FMO janeiro 2020

22/04


2007

Governador interdita 74 escolas com risco na estrutura

Um decreto que será assinado, neste domingo, pelo governador Eduardo Campos estabelece estado de emergência em 74 escolas estaduais, que apresentam problemas estruturais. Nesta semana, o teto de duas escolas desabou. Ao todo, sete no estado - duas no Interior e cinco na Grande Recife-, tiveram problema de desabamento com a chegada das chuvas.

Com essa medida, o governo não precisa seguir todas as etapas previstas na Lei de Lictações, para adquirir material e contratar serviços, com o objetivo de agilizar as obras que vão solucionar os problemas das unidades.

Segundo a assessoria de imprensa do governo, os alunos das escolas que sofrerão intervenção amanhecem, nesta segunda-feira, sem aula. O governo promete providenciar novos locais provisórios para abrigar as aulas.

A assinatura do decreto está prevista para as 16h, no Palácio das Princesas, onde ocorrerá uma coletiva de imprensa.

(Pernambuco.com)


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Comentários

JARBASTA

Não era isso que mostrava a propaganda mentirosa de Lavareda, muito pelo contrário, Pernambuco era dez, dez em educação, dez em segurança, dez em saúde pública, dez, dez, dez...hoje se vê o que é uma desmoralização.

José Rodrigues da Silva

Após quase oito anos mandando no Estado e aparecendo na "coluna" de João Alberto e do "poeta" Orismar, vai Eduardo Campos e não nos deixa esquecer dele! Jarbas tá noutra... quer tomar cana e fazer seu bofe prefeito do Recife. Vai cuidar de governar Duduzinho se não, se não...

milton tenorio pinto junior

Pode até ser encenação,agora que Jarbas-Mendonça deixou Saúde,Educação e Segurança um bagaço deixou,que o diga as urnas.

Mais uma encenação do Governadr para chamar a atenção da mídia. Está na hora de começar a governar.

guilherme alves

O governo Jarbas, tão eficiente?, deixou esse caos nas escolas?


Detra maio 2020 CRLV

22/04


2007

Querem reduzir a Amazônia Legal para desmatar

 No momento em que a Organização das Nações Unidas (ONU) deflagra e lidera um debate sobre o aquecimento global e a situação climática no mundo - e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trata as licenças ambientais como empecilho para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) -, um projeto de lei que tramita no Senado promete esquentar ainda mais o debate no Brasil. Ele cria, ao mesmo tempo, brechas para ampliar a derrubada da floresta amazônica e para regulamentar propriedades rurais, de produção de soja ou usadas na pecuária, com desmatamento acima dos 20% permitidos pela legislação.

Estados como Mato Grosso poderão, pelo projeto, reduzir à metade a área hoje considerada de preservação ambiental. O projeto do senador Jonas Pinheiro (DEM-MT), protocolado em fevereiro e já endossado com parecer favorável da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, prevê uma alteração no Código Florestal para excluir áreas de Mato Grosso, Tocantins e Maranhão da Amazônia   (Informações do Estado de S.Paulo)


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milton tenorio pinto junior

Magno, o filho do homem já comprou seis propriedades no Sul do Pará.Na certa é para comprar terras mais baratas.


Abreu e Lima

22/04


2007

Venezuelanos vão às ruas contra repressão a TV

 Milhares de pessoas fizeram uma passeata na Venezuela em apoio à TV privada RCTV, pouco mais de um mês antes que a emissora saia do ar, acusada de golpista pelo governo do presidente Hugo Chávez.

Com cartazes de ''Não ao fechamento'', e ''Liberdade'', os manifestantes se concentraram em frente à sede do canal para escutar os diretores, artistas e jornalistas da RCTV, cujo sinal deixará de ser transmitido a partir do dia 27 de maio, se o governo for adiante com sua decisão.

O governo acusa o canal de ter participado dos eventos de abril de 2002, que tiraram Chávez brevemente do poder.

''Quando você faz uma acusação tem de provar. Isto, até agora, não aconteceu'', disse à BBC o presidente da RCTV, Eladio Lares, lembrando que o governo não levou o canal à Justiça pelas supostas violações.

''Acreditamos que esta decisão será revertida.''

''Como a BBC''

Mas o governo garante que não se trata de um ''fechamento'' do canal, apenas de uma ''decisão soberana'' de retomar o sinal para criar uma emissora de interesse público, ao estilo da BBC - um exemplo freqüentemente citado pelo ministro das Comunicações, William Lara.

Desde os tempos de polarização política acentuada em torno da figura de Chávez, a RCTV vem exercendo uma linha editorial bastante crítica em relação ao governo.

Inclusive a manteve nos últimos anos, quando outros veículos parecem ter baixado o tom dos questionamentos e, em alguns casos, adotado uma linha favorável ao oficialismo.

 

Telespectadores

A medida do governo foi criticada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), a Sociedade Interamericana de Imprensa e até a Organização Repórteres Sem Fronteiras.

Todos estes questionamentos foram respondidos pelo governo venezuelano como ''ingerências''.

Embora a queda-de-braço entre o governo e o canal tenha uma grande carga política, alguns dos participantes da manifestação preferiram não participar do ato como ''opositores'' ao governo, e sim como ''telespectadores''.

Alguns inclusive confessaram à BBC que estavam presentes para ver os artistas das novelas.

''Por que vão me tirar as minhas novelas? Porque Hugo Chávez quer?'', questionou Josefina Gallardo, uma dona de casa que garante nunca participar dos eventos da oposição.  (Informações da BBC Brasil)

 


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Prefeitura do Ipojuca

22/04


2007

Partido novo(DEM), problemas velhos

 A montagem das comissões executivas estaduais do partido Democratas é a prioridade do novo presidente da legenda, deputado Rodrigo Maia, que destituiu todas as executivas do antigo PFL para remontar a agremiação. E a base dessas executivas serão as chamadas comissões provisórias, encarregadas, em cada Estado, de fazer a transição do velho PFL para o novo Democratas.

Rodrigo Maia não admite, mas está tendo mais problemas em três Estados: Goiás, Minas Gerais e Bahia.

Em Minas, disputam a presidência da Comissão os deputados federais Vítor Penido e Carlos Melles. Vão a voto. Rodrigo prometeu um prêmio de consolação a quem perder: uma das 14 vice-presidências nacionais do DEM.

Em Goiás, a situação é mais complicada. Digamos, pessoal. O agressivo Ronaldo Caiado já jogou um cinzeiro na cara de Vilmar Rocha. Os dois agora terão que se entender. Para o bem, ou para o mal.

Mas é na Bahia que a porca torce o rabo. O deputado ACM Neto capitaneia o grupo de seu avô e quer eleger presidente regional da legenda o deputado Jorge Khoury. O grupo de Paulo Souto quer o próprio. Sem consenso, O deputado José Carlos Aleluia já avisou que a turma de Paulo Souto vai até o fim. Quer disputar no voto.

Nem o grupo de Paulo Souto nem o de ACM Neto parecem dispostos a abrir mão do controle local da legenda em favor do outro. E Rodrigo Maia também não tem o que fazer. O jeito é deixar correr sangue, suor e lágrimas. E depois recolher as cinzas.

(Do blog dos blogs)


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Comentários

magno bravo dantas

Não adianta mudar o nome. É feito aquela família que tem um monte de problemas e muda de casa achando que os problemas ficarão na casa velha. DEMO, PFL ou qualquer outro nome tem a mesma raiz.



22/04


2007

Comprovada venda de sentenças por juízes em São Paulo

Reportagem publicada na edição deste domingo da Folha de S.Paulo revela que relatórios do serviço de inteligência da PF (Polícia Federal) incluídos na Operação Têmis mencionam diálogos que teriam sido mantidos entre a juíza federal Maria Cristina Barongeno Cukierkorn, da 23ª Vara Cível, e advogados, aparentemente tratando de decisões judiciais de interesse de bingos e de empresas privadas.

A operação contra uma suposta quadrilha que negociava a venda de decisões judiciais na Justiça Federal, em São Paulo, foi deflagrada sexta-feira (20). As ofensivas incluíram uma busca gabinetes de três desembargadores no Tribunal Regional Federal, em São Paulo. De acordo com a reportagem, a PF afirma que donos de bingos e empresários pagavam de R$ 20 mil a R$ 30 mil por mês para magistrados por decisões favoráveis a seus interesses.

Conforme o relatório obtido pela reportagem, "as diversas conversas (...) revelam negociações diretas entre a juíza [Maria Cristina] e Pardo [advogado Luiz Roberto Pardo] sobre o teor da sentença que autorizará o funcionamento dos diversos bingos autores da ação". Pardo é citado pela Polícia Federal como intermediário de bingos para obter decisões judiciais de interesse de clientes.

Segundo a reportagem, a desembargadora Alda Basto é citada em alguns relatórios.

"Entre os casos identificados pelo Ministério Público Federal, há um processo de interesse da CBTE (Confederação Brasileira de Tiro Esportivo). Conversas entre advogados fazem menção à desembargadora. A CBTE impetrara mandado de segurança que tramitou na 12ª Vara Cível, tendo obtido decisão favorável. A União apelou, e esse processo ainda se encontrava pendente de julgamento na data do relatório da PF."

Os diálogos envolvem ainda um pedido da Golden Bingo, de Florianópolis, que teria sido deferido pela desembargadora em dezembro; a concessão, atribuída a Alda Basto, de decisão favorável à Parmalat; uma decisão do desembargador Nery Júnior que teria beneficiado uma empresa denominada de Companhia Comercial OMB (no código usado nos diálogos, ''o caso Ó''); e uma ação que tramitava na vara da juíza Maria Cristina Barongeno Cukierkorn de interesse do Frigorífico Margem Ltda.   (Informações da Folha Online)


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José Rodrigues da Silva

Miltinho! Miltinho? Política não se discute, se observa quando muito e, desta tarefa você não sabe competência! Educação é um modo subjetivo, está, você também não sabe! E opinião é um bem intransferível, como aquilo cada qual têm o seu... quanto a verdade, creia, não existe! Versões talvez...

milton tenorio pinto junior

José,não é assim que se discuti política,tenha mais educação. Quando achamos que somos o dono da verdade é porque está na hora de procurarmos um bom psicólogo.

José Rodrigues da Silva

Vcs. todos são uns ingênuos fdp!!! Como pode uma país ser presidido por Luiz, aquele que anda fantasiado de presidente, e não se corromper? Como babacas?

guilherme alves

É uma latrina. Creolina geral, a podridão está infernal.Mas, tudo fica impune no andar de cima. Como a mídia não faz pressão, fica tudo como antes no quartel de Abrantes. Se fosse no andar de baixo, a comoção era geral e arquibancada.

magno bravo dantas

QUE VERGONHA!!!! E esse pessoal ainda tem "forum privilegiado" - QUE VERGONHA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Banco de Alimentos

22/04


2007

Juiz proíbe ISTOÉ nas bancas. Mas matéria está nos blogs

(Do site Consultor Jurídico)

 O juiz Sérgio Jorge Domingos, da 22ª Vara Cível de Curitiba, concedeu liminar nesta sexta-feira (20/4) proibindo a circulação da revista IstoÉ. O pedido para impedir a circulação da semanal foi feito pelo ex-prefeito de Curitiba Cássio Taniguchi — hoje deputado federal pelo DEM e secretário de Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal.

O pedido, contudo, foi atendido com certo atraso. Parte das revistas já pode ser encontrada em bancas em São Paulo e já foi despachada para os assinantes. A capa de IstoÉ traz uma longa entrevista com a empresária Silvia Pfeiffer, na qual ela descreve um esquema complexo de corrupção na Infraero.

Na chamada de capa, a revista anuncia que a empresária “descreve em entrevista como os diretores da Infraero agiam para desviar dinheiro” e traz “os nomes, as cifras e os recibos de depósitos que mostram o esquema”.

Na entrevista, a empresária cita o nome de diretores da empresa que controla os aeroportos no país, de políticos e pessoas próximas ao poder: entre eles, Duda Mendonça e Cássio Taniguchi, que obteve a liminar. A revista IstoÉ vai recorrer da decisão.

Leia a reportagem e a entrevista de IstoÉ

A empresária paranaense Silvia Pfeiffer, 47 anos, diz que foi expulsa de sua própria empresa, a Aeromídia, assim que levou para lá, como sócio, o então secretário de Desenvolvimento Urbano de Curitiba Carlos Alberto Carvalho, em 2003. Ele tinha relações com o prefeito Cássio Taniguchi (DEM), hoje secretário de Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal, e passou a controlar toda a contabilidade da Aeromídia. A partir daí, segundo Silvia, uma “verdadeira máfia” começou a utilizar a empresa como fachada para desviar dinheiro público para fins privados. Entre esses negócios, polpudos contratos com a Infraero, que ultrapassaram os interesses iniciais de Cássio Taniguchi e permaneceram com o governo Lula.

Conhecedora dos caminhos dessas fraudes, Sílvia é hoje uma importante testemunha para quem estiver efetivamente interessado em saber como a estatal que administra os aeroportos brasileiros alimenta milionários dutos de corrupção, alguns deles já detectados pelo Tribunal de Contas da União. Em mais de dez horas de entrevista, Silvia detalha como tal esquema se espalhou e criou tentáculos para promover lavagem de dinheiro, caixa 2 de campanhas políticas e propinas às autoridades. Na quarta-feira 18, depois de ter concedido entrevista a ISTOÉ, Silvia recebeu ameaças de morte e alguns pedidos para que nada mais falasse e para que negasse o que já havia dito.

Boa parte do que ela sabe já foi escrito e entregue à Polícia Federal em outubro de 2005, mas ela jamais foi chamada para um depoimento formal. Ou seja, apesar da gravidade, tudo indica que suas denúncias ficaram engavetadas, embora parte do que ela diz seja comprovada por documentos como depósitos bancários.

ISTOÉ – Por que só agora a sra. Decidiu tornar público tudo o que sabe sobre corrupção na Infraero?

Silvia – Eu não estou fazendo isso agora. Em 2005 entreguei uma notícia-crime à Polícia Federal, mas, depois, ninguém me procurou para falar sobre isso.

ISTOÉ – Como é desviado o dinheiro da Infraero?

Silvia – A chave inicial do esquema é o superfaturamento das obras, que o TCU mesmo já disse que chega a 375% do valor. São números absurdamente altos. Essas obras eram todas negociadas.

ISTOÉ – Por quem?

Silvia – Os empresários que tinham contratos com a Infraero repassavam dinheiro para Carlos Wilson, que era o presidente da empresa, e para diretores, como a Eleuza Therezinha Lopes, o Eurico José Bernardo Loyo e o Fernando Brendaglia. E também para políticos que faziam todo o meio de campo. Ia dinheiro para a campanha do Carlos Wilson e não tenho dúvida que dali também saiu dinheiro para a campanha de reeleição do presidente Lula.

ISTOÉ – Como provar isso?

Silvia – Basta quebrar o sigilo das empreiteiras, dos diretores da Infraero, dos superintendentes. A Aeromídia mesmo fez depósitos para alguns diretores.

ISTOÉ – Alguns nomes de diretores que a sra. Menciona já apareceram em outras denúncias contra a Infraero, como Eleuza Therezinha, mas permanecem em seus cargos.

Silvia – Ela é da equipe do Lula, do Carlos Wilson. Essa aí, acho que vai ser meio complicado. O Mário Ururahy, que recebia mensalão da Aeromídia no Paraná, hoje é assessor da Eleuza.

ISTOÉ – Como era pago esse mensalão?

Silvia – Os valores variavam entre R$ 5 mil e R$ 20 mil. Havia também presentes: carros, festas, jantares.

ISTOÉ – Outros diretores da Infraero também recebiam mesada?

Silvia – Luiz Gustavo Schild, diretor de Logística e Carga. Ele foi superintendente na sede. Conduzia as negociações para as lojas Duty Free. Depois, foi afastado, transferido para superintendente de Cargas, porque estava para explodir todo este bafafá da Brasif.

ISTOÉ – Que bafafá?

Silvia – A Brasif ganhava todas as concorrências para os free shops nos aeroportos.

ISTOÉ – O que há de concreto nessa denúncia que a sra. faz de que o presidente Lula possa ter sido beneficiado nesse esquema?

Silvia – A proposta que me fez certa vez um dos maiores amigos de Lula, o empresário Valter Sâmara.

ISTOÉ – Que proposta?

Silvia – Encontrei Valter Sâmara em um vôo de Curitiba para Brasília, em 2004. Nesse vôo, ele insistiu que eu fosse falar com a secretária de Lula, Mônica, no Palácio do Planalto. Ele me falou que qualquer coisa que eu quisesse na Infraero a Mônica seria capaz de resolver para mim. E que ela, então, receberia 10% de comissão para o partido, o PT.

ISTOÉ – Ele disse que o dinheiro seria para a campanha do Lula?

Silvia – Não ficou claro. Disse que era para o PT.

ISTOÉ – E a sra. Chegou a procurar Mônica?

Silvia – Não. Eu não fui. Apesar da grande insistência dele. Ele me procurou no hotel várias vezes. Em um dia só, ele ligou várias vezes no hotel para que eu fosse lá.

ISTOÉ – Esse foi o único encontro que a sra. teve com Valter Sâmara?

Silvia – Houve uma outra vez, em que ele foi a Brasília almoçar com Lula, dona Marisa e uns chineses que estavam no Brasil, fazendo negociações com o governo federal. O Sâmara está sempre em Brasília. Ele inclusive comprou uma chácara em Goiás para encontros políticos. Se não me engano, tem até pista de pouso.

ISTOÉ – Como é que a sua empresa se envolveu com esse esquema?

Silvia – No início, quando Carlos Alberto Carvalho me procurou pela primeira vez, era para fazer arrecadação de dinheiro para a campanha de reeleição de Cássio Taniguchi para prefeito de Curitiba. Às vezes em dólar. Os políticos do Paraná, ligados a Taniguchi, reuniam-se freqüentemente na Aeromídia para discutir a formação desse caixa 2. O que eu nunca entendi bem era por que, já naquela ocasião, o Padre Roque (deputado do PT do Paraná) aparecia nas reuniões.

ISTOÉ – O que se discutia nessas reuniões?

Silvia – Eles instruíam como as pessoas deveriam se comportar na polícia, se alguma coisa acontecesse. Um dia, chegou a aparecer na empresa uma mala grande de dinheiro. Parte de US$ 7 milhões.

ISTOÉ – Esse esquema continua ativo?

Silvia – Com certeza está vivo. O homem do Cássio hoje na prefeitura é o Beto Richa. Um dos homens dele, o advogado Domingos Caporrino, me ligou hoje me mandando calar a boca.

ISTOÉ – O que a sra. denuncia começou com o Taniguchi e permanece até hoje. Que outros nomes estão envolvidos?

Silvia – Com certeza o Marcos Valério e o José Dirceu.

ISTOÉ – Qual seria o envolvimento de Dirceu?

Silvia – Ele tem contatos com o diretor comercial da Infraero, Fernando Brendaglia. Quando Dirceu esteve em Portugal naquelas negociações com a Portugal Telecom, Brendaglia estava com ele. E Emerson Palmieri, que estava em Portugal com Dirceu, também tem contatos no esquema da Infraero. Ele seria mesmo uma espécie de link entre Brendaglia, Dirceu, Marcos Valério e Cássio Taniguchi. Emerson Palmieri esteve várias vezes nas reuniões na Aeromídia.

ISTOÉ – Em troca do pagamento desse mensalão, o que ganhou a Aeromídia?

Silvia – Contratos nos aeroportos. Muitas vezes irregulares. Um dos contratos envolve o Duda Mendonça. Um contrato que não poderia acontecer. O pessoal do aeroporto de Brasília me respondeu que era impossível eu fazer publicidade naquela área. No entanto, foi feito sem licitação.

ISTOÉ – E qual era o envolvimento de Duda Mendonça?

Silvia – Eu veiculava um anúncio que era feito pela agência dele. A questão do Duda ali é que ele não roubava essas migalhas. O contrato era a desculpa para que a agência dele fosse contratada para fazer o anúncio. O que ele pegava em dinheiro grosso mesmo vinha da Brasil Telecom, a anunciante.

ISTOÉ – E a sua participação, qual era?

Silvia – Eu negociava com a Zilmar Fernandes (sócia de Duda Mendonça). Esse contrato é ilegal com a Infraero. O Fernando Brendaglia é quem autorizou a colocação da publicidade antes de ter o contrato.

ISTOÉ – A Zilmar tinha consciência de que era contrato irregular?

Silvia – Tinha. Quando houve um problema num contrato anterior, que foi fechado, nos fingers de 1 a 7, chegou a haver uma ordem para arrancar todos os adesivos que já estavam colocados. Foi quando a Zilmar entrou. Fizeram alguns acertos e os adesivos continuaram. Um contrato de três anos, sem licitação. Um contrato que ele entrou no aeroporto antes mesmo de sair em Diário Oficial da União, antes de assinar o contrato. Deu um rolo, os concorrentes reclamaram. O Brendaglia chegou a chamar uma dessas empresas que protestavam: “Fique quieta, vou te dar outro espaço, mas deixa esse contrato aqui, nãomexe com isso não.”

ISTOÉ – Além da Aeromídia, que empresas fecham contratos irregulares com a Infraero?

Silvia – Todas. Absolutamente todas. Kallas, Codemp, Via Mais. A SF3, que, na verdade, é do Brendaglia. E do Carlos Wilson. Porque eles são sócios em tudo, até em uma fazenda de frutas em Petrolina. Frutas para exportação. Há um contrato que envolve a empresa de um filho de Reinhold Stephanes.

ISTOÉ – O ministro da Agricultura?

Silvia – Esse. Me tiraram da jogada. Era um contrato enrolado. Um contrato no Rio, para um consórcio, Ductor, do qual participava a Cembra, empresa de Marcelo Stephanes, filho do ministro.

ISTOÉ – O TCU tem encontrado irregularidades também nas obras de ampliação dos aeroportos.

Silvia – É verdade. Tudo é superfaturado. A Odebrecht, por exemplo, no aeroporto de Recife. A Andrade Gutierrez no aeroporto de Curitiba, OAS no aeroporto de Salvador. Uma empresa de São Paulo ganhou a obra de Brasília e furou o esquema. Eles então trataram de tirar a empresa da obra. A corrupção ali é muito grande. A Infraero investiu mais de R$ 3,2 bilhões em obras. Se quebrar o sigilo bancário dos diretores da Infraero, dos superintendentes, na engenharia, que cuida das obras, se encontrará um absurdo.

ISTOÉ – Como a sra. pode dizer isso com tanta convicção?

Silvia – Eu vi tudo isso por dentro. Eu presenciei uma reunião com a construtora DM aqui em Curitiba. Um arquiteto chamado Ricardo Amaral vendeu por R$ 200 mil um projeto para cada empreiteira. Ele entregou antecipado o projeto, para construir o edifício-garagem do aeroporto, cobrou R$ 200 mil e não saiu a obra. A Eleuza sabia disso. A Eleuza esteve dentro do escritório dele, em reunião com os grandes empreiteiros. OAS, Odebrecht, CR Almeida e Andrade Gutierrez.

ISTOÉ – O novo presidente da Infraero, o brigadeiro José Carlos Pereira, há algum envolvimento dele com esses casos de corrupção?

Silvia – Não. Mas ele não consegue demitir os diretores porque o esquema montado no passado permanece rendendo muito.

ISTOÉ – No Paraná, dizem que a sra. possui dois CPFs.

Silvia – Depois de ter feito a denúncia na PF, minha bolsa e meus documentos sumiram misteriosamente. Posteriormente, soube que emitiram CPFs em meu nome. Mesmo que tentem me desqualificar, vou levar minhas denúncias até o fim.


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magno bravo dantas

Com a palavra os Senhores Carlos Wilson e todos que fizeram a Infraero. Se houve roubo que sejam punidos. COM PROVAS, PROCESSOS E TUDO MAIS.

Eduardo Peres Ramos da Silva

Recomendo ao leitor José Inojosa a tentar ser menos irracional. Meniconei que não defendo nem denunciantes e nem denunciados. Ela, a denunciante, cita a obra do aeroporto do Recife e, se você não sabe, foi licitada no governo FHC e gerenciada pelo governo Jarbas. Neste caso, a gang é outra.

Não sei qual o interesse do leitor Eduardo em defender essa "gang do PT". Não há provas?Voce queria impressões digitais ou atestados de culpa? Mas não se preucupe Eduardo: Nada acontecerá a essa "gamg" e outos golpes virão logo logo.

Eduardo Peres Ramos da Silva

Complementando: http://www.odebrechtonline.com.br/materias/00201-00300/281/ . Não se deve execrar ninguém antes de uma investigação e do direito de defesa dos denunciados. Não defendo nem denunciante, nem denunciados. Defendo a verdade, e a verdade, nem sempre está com a imprensa.

Eduardo Peres Ramos da Silva

A obra do aeroporto do Recife foi licitada pela Infrearo, no governo FHC, juntamente com o governo de Pernambuco (leia-se Jarbas Vasconcelos). E agora, Magno? Será que houve super-faturamente na obra licitada pelo então governador Jarbas? Maiores detalhes: http://www.odebrechtonline.com.br/materias/


O Jornal do Poder

22/04


2007

Falar mal de Lula? Quem? Eu?

 Roberto Mangabeira Unger, escreve um artigo semanal na página 2 da Folha. Orgulhoso da própria obra, ele a conserva numa página na internet. Ali, havia 280 textos. Agora, só há 279. Na bica de assumir a pasta de “Longo Prazo”, criada só para abrigá-lo na Esplanada, o professor arrancou uma peça de sua vitrine virtual.

Quem vai á página de Mangabeira encontra o artigo que ele escreveu em 8/11/2005. Chama-se “Auto-transformação''. O de 22/11/2005, foi batizado de “Verdade econômica sem mentira agradável'' . O de 15/11/2005, que deveria entremear os dois, sumiu. Por sorte, ainda temos os arquivos da Folha. Consultando-os, descobre-se por que o professor decidiu autocensurar-se.

 

O artigo ''desaparecido'' chama-se “Pôr fim ao governo Lula.” Nele, Mangabeira prega o impeachment do novo chefe. Vão abaixo, em respeito à memória do ex-Mangabeira, os sete primeiros parágrafos do texto que o futuro ministro gostaria de não ter escrito:

 

“Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos.

 

Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas.

 

Imiscuiu-se, e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados. E comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos.

 

Afirmo que a aproximação do fim de seu mandato não é motivo para deixar de declarar o impedimento do presidente, dados a gravidade dos crimes de responsabilidade que ele cometeu e o perigo de que a repetição desses crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que só aos eleitores cabe julgar não compreende as premissas do presidencialismo e não leva a Constituição a sério.

 

Afirmo que descumpririam seu juramento constitucional e demonstrariam deslealdade para com a República os mandatários que, em nome de lealdade ao presidente, deixassem de exigir seu impedimento. No regime republicano a lealdade às leis se sobrepõe à lealdade aos homens.

 

Afirmo que o governo Lula fraudou a vontade dos brasileiros ao radicalizar o projeto que foi eleito para substituir, ameaçando a democracia com o veneno do cinismo. Ao transformar o Brasil no país continental em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto impôs mediocridade aos que querem pujança.

 

Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou...''''

 

(Do blog de Josias de Souza)


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IVAN INÁCIO DE OLIVEIRA

É A POLÍTICA BRASILEIRA. QUEM LEMBRA DOS "ELOGIOS" QUE JARBAS E FREIRE FAZIAM A MARCO MACIEL E O PEFELÊ, E HOJE DE MÃOS DADAS. MANGABEIRA É APENAS MAIS UM DESSES OPORTUNISTAS.

milton tenorio pinto junior

Magno,e ainda lembro na eleição para Presidente,Mangabeira dizia:Não troquem o picareta de hoje pelo picareta de ontem!O que o poder não faz.Mangabeira é mais um oportunista e picareta.Tanta sabedoria jogada no lixo da indecência.

Décio

É amigos!!!! Mais uma vez o poder comprando a integridade moral de que se pensava que um dia a tivera. Este governo do PT, que leia-se corruPTos, acham que podem tudo... E hoje acredito que sim. O povo inerte assiste a tudo de camarote e simplesmente não faz nada! Cadê os caras-pintadas? Cadê o povo



22/04


2007

Má companhia

(Do blog dos blogs)

 No Planalto e no Itamaraty há uma convicção: quem fez a cabeça do boliviano Evo Morales contra o Brasil foi Hugo Chávez. É por isso que Lula, na reunião do conselho político da semana, comentou com os líderes da coalizão o seu espanto com a mudança de do colega. Segundo o presidente, ''alguém conversou com ele'' entre um encontro e outro, e Evo mudou da água para o vinho. Ou melhor, no caso, do vinho para a água...


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Shopping Aragão

22/04


2007

CPI: ''''Pra quê? Pra nada''''

(Do blog Política & Cia)

 Nem parece, mas houve uma CPI dos Bingos. Terminou seus trabalhos em janeiro de 2006, portanto outro dia mesmo. Foi apelidada de CPI do Fim do Mundo, porque engravidou de tudo quanto é denúncia e só faltou suspeitar do mapa astral de Antônio Palocci.

Agora que a máfia das liminares para bingos e caça-níqueis veio à tona, descobre-se que aquela barulhenta CPI, na verdade, fraudou o fim do mundo.

Ou melhor, o mundo estava mesmo desabando, pelo menos em alguns recantos da Justiça brasileira, mas a CPI não viu. Alguns dos personagens capturados agora na Operação Furacão da Polícia Federal, envolvidos na venda de liminares para a jogatina, estavam há alguns anos no ramo. Enquanto isso, os parlamentares justiceiros da CPI estavam naquele interminável uni-duni-tê entre Buratti e Poleto.

Os bingos funcionando alegremente pelo Brasil afora, depois que o presidente da República mandou fechar tudo, e os caça-níqueis tilintando a cada esquina com seu maquinário contrabandeado. Tudo normal. Tudo esquentado por decisões providenciais de juízes e desembargadores adestrados. E os deputados da CPI dos Bingos fazendo, desinibidos, seu teatro eleitoral.

Quase dez anos antes, a CPI do Judiciário tinha fisgado o juiz Nicolau. Troféu graúdo, o homem de 170 milhões de reais. Mas toda a fraude ali estava ligada a superfaturamento de obras. Ou seja, fraude orçamentária. Grave também, mas não tocava na medula do sistema de justiça. Venda de liminares e sentenças é a corrupção do próprio direito. Nessa indústria os heróis da CPI não tocaram. Na melhor das hipóteses, por distração.

A própria CPI do Narcotráfico, considerada bem-sucedida, obedeceu a uma mecânica esquisita. Em vários casos, metia-se em investigações conduzidas cuidadosamente pela polícia ou pelo ministério público e nada mais fazia do que jogar as informações nas manchetes. Às vezes até deu certo, como no caso do deputado-motosserra Hildebrando Pascoal (fisgado, na verdade, pelo procurador Luiz Francisco de Souza).

Muitas vezes, porém, o alarde da CPI só atrapalhou o processo – jogando nomes e cifras no ventilador antes da hora, e dando chance dos culpados se protegerem. Há fartas queixas de policiais e procuradores sobre esse açodamento dos pavões do Congresso (alguns dos quais, anos mais tarde, ficariam famosos como sanguessugas).

O que fez a CPI do Mensalão com a farta literatura policial oferecida por Marcos Valério, Delúbio Soares e companhia? Absolutamente nada. A CPI terminou sem fazer cócegas no valerioduto. Mesmo a CPI dos Correios, que prometia cravar uma estaca no coração de Lula, não passou de uma farpa. A prova é que José Dirceu, o homem que regeu Delúbio, Valério, Silvinho, Waldomiro e companhia, está aí batalhando sua anistia à luz do dia. E Valério passa bem. Muito bem.

Foi nessa mesma época que a CPI dos Bingos, do fim do mundo e do fim da picada apurou tudo sobre as relações do petismo com as moças de vida fácil de Brasília. Enquanto isso, no reino da jogatina, voavam liminares sob encomenda – e sob os narizes dos nobres parlamentares. Agora vem aí a CPI do Apagão Aéreo. Para que?

Provavelmente, em essência, para a oposição se exibir ao seu eleitorado enchendo o saco do Waldir Pires (que, com todo respeito, não precisa de ajuda externa para isso). Já deu para antever o circo naquela audiência na Câmara: o presidente da Anac negando que haja crise na aviação (referindo-se à saúde das empresas) e os parlamentares o acusando de querer encobrir a crise (referindo-se ao caos do tráfego aéreo). Tudo jogo de palavras. Tudo teatro.

Não que o teatro político não tenha o seu valor. Mas para isso, melhor seria criar uma única CPI permanente e entregá-la, como uma concessão pública, ao senador Pedro Simon. O show ficaria garantido, e o país liberado para tocar sua vida em frente – e para, entre outras coisas, investigar o Cindacta. Sem pantomima.


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22/04


2007

Ou a Justiça elimina as aspas, ou elas acabam com o Brasil

(Do blog de Josias de Souza)

 No Brasil, existe a “Justiça” e a Justiça. Existe o poder e tudo o que está implícito quando ele é invocado. Pode soar como coletivo majestático ou pejorativo.

A Justiça sem aspas é igual para todos. Com aspas, vê mais igualdade em alguns do que em outros. Sem aspas, A Justiça é cega. Com aspas, exibe um olfato invejável. 

 

A Justiça sem aspas assegura direitos iguais para todos. Com aspas, impõem mais deveres a alguns do que aos outros. Sem aspas a Justiça busca o restabelecimento da verdade. Com aspas, empresta legalidade à mentira.

 

Nos últimos anos, ao mesmo tempo em que a Justiça tornou-se mais acessível, a “Justiça” foi virando algo vago, impalpável.

 

Hoje, a Justiça é busca da justa reparação, mas a “Justiça” também é encontro com injustiças irreparáveis.

 

A Justiça é perspectiva de punição, mas a “Justiça” também é solidificação da impunidade.

 

A Justiça é a que tarda, mas não falha, mas a “Justiça” também é aquela que não chega e deixa prescrever.

 

A Justiça é justiça extrema, mas a “Justiça” também é extrema injustiça.

 

Sabe-se que, no Brasil, o defensor dos direitos humanos é um reacionário que ainda não foi assaltado. Sabe-se que o político progressista é um conservador que ainda não chegou ao poder.

 

Pois descobre-se agora que o juiz, o desembargador e o ministro do tribunal superior pode ser o incorruptível que ainda não foi submetido à sedução de um bicheiro ou ao flerte de um bingueiro.

 

Súbito, a Justiça vê-se compelida a expedir mandados de prisão para recolher a “Justiça” ao xilindró. A Justiça concede autorização para que os telefones da “Justiça” sejam grampeados.

 

A Justiça ordena à polícia que faça operações de busca e apreensão nos gabinetes e nas casas da “Justiça.” A Justiça bloqueia os bens da “Justiça”.

 

Quem observa a cena à distância fica confuso. A perspectiva de uma definição desse emaranhado que se convencionou chamar de Justiça –ou de “Justiça”— é cada vez mais remota.

 

Chegou-se a um ponto sem volta. Ou a Justiça acaba com as aspas, punindo exemplarmente eventuais malfeitores da “Justiça”, ou as aspas acabarão com o que resta dela.


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Comentários

milton tenorio pinto junior

Bela leitura,parabéns Magno!