pena) de Marcos Valério [condenado na Ação Penal 470]", afirmou.

O ministro do STF também pôs em xeque outro pilar do Sérgio Moro na Lava Jato: a palavra do delator. "O ônus é de quem acusa. Aí surge um problema, um princípio básico: a palavra do corréu não serve para respaldar a condenação. Os delatores são corréus. A delação não é um testemunho. O lado positivo da delação é que avança na elucidação de alguns fatos, mas a delação precisa ser espontânea. Não posso prender alguém para fragilizá-lo e conseguir que ele entregue as pessoas", afirmou.

O ministro do STF também fez críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff. 

Leia aqui a íntegra da entrevista de Marco Aurélio Mello.


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antonio elizaldo de vasconcelos e sa

O Ministro do STF nao tem moral para fazer critica ao Juiz Sergio Moro, pois o mesmo e indicacao politica dos que contribuiram para quebrar a PETROBAS

Lucidio de Figueiredo Galvão Júnior

A DIFERENÇA ESTÁ PORQUE É MINISTRO INDICADO PELO PRIMO LADRÃO, PARA DEFENDER QUADRILHAS E O OUTRO É CONCURSADO PARA CUMPRIR A LEI, LADRÃO NA CADEIA, PODE ATÉ SER MINISTRO DO SUPREMO !!

ObservatorioDoPovo

A justiça desse juiz precisa por a venda nos olhos e averiguar também os presidentes da câmara e do senado, o governador do parana etc etcEles estão envolvidos até o pescoço mas continuam livres, felizes e pintando o 7.

José Pereira da Silva

No Brasil esse país de merda, quando uma pessoa é honesta e não se dobra as tentações das quadrilhas de corruptos, sempre vai aparecer um que diga que tá tudo errado, entre o trabalho do juiz Sérgio Moro e o do STF eu fico com o primeiro, no STF a maioria foi indicado por Dilmão ou Luladrão, o exemplo é o caso do mensalão onde os corruptos do PT estão hoje coçando o saco e rindo da cara dos contribuintes, ficar em prisão domiciliar comendo camarão e lagosta e tomando uísque é moleza. VIVA SERGIO MORO, VIVA SERGIO MORO.


Naipes Consultoria

05/07


2015

Bom Jardim cria aplicativo da Fenearte 2015

O jovem empreendedor Fabiano Silva, do município de Bom Jardim, no Agreste Setentrional de Pernambuco, desenvolveu o aplicativo Fenearte.

O APP está disponível na loja do Google Play, onde o usuário ficará por dentro da programação da XVI Fenearte 2015, poderá acompanhar notícias e novidades exclusivas sobre a maior feira de artesanato da América Latina.

O objetivo do aplicativo é divulgar as riquezas do estado de Pernambuco na plataforma mobile. Clique no link e baixe. APP Fenearte.

 


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Onodera Estética

05/07


2015

Renan: suspeitas reforçadas

Ouvido no inquérito que investiga o envolvimento presidente do Senado, Renan Calheiros, em irregularidades apuradas pela operação “lava jato”, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa reforçou as suspeitas. Costa, um dos principais delatores do esquema de corrupção na estatal, reafirmou que foi procurado pelo deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE). Segundo o ex-diretor, Gomes dizia "falar em nome" de Renan ao lhe pedir favores na empresa. O depoimento foi prestado no dia 8 do mês passado. 

A assessoria do deputado federal Aníbal Gomes negou que ele tenha oferecido dinheiro a Paulo Roberto Costa e que tenha falado com o ex-diretor em nome de Renan Calheiros. Segundo a assessoria, o advogado Paulo Roberto Baeta Neves procurou o parlamentar para fazer um contato com Costa na Petrobras e, a partir daí, não recebeu mais informações do defensor. As informações são da Folha de S.Paulo.


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ObservatorioDoPovo

A justiça do juiz Moro, precisa pôr a venda nos olhos e pegar esse senhor. Ele continua livre, solto, feliz e \" mexendo os pauzinhos\" para manter-se assim.


Vila Fest

05/07


2015

Retrato do abandono

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que “não queria estar na pele da presidente Dilma Rousseff”. Na avaliação dele, a chefe do Executivo foi abandonada por todos, inclusive o próprio partido, em plena crise decorrente da operação “lava jato”. E embora a considere honesta, o ministro disse ter dúvida que as negociatas e desvios da Petrobras tenham ocorrido sem um mínimo de conhecimento dela.

Mesmo que as investigações cheguem perto da presidente Dilma Rousseff, do ex-presidente Lula e de suas campanhas, isso não muda nada na "lava jato" e ninguém estará livre de ser investigado. Foi o que afirmou o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. “Nós investigamos fatos, não pessoas. Aonde os fatos vão chegar é consequência da investigação, doa a quem doer”. O delegado fez firme defesa de José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça: “Sua conduta tem sido totalmente republicana”.


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José Pereira da Silva

Um vídeo( correção)

José Pereira da Silva

Tem uma vídeo na campanha da mentira de DILMÃO que LULADRÃO levanta o braço dela é diz: Vocês não sabem o que essa mulher pode fazer pelo Brasil.... estamos vendo. hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha

José Pereira da Silva

Quem vai acabar primeiro DILMÃO, O PT OU O BRASIL?

marcos

Abandonaram a MUIÉ DA MANDIOCA!!!

sonia

É melhor do que tirar na mega sena da virada sozinha. Com é bom ver a petralhada sem saída. riririririririririri


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