Versão Agreste Central

22/05


2017

O crime da calúnia

BRASILIA, DF, BRASIL, 25-08-2016, 09h00: O senador Aecio Neves (PSDB-MG). Sessão para votação do julgamento final do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, no plenário do senado. O presidente do STF Ministro Ricardo Lewandowski preside a sessão. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)

Por Aécio Neves

Nos últimos dias, minha vida foi virada pelo avesso. Tornei-me alvo de um turbilhão de acusações, fui afastado do cargo para o qual fui eleito por mais de 7 milhões de mineiros e vi minha irmã ser detida pela polícia sem absolutamente nada que justificasse tamanha arbitrariedade.

Tenho sentimentos, sou de carne e osso, e esses acontecimentos -o que é pior, originados de delações de criminosos confessos, a partir de falsos flagrantes meticulosamente forjados- me trouxeram enorme tristeza. Também, por certo, alimentaram decepção naqueles que confiaram em mim ao longo de minha vida pública. É principalmente a estes que ora me dirijo.

Tenho me dedicado a tentar construir um país melhor. Neste último ano empenhei-me em ajudar o presidente Michel Temer no árduo trabalho de reerguer o país, o que, avalio, vem sendo bem-sucedido. Há, porém, muitos insatisfeitos e contrariados com as mudanças em marcha.

Tudo isso sofreu um abalo sísmico, na semana passada, com a divulgação de gravações covardemente feitas pelo réu confesso Joesley Batista de conversas com o presidente da República e de outras que manteve comigo. Nestas, ele tenta conduzir o diálogo para criar-me todo tipo de constrangimento.

Lamento sinceramente minha ingenuidade -a que ponto chegamos, ter de lamentar a boa-fé! Não sabia que na minha frente estava um criminoso sem escrúpulos, sem interesse na verdade, querendo apenas forjar citações que o ajudassem nos benefícios de sua delação.

Além do mais, usei um vocabulário que não costumo usar, e me penitencio por isso, ao me referir a autoridades públicas com as quais já me desculpei pessoalmente.

Mas reafirmo: não cometi nenhum crime!

Setores da imprensa vêm destacando uma acusação do delator de que, em 2014, eu teria recebido R$ 60 milhões em "propina". Mas muito poucos tiveram a curiosidade de pesquisar e constatar que isso se refere exatamente aos R$ 60 milhões que a JBS doou legalmente a campanhas do PSDB naquele ano.

E foram raros também os que se interessaram em registrar afirmações dos próprios delatores sobre mim -"nunca nos ajudou em nada" e "nunca fez nada por nós", disseram a meu respeito. Então pergunto: onde está o crime? Aliás, de qual crime acusam a mim e a meus familiares?

Em março deste ano, solicitei a minha irmã e minha amiga, Andrea, que procurasse o senhor Joesley, a quem ela não conhecia, e oferecesse o que já havíamos feito sem sucesso com outros empresários brasileiros: a compra do apartamento em que minha mãe mora, herança do seu falecido marido, e que já estava à venda. Parte desse valor nos ajudaria a arcar com os custos de minha defesa.

Foi do delator a sugestão de fazer um empréstimo com recursos lícitos, que ele chamava "das suas lojinhas", e que seria naturalmente regularizado por meio de contrato de mútuo, até para que os advogados pudessem ser pagos.

O contrato apenas não foi celebrado porque a intenção do delator não era esta, mas sim criar artificialmente um fato que gerasse suspeição e contribuísse para sua delação.

Daí por diante, fomos vítimas de uma criminosa armação feita por elementos que não se constrangeram em criar falsas situações para receber em troca os extraordinários benefícios de sua delação, inclusive ganhando dinheiro especulando contra o Brasil e contra os brasileiros, em razão da crise provocada pela divulgação das gravações. Para eles, o crime e a calúnia certamente compensam.

São, portanto, evidentes o comprometimento de meus acusadores e a inconsistência do teor das acusações dirigidas contra mim e minha família. Fui vítima de criminosa armação. Mas isso não significa que não tenha errado.

Errei ao procurar quem não deveria. Errei mais ainda, e isso me corrói as vísceras, em pedir que minha irmã se encontrasse com esse cidadão, que em processo de delação arquitetou um macabro e criminoso plano para obter certamente ainda mais vantagens em seu acordo.

Vale aqui registro em relação aos motivos usados para a suspensão de meu mandato parlamentar, iniciativa para a qual não há precedentes.

Nenhum de meus atos legislativos e políticos demonstram qualquer intenção de obstruir a Lava Jato ou qualquer outra investigação, tampouco interferir em instituições encarregadas de apurar os fatos. Ao contrário, minhas posições sempre foram claras e legitimadas pelo exercício de meu mandato.

A partir de agora, dedicarei cada instante de minha vida a provar minha inocência e a de meus familiares, a mostrar que honrei os mandatos e a confiança que os eleitores de Minas e de todo o país me delegaram em mais de 30 anos de vida pública.

Usarei como armas a lei e a verdade para que esta injustificável violência contra Andrea e contra Frederico seja rapidamente revertida.

Acredito na força da nossa democracia, confio na Justiça e na integridade das nossas instituições. Estou convicto de que, ao cabo do devido processo legal e do desenrolar das investigações, a verdade prevalecerá e a correção de meus atos e de meus familiares restará provada.

Diante da necessidade de dedicar-me integralmente à minha defesa, deixo de ocupar nesta Folha o espaço que, durante quase seis anos, ocupei semanalmente, buscando contribuir para aprofundar a discussão sobre os problemas do país.

Aos leitores da Folha que me acompanham nesta jornada, de alegrias e tristezas, deixo meu sincero agradecimento. Aos brasileiros, reafirmo a minha determinação de enfrentar este momento de incompreensões, com a coragem e a altivez que jamais me faltaram ao longo de toda a minha caminhada. A verdade prevalecerá!

AÉCIO NEVES é senador (PSDB-MG). Foi candidato à Presidência em 2014 e governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010


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Comentários

GLACIDELSON ANTONIO DA SILVA

Cara de pau!!!

gilson

Eita Magno Martins, e agora ficaremos sem a maravilha deste artigo semanal de Aécio Neves??? Estou desolado. O quase Presidente, derrotado, chorão, golpista, e falta pouco para ser cassado e condenado.


Versão Sertão do São Francisco

22/05


2017

Decisão da OAB agrava situação política de Temer

A decisão da OAB de pedir o impeachment de Temer agravou a situação política do presidente, admitem aliados. Advogado do peemedebista, Gustavo Guedes criticou a velocidade com que a entidade tomou a decisão.

“Foram três dias desde a revelação dos fatos, dois dias de formação da comissão, um dia para o relator elaborar seu voto e nenhum dia para a defesa do presidente”, disse Guedes.

Dividido, o PSDB vai aguardar alguns dias para decidir sobre possível desembarque do governo. Se deixar Temer, dirá que ele perdeu as condições de conduzir as reformas.

Interlocutores da JBS tentam rebater a versão de que os irmãos Batista estão se divertindo em Nova York após abrirem crise política no Brasil. Ressaltam que Wesley Batista não saiu do país desde a homologação da delação e que mantém expediente no escritório do grupo.

Quanto a Joesley, dizem que viajou para o exterior depois de receber ameaças diretas à sua família. O empresário passou três dias em Nova York, mas deixou a cidade há uma semana com filha, neto e outros parentes.  (Painel - Folha de S.Paulo)


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Versão Agreste Central

22/05


2017

Dilma: ante escalada da crise, prega eleição direta

A ex-presidente Dilma Rousseff não externou revanchismo ou deleite ao assistir à deterioração da governabilidade de Michel Temer, homem que a sucedeu no Palácio do Planalto após o impeachment e a quem credita boa parte da responsabilidade pelo “golpe” que julga ter sofrido. Com quem conversou, Dilma, em tom grave, manifestou preocupação com a escalada da crise política no país. “Tudo isso é muito ruim”, disse a um interlocutor. “Olha o que eles fizeram com o Brasil.”

Dilma ficou especialmente assustada com os termos da conversa entre Temer e Joesley Batista, da JBS. Aliados contam que a petista se espantou com a tranquilidade com que o empresário narrou crimes diante do presidente.

Com o agravamento da crise política, Dilma decidiu suspender viagem que faria esta semana para a Inglaterra. Ela prega a convocação de eleições diretas.  (Painel - Daniela Lima, FSP)


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Versão Sertão de Itaparica

22/05


2017

Renan: "Se falar de propina comigo mando prender”

Senador diz que citação de delator a ele é 'fantasiosa", mas não perde a oportunidade de alfinetar novamente o presidente da República também citado

Veja Online - Guilherme Venaglia

Um dos muitos políticos citados na delação premiada do grupo JBS, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) não perdeu a oportunidade de mais uma vez se mostrar o aliado menos fiel do presidente Michel Temer (PMDB). Em nota enviada à imprensa, ele afirmou que, se Ricardo Saud “ou qualquer outro delator” lhe relatasse pagamentos de propina ou caixa 2, ele “mandaria prendê-lo”.

Ao falar sobre isso, o senador toca em um dos pontos mais sensíveis da crise política: o fato de uma gravação entregue por Joesley Batista à Procuradoria-Geral da República (PGR) mostrar o empresário relatar pagamentos de propina ao presidente, sem que este tenha reagido negativamente ou sequer informado às autoridades competentes. Michel Temer nega e justifica que apenas ouviu as “lamúrias” de um “fanfarrão” e que não acreditou que o empresário pudesse estar dizendo a verdade, ao explicar o porquê não o denunciou.


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22/05


2017

Gravações selam o obituário político de Aécio

Flagrado em negociações cabeludas, tucano perde o comando do partido, é afastado do mandato de senador e sela seu obituário político

Veja - Ana Clara Costa

Trinta e um meses transcorreram entre o dia em que Aécio Neves saiu consagrado com 51 milhões de votos da disputa perdida para Dilma Rousseff e a tarde em que, pela tela do ce­lular, enxergou o começo do seu fim. Ex-candidato à Presidência da República, governador de Minas duas vezes, ex-deputado federal e ex-secretário de Tancredo Neves, Aécio encerrou a pior semana de sua vida política na condição de senador afastado por ordem do Supremo Tribunal Federal, presidente de partido licenciado por seus pares, parlamentar ameaçado de ter o mandato cassado e cidadão impedido pela Justiça de deixar o país. Mais: teve o primo preso, viu a irmã sendo levada à cadeia e soube que ele próprio só não foi para trás das grades por obra e graça do sacrossanto foro privilegiado.

Ao determinar o afastamento de Aécio da atividade parlamentar, o ministro do STF Edson Fachin deixou claro que, se o tucano não fosse senador, ele deveria ser preso por tentar embaraçar a Lava-Jato. Escreveu Fachin: “Embora considere, como mencionado, imprescindível a decretação de sua prisão preventiva para garantir a ordem pública e instrução criminal, reconheço que o disposto da Constituição impõe, ao menos em juízo monocrático, necessidade de contenção”. Na visão do ministro, só o plenário da Corte poderia decretar a prisão do mineiro.

Desde o minuto em que soube das gravações até a noite de quinta-feira, Aécio alternou crises de choro, goles de uísque e conversas com advogados. Atendeu a poucas ligações e ignorou até mesmo telefonemas de assessores próximos. Recebeu em sua casa no Lago Sul apenas alguns senadores, como Tasso Jereissati (agora presidente interino do PSDB), e ministros de seu partido, como Aloysio Nunes. Aos que o visitaram, disse que seu único alento era o fato de a mulher, Letícia, e os filhos gêmeos não estarem em casa, no momento das buscas feitas pela PF. Eles haviam viajado para o Rio Grande do Sul, onde vivem os pais de Letícia. Segundo os interlocutores do senador, sua principal angústia nesses dias era a prisão da irmã. Aécio mobilizou advogados e amigos em busca de um meio de libertá-la. No telefonema que deu ao ex-ministro do STF Carlos Velloso, chorou. “Ela é quase uma mãe para mim”, disse. Com reportagem de Renato Onofre e Bruna Narcizo


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Flamac - 2

22/05


2017

Faustão ataca corruptos; esqueceu patrocinador Joesley

iG São Paulo 

Apresentador passou parte do programa deste domingo dando lição de moral, falando da vergonha da corrupção e cobrando um Brasil melhor, mas esqueceu que aceita dinheiro de um dos maiores corruptos da nação

A delação premiada de Joesley Batista ,empresário e dono da JBS, parece que vai atingir quase todas as pessoas da nossa nação de alguma maneira. Quem assistiu o programa do Faustão neste domingo deve ter reparado na ira do apresentador, Fausto Silva por várias vezes cobrou o fim da corrupção e também deu lição moral e cívica.

Até aí tudo bem, todos nós estamos revoltados com o escândalo envolvendo Temer, Aécio, Joesley, Wesley, Lula, Dilma e muito mais políticos. A única coisa que Faustão esqueceu é que um de seus anunciantes é o Banco Original, uma instituição financeira brasileira controlada pela holding J&F, grupo dos empresários Joesley e Wesley Batista.

O apresentador chegou a finalizar suas famosas pegadinhas com: " Num oferecimento do Banco Original, você assistiu as Cacetadas do Faustão.". A atitude soa no mínimo muito estranha, como pode cobrar e não dar o exemplo? Fausto Silva devia seguir o exemplo de Tony Ramos que abandonou a barca furada dos irmãos Batista e cancelar de imediato qualquer relação com o grupo. Não adianta cobrar o fim da corrupção se está recebendo dinheiro de um dos maiores corruptores da história do Brasil.

O escândalo envolvendo toda a classe política do País e um dos maiores empresários do Brasil parece que não pegou apenas nós de surpresa. Tony Ramos, um dos mais famosos atores da nação também se viu traído pelas últimas notícias divulgadas pela imprensa.


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FMO

22/05


2017

FHC liga para Temer oferecendo apoio

PSDB aguarda o julgamento do Supremo sobre o pedido de suspensão do inquérito contra o presidente para decidir se rompe ou não com o governo

O Estado de S.Pualo - Tânia Monteiro

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso telefonou neste sábado, 20, para o presidente Michel Temer para oferecer apoio e recomendar que se mantenha firme e resista aos ataques que vêm sofrendo. Fernando Henrique também negou a Temer que tenha sugerido a sua renúncia, como "andou sendo noticiado". Segundo relato de um dos interlocutores de Temer, o ex-presidente afirmou que "em momento algum" disse que o peemedebista deveria renunciar.

Apesar de, nos bastidores, haver pressão no PSDB para que o partido deixe a base do governo, a conversa, segundo interlocutores do presidente, mostrou a "disposição" de Fernando Henrique em manter a legenda apoiando a gestão Temer.

A reunião entre DEM e PSDB que estava marcada para este domingo, 21, depois de articulações do governo e de líderes dos dois partidos, acabou cancelada. Caciques de vários partidos decidiram comparecer ao jantar que Temer promoveu no Palácio da Alvorada.

O momento, de acordo com interlocutores do presidente, é de "compasso de espera", aguardando a decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre o pedido para suspender o inquérito aberto para investigar Temer por obstrução à Justiça, corrupção passiva e organização criminosa. O julgamento está marcado para quarta-feira, 24.


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Mobi Brasil 1

22/05


2017

Aécio vai ao STF tentar recuperar mandato no Senado

A defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) vai apresentar ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta segunda-feira (22), um pedido para que o tucano retome seu mandato.

Na Operação Patmos, deflagrada na última quinta (18), o ministro Edson Fachin determinou o afastamento de Aécio do Senado e "de qualquer outra função pública".

Fachin também exigiu que o parlamentar entregasse o passaporte, já que ele está proibido de sair do país.

Aécio não pode falar nem se encontrar com investigados ou réus do mesmo inquérito.

"Vamos pedir a revogação das cautelares. O passaporte, ele vai entregar. Mas o afastamento do mandato é ilegal, não há amparo na Constituição", afirmou Alberto Toron, advogado do senador.

Fachin acatou parcialmente os pedidos apresentados pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Embora tenha aceitado afastar o tucano do cargo do Senado, o ministro rejeitou o pedido de prisão e não exigiu o uso de tornozeleira eletrônica.

Rodrigo Janot, procurador-geral da República, ainda não protocolou nenhum recurso sobre a negativa do Supremo –se o fizer, o caso deve ser levado ao plenário.

ACUSAÇÕES

O pedido de investigação da PGR foi feito com base em delação firmada pelo grupo J&F, holding do grupo JBS, com o Ministério Público Federal.

Joesley Batista disse aos procuradores ter efetuado pagamento de propina a Aécio.

Aécio foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. 


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Banner - Hapvida

22/05


2017

Temer diz que ficou abalado com crise, mas vai até o fim

Folha de S.Paulo - Gustavo Uribe e Bruno Boghossian

O presidente Michel Temer reconheceu neste domingo (21) que ficou abalado com a crise política instaurada com a delação premiada de executivos da JBS, mas que resistirá no cargo "até o fim".

Em discurso durante encontro com ministros e parlamentares, no Palácio da Alvorada, o peemedebista disse que irá comprovar a sua inocência e chamou o empresário Joesley Batista de "rematado delinquente".

Segundo relatos de presentes, ele lembrou que reagiu mal ao impacto inicial das acusações feitas contra ele, mas que se recuperou após fazer pronunciamentos públicos e apresentar sua defesa jurídica.

Ele pediu aos presentes no encontro que resistam com ele "pelo país e pela ordem jurídica". E disse nunca ter visto alguém treinar para fazer uma delação premiada.

Os executivos da JBS tiveram uma espécie de aula dada por um procurador e uma delegada antes de Joesley se encontrar com o presidente e gravar a conversa entre ambos.

O peemedebista pediu ainda a senadores e deputados que o Congresso Nacional que não fique paralisado por conta da crise política e que eles coloquem em votação propostas governistas.

"O Poder Legislativo irá atender ao pedido e trabalhar pelo país com normalidade", disse o líder do governo na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), fizeram uma declaração aberta de apoio a Temer. Prometeram, segundo os presentes, "lealdade e compromisso com o país" e com a pauta legislativa de interesse do governo.

As declarações ocorrem em um ambiente de instabilidade nas relações entre Temer e sua base no Congresso. Maia, especialmente, tem o poder de acatar pedidos de impeachment contra o presidente, e seria o primeiro na linha sucessória em caso de saída do presidente. A dupla afirmou que não haverá "nenhum milímetro" de recuo.

Eunício também relatou ter sido procurado por Joesley "para uma audiência urgente" em várias ocasiões, no fim de abril. O presidente do Senado disse suspeitar que o empresário tentasse gravá-lo, mas não o recebeu porque estava internado.

O presidente havia marcado para este domingo (21) um jantar com a base aliada em uma tentativa de demonstrar que mantém apoio no Congresso Nacional. Ele, contudo, foi desmarcado após líderes e ministros avisarem que não chegariam a tempo.

Com a baixa adesão, Temer decidiu transformar a conversa em um encontro informal, com um grupo mais reduzido, que já estava em Brasília.

Após a veiculação pela imprensa de que o encontro havia sido desmarcado, no entanto, o Palácio do Planalto correu para mobilizar o máximo de governistas possíveis para a reunião. Ao todo, participaram do encontro 17 ministros, 23 deputados federais e 6 senadores. 


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Asfaltos

21/05


2017

PGR: gravação com Temer tem sequência lógica

Relatório da PGR diz que gravação com Temer tem ‘sinais de sequência lógica’. Análise preliminar foi solicitada por grupo de trabalho que auxilia Rodrigo Janot.

Claudio Belli / Agência O Globo

O Globo – Manoel Ventura

Um relatório técnico da Secretaria de Pesquisa e Análise da Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que a gravação da conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista é “audível” e apresenta “sinais de sequência lógica”. A análise é preliminar e foi solicitada verbalmente pelo grupo de trabalho que auxilia o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na Operação Lava-Jato em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em pronunciamento na tarde de sábado, Temer afirmou que o áudio gravado pelo dono da JBS foi adulterado, solicitou uma perícia na gravação e pediu para que o inquérito contra ele no STF seja suspenso até o resultado da análise. O ministro Edson Fachin, do STF, determinou a realização da perícia e decidiu levar para o plenário do STF o pedido de suspensão das investigações.

No relatório, a área técnica da PGR informa que recebeu para análise um pen drive contendo quatro arquivos, entre eles o áudio da conversa entre Temer e Joesley. Afirma que o áudio tem comprimento de 38 minutos e 56 segundos e o tamanho de 35,6 megabytes, com data de modificação de 03/01/2013 às 01h37. O relatório, no entanto, não explica porque há o registro de modificação do arquivo em janeiro de 2013, já que o áudio foi gravado em março deste ano.

“O diálogo constante no Áudio 02 (PR1 14032017.WAV) encontra-se audível, apresentando sinais de sequência lógica. O arquivo possui ruídos e a voz de um dos interlocutores apresenta-se com maior intensidade em relação à voz do segundo interlocutor, e em alguns momentos, tornam-se incompreensíveis sem a utilização de equipamentos especializados”, conclui o documento da PGR.

Os técnicos da PGR destacam, no documento, que a análise foi feita sem uso de equipamentos especializados.

“O arquivo apresentado foi analisado de forma preliminar, submetido a oitiva sob a perspectiva exclusiva de percepção humana. Não houve auxílio de equipamentos especializados na avaliação sobre a integridade dos áudios”.

Segundo o relatório, o objetivo do trabalho foi “verificar se os diálogos existentes nos áudios estão inteligíveis e, se numa análise meramente perfunctória, os arquivos possuem ou não característica iniciais de confiabilidade”.


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Supranor 1

21/05


2017

Suspender inquérito é última cartada de Temer

Pedido de suspensão de inquérito no STF é última cartada de Temer, diz Le Monde

Da RFI – Rádio França Internacional

 

A imprensa francesa deste domingo (21) está de olho no Brasil e nas manifestações populares pela renúncia do presidente Temer. A rádio publica France Info, uma das mais importantes do país, informa desde o início da manhã que depois da Venezuela no sábado (20), hoje "é dia dos brasileiros irem em massa às ruas contra seu presidente, acusado de corrupção". O jornal Le Monde publica em seu site um artigo sobre o pronunciamento à Nação de Temer e avalia que "o presidente jogou provavelmente sua última cartada ao pedir a suspensão do inquérito contra ele no STF".

Antes dos protestos convocados por partidos de esquerda, sindicatos e organizações da sociedade civil em todo o país, Temer parte para a ofensiva e tenta salvar seu cargo, estima a imprensa francesa. Para exigir a suspensão das investigações no Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva, obstrução da Justiça e formação de organização criminosa, ele alega que a gravação feita pelo dono da JBS, Joesley Batista, foi manipulada ou modificada. O áudio, revelado pela Rede Globo na última quarta-feira (17), é na opinião do presidente "um crime perfeito", diz o Le Monde.

A correspondente do jornal no Brasil, Claire Gatinois, escreve que Temer já é considerado morto politicamente por uma boa parte da classe política em Brasília. O cientista político Antônio Carvalho Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas, ouvido pelo jornal acredita que Temer tenta ganhar tempo, mas que seus dias como presidente do Brasil estão contados. Carlos Melo, professor de ciências políticas, acha que, independentemente do final dessa crise, o mal já está feito.

Temer perde aliados

Segundo o artigo, "o mar de lama que percorre o país em apenas alguns dias incita os ex-aliados de Temer, do PMDB, a se distanciar dele". O PSB já pediu a demissão de Temer no sábado, enquanto que o PSDB hesita, afirma Gatinois. Vários deputados entraram com um pedido de impeachment e muitos deles já abandonaram o presidente "moribundo". Até o site do Congresso dá com manchete: "Temer perdeu a capacidade de governar". Sem maioria, o presidente não poderá continuar as reformas impopulares que defende, explica o Le Monde.

A participação nas manifestações deste domingo vai indicar o nível de descontentamento da população e pode encurralar ainda mais o presidente, estima a AFP. O suspense pode durar até a próxima quarta-feira (24), quando o STF analisa o pedido de suspensão do inquérito feito por Temer.


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ArcoVerde

21/05


2017

Randolfe vai ao STF garantir suspensão de Aécio

 

Senador da Rede alega que Mesa Diretora do Senado pode repetir precedente usado por Renan para que tucano permaneça no exercício do mandato.

(Jane de Araújo/Agência Senado)

Veja - Guilherme Venaglia

 

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou neste domingo junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) um mandado de segurança para impedir uma suposta manobra da Mesa Diretora do Senado a favor do senador Aécio Neves (PSDB-MG). No sábado, a coluna da jornalista Mônica Bergamo, no jornal Folha de S.Paulo, havia noticiado a articulação para que o Congresso desobedecesse a decisão do ministro Edson Fachin e mantivesse o tucano no exercício dos direitos políticos.

Gravado em conversas com o empresário Joesley Batista, do grupo JBS, a quem pede dinheiro e discute estratégias para barrar o avanço da Operação Lava Jato, Aécio foi afastado das atividades legislativas pelo magistrado. Para Randolfe, o tucano deve “muitas explicações” e não tem condições de exercer o mandato de senador. “O material que há contra ele é muito forte. Tanto é forte que a Procuradoria-Geral da República chegou a pedir que fosse preso”, afirmou a VEJA.

Na peça, o senador da Rede pede que o Supremo garanta o cumprimento da medida. “O mandado de segurança que pedi é preventivo, depois da movimentação da Mesa do Senado”, explicou. O precedente que seria utilizado para manter Aécio Neves como senador é o mesmo que foi utilizado para garantir que o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não tivesse que deixar o comando da Casa em dezembro do ano passado. “Na época, alegou-se a autonomia do legislativo e a Mesa transformou a questão em um conflito institucional.”


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21/05


2017

Investidores dos EUA manterão distância da JBS

Shannon O'Neil, pesquisadora do Council of Foreign Relations, avalia que a empresa estar envolvida em um caso de corrupção dificulta suas ambições no mercado americano e a coloca sob a mira do Departamento de Justiça do país. Investidores dos EUA materão distância da JBS, diz analista.

 Da BBC Brasil

Desde a divulgação de detalhes sobre as relações entre os principais políticos brasileiros e os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo de empresas que inclui a JBS, muita gente especula que a delação premiada dos empresários seria uma estratégia para "limpar a barra" da companhia nos Estados Unidos.

Isso porque os donos da maior produtora de carne do planeta estão preparando um IPO (sigla em inglês para Oferta Pública Inicial de ações) bilionário na bolsa de valores de Nova York.

Com 65 frigoríficos espalhados pelos Estados Unidos, a JBS já é líder nas vendas de carne bovina, ovina e de frango no país e pretende expandir ainda mais sua atuação, com a subsidiária JBS Foods International.

Para alguns, a delação que culminou na autorização de uma investigação contra o presidente Michel Temer pelo Supremo Tribunal Federal seria uma forma de transmitir "transparência" e mostrar ao Departamento de Justiça americano que a empresa estaria disposta a deixar gestos de corrupção no passado. Nos Estados Unidos, entretanto, a leitura pode ser diferente.

Para Shannon O'Neil, pesquisadora sênior do think-tank Council of Foreign Relations (CFR), que edita a revista Foreign Affairs, a oferta de ações da empresa em Nova York pode ficar comprometida - mesmo com a delação em Brasília.

"Mesmo que a delação mostre que os líderes da JBS estão cooperando com a Justiça, o fato de eles estarem envolvidos (em um escândalo de corrupção) torna tudo mais dificil", disse O'Neil à BBC Brasil em Nova York. "Especialmente no caso dos investidores americanos, que podem não conhecer os meandros da política brasileira. Eles devem manter distância."

Leia a íntegra da reportagem aqui: Investidores dos EUA manterão distância da JBSdiz analista ...


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Bm4 Marketing 9

21/05


2017

Conversas registradas: Temer desobedece governo

Ao conversar com Joesley no Jaburu, Temer desobedece orientações do governo
Sem registros públicos da visita, local e pauta.

O encontro de Temer com Joesley Batista, da JBS, desrespeita regras do governo (Foto: ANDRE COELHO / Agencia O Globo

Da Época - Nonato Viegas

 

O presidente Michel Temer fez o oposto do que tem sugerido seu ministro da Transparência, Torquato Jardim, com a proposta para regular a atividade de lobby nos órgãos do Executivo. Por quê? Temer recebeu Joesley Batista no Palácio do Jaburu, fora de seu ambiente de trabalho, sem registrar a visita nem a pauta do encontro. E olha que Temer diz ser favorável à proposta de Torquato.

 


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21/05


2017

Movimento Ocupe Estelita celebra 5 anos

Atividades em cais no Recife marcam 5 anos do movimento Ocupe Estelita
Área, ocupada pela primeira vez em 2012, foi dividida em polos para debates, intervenções artísticas e música, na tarde deste domingo (21)

Foto: Edi Souza da FolhaPE

Folha PE - Edi Souza

 

Apoiadores do movimento Ocupe Estelita estão desde às 14h nos armazéns do Cais José Estelita, na área central do Recife, foco de discussão dos ativistas, participando de atividades que marcam os cinco anos do grupo. A área, ocupada pela primeira vez em 2012, foi dividida em polos para debates, intervenções artísticas e música. O trânsito no local segue tranquilo.

A expectativa da organização é receber no fim da tarde o grupo que estava no Marco Zero, também no Centro da capital, protestando pela saída do presidente Michel Temer e eleições diretas para presidência. Assim, esperam encerrar o dia com a passagem de, pelo menos, duas mil pessoas.

Segundo um dos organizadores, Chico Ludermir, a programação segue com debates sobre 'as questões que cabem no Cais'. "Acho que todos os movimentos cabem aqui, desde os que tratam de minorias até os que falam de política, porque esse espaço se tornou uma grande metáfora", disse.


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