Versão Agreste Meridional

22/08


2017

Aliados de Aécio reforçam pressão contra Tasso

Aliados de senador mineiro, afastado do comando do PSDB, já pedem abertamente saída de tucano cearense; sucessão foi discutida em jantar

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

O Estado de S.Paulo - Renan Truffi, Vera Rosa e Igor Gadelha 

 

Aliados do senador Aécio Neves (MG) e ministros tucanos do governo Michel Temer intensificaram a pressão pela saída do presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati (CE). Já há tucanos que pedem abertamente a destituição do senador cearense. 

Na noite desta segunda-feira, 21, em um jantar, a sucessão na sigla foi discutida. Participaram do encontro os ministros Bruno Araújo (Cidades) e Antonio Imbassahy (Governo), o governador de Goiás, Marconi Perillo, e deputados, entre eles o anfitrião, Giuseppe Vecci (GO), vice-presidente nacional da legenda cotado para substituir Tasso.

Mais cedo, o deputado Marcus Pestana (MG), aliado de Aécio, defendeu a saída do presidente interino e disse que, se o senador permanecer no cargo, o partido sairá mais dividido. “Infelizmente caminhamos para um impasse. Tasso agiu por seis vezes em curto espaço de tempo contra a posição majoritária. Agora, ou ele se afasta e prevalece a visão da maioria, ou ele fica e o partido saí esfacelado do governo”, afirmou.

Mesmo pressionado, Tasso Jereissati deve continuar no cargo. Entre seus apoiadores, a avaliação, por ora, é de que sua saída implicará aproximação ainda maior com o governo.

O Palácio do Planalto incentiva a estratégia articulada por Aécio, presidente licenciado, para destituir Tasso. Embora Temer negue interferência em “assuntos internos” dos tucanos, Tasso é visto com muita desconfiança e sua permanência no comando do partido tem sido considerada desagregadora. Tasso defende a saída do governo e foi o responsável pelo vídeo do PSDB que critica o “presidencialismo de cooptação”.

Escancarada na semana passada, com três reuniões entre Temer e Aécio, a articulação para esvaziar o poder de Tasso não é de hoje, mas ficou mais forte após a divulgação do programa do partido. Tasso assumiu o comando do PSDB, em caráter provisório, depois que Aécio foi atingido pelas delações da JBS.

“O governo respeita o PSDB, que está vivendo um dilema. Não está interferindo. É um dilema que eles têm que resolver”, afirmou o presidente do PMDB, Romero Jucá (RR), e líder no Senado. Em conversas reservadas, porém, interlocutores de Temer dizem que Aécio havia conseguido “estabilizar” o PSDB e foi “atropelado” por Tasso. 

2018. O senador cearense é chamado no Planalto de “personalista” e muitos veem em seus movimentos uma tentativa de ocupar espaço para emplacar uma candidatura à sucessão de Temer, em 2018. 

Cotado para disputar a Presidência, o governador Geraldo Alckmin se colocou nesta segunda-feira contra o movimento que tenta retirar Tasso do comando nacional da sigla. Em conversas reservadas, Tasso defende a candidatura de Alckmin ao Planalto. “A questão da direção partidária já foi resolvida, o Aécio já se afastou, o Tasso já assumiu e vai conduzir bem esse trabalho (de transição para as convenções)”, afirmou Alckmin. 

No caso de uma eventual saída de Tasso, Aécio teria de reassumir de forma definitiva o cargo ou indicar um dos sete vice-presidentes para o posto. / COLABORARAM MARCO ANTÔNIO CARVALHO e PEDRO VENCESLAU


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Comentários

Ramilson Correia de Carvalho

O ninho das cobras tá pegando fogo. Será que vão tirar Tasso e colocaar Aébrio Neves. Tasso parece querer o melhor para o partido. Mas a maioria das cobras prefere mergulhar mais ainda o partido na lama.


Versão Sertão do Araripe

22/08


2017

Temer vai arbitrar disputas por cargos

Preocupado com desarranjo na base, Temer vai arbitrar pessoalmente as disputas por cargos

 Folha de S. Paulo 

 Por Painel

 

Preocupado com o desarranjo em sua base, Michel Temer decidiu retomar a maratona de audiências com parlamentares. Vai mediar pessoalmente as negociações com dezenas de deputados que têm se queixado da demora do Planalto em resolver as disputas por cargos. Tenta conter a insatisfação do centrão e distanciar-se da crise que dominou o tucanato. Prepara o terreno para a pauta econômica, mas também atua para reorganizar seu time, pois sabe que deve ser alvo de nova denúncia.

O presidente vai fazer de seu gabinete, nesta semana, uma espécie de ouvidoria parlamentar. Com os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, quer, de início, definir o destino de cargos que estão na mira de mais de um partido.


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Versão Mata Norte

22/08


2017

Temer sobre Janot: "Não vou perdoar esse sujeito".

Michel Temer segue um pote até aqui de mágoas em relação ao procurador-geral, Rodrigo Janot. Em conversa recente, disse, segundo relatos: "Não vou esquecer, não vou perdoar esse sujeito".

A equipe de Temer desaconselha qualquer iniciativa jurídica contra Janot depois que ele deixar o cargo. 

Enquanto isso, cinco meses depois da homologação de sua delação premiada, João Santana e Mônica Moura ainda não foram citados para cumprir a pena e vivem em liberdade. Quando enfim isso ocorrer, os ex-marqueteiros do PT passarão um ano e seis meses em prisão domiciliar. E mais um ano e seis meses em regime semiaberto.

A possibilidade de começar a cumprir a pena, segundo amigos do casal, levou Santana a fazer um check-up. Os exames revelaram que ele tinha um câncer no estômago. O jornalista foi operado na segunda (21).(Mônca Bergamo - Folha de S.Paulo)


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Versão Sertão do Pajeú

22/08


2017

Amigo de Aécio negocia delação com a Lava Jato

Folha de S.Paulo - Walter Nunes

O empresário Alexandre Accioly, amigo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), iniciou conversas com procuradores da força-tarefa da Lava Jato visando um acordo de delação premiada.

As tratativas ainda estão no início, mas o foco dos relatos são acusações de corrupção e lavagem de dinheiro que envolveriam Aécio.

Accioly já foi citado na delação de Henrique Valladares, ex-diretor da área de energia da Odebrecht, que disse que a empresa baiana teria feito pagamento de propina a Aécio por meio de uma conta do empresário em Cingapura, no Sudeste Asiático.

"Então, [um dia] o Dimas [Toledo, ex-diretor de Furnas e homem de confiança de Aécio] me traz um papelzinho com o nome do Accioly. Eu sabia que era amigo do governador [Aécio]. Eu me recordo que é em Cingapura a conta", disse Valladares.

A suposta propina, segundo o delator, fazia parte de um acordo para compra de apoio do PSDB ao consórcio que a Odebrecht liderava no leilão para a construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia.

Accioly negou na ocasião que fosse "titular de recursos de qualquer conta ou estrutura financeira em Cingapura". Aécio também disse que eram falsas as afirmações do delator.

Os procuradores da Lava Jato apuram as informações fornecidas pelos delatores da Odebrecht em relação ao senador tucano.

Segundo fontes ouvidas pela Folha, Accioly contratou um advogado exclusivamente para negociar a delação, já que Renato de Moraes, seu atual defensor, não atua em acordos de delação premiada.

Ele é dono da rede de academias BodyTech e padrinho de um dos filhos do senador tucano.

Na BodyTech ele tem como sócio o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), citado na delação de três executivos da Odebrecht como sendo beneficiário de R$ 100 mil em caixa dois na campanha de 2010.

Faria também é citado na delação de Ricardo Saud, executivo da JBS, que disse que o deputado participou de um jantar na casa de Joesley Batista, dono da JBS, onde teria sido acertado pagamento de propina para a campanha de seu pai, Robinson Faria (PSD-RN), eleito governador do Rio Grande do Norte, em 2014.

OUTRO LADO

A reportagem da Folha ligou para o empresário Alexandre Accioly, que negou que esteja negociando acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato.

"Estou lhe afirmando que isso é mentira. Meu advogado chama Renato Moraes. Renato Moraes que não faz nenhum tipo de delação na Lava Jato", diz. "A Folha de S.Paulo infelizmente sempre está cavando uma nota errada a meu respeito."

O empresário também defendeu Aécio Neves. "Não faria (delação) em hipótese alguma, até porque não tenho o que falar de Aécio Neves. A Folha de S.Paulo é uma decepção."

O advogado Renato de Moraes, que defende Accioly, disse que enquanto ele for advogado do empresário não existe a possibilidade de delação premiada. A defesa de Aécio não se manifestou.


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Prefeitura do Ipojuca

22/08


2017

A nova tomada de três pinos

Deputados Lúcio Vieira e Vicente Cândido (relator) na comissão especial da reforma da política, que será votada no plenário da Câmara

Bernardo Mello Franco- Folha de S.Paulo

Os feirantes da reforma política querem vender uma nova jabuticaba. Para driblar as críticas ao distritão, um sistema eleitoral adotado em apenas quatro países, decidiram apostar num modelo que não existe em país nenhum.

A gambiarra está sendo chamada de semidistritão, ou distritão misto. Foi inventada há poucos dias e pode ser aprovada nesta terça-feira. A ideia ganhou força na Câmara, embora poucos deputados sejam capazes de explicar do que se trata.

O semidistritão seria uma espécie de tomada de três pinos eleitoral. Uma solução tupiniquim, de autoria desconhecida, que ajudará seus poucos criadores a se dar bem às custas da maioria. Nos dois casos, ninguém se lembrou de consultar os usuários.

A proposta é combinar dois sistemas antagônicos: o distritão, que ignora os partidos, e o voto em lista, que desconsidera o perfil de cada candidato. O voto na legenda ajudaria a turbinar o desempenho individual de cada político.

A fórmula é exótica, mas ajudou a atrair partidos que resistiam a abandonar o sistema proporcional. Com a adesão de novas siglas, como o PDT, é possível que o novo modelo seja aprovado pelo plenário nesta terça.

O semidistritão contraria um dos principais argumentos usados por quem deseja mudar as regras do jogo: o de que nem todos os candidatos mais votados garantem uma cadeira na Câmara. Essa distorção continuaria a existir, já que os partidos com mais votos de legenda teriam direito a uma bancada maior.

A jabuticaba ainda produziria outros efeitos colaterais, como o fim da fidelidade partidária. Se o candidato for o único dono da cadeira que ocupa, não fará mais sentido proibir o troca-troca de legenda.

Por outro lado, o semidistritão cumpriria o principal objetivo dos inventores do distritão de raiz. Desde o início, o que eles querem é ajudar os atuais deputados a se reeleger, garantindo mais quatro anos de foro privilegiado. 


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22/08


2017

Anistia ao caixa 2, bodes e cabritos na reforma

Helena Chagas - Blog Os Divergentes

A discussão da reforma política com as regras para a eleição do ano que vem começou com uma série de bodes na sala, como o distritão puro, o fundo público de financiamento de campanhas de R$ 3,6 bi e, agora, o parlamentarismo. Todas essas iscas já foram devidamente jogadas e, enquanto o distinto público, escandalizado, se distrai com elas, corre no paralelo a negociação real dos cabritinhos que vão ficar na sala. Entre eles, dispositivos que poderão representar alívio para os políticos acusados na Lava Jato.

Quais? Por exemplo, a anistia para o caixa 2 puro e simples e uma tipificação distinguindo esse crime do de corrupção. É natural que qualquer lei que trate de financiamento eleitoral trate desse assunto – que, obviamente, jamais será chamado de anistia. A discussão de um hipotético e inviável parlamentarismo, por sua vez, teria o poder de trazer à tona discussões sobre inelegibilidades, por exemplo, e poderia criar alguma regra permitindo ao presidente da República, por exemplo, disputar no cargo uma cadeira de deputado – o que livraria Temer das mãos de Sérgio Moro em 2019, que um dia vai chegar.

A volta do financiamento empresarial das eleições, ainda que com limites, como reação ao repúdio geral a esse gordo fundo eleitoral público, ensejaria também, de forma natural, a apresentação de propostas diversas tocando os crimes relacionados ao financiamento eleitoral, o que interessa muito aos deputados e senadores pendurados em processos no STF.

Nos subterrâneos, as placas tectônicas estão se movendo e, por trás dessa pauta que genericamente chamamos de reforma política, distritão, etc, muita coisa está sendo articulada.

Afinal, o que vocês acham que conversaram Michel TemerGilmar Mendes e Rodrigo Maia no último sábado, na residência oficial da presidência da Câmara?


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Flamac - 1

22/08


2017

Cármen Lúcia vai enfrentar Gilmar?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

João Gabriel Alvarenga - Blog  Os Divergentes

Nem crise penitenciária, nem escândalo dos super salários, nem operação Lava Jato. O maior desafio da ministra Cármen Lúcia hoje à frente do Poder Judiciário se chama Gilmar Mendes. Primeiro por se tratar de um colega, segundo pelo grau de influência e poder que o ministro tem hoje em Brasília.

Muitos se perguntam se Gilmar é intocável. Suas decisões são constantemente criticadas por juristas, suas declarações públicas frequentemente esbarram em artigos da Lei Orgânica da Magistratura e sua conduta, não raramente, é alvo de questionamentos, seja por encontros com políticos fora da agenda, seja por relações pouco-recomendadas com parlamentares sob investigação.

O quadro é grave e já de algum tempo alguns movimentos sociais, associações de classe (Ajufe e ANPR) e partidos vêm cobrando uma postura do Supremo Tribunal Federal ao que eles consideram atitudes perigosas e seguidas que desmoralizam a Corte. A primeira provocação oficial veio do Procurador-Geral, Rodrigo Janot, que pediu ao STF o impedimento de Gilmar nos casos envolvendo Eike Batista. Mas Cármen Lúcia está com o pedido na gaveta desde 26 de maio sem decisão.

A presidente do STF será que concorda com as atitudes do colega ou sabe que se entrasse num embate com Gilmar perderia e o fortaleceria? Há um meio termo? São perguntas sem resposta hoje, mas os fatos estão a favor do ministro.

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, presidente da segunda turma do STF, amigo do presidente da República, muito bem relacionado no Senado Federal (órgão que julga ministros do STF) e apoiado por colegas dentro do Supremo (vide declaração do ministro-decano Celso de Mello no caso Satiagraha), Gilmar hoje é uma das pessoas mais poderosas e influentes do Brasil.

Cármen Lúcia, ainda que presidente do STF e CNJ e maior autoridade do poder Judiciário brasileiro, encontraria enormes dificuldades em disciplinar o ministro.

Se decidisse impedir o ministro monocraticamente, caso fosse provocada novamente, a presidente do Supremo poderia enfrentar resistências dentro da Corte por tomar sozinha uma decisão de tamanha importância. Se levar ao plenário, poderia perder e ver seu poder esvaziado, além de colocar o Tribunal numa situação difícil, usando um eufemismo, perante a sociedade.

O segundo pedido de impedimento (caso Barata Filho) deve chegar nas mãos de Cármen nos próximos dias. A sociedade já mostrou que não aceita interpretações literais de artigos da lei para justificar o corporativismo e, ao mesmo tempo, violar princípios constitucionais que garantem a credibilidade das instituições. Falta coragem, falta vontade ou sobra perspicácia? Cármen Lúcia vai enfrentar Gilmar?


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Banner - Hapvida

22/08


2017

Para Haddad, é mais que fla x flu: é guerra de facções

Rudolfo Lago – Blog Os Divergentes

Há quem demonstre imenso incômodo com a ideia de que vivemos na política um clima de Fla x Flu. Uma guerra insana de torcidas que impede qualquer visão mais equilibrada da profunda crise em que nos metemos e no melhor caminho para conseguir sair dela. Recentemente, o ex-secretário de Comunicação no governo Lula, Franklin Martins, rechaçou num debate a ideia do Fla x Flu. E, mais do que isso, sacou da Divina Comédia de Dante Aleghieri para dizer que em tempos de crise os piores lugares do inferno são reservados para quem fica neutro.

Bem, é claro que o poema de Dante é uma alegoria. Ele não desceu realmente aos infernos e, portanto, não sabe ao certo como ele seria organizado e que seções reservaria a cada tipo de pecador. Mas, além disso, ficar fora das torcidas do atual FlaXFlu da política brasileira não significa exatamente ficar na neutralidade. Há bem mais nuances e times nesse jogo que a turma mortadela de um lado e a turma coxinha do outro.

Mas o curioso é que, desta vez, quem falou em Fla x Flu, sem usar o termo, foi o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, alguém que parece estar sendo preparado como possível plano B do PT para uma candidatura à Presidência caso Lulapelos problemas com a Justiça, não possa concorrer. Haddad conseguiu usar uma imagem bem mais agressiva que a do FlaXFlu. Em entrevista ao braço brasileira da agência de notícias britânica BBC, ele disse que o clima vivido hoje na política brasileira é de “guerra de facções”.

Para Haddad, esse clima de “guerra de facções” impede o PT de fazer uma autocrítica mais profunda dos eventuais erros que tenha cometido no poder, ao aderir às regras do nosso presidencialismo de coalizão. Aquele que o PSDB (ou, para ser mais preciso, o senador Tasso Jereissati, presidente interino do partido) batizou de “presidencialismo de cooptação”. Se, ao aceitar essas regras, o PT lambuzou-se nas suas benesses, o clima de guerra torna difícil fazer a admissão e o contorno para sair dessa situação.

Na avaliação de Haddad, ficaria complicado levar adiante essa discussão diante do emocionalismo do debate político e da forma desequilibrada como agem a justiça e o Ministério Público. Desvios de alguns não geram a punição que geram os desvios de outros, segundo ele. “Não vi nenhum tucano ser conduzido coercitivamente a lugar nenhum. Tucano preso parece que o Ibama proíbe”, provoca.

No raciocínio de Haddad, fica difícil num contexto desses fazer autocrítica e virar a página. Porque tudo viraria motivo para ataques do outro lado e para a continuação da discussão emocional que nos atola.

Bem, vimos do outro lado a dificuldade do PSDB em fazer a sua autocrítica. O ensaio feito por Tasso Jereissati no programa dos tucanos só gerou mais problemas. O programa não deixou claro qual o erro. Não disse quem teria errado. E, ao atacar diretamente o governo Michel Temer, deixou constrangidos os tucanos que fazem parte dele. Uma ala do PSDB quer Tasso o mais rápido possível fora do comando do partido.

Fernando Haddad talvez tenha razão. Se vivêssemos tempos de normalidade, gestos de autocrítica talvez fossem mais frequentes…


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lino perrelli

Além de inútil, o que mais seria o Haddad?


ArcoVerde

22/08


2017

Lula diz que vai à briga caso concorra â Presidência

Folha de S.Paulo – Catia Seabra

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (21) que vai para a briga caso concorra à Presidência da República.

Durante ato na cidade de Itabaiana, em Sergipe, Lula negou que esteja em campanha pelo Nordeste ao longo dos 20 dias da caravana que protagoniza na região.

Embalado por um jingle criado exclusivamente para a caravana, Lula tem repetido que sua viagem serve para "olhar nos olhos do povo". Ontem, após dar uma entrevista para uma emissora de rádio, parar em outras três cidades e discursar pela quinta vez, ele disse que querem inviabilizar sua candidatura sob acusação de antecipação de campanha.

"Eles já querem dizer que não sou candidato por processo. Agora, querem dizer que estou antecipando campanha. Não estou antecipando. Eu vou brigar, no momento certo, se meu partido e meus companheiros quiserem que eu seja candidato. Se eu for candidato, vou brigar", discursou o ex-presidente.

E prometeu: "Se eu ganhar, eles sabem que vou melhorar a vida do pobre outra vez".

Em um palco montado na associação atlética da cidade, Lula mandou um recado para o presidente Michel Temer, a quem chamou de golpista mais uma vez.

Aproximando-se do cinegrafista que registrava a cena para transmissão nas redes sociais, Lula afirmou: "Se o Temer estiver ouvindo o que a gente está falando aqui, que está passando na internet... O Temer precisa saber de uma coisa, seu Temer, a previdência está deficitária porque a economia não cresce".

Lula afirmou ainda que o Brasil "estava bom" antes da gestão Temer e que, no governo do peemedebista, "não sabem" recuperar a economia e estão fazendo uma demolição na previdência.

"O Brasil estava bom. E o Brasil está tão ruim. Eles não diziam que a Dilma era a culpada? Tiraram a Dilma do poder na maior sacanagem jamais vista neste país. Por que não consertam o Brasil?".

Ao criticar a política fiscal de Temer, Lula afirmou que "só quem não cortou o orçamento foram seu Luiz Inácio e a Dilma".

Pela manhã, na cidade de Lagarto, Lula afirmou que fizeram uma "desgraceira" com Dilma.

Repetindo um discurso que tem marcado sua caravana, Lula incitou jovens estudantes a militarem na política.

Mais uma vez, ele exaltou os nordestinos em detrimento do Sul e Sudeste.

"A gente não quer tirar nada do Sul, Sudeste. A gente não quer tirar nada deles. A gente só quer ser tratado com respeito", discursou.

No fim da tarde de domingo, Lula admitiu a ocorrência de erros em seu governo.

Usando a expressão talvez e o plural, Lula dividiu a responsabilidade com Dilma ao fazer esse reconhecimento.

"Sei que não fizemos tudo, talvez tenhamos cometido erro. Se a companheira Dilma estivesse aqui, com certeza iria reconhecer que teve erro".

Dois dias antes, Lula fez críticas públicas à ex-presidente, queixando-se até da resistência dela à inclusão do hoje ministro Henrique Meirelles em seu governo.


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lino perrelli

... pesam sobre o Inácio duas fatais possibilidades: Morrer ou ser preso.


Supranor 1

21/08


2017

BA: erro em homenagem a Lula alvoroça internet

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IstoÉ

Uma homenagem feita pela UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) gerou alvoroço e brincadeira nas redes sociais nesta segunda-feira (21). Lula recebeu um diploma de doutor honoris, que continha erros de português. A imagem foi divulgada pelo amigo de Lula, o sociólogo Emir Sader, nas redes sociais.

O primeiro erro é a separação do sujeito, verbo e predicado: “A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, concede ao maior presidente da República Federativa do Brasil, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, o torneiro mecânico, o título de doutor honoris causa”.

O segundo aparece com erro na palavra “discente”: Assinam o documento os “dicentes da UFRB”. Neste caso, há duas explicações possíveis: a primeira é que a palavra se refira aos estudantes (discentes). A segunda, menos provável, é que a menção seja aos professores (docentes).

Em nota, a universidade nega ter emitido o diploma, já que não consta a assinatura do reitor.


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lino perrelli

Assim, fica mais fácil a leitura para o Inácio...


Projeto Escola no Cinema

21/08


2017

Venezuelano chama Temer e Cartes de imorais

Agência EFE

O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, desqualificou nesta segunda-feira (21) a legitimidade democrática dos presidentes Michel Temer e seu homólogo paraguaio, Horacio Cartes, depois que ambos reafirmaram que não reconhecem a Assembleia Nacional Constituinte instaurada na Venezuela. A informação é da EFE.

Após uma reunião bilateral em Brasília, Temer e Cartes condenaram hoje "a ruptura da ordem democrática venezuelana" e a "violação sistemática dos direitos humanos e das liberdades fundamentais" por parte do governo chavista.

"Senhores Cartes e Temer: governos impopulares, produtos de golpes de Estado, rejeitados pelos seus povos, carecem de moral para falar de democracia", escreveu no Twitter o ministro de Relações Exteriores do governo de Nicolás Maduro. Arreaza também chamou os presidentes de "dois dinossauros da política que se juntam e conspiram contra a democracia venezuelana".

Na sua declaração conjunta, os presidentes de Brasil e Paraguai insistiram em seu apoio à decisão do Mercosul de suspender a Venezuela do bloco regional, e voltaram a indicar que não reconhecem nenhum dos atos que emanem da Constituinte do país.

A instalação, no início deste mês, da Assembleia Nacional Constituinte - integrada unicamente por oficialistas e concebida pelo presidente Maduro para reordenar o Estado com plenos poderes - provocou uma cachoeira de reações de condenação de países das Américas e da Europa, que consideram que este órgão afasta a Venezuela da democracia.


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Mobi Brasil 4

21/08


2017

Governo propõe privatização da Eletrobras

Folha de S.Paulo – Nicola Pamplona

O MME (Ministério de Minas e Energia) informou nesta segunda (21) que vai propor ao Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) a venda de ações da União na Eletrobras, "a exemplo com o que já foi feito com Embraer e Vale".

O governo não informou quantas ações pretende vender, limitando-se a falar em "democratização" da empresa na bolsa.

A Folha apurou que o objetivo é se desfazer de todos os papéis por meio de uma oferta pública, mantendo apenas uma 'golden share' (ação que garante poder de veto em decisões estratégicas).

A União detém diretamente 40,99% das ações da empresa. O BNDES e seu braço de participações, o BNDESPar, têm 18,82% e fundos federais, outros 3,45%.

A expectativa é arrecadar entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões com a operação, que ajudarão a conter o déficit nas contas públicas em 2018. Atualmente, o valor de mercado da companhia é de R$ 20 bilhões.

A avaliação, porém, é que as ações podem se valorizar com a perspectiva de privatização e com a mudança no sistema de cotas de venda de energia a preços baratos, instituído em 2013, e eliminada pelo novo marco do setor elétrico, que será levado ao Congresso.

De fato, com o anúncio da proposta de privatização, o valor das ações da empresa negociadas em Nova York subiu 21% no 'after market' (período de negociações após o fechamento do pregão).

Em nota, o MME argumentou que a venda da fatia da União "trará maior competitividade e agilidade à empresa para gerir suas operações, sem as amarras impostas à estatal".

A decisão, afirmou o ministério, foi adotada após "profundo diagnóstico sobre o processo em curso de recuperação da empresa".

"Apesar de todo o esforço que vem sendo desenvolvido pela atual gestão, as dívidas e ônus do passado se avolumaram e exigem uma mudança de rota para não comprometer o futuro da empresa", defendeu o MME, em nota.

A Eletrobras vem implementando um plano de corte de custos para tentar reduzir seu endividamento, que fechou o segundo trimestre em R$ 23,4 bilhões.

"Não há espaço para elevação de tarifas nem para aumento de encargos setoriais. Não é mais possível transferir os problemas para a população. A saída está em buscar recursos no mercado de capitais atraindo novos investidores e novos sócios", defendeu o MME.

Também em nota, a Eletrobras anuncia a seus investidores que o governo proporá a "desestatização" da empresa, mas esclarece que a operação depende de autorizações governamentais, avaliação de autorizações legais e regulatórias e do modelo que será seguido. 


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Asfaltos

21/08


2017

Impeachment de Temer é querer parar o país, diz Maia

Jornal do Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou nesta segunda-feira (21) que julgar os processos de impeachment contra o presidente Michel Temer pode piorar o cenário político do país. “Acho que a Câmara já julgou os fatos que estão no pedido de impeachment na [votação da] denúncia. Se a gente ficar remoendo o mesmo assunto, a gente só vai gerar instabilidade no Brasil”, disse, antes de participar de um evento sobre reforma política promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo. “Fazer o mesmo processo de impedimento, com as mesmas informações que nós temos, é querer parar o Brasil. Não me parece a coisa mais razoável”, enfatizou o presidente da Câmara, que também negou que haja demora em analisar o tema. “Os pedidos de impeachment na Câmara e no Senado correm no seu tempo”, disse.

No dia 2 de agosto, a Câmara dos Deputados rejeitou a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente. O processo está baseado na delação premiada de Joesley Batista.


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bm4 Marketing 5

21/08


2017

Pesquisadora ganha título de Cidadã Pernambucana

Amanhã, a deputada estadual Socorro Pimentel, durante uma reunião em caráter solene na Assembleia Legislativa de Pernambuco, irá conceder o Título de Cidadã Pernambucana à médica e pesquisadora da Fiocruz, Celina Turchi, responsável pela comprovação da relação entre o Zika Vírus e a Síndrome Congênita nos bebês, o que permitiu novas possibilidades de prevenção e tratamento para Pernambuco.

A solenidade acontecerá às 18h, no Auditório Senador Sérgio Guerra, no Edifício Governador Miguel Arraes de Alencar, sede do Poder Legislativo de Pernambuco, e contará com a presença de nomes importantes da medicina nacional.


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21/08


2017

Oficina discute Reforma Trabalhista em Petrolina

Discussões como jornada de trabalho, férias e terceirização serão abordadas em um encontro com especialista no tema, gestores, empresários e funcionários durante a Oficina ‘Entendendo a Reforma Trabalhista’, que ocorrerá no dia 13 de setembro, das 8h às 17h, em Petrolina. O evento será realizado na sede da unidade regional da Federação das Indústrias de Pernambuco (FIEPE), no Centro de Convenções Senador Nilo Coelho e está com as inscrições abertas.

A oficina chega ao município depois de ter passado por cidades como Caruaru, no Agreste do estado. Em Petrolina, as discussões sobre as principais alterações da reforma trabalhista, que também inclui negociações diretas patrões-empregados, benefícios, trabalho remoto e horas extras, serão provocadas pelo advogado trabalhista, Lucas Barbalho. O jurista recifense é professor de Direito Material do Trabalho e Direito Processual do Trabalho, vice-presidente da Comissão de Direito do Trabalho da OAB/PE e membro da Associação Luso-brasileira de Juristas do Trabalho. Barbalho tem se destacado em Recife pelas palestras e artigos científicos sobre o tema.

De acordo com o diretor regional da FIEPE, Albânio Nascimento, a principal meta da oficina é orientar sobre quais os impactos da reforma trabalhista no dia a dia da empresa e do trabalhador, além de tirar dúvidas. “Existem muitos pontos da reforma [trabalhista] que ainda precisam ser compreendidos e acredito que essa iniciativa vem para orientar todas as pessoas que sentem a necessidade de entender mais sobre essas mudanças”, pontua.

Ainda segundo o diretor, as vagas para as oficinas são limitadas e podem ser feitas através dos telefones: (87) 3861.0554/ 9 9109.4005 ou pelo email: [email protected]. Outras informações pelo site: www.fiepe.org.br e pela fanpage: FiepeOficial.


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21/08


2017

Prefeita de Arcoverde entrega casas ao lado de ministro

A prefeita de Arcoverde, Madalena Britto (PSB), entregou, ao lado do ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), hoje as casas do Residencial Maria de Fátima Freire.

Num investimento de mais de R$ 54 milhões do Programa Minha Casa, Minha Vida, o Residencial conta com 929 imóveis de 48 m², num ambiente com ruas asfaltadas, áreas de convivência, praças, quadras de esporte, iluminação moderna e aquecedores de água solar. Cada unidade está avaliada em R$ 59 mil.

“Esse é um momento de muita emoção. Estamos muito felizes em poder beneficiar mais de cinco mil pessoas com o sonho da casa própria, que hoje se tornou realidade”, enfatizou a prefeita Madalena Britto.

Na ocasião, Bruno Araújo falou da importância em zelar pelos imóveis, anunciou um sorteio de uma casa toda mobiliada e falou também sobre a liberação de mais de R$ 100 milhões em saneamento para Arcoverde. “Perguntei a prefeita quanto seria sua arrecadação e somando o investimento do Residencial e do saneamento estamos dando a Arcoverde o que equivale a três anos de arrecadação do município”, disse o ministro.


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21/08


2017

PL destina 10% dos recursos do FEM para a segurança

Hoje, durante o grande expediente da Alepe, o deputado Aluísio Lessa foi ao plenário Eduardo Campos falar do Projeto de Lei Ordinária de sua autoria que destina 10% dos recursos do FEM para a segurança pública. De acordo com o parlamentar, a medida visa fazer com que os municípios deem a sua parcela de contribuição no combate à violência em Pernambuco.

O parlamentar ressaltou que o poder executivo estadual tem se reforçado isoladamente no combate à criminalidade e que esse quadro não pode persistir. Diante deste quadro, ele crê que os municípios podem ser parceiros, uma vez que destinem uma parte de seus recursos para a segurança pública, como prevê o seu projeto.

Lamentando a inércia do Governo Federal no tocante à segurança pública, o deputado destacou as ações recentes do Governo de Pernambuco, que adquiriu helicópteros, viaturas e equipamentos de defesa pessoal para as polícias civil e militar.

Aluísio Lessa explicou que o seu Projeto de Lei visa destinar 10% do FEM para a segurança pública. Ele comentou que os recursos serão utilizados em ações preventivas de combate à violência, como a melhoria de iluminação pública; instalação de câmeras de segurança; equipar as guardas municipais, com equipamentos como teaser e cassetete.

O projeto prevê que as cidades que desejarem receber esse percentual precisam aderir ao pacto pela vida, programa do Governo de Pernambuco que, há 10 anos tem reduzido o número de homicídios no Estado. Aluísio falou também da importância do programa e disse que seu projeto conta com o apoio da AMUPE e da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado.


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21/08


2017

“Num tô nem aí”

Por José Nêumanne*

O juiz Mirko Vincenzo Giannotte, da 6ª Vara de Sinop (MT), recebeu no mês de julho R$ 415.693,02 líquidos de salário, segundo dados do portal da transparência do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT). O valor bruto pago foi de R$ 503.928,79. O rendimento inclui uma remuneração de R$ 300.200,27; indenização de R$ 137.522,61, mais R$ 40.342,96 de vantagens eventuais e R$ 25.779 de gratificações.

Procurada pela Coluna do Estadão, que deu a notícia, a assessoria de imprensa do TJMT informou que não se trata de erro e divulgou nota para explicar o salário milionário. Segundo a nota, o pagamento do valor foi autorizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Eis a nota: “Em atenção a solicitação deste veículo de comunicação informamos que considerando a decisão proferida pelo Conselho Nacional de Justiça no Pedido de Providencias n. 0005855-96.2014.2.00.0000, no mês de julho/2017, no Pedido de Providências 18/2009 (Prot.Atenas 213.568), em que é requerente a Associação dos Magistrados de Mato Grosso (Amam), foi determinado pela Presidência deste Tribunal o pagamento do passivo da diferença de entrância aos magistrados que jurisdicionaram, mediante designação, em entrância ou instância superior no período correspondente a 29/5/2004 a 31/12/2009”. Safadeza agora é entrância?

Ou seja: não houve erro nenhum. Está tudo nos conformes da lei, como diria Odorico Paraguaçu, o prefeito de ficção criado para teatro e televisão por Dias Gomes, O Bem Amado. Isso confirma meu último artigo semanal escrito para este blog afirmando que, ao contrário do que dizem juízes e procuradores, corrupção não é o único pecado grave nas finanças públicas. A má gestão e os privilégios levam aos mesmos resultados.

No mês de junho, o juiz recebeu R$ 53.432,92 líquidos. O valor bruto foi de R$ 65.872,83. Não é propriamente uma ninharia, não é em qualquer situação e, particularmente, na penúria vivida atualmente pelo Brasil, chega a ser chocante, acachapante. Não apenas o absurdo meio milhão somando “direitos adquiridos” e não pagos antes, o salário mensal do juiz de Sinop, a 477 quilômetros de Cuiabá, e todos quantos ganhem mais de R$ 33 mil mensais, pagos aos membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e estipulada pela Constituição como sendo o salário máximo a ser pago a qualquer funcionário público brasileiro, incluindo o presidente da República. É absurdo, fora de qualquer raciocínio lógico, um juiz federal, seja de que comarca for, receber vencimentos superiores ao estabelecido como teto no texto que deve reger a vida de qualquer cidadão brasileiro, inclusive agentes pagos para julgar todos perante a lei.

No dia seguinte à divulgação da notícia, a Folha de S.Paulo e O Globo publicaram que o beneficiário desse megacontracheque, que arrombou as contas públicas federais, reagiu de forma desrespeitosa à indignação provocada pela constatação. “Eu não tô nem aí. Eu estou dentro da lei e estava recebendo a menos. Eu cumpro a lei e quero que cumpram comigo”, declarou Mirko. Em suas contas, ainda tem a receber outros passivos acumulados que batem em R$ 750 mil. E disse. “O valor será uma vez e meia o que eu recebi em julho. E quando isso acontecer eu mesmo vou colocar no Facebook”. E completou que é “famoso” por trabalhar até de madrugada. O Estadão revelou também no dia seguinte que outro juiz, Mário Augusto Machado, recebeu mais de 400 mil no mesmo mês de julho, no mesmo Estado de Mato Grosso.

Antes desses acontecimentos, eu tinha publicado neste blog meu artigo “Em benefício do infrator”, enquanto o juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, participou com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, de um encontro sobre o combate à corrupção na democracia brasileira. Na ocasião, comentei que alguém precisa dizer ao juiz Sérgio Moro que corrupção corrói a poupança nacional, mas a má gestão e os privilégios, também. Nossas contas públicas não serão acertadas só com combate à corrupção. Ou mudamos as leis acabando com esses privilégios ou não teremos como pagar as contas. O juiz Mirko é o exemplo do megamico nacional por ganhar R$

60 mil por mês, quase o dobro do teto, salário de ministro do Supremo. Qualquer governante só terá condições de administrar um orçamento pra valer se fizer valer o teto constitucional, que é violado em todo o território nacional por todas as corporações que tomaram de assalto a alta burocracia federal.

Ao tomar conhecimento do grotesco episódio do juiz de Sinop, a ministra Cármen Lúcia, também presidente do CNJ, expediu ordens para pôr os salários do Poder Judiciário abaixo do teto constitucional.

Na mesma ocasião, contudo, o Judiciário foi palco de ocorrência que nada tem que ver com folha de pagamento, mas também compromete a imagem do Judiciário, não na instância de Mirko e Moro, mas na de Cármen. Ao pôr em liberdade Marcelo Traça Gonçalves, preso desde julho na Operação Ponto Final, braço da Lava Jato no Rio, e mais três acusados de pertencerem à máfia dos transportes no governo Sérgio Cabral no Rio, um colega dela no STF, Gilmar Mendes, afirmou que “juízes não podem ceder à pressão do grupo de trêfegos e barulhentos procuradores nem se curvar ao clamor popular”. Segundo ele, “a liberdade é a regra no processo penal; a prisão, no curso do processo, justifica-se em casos excepcionais, devidamente fundamentados, e a via do habeas corpus é o instrumento precípuo desta tutela: a proteção da liberdade”.

Com a diatribe, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reagiu aos procuradores do Rio, que pediram seu impedimento no julgamento do habeas corpus relativos ao chamado “rei do ônibus” Jacob Barata Filho e do presidente. Os procuradores lembraram na petição que Gilmar foi padrinho de casamento da filha de Barata Filho, Beatriz, em julho de 2013. Faço aos procuradores as mesmas críticas feitas aos juízes, pois também são comuns os contracheques superiores aos salários dos ministros do STF e isso está fora da lei, a que todos eles devem servir.

Nossa diferença no caso é que Gilmar não se reportou a isso para se defender deles, preferindo contrariar o senso comum ao garantir que ser padrinho de um casamento não denota intimidade. Não foi o que eu aprendi em 66 anos de vida. Fê-lo diante de câmeras e microfones e nenhum repórter o contestou quando perguntou quem acha que é. Eu não acho que seja. Eu tenho certeza de que não é... E nem é mesmo. Não consta que alguém convide um desconhecido, por mais notório que seja, como ele é, para se tornar padrinho de uma cerimônia importante como o casamento. Para completar os disparates da ocasião, argumentou na própria defesa que o casamento da filha de Barata só durou seis meses. E daí? E, por falar em intimidade, os procuradores também alegam que sua mulher, Guiomar Mendes, trabalha num escritório de advocacia que defende investigados da Lava Jato, o de Sergio Bermudes.

Ao mandar soltar o empresário Marcelo Traça Gonçalves, Gilmar afirmou ainda que a prisão preventiva “continua a ser encarada como única medida eficaz de resguardar o processo penal”. “Mas esse abuso não pode mais ser admitido! Como dizia Rui Barbosa, ‘o bom ladrão salvou-se, mas não há salvação para o juiz covarde’”.

O ministro tem todas as razões do mundo para ter opiniões muito fortes e muito peculiares. Há, contudo, algo que não se explica: por que o algoritmo do Supremo sorteia todos os tucanos e todos os apadrinhados, sócios de cunhados et caterva de Gilmar? Será que o algoritmo do Supremo é padrinho de Gilmar, tucanos, seus cunhados e sócios da mulher?

Não vai ser na base do “Tô nem aí” ou de “teje solto” generalizado que o Judiciário vai reconquistar seu prestígio perdido. E aí não se trata de clamor popular. Mas, sim, do mínimo, senso do que é ou não justo. Problema maior do que corrupção também é o uso de um peso e uma medida particular na hora de usar o martelo da lei.

*Jornalista, poeta e escritor


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21/08


2017

São Paulo cede motobombas para Transposição

A cessão de quatro conjuntos de motobombas do Governo do Estado de São Paulo ao Ministério da Integração Nacional, por meio de parceria assinada hoje, na capital paulista, irá antecipar a chegada da água do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco à região metropolitana de Fortaleza, evitando o colapso hídrico, informou o ministro Helder Barbalho.

A medida beneficiará mais de 7,1 milhões de pessoas nos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Essa é a segunda parceria do tipo firmada entre as duas esferas de governo. Em dezembro de 2016, acordo semelhante fez com que o Eixo Leste do Projeto levasse a água do ‘Velho Chico’ até Campina Grande, na Paraíba, evitando a crise no abastecimento para quase um milhão de moradores de 30 cidades do estado.

A parceria foi oficializada pelo ministro Helder Barbalho e pelo governador Geraldo Alckmin, hoje, em São Paulo, durante a oficina regional do 8º Fórum Mundial da Água – encontro cujo objetivo é reunir contribuições da população, pesquisadores, entidades, estudantes e governos ao relatório brasileiro para o evento global, que ocorrerá em março do próximo ano, em Brasília. “Estamos empenhados em garantir segurança hídrica à população brasileira, às futuras gerações, como recurso e como direito. E, para isso, precisamos construir soluções consistentes e duradouras para os problemas relacionados à água”, destacou Helder Barbalho.

O ministro destacou que a primeira etapa do acordo com o governo paulista para empréstimo das bombas evitou a falta de água em Campina Grande, na Paraíba. Tanto que o fim racionamento na região foi anunciado hoje pelo governador paraibano Ricardo Coutinho para a próxima sexta-feira. “Com esse mesmo sistema de bombeamento flutuante, que também ajudou São Paulo durante a seca de 2014 e os moradores dos estados beneficiados pelo Eixo Leste do Projeto São Francisco, vamos garantir segurança hídrica aos municípios atendidos pelo Eixo Norte”, ressaltou Helder Barbalho.


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21/08


2017

Cadê o FHC?

Lauro Jardim

Com o PSDB em guerra, cabe a FHC tentar botar alguma ordem na casa. É o único com autoridade para acalmar os nervos da turma tucana. FHC deu pitacos no programa de TV que acabou por incendiar o partido. Aparenta, assim, estar mais alinhado a Tasso Jereissati. Mas é hora de descer do muro e dizer de que lado está nesta briga.


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Nehemias

URGENTE! Planalto E Membros Do PSDB Acreditam Que Perseguição De Moro Só Faz Lula Crescer. Fontes ligadas ao Palácio do Planalto acreditam que o ex-presidente Lula (PT) estaria se beneficiando da implacável perseguição do juiz Sérgio Moro de Curitiba. Pesquisas tem identificado que o líder petista tem crescido substancialmente, após medidas consideradas ‘autoritárias’ pelo o magistrado. A população percebe que apenas Lula é punido, e que outros políticos do PMDB e principalmente PSDB estão livres. KKKK



21/08


2017

Deputado debate ações para município de Panelas

O deputado federal Fernando Monteiro reuniu-se, hoje, com o governador Paulo Câmara, a prefeita de Panelas, Joelma Duarte Campos (PSB), e o ex-prefeito Sérgio Miranda, no Palácio do Campos das Princesas. Em pauta, parcerias do Governo de Pernambuco com a prefeitura nas áreas de infraestrutura e transportes, a partir de recursos do FEM.

"Com pouco tempo de governo, Joelma já tem mostrado muitos resultados à frente da prefeitura. O povo de Panelas saberá reconhecer o seu trabalho e o do governador Paulo Câmara pelo meu município", pontuou Fernando Monteiro, destacando, também, o grande legado que Sérgio Miranda deixou após dois mandatos à frente do Executivo municipal.

DORMENTES – Pela manhã, O deputado federal esteve com a vice-prefeita de Dormentes, Josimara Cavalcanti (PTB), e o seu esposo, o ex-vereador Fernando Yotsuya, tratando de políticas públicas para a cidade.


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21/08


2017

Articulação ameaça histórico poder de Jarbas no PMDB

Radar Online

Romero Jucá adoraria ver Fernando Bezerra Coelho Filho (PSB), no PMDB. O plano passaria pela candidatura dele ao governo de Pernambuco em 2018, principal objetivo do ministro de Minas e Energia.

Mas e Jarbas Vasconcelos, o todo poderoso do PMDB pernambucano há décadas? Simples: no cenário traçado por Jucá, o comando da sigla no estado passaria às mãos de Bezerra Coelho Filho.

Em suma, ou Jarbas, que votou pela admissibilidade da denúncia contra Michel Temer, aceitaria o papel de coadjuvante ou teria de buscar outra freguesia.


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Comentários

Lupércio Andrade Figueiroa

O PMDB é o lugar mais correto para abrigar gente sem caráter. No cenário político nacional, é uma das 03 maiores quadrilhas que saquearam e furtaram vergonhosamente à nossa Nação. Vai para o lugar certo.


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