Versão Agreste Meridional

20/08


2017

Com quem andas

Lula está em campanha – oficialmente, “caravana”, porque campanha antecipada é ilegal – por nove Estados do Nordeste. Visita 25 cidades.

A comitiva de Lula na campanha – quer dizer, “caravana” – inclui Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, acusada de crime eleitoral, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, acusado de improbidade administrativa.

E o ex-governador baiano e ministro Jaques Wagner – contra quem o Supremo determinou a abertura de processo, acusado de participação no esquema Odebrecht.  (Carlos Brickmann)


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Nehemias

VOCÊ CONHECE ALGUM POLÍTICO DO MUNDO CONTEMPORÂNEO PARA ATRAIR MULTIDÕES IGUAL AO LULA? KKKK

marcos

Fechando os comentários do domingo: Lula é um BOSTA.

marcos

As igrejas fecham as portas na Bahia por ocasião da passagem de Lula, nunca se sabe né,quem Rouba Crucifixo é inimigo de Deus!

marcos

Se você quer acabar com a Corrupção no Brasil, o primeiro passo é Fora Temer e Lula na cadeia. Mas se quer continuar com um brasil CORRUPTO vota no pt.

Nehemias

VOCÊ CONHECE ALGUM POLÍTICO DO MUNDO CONTEMPORÂNEO PARA ATRAIR MULTIDÕES IGUAL AO LULA? KKKK


Versão Sertão do São Francisco

20/08


2017

Discurso de candidato, Lula quer "consertar o país"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em ato com trabalhadores rurais em Feira de Santana, petista também declarou que investigações o 'infernizam'

VEJA -  João Pedroso de Campos, de Feira de Santana (BA)

No último dia da passagem de sua caravana pela Bahia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um evento com agricultores familiares e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em Feira de Santana (BA).

Na cidade, segundo maior colégio eleitoral baiano e governada por um prefeito do DEM (José Ronaldo), Lula não tratou diretamente das eleições de 2018, mas falou como candidato ao dizer que quer “consertar” um “país quebrado”.

“Se tem uma coisa que eles sabem é que nós podemos consertar esse país”, declarou o petista, em um palco montado na casa de shows Estação da Música.

Ao lado do governador da Bahia, Rui Costa (PT), e da senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, entre outros petistas, Lula lembrou os feitos de seu governo na área social, sobretudo no campo e na educação, e atacou o governo do presidente Michel Temer.

“Nós não temos governo. Esse governo não representa o povo, representa uma parte da imprensa e os deputados picaretas que votaram o impeachment da Dilma“, disse o ex-presidente.

Além de questionar a legitimidade de Temer, o petista criticou a reforma da previdência proposta pelo governo do peemedebista, que ele acusou de querer “acabar com a aposentadoria do trabalhador rural”.

“Eles têm que saber que aposentadoria é um pagamento que a nação tem para com o povo que trabalhou e produziu a vida inteira nesse país”, discursou.


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Nehemias

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Versão Agreste Central

20/08


2017

Financiadores de campanha: dívida bilionária à União

Conheça os parlamentares e financiadores de campanhas que devem bilhões à União

Do site Custa Brasil

Está em curso uma manobra política no Congresso Nacional que pode eliminar encargos, juros e multas de grandes devedores da União. Entre os beneficiados estão deputados, senadores e financiadores de campanhas. O cidadão precisa tomar consciência de que esse é o mesmo grupo político e de poder econômico que defende mais aumentos de impostos contra os pobres e a classe média, além da eliminação de direitos trabalhistas e previdenciários.

As listagens com os nomes de parlamentares e doadores em débito com a União foram fornecidas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, através da Coordenação-Geral de Estratégias de Recuperação de Crédito. São dados públicos, que todo brasileiro tem o direito de saber, de acordo com a Lei de Acesso à Informação.

Clique em cada título abaixo para visualizar a lista correspondente:

1.    Relação de Deputados Federais com débitos inscritos na dívida ativa da União em nome próprio

2.    Relação de Senadores da República com débitos inscritos na dívida ativa da União em nome próprio

3.    Relação de Deputados Federais responsabilizados pessoalmente por débitos de terceiros (pessoas físicas ou jurídicas vinculadas)

4.    Relação de Senadores da República responsabilizados pessoalmente por débitos de terceiros (pessoas físicas ou jurídicas vinculadas)

5.    Relação de Deputados Federais vinculados a pessoas jurídicas com débitos inscritos na dívida ativa da União

6.    Relação de Senadores da República vinculados a pessoas jurídicas com débitos inscritos na dívida ativa da União

7.    Relação de empresas com débitos inscritos na dívida ativa da União que possuem em seu quadro societário pessoa jurídica corresponsável na qual figura como sócio Deputado Federal

8.    Relação de empresas com débitos inscritos na dívida ativa da União que possuem em seu quadro societário pessoa jurídica corresponsável na qual figura como sócio Senador da República

9.    Relação de devedores da União que financiaram campanhas eleitorais de candidatos ao cargo de Deputado Federal

10. Relação de devedores da União que financiaram campanhas eleitorais de candidatos ao cargo de Senador da República


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Versão Sertão do Pajeú

20/08


2017

Semana quente em Brasília: votação da reforma política

Verba pública para campanhas e como os eleitores poderão votar são os pontos mais polêmicos 

Jornal do Brasil

A semana que se inicia nesta segunda-feira (21) será ainda mais agitada em Brasília. É que deve ser posta em votação no plenário da Câmara dos Deputados a polêmica reforma política. Valor bilionário de verba pública para financiamento de campanhas políticas, como e em quem os eleitores poderão votar e qual o tempo de mandato de um magistrado são alguns dos pontos que entrarão em debate.

Os políticos têm pressa, pois as novas regras só valerão para a disputa eleitoral de 2018 se forem aprovadas por deputados federais e senadores até o dia 7 de outubro. Para ser aprovada, por ser uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), serão necessários, pelo menos, 308 votos do total de 513.

O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, após o vota-não-vota da semana que passou, gostou de os trabalhos terem ficado para esta semana. “A gente ganha um tempo de ir construindo as convergências nesta matéria", disse Maia. O trabalho será árduo, pois divergência é o que não falta. 

Um ponto de indefinição, até pelo fato de desagradar magistrados, os mesmos que julgam os alvos das operações do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF), é o item que define mandato de dez anos para magistrados de tribunais superiores, deixando de ser vitalício. Maia acredita que essa emenda deva ser retirada da proposta.

Outro item extremamente polêmico é o do valor do fundo partidário, inicialmente calculado em R$ 3,6 bilhões. O relator, deputado Vicente Cândido (PT), analisa a retirada do texto original o percentual previsto em 0,5% das receitas da União para o fundo, o que o reduziria para aproximadamente R$ 2 bilhões. Por outro lado, há uma ideia de apresentação de uma emenda que deixaria o fundo ser definido ano a ano, pela Comissão Mista de Orçamento.

Na semana que ficou para trás, devido à pressão da opinião pública, caiu um dispositivo que impediria saber quem são os doadores de campanha. Só quem autorizasse poderia ter seu nome divulgado para a sociedade. Caso contrário, apenas órgãos de controle e o Ministério Público teriam acesso a essa informação. Venceram os tempos de transparência.

E doação para as campanhas parece ser mesmo o tema que mais gera discussão. O senador e presidente do PSDB nacional, Tasso Jereissati, tenta articular com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, uma volta do financiamento empresarial para os pleitos eleitorais. Só que em 2015, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional esse tipo de financiamento. Eunício já disse considerar difícil esse retorno.

Os parlamentares não escondem que tudo pode acontecer até a votação. Para a maioria, há a preocupação com a opinião pública e tudo fica ao sabor do vai e vem das notícias. O peemedebista Lúcio Vieira Lima acredita, no entanto, que com o distratão misto haveria uma vitória folgada da proposta que agrada ao Governo. O distritão misto permitira o voto no candidato e na legenda. Os votos obtidos pelos partidos seriam distribuídos entre os candidatos da legenda, de forma proporcional à votação de cada um.

Essa opção surgiu devido ao fato de os parlamentares e partidos serem contra ao "distritão", alegando que privilegiaria políticos conhecidos e com mandato - nesse modelo venceriam as eleições os políticos com maior votação.

Para se ter uma ideia de como a situação está confusa, há representantes do PSDB e do PT convergindo contra diversos pontos da reforma e a falta de inúmeros outros. O deputado petista Carlos Zarattini (SP) considera que pontos como a redução do número de partidos e o fim das coligações, que deveriam estar na proposta, sequer têm sido debatidos. E o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que o sistema eleitoral “está muito deformado” e a mudança para o chamado “distritão” seria uma “deformação maior ainda”.


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Prefeitura do Ipojuca

20/08


2017

O PSDB, como sempre, decidiu não decidir

Carlos Brickmann

Mas Aécio teve de se licenciar da Presidência do PSDB quando foi alvo das gravações de Joesley Batista, a quem pediu R$ 2 milhões. Joesley diz que era suborno, Aécio diz que era empréstimo.

E o Supremo, a pedido do procurador Janot, analisa a possibilidade de mandar prender o senador.

Outra possibilidade é antecipar para outubro a convenção nacional, que escolherá o presidente.

E, inicialmente, antecipar as convenções estaduais.

No caso, o favorito para presidente é o governador goiano Marconi Perillo.

O PSDB, como sempre, decidiu não decidir.

Vão consultar Fernando Henrique, que não é candidato nem quer ser, para que decida por todos.


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20/08


2017

Aliados tentam proteger Temer contra Janot

Na tentativa de frear a pressão pela avaliação dos pedidos de impeachment de Michel Temer, aliados do presidente levantaram solicitações de afastamento de Rodrigo Janot que estão represadas no Senado. O documento lista nove ofensivas contra o chefe da PGR. A ação mais antiga é da pena de Fernando Collor (PTC-AL) — alvo da Lava Jato — e data de 2015. Os dados podem ser usados para dar força ao argumento de que só o Legislativo tem a batuta para definir o ritmo desses casos.

Os aliados de Temer decidiram vasculhar o histórico de pedidos de impeachment de Janot depois que Claudio Lamachia, da OAB, foi ao Supremo para tentar obrigar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a despachar as solicitações de afastamento feitas contra o peemedebista

Há um mês, quando estiveram em Nova York para participar de evento do Brazil Institute, Janot e o ministro da Justiça, Torquato Jardim, jantaram juntos.

A PGR diz que o encontro foi proposto pelo auxiliar de Temer e que as investigações contra o presidente não entraram em pauta. Janot foi acompanhado da mulher. Torquato estava com uma assessora. Procurado, o Ministério da Justiça não se pronunciou.  (Painel - Folha de S.Paulo)


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Flamac - 1

20/08


2017

A bainha do tucanos

O PT pode ter candidatos de menos, mas todos farão o que Lula mandar. Já o PSDB tem candidatos demais, três deles já derrotados pelo PT, outro derrotado dentro do partido quando quis se candidatar; e um que aparece bem, mas que por isso mesmo vem sendo sabotado pelos outros.

No PSDB todos são amigos desde os bancos escolares, mas ainda acham que as costas uns dos outros são a bainha para seus punhais.

Geraldo Alckmin e Aécio Neves, ambos já derrotados por Lula, vêm conversando sobre como anular João Dória Jr., com prestígio em alta (e com o dobro das intenções de voto de Alckmin, nas pesquisas).

José Serra, surrado por Lula e Dilma, quer ser lembrado como candidato e não fala mal de Dória; mas seu aliado José Aníbal fala mal por ele.

Tasso Jereissati, atropelado por Serra no PSDB quando quis se candidatar, é o presidente do partido – e mandou sozinho no programa de TV, criticado pelos demais tucanos (entre outras coisas, o programa atacou o Governo, em que o PSDB tem quatro ministérios dos bons). Todos querem derrubar Tasso; aceitam até Aécio de volta.  (Carlos Brickmann)


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Nehemias

Essa trupe é desgraça do Brasil.


Banner - Hapvida

20/08


2017

Padilha dribla veto a uso de aviões da FAB

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha

Folha de S.Paulo – Daniel Carvalho e Gustavo Uribe

Alvo da Lava Jato e principal articulador das reformas governistas, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, tem utilizado aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira) para se deslocar em fins de semana a Porto Alegre, seu reduto eleitoral e domicílio familiar.

Segundo a Folha apurou, o peemedebista, que alega motivo de segurança para justificar as viagens, tem receio de ser hostilizado em voos e aeroportos comerciais.

Neste ano, foram, até o momento, 21 voos para a capital do Rio Grande do Sul. Em apenas três deles houve detalhamento na agenda oficial de compromisso administrativo em Porto Alegre.

Na semana passada, por exemplo, ele participou de seminário promovido por uma revista especializada em política e negócios. Em março, foi a reunião entre governadores do Brasil e da Argentina.

No ano passado, viajou 12 vezes alegando motivo de segurança e, em apenas dois deslocamentos, foi detalhado compromisso oficial, como para uma palestra sobre a reforma previdenciária.

Os deslocamentos de Padilha –que é alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal– por motivo de segurança começaram a ser feitos em setembro, um mês depois de o então ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) ter sido hostilizado em um avião de carreira.

Geddel, que deixou o cargo em novembro do ano passado, utilizou a aeronave com a mesma justificativa 13 vezes para ir a Salvador, seu domicílio eleitoral. Em nenhum especificou compromissos oficiais na capital baiana.

Os pedidos de aeronaves são enviados pelas assessorias de cada autoridade ao Comando da Aeronáutica, que dispõe de 13 aeronaves para transporte de autoridades. Os próprios ministérios alegam o motivo da viagem.

O decreto que regulamenta a utilização de aviões da FAB, de 2002, estabelece que podem ser utilizados por motivos de segurança, emergência médica, viagens a serviço e deslocamento para residência permanente. Em 2015, no entanto, a então presidente Dilma Rousseff suspendeu a autorização para que ministros utilizem o avião sob a justificativa de retorno ao domicílio. A decisão teve como objetivo evitar abusos.

A Comissão de Ética da Presidência emitiu, em maio, recomendação geral reforçando a orientação para que ministros evitem o meio de transporte para se deslocarem às suas cidades de origem.

A comissão enviou inclusive ofício ao Ministério Público Federal e ao TCU (Tribunal de Contas da União) para avaliar eventuais restituições aos cofres públicos, caso sejam constatadas irregularidades, mas, até o momento, não houve decisão.

O presidente da comissão de ética, Mauro Menezes, lembra que o órgão federal constatou, em um levamento dos deslocamentos de autoridades, justificativas que não eram convincentes e que procuravam disfarçar o verdadeiro propósito das viagens.

"Infelizmente, o que muitas vezes nós verificamos é que prevalece aquela tradição de que, diante de uma norma restritiva, tenta-se obter uma forma oblíqua de manter práticas em desacordo com ela", disse.

Leia reportagem completa clicando aí ao lado:Eliseu Padilha dribla veto a uso de aviões da FAB alegando ...


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Nehemias

Se escondendo do povo, ele sabe o que fez. KKKK


ArcoVerde

20/08


2017

Pacto social da ruína

Vinicius Torres Freire - Folha de S.Paulo

Ainda estamos brincando de escolher o cano pelo qual vamos entrar 

Ouvi uma vez de uma tia ou talvez tenha lido em um romance brasileiro esquecido a lenda quem sabe real da família que se reduziu à miséria por não chegar a um acordo sobre a divisão de uma herança. Um caso simétrico de ganância com resultado ruinoso é o velho clichê de matar a galinha dos ovos de ouro.

O gênero dessa história autodestrutiva que se passa no Brasil de agora parece uma combinação dessas perversões.

Por enquanto, a disputa e a mesquinharia a respeito de quem vai pagar a conta da crise terminal das finanças do governo vão redundando em um acordo tácito: inércia.

Não haveria cortes decisivos de despesas, não haveria impostos relevantes a mais. As contas vão se acumular. A ruína então virá, mais cedo ou mais tarde, aos poucos ou de modo explosivo, a depender das voltas da economia do mundo lá fora. Por enquanto, se empurra com a barriga, se aceita o impasse.

Ou melhor, é possível que a memória de ditaduras e inflações ressuscite ou reforce nos membros menos ignorantes da elite, conscientes da crise, o sentimento atávico de que sempre é possível esfolar o povaréu. "Menos ignorantes": sim, há gente com voz, no topo ou no comando do país, que de fato não se dá conta do tamanho inédito do problema fiscal e de suas consequências.

Os mais espertos talvez imaginem que, mesmo sem crescimento, mesmo na eventual e lenta regressão do Brasil de país médio a país pobre, será possível passar a conta adiante, extrair o bastante para sustentar um simulacro de padrão de vida de elite global enquanto o resto das gentes se dana.

Não seria novidade. Ao contrário. É o padrão comum da história brasileira. Vide o exemplo recente dos 15 anos de superinflação, de quase nenhum crescimento, de crise contínua entre o colapso econômico da ditadura e o Real.

Talvez contribua para a inércia e para ilusões a melhoria temporária que virá depois desta recuperação econômica microscópica, cíclica, cortesia também da calmaria nas finanças mundiais e da folga nas contas externas, resultado da recessão horrível que reduziu nosso consumo de modo brutal (exportamos mais que importamos porque empobrecemos).

Marolas externas, mudanças no custo mundial do dinheiro, podem, no entanto, provocar desvalorizações do real e/ou aperto financeiro, juros mais altos, perigo fatal para um governo tão endividado. A fim de escaparmos do colapso, a alternativa seria um crescimento baixo em meio a inflação alta, um dos nossos métodos habituais de passar a conta para o povaréu.

Essa crise fiscal grave e, enfim, o cúmulo dos danos desse nosso Estado disfuncional vão provocar um drama bíblico, hordas de miseráveis caindo pelas ruas, pestes? Não. O crescimento seria cronicamente lento. Na melhor das hipóteses, a pobreza ficaria estagnada. Problemas sistêmicos de Estados precários, como o predomínio crescente do crime (vide o Rio), vão se agravar aos poucos.

Pode haver choques, decerto, confrontos decisivos, uma imposição dura de perdas a um grupo social, uma revolta popular contra a pobreza persistente envenenada por um ambiente inflacionário. Os caminhos da degradação ou do conflito podem ser vários. Ainda estamos brincando de escolher o cano pelo qual vamos entrar. 


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Supranor 1

20/08


2017

O desimpedido

Os empresários Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira deixam a cadeia no Rio

Os empresários Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira deixam a cadeia no Rio

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo

O ministro Gilmar Mendes bateu um recorde particular. Ele levou 24 horas para conceder dois habeas corpus ao mesmo réu. O felizardo foi Jacob Barata Filho, acusado de chefiar a máfia dos ônibus do Rio. Segundo a Procuradoria, o esquema distribuiu mais de R$ 200 milhões em propina a políticos.

O empresário caiu na Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava Jato. Ele sabia que era investigado e foi detido quando tentava deixar o país com documentos sigilosos. Era um caso típico de prisão preventiva. Assim entendeu o Tribunal Regional Federal, que confirmou a decisão do juiz Marcelo Bretas.

Na quinta-feira, Gilmar mandou soltar o rei dos ônibus. Bretas emitiu outra ordem de prisão, baseada em fatos diferentes. O ministro se irritou e disse à imprensa que a decisão era "atípica". No dia seguinte, concedeu um novo habeas corpus a Barata.

A decisão de Gilmar não foi "atípica". O ministro é conhecido por abrir as portas da cadeia a personagens envolvidos em grandes escândalos. Soltou o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado pelo estupro de 37 pacientes. Soltou o empresário Eike Batista, suspeito de pagar propina em três esferas de governo. Soltou o ex-deputado José Riva, considerado o maior ficha-suja do país.

A novidade da vez é que o ministro foi padrinho de casamento da filha de Barata. O rei dos ônibus organizou uma festa-ostentação no auge dos protestos contra o aumento das passagens, em 2013. A PM de Sérgio Cabral, acusado de embolsar dinheiro do pai da noiva, foi acionada para proteger os convidados.

Além do laço nupcial, o Ministério Público apontou outros dois motivos para o ministro se declarar suspeito de julgar caso. Seu cunhado é sócio de Barata, e a mulher dele trabalha no escritório de advocacia que defende as empresas de ônibus. Gilmar não se constrangeu. Enquanto seus colegas do Supremo se mantiverem em silêncio, ele continuará a atuar assim: desimpedido. 


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Projeto Escola no Cinema

20/08


2017

Lula na BA: "País não nasceu para ser a merda que é"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Folha de S.Paulo - Catia Seabra

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descreveu, na manhã deste sábado (19), na Bahia, um cenário nebuloso para o país.

"Este país tem jeito. Não nasceu para ser a merda que ele é. Este país é grande demais", declarou o ex-presidente, que pretende retornar ao cargo na eleição de 2018, em discurso a um grupo de simpatizantes na cidade de Feira de Santana (BA).

O petista participa de uma caravana pelos Estados do Nordeste que deve durar 20 dias, como preparação de sua campanha no ano que vem —isso se não tiver sido impedido pela Justiça de concorrer.

Ao lado do governador do Estado, Rui Costa, e do ex-ministro Jaques Wagner, Lula lamentava a situação financeira dos municípios diante de 60 prefeitos do Estado, além de deputados estaduais e federais.

Após a afirmação, pediu desculpas pelos termos usados. Uma hora depois, para um público formado por militantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Lula se comparou a um galo de briga.

Após criticar a imprensa e chamar o empresariado de mal-agradecido, ele disse que seus opositores têm medo de sua eleição porque sabem "o que vai acontecer".

No discurso, ele disse que tinha que poupar a voz para não chegar "cacarejando" nas cidades que compõem a caravana pelo Brasil.

"Tenho que chegar como galo de briga. Falando grosso." Ao falar "daqueles que resolveram infernizar" sua vida, Lula disse que não é como os políticos que colocam o rabo entre as pernas.

"Sou temente a Deus. Não sou temente aos homens."

O ex-presidente é réu em seis ações, a maioria em razão da Operação Lava Jato ou desdobramentos.

Ele já foi condenado pelo juiz Sergio Moro a 9 anos 6 meses de prisão por corrupção relacionada ao recebimento de um apartamento tríplex em Guarujá (SP) pela empreiteira OAS. O petista deve depor mais uma vez a Moro em 13 de setembro, em Curitiba (PR).

Dirigindo-se à plateia de trabalhadores rurais, ele afirmou que cuidará deles se eleito, porque sabe quem ficou ao seu lado.

Presenteado com acessório de couro, afirmou: "Eu achava que sou corajoso. Agora com esse chapéu e jaleco, pode acreditar que vai acontecer muito mais coisa neste país".

No discurso, Lula disse que, em vez de usar recursos para comprar o voto de parlamentares, o governo do presidente Michel Temer (PMDB) deveria destinar recursos para os municípios.
"Este país não precisa viver o que está vivendo. Este país precisa de um governo que tenha credibilidade." 


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Nehemias

O sofrimento da mídia com caravana de Lula. Dá para imaginar a angustia que toma conta dos barões da mídia e de seus sabujos das redações diante da caravana de Lula pelo Nordeste. Depois de liderarem a maior caçada da história a um político brasileiro, são obrigados a amargar a teimosa liderança de Lula em todas as pesquisas. E, agora, o desafio é fazer das tripas coração para diminuir o impacto do corpo a corpo de Lula com o povo nordestino. Antes mesmo de a caravana lulista começar a rasgar o sertão reeditando 1994, a mídia, com o gosto amargo do fel da inveja na boca, já desfiava um rosário de problemas a serem enfrentados por Lula.

Nehemias

QUEM É ESSE HOMEM TÃO QUERIDO? QUE VIVE DENTRO DE TANTOS CORAÇÕES. QUE NÃO PARAM DE AMAR, QUE ATRAI MULTIDÕES. É O NOVO CRISTO?

Nehemias

VOCÊ CONHECE ALGUM POLÍTICO DO MUNDO CONTEMPORÂNEO PARA ATRAIR MULTIDÕES IGUAL AO LULA?

Nehemias

Desemprego: 2002 (FHC) 10,5% - 2010 (Lula) 5,3% - 2014 (Dilma) 4,3% - 2016 (golpe) 10,2% - 2017 (Temer) 13,7%. Dados do IBGE.


Mobi Brasil 3

20/08


2017

A bola é de Cármen e não dos marajás do Judiciário

Elio Gaspari - Folha de S.Paulo

Depois de faturar R$ 504 mil reais no seu contracheque, o juiz Mirko Giannotte da 6ª Vara da cidade de Sinop (MT), desprezou as críticas e afirmou:

"Eu não estou nem aí. Estou dentro da lei."

Tudo indica que ele tem razão.

Faturou o que faturou, por conta de decisões referendadas pelo Conselho Nacional de Justiça, presidido pela ministra Cármen Lúcia.

A bola está com ela, e não com Giannotte ou com os demais marajás do Judiciário. 


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Asfaltos

20/08


2017

Em rodeio: Doria usa chapéu e come refeição de peões

BARRETOS,SP, BRASIL- 19-08-2017 : O prefeito de Sao Paulo Joao Doria, visita a festa do Peao de Barretos em Barretos interior de Sao Paulo.. ( Foto: Joel Silva/Folhapress ) ***PODER *** ( ***EXCLUSIVO FOLHA***)

O prefeito de São Paulo, João Doria, visita a festa do Peão de Barretos, no interior do Estado paulista

Folha de S.Paulo – Marcelo  Toledo

Em visita à Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos na noite deste sábado (19), o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), usou chapéu, comeu refeição típica de peões, foi ao palco, discursou aos cerca de 35 mil presentes ao estádio de rodeios e falou em levar rodeio para a capital.

Doria chegou ao Parque do Peão de Barretos (423 km de São Paulo) por volta das 21h e foi recebido pela organização do evento no Ponto de Pouso, local que abriga o concurso da Queima do Alho -que reproduz a comida típica dos peões boiadeiros, com churrasco, paçoca de carne, feijão e arroz carreteiro.

"Aqui não tem crise, ano após ano de crescimento, mais resultado, mais público, mais impacto, demonstração clara de que não há crise onde há trabalho", disse o prefeito.

Depois de receber presentes como fivela e chapéu, Doria afirmou que visitava Barretos como "amigo", "não como pré-candidato à Presidência da República", e comeu a refeição característica dos peões no local.

Em seguida, acompanhado do deputado Fernando Capez (PSDB), foi ao estádio de rodeios, fez selfies com mais de uma dezena de pessoas e assistiu do palco a montarias em touros.

Antes de falar ao público, Doria foi saudado pelo locutor de rodeios Cuiabano Lima. "Em nome do digníssimo presidente [da festa] Hussein Gemha Júnior, do prefeito de Barretos, Guilherme Ávila [PSDB], nós estamos recebendo com muito carinho um homem que tem mudado a história de pessoas todos os dias na maior capital desse país, na quinta maior cidade desse planeta, que é a capital de São Paulo [...] João Doria, o nome de João, apóstolo de Jesus, o homem da caridade, o homem do trabalho, o homem da humildade", disse o locutor.

Em seguida, Doria elogiou a organização do evento e discursou por cerca de três minutos. "Vou lançar aqui um desafio aos Independentes [associação organizadora da festa]: para nós fazermos uma festa igual em São Paulo muito em breve", disse Doria, que em seguida fez uma coreografia com os braços com o locutor e o público presente ao estádio projetado por Oscar Niemeyer (1907-2012).


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bm4 Marketing 4

20/08


2017

Quem parte e reparte fica com a melhor parte

Todos querem votar depressa a reforma política, mas só para garantir a mamata dos R$ 3,6 bilhões de financiamento público de campanha. Como fica a eleição (distrital, distrital misto, distritão, proporcional), não importa muito.

Mas, sem decidir esses detalhes, como garantir já a dinheirama? Os parlamentares estudam qual o sistema que melhor lhes facilite a reeleição.

Na terça, promete o presidente do Senado, Eunício Oliveira, entra na pauta o pedido de urgência para extinguir o sigilo dos empréstimos do BNDES.

O projeto é do senador Lasier Martins, do PSD gaúcho; e o PT é totalmente contra, com certeza por motivos técnicos e patrióticos.

Lasier Martins cita casos em que o fim do sigilo permitirá que se entenda tudo: o porto de Mariel, em Cuba, empréstimo de US$ 682 milhões; o metrô do Panamá, US$ 1 bilhão. As empreiteiras são as de sempre.  (Carlos Brickmann)


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20/08


2017

Noves fora, zero zero zero

Carlos Brickmann

Lula está disposto a tudo para ser candidato – e, ao menos por algum tempo, livrar-se de Curitiba. E, para mostrar a seus adeptos que fora ele não há salvação, admitiu na Bahia a possibilidade de ser impedido de disputar a Presidência (é a primeira vez que fala em público sobre esta hipótese). Seu substituto, disse a Mário Kertesz, da Rádio Metrópole, seria escolhido entre os governadores Fernando Pimentel (Minas), Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará), Wellington Dias (Piauí), e o ex-governador baiano Jaques Wagner. Fernando Haddad, que tenta viabilizar-se como candidato, não é citado: claro, perdeu a reeleição por ampla margem, e no primeiro turno.

Nas palavras de Lula, “o golpe (o impeachment de Dilma) não fecha” se ele não for judicialmente impedido de se candidatar.

O risco é alto: Lula já foi condenado em primeira instância, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a nove anos e meio de prisão, e se seu recurso for recusado pelo Tribunal Regional Federal cai na Lei da Ficha Limpa.

O problema é que, apesar da alta rejeição (que dificultaria sua vitória no segundo turno), ele é o primeiro colocado nas pesquisas. Os nomes que sugere como substitutos nem foram lembrados pelos pesquisadores. E, depois de Dilma e Haddad, a era dos postes, que só existiam por seu apoio, parece ter chegado ao fim.


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20/08


2017

Temer, Maia e Gilmar: reunião fora da agenda

Gilmar Mendes

Gilmar Mendes e Rodrigo Maia na casa do presidente da Câmara

Tema seria reforma política

Em uma atitude que tem se tornado rotina nos últimos tempos, o presidente Michel Temer participou na tarde deste sábado (19) de uma reunião não registrada em sua agenda oficial.

Ele se deslocou do Palácio do Jaburu para se encontrar com os presidentes do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na casa deste último.

A assessoria do Palácio do Planalto confirmou o encontro, mas não disse o que foi discutido. A de Gilmar afirmou que o tema foi a reforma política em debate no Congresso e o parlamentarismo, sistema de governo defendido por Temer e por alguns líderes de partidos governistas. A Folha não conseguiu falar com Maia neste sábado.

O encontro também não foi registrado nas agendas dos presidentes da Câmara e do TSE.

Com um histórico de idas e vindas e de muito improviso, a reforma política pode ter alguns de seus pontos votados na próxima semana pela Câmara, entre eles a criação de mais um fundo público para abastecer as campanhas e a mudança do modelo de eleição para o legislativo.

Temer e Gilmar já se encontraram outras vezes sem registro oficial em suas agendas.

No último dia 8 o presidente da República recebeu também fora da agenda a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge. A visita veio a público após ser registrada por um cinegrafista da TV Globo, por volta das 22h.

Ela disse à Folha que o motivo do encontro foi a discussão de detalhes de sua posse.

O episódio em que Temer ficou sob ameaça de perder o cargo –a conversa gravada pelo empresário Joesley Batista, da JBS– também ocorreu no final da noite, fora da agenda oficial da Presidência da República.

CRÍTICAS

Gilmar tem se dedicado a debater a instituição do parlamentarismo no Brasil.

Rejeitado pela população brasileira em dois plebiscitos, o último em 1993, o parlamentarismo é composto por um governo comandado por um primeiro-ministro escolhido pelo Poder Legislativo, que pode trocá-lo a qualquer tempo. O atual sistema brasileiro é o presidencialismo.

Gilmar também tem criticado a proposta da reforma política debatida pelos deputados, em especial o ponto que limita mandato de novos ministros do Supremo.

"Não posso deixar de registrar, a proposta de fixar mandato de 10 anos para tribunais é mais uma das nossas jabuticabas [...] Podemos até discutir mandato para corte constitucional, mas não na reforma política. Uma coisa não tem nada a ver com a outra", disse.

Temer e Maia

O presidente Michel Temer deixa a casa de Rodrigo Maia em Brasília


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20/08


2017

Da janela do táxi - Rio de Janeiro

 

16 horas, Rua Itapirú, perto do Sambódromo, no Rio.

Orlando Brito – Blog Os Divergentes

Coberto por um lençol, o corpo de um homem morto a tiros às 9 horas da manhã, espera a chegada da perícia criminal.

—- 

Pelo rádio, o taxista perguntou aos seus colegas que tinham os carros na área maiores informações sobre o cadáver de um homem caído no cimento de um posto de gasolina, no bairro do Rio Comprido. Logo começaram a chegar notícias sobre o indivíduo aparentando 40 anos, estatura mediana e que tombou com dois tiros no rosto.

O primeiro taxista: – Tinha acabado de abastecer o automóvel quando três ladrões tomaram seu carro e, por reagir, levou duas balas.

O segundo contou história diferente: – Após sacar seiscentos reais do caixa eletrônico, dois malandros tomaram-lhe o dinheiro, o assassinaram e fugiram em uma moto. 

O terceiro: – Comprava créditos para o celular quando um marido traído o confundiu com o amante de sua mulher.

Já o quarto, reportava outra causa da morte: – Deu azar. Estava de passagem na hora do assalto e, por testemunhar o delito, foi executado.

Bem, uma quinta versão chegava pelo rádio quando o táxi que me levava parou na porta do meu hotel. No dia seguinte, procurei nos jornais. Não vi nenhuma referência a mais um crime banal nas ruas do Rio.

Orlando Brito


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19/08


2017

Exame psiquiátrico para tirar Trump do governo

A congressista democrata Zoe Loefgren apresentou nesta sexta-feira (18) ao Congresso dos Estados Unidos uma resolução que, se aprovada, pode obrigar o presidente norte-americano Donald Trump a passar por um exame médico e psiquiátrico, informou o The Mercury News.

Em sua proposta, a parlamentar diz que é necessário saber se Trump está capacitado para seguir no comando dos EUA. Se isto não for atestado, o vice-presidente do país, Mike Pence, e os demais membros do gabinete de Trump poderiam evocar a Emenda 25 da Constituição do país, que prevê a saída de presidentes por "incapacidade".

"O presidente Donald J. Trump exibiu um padrão alarmante de comportamento e fala causando preocupação de que um distúrbio mental possa tê-lo tornado impróprio e incapaz de cumprir seus deveres constitucionais", diz a resolução da democrata.

A iniciativa da parlamentar insta ainda que o gabinete de Trump garanta "rapidamente os serviços de profissionais médicos e psiquiátricos para examinar o presidente […] para determinar se o presidente sofre de desordem mental ou outra lesão que prejudica suas habilidades e o impede de cumprir seus deveres constitucionais".

Em nota, o gabinete de Loefgren questionou se Trump tinha "demência no estágio inicial" ou se "o estresse do escritório agrava um controle de impulso incapacitante da doença mental". "Eu não sou psiquiatra ou psicóloga", disse Lofgren em uma entrevista na sexta-feira. "Se fosse uma doença física, você receberia o conselho dos médicos. O mesmo deve ser verdade para dar uma olhada em sua estabilidade aqui", completou.

A 25ª Emenda da Constituição dos EUA afirma que o vice-presidente e a maioria do gabinete podem remover temporariamente o presidente do cargo declarando-o "incapaz de cumprir os poderes e deveres de seu cargo" em uma carta ao Congresso. O vice-presidente tornaria-se então o presidente interino.

Se o presidente se opuser a uma remoção do mandatário, o debate segue para o Congresso. Um voto de maioria de dois terços em ambas as câmaras do Congresso é obrigado a manter o presidente fora do cargo. Por enquanto, a Casa Branca não se pronunciou sobre a iniciativa.


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19/08


2017

Ministros do PSDB minimizam mal-estar com Temer

Estadão conteúdo

Ministros do PSDB no governo Temer e o senador Aécio Neves (MG), presidente afastado do partido, se mobilizaram ontem (18) para minimizar o mal-estar causado com o Palácio do Planalto após a exibição do programa tucano na TV que fez críticas indiretas à administração Michel Temer, que praticaria um “presidencialismo de cooptação”.

Os ministros Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores) almoçaram ontem (18) com Temer no Palácio do Planalto.

No encontro, disseram que o conteúdo do programa foi todo definido de forma isolada por Tasso e que ele não contaria com o apoio da executiva nacional do partido. Para ilustrar o “isolamento” do presidente em exercício do PSDB, os ministros exibiram mensagens de WhatsApp e celular de lideranças do partido com críticas ao conteúdo do comercial.

À noite, foi a vez do senador Aécio Neves (MG), presidente afastado do PSDB, se reunir com Temer em um jantar no Palácio do Jaburu, residencial oficial do presidente.

Na quinta-feira, logo após a exibição do programa, o ministros Bruno Araújo (Cidades), Imbassahy e Aloysio divulgaram notas oficiais condenando o conteúdo do programa.

Em entrevista coletiva ontem em Fortaleza, o senador Tasso Jereissati (CE), afirmou que não se arrepende “de nada” em relação à propaganda exibida pelo partido nesta quinta (17).


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19/08


2017

Possível delação de Cunha põe deputados em pânico

Jornal do Brasil

A possibilidade do ex-deputado federal conseguir firmar um acordo de delação deixou a Câmara "em pânico", de acordo com a coluna Radar da revista Veja deste final de semana. A publicação informa que a filha dele, Danielle, tem sido procurada por parlamentares para verificar se são citados, mas ela tem evitado pedidos de encontro e ligações.

Eduardo Cunha pediu para reabrir as negociações para um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, menos de uma semana depois de receber a negativa do Grupo de Trabalho da Lava Jato, de acordo com o jornal O Globo

Procuradores devem decidir, até a próxima semana, se aceitam ou não retomar a discussão da delação.

Na proposta apresentada antes, Cunha teria se comprometido a falar sobre as relações dele com o presidente Michel Temer, deputados, senadores e ministros. O material apresentado, contudo, foi considerado inconsistente. Nesta semana, então, um emissário de Cunha teria solicitado ao Grupo de Trabalho para retomar as negociações. 

Cunha também estaria disposto a falar diretamente com os procuradores. Antes, a negociação estava sendo intermediada apenas pelo advogado. 


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19/08


2017

Moro: Vaccarezza é parceiro em 5 projetos da Petrobras

Em planilha de propina, Vaccarezza é 'parceiro' em 5 projetos da Petrobrás. PF encontra citação ao ex-líder dos governos Lula e Dilma em documento dos operadores Bruno e Jorge Luz

Foto: do Estadão

Conteúdo Estadão
      

Ao mandar prender o ex-líder dos governos Lula e Dilma na Câmara, Cândido Vaccarezza, o juiz federal Sérgio Moro ressaltou que o ex-deputado aparece com a alcunha de ‘”parceiro” em cinco “projetos”’ na Petrobras, que constam em planilhas dos operadores de propinas Jorge e Bruno Luz. Vaccarezza foi preso temporariamente nesta sexta-feira, 19, investigado por supostas propinas de US$ 500 mil oriundas de contratos entre a Petrobras e a empresa Sangeant Marine.

O negócio da Sargeant Marine com a Petrobras culminou na celebração de doze contratos, entre 2010 e 2013, no valor de aproximadamente US$ 180 milhões. A empresa fazia fornecimento de asfalto para a estatal e foi citada na delação do ex-diretor de Abastecimento da companhia Paulo Roberto Costa.

Em delação, o ex-diretor da Petrobras lobista afirmou que Jorge Luz que teria intermediado o negócio e ganhou uma comissão. Segundo a Lava Jato, US$ 500 mil da comissão do lobista estariam acertados para abastecer o PT e Vaccarezza teria atuado pelo partido.

Em relatório, a Polícia Federal destacou que na 16ª fase da Lava Jato, deflagrada contra desvios na Eletronuclear, foram apreendidos arquivos referentes a ‘e-mails vinculados à conta [email protected] os quais demonstram uma complexa tratativa para o fornecimento de produtos e serviços à Petrobras, envolvendo funcionários públicos da estatal petrolífera, executivos de empresas nacionais e internacionais, bem como agentes políticos’.

“Ao que tudo indica, referida conta de e-mail não era utilizada para enviar e receber mensagens eletrônicas, mas era compartilhada por diversos usuários, mediante uso de uma senha em comum, para escrever e responder mensagens, salvando-as na pasta draft, onde ficavam salvas e acessíveis a todos os usuários da conta [email protected]”, diz a PF.

Nos e-mails, constavam trocas de mensagens que, segundo a Polícia Federal, revelam ‘claras referências a interferências para contratação da Sargeant Marine, pela Petrobras, para fornecimento de asfalto, com envolvimento de SIL (SIllas Oliva FIlho), LEDU (Luiz Eduardo Loureiro Andrade), BR ou BL (Bruno Luz), PR (Paulo Roberto Costa), ROBERTO (Roberto Finocchi, executivo da Sargeant Terminals Tampa), Elisabeth (Elisabeth Regina de Souza, funcionária da Petrobras cujo nome constou em contrato entre a Petrobras e a Sargeant Marine, em julho de 2010); JP (José Raimundo Brandão Pereira, então funcionário da Petrobras, na área de Marketing e Comercialização), MA (Marcio de Albuquerque Ache Cordeiro, ex-funcionário da Petrobras)’.

A Polícia Federal identificou ainda o codinome ‘V1′ e o atribui a Cândido Vaccarezza. Outra sigla, CH, seria uma referência ao empresário Carlos Henrique Nogueira Herz.

Em um dos e-mails apreendidos da conta [email protected], consta um relato de Carlos Henrique Nogueira Herz que, segundo a PF, narra ‘diversas providências ilícitas tomadas’ em reunião entre empresários e agentes políticos e o então diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

O e-mail revela que V1, apelido atribuído a Vaccarezza, ‘fez a introdução da conversa referindo-se às discussões anteriores com V2 e JL durante almoço em Brasília em final de março, enfatizando os interesses do partido para que os negócios fossem viabilizados em tempo adequado’.

Em uma planilha apreendida no pen drive de Bruno Luz, são identificados pelo menos cinco negócios da Petrobras em que ‘V1’ consta como ‘parceiro’.

“Releva ainda destacar que foi colhido outro arquivo eletrônico no referido pen drive que sugere o envolvimento de Cândido Elpídio de Souza Vaccarezza em outros negócios intermediados por Jorge Antônio da Silva Luz e Bruno Gonçalves Luz na Petrobras, além do contrato de fornecimento do asfalto. Tal arquivo está reproduzido na fl. 290 da representação e ali se constata o seu apontamento como “parceiro”, em cinco “projetos”, ele identificado pela sigla “V1 e V2″, a referência aos agentes políticos”, frisou Moro, ao pedir a prisão de Vaccarezza.


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19/08


2017

Para esvaziar Tasso, Temer chama Aécio

Blog da Andréia Sadi

 

O presidente Michel Temer chamou na noite desta sexta-feira (18) o senador Aécio Neves (PSDB-MG) para uma conversa, a sós, no Palácio do Jaburu.
 
A conversa, que não constou da agenda oficial, durou cerca de uma hora. Esta é a terceira vez em uma semana que Temer e Aécio se encontram.
 
Segundo o blog apurou, preocupado com as críticas ao governo lideradas por Tasso Jereissati- e avalizadas por Fernando Henrique Cardoso- Temer articula com Aécio uma operação para esvaziar o grupo do presidente interino do partido.
 
A estratégia de Temer é incentivar Aécio Neves a retomar o comando do partido. Assim, ele indicaria um novo interino para a presidência, isolando Tasso.
 
Aécio, assim como Temer, foi delatado e gravado pelo empresário Joesley Batista. O senador é alvo de uma denúncia da Procuradoria Geral da República por ter pedido R$2 milhões ao empresário da JBS.
 
A crise na cúpula do PSDB se acirrou após o programa do partido veiculado na TV na última quinta-feira. Idealizado por Tasso, o programa fez ataques aos chamado "presidencialismo de cooptação" e obteve o aval de FH.
 
Após a peça, tucanos ligados ao governo Temer, como os ministros Antonio Imbassahy e Aloysio Nunes, saíram em defesa do presidente.
 
Tasso, no entanto, disse não se arrepender do programa, e conta com o apoio dos tucanos paulistas- como João Doria- para manter sua posição.
 
Diante do impasse, os principais dirigentes tucanos se reunirão na semana que vem para tentar buscar uma solução para a crise na cúpula.
 
Procurados pelo blog, o senador Aécio e o Palácio do Planalto deram versões diferentes para o encontro no Jaburu ontem.
 
Aécio confirmou a ida ao Jaburu. Mas disse que não foi para tratar de PSDB e, sim, sobre a Cemig: "Esse não foi o assunto tratado. Não teria sentido eu tratar esse assunto com o presidente porque ele não lhe diz respeito. Tampouco ele tocou nesse assunto. O tema da conversa foi exclusivamente Cemig, uma saída para suspender o leilão. Saída que estamos construindo".
 
Já a assessoria do Planalto informou que a conversa foi para discutir "política". Sobre ter sido fora da agenda, a presidência respondeu:  "Não há nenhuma lei que determine ao presidente registrar os compromissos do Jaburu em agenda".
 
Se o presidente gostaria de comentar a articulação para que Aécio retomasse o comando do PSDB, a assessoria respondeu: "O presidente não se intromete na vida interna dos partidos aliados".
 
Neste sábado, o presidente Michel Temer foi à residência oficial da Câmara para um encontro com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O ministro Gilmar Mendes também participou do encontro.


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