Versão Agreste Central

23/05


2017

Temer evita aliados discutindo nomes para seu lugar

Helena Chagas - Blog Os Divergentes

Não se derruba um presidente da República sem que as forças políticas tenham se acertado antes em torno de quem vai ficar em seu lugar – quem e para fazer o quê. É justamente essa articulação, que os políticos da base governistas começam a fazer pelos cantos, mas de forma ainda incipiente, que o presidente Michel Temer quer evitar. Sabe que, quando houver um consenso mínimo em torno de um nome para ser eleito indiretamente pelo Congresso, está perdido.

A sorte de Michel, por enquanto, é que isso ainda não aconteceu. Mas até quando? O Planalto melou, por exemplo, a reunião que estava marcada para este domingo à tarde entre as cúpulas do PSDB, comandado agora por Tasso Jereissati, e do DEM, por José Agripino. Constrangeu os dois convidando-os para o encontro à noite no Alvorada. Da mesma forma, tentou carimbar como aliados outros parlamentares da base que, em outras reuniões para discutir o futuro com seus pares, poderiam passar como conspiradores.

A estratégia de Michel é segurar a possível debandada até quarta-feira, dia em que o STF julgará seu pedido de suspensão do inquérito recém-aberto no STF. Até lá, haverá pressão máxima também sobre os ministros para reunir os seis votos necessários para isso. E até lá os tucanos, os democratas e outros aliados vão manter a compostura e evitar vazamentos públicos da discussão de nomes.

Apesar dos cuidados redobrados dos aliados para não ferir Temer, é evidente que a discussão corre solta nos bastidores, e os personagens mais citados têm sido Carmem Lucia, Rodrigo Maia, Tasso Jereissati, Henrique Meirelles e Nelson Jobim, cada um com seus prós e contras.

Como quem vai votar são os parlamentares, muita gente acha que a presidente do STF tem pouca chance. Nessa linha, cresce Rodrigo Maia, mas ele pode ser abatido por estar sendo investigado na Lava Jato. Tasso tem o respeito geral, mas como tucano pode não unir o PMDB, cuja perda será grande. Meirelles é o sonho de consumo das forças que querem sinalizar a manutenção da agenda econômica. Mas até pouco tempo atrás trabalhava no grupo J&F. Resta o peemedebista e ex-integrante das cúpulas dos três poderes Nélson Jobim. Ele pode ser o cara.


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Versão Sertão do Araripe

23/05


2017

Aliados dão corda e Temer se enforca sozinho

Josias de Souza

Michel Temer não precisa mais de acusadores. O presidente se tornou um caso raro de autoincriminação. Ele se complica cada vez que tenta se defender. Espremendo-se tudo o que disse em pronunciamentos e entrevistas, Temer produziu as seguintes evidências contra si mesmo: admitiu o diálogo com Joesley Batista, que ele próprio diz ser um empresário desqualificado. Validou trechos vexatórios da conversa gravada pelo pilantra. Entre eles o pedaço do áudio que trata de Eduardo Cunha e da compra de um procurador e de juízes. Temer confirmou ter indicado como seu interlocutor um deputado que depois seria filmado recebendo mala de propina: R$ 500 mil.

Temer também declarou que recebeu o delator Joesley por “ingenuidade”. Afirmou que “não sabia” que o amigo era investigado. Disse que o ex-assessor pilhado com a mala de R$ 500 mil tem “boa índole, muito boa índole”. Já que não pode mais realizar os seus sonhos, Temer tenta pelo menos impedir a realização do pesadelo do surgimento de um novo delator.

Por tudo isso, Temer tornou-se um presidente precário. Até a semana passada, sua prioridade era salvar o país, aprovando reformas no Congresso. Hoje, seu objetivo estratégico é salvar o próprio pescoço. Enquanto tenta desqualificar no STF a delação do corrupto que recebeu com toda fidalguia, Temer pede aos aliados que retomem as votações no Congresso. Os partidos dão corda ao presidente. E vão esboçando um Plano B à medida em que ele se enforca.


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Versão Agreste Central

23/05


2017

Voz de FHC será decisiva para PSDB descer do muro

Incertezas sobre eventual sucessão de Temer paralisam tucanos

Blog do Kennedy

Na crise mais grave do governo Temer, o PSDB mantém a tradição de ficar em cima do muro. Quando Fernando Collor de Mello caiu em 1992, já havia um movimento em direção a Itamar Franco. Na queda de Dilma Rousseff no ano passado, já estava claro que o poder migraria para Michel Temer.

Agora, há dúvida sobre a realização de eleição direta ou indireta no caso de queda de Temer. Tampouco há clareza sobre quem poderia ser candidato num caso ou noutro.

Em resumo, se aparecer um nome que reúna apoio político relevante, os tucanos poderão desembarcar. A voz mais forte para essa decisão será a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.


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Versão Sertão do Pajeú

23/05


2017

Dez medidas contra a corrupção?

Carlos Brickmann

Lembra do procurador da República Ângelo Goulart Vilela, que falou na Câmara sobre as virtudes das Dez Medidas Contra a Corrupção, propostas pelo Ministério Público Federal? Foi preso no dia 18, por suspeita de passar a Joesley Batista, do JBS, informações a respeito da investigação sobre ele

Temer pode se sentir fragilizado, ou ser abandonado por seus colegas de Governo, e renunciar. Mas há um problema: perde o foro privilegiado e fica exposto ao juiz Sérgio Moro. Ou o TSE pode cassar o registro da chapa Dilma-Temer, por abuso de poder econômico e político. Nos dois casos, como não há vice, o Congresso tem 30 dias para eleger indiretamente o substituto. Nesse prazo, assumiria o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; ou, em sua ausência, o presidente do Senado, Eunício Oliveira.

Ambos, porém, têm problemas no Supremo, e podem ser impedidos de assumir. Assumiria então a presidente do Supremo, Carmen Lúcia. Temer também pode sair por impeachment, mas isso levaria praticamente um ano: o eleito governaria por seis meses, ou pouco mais. A ideia da eleição direta é inviável: aprovar uma emenda à Constituição, realizar a campanha e finalmente colher os votos é muita coisa para o prazo disponível.

 


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22/05


2017

Sítio de Atibaia: MPF leva nova denuncia contra Lula

A força-tarefa da Operação Lava Jato ofereceu nova denúncia à Justiça Federal contra o ex-presidente Lula, desta vez no caso do sítio em Atibaia, interior de São Paulo. A defesa sempre negou as acusações e sustentou que Lula não é dono do sítio.

A denúncia do Ministério Público Federal atribui a Lula "propina para o seu benefício próprio consistente em obras e benfeitorias relativas ao sítio de Atibaia, custeadas ocultamente pelas empresas Schahin, Odebrecht e OAS".

Para o MP, Lula é o responsável por "estruturar, orientar e comandar esquema ilícito de pagamento de propina em benefício de partidos políticos, políticos e funcionários públicos com a nomeação, enquanto presidente da República, de diretores da Petrobrás orientados para a prática de crimes em benefício das empreiteiras Odebrecht e OAS".

Lula é denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro. Além do ex-presidente, também foram denunciados outros 12 investigados. Em nota, a defesa do ex-presidente afirmou que "a nova acusação contra Lula é frívola e fruto de tese política


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Flamac - 2

22/05


2017

Renan pede que Temer facilite sua saída do governo

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), defendeu nesta segunda-feira (22) que o presidente Michel Temer "facilite a saída dele" para acalmar a crise política.

O senador divulgou um vídeo criticando a iniciativa da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), de pedir o impeachment de Temer, e disse estar convicto de que o presidente "compreenderá seu papel e ajudará na construção de uma saída".

Procurado sobre o conteúdo do vídeo, o senador esclareceu que, por uma saída, defende que o próprio presidente da República "facilite" sua saída.

Para o peemedebista, um novo processo de impeachment pioraria o cenário atual. "O impeachment, como vocês sabem, não traz consigo uma solução para a crise. Pior, pode agravá-la. Falo isso com a responsabilidade de quem conduziu o processo anterior", disse.

Ainda no vídeo, o senador defendeu que sejam realizadas em 2018, junto às eleições, uma "Assembleia Nacional Constituinte".

Um interlocutor disse à reportagem que o senador passou o dia conversando com aliados sobre as possíveis saídas para o país. Aos que o procuraram, Renan teria dito que defende a saída imediata de Temer "seja pelo TSE, seja por renúncia negociada". 


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FMO

22/05


2017

Janot pede ao STF reconsiderar pedido de prisão de Aécio

 
A PGR (Procuradoria Geral da República) recorreu, nesta segunda-feira (22), da decisão do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que indeferiu a prisão preventiva do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), delatados pela JBS. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede a reconsideração da decisão de Fachin e, em caso de negativa, que o recurso seja levado com urgência ao plenário do STF.

 

 

 

 

Segundo Janot, as gravações ambientais e grampos telefônicos decorrentes da delação premiada de executivos do grupo J&F, que controla a JBS, demonstraram que os parlamentares "vêm adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato".

De acordo com a PGR, Aécio e Loures só não foram presos em flagrante no momento do recebimento das parcelas da propina para que outras provas fossem coletadas posteriormente.

Janot afirma no recurso que os políticos são pessoas "poderosas e influentes", cuja liberdade "pode levar ao uso espúrio do poder político".

Ao negar o pedido de prisão, Fachin impôs medidas cautelares ao senador e ao deputado, como suspensão das funções parlamentares "ou de qualquer outra função pública", além de proibição de contatar outro investigado e de sair do país. 

 

 

 

 


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Mobi Brasil 3

22/05


2017

Janot volta a pedir prisão preventiva de Aécio ao STF

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que reconsidere sua decisão tomada monocraticamente na semana passada e determine as prisões preventivas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

A solicitação de Janot foi feita por meio de agravo regimental. Assim, caso Fachin não volte atrás, os pedidos de prisão devem ser apreciados pelo plenário do STF. Aécio e Rocha Loures estão afastados de seus mandatos parlamentares por ordem de Fachin. Figuras centrais das delações premiadas dos executivos da JBS, o tucano e o peemedebista foram os principais alvos da Operação Patmos, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira da semana passada.

Encarregado pelo presidente Michel Temer de encaminhar os interesses da empresa dos irmãos Batista no governo, o deputado foi filmado pela Polícia Federal coletando uma mala com 500.000 reais em dinheiro vivo uma pizzaria em São Paulo, entregue pelo diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud, um dos delatores.

O senador foi gravado pelo dono da JBS, Joesley Batista, em uma conversa em que pede 2 milhões de reais que supostamente seriam destinados ao pagamento de honorários de seu advogado, Alberto Zacharias Toron, na Operação Lava Jato. O senador atribuiu a um primo seu, Frederico Pacheco de Medeiros, a tarefa de pegar o dinheiro.

Fred, como é chamado, recebeu o valor fracionado em quatro parcelas de 500.000. “Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança”, sugeriu Joesley ao tucano. “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu.

Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”, respondeu Aécio. A PF filmou três das entregas de dinheiro na sede da empresa, na capital paulista, também feitas por Saud. O primo do senador foi preso na Patmos, assim como a irmã e assessora do tucano, Andréa Neves.


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Banner - Hapvida

22/05


2017

Geraldo assina reforma do Centro Esportivo Santos Dumont

O Centro Esportivo Santos Dumont, localizado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, vai receber uma grande intervenção que irá fortalecer a prática esportiva na cidade. Na tarde desta segunda-feira (22), o prefeito Geraldo Julio participou da solenidade que anunciou a reforma do local, juntamente com o governador do Estado, Paulo Câmara e com o secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras. O equipamento, que não passava por uma grande intervenção há mais de 40 anos, vai ter sua estrutura completamente requalificada.

"Um equipamento muito importante, uma obra marcante e histórica. Com toda certeza vão passar por lá vários jovens para fazer não só o esporte educacional e de lazer, mas também o esporte de rendimento, que cria jovens atletas de sucesso, que viram referência. A reforma desse centro abre uma janela para uma oportunidade de uma vida melhor para os jovens não só do Recife mas de todo Pernambuco. O governo de Pernambuco está de parabéns pela iniciativa que vai abrir um leque de oportunidades para os jovens da nossa cidade", destacou o gestor municipal.

A previsão é de que as obras, que começam já nesta terça-feira (23), estendam-se pelo prazo de 18 meses. O Centro passará por uma reforma completa que inclui implantação de parque aquático com piscina olímpica, de aquecimento e piscina de saltos; centro de esportes de praia (vôlei de praia, beach tennis, beach soccer, futevôlei e handbeach), campo de futebol 7 (society), quadra de tênis, pista de skate, academia ao ar livre, ginásio poliesportivo, arquibancada para a pista de atletismo, área para artes marciais, área para ginástica e dança, além de pista para caminhada e pista de atletismo (que já existe).

De acordo com o governador, a obra vai permitir o desenvolvimento de outros jovens talentosos da cidade. "Vamos com essas obras garantir a requalificação do espaço, criando um equipamento esportivo que realmente possa garantir e incentivar nossos atletas e ser ponto de referência do Recife para o Brasil e para o mundo. Queremos incentivar cada vez mais a prática esportiva aqui e estamos trabalhando forte para isso", garantiu Paulo Câmara.


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Asfaltos

22/05


2017

Sertânia comemora 144 anos de Emancipação

Distante 316 km do Recife, Sertânia, no Sertão do Moxotó, celebra 144 anos de Emancipação Política nesta quarta-feira, dia 24. As comemorações, no entanto, já começaram desde a semana passada com a realização da I Jornada Cultural entre os dias 17 e 20 deste mês. A ação em parceria com o Serviço Social do Comércio, o Sesc, foi um sucesso e conseguiu reunir o maior público em evento já realizado pela instituição no município, segundo a organização.

Nesta terça-feira (23), véspera do aniversário, a cidade recebe novos shows. Agora, com o poeta do Sertão Nico Batista e Luan Douglas e Vilões do Forró, a partir das 22h. Esse último artista ficou conhecido nacionalmente pela participação no programa global The Voice Brasil.

Na quarta (24), o Governo Municipal realiza a inauguração de obras de calçamento da rua Luiz Almeida Sales e travessa de mesmo nome, a partir das 16h. E após a realização de missa, às 19h, na Igreja Matriz da Imaculada Conceição, haverá a cerimônia tradicional do corte do bolo com a presença do prefeito, Ângelo Ferreira, e da Banda Filarmônica Municipal Antônio Josué de Lima, de Sumé, na Paraíba.


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Supranor 1

22/05


2017

Moro homologa acordo de leniência da Odebrecht

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos em primeira instância na Operação Lava Jato, homologou hoje os acordos de leniência da Odebrecht. A empresa se comprometeu, em acordo feito com o Ministério Público brasileiro, em dezembro do ano passado, a revelar e cessar fatos ilícitos praticados na Petrobras e em outras esferas de poder, envolvendo agentes políticos de governos federal, estaduais, municipais e estrangeiros.

Além da revelação dos fatos, objetivo central da leniência segundo o MPF, os acordos permitem a preservação das empresas e a continuidade de suas atividades, inclusive para gerar valores necessários à reparação dos ilícitos.

"(...) apesar de todos os crimes corporativos do Grupo Odebrecht, o acordo de leniência inaugura um novo tempo para ele, o que deve ser respeitado pelas partes, pelo Juízo e pelo Poder Público em geral, inclusive pelas demais entidades públicas habilitadas a celebrar acordos de leniência", pontuou Moro.

A Odebrecht pagará multa de R$ 3,82 bilhões às autoridades do Brasil, Estados Unidos e Suíça. A empreiteira informou que o valor será pago ao longo de 23 anos e a soma das parcelas será reajustada de acordo com a taxa Selic.

O Brasil ficará com R$ 3 bilhões do valor total. O restante ficará com EUA e Suíça, conforme acordos firmados entre os países e a empreitera. A primeira parcela do pagamento vence já em 30 de junho deste ano.

Segundo Moro, da parte do Brasil, 97,5% do valor recebido será destinado ao ressarcimento dos danos decorrentes dos crimes a fim de compensar as entidades públicas lesadas e 2,5% será destinado, a título de perda de valores, para os fins previstos no acordo.
O Grupo Odebrecht afirmou que não vai comentar a homologação.


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ArcoVerde

22/05


2017

Valor de mercado da JBS cai pela metade

Emendando duas grandes crises - operação Carne Fraca e as delações de Joesley e Wesley Batista -, a JBS já perdeu R$ 16,3 bilhões em valor de mercado em cerca de dois meses. Da véspera da operação da Polícia Federal, em 16 de março, até o fechamento do mercado nesta segunda-feira (22), o valor de mercado da empresa passou de R$ 32,6 bilhões para R$ 16,3 bilhões. Os dados são da Economatica.

Nesta segunda, a ação da JBS liderou as quedas na Bovespa, caindo 31,34%, a R$ 5,98. Desde a eclosão da crise política envolvendo as delações dos dirigentes da empresa e o presidente da República, Michel Temer, a empresa já perdeu R$ 9,6 bilhões em valor de mercado, ainda de acordo com dados da Economatica. No ano, as perdas acumuladas da empresa batem R$ 14,7 bilhões.

A queda dos papéis da JBS reflete uma série de notícias envolvendo a empresa, como o impasse entre as negociações do acordo de leniência. O impasse teve início na última quarta-feira (17), repercutindo a notícia publicada no jornal O Globo de que o dono da empresa JBS gravou o presidente da república, Michel Temer, dando aval para comprar silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Além disso, as delações dos executivos da empresa incluíam uma série de irregularidades.

A empresa recusou na sexta-feira a proposta do Ministério Público que previa uma multa de R$ 11 bilhões. As negociações para fechar o acordo foram retomadas nesta semana e o valor da multa ainda é incerto, o que preocupa o mercado, segundo a Reuters.

Um analista do mercado financeiro disse à agência que o cenário também dificulta a realização de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da subsidiária JBS Foods International nos Estados Unidos, o que pressiona para baixo o valor do papel da empresa. Na quinta-feira, a empresa reiterou que trabalhos para o IPO prosseguiam.

Nesta segunda-feira, a agência de risco Moody's cortou a nota de crédito da empresa e de sua subsidiária nos Estados Unidos. A nota da JBS foi reduzida para 'Ba3' ante 'Ba2', enquanto a dívida garantida da JBS USA teve a nota cortada para 'Ba2' ante 'Ba1. Com a avaliação pior, a empresa deve pagar taxas maiores para contratar empréstimos.

Antes disso, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) confirmou na noite de sexta-feira que abriu cinco processos administrativos contra a empresa na quinta e sexta-feira passadas para investigar supostas irregularidades como o uso de informações privilegiadas em negociações de dólar futuro e ações.

A ação da JBS é a 20ª na lista das maiores participações do Ibovespa, com peso de 1,3% na composição do índice.

 


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22/05


2017

“Tenho dois patrimônios: a minha família e o meu nome”

O governador Paulo Câmara reagiu hoje com indignação às insinuações feitas, em delação premiada, pelo executivo da empresa JBS Ricardo Saud. “Quero dizer que estou indignado, mas não vou baixar a cabeça. Eu tenho o compromisso de trabalhar por Pernambuco e vou continuar trabalhando. Sou servidor público. Vivo do meu salário e só tenho dois patrimônios: a minha família e meu nome. E ninguém vai manchá-los”, declarou Paulo Câmara, durante cerimônia no Palácio do Campo das Princesas.

“Quero também aproveitar essa oportunidade de estarmos aqui hoje, numa plateia tão qualificada, com tanta gente, tantos amigos e amigas que estou vendo aqui para, também, dar uma explicação. Na verdade, dar uma satisfação. Dizer o que é preciso ser dito a cada pernambucana e a cada pernambucano diante dos fatos que a gente tem ouvido falar desde a última sexta-feira. A minha campanha eleitoral de 2014 não recebeu recursos da empresa JBS. Quero dizer isso porque nem minha campanha, nem o PSB estadual recebeu nenhum centavo desta empresa. As doações que a JBS fez foram ao PSB nacional, que registrou. Está tudo registrado nas doações do PSB nacional”, discursou Paulo. E acrescentou: “Essa própria pessoa que está fazendo a delação foi muito textual ao dizer que a doação ao PSB nacional ocorreu sem nenhuma contrapartida e sem nenhum benefício”.


O governador Paulo Câmara lembrou que na Petição 7.003 do Ministério Público Federal, assinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que trata da delação premiada da JBS,  não há menção ao nome dele, nem do prefeito Geraldo Julio e nem do ex-governador Eduardo Campos. A petição foi acolhida pelo relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.


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bm4 Marketing 8

22/05


2017

Gravação é imprestável, diz perito contratado por Temer

Contratado pelos advogados do presidente Michel Temer, o perito Ricardo Molina afirmou nesta segunda-feira (22) que a gravação de uma conversa entre Temer e o dono da JBS Joesley Batista, de março deste ano, é "imprestável" como prova numa investigação e não seria aceita em uma "situação normal".

Com base na gravação e em informações prestadas por Joesley e o irmão Wesley Batista, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin autorizou a abertura de inquérito para investigar Temer pelos crimes de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.

As delações dos empresários já foram homologadas por Fachin e, como provas, eles entregaram ao Ministério Público Federal documentos, gravações, fotos e vídeos.

Para Ricardo Molina, há "inúmeras descontinuidades, mascaramentos por ruído, longos trechos ininteligíveis ou de inteligibilidade duvidosa" na gravação relacionada ao presidente Temer.

"Ela [gravação] deveria ter sido considerada imprestável desde o primeiro momento. E assim o seria, se aparecesse no bojo de um caso sem as conotações políticas que aqui prevaleceram", afirmou o perito em entrevista ao lado de advogados de Temer.
Em um determinado momento da entrevista, Molina fez, ainda, uma comparação. Disse que quando um consumidor vai ao supermercado e encontra uma peça de carne com um pedaço podre, descarta toda a peça e não retira apenas o pedaço contaminado.

Molina também questionou a transcrição da Procuradoria Geral da República (PGR) de um dos trechos mais comprometedores sobre Temer, no qual Joesley teria dito ao presidente "todo mês", numa possível referência ao pagamento de propina ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Para o perito, o empresário disse "tô no meio". "Não falou a palavra mês, porque procurei a palavra mês de outras vezes em que o Joesley falou. Não tem 's' nenhum [no final], é 'tô no meio', é isso que ele fala, não tem 'todo mês'", disse Molina.

O perito também questionou outro dos principais trechos, nos quais Temer disse "tem que manter isso, viu?", numa suposta referência à ajuda de Joesley a Cunha.

Molina disse que, num intervalo de 17 segundos do diálogo, neste momento, a equipe dele identificou ao menos 5 pontos de "possível edição", com cortes na gravação.

"Descontinuidades não ocorrem de modo previsível. Acontece de vez em quando sem nenhuma explicação", afirmou o perito. 


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22/05


2017

Oposição cobra explicações sobre encontro com a JBS

A Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) cobrou explicações do governador Paulo Câmara e do prefeito Geraldo Júlio sobre as declarações do executivo da JBS, Ricardo Saud, envolvendo o PSB pernambucano. Na delação, Saud afirma ter sido procurado por Paulo Câmara e pelo prefeito Geraldo Júlio para tratar de doações da empresa para a campanha de 2014 e que terima liberado R$ 1 milhão para a campanha do governador. 

“Saud fala, inclusive, em ter recebido, na sede da empresa, ao lado do empresário Joesley Batista, o governador do Estado e o prefeito do Recife. Li atentamente as notas divulgadas por Paulo e Geraldo e, no entanto, em nenhum momento vi nenhuma referência ao encontro. De fato houve ou não esse encontro com o delator? E se houve, e não foi tratado nada relacionado à campanha, o que o governador de Pernambuco e o prefeito da Capital foram tratar na sede da empresa”, questionou, Silvio Costa Filho (PRB). 

O deputado Álvaro Porto (PSD), dissidente da base governista, cobrou coerência do governador, exigindo explicações públicas sobre as denúncias envolvendo o seu nome. “Paulo Câmara cobrou explicações do presidente Michel Temer e os pernambucanos esperam o mesmo dele. O governador vai renunciar, como propôs a Temer o prefeito Geraldo Júlio, de quem Paulo Câmara é aliado?”, perguntou o parlamentar. 

Para Edilson Silva (Psol), presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, o episódio é mais um que exigem explicações do PSB e de seus dirigentes. “É mais um entre tantos mal feitos ainda mais graves do núcleo duro do PSB em Pernambuco”, destacou. 

Os parlamentares lembraram ainda que essa não foi a primeira vez que o PSB pernambucano e seus quadros são citados em delações ou envolvidos em operações da Polícia Federal. O PSB de Pernambuco já foi citado nas delações de Marcelo Odebrecht e outros executivos da construtora, além de terem sido alvo de sete operações da Polícia Federal. Foram cinco no âmbito da Lava-Jato (Vórtex, Filhotes, Vidas Secas, Politeia e Catilinárias) e duas que tratam especificamente de questões locais (a Fair Play, que investiga irregularidade na construção da Arena Pernambuco, e Turbulência, que apura um suposto esquema de corrupção que teria movimentado cerca de R$ 600 milhões desde 2010).

“O governador de Pernambuco, o prefeito do Recife e a direção do PSB devem explicações à sociedade pernambucana sobre esse encontro e sobre a afirmação de que teriam sido enviados R$ 1 milhão para a campanha do então candidato Paulo Câmara”, cobrou Silvio Costa Filho.


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