Versão Agreste Central

18/10


2017

Dos 44 que votaram em Aécio, 19 são alvos da Lava Jato

O Estado de S.Paulo - Thiago Faria, Julia Lindner e Renan Truffi

Dos 44 senadores que votaram nesta terça-feira, 17, para derrubar as medidas cautelares impostas ao tucano Aécio Neves (MG), ao menos 19 (43,2%) são alvo da Operação Lava Jato. A maior parte deles (10) é do PMDB, partido que mais deu votos a favor do senador mineiro - foram 18 no total.

 

Apenas dois senadores do PMDB votaram por manter a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que afastou e determinou o recolhimento noturno de Aécio. Foram contrários ao tucano Kátia Abreu (PMDB-TO), também alvo da Lava Jato, e Roberto Requião (PMDB-PR).

Também partiu dos investigados as defesas mais enfáticas para que o Senado barrasse as restrições impostas a Aécio. O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), por exemplo, foi um dos cinco a discursar em defesa do tucano. Mesmo em recuperação de uma cirurgia, ele descumpriu recomendação médica para participar da sessão e ajudar a "salvar" o colega. "Quis Deus que eu tivesse a saúde para que, depois de operado, estivesse aqui hoje também para falar desta tribuna como último orador", disse o senador no discurso.

Também fazem parte da lista nomes como Renan Calheiros (PMDB-AL), Jader Barbalho (PMDB-MA) e Valdir Raupp (PMDB-RR). No PSDB, que deu 10 dos 11 votos possíveis a favor do correligionário, três senadores são alvo da Lava Jato: Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e José Serra (SP). Apenas Ricardo Ferraço (ES), também investigado, não compareceu à votação.

Dos 26 que votaram contra o tucano, seis são alvo da Lava Jato. Entre eles o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da bancada. O partido chegou a divulgar  uma nota, logo após o afastamento de Aécio, na qual defendeu o enfrentamento com o Supremo, mas recuou após repercussão negativa.


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Versão Sertão do Araripe

18/10


2017

O conselho pedagógico da Odebrecht

Elio Gaspari - Folha de S.Paulo

Uma das melhores notícias de 2015 foi a da prisão de Marcelo Odebrecht. Ela coroava a colheita de maganos que se consideravam donos do Brasil e foram mandados para as celas de Curitiba pela Lava Jato.

Uma das boas notícias de 2017 foi o anúncio, pela Odebrecht, da criação de um conselho para educar a cúpula da empresa em questões de ética e sustentabilidade.

Serão dez pessoas, cinco das quais estrangeiras. Um, Jermyn Brooks, presidiu a Transparência Internacional, respeitada ONG de vigilância contra larápios, e membro do conselho ético da Siemens alemã. Lynn Paine é professora da Harvard Business School, com diversos livros publicados, cuidando de boa administração e da moralidade.

Antes da Lava Jato, as empreiteiras achavam que pessoas como Brooks e Payne eram inconvenientes sonhadores, mas vida e a cadeia fizeram com que mudassem de opinião. Dos cinco brasileiros, dois pertencem aos quadros da empresa. Com experiência no setor público, só o ex-ministro Rubens Ricupero que já pertence ao conselho de administração da empreiteira.

Esses conselheiros são pessoas que não colocariam seus nomes na vitrine para que a Odebrecht fizesse apenas um lance de propaganda. A instituição foi concebida com nome em inglês, Global Advisory Council. E vai se chamar Conselho Global da Odebrecht.

Muito farofa e pouca carne, porque o grupo não terá poderes deliberativos. Serão sonhadores convenientes. Seria adequado chamá-lo de conselho pedagógico, o que já é alguma coisa.

A Operação Lava Jato mudou a história do país levando os diretores de grandes empreiteiras a confessar suas malfeitorias. A revisão das normas de conduta das empresas foi inaugurada pela Camargo Corrêa e só o tempo dirá a eficácia dessas iniciativas moralizadoras. Uma coisa é certa, nenhuma delas está fazendo o que fazia.

A Camargo também foi a primeira a criar uma diretoria para cuidar do respeito às leis e à moral. Faltou-lhe sorte, pois escolheu um executivo da Embraer que se viu acusado de pingar propinas na venda de aviões para a República Dominicana.

O processo de regeneração das grandes empreiteiras foi provocado pela ação de uma pequena parte do Poder Judiciário e do Ministério Público. Fora daí, houve um certo apoio da imprensa, e só. Os partidos políticos, as guildas patronais e até mesmo as centrais sindicais ficaram neutros-contra.

A má notícia está no Palácio do Planalto. Por duas vezes a Procuradoria-Geral da República pediu à Câmara licença para processar Michel Temer por corrupção. Dois de seus ministros estão denunciados junto ao Supremo Tribunal Federal. Outros dois estão presos. Um deles, Geddel Vieira Lima, tinha um cafofo onde guardava R$ 51 milhões.

Temer colocou Pedro Parente na presidência da Petrobrás e Paulo Rabello de Castro na presidência do BNDES. São pessoas a quem se entregaria a chave de um cofre mas, olhando-se para primeiro escalão de Temer, não se pode entregar a chave do carro a qualquer ministro.

Enquanto as empreiteiras procuram mostrar que se regeneraram, o procurador Carlos Fernando dos Santos, informa: "O Governo Temer está fazendo, pouco a pouco, o que o Governo Dilma queria, mas não conseguiu: destruir a Lava Jato e toda a esperança que ela representa. (...) Em nenhum momento a Lava Jato esteve tão a perigo quanto agora". 


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Versão Agreste Central

18/10


2017

The Guardian: Por que Temer ainda está no cargo?.

Nelson de Sá – Folha de S.Paulo

No primeiro enunciado de longa reportagem no "Guardian" assinada pelo correspondente Dom Phillips, "Acusado de corrupção, popularidade quase zero - Por que o presidente do Brasil ainda está no cargo?".

No segundo enunciado, logo abaixo, "Michel Temer pode escapar, mas a contínua crise política mina a democracia e abre a porta para os linha-dura autoritários", a saber, o general do Exército Antonio Mourão e o ex-capitão do Exército Jair Bolsonaro.

MORO LÁ

O "Wall Street Journal" publica o que chama de "rara entrevista" com o título "Juiz de cruzada no Brasil, Sérgio Moro passa a luta contra a corrupção para outros". Logo abaixo, a explicação de que "o juiz mais famoso do país diz que acabar com a corrupção depende de políticos mudarem as leis". Também eles "precisam fazer a sua parte", declarou ele.

No texto, o jornal afirma que "Super-Moro, como é conhecido por seus seguidores", negou que vá se lançar candidato a presidente. "Se eu entrasse para a política, eu poderia criar a impressão errada sobre os motivos da minha conduta atual", disse. 


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Versão Sertão do Moxotó

18/10


2017

Aécio volta sob pressão para deixar o comando do PSDB

Sigla está perto de implodir

Por Painel - Folha de S.Paulo

Aécio Neves (PSDB-MG) não deve esperar uma recepção calorosa de parte de seus correligionários na volta ao Senado. Logo após a votação que lhe devolveu o mandato, ala do tucanato reativou a cobrança para que ele renuncie à presidência do partido –da qual já está afastado. O mineiro encontrará uma sigla ainda mais dividida e conflagrada. A dúvida é se, pessoalmente combalido, terá condições de evitar a implosão da legenda na análise da denúncia contra Michel Temer.

Integrantes do PSDB começaram a questionar se o partido “ainda faz sentido”. O grupo que defende a manutenção do apoio ao governo diz que a sigla está acéfala. Há quem pregue que um colegiado dos seis governadores assuma o controle.

Os governistas são contra a renúncia de Aécio. Ponderam que a saída do mineiro do comando da legenda abriria definitivamente o caminho para a reeleição de Tasso Jereissati (PSDB-CE), da ala anti-Temer.

Aécio ligou para agradecer aos senadores que votaram a favor da devolução de seu mandato. Um dos primeiros a receber o telefonema foi o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).

#Tamosjuntos O parlamentar de Roraima foi ao Senado com os pontos de uma cirurgia de diverticulite no corpo. A pessoas próximas, justificou o sacrifício. Disse que se não aparecesse para defender o retorno de Aécio, os tucanos ficariam mudos.


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18/10


2017

Maia: canhão mira Temer por um DEM forte em 2018

Maia mantém canhão apontado para Temer visando cacifar DEM em 2018

Igor Gielow – Folha de S.Paulo

Um dos mais curiosos subprodutos da debacle do petismo no poder federal foi a ressurreição do DEM, ex-PFL, ex-Arena, aí desde sempre, como se diz.

Lula empenhou-se pessoalmente em destruir a sigla, em especial nos seus ninhos nordestinos. Logrou sucesso, particularmente na Bahia que substituiu o carlismo pelo lulismo durante os anos PT no poder, garantindo margens eleitorais que foram vitais, por exemplo, a Dilma Rousseff em suas duas eleições. Viu o arquirrival Jorge Bornhausen sair da vida partidária em 2010.

Esses dias acabaram com o fim da era Lula, inagurada em 2003. Temos a montanha-russa de Michel Temer (PMDB) como capítulo final dessa história, legado transitório no qual o fenômeno do ressurgimento pefelista, digo, democrata se deu.

Foi quase um acaso da burocracia. Rodrigo Maia (RJ), deputado de estatura política mediana e muito criticado pelos cardeais de seu meio, herdou a cadeira na esteira da queda de Eduardo Cunha em 2016. Operou com habilidade e a manteve em 2017, quando outro meteoro lhe favoreceu em maio: a delação agora contestada da JBS contra Temer.

Do dia para a noite, Maia virou ator cortejado, porque a lei o colocaria na Presidência no caso de Temer cair -por até 180 dias, se o presidente fosse afastado para ser processado, ou por um mês, na hipótese de ele renunciar ou ser impedido.

Naquele mar de nulidades que é o Congresso, Maia saiu-se como um Maquiavel. Alimentou um processo de tentativa de engorda do DEM a partir da cisão do PSB, só para ver o Planalto agir contra seus interesses -bancadas robustas serão vitais em tempos de financiamento curto e regras limitadoras.

Apesar de Temer ter todas as condições de manter-se no cargo, mesmo ainda mais diminuído, o episódio em que o democrata ameaçou o presidente vai ressoar por um bom tempo. Recapitulando, o advogado de Temer criticou a Câmara por divulgar vídeos da delação do doleiro Lúcio Funaro em que o presidente é acusado de tantos outros malfeitos. Maia foi no pescoço do sujeito, mas mirando o Planalto, e disse que a partir de agora iria agir apenas institucionalmente.

Noves fora o absurdo da frase, na qual Maia se autoincrimina de ter agido de forma não institucional antes, ficou o canhão apontado para Temer, ainda que não interesse a quase ninguém no campo governista a queda de Temer a essa altura do campeonato. Todos dizem que está tudo resolvido, que foi um mal-entendido, mas as trincas estão evidentes.

Objetivamente, tudo isso tem a ver com manter a aura de poder desproporcional que o DEM ostenta hoje. O partido de Maia continua sendo uma força mediana no Congresso, com 29 deputados e 4 senadores. A sigla ora diz que apoiaria Geraldo Alckmin (PSDB-SP) à Presidência, ora o prefeito paulistano, João Doria (PSDB). Dado momento, defende candidatura própria, soprando o nome de Doria só para afirmar que quis dizer Luciano Huck.

É um jogo conhecido. Na prática, o que interessa mesmo ao DEM é garantir a vice numa chapa majoritária de centro-direita, preferencialmente do PSDB, mas nunca diga nunca quando se fala em um quadro pulverizado. Um voo solo, exceto que o chiste Huck virasse realidade, soa como uma improbabilidade.

Bons palanques estaduais, seja na cabeça (Bahia, Rio) ou na vice (São Paulo), estão na mira. Maia fala grosso, mas quem tem voto no seu partido se chama ACM Neto, prefeito de Salvador que deverá reconquistar o território de seu avô na disputa estadual e, fazendo isso, ser fiel da balança para qualquer candidato que não seja do PT ao Planalto em todo o Nordeste.


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Prefeitura do Ipojuca

18/10


2017

"Se gravado pedindo dinheiro, eu ainda seria senador"

O ex-senador Delcídio do Amaral, que foi preso por ordem do STF em 2015 e teve o encarceramento chancelado pelo plenário, protestou.

“Se eu tivesse sido flagrado pedindo dinheiro, talvez ainda fizesse parte do Senado. O tempo de Deus haverá de fazer justiça!”

 Delcídio foi acusado de obstruir as investigações. Ele avalia que “o desfecho do caso Aécio vai salvar a todos os partidos” e mostra a reação da política.

“Vai sobrar para o PT. Mais especificamente para o Lula.”   (Painel - FSP)


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Flamac - 1

18/10


2017

Aécio ganhou, o Supremo perdeu

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo

O senador João Alberto cancelou uma cirurgia. O senador Romero Jucá teve arrancada metade das tripas e está aqui firme". Renan Calheiros era só orgulho ao exaltar a bravura dos colegas. Valia até fugir do hospital para ajudar a salvar o mandato de Aécio Neves.

A votação desta terça-feira não definiria só o futuro do tucano. Estava em jogo todo o esforço para estancar a sangria provocada pela Lava Jato. "Com o Supremo, com tudo", como profetizou Jucá, antecipando o julgamento da semana passada.

O tribunal se curvou à pressão dos políticos. O Senado aproveitou o recuo e avançou na guerra contra as investigações. "Não é se deixando subjugar por parte da opinião pública, da imprensa, que nós vamos fazer justiça neste país", discursou o destripado líder do governo.

Jucá falava em nome da corporação e do chefe. Michel Temer também suou a camisa nas articulações a favor de Aécio. O presidente e o senador mineiro firmaram um pacto pela sobrevivência. Um ajuda o outro na luta para enfrentar o Ministério Público e continuar no poder.

Encorajados pelo Planalto, os senadores decidiram desafiar a primeira turma do Supremo. A esperança na salvação venceu o medo da opinião pública. Por 44 a 26, o plenário devolveu a Aécio o mandato e o direito de circular na noite de Brasília.

O triunfo do tucano é uma derrota para o Supremo, que sai do episódio ainda mais arranhado. Ao abrir mão de dar a última palavra, a corte acirrou sua divisão interna e reforçou a imagem de que passou a colaborar com um "grande acordo nacional".

Desgastado, o tribunal apanhou até de quem votou contra Aécio. O ex-tucano Álvaro Dias criticou a "constrangida mudança de opinião" dos ministros. A presidente Cármen Lúcia, que garantiu a salvação do senador mineiro, teve que dormir com um elogio de Jader Barbalho. "Tenho que cumprimentar essa mulher, que merece todas as nossas reverências", exaltou o peemedebista. 


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Banner - Hapvida

18/10


2017

Efeito Orloff salva Aécio

Helena Chagas – Blog Os Divergentes

Com quase três dezenas de senadores no alvo de acusações diversas, deu Efeito Orloff na cabeça. Cada um dos 44 colegas que encararam os holofotes para votar pela restituição do mandato ao senador Aécio Neves pensou muito mais na possibilidade de estar amanhã em seu lugar do que na pressão da opinião pública e no desgaste inevitável que a decisão vai acarretar.

Isso quer dizer, acima de tudo, que o Parlamento brasileiro, que tantas vezes recuou em tentativas de reagir à Lava Jato ao ter suas manobras expostas pela mídia, perdeu a vergonha. A esta altura, no limite que só a necessidade de sobrevivência impõe, passou a operar claramente para salvar os seus – e dificilmente essa reação vai ficar só nisso.

A aliança que salvou Aécio no plenário azul e deverá salvar Temer no plenário verde, tendo como protagonistas o PMDB e o PSDB, deverá produzir também normas legais destinadas a aliviar as punições aos acusados da Lava Jato. Estão em xeque dispositivos do Codigo Penal que tratam da prisão preventiva e da delação premiada, sem contar a articulação dos que ainda trabalham para separar mais claramente os crimes de propina e de caixa 2.

Agora, é só questão de tempo, pois eles criaram coragem.


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ArcoVerde

18/10


2017

Por conta do Bonifácio

Ruy Castro - Folha de S.Paulo

Expressões populares, você sabe como é. Surgem, vivem décadas de glória e, à medida que seus falantes vão morrendo, entram em desuso e somem da língua. E só não se pode dizer que para sempre porque, um dia, alguém fora do tempo tira uma delas do baú e resolve aplicá-la a uma situação corrente. Foi o que me aconteceu esta semana com a expressão "por conta do Bonifácio".

Mais exatamente, "estar por conta do Bonifácio". Algum leitor saberá hoje o que significa sem ir ao dicionário? E que dicionário será este? O "Aurélio" e o "Houaiss" não a registram. Teria eu imaginado a expressão? Não –porque me lembro de, em criança, ouvir gente à minha volta rindo e dizendo: "Fulano está por conta do Bonifácio!", querendo dizer que Fulano estava tiririca, uma fera, uma arara, com alguma coisa.

Inconformado, continuei a busca e encontrei quem reconhecesse a expressão: o "Dicionário de Expressões Populares da Língua Portuguesa", de João Gomes da Silveira (Martins Fontes, 2010). O verbete é o "Estar por conta": "Estar indignado, furioso, zangado; ficar muito irritado, aborrecido. Estar por conta da vida, estar por conta do Bonifácio, ficar por conta". Vibrei. Calculo que a expressão tenha nascido no tempo de d. Pedro 1º e o Bonifácio em questão, não sei em que contexto, tenha sido José Bonifácio de Andrada e Silva, o patriarca da Independência.

Veio-me à cabeça porque, nesta quarta, a Câmara votará a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, acusado de um ou dois crimes, e Temer ficou por conta do Bonifácio com a divulgação de vídeos em que o delator Lúcio Funaro o deixa mais sujo ainda.

Temer está também por conta do Bonifácio porque sua defesa depende do relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), a seu descarado favor. Mas já não se fazem Bonifácios como há 200 anos. 


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Comentários

Cristiano Lara

Por um acaso esse texto é de autoria do Ruy Castro, publicado da Folha de São Paulo? Qualquer semelhança é mera coincidência?

Ramilson Correia de Carvalho

Esse Bonifácio de hoje é um pilantra da pior qualidade. Bandido!!! se vendeu para o planalto. Uma vergonha de político. Nem sei como um salafrário desse ainda teve tantos mandatos.


Garanhuns Natal Luz

18/10


2017

Quem é escravo, segundo Temer?

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo

O QUE É TRABALHO escravo? Ficou mais difícil de saber desde que o ministro do Trabalho de Michel Temer baixou portaria que parece emendar o artigo 149 do Código Penal, no qual se define esse horror, em vez de apenas regulamentar sua aplicação. No mínimo, abriu-se a porteira para contestações judiciais.

A portaria foi criticada pela própria secretária Nacional de Direitos Humanos do governo federal, Flávia Piovesan, também presidente da Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae).

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho recomendaram formalmente a revogação da norma. Advogados ouvidos por este colunista deram interpretações contraditórias sobre seu efeito (se restringe ou não o conceito de trabalho escravo), embora concordem que o governo tomou liberdades com o Código Penal.

A Frente Parlamentar da Agropecuária e setores da indústria da construção civil ficaram felizes com o entendimento que o governo Temer tem a respeito de escravidão. A bancada ruralista é liderada pelo deputado tucano Nilson Leitão. João Doria, prefeito tucano de São Paulo, endossou "plenamente" a posição do confrade e líder ruralista.

No Código Penal está escrito que é crime "reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto."

O que pegou?

Primeiro, a publicação da "lista suja" escravagista, na qual se registra o nome de pessoas e empresas autuadas pelos fiscais (depois de defesa em processo administrativo), que passa a depender de ordem expressa do ministro do Trabalho, ora Ronaldo Nogueira (PTB).

Segundo, a portaria qualifica de modo mais estrito os conceitos de trabalho forçado, jornada exaustiva, condição degradante ou de submissão à condição análoga à de escravo.

A redação da norma dá a entender que o crime depende da "privação" do direito de ir e vir, entre outras exigências que reduzem "drasticamente o alcance do conceito de trabalho escravo, ao praticamente limitá-lo às situações de restrição de liberdade e de escolta armada, esvaziando o núcleo elementar de condições degradantes e jornada exaustiva, em direta ofensa ao artigo 149 do Código Penal".

Ao menos um advogado da área diz que a portaria não restringe os casos que podem ser caracterizados como trabalho escravo, mas enumera várias possibilidades, embora observe que a história do "direito de ir e vir" seria mesmo uma excrescência.

Terceiro, o processo apenas pode ir em frente se for registrado boletim de ocorrência policial, o que tiraria a independência dos fiscais. Quarto, o Ministério Público do Trabalho fica fora da discussão dos Termos de Ajuste de Conduta.

O número de trabalhadores libertados de situações análogas à da escravidão foi em média de 2.300 por ano entre 2011 e 2014. Caiu para pouco mais de mil em 2015 e pouco menos de 900 no ano passado. Segundo sindicalistas e militantes, o número de resgates não chegaria à metade disso neste ano, por falta de meios de trabalho. Agora, deve minguar mais,


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17/10


2017

Aécio dez ter recebido decisão do Senado com serenidade

Folha de S.Paulo - Talita Fernandes e Angela Boldrini

Aécio Neves (PSDB-MG) disse ter recebido "com serenidade" a decisão do Senado de devolver a ele o direito de exercer seu mandato de senador.

Por meio de nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o tucano disse que a decisão permite que ele volte à função parlamentar, que foi dada "pelo voto de mais 7 milhões de mineiros".

"A decisão restabeleceu princípios essenciais de um Estado democrático, garantindo tanto a plenitude da representação popular, como o devido processo legal, assegurando ao senador a oportunidade de apresentar sua defesa e comprovar cabalmente na Justiça sua inocência em relação às falsas acusações das quais foi alvo", diz o texto.

O tucano estava proibido de exercer o cargo de senador e de deixar sua residência à noite desde o fim de setembro, por determinação da primeira turma do STF (Supremo Tribunal Federal).

Aécio foi denunciado por corrupção passiva e obstrução da Justiça após ter sido gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, a quem pediu R$ 2 milhões.

A decisão tomada nesta terça-feira (17) pelo plenário do Senado ocorre após o plenário do STF ter concluído julgamento na semana passada prevendo que cautelares impostas a parlamentares devem ser submetidas ao aval do Congresso.


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Supranor 1

17/10


2017

Senadores temem estar na situação de Aécio no futuro

Espírito de corpo e revanche

Cristiana Lobo - G1

decisão do Senado de autorizar a volta de Aécio Neves ao mandato demonstrou o espírito de corpo de senadores que temem estar na mesma situação a qualquer momento. 

Dos 44 votos recebidos por Aécio, 16 vieram de senadores que estão sendo investigados. Mas, numa eventual votação semelhante, o placar deve ser ainda mais confortável. 

É que senadores do PT fecharam questão pelo voto "não" porque consideram que Aécio foi um dos articuladores do impeachment de Dilma Rousseff. "O PT deu um voto de revanche", avaliou um senador.

A polarização entre PT e PSDB pode continuar no Senado. Tucanos acompanharam os votos dos senadores petistas e registraram: a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffman (PR) já é ré perante do Supremo – Aécio ainda não. Portanto, a qualquer momento, pode chegar ao Senado um pedido do STF de autorização para processá-la.

O PSDB, porém, não tem muito o que comemorar. A situação de Aécio na Justiça tem sido considerada mais delicada do que a de outros parlamentares – não só pelos nove inquéritos aos quais responde no STF, mas pela investigação relativa às gravações feitas pelo empresário Joesley Batista.


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Mobi Brasil 2

17/10


2017

Temer comandou pessoalmente ação que salvou Aécio

Blog de Andreia Sadi

A operação que salvou Aécio Neves no Senado nesta terça-feira (17) foi coordenada pessoalmente pelo presidente Michel Temer.

Desde a semana passada, Temer havia entrado em campo para garantir que Aécio não fosse afastado do mandato. 

A interlocução de Temer foi com os comandos dos PMDB e do PSDB, além de pedir ajuda ao presidente do Senado, Eunicio Oliveira (PMDB-CE). 

Segundo o blog apurou, Temer pediu por Aécio Neves a Eunicio durante conversa na noite desta segunda-feira. 

Como o blog revelou, Temer procurou o presidente do Senado na véspera da votação. 

Eunicio, oficialmente, negou à reportagem que Aécio tenha sido assunto da conversa. 

Mas fontes relataram ao blog que o caso do senador tucano foi um dos temas da conversa. 

A interlocutores, Eunicio disse que não contassem com ele para fazer "manobras". 

E afirmou que a votação ocorreria se houvesse quórum – o que aconteceu. 

Também na noite de desta segunda-feira (16), passou pela casa de Eunicio o senador Antonio Anastasia – tucano e principal aliado de Aécio no Senado. 

O principal motivo do empenho do presidente: os votos do PSDB na Câmara para barrar a denúncia contra ele.

Para articular apoio a Aécio, com quem Temer mantém conversas por telefone desde que o STF havia decidido pelo recolhimento noturno do tucano, o presidente mandou chamar na sexta-feira passada o líder do PMDB no Senado, Raimundo Lira.

Lira foi ao Palácio do Jaburu, fora da agenda oficial. Ele negou ao blog na semana passada que tenha tratado do caso Aécio.

Interlocutores do presidente, no entanto, relataram que Temer contava com o PMDB para garantir votos a Aecio no plenário, além de blindagem no Conselho de Ética. O conselho é comandado pelo PMDB.

Na sessão desta terça, Lira encaminhou o voto da bancada do PMDB a favor de Aécio.

No PMDB, Temer contou principalmente com o líder do governo no Senado, Romero Jucá. 

Ele foi escalado para costurar o apoio do PMDB e do PSDB a Aécio nesta terça-feira.


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Asfaltos

17/10


2017

Voto de cada senador na sessão sobre mandato de Aécio

Veja como votou cada senador na sessão que derrubou afastamento de Aécio

Por 44 votos a 26, senadores derrubaram decisão da Primeira Turma do Supremo; eram precisos 41 votos. Com isso, senador do PSDB poderá retomar mandato no Senado.

G1

O Senado derrubou nesta terça-feira (17), por 44 votos a 26, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que havia determinado o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato. Com isso, Aécio poderá retomar as atividades parlamentares. Para retomar o mandato, o tucano precisava de, pelo menos, 41 votos.

Os líderes de PMDBPSDBPPPRPRBPROS e PTC orientaram os senadores das respectivas bancadas a votar "não", ou seja, contra o afastamento e a favor de Aécio.

PTPSBPodePDTPSC e Rede orientaram voto a favor da decisão da Turma do Supremo.

DEM e PSD liberaram os senadores a votar como quisessem.

COMO VOTOU CADA SENADOR

PRÓ-AÉCIO

CONTRA AÉCIO

Airton Sandoval (PMDB-SP)

Acir Gurgacz (PDT-RO)

Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Alvaro Dias (Pode-PR)

Ataídes Oliveira (PSDB-TO)

Ana Amélia (PP-RS)

Benedito de Lira (PP-AL)

Ângela Portela (PDT-RR)

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)

Cidinho Santos (PR-MT)

Fátima Bezerra (PT-RN)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Humberto Costa (PT-PE)

Dalírio Beber (PSDB-SC)

João Capiberibe (PSB-AP)

Dário Berger (PMDB-SC)

José Medeiros (Pode-MT)

Davi Alcolumbre (DEM-AP)

José Pimentel (PT-CE)

Edison Lobão (PMDB-MA)

Kátia Abreu (PMDB-TO)

Eduardo Amorim (PSDB-SE)

Lasier Martins (PSD-RS)

Eduardo Braga (PMDB-AM)

Lídice da Mata (PSB-BA)

Eduardo Lopes (PRB-RJ)

Lindbergh Farias (PT-RJ)

Elmano Férrer (PMDB-PI)

Lúcia Vânia (PSB-GO)

Fernando Coelho (PMDB-PE)

Magno Malta (PR-ES)

Fernando Collor (PTC-AL)

Otto Alencar (PSD-BA)

Flexa Ribeiro (PSDB-PA)

Paulo Paim (PT-RS)

Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)

Paulo Rocha (PT-PA)

Hélio José (PROS-DF)

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Ivo Cassol (PMDB-RO)

Regina Sousa (PT-PI)

Jader Barbalho (PMDB-PA)

Reguffe (Sem partido-DF)

João Alberto Souza (PMDB-MA)

Roberto Requião (PMDB-PR)

José Agripino Maia (DEM-RN)

Romário (Pode-RJ)

José Maranhão (PMDB-PB)

Ronaldo Caiado (DEM-GO)

José Serra (PSDB-SP)

Walter Pinheiro (Sem partido-BA)

Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

 

Marta Suplicy (PMDB-SP)

 

Omar Aziz (PSD-AM)

 

Paulo Bauer (PSDB-SC)

 

Pedro Chaves (PSC-MS)

 

Raimundo Lira (PMDB-PB)

 

Renan Calheiros (PMDB-AL)

 

Roberto Rocha (PSDB-MA)

 

Romero Jucá (PMDB-RR)

 

Simone Tebet (PMDB-MS)

 

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

 

Telmário Mota (PTB-RR)

 

Valdir Raupp (PMDB-RO)

 

Vicentinho Alves (PR-TO)

 

Waldemir Moka (PMDB-MS)

 

Wellington Fagundes (PR-MT)

 

Wilder Morais (PP-GO)

 

Zezé Perrella (PMDB-MG)

 
 

Fonte: Senado

Ausentes

Nove senadores não compareceram à sessão e dois não votaram – Eunício Oliveira (PMDB-CE), na condição de presidente, e Aécio Neves (PSDB-MG), afastado.

Os nove que não compareceram são os seguintes:

·                   Armando Monteiro (PTB-PE): viagem oficial aos Emirados Árabes

·                   Cristóvão Buarque (PPS-DF): viagem oficial aos Emirados Árabes

·                   Gladson Camelli (PP-AC): viagem oficial à Rússia

·                   Gleisi Hoffmann (PT-PR): viagem oficial à Rússia

·                   Jorge Viana (PT-AC): viagem oficial à Rússia

·                   Ricardo Ferraço (PSDB-ES): viagem oficial aos Emirados Árabes

·                   Rose de Freitas (PMDB-ES): disse que não encontrou passagem aérea disponível do Espírito Santo para Brasília nesta terça-feira

·                   Sérgio Petecão (PSD-AC): viagem oficial à Rússia

·                   Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM): viagem oficial à Rússia


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17/10


2017

Mata Sul ganha unidade do Expresso Cidadão

O município de Vitória de Santo Antão, localizado na Mata Sul do Estado, receberá um grande investimento que vai gerar emprego e renda para a população da região. O governador Paulo Câmara assinou, hoje, no Palácio do Campo das Princesas, o decreto para a criação da primeira unidade do Expresso Cidadão do município, que beneficiará também cidades circunvizinhas, atendendo cerca de 15 mil pessoas por mês. O empreendimento, que irá dispor de 62 postos de trabalho, será implantado no Vitória Park Shopping e ampliará a oferta dos serviços à população, que não terá mais a necessidade de se deslocar até a Região Metropolitana do Recife (RMR) para resolver questões com o setor público.

“Estamos implantando o 8º Expresso Cidadão de Pernambuco que vai abranger toda a região e oferecer um grande número de serviços. A ideia é que o cidadão possa ir à unidade resolver todas as questões que tenha com o setor público. É um importante equipamento, que, com certeza, irá melhorar a qualidade de vida das pessoas que precisam, por exemplo, tirar a identidade, que é tão demandada. Agora, a população terá um lugar próximo, confortável, com bom atendimento, tendo a condição de regularizar qualquer questão que deseje”, afirmou o governador Paulo Câmara.

A previsão é de que a nova unidade seja inaugurada no próximo mês de dezembro, junto com outras ações para a cidade. “Vitória de Santo Antão está recebendo investimentos do Governo do Estado, gerando emprego e renda em favor do povo”, completou Paulo. Entre os órgãos que atenderão no Expresso Cidadão do município estão Agência do Trabalho; Secretaria de Defesa Social (SDS); Compesa; Procon; Fundação de Aposentadoria e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco (FUNAPE); Receita Federal – emissão de CPF; e CAS – Central de Atendimento ao Servidor.

Para o prefeito de Vitória de Santo Antão, Aglailson Junior, a chegada da unidade do Expresso Cidadão representa mais conforto para a população. “É muito difícil para a população carente pagar para se deslocar até a Região Metropolitana do Recife para ter o seu documento. Agora, o povo terá a oportunidade de tirar carteira de identidade, de trabalho, e todo tipo de documento, para que trabalhem e ganhem o pão de cada dia”, comemorou.


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17/10


2017

Deputado comemora edital da adutora de Serro Azul

O deputado estadual Tony Gel (PMDB) participou, hoje, no Palácio do Campo das Princesas, da solenidade que marcou edital de licitação para a construção da Adutora de Serro Azul, que levará água da barragem de Serro Azul, em Palmares, na Mata Sul, que reforçará o abastecimento de água em Caruaru e outras nove cidades da região. 

Tony Gel destacou que o Governo do Estado está investimento cerca de R$ 213 milhões, na obra, com recursos provenientes do Estado, captados através de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O parlamentar ressaltou que o empreendimento terá uma vazão de 500 litros de água por segundo, aumentando com isso, a oferta de água em Caruaru e mais nove cidades da Região Agreste.

"Serro Azul é uma Barragem que foi construída para a contenção de cheias, na verdade não se constroem barragens com uma única finalidade. É um reforço e tanto para Caruaru e outras cidades. O governador Paulo Câmara estar de parabéns por mais essa iniciativa, nós só temos a agradecer ao governador por mais essa conquista para o nosso povo" disse Tony Gel.


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17/10


2017

Oposição aponta corporativismo em decisão sobre Aécio

Do G1

Após a decisão do Senado de derrubar o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato, parlamentares que fazem oposição ao senador tucano falaram em "corporativismo" e criticaram a votação. Aliados de Aécio, por outro lado, falaram em respeito à Constituição e negaram que a decisão signifique impunidade.

Por 44 votos a 26, o plenário do Senado derrubou a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e, com isso, Aécio poderá retomar as atividades parlamentares.

O tucano foi afastado com por pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), que denunciou o senador com base nas delações de executivos do grupo J&F, que controla a JBS.

O senador Álvaro Dias (PR-Pode) foi um dos que classificou como corporativista a decisão do plenário.

"O corporativismo instalado estabelece como regra a defesa de seus integrantes e não a defesa de sua instituição. Estamos na contra mão do desejo da sociedade brasileira", defendeu.

Humberto Costa (PT-PE) disse a decisão só retirou o afastamento porque se tratava de Aécio. "Caso fosse alguém do PT estaria casso", declarou.

"O senado abriu mão de fazer justiça e cada um vai ter que pagar pelo seu voto", disse.

Os senadores tucanos, no entanto, disseram que o Senado apenas respeitou a Constituição e que o processo contra Aécio deverá continuar no Supremo Tribunal Federal, por isso, não há impunidade.

Para o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), a derrubada da decisão do Supremo “de forma alguma” representa impunidade.

“O senador Aécio Neves agora terá o direito ao contraditório e à ampla defesa. O processo contra ele continua. O que o Senado fez foi obedecer o que determina a Constituição”, afirmou.

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) defendeu que é preciso ter "prudência" no andamento da Constituição e da democracia brasileira e que isso não pode ser "confundido" com impunidade.

"O Senado apenas entendeu que não caberia as medidas cautelares", disse.

Logo após a decisão, a nome de Aécio voltou a constar na lista de senadores em exercício. Segundo o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) a decisão agora será encaminhada ao STF.

"O plenário é soberano, é uma decisão às claras, e não tenho o que fazer além de respeitar e encaminhar", declarou, ao fim da sessão.


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Comentários

Alberto Costa Santos

Jornalista, quero ver a relação dos senadores pró Aécio. Mostra que o blog tem coerência.



17/10


2017

Indústria naval brasileira é protegida por emenda de FBC

O senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE) apresentou emenda ao texto da Medida Provisória (MP) 795/2017, analisada nesta tarde por comissão mista do Congresso Nacional (CMMPV 795), com o objetivo de proteger a indústria naval brasileira. A proposta do vice-líder do governo no Senado foi acatada pelo relator da CMMPV 795, deputado Julio Lopes (PP-RJ), que incluiu no artigo 5º da matéria a expressa proibição deste dispositivo em importação de embarcações destinadas à navegação de cabotagem (entre portos do país ou a distâncias pequenas, dentro das águas costeiras), de interior de percurso nacional e de apoios portuário e marítimo. O referido artigo institui regime especial de importação, com suspensão do pagamento de impostos federais de bens cuja permanência no país seja definitiva e que se destinem exclusivamente às atividades de exploração, desenvolvimento e produção de gás natural e hidrocarbonetos.

“Este ajuste afasta qualquer discussão futura sobre o regime de tributação da indústria naval brasileira, que não é parte integrante das atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural – objeto da medida provisória”, explicou Fernando Bezerra. “Eu voto favorável a esta MP porque eu voto a favor do Brasil; da recuperação da indústria nacional e do estado do Rio de Janeiro; dos milhares de empregos que vão surgir no Rio, no meu Pernambuco e no país; e da abertura que se está dando pela recuperação do Estaleiro Atlântico Sul”, destacou o senador.

Editada no último dia 17 de agosto, a MP 795/2017 altera as leis 9.481/1997 e 12.973/2014 para instituir regime tributário especial às atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos (compostos químicos constituídos por átomos de carbono e de hidrogênio que se oxidam, liberando calor). De acordo com o deputado Julio Lopes, a proposta do senador Fernando Bezerra Coelho garante proteção não só à indústria naval brasileira como também à toda a cadeia produtiva de petróleo até a quarta etapa de produção. “A emenda aprimora o texto da medida provisória, tornando absolutamente clara e transparente a questão da competividade da indústria nacional do petróleo”, ressaltou o relator.

ESTALEIRO ATLÂNTICO SUL – O presidente do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), Harro Burmann, acompanhou as discussões na CMMPV 795/2017. Ao classificar a atitude de Fernando Bezerra Coelho como “única, proativa e efetiva”, Burmann comemorou a inclusão da emenda do vice-líder do governo ao texto da medida provisória. “Ela traz uma esperança ao setor naval, protege o mercado da navegação de cabotagem e dá uma chance para que os estaleiros tenham futuro, o que estaria reduzido ou dizimado sem a emenda de Fernando Bezerra”, afirmou.

Conforme o presidente do EAS, o Polo Naval de Pernambuco é responsável por mais de sete mil empregos diretos e cerca de 300 mil indiretos. Sem a emenda ao artigo 5º da MP 795/2017, existiria, segundo Harro Burmann, a perspectiva de haver quatro mil demissões só no Estaleiro Atlântico Sul, o que atingiria cerca de dez mil famílias.

O EAS está localizado no Complexo Industrial Portuário de Suape, no município de Ipojuca (PE). O complexo está conectado às principais rotas de navegação e a 160 portos em todos os continentes, além de ter posição privilegiada em relação a grandes regiões produtoras de petróleo e gás natural, como o Golfo do México e a Costa Ocidental do Continente Africano. A reunião de hoje da CMMPV 795 foi suspensa e será retomada em data a ser marcada pelo colegiado.


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17/10


2017

Senado derruba decisão do STF e Aécio retoma mandato

O Senado derrubou, há pouco, por 44 votos a 26, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que havia determinado o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato. Com isso, Aécio poderá retomar as atividades parlamentares.

Com base nas delações de executivos do grupo J&F, que controla a JBS, Aécio foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa.

Segundo a PGR, o tucano pediu e recebeu R$ 2 milhões da JBS como propina. A procuradoria afirma também que Aécio atuou em conjunto com o presidente Michel Temer para impedir o andamento da Lava Jato.

Desde o início das investigações, Aécio tem negado as acusações, afirmando ser "vítima de armação".


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17/10


2017

Prefeitura de Pedra comprova Casa de Apoio no Recife

Nota oficial

Reafirmamos, através desta nota, o total repúdio às mentiras provindas da oposição política do nosso município. Ao invés de cumprirem o papel de oposição responsável, o mínimo esperado pela população, insistem em promover a baderna no cenário político da Pedra, usando suas redes sociais para lançarem cenas e mensagens caluniosas, denegrindo a atual gestão.

Quanto à casa de apoio localizada no Recife, que irá atender a todos os pedrenses que se deslocam à capital para intervenções médicas especializadas, fica claro, através do Contrato de nº 004, que a mesma está situada na Rua Dom Vital, nº 60, Santo Amaro, Recife-PE, e não em “Boa Viagem”, como foi divulgado de forma caluniosa.

Nosso compromisso e responsabilidade continuam firmes e inabaláveis, assim como nossa unidade e coerência como equipe gestora, sempre tendo os interesses da população como prioridade.

Em vídeo realizado, hoje pela manhã, do Hospital Oswaldo Cruz até a Rua Dom Vital, que fica naquela proximidade, não só ficou provado que a verdade sempre prevalece, pois foi apresentado as dependências da Casa de Apoio do Município da Pedra em Recife, bem como a qualidade das instalações de um equipamento, que irá fazer um atendimento diferenciado e humanizado.

Reforça-se que, mesmo diante grave crise financeira, que afeta os municípios brasileiros, a atual Gestão não mediu esforços para entregar equipamento, que foi prometido, mas nunca concretizado pela gestão passada. A população fez sua escolha nas urnas, o tempo agora é de trabalho.

Osório Filho – Prefeito de Pedra


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17/10


2017

Importante via do Agreste recebe ações de conservação

Uma das principais vias do Agreste, a PE-177 está recebendo intervenções no trecho que liga Canhotinho a Garanhuns, passando pelos municípios de Angelim e São João. O trecho contemplado com a operação tapa-buracos tem 32,9 quilômetros.

A iniciativa do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Transportes (Setra), tem o objetivo de melhorar as condições de trafegabilidade da rodovia e reforçar a segurança aos motoristas e usuários. Além disso, a intervenção vai facilitar o escoamento da produção agropecuária e beneficiar diretamente mais de 197 mil moradores dos quatro municípios interligados por essa rodovia.

A PE-177 é uma importante via que liga o Agreste Meridional à Mata Sul. A via tem um fluxo intenso de veículos e recebe um tráfego pesado, sendo muito utilizada por aqueles que seguem dos estados da Bahia, de Sergipe e de Alagoas para as diversas regiões pernambucanas, dentre outros destinos.

As obras de ampliação, restauração e conservação de estradas já contemplaram cerca de 1.000 km desde o início da gestão do governador Paulo Câmara, em janeiro de 2015. Nos últimos três anos – até o final de 2017 – o Governo do Estado, por meio da Setra, terá investido, com recursos próprios, cerca de R$ 700 milhões na sua malha viária.


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