Versão Agreste Meridional

15/10


2017

Franco: “Delação é encomenda paga” por Janot a Joesley

'Seria um delivery de matéria-prima: Janot pedia e Joesley pagava', disse o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, por meio de sua conta no Twitter.

Por G1, Brasília

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, afirmou neste domingo (15), por meio de sua conta no Twitter, que a delação de Lúcio Funaro, apontado como operador do PMDB, foi uma "encomenda remunerada" do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot ao empresário Joesley Batista, um dos sócios do grupo J&F.

Nesta terça-feira, (15) a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara começa a discutir a segunda denúncia de Janot contra o presidente Michel Temer, por obstrução de Justiça e organização criminosa.

primeira denúncia, por corrupção passiva, foi derrubada pelo plenário da Câmara e por isso não seguiu para apreciação do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Como o objetivo da dupla Joesley e Janot era derrubar Michel Temer, após a derrota na 1ª denúncia, só um fato novo justifica a segunda flecha", disse o ministro, acrescentando que, "como faltava-lhe bambu" [ao ex-procurador Rodrigo Janot], ocorreria a "encomenda remunerada da delação de Funaro", afirmou Moreira Franco.

E concluiu: "Seria um delivery de matéria-prima: Janot pedia e Joesley pagava".


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Versão Sertão Central

15/10


2017

Catalunha, só lá

Carlos Brickmann

O movimento catalão ameaçou repercutir no Brasil, com grupos sulistas querendo separar do Brasil o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. É daquelas ideias que parecem ótimas à primeira vista, mas não resistem mais do que isso; ninguém ganha nada e os custos são fantásticos. No caso, o Sul teria de importar todo o petróleo que consome, construir nova refinaria, ou importar derivados; e não haveria nem o sal grosso, que teria de ser levado de Mossoró, para o churrasco nosso de cada dia. E, como na Catalunha, o plebiscito é ótimo, bonito, mobilizador, mas só funciona quando os sonhadores perdem.

Quando ganham, como agora na Espanha, que fazer?

E essas histórias de independência não são as únicas coisas estranhas que acontecem no Brasil. Há dias, em Brasília, o ex-presidente Lula foi embora bem cedo de um churrasco na casa do deputado Paulo Pimenta, do PT gaúcho. Comeu e  bebeu pela metade, não esperou o evento petista que deveria ocorrer logo após o churrasco, e disse que iria fazer acupuntura.

Não faz muito tempo, quem acreditaria que Lula iria suspender um churrasco, com todos os acompanhamentos de que gosta, seguido por um ato público, quase um comício, para fazer um tratamento médico?


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Versão Agreste Central

15/10


2017

Caminhada "Sim à Vida" reúne católicos na Zona Sul

No ato, arcebispo de Olinda e Recife defendeu que governantes se sensibilizem com as questões sociais e combatam à violência.

Caminhada católica pelo 'Sim à vida' reúne centenas na Zona Sul do Recife (Foto: Rodrigo Pires/TV Globo)

Por G1 PE

 

A caminhada ‘Sim à vida’ ocupou a orla de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, neste domingo (15). O evento, promovido por comunidades católicas e pela Arquidiocese de Olinda e Recife, se posicionou contra a “cultura de morte”. O evento também comemorou os 300 anos do aparecimento da imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Trios elétricos animaram os que compareceram à Avenida Boa Viagem. O arcebispo dom Fernando Saburido ressaltou que o tom alegre do ato não pode ofuscar a mensagem de não à violência de maneira geral.

“A caminhada é profética, alegre, mas para denunciar questões sérias que ferem a vida da sociedade, a vida humana, a vida do planeta, a vida dos animais, buscando fazer com que os governantes se sensibilizem mais com as questões sociais e que se referem à vida”, destacou.

Os integrantes da manifestação religiosa também se posicionara contra a descriminalização do aborto. “É importante dizer sim à vida, a não abortar. Querendo ou não, estamos gerando uma vida”, apontou a estudante Valéria Valesca.

Fazendo parte da Comunidade Shalom, o bancário Henrique Fontes também fez coro ao posicionamento contrário. “A vida é dada por Deus e ninguém pode tirar sem que seja Deus. Jesus Cristo nos ensina que devemos ser sempre a favor da vida”, argumentou.

Segundo os organizadores, a ideia é chamar atenção do Superior Tribunal Federal (STF), que analisa a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental 442 (ADPF), que propõe a descriminalização da prática do aborto para grávidas até a 12ª semana em qualquer circunstância.

No ato, arcebispo de Olinda e Recife defendeu que governantes se sensibilizem com as questões sociais e combatam à violência.


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Versão Sertão de Itaparica

15/10


2017

PT: Janot sabia da compra do impeachment de Dilma

Indignado com a revelação feita por Lúcio Funaro de que o golpe contra a presidente Dilma Rousseff foi comprado por Eduardo Cunha por 1 milhão de reais, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) bateu duro no ex-procurador-geral Rodrigo Janot, que, segundo ele, prevaricou.

"Se Janot conhecia essa delação, por que antes de sair, deu parecer contrário ao pedido de anulação do impeachment se calando e omitindo?", questiona.

Pimenta também destaca a revelação de que Michel Temer recebia propinas dos esquemas do PMDB no FI-FGTS e afirma que sua situação ficou insustentável.

Em  depoimento de delação premiada, o operador financeiro Lúcio Funaro afirmou que, em 2016, repassou R$ 1 milhão ao então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que o peemedebista pudesse "comprar" votos a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

A declaração está em um dos vídeos dos depoimentos da delação premiada de Funaro, que se tornaram públicos nesta semana depois de aparecerem no site oficial da Câmara dos Deputados.

O operador afirmou que o repasse foi feito a pedido de Cunha, para supostamente garantir que a petista fosse afastada da Presidência durante o processo de impeachment.

O pedido, segundo Funaro, foi feito via celular, por um aplicativo que não armazena as mensagens no aparelho.

"Ele me pergunta se eu tinha disponibilidade de dinheiro, que ele pudesse ter algum recurso disponível pra comprar algum voto ali favorável ao impeachment da Dilma. E eu falei que ele podia contar com até R$ 1 milhão e que eu liquidaria isso pra ele em até duas semanas, no máximo", relatou Funaro.

Ao ser questionado por uma procuradora sobre se Cunha teria dito expressamente que o dinheiro seria para comprar votos de deputados, Lúcio Funaro respondeu: "Comprar votos. Exatamente".


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Comentários

Nehemias

Paguei 5 milhões de reais para esposa do Moro facilitar a minha vida. Tacla Duran

suricato

....1milhão ´so por 1 voto , tá muito barato , estava na promoção .Não se entende como a justiça ouve um bandido desses mentindo.



15/10


2017

Ministros-deputados saem de cargos para votar por Temer

Tropa de choque

Ricardo Boechat - ISTOÉ

Caso a segunda denúncia contra Michel Temer (mais Moreira Franco e Eliseu Padilha) avance na Câmara, o Planalto vai exonerar os ministros com mandato de deputado para votarem no plenário a favor do presidente, claro. O expediente é igual ao utilizado na batalha pela aprovação da Reforma Trabalhista e quando Temer foi acusado por Rodrigo Janot de corrupção passiva.

O primeiro escalão tem 14 “ministros-deputados”, mas 13 votam – Raul Jungmann (PPS-PE) é suplente de Mendonça Filho (DEM-PE), portanto está fora. A oposição precisa de 342 dos 513 votos para que a denúncia seja enviada ao STF.

Enquanto isso, acaba de ser concluída a auditoria que o Conselho Diretor do Banco do Brasil determinou nas operações citadas na Lava Jato, no período em que Aldemir Bendine presidiu a instituição. Depois de cinco meses nada de irregular foi encontrado. Os resultados devem ser enviados agora para a CVM, o MPF e ao Juízo da 13ª Vara Federal, em Curitiba.

Nenhum depoente afirmou ter sofrido pressão para favorecer empresas investigadas na operação, em especial a Odebrecht. Em delações premiadas, executivos da construtora revelaram ter pago R$ 3 milhões ao publicitário André Gustavo, apontado como operador de “Dida” (Bendine).


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Prefeitura do Ipojuca

15/10


2017

Volta ao lar

Carlos Brickmann

Césare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios, com a extradição do Brasil aprovada pelo Supremo e suspensa pelo então presidente Lula no último dia de seu mandato, está a ponto de ser mandado de volta a seu país.

Pelo que se comenta, falta pouco: só que o Governo italiano aceite reduzir a pena que vai cumprir na Itália à que ele sofreria no Brasil, 30 anos no máximo.

O presidente Temer está disposto a devolvê-lo, caso os italianos cumpram as exigências da lei brasileira.


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Flamac - 2

15/10


2017

A morte da jararaca ainda não é fava contada

Elio Gaspari - Folha de S.Paulo

Em julho passado, Lula foi condenado a nove anos de prisão pelo juiz Sergio Moro. Para que ele fique inelegível, a sentença precisa ser confirmada pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal 4, de Porto Alegre, composta por três desembargadores. Se Lula for condenado por unanimidade, ficará inelegível, com poucas chances de ser salvo nos tribunais superiores.

Se o resultado ficar num 2x1, a inelegibilidade estará adiada, dependendo de confirmação pela Seção Criminal do TRF-4, composta por seis desembargadores federais, três dos quais da 8ª Câmara.

Cabeça de juiz não permite prognósticos seguros, mas quem conhece o TRF-4 levanta duas dúvidas. Na primeira, a condenação pode ser anulada. Na segunda, a confirmação da sentença pode demorar, permitindo o registro da candidatura.

A morte da jararaca ainda não é fava contada. 


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Banner - Hapvida

15/10


2017

Aos poucos, abafa vence moralidade de goleada

Josias de Souza

Quando o senador Romero Jucá defendeu a costura de um pacto para “estancar a sangria”, sua voz soou como ruído desesperado de alguém que não sabia que estava sendo gravado. Ao afirmar que o pacto deveria incluir o “Supremo”, o senador parecia ecoar o apavoramento de investigados em apuros. Penduradas nas manchetes em maio do ano passado, as indiscrições de Jucá foram esquecidas. Há quatro dias, o ministro Edson Fachin, do STF, arquivou o inquérito em que Jucá era acusado de tentar obstruir a Lava Jato, em parceria com Renan Calheiros e José Sarney. Beleza. Mas o país assiste a estranhos acontecimentos.

A sangria, que já destroçara o PT e seus satélite$, ganhou ímpeto. Atingiu figuras poderosas de partidos influentes —legendas que escorregaram suavemente do bloco que dava sustentação ao governo Dilma para a base congressual da gestão Temer. De repente, uma hemorragia que parecia irrefreável passou a ser gradativamente controlada. Os fatos se sucedem com hedionda e avassaladora constância. Não vê quem não quer. O esforço anticorrupção entrou em nova fase —a fase torniquete. Nessa etapa, a moralidade perde de goleada para a turma do abafa.

Perdeu no Tribunal Superior Eleitoral, que sepultou provas vivas para livrar Temer da cassação e Dilma da inelegibilidade. Perdeu no Executivo, transformado em habitat natural de ministros encrencados com a lei e até de um presidente denunciado um par de vezes. Perdeu na Câmara, convertida em cemitério de investigações presidenciais. Perdeu no Supremo, que agachou para o Senado. E está prestes a perder no próprio Senado, que trama a volta de Aécio Neves.

O excesso de encrencados graúdos deveria potencializar as investigações e suas consequências. Mas, em vez disso, as enfraquece. Num instante em que a soma dos encalacrados com foro privilegiado roça a casa das duas centenas, solidifica-se o entendimento segundo o qual é preciso estancar a hemorragia para que o melado continue escorrendo. Ninguém afirmou ainda, talvez por pena do Brasil. Mas a operação abafa tornou-se um sucesso. Se você esperava um novo país, convém puxar uma cadeira. Pode ser que ele venha. Mas vai demorar a chegar.


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ArcoVerde

15/10


2017

A corrupção fardada

Militares desviam dinheiro público como civis

Investigações obtidas por ÉPOCA mostram que militares desviam recursos públicos, fraudam licitações, pedem e recebem propina. Basta terem oportunidade e não temerem punição

ÉPOCA – Aguirre Talento

>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana:

Entre maio de 2009 e março de 2010, a conta-corrente do coronel do Exército Odilson Riquelme, no Banco do Brasil, recebeu dois cheques no valor total de R$ 37.373. Os depósitos se repetiram nos meses seguintes. Os cheques foram emitidos pela empresa Sequipe, prestadora de serviços de quimioterapia ao Hospital Militar de Área de Recife (HMAR), onde Riquelme cuidava dos contratos. Os valores equivaliam a 10% dos pagamentos feitos à Sequipe pelos contratos com o hospital. Os investigadores do Ministério Público Militar (MPM) descobriram o esquema após denúncia de um ex-funcionário. Confirmou-se que o dinheiro – R$ 205 mil no total – havia sido pedido à empresa pelo então diretor do HMAR, coronel Francisco Monteiro. Ele alegou que seriam “doações” para o hospital. Mas cheques obtidos pelos investigadores mostraram que o dinheiro acabou em contas-correntes dos militares e de pessoas ligadas a eles, não no caixa do hospital. 

 

O caso do coronel Riquelme está longe de ser uma exceção nas Forças Armadas Brasileiras. Embora persista o mito de que os militares são mais honestos do que os civis no trato com a coisa pública, não há evidência empírica disso. Tanto militares quanto civis desviam recursos públicos, fraudam licitações, pedem e recebem propina. Não há estudos que indiquem qualquer distinção entre a escala de corrupção nos mundos civil e militar. Pelas teorias mais recentes na literatura sobre corrupção, duas coisas, em especial, tendem a aumentar as chances de tunga aos cofres públicos: oportunidades para roubar e a percepção de que não haverá punição. Ambas existem, no Brasil, entre militares e civis. Estes não são especialmente desonestos. Aqueles não são especialmente probos.

255 processos em andamento pelo crime de peculato entre 2012 e 2017

Registros da Procuradoria-Geral de Justiça Militar, obtidos com exclusividade por ÉPOCA, expõem os abusos com dinheiro público nas Forças Armadas. São 255 processos pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público em proveito próprio) e 60 por corrupção ativa ou passiva – todos abertos nos últimos cinco anos. Sim, também há corrupção no Exército, na Marinha e na Aeronáutica. O material foi remetido ao Tribunal de Contas da União (TCU); investigadores da Corte estão destrinchando irregularidades encontradas nas três Forças, com prejuízos milionários aos cofres públicos. Os casos restringem-se a danos ao Erário superiores a R$ 100 mil. ÉPOCA teve acesso à documentação do processo sigiloso do TCU e traça nesta reportagem um panorama de casos detalhados envolvendo militares

O valor estimado de prejuízo aos cofres públicos nesses principais casos é de R$ 30 milhões, mas, a depender do avançar das investigações, pode se revelar maior. O levantamento não inclui processos contra militares ajuizados na Justiça comum – os casos da Justiça Militar são de crimes que provocam prejuízo apenas às Forças Armadas. Num país acostumado a flagrantes de malas de dinheiro rodando com políticos e desvios na casa de bilhões na Petrobras, parece mixaria. Esses R$ 30 milhões são pouco mais que a metade da fortuna encontrada no apartamento associado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, apenas um entre mais de uma centena de investigados pela Operação Lava Jato. São valores bem mais modestos ainda que os registrados no sistema de propina da Odebrecht, como os R$ 300 milhões que a empresa afirma ter destinado ao PT para ajudar os planos do ex-presidente Lula. Mas é uma questão de escala.

Os militares administram um orçamento anual de R$ 86 bilhões, quase tudo atrelado a salários e pensões; apenas R$ 7 bilhões são gastos ou investimentos e estão, portanto, sujeitos a desvios como esses investigados. Militares não têm acesso aos maiores cofres do governo federal, não fazem campanha eleitoral e não têm conexões no Congresso para aprovar leis. Ou seja, têm menos oportunidades de fazer negociatas.

Embora os casos não apontem um cenário de corrupção institucionalizada e generalizada, os processos trincam o argumento recentemente vociferado por apoiadores de uma estapafúrdia intervenção militar como solução para a crise atual, como defendido recentemente pelo general do Exército Antonio Hamilton Martins Mourão. Confortável, usando um uniforme repleto de medalhas no peito diante de uma plateia dócil em uma loja maçônica de Brasília, em 15 de setembro o general acenou com a possibilidade de intervenção militar para extirpar os corruptos da vida pública.

“Ou as instituições solucionam o problema político, ou pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos de impor isso”, disse Mourão. Seu discurso foi defendido pelo deputado federal, ex-militar e presidenciável Jair Bolsonaro, do PSC do Rio de Janeiro. O deputado Cabo Daciolo, do Avante-RJ, gravou um vídeo afirmando viver uma “falsa democracia”. “Não estamos pedindo uma ditadura militar, estamos falando de um governo provisório: tira os corruptos, os bandidos.”

Ouvidas as palavras do general Mourão na maçonaria e de seus apoiadores, soa irônico que até a Lava Jato tenha pilhado militares em casos de corrupção. O vice-almirante da Marinha Othon Pinheiro da Silva, que comandou a estatal Eletronuclear, foi condenado a 43 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa nas obras da usina nuclear de Angra 3, acusado de receber R$ 4,5 milhões de propina. Sua defesa diz que os pagamentos eram por uma consultoria feita às empreiteiras antes de assumir a Eletronuclear.

Segundo o TCU, existem indícios de que as Forças Armadas não tomam as providências necessárias para recompor o prejuízo aos cofres públicos causados pela corrupção em suas fileiras. “Foi constatado que havia casos em que o Exército deveria ter instaurado a tomada de contas especial para apurar os fatos, e não o fez”, afirma o tribunal. Em março deste ano, o TCU abriu um processo para apurar “possíveis irregularidades relacionadas com a não instauração de tomadas de contas especiais para apurar dano ao Erário” e deu prazo de 180 dias para que o Comando do Exército apure o prejuízo causado pelos problemas na gestão do Hospital Militar de Área de Recife e em possíveis irregularidades em obras do Instituto Militar de Engenharia.


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Garanhuns Natal Luz

15/10


2017

Um pouco da verdade

APARECIDA, SP, 12/10/2017, BRASIL, 12/10/2017 - 300 ANOS DA PADROEIRA DO RASIL -17:13:17 - Fieis lotam Santuario Nacional de Aparecida no Dia dos 300 anos da Padroeira. Procissao Solene com saida do Porto Itaguacu. (Rivaldo Gomes/Folhapress, NAS RUAS) - ***EXCLUSIVO AGORA*** EMBARGADA PARA VEICULOS ONLINE***UOL, FOLHAPRESS E FOLHA.COM CONSULTAR FOTOGRAFIA DO AGORA***FONES 32242169 E 32243342***

Fieis lotam Santuário Nacional de Aparecida no dia dos 300 anos da padroeira

Carlos Heitor Cony - Folha de S.Paulo

Quase todos os países do Ocidente católico têm um dia no calendário religioso dedicado à mãe de Jesus, que engravidou sem ter conhecido um homem. "Virgem Maria, rogai por nós!" é uma oração que todos os católicos rezam em determinados dias.

A mais popular de todas é Nossa Senhora de Lourdes, cujos milagres estão sendo estudados por cientistas. Ela é responsável pela maioria dos milagres atribuídos a uma força espiritual. O próprio João Paulo 2º, vítima de um atentado na praça de São Pedro, atribuiu à Virgem Maria o milagre de não ter morrido. Logo depois foi ao Santuário de Fátima e depositou aos pés da santa o seu anel pontifical.

Em todos os santuários dedicados a Maria, há um pavilhão que guarda o testemunho em cera de vários milagres atribuídos a ela. O Brasil não ficou de fora dessa devoção mariana e a festa da padroeira do país foi celebrada nesta última semana. São inúmeros os milagres que fizeram dela um dos ídolos nacionais mais queridos.

No entanto, gostaria de lembrar dois fatos históricos que iniciaram o regime ditatorial, fazendo parte da biografia de dois políticos que tiveram ação destacada em 1964.

Um deles foi Carlos Lacerda, líder da direita, desfeiteado por Jânio Quadros, que o convidara a dormir no Palácio do Planalto. Diz Lacerda em seu depoimento oficial que ouviu a voz da Virgem Aparecida encarregando-o de salvar o Brasil das garras do comunismo.

Outro personagem que ouviu a mesma voz foi o general Mourão Filho, que detonou o movimento militar daquele ano. Na biografia escrita por sua filha, ele confessa que, ao passar por Aparecida, ouviu a mesma voz pedindo que ele salvasse o Brasil.

Descontados os exageros de um e de outro, nossa padroeira teria patrocinado uma ditadura que durou 21 anos. 


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15/10


2017

As patrulhas servem aos corruptos

Elio Gaspari - Folha de S.Paulo

Em junho de 2007 a casa de Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão de Lula, (foto) foi vasculhada pela Polícia Federal como parte de uma operação denominada de "Xeque-Mate". Investigavam-se contrabandos, tráfico de drogas e exploração de máquinas caça-níqueis.

Os agentes ficaram na residência por duas horas, vasculharam até as roupas da mulher e da filha do suspeito. Vavá viu-se indiciado por tráfico de influência.

Foram apreendidas duas cartas com pedidos de emprego e um envelope endereçado ao então ministro Aloizio Mercadante. E daí? Se os pedidos e a correspondência não foram encaminhados, tráfico não houve.

Interceptações telefônicas provavam que Vavá prometera interceder por um policial que pretendia transferir um filho e pedira "dois paus pra eu" a um dos investigados, que fora preso. Semanas depois o Ministério Público, que chegara a pedir a prisão do irmão do presidente da República, denunciou 38 pessoas e cadê o Vavá? Nada. Faltavam "provas robustas" e ficou tudo por isso mesmo. Tanto para Vavá, como para os servidores que o expuseram à execração pública.

Diga-se que coisas desse tipo acontecem, mas diz-se também que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Pois caiu.

Na última terça-feira (10), com autorização da Justiça, a Polícia Civil de Paulínia fez uma busca na casa de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do primeiro casamento da falecida Marisa Letícia, adotado pelo ex-presidente. Iam atrás de uma acusação anônima, feita ao Disque Denúncia. Na casa do cidadão deveriam encontrar grande quantidade de drogas. Acharam nada, mas levaram um computador. O delegado que autorizou a operação foi afastado.

Isso aconteceu duas semanas depois do suicídio do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, acusado de obstruir a ação da Justiça numa investigação em que, antes de ser preso, ele não foi ouvido por ninguém.


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Supranor 1

15/10


2017

O mistério da caverna de Geddel

Toda a majestosa máquina de combate à corrupção e ao crime de colarinho branco não consegue explicar o dinheiro do ex-ministro Geddel

Dinheirama - O edifício do apartamento-cofre virou ponto de selfies entre os moradores da vizinhança (PF//)

VEJA - R. Guzzo

 

De quem é, afinal das contas, a montanha de dinheiro socada pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima na caverna de Ali Babá que instalou num apartamento alugado de Salvador? Geddel já está preso há mais de um mês no presídio da Papuda, em Brasília, logo depois que a Polícia Federal descobriu e confiscou as 14 malas e caixas atochadas de dinheiro vivo, num total de 51 milhões reais, que ele tinha enfurnado no seu esconderijo. Mas até agora ninguém faz a menor ideia de onde veio e para onde iria um único centavo dessa fortuna, ou quem é de fato o seu dono.

Em quarenta dias de intenso trabalho de investigação (imagina-se que o trabalho esteja sendo o mais intenso possível, num caso monstruoso como esse), as nossas autoridades policiais e judiciárias conseguiram, até agora, apresentar um grande zero para a soma total de seus esforços.

O ex-ministro e seus advogados não disseram até agora uma sílaba sobre o assunto. Geddel não diz se o dinheiro é dele. Não diz se não é. Não diz nada – como, aliás, é do seu direito. Ele não é obrigado a contar coisa nenhuma – a polícia e o Ministério Público, eles sim, é que têm a obrigação de descobrir o que aconteceu. Tiveram o notável mérito profissional de achar o covil onde se escondia a dinheirama, sem dúvida. Também estabeleceram que há impressões digitais de Geddel nas notas apreendidas – o que não chega, francamente, a ser uma surpresa espetacular. Mas fora isso não se esclareceu mais nada.

O dinheiro da caverna pertence apenas a Geddel? Ou ele tem sócios nesse capital? Quem seriam eles? Outra coisinha: qual a origem do dinheiro? Ele foi incluído na declaração do Imposto de Renda de Geddel referente ao ano-base de 2016? Veio de atividades honestas de um capitão de indústria, comércio, agropecuária ou serviços? Agora, se os 51 milhões não aparecem da declaração do I.R., por alguma razão deve ser.

Será que a bolada teria vindo (que horror) de alguma fonte ilícita – ou será que Geddel divide sua propriedade com outros tubarões tão grandes quanto ele, ou até maiores? Santo Deus.

E a época em que toda essa grana foi realmente ganha, então? Eis aqui outro enigma espantoso, que talvez permaneça sem solução pelos próximos 1.000 anos, como nas histórias sobre a tumba do faraó.

Será que Geddel amontoou todos os 51 milhões apenas durante os seis meses em que foi ministro de Michel Temer? Ou uma parte veio do seu vice-reinado na Caixa Econômica Federal, durante quase três anos, no governo Dilma Rousseff?

Será que um pouquinho, talvez, não tenha rolado no governo do ex-presidente Lula, de quem foi ministro por mais de três anos inteiros? Uma criança de dez anos de idade, se for um pouco mais atenta, seria capaz de fazer essas perguntas. Mas todo o majestoso monumento da máquina pública brasileira, que é pago para garantir o cumprimento da lei e a prestação de justiça, não respondeu nada em 40 dias. Não se trata de uma mixaria.

O ex-poderoso gigante da “base aliada” durante os mais de treze anos dos governos Lula-Dilma entulhou em sua caverna secreta o equivalente a cerca de 16 milhões de dólares; é coisa para se carregar em contêiner. Ninguém está dizendo que é dinheiro roubado, claro, não ainda – mas, se porventura fosse, a soma estaria entre as que foram conseguidas nos dez maiores roubos da história, segundo as listas mais populares em circulação.

Temos neste país polícias federais, estaduais, municipais, militares, civis, procuradores, promotores, corregedores, juízes, desembargadores, ministros e por aí afora – uma multidão que chega a deixar a gente tonto. Só nas polícias há no Brasil, hoje, entre 550.000 e 600.000 homens, segundo os levantamentos mais recentes. Os gastos totais com eles andam perto dos 80 bilhões de reais por ano – sem contar o que consome o Poder Judiciário. É óbvio que não podem fazer tudo, e que fazem muito. Mas um caso grosseiro como o dos 51 milhões de Geddel não poderia ficar como está.

Talvez esperem uma delação dele. Talvez esperem algum fenômeno que está fora do conhecimento público . Talvez tudo acabe muito bem explicado. Mas até agora há apenas um vazio.

Os procuradores mais militantes do Ministério Público em Curitiba, neste momento, têm lamentado muito o roubo de dinheiro publico, do tipo “Open 24 horas”, que mantém em funcionamento a vida pública do Brasil.

Os ladrões estão “sob suprema proteção”, disse um deles, referindo-se à decisão do Supremo Tribunal Federal que mandou de volta para o Senado a tarefa de punir ou perdoar o senador Aécio Neves – pego numa fita gravada extorquindo 2 milhões de reais de um criminoso confesso e bilionário. O STF “curvou-se a ameaças dos políticos”, afirmou um outro. Tudo bem. Mas nunca lhe ocorre que uma parte do problema da impunidade está na incompetência do Ministério Público, e dos investigadores de crimes em geral, no trabalho de produzir provas reais contra um Geddel Vieira de Lima, por exemplo.

Não dá para esperar muito dos cruzados quando a cruzada que fazem deixa do mesmo jeito um mistério tão rasteiro – como esse que assombra a caverna do ex-ministro de todos os governos.


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Nehemias

13 anos PT e o país não virou Cuba né coxa?Agora o que você acha que vai acontecer c/o país com congelamento 20 anos saúde e educação?


Mobi Brasil 4

15/10


2017

Espelho, espelho meu

Do Painel

A oposição instalou terça (10) na Câmara um painel para registrar posições sobre a denúncia contra Temer e encomendou ímãs com os rostos dos 513 deputados.

Glauber Braga (PSOL-RJ) explicou aos colegas:

— Queremos que cada um chegue e afixe sua opção, por investigar, engavetar, ou mesmo se estiver indeciso.

Júlio Delgado (PSB-MG) acrescentou:

— O painel estará aqui na semana que vem. Só não declara sua opinião quem estiver com vergonha do voto.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) emendou:

— Ou quem, movido pela vaidade, pegar o ímã e levar para a geladeira de sua própria casa.


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Asfaltos

15/10


2017

Ato “pelo direito de Lula ser candidato a presidente”.

No dia 27, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva completará 72 anos, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo farão um ato no Rio “pelo direito de Lula ser candidato a presidente”.

Já o  MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) programou para a próxima semana uma série de protestos contra Michel Temer e a reforma da Previdência.

Glaucos da Costamarques usou 14 canetas para assinar os recibos de aluguel do apartamento vizinho ao de Lula em São Bernardo do Campo (SP), segundo perícia contratada pela defesa do ex-presidente. Para ela, é outra prova de que os recibos são autênticos.(Painel - Folha)


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Nehemias

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bm4 Marketing 3

15/10


2017

Joesley e Wesley veem poucas chances de deixar a prisão

Pessoas próximas a Joesley e Wesley Batista já não escondem que veem como cada vez menores as chances de eles conseguirem decisão que revogue seus mandados de prisão.

Dizem que nunca o clima foi tão adverso a dois réus no Judiciário.

O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende os dois empresários, diz ver uma “enorme má vontade” com os irmãos e cita como exemplo um desembargador do TRF (Tribunal Regional Federal) em São Paulo que apontou questões morais para justificar as prisões.(Folha de S.Paulo - Daniela Lima)


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15/10


2017

A extradição de Battisti rebaixa o Brasil

Elio Gaspari - Folha de S.Paulo

Michel Temer é professor de direito e pode vir a revogar o asilo concedido por Lula ao italiano Cesare Battisti, acusado pelo governo de seu país de ter militado numa organização terrorista, tendo praticado quatro homicídios. Para que o professor Temer prevaleça, será necessária a anuência do Supremo Tribunal Federal. Por enquanto, o ministro Luis Fux travou a maluquice com uma liminar a favor de Battisti.

Extraditando-o, o Brasil entrará na galeria dos países que entregaram asilados. Logo o Brasil, onde vivem centenas de septuagenários, alguns deles ex-militantes de organizações que praticaram atos terroristas e foram salvos pelo asilo ou pela proteção de outros governos, que os acolheram durante a ditadura. A concessão do asilo é uma prerrogativa do soberano e Lula exerceu-a. Battisti foi terrorista? Em 1963 o Brasil asilou o ex-primeiro ministro Georges Bidault, presidente da organização que defendia a Argélia francesa, à qual estava apensa a Organização do Exército Secreto, grupo terrorista que matou cerca de 2.000 pessoas.

Revogar um asilo entregando um cidadão ao governo que deseja capturá-lo é coisa rara. O general chileno Augusto Pinochet matou brasileiros exilados, mas nunca fez isso em nome da lei. A ditadura argentina sequestrava brasileiros em Buenos Aires e argentinos no Rio, mas fazia isso clandestinamente.

No ano do centenário da Revolução Russa, Temer deveria pensar no papelão que fez o rei George 5º da Inglaterra em março de 1917, retirando a oferta de asilo à família real russa. Era só oferta, mas um ano depois os bolcheviques mataram o ex-czar Nicolau 2º, sua mulher e os cinco filhos. 


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15/10


2017

Delatando, Funaro paga R$ 45 mi e fica 2 anos preso

Folha de S.Paulo

O doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador dos esquemas de corrupção do PMDB, firmou compromisso de pagar R$ 45 milhões em multa e ressarcimento à Justiça, como parte de seu acordo de delação premiada.

Os valores serão pagos em dez parcelas, até 2022. A primeira, no valor de R$ 3,2 milhões, deve ser quitada em dezembro deste ano. A Folha teve acesso aos termos do acordo assinado.

O acordo de delação de Funaro foi firmado em 21 de agosto e homologado em setembro pelo ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

O compromisso estabelece ainda que a pena de Funaro será de 30 anos, dos quais apenas dois anos em regime fechado, em penitenciária, e outros seis anos em reclusão domiciliar. Depois, ele passa para sistemas mais brandos.

Nos primeiros dois anos em casa, ele deverá usar tornozeleira eletrônica e não poderá receber visitas –à exceção de parentes, advogados e de outras 15 pessoas previamente identificadas em uma lista encaminhada ao Ministério Público –nem fazer "festas ou quaisquer outros eventos sociais".

Passado este período, Funaro deverá cumprir mais dois anos de reclusão domiciliar em regime semiaberto. Ou seja, poderá sair de casa apenas em dias úteis, das 6h às 22h, quando poderá cumprir as sete horas semanais de serviços comunitários exigidos pelo Ministério Público.

Ele não poderá viajar, com exceção de rotas nacionais para fins de trabalho e com prévia autorização da Justiça.

Depois, ele cumprirá mais dois anos de reclusão domiciliar em regime aberto, em que passa a poder sair de casa também aos fins de semana, sob a exigência de retornar todos os dias à noite (das 22h às 6h).

Neste regime, ele poderá viajar ao exterior apenas com autorização e para visitar parentes.

Em todo o período em que estiver em casa, Funaro terá que apresentar relatórios trimestrais sobre suas atividades profissionais e de estudo.

O termo de delação exige, além de serviços comunitários (por quatro anos, com dedicação de sete horas semanais), seis anos de estudos.

Durante todo o período da condenação, Funaro fica comprometido em cooperar com o Ministério Público Federal.

O doleiro também fica proibido de ter relações com empresas ou com pessoas do poder público, assim como é impedido de operar no mercado financeiro por oito anos.

As declarações de Funaro implicam o grupo denominado "PMDB da Câmara", do qual faziam parte o presidente Michel Temer e os ex-deputados Henrique Eduardo Alves, Eliseu Padilha, Moreira Franco e Eduardo Cunha. 


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15/10


2017

Fábrica de leis denunciada por Funaro continua operando?

Helena Chagas – Blog Os Divergentes

Acima e além de mais uma constrangedora rodada de acusações envolvendo em propinas, desvios e transporte de caixas de dinheiro os caciques do PMDB, os vídeos da delação do operador Lúcio Funaro trazem a estarrecedora confirmação da existência de um megaesquema e venda de medidas provisórias e projetos de lei no Congresso Nacional.

A informação de que Eduardo Cunha e outros parlamentares teriam, em diversas ocasiões, negociado o conteúdo de matéria legislativa com empresários não chega a ser uma novidade. Mas a dimensão do esquema, e sua abrangência, sim. A descrição feita por Funaro da rotina parlamentar de, tão logo recebida uma MP ou um projeto de lei sobre tema importante, os deputados chefiados por Cunha procurarem as empresas interessadas para negociar mostra, sobretudo, que se tratava de um comportamento generalizado.

É assustador porque coloca em xeque tudo o que foi votado no Legislativo nos últimos anos. E não apenas em votações polêmicas como o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ficam sob suspeição todas elas, das mais comezinhas e técnicas às mais importantes, envolvendo o orçamento da União e regras de regulação da economia.

Se alguém, com base em elementos das investigações e delações que estão sendo feitas, resolver questionar a validade dessas leis na Justiça, alegando que foram elaboradas de forma espúria e criminosa, poderá provocar um nó no sistema legislativo do país.

Pior: ninguém garante que a fábrica de leis de Cunha e da turma do PMDB não continue funcionando segundo os mesmos métodos na Câmara e no Senado. Afinal, alguns dos integrantes do grupo citado por Funaro estão presos, como o próprio Cunha, Geddel Vieira  Lima e Henrique Alves. Os outros estão no Congresso e no Planalto.


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15/10


2017

O país do molha a mão

Carlos Brickmann

A procuradora-geral Raquel Dodge disse, ao tomar posse, que o povo “não tolera a corrupção”. Sua Excelência está certa, mas na frase faltou um pedacinho que lhe daria mais precisão: o povo não tolera “a corrupção dos outros”. O problema não somos nós, mas aqueles safados que condenamos.

Uma entidade séria, a Transparência Internacional, em pesquisa agora divulgada, mostrou que 11% dos brasileiros admitiram pagar propina para ter acesso a serviços públicos como saúde, educação, segurança, emissão de documentos. Detalhe interessante: a pesquisa se realizou na época do impeachment da presidente Dilma Rousseff, com manifestações de massa contra a corrupção do Governo. Petrolão, não; mas tudo bem molhar a mão.

As respostas positivas, em que tanta gente confessa não apenas seu hábito de transgredir a lei como o desprezo pelos que protestam contra isso, são obviamente verdadeiras: ninguém mente ao confessar que age fora da lei. Portanto, se as autoridades pensam ter apoio do povo para combater os atos mais comuns de corrupção, podem ir desde logo mudando de ideia.

A pesquisa, porém, traz aspectos mais positivos. Dos brasileiros, 81% garantem que, se presenciassem um ato de corrupção, iriam denunciá-lo. Claro que até agora ninguém o fez, exceto em troca de algum tipo de perdão dos suculentos – em alguns casos, tão bons que vale a pena até assumir a culpa de um crime. Mas é um bom sinal. Quem sabe um dia?


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15/10


2017

Procurador diz que Temer está destruindo a operação

Folha de S.Paulo

O procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da Lava Jato em Curitiba (PR), publicou em seu perfil no Facebook que a operação está ameaçada. "Em nenhum momento anterior a Lava Jato esteve tão a perigo quanto agora", escreveu, com todas as letras maiúsculas.

O comentário acompanhava o compartilhamento de uma reportagem sobre um parecer em que o governo Michel Temer, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), defende no STF (Supremo Tribunal Federal) a revisão da possibilidade de prisões após condenação de segunda instância.

O procurador afirmou que "o Governo Temer está fazendo, pouco a pouco, o que o Governo Dilma queria, mas não conseguiu: destruir a Lava Jato e toda a esperança que ela representa".

"Depois da última decisão do STF, é compreensível as tentativas da AGU, a mando de Temer, de tentar reverter a decisão de prisão após a decisão de segundo grau. Afinal, não há mais oposição das ruas às tentativas de acabar com o pouco conquistado", disse.

Veja, abaixo, a publicação de Santos Lima.

Publicação de Carlos Fernando dos Santos Lima


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14/10


2017

Bolsonaro: militares podem voltar disputando eleições

Militares podem voltar ao poder em 2018 disputando eleições, diz Jair Bolsonaro

Folha de S. Paulo – Silas Marti

 

"Nós podemos voltar ao poder sim no ano que vem. Quando eu falo nós, eu falo em nós militares, porque pretendemos concorrer às eleições no ano que vem."

Num encontro fechado com simpatizantes em Nova York, Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PSC, voltou a defender as Forças Armadas como o "último obstáculo ao socialismo" no Brasil, afirmando que a "bronca da esquerda não é com o Jair Bolsonaro, é com o capitão Jair Bolsonaro".

Ele falou de sua simpatia pelo presidente americano Donald Trump e se disse vítima da imprensa, que vê como ameaça à sua campanha.

Bolsonaro afirmou que a Folha era o jornal que mais o perseguia e criticou uma reportagem de capa da revista "Veja" a seu respeito, afirmando que a publicação o "esculacha em cinco páginas". Reclamou também do colunista Ancelmo Gois, de "O Globo".

"Na grande mídia, dizem que eu não entendo de economia, mas vou disputar eleições no ano que vem, não o vestibular", disse Bolsonaro.

O deputado repisou ainda vários pontos que vêm defendendo em encontros fechados desde que chegou aos EUA, há uma semana, onde visitou Miami e Boston antes da vinda a Nova York. Em todas as paradas, elogiou Trump e se esforçou para parecer menos radical e mais liberal, um amigo do mercado.

"Já estou muito feliz em saber que Donald Trump sabe que eu existo. Nós comungamos das mesmas ideias", disse Bolsonaro. "Nós dois cremos em Deus. Ele pensa no seu país, eu também. Ele quer o fim do comunismo, e eu também. Podemos fazer muitas parcerias. Precisamos sim de ajuda americana."

O pré-candidato fez ataques à China, dizendo que o "Brasil está sendo entregue" a Pequim.

Também fez um esforço para suavizar sua imagem, lembrando ter sido chamado de "homofóbico, xenófobo e misógino".

Suas declarações foram dadas a portas fechadas, mas transmitidas ao vivo em sua página no Facebook. Ele falou no oitavo andar de um prédio em Manhattan -o endereço foi mantido em segredo e a porta era vigiada por seus simpatizantes. Uma delas gritava com jornalistas que esperavam na entrada.

Também participaram do debate Olavo de Carvalho, ideólogo de direita considerado seu guru intelectual, que falou via Skype de sua casa nos EUA, e o analista conservador Jeff Nyquist.

Em sua fala, Carvalho atacou a imprensa, dizendo que em sua campanha o deputado enfrentaria ataques da mídia semelhantes aos enfrentados por Donald Trump em sua corrida à Casa Branca.

"Nos últimos 20 anos, o jornalismo se tornou quase ficcional", disse. "Não se consegue discernir o que é uma desinformação desejada e o que é uma confusão mental." 


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