Versão Agreste Meridional

22/05


2017

Ação da JBS chega a cair quase 20%

A Bovespa opera em queda nesta segunda-feira (22), com as ações da JBS se destacando entre as maiores perdas do dia, ainda repercutindo a crise política desencadeada pelas delações de dirigentes da JBS que atingiram o presidente da República, Michel Temer.

Às 14h50, o Ibovespa, principal indicador da bolsa, caía 1,71%, aos 61.569 pontos. Veja a cotação.

Perto do mesmo horário, as ações da JBS lideravam as perdas, caindo 19,98%. Até agora, a empresa já perdeu cerca de R$ 4,7 bilhões em valor de mercado no pregão desta segunda, segundo a Economatica.

A agência de risco Moody's decidiu nesta segunda cortar o rating da empresa e de sua subsidiária nos Estados Unidos. A nota da JBS foi reduzida para 'Ba3' ante 'Ba2', enquanto a dívida garantida da JBS USA teve a nota cortada para 'Ba2' ante 'Ba1.

Antes disso, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já havia aberto cinco processos administrativos contra a empresa na semana para investigar supostas irregularidades como o uso de informações privilegiadas em negociações de dólar futuro e ações.

A ação da JBS é a 20ª na lista das maiores participações do Ibovespa, com peso de 1,3% na composição do índice.

As ações da Petrobras também têm dia de baixa, de olho no cenário político, apesar da alta nos preços do petróleo. Perto do mesmo horário, a empresa perdia 0,76% nas ações ordinárias (que dão ao acionista direito a voto em assembleias da empresa) e 2,35% nas preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos).

Os papéis preferenciais do Bradesco e do Itaú Unibanco, com peso importante na composição do Ibovespa (7,87% e 10,85%, respectivamente), também operavam no vermelho.

Na outra ponta, a BRF se destacava entre os maiores ganhos do dia, subindo mais de 6%. Também entre as altas, Vale subia, em dia de alta nos preços do minério na China.


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Versão Sertão do Araripe

22/05


2017

Suspensão de investigação só após perícia em gravador

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu hoje condicionar o julgamento sobre o pedido de suspensão do inquérito sobre o presidente Michel Temer à conclusão da perícia no áudio da conversa entre Temer e o dono da JBS, Joesley Batista.

No último sábado (20), o ministro Luiz Edson Fachin, relator do caso, decidiu levar a plenário o pedido da defesa de Temer para suspender o inquérito. Inicialmente, a tendência era de que o julgamento fosse já nesta quarta-feira (24), mas com a decisão da ministra, é possível que o caso seja adiado.

Segundo Cármen Lúcia, foi o próprio ministro quem condicionou a inclusão do tema em pauta após "concluída e juntada aos autos a perícia, sobre ela imediatamente (intimem-se) o procurador-geral da República e os defensores para que, com urgência, no prazo de 24 horas, se manifestem".

De acordo com a presidente da Corte, o julgamento da suspensão do inquérito depende "do integral cumprimento" da perícia. Cármen Lúcia diz que levará o tema ao plenário assim que o relator, ministro Fachin, estiver habilitado a votar.

"A gravidade e a urgência da deliberação do tema pelo plenário conduzem-me a liberar a pauta. Quando o ministro relator avisar estar habilitado a levar a questão, o pedido será julgado em sessão que será comunicada previamente aos ministros deste tribunal", afirmou a presidente em decisão de 12h50, e que foi divulgada por volta das 15h.


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Versão Agreste Central

22/05


2017

Confira a gravação original de Joesley com Temer

O Antagonista obteve uma cópia da gravação original entregue hoje pela JBS para ser periciada na Polícia Federal, juntamente com o microgravador de pendrive utilizado por Joesley Batista.

O áudio é idêntico ao usado pela PGR no pedido de inquérito contra Michel Temer e disponibilizado pelo STF na semana passada.

Sua duração é a mesma: 38 minutos e 48 segundos, o que inclui o diálogo de Temer com Joesley Batista e os sons ambientais registrados antes e depois da conversa. 


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Versão Sertão de Itaparica

22/05


2017

Tramitação da Reforma Trabalhista vai seguir

Do site O Antagonista

Terminou agora uma reunião de lideranças do PSDB: O Antagonista soube que ficou decidido que o relatório da reforma trabalhista será lido amanhã na Comissão de Assuntos Econômicos, como estava inicialmente previsto.

A ordem entre os tucanos, por enquanto, é "não misturar as coisas", avançando, assim, com a tramitação da proposta no Senado.


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22/05


2017

FHC vê queda de Temer e busca negociação com PT

Em entrevista à Rede Bandeirantes, ontem à noite, o ex­presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que seria "oportunismo" o PSDB deixar logo o governo Michel Temer, lembrando que o seu partido deu forte apoio ao plano econômico. E, nos bastidores, o ex­presidente tucano avaliou, a dois interlocutores, que Michel Temer não conseguirá se manter no Palácio do Planalto até o final de seu mandato, segundo informou o jornal O Globo.

Neste cenário, FHC defendeu que tem de ser realizada uma sucessão controlada, em que haja um grande acordo entre todas as forças políticas para chegar a 2018. No sábado, o tucano ligou para o ex­ministro e ex­presidente do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim para dar início a essa articulação e fazer a ponte com o PT.

Segundo o jornal, a tese do ex­presidente é que em 2018 todos poderão se enfrentar na eleição, mas que agora o momento é de união.

FHC, por outro lado, afirmou que o PSDB não pode “trair” Temer, ligou para o peemedebista no sábado e, de acordo com integrantes do Palácio do Planalto, o aconselhou a “resistir” e a “ficar firme”, em meio à crise que se avoluma. Segundo o jornal, o principal temor do tucano é uma saída aventureira ou casuística que aprofunde a crise no país. Por isso, a ideia é começar a negociar desde já para, caso se confirme o prognóstico e Temer caia, a sucessão seja realizada de maneira “controlada”.


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Comentários

sonia

Oh amaldiçoado, se isso acontecer vou torcer pela cassação de Conde Drácula. FDP.


Flamac - 1

22/05


2017

Temer "se equivocou" ao falar sobre Carne Fraca

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou, na manhã desta segunda-feira (22), que o presidente Michel Temer se equivocou ao dizer à Folha de S.Paulo que foi procurado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, para falar sobre a Operação Carne Fraca.

A declaração de Temer foi publicada nesta segunda pelo jornal. A conversa, grampeada por Joesley, no entanto, ocorreu 10 dias antes da operação desencadeada pela Polícia Federal (PF), exatamente no dia 7 de março.

"O presidente se equivocou, se confundiu", afirmou a assessoria.

Michel Temer chegou nesta segunda ao Planalto por volta das 10h. Ao longo do dia, ele deve ter uma jornada de conversas com ministros, lideranças da base aliada e assessores da área jurídica. O presidente vai buscar apoio para manter a governabilidade e minimizar os impactos da crise provocada pela delação de Joesley Batista ao Ministério Público e a divulgação de sua conversa com o empresário.

Pela agenda divulgada pela assessoria do Planalto, Temer já recebeu em despachos os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento), além do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e os deputados Baleia Rossi (PMDB-SP), Carlos Marun (PMDB-MS) e André Moura (PSC-SE).


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FMO

22/05


2017

Trump fala em Israel de

O presidente americano, Donald Trump, disse hoje em seu desembarque em Israel a convicção de que existe uma "rara oportunidade" de levar a paz à região.

"Temos diante de nós uma rara oportunidade de trazer segurança, estabilidade e paz a esta região", disse no aeroporto internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, reafirmando ainda o "vínculo inquebrável" entre Estados Unidos e Israel.

"Mas só poderemos chegar lá trabalhando juntos. Não há outro caminho", disse. "Eu vim a esta terra sagrada e antiga para reafirmar o vínculo inquebrável entre Estados Unidos e o Estado de Israel", afirmou.

Um pouco antes, o chefe da diplomacia americana, Rex Tillerson, afirmou que existe uma "oportunidade de fazer progredir as conversações de paz" entre israelenses e palestinos.

O presidente "tem a sensação de que há uma oportunidade", afirmou o secretário de Estado americano a bordo do avião presidencial Air Force One pouco antes do pouso.

"O presidente destacou que está disposto a envolver­se pessoalmente", completou. O otimismo da administração Trump a respeito do estagnado processo de paz se deve ao "ambiente, às circunstâncias em toda a região, é o que o presidente tenta ressaltar nesta viagem", afirmou Tillerson.

"Os países árabes, Israel, Estados Unidos, todos enfrentamos a mesma ameaça: o avanço do grupo Estado Islâmico, das organizações terroristas", completou. "Penso que isto cria uma dinâmica diferente", acrescentou.

Questionado sobre a polêmica pelas informações sigilosas que Trump teria repassado a autoridades russas sem o aval de Israel, o secretário de Estado americano minimizou seu alcance.

"Não acredito que existam razões para pedir desculpas. Se os israelenses têm perguntas ou pedidos de esclarecimento, nós responderemos", concluiu.


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Mobi Brasil 5

22/05


2017

Mala entregue ao aliado de Temer está desaparecida

A mala com R$ 500 mil de dinheiro da JBS recebido pelo deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) está desaparecida. O parlamentar foi filmado pela Polícia Federal em uma ação controlada (planejada para flagrar delitos) carregando a bolsa ao sair de uma pizzaria em São Paulo às pressas.

Rocha Loures havia se encontrado no local com Ricardo Saud, lobista e delator do frigorífico, para pegar o dinheiro. Segundo o Ministério Público Federal, o pagamento era por uma ajuda prometida pelo deputado para defender os interesses da empresa no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Em uma conversa gravada, Joesley Batista, um dos donos da JBS, ofereceu propina em troca de que o parlamentar interviesse em uma disputa envolvendo preço de gás.

Ainda segundo a delação, havia promessa de que, se resolvido o imbróglio, Rocha Loures poderia receber semanalmente até R$ 1 milhão, dependendo do lucro.

A mala teria sido levada, de acordo com a investigação, para a casa do pai do deputado, em um primeiro momento.

Na operação deflagrada na última quinta (18), que contou com busca e apreensão em diversos endereços, a bolsa não foi localizada. Diferentemente da mala de dinheiro entregue a Frederico Medeiros, primo de Aécio Neves, a de Loures não tinha chip para identificar a localização.

Rocha Loures aparece citado pelo Michel Temer como seu homem de confiança e com quem Joesley poderia tratar "tudo".

O Ministério Público suspeita que o presidente tenha sido também um dos destinatários da propina. No pedido de abertura de inquérito, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vê indícios de corrupção passiva, formação de quadrilha e obstrução de Justiça em práticas relacionadas a Temer.

Procurada desde a noite de quarta (17), a defesa de Rocha Loures ainda não se manifestou sobre as acusações.

Em entrevista à Folha publicada nesta segunda (22), Temer disse que mantinha com apenas "relação institucional" com o deputado, que foi seu assessor. "Eu o conheci como deputado, depois foi para o meu gabinete na Vice-Presidência, depois me acompanhou na Presidência, mas um homem de muito boa índole", afirmou. 


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Banner - Hapvida

22/05


2017

Eleições em Belo Jardim serão no dia 2 de julho

A eleição suplementar no município de Belo Jardim para escolha do novo prefeito será realizada no dia 2 de julho de 2017, seguindo orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A data foi confirmada durante o pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), na sessão desta segunda-feira.

O candidato João Mendonça, que tinha vencido o pleito de 2016, teve o registro de candidatura impugnado pelo Ministério Público e coligações adversárias por improbidade administrativa com dano ao erário e enriquecimento ilícito.

Estarão aptos para votar neste pleito, todos aqueles eleitores que se encontram regularmente inscritos até fevereiro de 2017 (Lei nº 9.504/1997 art. 91, caput).

“Reunimos a Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (STIC) e a Comissão de Eleições e fizemos o calendário. Com a homologação da resolução, iniciaremos o processo para que os prazos sejam respeitados”, disse o presidente do TRE-PE Antônio Carlos Alves da Silva. 


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Asfaltos

22/05


2017

Votação da reforma da Previdência sofrerá atraso

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu que a crise política poderá atrasar em "semanas" a votação da reforma da previdência no Congresso. Ele participou hoje de teleconferência com investidores organizada pelo banco JPMorgan ao qual o blog teve acesso.

Na conferência, Meirelles disse que está tratando pessoalmente com o Congresso para manter a agenda de reformas econômicas e que não vê um atraso de "meses". Ele tentou passar a ideia de que o presidente Michel Temer tem controle da crise política e que o cenário básico é de manutenção de Temer na presidência.

Ele ressaltou, no entanto, que mesmo que Temer deixe o governo os potenciais substitutos são pessoas favoráveis às reformas econômicas.


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Supranor 1

22/05


2017

Perito nega nova versão sobre edição de áudios

Ricardo Caires dos Santos, perito que afirmou à Folha de S.Paulo que a gravação da conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista apresentava mais de 50 pontos de edição, negou ter oferecido outra conclusão para o caso, como noticiado pelo jornal carioca "O Globo".

Reportagem publicada no site do jornal ontem relata o perito afirmando que seriam apenas "14 pontos de edição, entre 15 e 20 pontos de corte e diversos trechos de ruído". Teria dito também, de acordo com "O Globo", não ser possível localizar onde estariam os pontos de edição.

A Folha de S.Paulo voltou a falar com Santos para que ele esclarecesse a disparidade entre as declarações.

Por e-mail e por telefone o perito declarou que não mudou sua versão, apenas procurou acrescentar detalhes à análise e foi mal compreendido pela repórter do jornal. "Todos os pontos marcados em meu laudo são edições." E negou que tenha dito não ser possível localizar os pontos de edição. "Não é verdade."

Na sexta-feira (19), a Folha de S.Paulo contratou Santos para analisar a gravação da conversa. Posteriormente, entrevistou-o para produção de reportagem. Tanto no laudo produzido quanto na entrevista, Santos afirmou que a gravação sofreu 53 edições e que, por isso, certamente teria sua validade contestada em juízo.

Além de Santos, a Folha de S.Paulo ouviu o perito Ricardo Molina, que não fez uma análise formal do áudio, mas declarou que "percebem-se mais de 40 interrupções" na gravação, sem poder indicar o que as provoca. "Pode ser um defeito do gravador, pode ser edição, não dá para saber." Molina afirmou também que a gravação tinha baixa qualidade técnica, o que prejudicaria sua análise, e que seria necessário verificar o aparelho usado na captação.

O jornal "O Estado de S. Paulo" também consultou um especialista. Em reportagem publicada na sexta (19), em seu site, o perito Marcelo Carneiro de Souza afirmou ter "identificado 'fragmentações' em 14 momentos na gravação, isto é, pequenos cortes de edição no áudio".

O mesmo fez o "Jornal Nacional", da TV Globo. No sábado (20), o programa veiculou reportagem na qual consultou os peritos George Sanguinetti e Nelson Massini.

Ambos os profissionais concluem que não houve edição. Horas antes, o presidente Michel Temer abriu seu segundo pronunciamento da semana citando a reportagem da Folha de S.Paulo e afirmando que pediria suspensão do inquérito aberto contra ele no STF.

Santos é perito judicial pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e já fez análises para outros órgãos de imprensa.


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ArcoVerde

22/05


2017

A política que escraviza?

Caio Sousa*

A cada 2 anos nos deparamos com a obrigação de votar, escolher aqueles que ocuparão funções do Poder do Estado (Legislativo e Executivo) seja a nível Federal, Estadual ou Municipal, momento em que nos equipamos de cores, músicas, adesivos e “lados”, criam-se amizades, inimizades, alianças e traições, tudo sob o manto e o discurso de que “O bem de todos é o meu interesse”.

A esses que corajosamente se expõem ao pleito eleitoral, equivocadamente damos o nome de políticos, como se políticos fossem apenas aquelas pessoas que aceitam ocupar papel de governo ou escritores e representantes do povo, ou seja, nos distanciamos da compreensão aristotélica de que somos todos políticos por essência quando inseridos na sociedade, e passamos a conceder autonomia, grau de independência e onipotência a todos os eleitos e agora “únicos políticos”.

Além de nossa autorização para que só os candidatos e eleitos sejam considerados os pensadores da polis (cidade) e ditem o que supostamente queremos ou não para nossas vidas, nos prendemos ou permitimos que sejamos subordinados/obrigados ao estabelecido pelo Estado, que em uma visão mais embrionária seria uma organização racional de cidadãos, políticos para desenhar nossa cidade/estado/país, dizer como tudo deve funcionar e que costumes, condutas, comportamentos da sociedade são aceitos ou não e convertê-los em constituição, leis e normas para todos, mais uma vez, obrigados cumprirmos.

Você já se perguntou que nasceu e não escolheu diretamente o que está lá escrito no Código Civil, nas leis que falam sobre prisão, no contrato social invisível entre nós cidadãos e o Estado que direciona nossas vidas.

O Estado, fruto da política, além de ditador das regras, através de seus administradores (prefeitos, governadores, presidentes, deputados, vereadores, etc), surrupia, nos toma parte ou o todo de nossa liberdade sobre o pretexto de nos trazer segurança, benefícios sociais, ajuda em meio às dificuldades, cumprindo seu Papel de guardião e provedor do interesse público.

Ocorre que no Brasil, o Estado não cumpre com o prometido no “contrato”, perdemos muito de nossa liberdade para vivermos todo cenário de desigualdades, insegurança, instabilidade econômica, deixamos que o Estado crescesse independente do povo, pior, permitimos que em nosso país ele já fosse criado longe do interesse público e aprisionado no interesse privado e de poderio financeiro de poucos, basta olharmos para as raízes de ingerência maléfica do empresariado no direcionamento dos governos que já se passaram, ditando criação de leis, medidas provisórias, políticas públicas, nomeação de cargos, patrocínio de campanhas políticas e êxitos financeiros estrondosos em processos de licitação, como se fossem uma mão invisível, mas perceptível, dentro do Estado que nos ensinaram que o poder emanaria do povo, mas de fato emana? E quem escreveu ou nos ensinou isso? Quem seria esse povo?

Não só temos parcela de culpa, mas somos reféns de nossa falsa democracia e nosso falso Estado, no enganamos de que elegemos alguém, de que teríamos liberdade de escolher, de que o povo de fato foi ouvido ao menos naquela eleição, mas ignoramos a responsabilidade de nossa escolha, sequer somos educados a escolher com autonomia, e também presos aos nossos próprios interesses, pautamos nosso candidato em nossa satisfação pessoal, engajados em campanhas eleitorais mas desengajados de qualquer interesse público. No final, nosso voto ou é por nós, ou é direcionado, mas jamais livres, e ainda chamamos isso de política.

A concepção política originária, que na visão de Hannah Arendt visaria a promoção da autonomia e liberdade do indivíduo, aqui no Brasil, nunca existiu, o que vemos nesse sistema é: somos obrigados a votar, condicionados a escolher entre candidatos de partidos cuja ideologia sequer é coerente com seus candidatos ou não existe, levados a decidir com base em informações da TV ou colhidas na internet, informações estas muitas vezes direcionadas por quem tem o poder de pauta dos jornais ou o candidato que estranhamente (mas legalmente) tem mais tempo de propaganda que o outro, e dizem que escolhemos quando na verdade só decidimos entre aqueles que o sistema autoriza candidatura.

Por fim, os “eleitos” ou pré-selecionados e agora legitimados pelo voto ditarão as regras do jogo, e nos resta viver 4 anos de uma relação de dependência afetiva, financeira e/ou interesseira para com quem deveria apenas servir e não querer aparecer, tratamos eles/elas como se familiares fossem, fazemos dos seus mandatos/cargos um bônus para o enriquecimento imotivado, aplaudimos essa relação quando é correspondida, ou criticamos a mesma quando nada ganhamos, e no silêncio assumimos nossa posição de servos.

Somos governados, legislados e subjugados por quem detém poder oriundo do dinheiro, dos empregos dos municípios, da escolha de cargos, da bolsa, do patrocínio e dos discursos populares que sempre apelam para parábolas e necessidades básicas, criando adversários que antes sequer enxergávamos, tudo isso para manterem-se nos poder, traços maquiavélicos da “política” nada atual brasileira.

Não senhores e senhoras, se não tenho direito de escolher, se apenas posso decidir entre aqueles que o sistema aprisionador determina, se abro mão de meu título/condição de político e o concedo para outros, se o por mim escolhido me impõe formas de governos e leis que sequer ampliam minha liberdade, se devo viver uma relação de subordinação e aprisionamento de favores para com quem teria feito melhor do que outro, se sou condicionado a poucas opções de pensar e agir, se sou vedado de não aderir a lados A ou B, azul ou vermelho, se não nos é permitida uma terceira, quarta e quinta forma de pensar e viver a política, posso dizer, temos donos sim, não somos livres, e a essa forma de agir que emerge desde a educação aprisionada estrutural e ideologicamente, perpassando relações sociais diversas, organizações partidárias, familiares e trabalhistas, podemos dizer que isso não é Política, isso é escravidão.

*Mestre em Ciências Político-Jurídicas pela Universidade de Lisboa, especialista em Direito Municipal, advogado, coordenador do Núcleo de Práticas Jurídicas DeVry/UNIFAVIP


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Comentários

Jacqueline Correia

A compreensão da importância da nossa implicação no cenário político anda perdida em meio a esse partidarismo das paixões, com isso, a lucidez necessária para o debate resta ofuscada. Um escrito como este traz fôlego e reaviva esperanças amparadas nesse despertar. Parabéns ao autor pelo fomento à criticidade distante da tendenciosidade e também ao publicador por propiciar espaço para abordagem de um assunto essencial longe da mídia parcial.

Juliana Gonçalves

Excelente texto, quisera nós, que tantos outros jovens tivessem o conhecimento do mestre Caio Sousa, voltado para a verdadeira política racional e dotados de boa vontade para o bem comum. Obrigado pela ótima leitura, em mim fica registrado o desejo de despertar em cada pessoa do meu convívio o político escondido em suas almas fadigadas de alucinações.



22/05


2017

Prefeito interino de Belo Jardim toma posse

Foi empossado, no fim da manhã de hoje, o prefeito interino de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco. Gilvandro Estrela assume a função após a cassação de João Mendonça por improbidade administrativa. Ele foi julgado por 7 votos a 0 no último dia 11 no Tribunal Superior Eleitoral.

Estrela chegou acompanhado do neto e da esposa no Fórum da cidade. Gilvandro recebeu a notificação do Tribunal Regional Eleitoral com a comunicação do afastamento do ex-prefeito João Mendonça. Após isso, ele foi até a sede da Câmara Municipal da cidade, onde assinou o termo de posse. No lugar de Gilvandro, à presidência da Casa Legislativa vai ficar com o vereador José Anselmo, o Tenente (PTB), que está no terceiro mandato.

Ao assumir, o prefeito interino fez críticas a antiga gestão. "Estamos com o hospital praticamente fechado, com matadouro interditado pela justiça, ruas escuras e muita violência. O desafio é grande, mas vamos nesses 40 dias ter uma gestão transparente e não decepcionar a população de Belo Jardim", disse.

São 13 vereadores na casa, com sete ficando na situação e seis na oposição ao gestor interino da cidade. A nova eleição será no dia 2 de julho, de acordo com informações do TRE.


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Bm4 Marketing 7

22/05


2017

Aécio vai ao STF tentar retomar mandato no Senado

A defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) vai apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF), hoje, um pedido para retomar seu mandato. Na Operação Patmos, deflagrada na última quinta (18), o ministro Edson Fachin determinou o afastamento de Aécio do Senado e "de qualquer outra função pública".

Fachin também exigiu que o parlamentar entregasse o passaporte, já que ele está proibido de sair do país. Aécio não pode falar nem se encontrar com investigados ou réus do mesmo inquérito. "Vamos pedir a revogação das cautelares. O passaporte, ele vai entregar. Mas o afastamento do mandato é ilegal, não há amparo na Constituição", afirmou Alberto Toron, advogado do senador.

Fachin acatou parcialmente os pedidos apresentados pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Embora tenha aceitado afastar o tucano do cargo do Senado, o ministro rejeitou o pedido de prisão e não exigiu o uso de tornozeleira eletrônica.

Rodrigo Janot, procurador-geral da República, ainda não protocolou nenhum recurso sobre a negativa do Supremo -se o fizer, o caso deve ser levado ao plenário.


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22/05


2017

Cabral teria recebido propina de R$ 30 mi da JBS

Da Radioagência Nacional

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral teria recebido propina, de quase R$ 30 milhões, do Grupo JBS em troca de uma fábrica na cidade de Piraí, no sul fluminense. Cabral foi citado na delação premiada de empresários da JBS.

O diretor de Relações Institucionais do grupo, Ricardo Saud, contou que conheceu Sérgio Cabral, em 2012, durante um almoço oferecido pelo então governador, no Palácio Guanabara, sede do governo do estado.

A empresa estava em busca de novos negócios no estado e se interessou por uma fábrica nova, parada, já montada na cidade de Piraí.

O empreendimento, que era da BR Food, tinha sido instalado com incentivos do governo estadual em uma área de mais de 400 mil metros quadrados, doada pelo estado.

De acordo com o delator, como a BR Food não colocou a fábrica em atividade, o empreendimento seria entregue ao Grupo JBS, por Sérgio Cabral, em troca de propina para financiar a campanha de Luiz Fernando Pezão, ao governo do Rio, e de candidatos a deputado, além da compra de apoio de partidos políticos.

Ricardo Saud contou como foi a negociação do valor da propina. O empresário afirma, no entanto, que Pezão não teria participado das negociações. A reportagem não conseguiu contato com defesa do ex-governador Sérgio Cabral.


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