04/08


2015

Ex-prefeito de Inajá fica inelegível

O ex-prefeito de Inajá, Airon Timóteo Cavalcante (PR), foi condenado pela 28ª Vara Federal às penas de suspensão dos direitos políticos por cinco anos, proibição de contratar com o poder público pelo mesmo prazo, devolução do valor de R$ 257.376,76 (Duzentos e cinquenta e sete mil,trezentos e setenta e seis reais e setenta e seis centavos) correspondente ao adiantamento indevido, superior a 20% do valor da obra, além do pagamento de multa civil equivalente ao valor do dano causado ao erário público pela prática de ato de improbidade administrativa.

O ex-prefeito é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter adiantado o pagamento indevido a empresa Nordeste Construções Instalações e locações LTDA, responsável pela edificação de uma creche que se tivesse sido concluída iria beneficiar crianças carentes da cidade.

No despacho do juiz federal Dr. Allan Endry Veras Ferreira, o relator do processo, entendeu que o ex-prefeito deixou de prestar estrita obediência aos princípios que norteiam a administração pública, previstos no art. 10o, caput, e incisos I,XI e XII da lei nº8.429/92 os quais foram flagrantemente desrespeitados.

No mesmo processo também são réus os representantes da Empresa Nordeste Construções Instalações e locações LTDA, a ex-secretária de Educação Clênia Paulo da Silva e o engenheiro João Inocêncio Filho.


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TCE

04/08


2015

Quem é o monstro?

* Por Osvaldo Matos de Melo Júnior 

O monstro pegou... 

60.000 vidas assassinadas por ano.

O monstro matou?

350.000 feridos por brigas e assaltos por ano.

O monstro machucou?

42.000 mortes no trânsito por ano.

O monstro dirigiu?

200.000 feridos e hospitalizados no trânsito por ano.

O monstro acidentou?

2.601 latrocínios de trabalhadores.

O monstro roubou?

50.000 estupradas por ano.

O monstro pegou?

1 milhão de abortos induzidos por ano.

O monstro exterminou?

5.000 mulheres assassinadas por questões de gênero por ano.

O monstro trucidou?

8.700 crianças assassinadas por ano.

O monstro aniquilou?

Cerca de 2 milhões viciados em crack.

O monstro fumou?

Hum milhão e meio de viciados em cocaína.

O monstro cheirou?

1, 3  milhão em maconha.

O monstro fumou?

258 bilhões por ano é o custo da violência.

O monstro papou?

500 policiais mortos e  cerca de 2.000 feridos.

O monstro é audacioso?

200 milhões sem ter o direito de ir e vir com segurança, sendo assaltados e furtados.

O monstro dominou?

80% de tudo tem a droga como alimento.

O monstro engordou?

O Estado perdeu a guerra ?

Com a crise o monstro vai crescer?

A droga vem das fronteiras, anda de carro, avião, navio, ela é vendida nas escolas, festas, ruas, avenidas e estradas. Não em marte ou Júpiter.

A policia, mesmo sendo desprestigiada, ganhando mal prende mais 600.000 em flagrante, onde eles estão???

O maior número de crimes é praticado por reincidentes.

Menos de 5% dos crimes são apurados e julgados.

Quem será o monstro? Você decide.

Osvaldo Matos de Melo Júnior é publicitário e sociólogo


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Arcoverde

04/08


2015

OAB abandona entidade em Surubim

O Termo Judiciário Trabalhista de Surubim, responsável por julgar conflitos individuais surgidos nas relações de trabalho, foi extinto no início do mês de junho deste ano. O movimento A Ordem É Para Todos constatou a omissão da Ordem dos Advogados de Pernambuco (OAB-PE) com os advogados do local e a sociedade, pois até então, nada foi feito para reverter o problema.
 
Atualmente, as pessoas precisam ir até a Justiça do Trabalho de Limoeiro, que fica a 40 km. A OAB-PE mais uma vez, não se posicionou sobre o tema, deixando o assunto cair no esquecimento. “Faltou luta da entidade de classe, dos empregados e dos políticos da cidade”, afirmou o advogado da região Andrey Stephano.
 
O Termo abrange sete cidades vizinhas a Surubim e a população do local gira em torno de 160 mil habitantes. Nas visitas as cidades interioranas, o Movimento A Ordem É Para Todos pôde atestar o descaso com os profissionais do interior por parte da atual gestão da OAB-PE.


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04/08


2015

Desertificação assombra o semiárido

Por Fernando Bezerra Coelho 

Nascido em Petrolina – hoje, um dos principais aglomerados urbanos do Semiárido Brasileiro – sou um nordestino que vê de perto, e com muita tristeza e preocupação, o avanço de um triste fenômeno: a desertificação do semiárido e de outras regiões do  Nordeste. Como alertei recentemente, na Tribuna do Senado Federal, mais de um milhão de hectares do semiárido em oito estados nordestinos e também no norte de Minas Gerais estão susceptíveis à desertificação, resultado do baixíssimo índice pluviométrico combinado com as queimadas, as erosões, o manejo inadequado da agricultura e da pecuária e a destruição da microfauna.

Esse fenômeno – fruto de causas climatológicas e resultado de intervenções humanas equivocadas ou irresponsáveis – agrava-se em razão da seca mais severa que atingiu a Região Nordeste nos últimas 40 anos. E é no Semiárido, cujo processo de desertificação avança dia a dia, que vivem cerca de 28 milhões de brasileiros em 1.133 municípios. É lá, também, que se concentra a maior parte de cidadãos de baixa renda e socialmente vulneráveis.

Lembro que quanto mais o processo de desertificação avança, mais difícil, mais demorada e mais cara se torna a recuperação do solo; quando não, irreversível. Esta foi, inclusive, uma das questões destacadas por especialistas da Embrapa e do Ministério da Ciência e Tecnologia que convidamos para a recente audiência pública da Comissão Mista de Mudanças Climáticas (CMMC) do Congresso Nacional, da qual sou presidente.

Segundo nos apontaram os especialistas do governo, 20 núcleos territoriais do Semiárido Nordestino já apresentam alto grau de degradação do solo, totalizando 21 mil hectares. Nestes locais, os riscos são agravados pelo tradicional sistema de agricultura itinerante e o uso de insumos tecnológicos inadequados. Nestas condições, depois de duas ou três colheitas, o solo perde os nutrientes, deixa de ser produtivo e, então, é abandonado.    

Durante a audiência da CMMC, realizada no último dia 9, em Brasília, vimos imagens de propriedades inteiras onde restam apenas vestígios da caatinga, um bioma exclusivamente brasileiro e nordestino. E este patrimônio biológico nunca mais poderá ser recuperado se ele chegar ao nível da desertificação: um processo real, grave e que demanda políticas públicas capazes de conter e reverter esse desequilíbrio ecológico enquanto ainda há tempo.

Por isso, defendi e assinei requerimento de urgência para a aprovação  ainda nesse primeiro semestre do Projeto de Lei do Senado que chega em excelente e urgente hora. Estou otimista de que, quando sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a Política impulsionará a implementação de medidas capazes de reverterem este triste cenário. E para que elas se materializem e de forma célere, vamos encaminhar, por meio da CMMC, uma pauta de trabalho à Presidência da República para que seja estabelecida uma agenda conjunta entre o Legislativo e o Executivo.

No meu entendimento, é preciso que o governo invista em um sistema integrado de monitoramento, na capacitação de técnicos em extensão rural e na criação de centros de pesquisa para o desenvolvimento de tecnologias que possam prevenir e conter os processos de desertificação. Vejo, ainda, a necessidade de se implementar sistemas de captação e uso da água da chuva, de irrigação das regiões vulneráveis, de recuperação de solos salinizados ou alcalinizados e de estímulo ao reuso da água, além do reflorestamento.

A desertificação é um fenômeno que deve preocupar e chamar a atenção de governantes, especialistas, parlamentares e de toda a sociedade. Com a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, o Brasil aumenta as chances de ganhar maior protagonismo na Conferência Mundial do Clima, a COP 21, que ocorrerá em Paris, na França, em dezembro deste ano. Diretamente relacionada a questões climáticas e à degradação da natureza, a desertificação extrapola o Semiárido Nordestino e as fronteiras brasileiras: é um problema global.

* Senador da República pelo PSB de Pernambuco..


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Stampa Midia

04/08


2015

Jarbas diz que Dirceu envergonha o País

Na avaliação do deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB), a prisão do ex-ministro José Dirceu não é motivo de comemoração mesmo entre os que fazem oposição ao Governo. Para ele, o crime continuado que Dirceu vinha praticando, mesmo após ser condenado pelo mensalão, deveria envergonhar a todos. “É chocante que uma pessoa já condenada e em cumprimento de pena continuasse a praticar delitos. O capitão do time, como Lula o chamava, insistiu na sua prática criminosa”, afirmou.

Para Jarbas, a prisão do ex-ministro dentro da Operação Lava Jato reforça a importância da investigação que tem sofrido com processos de intimidação e pedidos de saída de seus principais integrantes, como o Juiz Federal, Sérgio Moro, o Diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello e o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. “É preciso que os que integram essa frente de investigação do maior caso de corrupção que eu já vi em toda a minha vida pública continuem a fazer seu trabalho. Que eles cheguem até o fim”, disse.


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Naipes

04/08


2015

Rodoviários fazem passeata hoje no Recife

Diário de Pernambuco

A terça-feira começa com incertezas sobre o transporte público de passageiros, apesar dos dois grupos sindicais (oficial e oposição) dos rodoviários garantirem que a circulação de coletivos será normal. Ontem, eles asseguraram que a volta para a casa após um dia de transtornos seria tranquila, mas isso não aconteceu. Nas ruas, o que se viu foram poucas conduções. Nem os BRTs circularam. Segundo os rodoviários, a diminuição foi ideia das empresas, que negam. 

Para esta tarde, a partir das 14h, o sindicato convocou a categoria para se concentrar na Praça Oswaldo Cruz, Boa Vista, e seguir em passeata até o Palácio do Campo das Princesas e depois até a sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na Avenida Cais do Apolo. Os sindicalistas garantem que a frota irá circular normalmente durante o protesto. Já a oposição vai distribuir panfletos à população explicando as razões do movimento.

O Metrorec avisou que vai estender o horário de pico em uma hora hoje, com mais 10 viagens pela manhã (5h30 às 8h30) e 10 à noite (17h às 21h). Os rodoviários, que protestam contra a redução de percentuais de reajuste salarial e do tíquete-alimentação, avisaram que vão parar novamente nesta quarta-feira, mas não divulgaram horários.

Ontem, a paralisação começou às 4h, como resposta à decisão do Tribunal Superior do Trabalho de reduzir percentuais definidos pelo Tribunal Regional do Trabalho. Como se não fossem clientes de um serviço essencial e não merecessem o mínimo respeito, os dois milhões de usuários de ônibus na Região Metropolitana foram novamente surpreendidos pela interrupção do sistema, sem nenhum aviso prévio.

Na oitava paralisação em 12 meses, só 60 dos três mil coletivos circularam. Os transtornos nos terminais e paradas dos corredores somaram-se aos engarrafamentos do dia de volta às aulas, em vias como a Avenida Rui Barbosa, que tiveram o trânsito agravado pela greve surpresa. 


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04/08


2015

Produção industrial volta a cair

Do G-1

Depois de ensaiar uma recuperação em maio, a produção industrial nacional voltou a mostrar resultado negativo ao recuar 0,3% em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta terça-feira (4). Em relação ao mesmo mês do ano passado, a atividade fabril caiu ainda mais, 3,2%, a 16ª baixa negativa seguida.

No semestre, de janeiro a junho, a indústria acumula retração de 6,3% - o pior resultado desde 2009. A atividade foi impactada pela produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, que sofreu redução de quase 21%.

Segundo André Luiz Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, os fatores que influenciam o comportamento da indústria em 2015 foram “baixo nível de confiança do empresário, do consumidor, incerteza para investimentos, mercado de trabalho se comportando de forma menos favorável, renda disponível das famílias diminuindo - seja porque tem inflação mais alta ou permanece com comprometimento de outras dívidas - e mercado externo permanecente com comportamento adverso".

Apesar de todas as taxas serem negativas em junho, o recuo de 5% no acumulado em 12 meses apresentou uma perda menos intensa do que a observada em maio, -5,3%, e interrompeu a trajetória descendente iniciada em março de 2014, apontou o IBGE.

“A produção volta a operar no campo negativo na margem da série, após ter tido movimento de maior expansão no mês anterior, ainda assim era movimento de redução de ritmo da produção industrial. Até porque ele [o crescimento de 0,6% em maio] tão pouco eliminava, revertia trajetória descendente que a produção industrial vinha demonstrando. Ou seja, a entrada de mais um resultado negativo mantém aquela leitura que já vem mostrando menor ritmo, trajetória descendente há um tempo”, analisou Macedo.

De maio para junho, o que mais influenciou negativamente a queda do indicador foram máquinas e equipamentos (-7,2%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-12,7%), além de veículos automotores, reboques e carrocerias (-2,8%).

“São atividades que vêm observando comportamento de redução de jornada de trabalho, férias coletivas, suspensão de contratado de trabalho, tentativas de reduzir a produção para adequar a produção corrente, a demanda e o estoque.”

Contribuíram para que a queda não fosse ainda maior os desempenhos da indústria de produtos alimentícios, que cresceu 3%, e dos setores de bebidas (3,6%) e de perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (1,7%).

“Muito desse crescimento [3% dos alimentos] tem relação do complexo de carnes, mais especificamente do setor de aves, que vem mostrando impulso maior. Pode ter relação importante com o próprio aumento da carne bovina, deslocamento de consumo, exportações da carne de aves vem mostrando incremento importante, então, está na base da explicação do movimento mais recente do setor de alimentos.”

Entre as categorias econômicas, recuaram bens de consumo duráveis (-10,7%) e bens de capital (-3,3%), "influenciadas, em grande parte, pela menor produção de automóveis e eletrodomésticos, na primeira, e de caminhões, na segunda.".


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04/08


2015

Advogado diz que Dirceu é bode expiatório

O advogado Roberto Podval, que defende o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, afirmou que o petista é um "bode expiatório" da Operação Lava Jato. Para Podval, a prisão de Dirceu tem "justificativa política".Dirceu teve prisão preventiva decretada nesta manhã na 17ª fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras. O ex-ministro do governo Lula é suspeito de ter idealizado o esquema de corrupção na estatal e de ter recebido propina para sua empresa de consultoria.

"Nós vimos alguns operadores, todos eles com milhões e milhões de dólares no exterior, eles mesmos já falaram, confessaram, entregaram as contas e o dinheiro. Ninguém fala de uma única conta, de uma única movimentação do Zé Dirceu no exterior. Não falam porque não tem. Então, ele, que é o grande responsável, não tem nada parecido com o que foi encontrado durante o processo", disse Podval.

"Aí é politizar uma questão jurídica e de forma injusta. Estão buscando um bode expiatório. Zé Dirceu é hoje um bode expiratório do processo. Estão tratando o Zé Dirceu como um grande prêmio que se encontrou ali", completou o advogado. Para Podval, não há razões jurídicas para que fosse decretada a prisão preventiva do ex-ministro. Segundo o advogado, todos os documentos e contratos de prestação de serviços da empresa de José Dirceu foram entregues "antecipadamente" à Justiça Federal.

"É uma prisão que não precisava ter ocorrido. Acho que esse processo é um processo que se divide numa parte jurídica e numa parte política. E aqui não vou partidarizar a parte política. Mas, fato é, juridicamente falando: qualquer aluno de direito sabe que as razões para a prisão preventiva não existem. E a decisão que determina a prisão, para mim, não tem justificativa jurídica. A justificativa colocada parece mais uma justificativa política", acusou o advogado.


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Lucidio de Figueiredo Galvão Júnior

SERÁ QUE DEVE SER BOM MESMO GANHAR MUITO DINHEIRO PARA FALAR MUITA BESTEIRA ???? ESTAIS SENDO TIRADO DE OTÁRIO, MANÉ. NEM TU ACREDITA NO QUE FALA ZÉ BUBU !!!!


Onodera Estética

04/08


2015

Lava Jato: presos fazem exame no IML

Os sete investigados, presos na 17ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na segunda-feira (3), devem fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML), que é praxe após a prisão, por volta das 10h desta terça-feira (4), em Curitiba. O grupo chegou na capital paranaense em um avião da PF por volta das 20h e está detido na carceragem da Superintendência da PF.

A atual fase foi batizada de "Pixuleco" e investiga um esquema criminoso de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras.
Apenas o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que também foi preso na operação, ainda não chegou à cidade. Ele foi detido na casa em que mora, em Brasília, mas dependia de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para ser transferido ao Paraná. Isso porque Dirceu foi condenado no processo do Mensalão e cumpria prisão domiciliar. Às 8h40, a PF informou que ele deve chegar à capital no período da tarde.

A transferência de Dirceu foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, na noite desta segunda. O ex-ministro é suspeito de praticar crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.Nesta fase da Lava Jato, os investigadores focam irregularidades em contratos com empresas terceirizadas."São empresas prestadoras de serviços terceirizadas da Petrobras contratadas pela diretoria de Serviços que pagavam uma prestação mensal através de Milton Pascowitch [lobista e um dos delatores da Lava Jato] para José Dirceu. Então, é um esquema bastante simples que se repete", afirmou o procurador.

Também na segunda, a PF informou que dará prioridade aos depoimentos dos presos temporários. O prazo vence na sexta-feira (7) e pode ser prorrogado pelo mesmo período ou convertido para prisão preventiva, quando o investigado não tem prazo para deixar a prisão.

Estão presos em Curitiba:

- Prisão preventiva

Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura – lobista suspeito de representar José Dirceu na Petrobras, é apontado pelo MPF como responsável pela indicação de Renato Duque para a diretoria de Serviços da estatal.
Celso Araripe – gerente da Petrobras, denunciado na 14ª fase da Lava Jato. É acusado de receber propina para providenciar aditivos em contrato da Odebrecht com a estatal.

- Prisão temporária

Luiz Eduardo de Oliveira e Silva – irmão de José Dirceu e sócio dele na JD Consultoria. É suspeito de ir até empresas para pedir valores para o esquema de corrupção. A JD é suspeita de receber R$ 39 milhões por serviços que não foram feitos.
Roberto Marques - ex-assessor de Dirceu. Segundo a delação de Milton Pascowitch, ele recebia dinheiro e controlava despesas de Dirceu no esquema de corrupção.

Júlio Cesar dos Santos – foi sócio minoritário da JD Consultoria até 2013. Uma empresa no nome dele é dona de um imóvel em Vinhedo que Dirceu usava como escritório. O imóvel foi reformado como contrapartida da participação de Dirceu no esquema, segundo Pascowitch.

Olavo Hourneaux de Moura Filho – irmão de Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura, ele é suspeito de receber quase R$ 300 mil do esquema de corrupção para o irmão.

Pablo Alejandro Kipersmit – presidente da Consist Software. Segundo Pascowitch, a empresa simulou contrato de prestação de consultoria com a Jamp Engenheiros, com a finalidade de repassar dinheiro ao PT através de João Vaccari Neto.
As prisões ocorreram em Brasília, São Paulo, Ribeirão Preto (SP) e Rio de Janeiro. "Pixuleco", segundo as investigações, era o termo que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto usava para falar sobre propina.


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Nehemias Fernandes Jaques

Prisão de Dirceu pode ter sido para encobrir atentado ao Instituto Lula e promover ato contra Dilma - Não há necessidade de prisão. Ele cumpre pena no regime semiaberto. Tem endereço certo. Não há nenhuma justificativa para essa prisão, a não ser para promover o espetáculo de um estado policialesco, que criminaliza a política.

marcos

Se faltar cela pode mandar aqui para o Aníbal Bruno.

o povo da de olho

DESSA VEZ NEM OS MORTOS ESCAPAM...


Vila Fest

04/08


2015

Histórias de repórter (80)

Sucessor de Collor, cassado por corrupção em 1992, Itamar Franco passa à história não apenas por ter pego um País em meio uma das mais graves crises, com a inflação beirando aos 1.100% e alcançando 2708,55% no ano seguinte, e estabilizar a economia através do Plano Real, mas também por decisões inusitadas, como o relançamento do Fusca e a escolha de um político nordestino para ministro da Fazenda.

Indicado pelo então governador de Pernambuco, Joaquim Francisco (PFL), que havia apoiado Collor e com ele rompido após as denúncias que provocaram seu impeachment, Krause chegou ministro da Integração Nacional para falar com Itamar e de lá saiu ministro da Fazenda. Itamar vinha sofrendo pressões do ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, para entregar o Ministério ao PMDB paulista.

Na verdade, ele própria queria bancar a indicação. Em meio ao primeiro contato com Krause, chamado às pressas no Recife, na presença do ex-vice presidente Aureliano Chaves, do ex-governador do DF, José Aparecido, além de Joaquim, Itamar tasca: “Você será ministro da Fazenda. Não vou me dobrar ao Quércia”.

Krause quase cai da cadeira. “Pelo amor de Deus, não façam isso comigo, reagiu, atônito, para em seguida argumentar que sofreria uma tremenda incompreensão do PIB nacional, dos meios de comunicação e da sociedade conservadora pelo ineditismo de colocar um nordestino para comandar a economia do País num instante em que a inflação galopava. José Aparecido e Aureliano avaliaram a posição de Itamar e seguraram Krause na pasta.

Como Krause previa, as reações da elite conservadora pipocaram. E partiu de Nova Iorque a mais duração reprovação à escolha do político pernambucano. O jornalista Paulo Francis, da TV-Globo, disse no Jornal da Globo, onde tinha a sua tribuna por volta da meia noite, que era absurdo um nordestino caipira e Jeca como Krause ser ministro.

Nada mais politicamente incorreto do que Paulo Francis. Mordaz, cáustico, polêmico, contraditório, brigão, temperamental. Só não brigou com Deus, por que questionava sua existência, mas o mundo entrou no seu rol de desafetos. Mesmo aqueles que elogiava, eram alvo dos seus comentários incisivos, como foi o caso do então presidente Fernando Henrique Cardoso, que num momento era o maior estadista do mundo, e logo depois era um presidente vacilante.

Krause, que poderia ter ódio de morte contra Francis, admite que era mesmo caipira e diz que é importante haver gente como Francis, que não reza pelas normas nem cartilhas. Masoquismo do ministro? Lucidez? O tempo se encarregou de mostrar que Krause e Francis tinham razão.

Gustavo Krause emprestou todo o seu talento, mas passou apenas quatro meses na função, boicotado pelo PIB nacional, os que sempre mandaram na economia e que não admitiam perder o seu controle. Itamar, entretanto, fez uma grande deferência com o Nordeste. E mesmo incompreendido, entrou para a história como o pai da estabilidade do País.

Com uma equipe composta majoritariamente por mineiros, e, sendo ele também mineiro, o Governo Itamar ficou informalmente conhecido como a “República do Pão de Queijo”. Não adepto das comidas mineiras nem tampouco chegado ao irresistível pão de queijo, Krause poderia ter tido uma passagem muito mais breve não fosse o seu talento, preparo, capacidade de discernimento e coragem para argumentar.

Com 30 dias na função, convocado para uma reunião de emergência com o núcleo duro do Governo, Krause se recusa assinar uma portaria relacionada a congelamento de preços de remédios por achar que só iria contribuir para elevar ainda mais a inflação. “Teria passado para história como Krause, o brevíssimo”, relembra o ex-ministro que, no dia seguinte, ficou feliz da vida ao assistir ao Jornal Nacional, numa sala ao lado de Itamar, vendo Sérgio Chapelin, com aquele vozeirão, noticiar um ligeiro e discreto recuo da inflação.

Krause relembra, ainda, outro bastidor que quase entrega a carta de demissão a Itamar, também forçado a tomar uma medida que o contrariava. “Crise política brutal e inflação estratosférica. Corrigi o preço da gasolina, medida correta. O presidente não gostou. Botou a boca no trombone. Trocamos um telefonema civilizado, porém, tenso. Expliquei a razão da medida. Após o que ouvi a pergunta: dá para revogar a portaria? Infelizmente, não. Estava engatilhado o complemento se a ordem fosse dada: o senhor revoga a portaria e o ministro. Não foi necessário”.

Nordestino e sem força aparente na República do Pão de Queijo, Krause dobrava Itamar pela invejável capacidade da chamada resistência dialética. “O Brasil não tem moeda: tem um nome. Na prática, o que existe é uma cumplicidade aritmética entre os agentes econômicos chamada correção monetária. O Brasil não tem orçamento. O mais importante instrumento de planejamento governamental que traduz financeiramente as prioridades políticas de um País e protege o cidadão da rapinagem dos poderosos, é uma ficção”, dizia.

“A Federação, segundo ele, é uma cópia canhestra do federalismo dos senhores, onde predomina o centralismo que é o avesso da gênese federativa. Itamar trocou de ministros da Economia várias vezes, até Fernando Henrique Cardoso assumir e operar com ele o Plano Real.

Mais tarde, num artigo que fez sobre sua curta passagem pela Fazenda, Krause fez as contas e chegou aos seguintes números: De 1980 a 1994, o Brasil teve 15 ministros da Fazenda, 14 presidentes de Banco Central, seis planos de estabilização, inclusive o confisco, seis moedas, 13 políticas salariais, 17 regras de câmbio, três tablitas, 53 medidas de controle de preços e chegou a um patamar de 720% de inflação média anual.

O tempo fez Krause superar o adjetivo de Jeca carimbado por Paulo Francis? Responsável pelo documentário “Caro Francis”, retratando a trajetória do polêmico jornalista, o cineasta Nelson Haineff não conseguiu arrebatar um depoimento de Gustavo Krause, já na sua rotina provinciana do Recife.

Quanto a Itamar, numa entrevista ao jornalista pernambucano Geneton Moraes Neto, contou bastidores do seu Governo nunca revelados. Disse que políticos o procuraram para sugerir o fechamento do Congresso. “O Congresso enfrenta uma crise muito séria. Há corrupção generalizada na Comissão de Orçamento. É melhor fechar por um tempo”, sugeriram parlamentares, segundo relato do próprio Itamar, que não revelou o nome dos deputados.


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Nehemias Fernandes Jaques

MEMÓRIA POLÍTICA - Em depoimento, ex-presos políticos falam do CCC Jornalista Marcelo Mário Melo diz que Gustavo Krause, Etorre Labanca e João Arraes integraram a organização - A Comissão Estadual da Verdade recebeu, na tarde desta quinta-feira, depoimento de ex-militantes de esquerda, presos durante o regime militar. Depuseram o ex-militante do PCB Pedro Bezerra e os membros do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) Marcelo Mário Melo e Francisco de Assis. Além dos depoimentos com informações sobre agentes da ditadura e companheiros de luta armada, o jornalista e escritor Marcelo Mário Melo trouxe à mesa a discussão sobre o grupo de extrema-direita Comando de Caça aos Comunistas (CCC) e citou nominalmente, ainda que sem acusar diretamente, três figuras ainda ativas no cenário político pernambucano como possíveis membros do grupo: o ex-governador Gustavo Krause (DEM), o prefeito de São Lourenço da Mata, Ettore Labanca (PSB), e o vereador do Recife João Arraes (PSB). O jornalista se baseia numa entrevista que fez com o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), para o extinto jornal o Rei da Notícia, em 1985, na qual o peemedebista narra um encontro que teve com membros do CCC durante os anos de chumbo e prossegue dizendo que “alguns” tinham mandato vigente, na época da entrevista, ou ocupavam cargos “importantes na administração pública”, sem citar nomes. Defensor da tese que “só se pode derrubar a muralha de silêncio erguida ao redor do CCC estudando a extrema-direita de Pernambuco”, o ex-militante soma a declaração de Jarbas ao currículo dos três políticos para qualificá-los como possíveis membros. “Se eles foram ou não membros do CCC, eu não posso ter certeza, tem que perguntar a Jarbas”, desconversou. Contra Ettore Labanca pesaria seu histórico na militância estudantil de direita – desde antes do golpe –, o cargo de Auxiliar de Escrita que ocupou na Secretaria de Segurança Pública no período militar, e sua filiação à Arena e PDS. Contra Krause, o jornalista argumenta sua posição pública contrária a Dom Helder Câmara, e também o fato de ter entrado no serviço público logo após o golpe, o que o qualificaria como um membro da “jovem-guarda da ditadura”. Já contra João Arraes, também fica a militância de direita, como presidente da Casa do Estudante e a suposta nomeação como delegado, sem passar por concurso. “Minha resposta é minha vida. Minha trajetória política e pessoal, sem nenhuma relação com violência ou intolerância”, defendeu-se Gustavo Krause. João Arraes e Ettore Labanca não retornaram os contatos da reportagem.

o povo da de olho

NO MEU ENTENDER, E DURANTE O PERÍODO QUE TRABALHEI NO SERVIÇO PÚBLICO, SOBRE A GESTÃO DE MAIS DE DEZ GOVERNADORES, FOI O GOVERNADOR QUE MAIS ORGULHOU PERNAMBUCO, SUA HISTÓRIA, SUA CULTURA E PRESTIGIOU O FUNCIONÁRIO PÚBLICO. PRINCIPALMENTE A POLÍCIA MILITAR. ONDE ELE POSSUI BOAS LEMBRANÇAS E GRANDE LAÇOS DE AMIZADE. ESSA É A MINHA HUMILDE OPINIÃO.

adalberto ribeiro

Lembro que depois desse episódio Paulo Francis chegou a se retratar e reconhecer Gustavo Krause como um poliitico preparado e talentoso, mesmo sendo oriundo desta aldeia nordestina. Franz Paul Heilborn era um bicho delirante


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