Ipojuca

20/05


2018

Relatório que criminaliza assédio em público será votado

Senado votará relatório de Humberto Costa que criminaliza assédio em local público.

Foto: Roberto Stuckert Filho

Autor do projeto de lei que criminaliza o assédio, com pena de detenção para quem praticar abusos em locais públicos, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), irá relatar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, na próxima quarta-feira (23), proposta que tipifica os crimes de importunação sexual e de divulgação de cena de estupro. 

O texto original de Humberto previa a “tipificação do crime de constrangimento ofensivo ao pudor em transportes públicos” e previa pena de dois a quatro anos de reclusão, além de multa, aos chamados “encoxadores” e demais aproveitadores. A proposição foi apensada a um outro projeto, de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), e acabou sendo alterada durante sua tramitação na Câmara. 

Agora, o parlamentar relata substitutivo aprovado pelos deputados com medidas semelhantes. Na visão dele, o texto é benéfico e oportuno, pois oferece resposta a pleitos antigos da população feminina e aperfeiçoa a legislação penal, preenchendo vácuos legislativos. 

“Ao criar o crime de importunação sexual, temos a oportunidade de enfrentar definitivamente o tema, criando um tipo penal de gravidade média que contempla casos em que o agressor não comete tecnicamente um crime de estupro, mas tampouco merece ser enquadrado em uma mera contravenção penal de repercussões irrisórias”, resume. 

Para o senador, a ausência de um tipo penal específico para combater tais condutas gerou verdadeiras anomalias no sistema jurídico, pois os juízes criminais se viam impossibilitados, em muitos casos, de aplicar a justa sanção em razão da ausência de tipificação legal verdadeiramente adequada.
Muitos abusadores foram liberados horas ou dias depois de cometerem o ato. 

“Como podemos esquecer de episódios ocorridos no transporte público brasileiro em que homens ejacularam em mulheres, atentando de forma grave contra sua dignidade sexual? Esta semana mesmo, um homem foi flagrado ejaculando dentro de um BRT no Recife”, disse. 

Ele lembra que criminosos se aproveitam da aglomeração de pessoas no interior de ônibus e metrôs para esfregar seus órgãos sexuais nas vítimas, mulheres em sua imensa maioria.

Humberto avalia que o substitutivo da Câmara supre essa necessidade da legislação e segue forma muito similar à proposta de sua autoria, que foi aprovada em setembro do ano passado pelos senadores, mas alterada na Câmara.

O parlamentar explica que, embora os tipos penais presentes nas duas proposições se apresentem de maneira distinta, é notório que combatem de forma eficiente o mesmo fato típico e tutelam sobretudo a situação das mulheres importunadas sexualmente, em casos em que não há a violência física ou a grave ameaça presentes no tipo penal do estupro. 

“A pena desse novo texto, de um a cinco anos de reclusão, embora um pouco distinta da considerada no meu projeto, também parece razoável”, comentou. 

O líder da Oposição também avalia que, quanto aos novos crimes de divulgação de cena de estupro e estupro de vulnerável, e de sexo ou pornografia, o texto amplia a incidência do tipo penal.

O senador explica que passa a tutelar não somente a vítima de estupro, que sofreu com a divulgação das imagens, mas também combate os atos em que se faça apologia ou que se induza à prática de estupro, ou que divulgue, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia. A pena é de um ano de reclusão.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Versão Sertão do São Francisco

20/05


2018

Temer faz propaganda do governo com verbas da saúde

O Presidente Michel Temer faz propaganda de seu governo com verbas do Ministério da Saúde destinadas a campanhas de utilidade pública.

O slogan de Temer | Reuters/Ueslei Marcelino

O Globo - Por Lauro Jardim

 

Sabe a campanha institucional de dois anos do governo Temer que começa hoje? Parte do seu orçamento foi conseguido com uma ajeitada em verbas publicitárias de outros ministérios.

A pasta que entrou com mais recursos foi o Ministério da Saúde.

Foram deslocados R$ 22 milhões originalmente destinados a campanhas de utilidade pública, como vacinação, febre amarela, doações de órgãos etc.

A verba deixou de ser utilidade pública para virar de utilidade política.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Versão Sertão do Moxotó

20/05


2018

PT quer ampliar bancada no Senado

 

Eduardo Suplicy | Foto: Edilson Dantas

O Globo - Poder em Jogo
Por Amanda Almeida

 

O PT trabalha para formar uma bancada de 10 senadores no ano que vem - um a mais do que o partido tem hoje. 

Terá dificuldades. Apenas dois dos nove senadores atuais não precisarão renovar o mandato no ano que vem.

No cálculo dos petistas, entre os outros sete, apenas Jorge Viana (AC) e Paulo Paim (RS) têm a reeleição considerada mais fácil.

Para melhorar a situação do partido, esperam a vitória de Eduardo Suplicy em São Paulo e de Jaques Wagner, na Bahia.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Versão Mata Norte

20/05


2018

Cabo de Santo Agostinho recebe Governo Presente

Cabo de Santo Agostinho recebe oitava edição do Governo Presente. O mutirão de serviços gratuitos foi realizado no sábado, na Escola EstadualMaria Eugenia Lopes, em Ponte dos Carvalhos.

Foto: Aluísio Moreira/SEI

O governador Paulo Câmara dedicou a manhã deste sábado (19.05) à realização da oitava edição do Governo Presente, sendo a primeira neste município. O mutirão, que aconteceu na Escola Estadual Maria Eugenia Lopes, no bairro de Ponte dos Carvalhos, reuniu uma série de serviços de cidadania e saúde, ofertados gratuitamente à população. Além das atividades já conhecidas - como as voltadas para saúde, limpeza, iluminação e manutenção -, esta edição trouxe serviços de reforço da autoestima, como limpeza de pele, além de atendimentos da Celpe e da Compesa, oferta de cursos de capacitação e vacinação. A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas desenvolvidas pelo Governo de Pernambuco, coordenados pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ). 

“Ficamos muito satisfeitos de poder oferecer, por meio de mutirões, serviços gratuitos como retirada de documentos, vacinação e exames à população, que, muitas vezes, ao longo da semana, não consegue porque está trabalhando. E no sábado isso é possível para todos. Isso é muito importante, diante da necessidade da presença do Estado e do município junto às pessoas. Cidadania é fundamental para o desenvolvimento de um Estado e de um município. E a gente espera poder fazer isso em todos os municípios pernambucanos para que a cidadania esteja presente na vida das pessoas”, afirmou o governador Paulo Câmara. 

Entre os serviços oferecidos neste sábado estão: emissão de RG, CPF e segunda via das certidões de nascimento e casamento, consultas ao Detran-PE, realização de inscrição no Cadastro Único e Bolsa Família. O Programa levou, ainda, oportunidades para os jovens, com inscrição de cursos profissionalizantes e orientações sobre currículo e mercado de trabalho. Também foram disponibilizados atendimentos de saúde como testes de DST, HIV, mamografia, glicemia, prevenção ao câncer de colo de útero e aferição de pressão.  |O Governo Presente também dispôs de orientações sobre prevenção ao uso de drogas, direitos humanos, das mulheres e das pessoas com deficiência. O atendimento é gratuito. 

O secretário de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, Cloves Benevides, explicou que, hoje, foi realizada a primeira ação de cidadania no município, mas que, a partir de agora, uma série de atividades começarão a acontecer na cidade. “É um programa que é mais que um programa: é um jeito de fazer política pública, trazendo para os sábados o compromisso de novos serviços e, durante a semana, diversas ações para a população”, destacou o gestor da pasta.

O Governo Presente é um programa que visa a garantia de direitos e de prevenção social contra a violência, atuando, desde 2008, em territórios mais vulneráveis do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Caruaru e Petrolina. Nestas localidades, o Estado atua buscando a diminuição dos índices de violência, levando políticas públicas e ações de cidadania. Durante este ano, serão oferecidas seis mil vagas para ações culturais, artísticas e de profissionalização gratuitas, como oficinas de grafitagem, foto e videojornalismo, hip hop, capoeira e percussão. Essas atividades serão distribuídas em todos os 50 territórios de atuação atendidos pelo Governo Presente em Pernambuco. 

Também participaram da ação os secretários Fred Amâncio (Educação); Antônio de Pádua (Defesa Social); José Neto (Casa Civil); Pedro Eurico (Justiça e Direitos Humanos); Coronel Felipe Oliveira (executivo da Casa Militar); e o presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Marcos Baptista.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


20/05


2018

PT faz romaria pró-Lula Livre em Aparecida

Estadão

A história de que a gerência do Santuário Nacional de Aparecida não queria uma romaria pró-Lula na basílica era pura balela. Neste domingo, 20, não só os petistas estiveram em Aparecida como o reitor do santuário, Padre João Batista de Almeida, rezou uma missa pela liberdade do ex-presidente.

Segundo Lauro Jardim, em O Globo, o padre levantou o cálice (cuja tradição católica acredita conter o sangue do próprio Cristo) e pediu pela libertação do petista. Na romaria estiveram alguns políticos do partido, como o vereador Eduardo Suplicy, o deputado federal Paulo Teixeira e o estadual Simão Pedro.

Já o  presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou em seu Twitter que, devido ao aumento dos combustíveis, irá convocar na Casa uma Comissão Geral para debater medidas que “atendam aos apelos da população”:

“No curto prazo, o governo federal deve avaliar a possibilidade de zerar a Cide e diminuir o PIS-Cofins. Os Estados podem avaliar o mesmo para o ICMS. São ideias de políticas compensatórias para enfrentar o momento atual. E estão distantes do congelamento de preços que vimos no passado”.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

lino perrelli

Balela é ir para Aparecida imaginando que isso resolverá a vida do Inácio.

Ricardo José

O trio do PT está trancafiado nas penitenciárias do Brasil. Três presidiários.

marcos

Sem comentários para a Carniça Presidiária.


Versão Sertão do Pajeú

20/05


2018

Raul Schmidt será extraditado para o Brasil

Em um caso que virou disputa judicial entre Sergio Moro, de Curitiba, e o TRF-1, o empresário Raul Schmidt, investigado na Lava Jato pelo pagamento de propina a ex-diretores da Petrobras, deve ser extraditado para o Brasil, informou neste domingo 20 a Procuradoria-geral da República.

A decisão foi do Tribunal de Relação de Lisboa. A Advocacia Geral da União (AGU), que representa o governo Temer, apresentou à Justiça de Portugal manifestação em defesa da extradição. No início de maio, o mesmo tribunal concedeu liberdade a Schmidt.

Segundo o advogado do empresário, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a extradição afronta decisão do Supremo Tribunal de Justiça de Portugal, que concedeu liberdade a Raul Schmidt no início do mês.

"A ordem do desembargador, se é que existe, pois não nos foi apresentada oficialmente, é uma afronta direta a decisão do Supremo Tribunal de Justiça, que determinou a liberdade do Raul com o arquivamento da ação de extradição", disse Kakay, segundo reportagem do G1.

A soltura de Schmidt havia sido mais uma derrota para Moro em cortes europeias. O juiz de Curitiba chegou a suspender decisão do TRF-1 cancelando a extradição.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Gravatá

20/05


2018

O indulto de Lula está no forno

Elio Gaspari - Folha de S.Paulo

Ciro Gomes tem toda a razão quando diz que não se pode oferecer um indulto a Lula enquanto ele tiver recursos tramitando na Justiça. Seria o mesmo que considerá-lo culpado.

Isso não elimina o fato de que se Ciro vier a ser eleito presidente da República poderá indultar Lula no primeiro dia de governo. (O ministro Luís Roberto Barroso parece ter farejado essa carta ao restringir o indulto de fim de ano de Temer.)

Em princípio, há um famoso precedente histórico. Em 1974, um mês depois de ter assumido a Presidência dos Estados Unidos, Gerald Ford perdoou Richard Nixon, arrastado pelo caso Watergate.

Mas nem tudo é o que parece. Ford perdoou Nixon argumentando que seu julgamento demoraria pelo menos um ano, dividindo o país. Segundo Ford, ele já havia sido obrigado ao inédito constrangimento de deixar a Presidência dos Estados Unidos.

Lula não renunciou e já foi condenado em duas instâncias judiciais.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

marcos

E quem quer saber mais dessa Carniça?


ArcoVerde

20/05


2018

Para ser justa, Justiça terá que ir além de Lula e PT

Itamar Garcez - Blog Os Divergentes

Os últimos 33 anos no Brasil tiveram a marca indelével de três partidos: MDB, PSDB & PT. Neste interregno, quase tudo de bom, quase tudo de mau que ocorreu em terras brasilianas teve a participação da tríade.

Da estabilidade econômica aos programas sociais, passando por projetos que converteram em leis mudanças drásticas nos costumes. Da saúde convalescente à educação sempre reprovada, passando pela corrupção catapultada à casa dos bilhões.

Para o bem e para o mau, o Brasil que adentrou o século XXI tem as digitais daquelas três agremiações. As demais siglas foram coadjuvantes.

As eleições de 2018 dirão se o trio continuará protagonista ou não. Porém, a sujeira que esparramaram ao transformarem militantes partidários em meliantes do erário é igualmente inapagável.

Graças à Lava-Jato, parte dos larápios que roubaram bilhões de dinheiro do público estão sendo conduzidos ao cárcere. Pela primeira vez na história tupiniquim, a elite branca e rica foi condenada por corrupção.

A prisão do camarada José Dirceu tem o gosto acre para uma geração que quis mudar o mundo. Ao lado de Lula e Antonio Palocci, Dirceu teve papel decisivo nos rumos do Brasil contemporâneo.

O PT, porém, não caiu de gaiato neste navio licencioso. Caiu porque roubou e deixou roubar. A Ação Penal 470 e a Lava-Jato demonstraram isto à larga.

A história das últimas três décadas, no entanto, não foi escrita sozinha pela sigla que representara a esperança de que a política podia ser exercida com retidão. MDB e PSDB também forjaram o Brasil que ora vivenciamos.

O tanto que cada uma destas siglas depenou o erário ainda está sendo contabilizado. Mas as três, já evidenciou a Lava-Jato, exerceram forte protagonismo nos malfeitos com os cofres públicos.

Até aqui, procuradores e juízes têm se mostrado ágeis para trancafiar petistas. Quando o alvo são emedebistas e tucanos, porém, o ritmo tem sido a tradicional vagareza do Ministério Público e do Judiciário.

Senão, vejamos. Paulo Preto, tido como operador tucano, e Milton Lyra, símile do MDB, foram libertados quando ofereciam risco de delatarem tucanos e emedebistas graúdos.

Os cardeais tucanos Geraldo Alckmin e Aécio Neves, entre os suspeitos da Lava-Jato, não parecem ameaçados pela sanha justiceira dos promotores. O também tucano Eduardo Azeredo, em que pese a condenação e um processo de mais de uma década, permanece livre das grades.

Ivo Cassol, este do PP, mesmo condenado, livrou-se da prisão. E, claro, nada se compara à caterva do MDB, de extensa folha corrida. Sobre ela, não paira nenhuma ameaça no horizonte próximo.

Se quer ser justa, a Justiça deveria vergastar a todos com o mesmo chicote. Do contrário, ela apenas ratifica de maneira pejorativa a máxima – cada juiz, uma sentença – no lugar da “igualdade e a justiça como valores supremos” inscrito no preâmbulo constitucional.

Que não se espere isenção de juízes. Somente o fato de terem eles a discricionariedade de decidir quem e quando julgar já lhes desnuda qualquer aura de imparcialidade.

Mas, caso estejam imbuídos de espírito republicano, é hora de mexer com outros larápios. Tirante crédulos e nefelibatas, ninguém crê que o PT roubou sozinho – como atestado pela Lava-Jato.

A sanha de procuradores e juízes no encalço do PT exibiu em praça pública um santo do pau oco. Nesta procissão medonha, de explícito despudor moral, há outros santos igualmente ocos de caráter.

A Justiça pode parar por aqui e satisfazer parte da ânsia vingadora do povaréu. Mas, se quiser ser respeitada, ela terá que seguir em frente e julgar outros meliantes do erário igualmente perniciosos aos cofres públicos.

Só assim imporá respeito a políticos de todos os matizes. E, quem sabe, poderá dissipar a imagem de que a Justiça não é cega, mas caolha.

Com um olho, lanceia desafetos. Com o outro, encobre apaniguados.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

marcos

Bolsonaro lidera com folga o número de seguidores e curtidas no Twitter e no Face A repórter Carolina Bahia, RBS, decidiu fazer um levantamento dos números de seguidores no Twitter e curtidas no Facebook, encontrando os seguintes números para os principais presidenciáveis: Bolsonaro, 6,5 milhões Marina, 4,2 milhões Lula, 3,8 milhões Alckmin, 1,9 milhão Alvaro Dias, 1,5 milhão



20/05


2018

CIA espionou Brasil também na área espacial

EUA usaram satélites para tirar fotos do complexo industrial militar brasileiro

Jornal do Brasil

A Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos usou satélites para espionar o programa espacial brasileiro e o complexo industrial militar do País de 1978 a 1988. Documentos desclassificados pelo governo americano em dezembro de 2016 mostram análises de fotos aéreas das instalações de fábricas, da base de lançamentos de foguetes em Natal (RN) e do campo de provas de armamentos da Serra do Cachimbo, onde a Força Aérea Brasileira (FAB) construía um poço que poderia ser usado em testes de artefatos nucleares. 

 

Além de satélites, os papéis mostram que os adidos de defesa e a embaixada americana dispunham de uma rede de informantes que permitiu aos Estados Unidos saber detalhes das negociações secretas entre Brasil e Arábia Saudita e das vendas de blindados e foguetes para o regime de Saddam Hussein, no Iraque, e para a Líbia, governada então por Muamar Kadafi. Os americanos temiam que, por meio dessas vendas, a tecnologia ocidental fosse parar nas mãos da União Soviética. Tinham ainda restrições às entregas a nações hostis aos Estados Unidos, mas também enxergavam uma vantagem: o equipamento brasileiro podia roubar dos russos mercados inacessíveis a Washington. 

 

Produzido pelo Centro Nacional de Interpretação Fotográfica, o relatório com o título Alcance de Mísseis: Instalações Mísseis Estratégicos SSM (Míssil Terra-Terra) lista dez locais de interesse da espionagem americana. O primeiro a ser fotografado foi a Base Aérea de São José dos Campos (SP). 

Na mesma cidade, os satélites registraram o Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e a fábrica da Avibrás, que participava dos projetos de foguetes militares. Na vizinha Santa Branca, outra área da Avibrás foi vigiada, assim como em Piquete, uma fábrica de explosivos - os americanos pensavam que ali seria feito o combustível sólido do foguete meteorológico Sonda IV e do VLS (Veículo Lançador de Satélites). 

O relatório de novembro de 1982 usa fotos da Base Aérea de Natal e de sua área de lançamento de foguetes e, por fim, do campo de teste de arma do Cachimbo. Os americanos previam que, em 1988, o País teria condições de lançar o VLS - ele só seria lançado em 1997 e seria abandonado após explodir em 2003 na Base Aérea de Alcântara, no Maranhão, deixando 21 mortos. 

Os satélites americanos também espionaram a Engesa, maior indústria de armamentos brasileira. Fabricante dos blindados Cascavel e Urutu, a empresa brasileira pretendia produzir o tanque pesado Osório. Em 25 de agosto de 1978, o satélite identificou pela primeira vez na fábrica, em São José dos Campos, oito Urutus e um Cascavel. O Brasil passou a vender esses blindados a países como Líbia, Iraque e Colômbia. 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


20/05


2018

Juízes da Lava Jato ganharam escolta

Edson Fachin, Marcelo Bretas e Sérgio Moro mudam rotina e têm segurança reforçada em meio ao avanço das investigações da operação

Rafael Moraes Moura e Ricardo Brandt, - Estadão

Os principais magistrados que analisam casos relacionados à operação Lava Jato vivem sob escoltas ou já relataram ter sido ameaçados. A operação, iniciada em 2014, descobriu desvios de milhões de reais dos cofres públicos e condenou e prendeu políticos e empresários por crimes de corrupção.  Levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), obtido pelo Estado, aponta que 6 em cada mil magistrados estão sob ameaça no Brasil.

 

Responsável pela Lava Jato no Rio, o juiz da 7.ª Vara Federal Marcelo Bretas vive sob proteção policial 24 horas por dia. O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, recebe proteção diária de agentes de segurança. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), também ganhou reforço na segurança pessoal e para sua família depois de revelar, em março, que tem sofrido ameaças.

Após o relato, presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, autorizou o aumento do número de agentes para escolta permanente de Fachin e encaminhou ofício para todos os colegas do Supremo sobre a necessidade de reforço na segurança. Segundo o Estado apurou, Fachin é o único ministro do STF que já pediu aumento na proteção pessoal. Procurado pela reportagem, ele não quis se pronunciar. Em entrevista ao Estado em março, Cármen disse que “a Justiça não se intimida” com tentativas de constrangimento

Com 20 anos de carreira, Marcelo Bretas viu a sua vida mudar há dois anos, quando passou a cuidar dos casos relacionados ao esquema de corrupção instalado na Petrobrás. “Eu não tenho liberdade, nem eu nem a minha família. É uma vida sem liberdade”, afirmou o juiz, depois de participar de evento em Brasília no último dia 7. “É um preço a pagar. A questão é isso: não é o ideal, mas agora vou até o fim. Já estou nisso, então vou continuar”, disse.

Autor das 134 ordens de prisões da Operação Lava Jato de Curitiba – entre elas as do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do empresário Marcelo Odebrecht –, Sérgio Moro manteve, até meados do segundo ano de operação – iniciada em 2014 –, o hábito de ir de bicicleta ao trabalho, almoçar no bandejão do prédio da Justiça Federal, esperar a carona da mulher na frente do Fórum ao final do expediente e passear no parque com a família.

De início, ele resistiu à escolta armada. Mas aos poucos teve que readaptar sua rotina, revivendo uma situação pela qual tinha passado há dez anos, quando condenou o traficante carioca Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e passou seis meses vivendo sob proteção de agentes federais e policiais civis.

Leia reportagem completa clicando aí ao lado: Juízes da Lava Jato ganharam escolta


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

marcos

Sérgio Moro, o cara que botou no Fiofó de Lula. kkkkkkkkkkkkkk



20/05


2018

Olho no centrão, Ciro quer aliança à esquerda, sem PT

Frase de Brizola é usada por aliados para explicar estratégia do PDT

Eduardo Bresciani e Catarina Alencastro – O Globo

Três líderes do PDT usam uma frase atribuída à principal liderança histórica da legenda, o ex-governador Leonel Brizola, para justificar a rota traçada pelo presidenciável Ciro Gomes de consolidar primeiro alianças à esquerda para depois buscar o centrão: “Na carroceria do caminhão cabe todo mundo, mas na boleia só quem se confia”.

Com a cotação cada vez melhor nas bolsas de apostas após a inelegibilidade e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro tem o desejo de ter um empresário como candidato a vice, imitando a dobradinha Lula-José Alencar. Além disso, pretende ter a seu lado um partido que lhe permita transitar mais ao centro, como o PP, do seu amigo e xará Ciro Nogueira. Mas tal passo só será dado depois que consolidar apoios tidos como fundamentais na esquerda, especialmente PSB e PC do B, isolando o PT.

— Nossa prioridade absoluta é o fechamento com o PSB. Avançou bem. Como temos afinidade muito grande e uma relação histórica, facilita muito. Mas vai depender muito da configuração dos palanques regionais — afirma Carlos Lupi, presidente do PDT.

“Solteiro” desde a desistência de Joaquim Barbosa, o PSB está hoje diante de dois cenários: apoiar Ciro ou ninguém. O investimento do PDT tem sido forte. O presidente nacional Carlos Lupi se reuniu na semana passada com o presidente do PSB, Carlos Siqueira, para dar formalidade às tratativas. Mas o investimento mais pesado é nos bastidores. Irmão de Ciro, o ex-governador Cid Gomes reuniu-se com deputados do PSB em Brasília na tentativa de buscar apoio ao projeto do presidenciável.

Em outra frente, o pré-candidato ao governo de Minas, Marcio Lacerda (PSB) já admite que pode ser candidato a vice com Ciro.

A maior resistência é do governador de São Paulo, Márcio França. Ele desistiu de levar a sigla para Geraldo Alckmin (PSDB), mas agora trabalha para que o PSB não apoie ninguém. Há problemas ainda em outros estados, como Rio Grande do Sul e Paraná. Mas a expectativa dos aliados de Ciro é por avanços concretos nas próximas semanas. Para eles, atrair o PSB é importante para embarcar no projeto outra legenda de esquerda, o PCdoB. Os comunistas prometem lançar Manuela D’Ávila, mas o flerte de Ciro com a legenda é considerado promissor pelas duas partes.

A tentativa de apressar os apoios na esquerda antecede o próximo passo: buscar o centro. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), é visto como ponte para alcançar esse objetivo. A filiação do empresário Benjamin Steinbruch ao PP é parte do movimento. O empresário foi chefe de Ciro Gomes por um ano, quando ele comandou a CSN Transnordestina, e escolheu o partido para se filiar em comum acordo com o presidenciável.

A relação dos dois Ciros é próxima. Etevaldo Nogueira Filho, primo do senador piauiense, é vice-presidente do PP no Ceará e faz parte do grupo político liderado pelos irmãos Ferreira Gomes naquele estado.

Além de divergências internas no PP, a busca por uma unidade mínima no centrão é outro obstáculo. PR e PRB são apontados como nós a serem desatados. Há resistência recíproca também entre o grupo de Ciro e o de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que articula com o centrão. Ainda assim, há um reconhecimento de que Ciro é opção.

— Desde 2002, Ciro não tem sido levado tão a sério como agora — diz um integrante do centrão.

No PDT, a extensa ficha corrida de políticos do centrão e a inclinação mais liberal do grupo na economia são minimizados com a frase de Brizola e o registro de que na boleia estarão Ciro e a esquerda.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

marcos

Ciro diz, Lula vai tomar no teu............... kkkkkkkkkkkkkkk

marcos

Ciro afirma em entrevista ao blog 247 que não quer o apoio do PT, pois devido ao grande número de ladrões no partido dos trabalhadores pode prejudicar a sua campanha.


bm4 Marketing 4

20/05


2018

O IBGE desmentiu o presidente Temer

Ficções presidenciais

Nunca houve tantos brasileiros em desalento

Bernardo Mello Franco – O Globo

Há duas semanas, Michel Temer sustentou que a alta no desemprego seria uma notícia... positiva. “É um dado positivo que revela esse suposto desemprego”, disse o presidente à CBN. “Quando a economia melhora, as pessoas que estavam desalentadas e não procuravam emprego começam a procurar emprego”, prosseguiu.

“Como não há emprego para todos, isso eu reconheço, ele não consegue o emprego”, continuou Temer. “Ele entra, ou reentra, na área dos desempregados. Mas é interessante, eu volto a dizer. É um fato positivo”, assegurou.

“Mas é um positivo entre aspas, não é, presidente?”, questionou o âncora Roberto Nonato, numa tentativa de trazer o entrevistado ao mundo real. “Não, é fora das aspas”, ele respondeu.

Na quinta-feira, o IBGE mostrou que a conversa do presidente era fiada. O instituto informou que o número de desalentados está longe de diminuir. Ao contrário: aumentou para 4,6 milhões, o maior de toda a série histórica. A categoria reúne os brasileiros que, abatidos pela crise, desistiram de procurar trabalho.

No primeiro trimestre de 2016, às vésperas do impeachment, o país contava 2,8 milhões de desalentados. Isso significa que o exército de pessoas sem esperança de se realocar cresceu 64% desde que Temer vestiu a faixa. O número de desempregados também subiu neste período: de 11,1 milhões para 13,7 milhões. Um salto de 23% em dois anos de governo.

A subutilização da força de trabalho também atingiu nível recorde. O índice acaba de bater em 24,7%, o maior desde o início da PNAD Contínua, em 2012. Hoje falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros, somando desempregados, subocupados e desalentados.

Entre os fatos e a propaganda, Temer continua a escolher a propaganda. No dia 4, em palestra numa faculdade de São Paulo, ele disse que o número de desempregados estaria “começando a cair”. Era mentira, porque o índice só cresceu nos últimos três trimestres.

“Quando nós assumimos, estava em torno de 14 milhões e meio de desempregados”, acrescentou o presidente, em outra aventura pelo terreno da ficção. Superfaturou a conta em 3,4 milhões de pessoas, o equivalente a duas vezes a população do Recife. 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Asfaltos

20/05


2018

Negociação não anda: Paulo Câmara, PT, PSB e Marília

Governador quer que o PT desista de lançar Marília Arraes na disputa ao governo

 

 

 

 

 

 

 

Coluna do Estadão – Andreza Matais

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, quer condicionar o apoio do PT à candidatura à reeleição do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), à defesa do indulto para Lula.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, respondeu a Gleisi que não poderá atender à exigência porque o partido tem muitas alas.

Desesperado pelo apoio dos petistas, Paulo Câmara disse que ele topa adotar a bandeira.

O governador pernambucano já tentou até visitar Lula na prisão. Ele quer que o PT desista de lançar Marília Arraes na disputa ao governo. Recebeu do mineiro Fernando Pimentel (PT) promessa de que ela será inviabilizada na convenção.

Enquanto isso, a sogra de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e uma empresa da qual ela é sócia repassaram R$ 252,7 mil para a SM Terraplenagem, firma ligada a Adir Assad, usada para lavar dinheiro do petrolão.

Os dados são do MPF, que levantou a movimentação da SM de 2007 a 2013. Maria Teresa de Abreu Moreira (a sogra) é vinculada a R$ 109,6 mil; a Geobase Construção e Pavimentação, a R$ 143 mil.

Procurados, Maria Teresa, a Geobase e a defesa de Adir Assad não se manifestaram.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

marcos

A gordinha vereadora Marília Arraes (PSB), sobrinha do ex governador Eduardo Campos, levando o namorado dela, João Suassuna (neto de Ariano), a acertar-lhe um potente cruzado no rosto que exigiu cuidados médicos. O incidente ocorreu durante a festa de aniversário do escritor Antonio Campos, irmão do governador, em uma casa de eventos realizada quinta-feira(7). Com o nariz sagrando, Coelho disse que a coisa não iria ficar assim. E não ficou mesmo: além do inchaço, Eduardo Campos e Ariano Suassuna estão possessos com o comportamento dele, que foi indicado vice na chapa do petista João da Costa pelo tio ilustre da vereadora. Essa gordinha é Gaieira. Coluna do Claúdio Humberto

marcos

Essa Gordinha Marília sabe que o Vampiro Humberto Bosta não vai deixar sua candidatura prosperar. Não votem em Humberto.

arnaldo luciano da luz alencar ferreira

Toda essa pressão para tirar Marília da jogada, só tem uma explicação o Secretariado do Governador e o núcleo político dele é muito fraco, pois com tantos partidos ,chapoes e coligações o governador com a máquina do Estado Com a Prefeitura do Recife e a maioria dos Prefeitos do Estado ainda está com medo de MARÍLIA ai tem coisa,? Acho que ele tem pesquisas internas de que quando o povo casar o nome de Lula com o nome de MARÍLIA não tem pra ninguém MARÍLIA ganha disparada.



20/05


2018

No PSDB o zum-zum da troca de Alckmin por Doria

A receita de Alckmin - Doze anos depois, tucano parece ainda não ter aprendido diferença entre São Paulo e o Brasil

Vera Magalhães – O Estado de S.Paulo

A campanha de 2006 deveria ter funcionado como um alerta para Geraldo Alckmin: uma eleição nacional não segue, nem de longe, os parâmetros de São Paulo. Simplesmente porque poucos lugares no mundo podem ser mais distantes do Brasil que São Paulo.

O início da segunda jornada presidencial do tucano, no entanto, parece mostrar que algumas coisas permanecem inalteradas. É verdade que, agora, ele adotou as balizas de um programa econômico caro logo de saída. Isso traz nitidez ao debate, o situa no campo dos que defendem reformas, rigor fiscal e privatizações e evita que ele repita o mico da jaqueta com emblemas de bancos públicos e estatais.

Mas na política e, sobretudo, na forma como se apresenta Alckmin continua sendo o mesmo de sempre. Seus aliados constataram, chocados, que o grupo de Michel Temer vazou em minutos o fato de o tucano ter procurado o presidente para iniciar conversas para uma possível união. Isso porque, em São Paulo, Alckmin se acostumou por muito tempo a ser o governador, aquele ao redor de quem as articulações se davam e que ditava o ritmo das conversas.

Jogando “em casa”, Alckmin teve em sua aliança partidos de A a Z, acomodados num amplo cabide de mais de duas décadas de poder ininterrupto do PSDB no Estado.

PUBLICIDADE

inRead invented by Teads

Mas fora das fronteiras paulistas Alckmin é desconhecido pelos eleitores e pouco reverenciado pelos políticos. Não tem o cheiro de poder que exalava em São Paulo. Potenciais apoiadores precisam olhar para ele e ver não o Picolé de Chuchu, mas alguém capaz de encarnar aos olhos de uma parcela do eleitorado o líder que 2018 requer: acima da polarização, mas não desprovido de autoridade; sem máculas éticas depois do trauma da Lava Jato; com força política para fazer reformas, começando pela da Previdência, e capaz de colocar ordem inclusive nas instituições, cujos papéis estão bagunçados.

Não é pouca coisa. E, por ora, as pesquisas mostram que o eleitor vê esses atributos antes em outros candidatos que nele. A ficha de que as coisas não vão bem parece ter começado a cair no QG tucano. Pesquisas qualitativas deixaram aqueles que têm cabelos com os mesmos em pé. A mácula ética suja o PSDB tanto quanto PT, o próprio Alckmin é colocado no balaio da Lava Jato e a maioria da população ignora sua existência.

Foram esses dados que fizeram com que ele deixasse um pouco sua tática de “jogar parado” e saísse por aí tentando modular o discurso e fixar uma imagem. E é nessa hora que os erros de 2006 aparecem.

Naquela campanha, Alckmin fez seu comitê em Brasília, numa área remota da capital. Todos os dias os jornalistas que iam até o longínquo Setor de Indústrias Gráficas colher informações da campanha tucana eram brindados com duas coisas: bombons Sonho de Valsa e a receita de seis dicas de Alckmin para a vida saudável, que começava com primeiro sol da manhã na retina, passava por ômega 3 e o resto, felizmente, a memória não me permite mais lembrar. Doze anos depois, qual a “jogada” de Alckmin para ser mais conhecido na pré-campanha? Vídeos com conversas com eleitores em padarias! Quem vai escolher um líder nacional na fila do pãozinho?

Enquanto ele oscila entre a média com pão na chapa e um discurso que flerta com as ideias já associadas a Jair Bolsonaro na segurança, no PSDB volta a ganhar corpo o zunzunzum da troca de candidato por João Doria.

Alckmin tem o controle do PSDB e essa manobra é muito difícil em condições normais de temperatura e pressão. Mas o simples fato de o líder nas pesquisas estar preso e o segundo colocado ser de um nanopartido mostra que esta campanha será tudo, menos travada segundo o cânone clássico.

A receita de Alckmin para a vida saudável parece ser pouco para alavancá-lo.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


20/05


2018

PT vai à briga se TSE vetar candidatura de Lula

Petistas preparam campanha contra TSE se tribunal barrar candidatura de Lula

Daniela Lima – Folha de S.Paulo

Diante das informações de que ministros do TSE buscam uma forma de rejeitar a inscrição de Lula na corrida presidencial de ofício, sem dar margem para discussão, a direção do PT começou a levantar casos de candidatos que disputaram eleições com registros indeferidos e depois, escolhidos pelo voto, reverteram a inelegibilidade.

O estudo, conduzido pelo advogado Luiz Fernando Pereira, usa dados a partir de 2002 e vai sustentar a ofensiva retórica do partido nas ruas e nos tribunais.

PT sabe que será difícil encontrar apoio à causa, especialmente porque o ministro Luiz Fux, que estará no comando do Tribunal Superior Eleitoral em agosto, quando haverá o registro de candidaturas, já deu declarações que indicam posição contrária à inscrição de Lula.

Pereira sustenta tese segundo a qual o que existe hoje em relação ao ex-presidente é uma inelegibilidade provisória.

Com base no material colhido pelo advogado, o partido produzirá campanhas com o mote “Lula será exceção à regra?”.

Já o documento “Encontro com o Futuro”, que o MDB apresentará na terça (22), dedica capítulo ao Nordeste. O texto destacará propostas de valorização da economia e de políticas sociais para a região.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


20/05


2018

MDB explora era Dilma para defender Temer

Em tratado eleitoral, sigla cita risco de retrocesso, defende reformas e lembra que a petista foi popular até seu legado implodir

Daniela Lima – Folha de S.Paulo

Com sua gestão rejeitada pela maioria da população, o MDB decidiu desenterrar os esqueletos do governo Dilma Rousseff (PT) no documento em que faz um balanço da presidência de Michel Temer e apresenta suas diretrizes para o debate eleitoral, num aceno à pré-candidatura de Henrique Meirelles.

Intitulada Encontro com o Futuro, a nova carta-compromisso da sigla defende o impopular legado do emedebista e aponta a continuidade de sua agenda como caminho para evitar um retrocesso.

"A opção para os eleitores pode ser radicalmente simplificada: continuar políticas que deram certo e que estão impulsionando a recuperação da economia, ou voltar às que causaram recessão, desemprego, inflação e aumento da pobreza", diz o texto a que a Folha teve acesso.

"Este tem que ser o cerne do debate eleitoral. Quem fugir dele estará claramente procurando enganar a população."

Elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães, o Encontro gasta metade das 48 páginas intercalando diagnósticos sobre o cenário pré-impeachment com resultados dos 20 meses de governo Temer.

Há ainda linhas gerais de propostas para diversas áreas. "Em 2016, no auge da crise econômica, 24,8 milhões de brasileiros estavam vivendo em situação de pobreza extrema, (...) quase 9 milhões de novos pobres, aumento de 53% em comparação com 2014."

Em outro trecho, o partido explora dados negativos no mercado de trabalho. "Em 2015, 1.543.000 brasileiros perderam o emprego e, em 2016, 1.326.000 postos de trabalho foram eliminados."

O MDB admite que não conseguiu reverter o quadro por completo, mas relativiza: "Em 2017, mesmo com o início da retomada da atividade econômica, o saldo ainda permaneceu negativo. Só que, desta vez, por muito pouco: perdemos 21.000 empregos".

O partido de Temer diz que começou a trabalhar em 2016, após o afastamento de Dilma, sobre destroços. A sigla compara o cenário pré-eleitoral de hoje ao que antecedeu o impeachment, quando apresentou o Ponte para o Futuro, um tratado direcionado ao mercado e ao Congresso que selou a ofensiva para apear a petista.

"Nosso dever agora é o mesmo que nos levou a agir a partir do final de 2015 (...). É o de esclarecer, advertir e convencer. É o de lembrar a situação que encontramos (...) e o caminho longo e difícil que ainda temos pela frente".

O novo texto tangencia temas como o combate à corrupção e a altíssima impopularidade de Temer.

Recorrendo novamente à gestão de Dilma, diz que "não podemos nunca nos esquecer que o governo que provocou a crise foi durante quase todo o tempo aprovado pela maioria, e que o que corrigiu aqueles erros, com resultados inequívocos, é reprovado".

Toda a cúpula do partido é alvo de acusações na Justiça, mas o documento não traz mea culpa. Só defende a continuidade das investigações.

O Encontro será apresentado pelo MDB na terça (22). Aliados de Temer dizem que as indicações de que investidores estão inquietos com a imprevisibilidade da eleição deram impulso para o presidente ser pressionado a abandonar o figurino de candidato e abrir caminho a Meirelles.

O texto apresenta a reforma da Previdência e o que chama de reforma do serviço público como medidas imprescindíveis à ampliação de investimentos no combate à pobreza, na saúde e na educação.

Sem cortar privilégios, enfatiza, não será possível gastar mais com o social.

O fracasso das negociações com o Congresso pela aprovação de mudanças nas regras de aposentadoria é colocado, de maneira velada, na conta de Rodrigo Janot e da delação da JBS. "A oportunidade [de aprovar a reforma] se perdeu pelo oportunismo de iniciativas no campo judicial, que desviaram, talvez propositadamente, a atenção."

A continuidade de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, é defendida. Sem eles, diz o texto, "nossos níveis de pobreza e de miséria teriam alcançado escala insuportável". O MDB prega, porém, a integração de todos os benefícios em um cadastro único.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

marcos

Vejam o carinho de Dilma Jumenta e Temer.

marcos

PT e Temer, sempre Juntos.



20/05


2018

R$ 5 milhões de caixa 2 para campanha de Alckmin

Promotoria apura suposto caixa 2 de concessionária para campanha de Alckmin

Segundo executivos da CCR, cunhado intermediou doação ilícita de R$ 5 milhões para tucano, que nega

Mario Cesar Carvalho – Folha de S.Paulo

A CCR, maior concessionária de estradas do país e quinta do mundo, deu cerca de R$ 5 milhões para o caixa dois da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) em 2010, segundo relatos feitos por representantes da empresa ao Ministério Público de São Paulo. O dinheiro teria sido entregue ao cunhado de Alckmin, o empresário Adhemar Ribeiro, segundo a narrativa feita à Promotoria, e não consta da prestação de contas. É a segunda vez que o cunhado é associado a arrecadações ilegais de campanha. A Odebrecht relatou em acordo de delação ter entregue R$ 10,7 milhões a ele, também na campanha de 2010.

A CCR não pode fazer doações eleitorais por ser concessionária de serviços públicos, como estradas, metrô e barcas. Já era esse o entendimento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) à época da doação, em 2010. Três anos depois esse veto virou lei na minirreforma política.

A empresa tem a concessão de algumas das principais rodovias paulistas, como o complexo Anhanguera-Bandeirantes e trechos da rodovia Castello Branco e da Raposo Tavares.

A concessionária resultou da associação de empresas que já confessaram práticas de corrupção e formação de cartel: a Andrade Gutierrez e a Camargo Corrêa, cada uma com 14,86% das ações. 

Nos relatos reunidos pelo promotor José Carlos Blat, a CCR aparece como doadora de R$ 23 milhões para três políticos tucanos de SP entre 2009 e 2012: além de Alckmin, são citados o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e o senador José Serra. Os valores que teriam sido entregues a Serra e Aloysio ainda não foram apurados.

Alckmin e Aloysio negam ter recebido esses valores; Serra não se manifestou.

A cifra de R$ 23 milhões é uma estimativa inicial. O valor exato está sendo investigado por um comitê independente constituído pela CCR.

O ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, apontado pela força-tarefa da Lava Jato em São Paulo como operador do PSDB, é citado como o responsável pela arrecadação para Aloysio. Já o empresário Márcio Fortes é acusado de ter feito a operação para Serra.

A CCR apareceu na Lava Jato em fevereiro deste ano, quando parte da delação do empresário Adir Assad, acusado de lavagem de dinheiro, foi revelada pelo jornal “O Globo”. Num dos depoimentos, ele narrou que suas empresas de fachada e outras verdadeiras haviam recebido R$ 46 milhões da CCR.

Nos relatos apresentados ao Ministério Público, metade desse valor foi distribuído aos três tucanos.
Assad, que já promoveu os show das cantoras Beyoncé e Amy Winehouse (1983-2011) no Brasil e hoje está preso em Curitiba, era especialista em fornecer notas sem prestar qualquer tipo de serviços.
 O dinheiro entregue a ele servia para pagar propina ou fazer contribuições eleitorais via caixa dois. Só na Lava Jato ele é acusado de ter lavado R$ 1,2 bilhão. 

Leia reportagem na íntegra clicando aí ao lado: Promotoria apura suposto caixa 2 de concessionária para campanha de Alckmin


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

marcos

Ninguém confia mais tudo Fake news Mortadela.

Quentura

Arick Wierson, ex-estrategista de Bloomberg, diz que Lula fala a língua do povo. Isso incomoda os direitistas



20/05


2018

Novo pacote anticorrupção: mudar indicações para STF

Josias de Souza

Durante a campanha eleitoral de 2018, os candidatos a senador e deputado federal serão convidados a apoiar um ambicioso pacote de medidas anticorrupção. Foi elaborado sob a coordenação da Fundação Getúlio Vargas e da Transparência Internacional. Conta com a simpatia da Lava Jato. Inclui mais de 80 propostas. Uma delas sugere ajustes na sistemática de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Pelo novo formato, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes não teriam chegado à Suprema Corte.

Para assegurar a “independência” dos magistrados do Supremo, o pacote sugere que seja “vedada a indicação de quem tenha, nos quatro anos anteriores, ocupado mandato eletivo federal ou cargo de procurador-geral da República, advogado-geral da União ou ministro de Estado.” Gilmar foi indicado por Fernando Henrique Cardoso, sob polêmica, em abril 2002. Era advogado-Geral da União. Toffoli ocupava o mesmo cargo quando Lula o indicou para o Supremo, também sob críticas, em setembro de 2009. Premiado com a indicação em fevereiro de 2017, Moraes era ministro da Justiça de Michel Temer.

A escolha dos ministros do Supremo continuaria sendo feita pelo presidente. Mas o processo de seleção seria realizado sob a luz do Sol. A partir da abertura de uma vaga na Corte, o inquilino do Planalto teria 15 dias para divulgar uma lista com cinco nomes cogitados para o cargo. Os candidatos seriam virados do avesso num debate público que duraria 30 dias. Só então o presidente submeteria o nome do seu predileto ao crivo do Senado, que continuaria dando a palavra final, podendo avalizar ou rejeitar a escolha.

Elaborado durante um ano, o novo pacote traz as digitais de quase uma centena de especialistas. É uma versão melhorada e turbinada das “Dez Medidas” anticorrupção formuladas em 2016 pelo Ministério Público Federal e enviadas ao Congresso como projeto de iniciativa popular. Desfiguradas na Câmara, as propostas viraram lixo.

Agora, deseja-se aproveitar a temporada eleitoral para obter dos candidatos ao Legislativo o compromisso de debater, aperfeiçoar e votar as propostas em 2019. A ideia é mobilizar a sociedade, estimulando o eleitor a dar o seu voto apenas aos candidatos que apoiarem o pacote, mesmo que façam restrição a uma ou outra proposição.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


20/05


2018

Primeira presidenciável não votará em mulher em 2018

Pioneira na disputa ao Planalto em 1989, advogada diz não ver opção feminina que a represente

Laís Alegretti – Folha de S.Paulo

O ano era 1989. Entre 21 candidatos homens, surgia a primeira mulher a concorrer à Presidência no Brasil. Quase três décadas depois e prestes a completar 70 anos, a advogada Lívia Maria Pio de Abreu diz que prefere eleger mulheres, mas não encontra hoje uma candidata ao Palácio do Planalto que a represente.

Ela se define como uma mulher que não é feminista e com ideologia política de centro. Depois do voto nela mesma, nunca mais escolheu uma mulher para a Presidência. “Ainda não apareceu uma candidata com proposta agregadora e programa desenvolvimentista”, justifica.

As duas pré-candidatas de 2018 não a agradam. Marina Silva (Rede), diz, é um “puxadinho do PT”. E Manuela D’Ávila (PC do B)? “Não voto por causa do partido. Chega de socialismo neste país.”

Apesar de ponderar que as candidaturas não estão definidas, ela declara apoio a Guilherme Afif Domingos (PSD). Se ele não concorrer, diz que escolherá Henrique Meirelles (MDB) e, no segundo turno, Jair Bolsonaro (PSL).

Para a cientista política e professora da UnB (Universidade de Brasília) Flávia Biroli, a falta de mulheres na política —que Lívia destaca— é mais evidente nos partidos de centro e de direita. A explicação está na relação das legendas com as bases.

“A esquerda é mais próxima de movimentos sociais. Como as mulheres sempre atuaram politicamente na base, mas não conseguem furar a barreira do partido, a esquerda tem mais mulheres atuando, com entrada pelo lado de intelectuais e sindicatos”, diz.

Lívia Maria concorreu em 1989 pelo PN (Partido Nacionalista) e, na TV, iniciava suas falas evocando “mulheres do Brasil”. Os 180 mil votos que recebeu a deixaram em 17º no primeiro turno, à frente de cinco candidatos —entre eles, Fernando Gabeira.

A escolha de seu nome para concorrer pelo partido que ajudara a promover foi uma surpresa durante reunião em Brasília, segundo Lívia Maria. “Sabia que eu não ia ganhar, mas aceitei o desafio.”

Na convivência com militares que atuavam no partido, ela diz que todos defendiam o “nacionalismo”, mas de forma diferente. “Eles eram meio Hitler, meio centralizadores. Eu era mais expansiva.”

A advogada conta que teve liberdade para fazer o plano de governo —do qual guarda cópias até hoje—, mas não recebeu recursos suficientes para realizar uma campanha que não fosse amadora, na definição dela. “Os militares me apoiaram muito, mas não me deram dinheiro.”

A cota de 30% de candidatas nas coligações é necessária, segundo Lívia Maria, porque “os caciques não deixavam as mulheres serem candidatas”. 

Mas não é suficiente. “Não adianta sair catando [mulher] igual graveto na última hora.”

A professora Flávia Biroli aponta a falta de recursos para candidaturas femininas como grande problema em todas as legendas. Deve ter efeito positivo, segundo ela, a recente decisão do Supremo Tribunal Federal de fixar piso de 30% do fundo partidário para campanhas de mulheres.

Desde 2013, Lívia Maria tenta juntar assinaturas para criar o Partido do Brasil Forte, inspirado em ideias da Escola Superior de Guerra, das Forças Armadas. 

O manifesto a sigla fala em “restaurar os valores maiores da nacionalidade”, defende o voto facultativo, a “valorização e proteção da família” e “ampliação e defesa dos direitos e deveres da mulher”.

Em todas as eleições realizadas após 1989, seis mulheres se candidataram ao Planalto.

Ao ouvir o nome de Dilma Rousseff (PT), primeira mulher a presidir o país, Lívia Maria afirma: “Não votei na Dilma”. Diz que a ex-presidente é radical e intempestiva e que “o impeachment não foi por ela ser mulher”.

Questionada se o machismo persiste no país, Lívia Maria não pensa duas vezes: “Você não sente, não?”


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


20/05


2018

Temer: ‘Precisamos de um único nome de centro’

Josias de Souza

“Eu penso que todos os candidatos tinham de abrir mão para firmar um pacto em torno de um só candidato”, disse Michel Temer, em defesa da unificação das forças políticas ditas de “centro”. Para ele, o candidato a ser patrocinado por esse bloco de partidos pode inclusive ser um nome novo, diferente dos que se apresentam como pré-candidatos.

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Temer repetiu que ainda está ''meditando'' sobre sua hipotética candidatura à reeleição. Reconheceu uma obviedade realçada nas pesquisas: quem reúne mais força eleitoral, por ora, é Jair Bolsonaro, seguido de Marina Silva e Ciro Gomes. “Isso significa que precisamos ter um único candidato de centro”, emendou.

Temer parece convencido de que o número de candidatos vai cair: “Acho que o afunilamento se dará no fim de junho, começo de julho. Hoje todos os candidatos percebem que há um grande vácuo, então, todos querem e acham que podem chegar lá.”

Na visão de Temer, o ideal seria que a disputa fosse esquematicamente dividida entre três campos políticos. “Seria extremamente útil que tivéssemos um candidato de extrema esquerda, extrema direita e de centro. O eleitor vai escolher em face dos projetos. Agora, se no chamado centro tivermos oito, nove candidatos, ninguém vai chegar lá.”


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

marcos

Fake News Mortadela.

Quentura

Arick Wierson, ex-estrategista de Bloomberg, diz que Lula fala a língua do povo. Isso incomoda os direitistas


Coluna do Blog
TV - Blog do Magno
Programa Frente a Frente

Aplicativo

Destaques

Publicidade

Opinião

Publicidade

Parceiros
Publicidade
Apoiadores