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Segunda etapa nos santuários


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Na Bahia, quem não tem Bolsa Família cata lixo
Excluídos penam para sobreviver na Chapada
Um terço dos baianos nos programas sociais
Até Salvador surfa na onda da bolsa
O juiz que sacode o Brasil
Internet gratuita finalmente chega às ruas do Recife
Armando e Kátia confirmados, mas Dilma não anuncia hoje
Barba de molho: prefeitos não comemoram a dinheirama
Deputados querem aumentar seus salários para 33,7 mil
PT em pé de guerra contra novo ministério de Dilma


Opinião


Operação Lava Jato, Teoria dos Jogos e Cenários - Adriano Oliveira
























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11/14
Na Bahia, quem não tem Bolsa Família cata lixo

MARCIONILIO SOUZA (BA) – Principal programa de transferência de renda do Governo Federal, o Bolsa Família mudou a face de pobreza extrema no País. Embora com falhas, apontadas nesta série de reportagens nos santuários eleitorais em que a presidente Dilma teve a quase unanimidade da votação no segundo turno, superando a casa dos 90%, quem não está contemplado pelo programa mendiga.


Narciso Lins, sem bolsa, cada lixo em Marcionílio Souza.

É o caso, por exemplo, do agricultor Narciso Lins, 52 anos, expulso pela seca de suas terras em Marcionílio Souza, a 350 km de Salvador, já na Chapada Diamantina. Foi encontrado pela reportagem, ontem, catando lixo num lixão a céu aberto, na estrada que dá acesso à cidade. “Nunca consegui essa bolsa, meu filho e por isso cato lixo”, desabafou.


A seca já castiga boa parte do sertão baiano.

A Bahia tem mais de dois milhões de famílias alistadas no programa. As famílias foram incluídas no programa, entre os 2,8 milhões inscritos, por terem renda mensal de até R$ 70, isto é, estão na faixa de extrema pobreza, de acordo com o Ministério de Desenvolvimento Social Combate à Fome (MDS).

A União transfere a bagatela de R$ 3 bilhões, por ano, segundo o secretário nacional de Renda e Cidadania do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Luis Henrique Paiva. A Bahia, segundo ele, é um Estado que tem índices de pobreza acima da média nacional e é bastante grande em termos de população.

Por isso, acaba sendo o que tem o maior número de beneficiários e, com isso, recebe um número grande de transferências do tesouro nacional. São Paulo, Pernambuco, Ceará, Minas Gerais e Maranhão são os Estados que seguem a Bahia no ranking dos mais beneficiados. Por serem pouco populosos, Amapá e Roraima são os que menos recebem recursos do Bolsa Família.

Embora de efeitos sociais indiscutíveis, o programa gerou também uma grande dependência. O Governo tem um programa de inserção dos beneficiários no mercado de trabalho, mas não consegue tanto êxito assim. “Segundo nossas pesquisas, hoje esses beneficiários têm sido inseridos no mercado de trabalho, mas ainda de forma precária, permanecendo, em média, por 11 meses no emprego”, disse Paiva.

Ele considerou, no entanto, que não é necessariamente papel do programa de transferência de renda fazer essa inserção. “Há um conjunto de iniciativas feitas pelo governo federal que não são necessariamente organizadas pelo Bolsa Família que visam a essa inserção, como o Pronatec, por exemplo, e outras iniciativas voltadas para a área rural e regiões de semiárido”, argumenta.

O Bolsa Família é um modelo de rede de proteção social voltado para famílias pobres, especialmente para crianças. Na prática, vem conseguindo, depois de 12 anos da sua implantação, cumpriu seu papel inicial ao reduzir a fome e possibilitar a inclusão social. O programa abarca muitas famílias em situação de pobreza, mas deixa de fora o extremamente pobre, que é aquele que não tem teto e mora na rua.

O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda que integra o Plano Brasil Sem Miséria, com foco de atuação nos brasileiros com renda familiar per capita inferior a R$ 70 mensais. Com as mudanças realizadas nos últimos anos, o programa também se baseia hoje na garantia de renda, inclusão produtiva e acesso aos serviços públicos.

O valor repassado depende do tamanho da família, da idade dos seus membros e da sua renda. Há benefícios específicos para famílias com crianças, jovens até 17 anos, gestantes e mães que amamentam. O total gasto com o programa corresponde hoje a aproximadamente 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, segundo o MDS.

Fotos: Magno Martins e Otávio Souto

Edição: Ítala Alves

  Escrito por Magno Martins, às 07h30
 
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27
11/14
Excluídos penam para sobreviver na Chapada

Como “seu” Narciso Lins, que cata lixo, a família de Renilton Santos, 21 anos, e Elielson Silva, 13 anos, residentes numa casa de taipa no município de Lajedinho, na Chapada Diamantina, a 450 km de Salvador, também faz milagres para sobreviver, porque não tem cobertura do programa de transferência de renda.


Renilton Santos e Elielson ajudam a mãe nos afazeres, porque ela não conseguiu a bolsa.

“Minha mãe faz de tudo aqui, de lavagem de roupa a tocaiar o gado na estrada”, conta Renilton, que cuida da casa quando dona Terezinha, sua mãe, se ausenta para tentar uns trocados para a feira. No seu alpendre de taipa, o jovem e o irmão, além da mãe, pai e mais cinco parentes, convivem diariamente com o risco de ser picado pelo Barbeiro, transmissor da doença de Chagas.

No quintal da casa, um banheiro improvisado exala um mau cheiro insuportável enquanto. Um jumento, que faz companhia a ele ao lado, é o único transporte para levar a mãe até o comércio de Lajedinho, a 12 km. “Minha mãe já tentou várias vezes fazer o cadastro, mas não deu sorte. Só uma irmã minha conseguiu, recebendo R$ 72”, conta.Renilton.


Eliene Barbosa, de Andaraí, teve mais sorte e embolsa R$ 516 da bolsa.

Em Andaraí, a 440 km de Salvador, também na Chapada Diamantina, Eliane Barbosa, 53 anos, teve mais sorte. Há cinco, segundo ela, recebe R$ 516 da Bolsa. “Se não fosse a mãe Dilma e o painho Lula eu não sei o que seria da gente daqui de Andaraí”, conta. Em Andará, cidade encravada na Chapada, uma das mais áreas mais lindas do sertão baiano, o turismo continua sendo a maior fonte de renda, mas o grosso da população vive pendurado nos programas de transferências de renda do Governo.

Fotos: Magno Martins e Otávio Souto

Edição: Ítala Alves

  Escrito por Magno Martins, às 07h29
 
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27
11/14
Um terço dos baianos nos programas sociais

A fila na lotérica de Andaraí para sacar o Bolsa Família começa logo cedo de manhã.

A média de integrantes no programa Bolsa Família, segundo critérios do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, é de três pessoas por família. Isso significa que pouco mais de um terço da população da Bahia (cerca de 5 milhões) está sendo diretamente beneficiada pelo programa.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Bahia conta com 14 milhões de habitantes. O aumento médio de inscrições é de 100 mil famílias por ano. Neste ano, foi registrado um crescimento de 300 mil. "O maior acesso a informação sobre o programa facilitou o cadastro, contribuindo para o aumento. Outro fator é o enquadramento de mais pessoas às exigências do MDS", diz a coordenadora regional do Bolsa Família, Luciana Santos.


Andaraí, na Chapada Diamantina, tem vocação turística, mas grande parte da sua população depende dos programas sociais.

O aumento médio de inscrições é de 100 mil famílias por ano. "O maior acesso a informação sobre o programa facilitou o cadastro, contribuindo para o aumento. Outro fator é o enquadramento de mais pessoas às exigências do MDS", acrescenta a coordenadora. Segundo ela, oito milhões de pessoas estão inscritas no cadastro único do governo federal, o que equivale a 58% da população do Estado.

Dados do MDS atestam que, em outubro deste ano, o valor total transferido às famílias atendidas alcançou R$ 244 milhões. A quantia responde por 2,04% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia. "Cerca de 122 municípios do Estado são dependentes do programa. Com o benefício, que varia de R$ 32 a R$ 306, os inscritos podem ter acesso a bens que anteriormente não eram possíveis", afirmou Luciana.

De acordo com o economista Armando Avena, o Bolsa Família ajuda a injetar anualmente cerca de 30 bilhões de reais anuais na economia, o que mobiliza diversos setores econômicos. "As estatísticas apontam que, nos últimos três anos, o comércio vem crescendo 10% ao mês. O Bolsa Família é um grande estímulo para isso", afirmou.

Avena lembra que esse crescimento mostra, por outro lado, uma faceta negativa: o seu caráter assistencialista e sem políticas que contribuam para os participantes se tornarem autossuficientes. Para o economista, o governo federal ainda não conseguiu dimensioná-lo como um plano de caráter emergencial e temporário, conforme a proposta inicial.

"O aumento do número de pessoas cadastradas é a prova de que o programa não está funcionando. Se é emergencial, deveria exibir, gradualmente, uma redução do número de famílias inscritas”, avalia.

Fotos: Magno Martins e Otávio Souto

Edição: Ítala Alves

  Escrito por Magno Martins, às 07h28
 
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11/14
Até Salvador surfa na onda da bolsa

Edna trabalha numa funerária, mas a irmã tem bolsa família.

O programa Bolsa Família na Bahia não está restrito aos bolsões de miséria. Em Salvador, a charmosa capital baiana, conhecida pelo seu grande carnaval e atrativos turísticos, tem 67.453 famílias recebendo o benefício. Governada pelo petista Jacques Vagner, a Bahia foi a que mais recebeu repasses do Governo Federal no programa Bolsa Família: 1,36 bilhão de reais, segundo o Portal da Transparência do governo federal.

As maiores cidades do Estado são as principais beneficiárias: Salvador, com R$ 113,8 milhões neste ano, Feira de Santana, com R$ 29,2 milhões e Vitória da Conquista, com R$ 21,9 milhões. Há mais beneficiários do que em São Paulo, cuja população é três vezes maior. No Nordeste, o Governo destinou R$ 10,5 bilhões ao programa.

Vendedor de uma empresa de sorvetes na Grande Salvador, José Santana de Lima diz que, por anda encontra muitas irregularidades no programa na Bahia. Conta que um colega de trabalho, mesmo embolsando salário de R$ 3 mil, recebeu Bolsa Família por mais de três anos. “Ele só deixou agora porque a gente pegou muito no pé dele para devolver”, afirmou.

A Delegacia de Polícia de Itapetinga, a 316 km da capital baiana, está investigando um caso de uso incomum do cartão do Bolsa Família. Um homem, identificado apenas pelo prenome de “João”, teria tentado pagar os serviços de uma prostituta e o motel em que pretendia realizar o programa sexual com o cartão do principal programa social do governo.

A confusão começou quando a prostituta tentou cobrar adiantado os R$ 50 do programa. “João” percebeu que estava sem dinheiro, e perguntou se ela não aceitaria o pagamento através do cartão do Bolsa Família.

A mulher se recusou e, devido à discussão, uma radiopatrulha da PM foi chamada ao local. Para pagar a entrada no quarto do motel, o homem teria deixado o aparelho de som do seu carro. Os policiais militares contaram que “João” se irritou com o escândalo e reclamou da situação nos seguintes termos:

— Itapetinga tá atrasada mesmo, nem as p... aceitam cartão!

Fotos: Magno Martins e Otávio Souto

Edição: Ítala Alves

  Escrito por Magno Martins, às 07h27
 
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27
11/14
O juiz que sacode o Brasil

SÈrgio Fernando Moro

Do El País - Pedro Cifuentes

No topo do caso Petrobras, que investiga o possível desvio organizado de mais de 9 bilhões de reais e está abalando as estruturas institucionais do Brasil, está um juiz federal de 42 anos: Sergio Moro, considerado um dos maiores especialistas em lavagem de dinheiro do país (senão o maior). No último dia 14, ao assinar uma ordem de prisão contra 21 dos membros mais ricos e poderosos do establishment empresarial, ele se tornou também uma das personalidades mais respeitadas e comentadas do país.

Nas ruas de Curitiba, onde o escritório de Moro centraliza as investigações da Operação Lava Jato, o magistrado já é uma figura popular. “Ele é um juiz com impulso, não se detém diante de nada”, afirma o diretor de uma importante emissora local que tenta dissimular seu entusiasmo. Outros jornalistas intervêm para elogiar seu “sentido de justiça”.

A crescente reputação de Moro intimida até os advogados de defesa dos 13 empresários ainda presos. “Ele tem muito respaldo na Justiça Federal”, reconhece Pedro Henrique Xavier, advogado da importante construtora Galvão Engenharia SA. Na delegacia da Polícia Federal onde dividem a cela e prestam depoimentos os milionários detidos, os letrados reclamam diariamente porque seus clientes ainda não abandonaram a cadeia.

Cilque aí O juiz que sacode o Brasil e leia a continuação da reportagem
  Escrito por Magno Martins, às 07h00
 
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11/14
Internet gratuita finalmente chega às ruas do Recife

 

Do Diario de Pernambuco - Carolina Braga

 

Acessar a internet de graça na rua já é possível em 74 pontos do Recife. Desde ontem, essas áreas estão conectadas por uma rede sem fio gratuita, através do projeto Conecta Recife, promovido pela prefeitura, que começou a ser instalado em 14 de outubro. O sinal funciona 24 horas por dia, mas antes de utilizar, o usuário precisa fazer um cadastro e confirmá-lo por e-mail. Até ontem, 24,5 mil cadastros foram efetuados. Cada ponto tem raio de até 100 metros de alcance. O acesso é monitorado por um software que impede sites pornográficos e de apologia ao crime.

O projeto, promovido por meio da Empresa Municipal de Informática (Emprel) e da Secretaria de Turismo e Lazer, busca incluir digitalmente os recifenses e dar acesso a informações de turismo e lazer aos visitantes. “Cada hotspot aguenta até 100 usuários logados. Se passar deste número, enviaremos uma mensagem pedindo para o usuário aguardar”, explicou o presidente da Emprel, Eugênio Antunes. Nos pontos onde há aglomeração de pessoas, há mais de um hotspot. 

.Conexões 

Ontem pela manhã, houve alguns problemas em dois dos três locais onde o Diario testou o sistema. Na Rua da Moeda, a página de cadastro não carregou. No Parque 13 de Maio, o celular não encontrou a rede, que estava instável. Na Praça do Arsenal, o sinal funcionou bem, mas com celular que opera o sistema Android. Em um iPhone, que roda com iOS, não houve sucesso. 

Por nota, a Emprel informou que pode haver falha se o usuário estiver distante do lugar sinalizado. (Colaborou Thais Arruda)

  Escrito por Magno Martins, às 06h00
 
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11/14
Armando e Kátia confirmados, mas Dilma não anuncia hoje

 A presidente Dilma Rousseff desistiu de nomear oficialmente hoje Kátia Abreu (Agricultura) e Armando Monteiro (Desenvolvimento) para deixar claro que eles integram a cota política, e não técnica, do novo governo, informa Vera Magalhães, hoje na Folha de S.Paulo.

Segundo a colunista, a presidente quis evitar que o PMDB alegasse que a senadora será parte da equipe econômica e pedisse outras cinco pastas para manter seu quinhão na Esplanada.

Assim, Dilma, que convidou Kátia há nove dias, deixará a aliada por tempo indefinido sob ataque do PT.

De um aliado de Dilma sobre a marcha lenta da reforma ministerial: "É como canta Paulinho da Viola: faça como um velho marinheiro, que durante o nevoeiro leva o barco devagar".

  Escrito por Magno Martins, às 05h58
 
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11/14
Barba de molho: prefeitos não comemoram a dinheirama

 Prefeitos e governadores beneficiados pela alteração do indexador das dívidas que têm com a União, sancionada anteontem pela presidente Dilma Rousseff, acham que ainda é cedo para comemorar. A nova lei precisa de regulamentação. E ela será feita pela nova equipe econômica, liderada por Joaquim Levy, que defende profundo ajuste fiscal do governo. A informação é de Mônica Bergamo, hoje na Folha de S.Paulo.

Em São Paulo, a análise é a de que Levy regulamentará logo a nova regra, já que ela foi estabelecida antes de ele assumir o comando da economia. Assim o imbróglio não cairia na "conta" do novo ministro.

  Escrito por Magno Martins, às 05h40
 
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11/14
Deputados querem aumentar seus salários para 33,7 mil

De O Globo - Júnia Gama e Isabel Braga

Proposta também elevará vencimentos da presidente Dilma, e dos ministros

A Mesa Diretora da Câmara começou a discutir em reunião nesta quarta-feira a proposta de aumento salarial de deputados e senadores. Segundo o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a ideia é garantir pelo menos a correção inflacionária dos subsídios parlamentares, sem reajuste há quatro anos.
 
Segundo cálculos de técnicos da Casa, a correção deverá elevar os salários de R$ 26,7 mil para R$ 33,7 mil. Mas como há projeto tramitando na Casa e que eleva para 35, 9 mil, há deputados que defendem que o mesmo valor seja garantido aos parlamentares. A proposta também elevará o salário da presidente da República, Dilma Rousseff e dos ministros de estado.
 
Em votação simbólica nesta quarta-feira, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara aprovou dois projetos de lei que garantem reajuste de 21,9% no subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal e também no do Procurador Geral da República, elevando-os de R$ 29,4 mil para 35,9 mil a partir de janeiro de 2015. O impacto total no Judiciário e no Ministério Público será de R$ 875,16 milhões ao ano, já que o aumento nos subsídios de ministros e do procurador repercutem em todo o Judiciário e MP, aumentando os vencimentos de juízes e procuradores.
  Escrito por Magno Martins, às 05h30
 
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11/14
PT em pé de guerra contra novo ministério de Dilma

 A maioria do PT está irada com o Ministério que a presidente Dilma está montando. A principal tendência, a CNB, está levando um chega para lá. A Democracia Socialista e a Mensagem, alas à esquerda, são as preferidas na montagem do novo governo. São da DS Miguel Rossetto (Secretaria-Geral), Carlos Guedes (MDA), o secretário do Tesouro, Arno Augustin, e o presidente da CEF, Jorge Hereda.

A sala do presidente do PT, Rui Falcão, na sede, em Brasília, é um muro de lamentações. E os muxoxos pelos cantos vão dar a tônica na reunião do Diretório Nacional dos petistas na sexta-feira, em Fortaleza. A Mensagem e a DS têm o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) e podem ter, na cota do governador Fernando Pimentel, o deputado Reginaldo Lopes. E atua com a DS o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana.

Para virar o jogo, a CNB faz várias conversas de emergência. Eles não entendem a matemática da presidente Dilma. Cinco deputados pesam mais do que 65.  (Ilimar Franco - O Globo)

  Escrito por Magno Martins, às 05h20
 
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11/14
Ministério: PMDB se acha com a corda toda
 A cúpula do PMDB avalia que terá ao menos seis ministros. Estão nessa lista: o ministro Moreira Franco; os senadores Kátia Abreu, Eduardo Braga e Eunício Oliveira; o presidente da Câmara, Henrique Alves, e o ex-deputado Eliseu Padilha.

A reação interna no PMDB já foi contornada. E a da ala do PT, ligada ao MST, está sendo absorvida. Os senadores petistas até acharam um argumento favorável à presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, assumir o Ministério da Agricultura. O seu suplente, Donizeti Nogueira (TO), é petista e deve reforçar a bancada na próxima legislatura.- (O Globo - Ilimar Franco)

  Escrito por Magno Martins, às 04h40
 
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27
11/14
Ideli sobrou: vaga no TCU está longe de seu caminho

 A candidatura de Ideli Salvatti ao TCU subiu no telhado. Termina hoje o prazo para a inscrição de candidatos, e apenas o PMDB enviará o nome de Vital do Rêgo. Se entrasse na disputa, sem o apoio do aliado, Ideli perderia.

Apesar do acerto de Dilma Rousseff com Renan Calheiros o PT não gostou. O acordo fechado há meses previa que a vaga de José Jorge fosse de uma indicação dos senadores do partido, e não novamente do PMDB.

Enquanto isso, se o anúncio do novo ministro das Minas e Energia fosse hoje, a escolhida seria Miriam Belchior. Como não é, os aliados continuam tentando botar a mão no ministério

 
  Escrito por Magno Martins, às 04h00
 
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11/14
STF gastará R$ 18 mil com aluguel de apoio de pratos

Fernando Rodrigues - (Blog)

 Supremo Tribunal Federal realiza na 5ª feira (27.nov.2014) pregão para alugar móveis e itens de decoração para eventos que serão oferecidos pela Corte em 2015. Na lista, estão 1.000 “sousplat” –apoio para pratos de refeição, confeccionados em metal, espelho ou bambu– pelo valor máximo de R$ 18.330.

O cerimonial do Supremo também pretende gastar até R$ 23,5 mil com flores nobres e naturais e R$ 123.168 com o aluguel de cadeiras e bancos. Outros R$ 32.827 serão destinados ao aluguel de mesas, sofás, puffs e poltronas para os convidados.

O edital inclui o aluguel de 640 metros quadrados de tapete vermelho, por onde caminham as autoridades ao chegar e sair das cerimônias. O carpete, modalidade passadeira, deve ter no máximo 40 metros de comprimento por 2 metros de largura. Será usado até 4 vezes no ano, por dois dias em cada evento. O gasto estimado é de R$ 7.616.

Eis outros itens que o STF pretende comprar ou alugar em 2015: guardanapos em linho por R$ 6 mil, vasos decorativos com preço máximo de R$ 3.350 e tapetes estilo persa ao valor de R$ 1.700.

No total, o Supremo pretende gastar até R$ 224 mil com o aluguel dos móveis e itens de decoração. A estimativa é que 12 eventos sejam realizados durante o ano, como seminários e coquetéis, ao custo médio de R$ 18 mil cada um, sem o serviço de buffet.

  Escrito por Magno Martins, às 03h20
 
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11/14
No 1º de janeiro, casa cheia: Dilma quer todo mundo lá

 O Palácio do Planalto pediu empenho ao Itamaraty para que um número grande de chefes de estado venha para a posse de Dilma Rousseff.

Entre os países vizinhos, a vinda dos presidentes é mais provável, até por ser tradição na região.

Difícil será atrair algum governante de outro continente, principalmente considerando que se trata de uma reeleição – e mais ainda por se tratar do inglório dia 1º de janeiro, feriado mundial.

A propósito, Dilma convidou Joe Biden por telefone, quando ele ligou no começo do mês para parabenizá-la pela vitória.(Lauro Jardim - Veja Online)

  Escrito por Magno Martins, às 02h40
 
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11/14
Queixam-se e gastam

Carlos Brickmann

Papel caro? Deve ser um daqueles boatos que dono de jornal gosta de espalhar, para reduzir a equipe e dizer que isso é necessário para controlar os custos. Porque, na prática, todos se comportam como se o papel pagasse à empresa para ser desperdiçado.

Uma seção nobre, numa página nobre, num jornal da maior importância, informa: "Durante as eleições, a presidenciável Marina Silva (PSB) ficou hospedada em São Paulo em um apartamento no mesmo quarteirão do prédio onde morou o doleiro Alberto Youssef, segundo endereço informado à PF".

Trata-se de uma informação da maior importância, claro; de evidente interesse público. Faltou alguma complementação. Por exemplo, que o presidente Barack Obama "mora na mesma cidade em que o presidente Lincoln foi assassinado". Pode-se passar até para outro bestialógico, o de um grande centroavante que, chegando a Belém do Pará, manifestou sua satisfação por jogar na cidade em que Jesus nasceu. Será um bestialógico maior que o outro? Não: igualzinho.

Uma imensa gleba usada para reflorestamento, gastos com plantio, adubação, combate às pragas, corte das árvores, processamento da madeira, transformação em pasta de celulose, em papel, transporte, e tudo para publicar notícias dessas? E ainda esquecendo detalhes dos mais saborosos. O (ainda) ministro Guido Mantega nasceu em Genova, no mesmo país onde Henrique Pizzolato está morando.

Uma informação como essa, convenhamos: não é nada, não é nada, não é nada mesmo.

  Escrito por Magno Martins, às 02h00
 
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27
11/14
Quatro longos anos custarão a passar

Carlos Chagas

 A mais nova irritação da presidente Dilma, despejada sobre seus principais auxiliares palacianos, refere-se ao vazamento de informações sobre a nova equipe econômica. Ela não gostou de ler o óbvio nos jornais, que Joaquim Levy seria o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, no Planejamento, e Alexandre Tombini permanecendo no Banco Central. Depois de reunir-se com os três, separadamente, em mais de uma oportunidade, queria o quê?

Não se fala dos servidores do cafezinho, aliás, requentado, que frequentam seu gabinete, mas dos novos ministros, como também dos que serão substituídos ou remanejados. Claro que todos comentaram as escolhas, mesmo não tendo recebido da chefona a comunicação oficial. Não integrariam o primeiro escalão da equipe governamental caso carecessem de percepção acurada. Como em especial os que não vão ficar. Eles deixariam de ser mortais se não acusassem ressentimento. Acresce os novos ministros: um brilho excepcional nos olhos, sorrisos exagerados, confidências às secretárias ou simples comportamento extemporâneo – tudo são sinais inequívocos de novidades.

Nem se fala do trabalho dos jornalistas credenciados no Planalto ou encarregados da cobertura econômica. E mais a torcida do Flamengo, junto com o empresariado, atentos às mudanças programadas.

Esse episódio corriqueiro leva-nos a passar do particular para o geral. O que chama a atenção é o permanente estado de irritação da chefe do governo. Aliás, permanente desde seus tempos no ministério das Minas e Energia, depois na Casa Civil e na presidência da República. Ela está muito mais para Ernesto Geisel do que para Fernando Henrique ou o próprio Lula. O general explodia até quando perdia o jogo de biriba, o sociólogo respirava dez vezes antes de encontrar uma forma de achar tudo normal e o líder sindical conseguia superar percalços virando um copinho ou outro do precioso líquido escocês.

Dilma, não. Leva para o palácio da Alvorada frustrações e ressentimentos, esmaecidos apenas quando visitada pelo netinho. Como regra, porém, explode diante de ajudantes-de-ordem, garçons, auxiliares de toda espécie e principalmente ministros, cobrando justa ou injustamente falhas e omissões. Ou deveres de casa diligentemente feitos.

Dilma aguentará assim mais quatro anos? Ou, invertendo-se a equação, aguentará assim sua equipe, renovada ou não? Impossível evitar o contágio. De uns anos para cá o país ficou irritadiço. Intolerante por conta do sistema em cascata. Não tendo em quem desabafar, o cidadão comum chuta o cachorro. Quando recebe um “bom-dia”, indaga do interlocutor o porque, já que está chovendo ou fazendo calor…

Necessitaria o país de um refrigério. Vem aí o Natal, depois o Carnaval. Em paralelo, a crise econômica, a roubalheira na Petrobras, a inflação e mesmo os rescaldos do sete e um com a Alemanha. O diabo é saber que quatro longos anos custarão a passar.

  Escrito por Magno Martins, às 01h00
 
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26
11/14
Aprovado aumento do repasse de verbas a municípios

Os municípios brasileiros terão um aumento nos recursos transferidos a eles mensalmente pelo governo federal. A Câmara aprovou de forma definitiva nesta quarta-feira (26) a proposta de emenda à Constituição que eleva em um ponto percentual, até 2016, o repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). O fundo é formado por recursos arrecadados com o Imposto de Renda e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Desse montante, hoje 23,5% são distribuídos entre as prefeituras.

Pela emenda aprovada em segundo turno por 349 votos a favor e apenas 1 contra – e que segue para promulgação –, esse percentual subirá para 24% em 2015 e 24,5% em 2016.

Segundo cálculos de governistas, o reajuste injetará mais R$ 3,8 bilhões nos cofres das prefeituras nos próximos dois anos. A distribuição dos recursos aos municípios é feita de acordo com o número de habitantes.(Da Folha de S.Paulo)

  Escrito por Magno Martins, às 23h00
 
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26
11/14
Cubanos em fuga: ''Fue genial vivir en Brasil''
 Dois médicos cubanos trazidos pelo Mais Médicos fugiram para Miami, revela Lauro Jardim, na Veja Online. Lotados em Montes Claros, no interior de Minas Gerais, Yoan Jimenez Gonzalez e Frank Alberto Mesa Cabrera abandonaram o trabalho e embarcaram para os EUA, tornando-se, na prática, exilados da ditadura cubana.

Os dois já tornaram pública a nova condição.

No Facebook, Jimenez elogiou a passagem pelo Brasil:

- Para mí fue genial vivir en Brasil… la gente buena de ‘más’… besos.

Não foram os primeiros. Em junho, a médica Yaumara Perez Garriga havia feito o mesmo caminho.

  Escrito por Magno Martins, às 22h40
 
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26
11/14
Perdidos em busca de Nova Redenção

Clique no vídeo a seguir e veja em que encruzilhada nos encontramos para chegar até nova redenção por um atalho do Google Maps.

  Escrito por Magno Martins, às 22h36
 
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26
11/14
Aécio no vermelho e Dilma no azul

 

 

 

 

 

 

 

Lauro Jardim - Veja Online

A derrota para Dilma Rousseff não foi o único resultado negativo para Aécio Neves nas eleições. Apesar da extensa lista de doadores, desde a JBS até as empreiteiras implicadas na Lava-Jato, a campanha do tucano ao Planalto terminou com um vermelho de 550 054 reais na praça. A derradeira prestação de contas de Aécio ao TSE informou despesas de 223 475 907 reais e receitas de 222 925 853 reais.

Ao contrário de Dilma, que aumentou em 85 milhões de reais o teto de gastos da campanha, Aécio gastou 33% menos que os 290 milhões de reais fixados como limite para as despesas de sua campanha.

Eis alguns dos maiores doadores de Aécio:

*JBS: 48 040 502 reais

*Itaú: 8 353 966 reais

*Bradesco: 7 344 366 reais

*Ambev: 2 437 187 reais

*Andrade Gutierrez: 20 309 093 reais

*OAS: 7 480 712 reais

*UTC: 2 369 952 reais

*Queiroz Galvão: 2 115 277 reais

*Odebrecht: 5 280 598 reais

Dilma Rousseff, que obviamente também não abriu mão do dinheiro das empreiteiras, ficou 261 238 reais no azul: arrecadou 350 836 301 reais e gastou 350 575 063 reais. A presidente reeleita não chegou, portanto, aos 383 milhões de reais estipulados como teto ao TSE.

Alguns dos doadores de Dilma Rousseff:

*JBS: 73 219 959 reais

*Itaú: 4 milhões de reais

*Bradesco: 10 254 769 reais

*Ambev: 8 459 494 reais

*Andrade Gutierrez: 21 milhões de reais

*OAS: 20 milhões de reais

*UTC: 7,5 milhões de reais

*Queiroz Galvão: 3,5 milhões de reais

*Odebrecht: 8 985 099 reais

*Camargo Corrêa: 2 102 500 reais

*Engevix: 1,5 milhão de reais

  Escrito por Magno Martins, às 21h40
 
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