FMO

16/11


2019

BNDES libera emprestimos bilionários a empresas

Foto: Arquivo Agência Brasil

O Dia


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou três empréstimos bilionários para investimentos empresariais. A operação sinaliza que a instituição não abandonará o crédito e aponta para uma percepção de melhora na economia no médio prazo, segundo o diretor de Crédito e Garantia do banco, Petrônio Cançado.

Em outubro, foram dois empréstimos para o setor elétrico: R$1,76 bilhão para a Chimarrão Transmissora de Energia, e R$1,26 bilhão para um parque de geração eólica da Engie, na Bahia. Semana passada, a fabricante de papel e celulose Klabin anunciou a contratação de R$3 bilhões com o BNDES, para financiar a expansão da fábrica de embalagens no Paraná.


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Comentários

Fernandes

Toda propaganda tem que ser popular e acomodar-se à compreensão do menos inteligente dentre aqueles que pretende atingir.” ADOLF HITLER

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

É isso. Para Cuba, Angola e outros países comunistas que recebiam esses empréstimos e não tem como pagar nada. Sim, ainda tinha o retorno em caixotes de parte desse empréstimo para os \"cumpanheiros\".


Prefeitura de Abreu e Lima

16/11


2019

Ministro da Educação defende a Monarquia

Foto: Valter Campanato/Agência Brasi

O Dia


O ministro da Educação, Abraham Weintraub, fez elogios à Monarquia e questionou as comemorações de ontem à Proclamação da República.

“Não estou defendendo que voltemos à Monarquia mas… O que diabos estamos comemorando?”, perguntou no Twitter.

Weintraub postou foto em reunião com a legenda: “Qual a melhor forma de ‘comemorar’ o primeiro golpe de estado no Brasil? TRABALHANDO!”.


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Prefeitura de Paulista

16/11


2019

Bolsonaro questiona investigações sobre caso Marielle

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) entrou com ação contra o presidente por obstrução de Justiça no caso Marielle.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Dia

 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na manhã de ontem, ao chegar ao Forte dos Andradas, em Guarujá, litoral de São Paulo, que ficou “chateado” ao ler notícias divulgadas sobre um possível mandado de busca e apreensão na casa de seu filho Carlos Bolsonaro relacionado ao assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

“A vida toca. Vi uma matéria agora de que o PT quer fazer uma busca e apreensão na casa de um filho meu no Rio de Janeiro. O pessoal vê sobre busca e apreensão e pensa que está metido com que coisa errada. Eles querem é saber se eu tenho ligação com caso Marielle. Não conseguiram nada comigo, vão pra cima de um filho meu. É muita marola, mas deixa a gente chateado”, disse.

O presidente questionou o “que teria a ver com a morte desta senhora” e provocou: “Tem 150 pessoas morando no meu condomínio, agora se roubam uma galinha vão me acusar de ter feito uma galinhada”.

Ações contra o presidente

Ainda no mesmo dia, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) entrou com uma ação no Tribunal Federal (STF) contra Bolsonaro por suposta obstrução às investigações após o presidente ter admitido que pegou as gravações da portaria de seu condomínio no Rio de Janeiro. Bolsonaro negou que tenha adulterado o material.

No começo do mês, o PT entrou com o mesmo tipo de ação judicial contra Bolsonaro. O partido alega ter havido crime de responsabilidade por parte do presidente.


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Comentários

Fernandes

Eu acredito no porteiro.


Prefeitura de Serra Talhada

16/11


2019

Inadimplência cai entre os mais jovens

Foto: Marcelo Casal JR/Agência Brasil

O Dia

 

A inadimplência cresceu entre mais velhos e caiu na faixa dos mais jovens no último mês, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Quanto ao perfil dos endividados, a pesquisa mostra um aumento expressivo da inadimplência entre os que têm idade mais avançada: crescimento de 7,1% na faixa de 64 a 84 anos e de 4,1% entre a população de 50 a 64 anos.

Entre os consumidores mais jovens, há um recuo mais acentuado na faixa de 18 a 24 anos, com uma diminuição de 21,6% em outubro na comparação com igual mês de 2018. Também houve queda nas faixas de 25 a 29 anos e de 30 a 39 anos.


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16/11


2019

Fake news atrapalham vacinação da população

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil

O Dia

 

Segundo informações da Agência Brasil, uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Imunizações em parceria com a organização não governamental Avaaz mostra que sete em cada dez brasileiros acreditam em fake news sobre vacinas.

Entre os entrevistados, 13% assumiram que deixaram de se vacinar ou deixaram de vacinar uma criança sob seus cuidados. Para 24% dos entrevistados, “há boa possibilidade de as vacinas causarem efeitos colaterais graves”, quando, na verdade, os efeitos adversos graves são raríssimos.


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Prefeitura de Limoeiro

16/11


2019

Novas manchas de óleo atingem praias do Piauí

O material foi encontrado em praias de Ilha Grande e Parnaíba.

Foto: MARINHA DO BRASIL/DIVULGAÇÃO / Estadão

Da Veja - Por Estadão Conteúdo

 

A força-tarefa do governo federal que acompanha o caso das manchas de óleo encontradas nas praias do litoral do Nordeste e do Sudeste brasileiro confirmou nesta sexta-feira, 15, o aparecimento de novas manchas de óleo no Piauí. O material foi encontrado em praias de Ilha Grande e Parnaíba. Na quinta-feira, 14, já haviam sido registradas manchas em Luís Correia, onde a praia de Atalaia foi decretada imprópria para banho pela secretaria estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

Além desses casos no Piauí, têm vestígios de óleo e estão com ações de limpeza em andamento outros 20 locais: Araioses, no Maranhão; Fortim, no Ceará; Baía Formosa, no Rio Grande do Norte; Paulista e São José da Coroa Grande, em Pernambuco; Coruripe, Barra de São Miguel, Feliz Deserto e Piaçabuçu, em Alagoas; Brejo Grande, em Sergipe; Prado, Canavieiras, Ilhéus, Itacaré, Maraú, Cairu, Belmonte e Entre Rios, na Bahia; Linhares e Serra, no Espírito Santo.

Segundo nota divulgada nesta sexta-feira pela força-tarefa, já foram recolhidas cerca de 4.500 toneladas de resíduos de óleo.


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Capacitação de Candidatos

16/11


2019

General defende Bebiano

General sai em defesa de Bebianno e vira alvo de bolsonaristas nas redes. Paulo Chagas diz que Bebbiano foi um "pitbull" na defesa de Bolsonaro e que virou um bode expiatório.

(Evandro Éboli/VEJA)
Da Veja - Radar
Por Evandro Éboli

 

Ainda aliado do governo Jair Bolsonaro, o general Paulo Chagas saiu em defesa do ex-ministro Gustavo Bebianno, que virou um desafeto do presidente, de sua família e de ex-colegas da Esplanada.

Chagas disputou o governo do Distrito Federal, com o apoio do hoje presidente, postou um artigo extenso em que elogia Bebianno e diz que ele foi um “pitbull” na defesa de Bolsonaro. Diz que ele foi de fiel escudeiro a traidor e agora a bode expiatório.

E atacou Carlos Bolsonaro, com quem Bebiano se desentendeu e foi a razão de sua saída do governo.

“Bebianno foi o mais próximo, leal e confiável membro do staff do candidato Jair Bolsonaro, condição que o converteu em injustificável da desconfiança e antipatia de Carlos Bolsonaro. Foi transformado em traidor e bode expiatório daquela crise familiar, e agora de uma possível mágoa do deputado Phillipe Orleans e Bragança por ter sido rejeitado para o cargo de vice-presidente na chapa. Algo para mim lamentável e decepcionante”, escreveu Chagas nas suas redes.

O general recebeu alguns elogios, mas muitas críticas de seguidores de Bolsonaro nos comentários.


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Magno coloca pimenta folha

15/11


2019

Mercado prevê alta de 1% do PIB

Foto/Agência Brasil

Da IstoÉ - Por Estadão Conteúdo

 

Os dados de atividade do mês de setembro confirmaram a expectativa de mercado de leve aceleração do ritmo de retomada e provocaram um aumento nas perspectivas para o crescimento da economia em 2019 e 2020, de acordo com levantamento feito ontem pela Projeções Broadcast após a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) do nono mês. Agora, a expansão de 1,0% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 é a mediana, contra 0,90% há um mês. Para 2020, a mediana é de 2,3%, mais alta do que no levantamento anterior (2,0%).

Com 35 instituições ouvidas, o intervalo para o PIB deste ano vai de 0,90% a 1,20%, enquanto para 2020 varia de 1,60% a 2,80%. Para o terceiro trimestre, o piso das estimativas é de 0,30% e, o teto, de 1,0%. A mediana encontrada é de 0,40%. O IBGE divulga o PIB de julho a setembro no dia 3 de dezembro.

O resultado do IBC-Br (uma espécie de prévia do PIB do Banco Central) do terceiro trimestre evidenciou a melhora no desempenho da economia, com crescimento de 0,91%, acima do indicado pela mediana do serviço especializado do Broadcast, de 0,75%. A expansão de 0,44% de setembro também superou a mediana de 0,39% e os números dos meses anteriores do trimestre também foram revisados para cima. A avaliação do mercado é de que fatores pontuais, como o FGTS, impulsionam a atividade, mas que há outros motivos mais duradouros que explicam o melhor desempenho da economia. Números do IBGE sobre atividade nos Serviços e no Varejo em setembro também apresentaram melhora.

“Diante da leitura do IBC-Br acima da expectativa e da recente recuperação acima do esperado dos principais setores da economia brasileira, acreditamos que a recuperação da atividade econômica continuará ganhando tração nos próximos meses”, avalia a XP Investimentos, em relatório em que reporta o aumento da projeção de 2019 de 0,90% para 1,0% e de 2020, de 2,10% para 2,3%.

Surpresa

O Banco Safra, o Rabobank, a Mongeral Aegon Investimentos, a Arazul Capital e a GO Associados também elevaram as projeções depois da divulgação dos indicadores de setembro.

Mas não foi só o IBC-Br que surpreendeu positivamente. O economista Julio Cesar Barros, da Mongeral Aegon Investimentos, alterou a projeção para o PIB de julho a setembro, de 0,50% para 0,60%, por causa do “conjunto da obra”. A estimativa para 2019 é de 1,0%. “O que acho importante é a sinalização para frente. Setembro foi um mês mais forte, afetado por questões específicas, como o FGTS e a Semana do Brasil, mas também por um crescimento do crédito, pela melhora gradual do emprego e pela redução das incertezas.”

O desempenho melhor da atividade no fim deste ano também vai deixar uma herança positiva para 2020. Por isso, Barros aumentou a projeção do PIB do ano que vem de 2,20% para 2,40%.

 
“Há um impulso maior de atividade econômica, mas é uma aceleração frente ao primeiro trimestre, que foi bem ruim. Não devemos nos entusiasmar tanto assim. Apesar de ser o número mais elevado do ano, caso a projeção se confirme, ainda não é tão forte como deveria ser no pós-crise”, diz o economista Alexandre Lohmann, da GO Associados, que espera alta de 0,52% no terceiro trimestre e de 1,15% em 2019.

Na Trafalgar Investimentos, o economista-chefe Guilherme Loureiro manteve a perspectiva para o PIB do terceiro trimestre, de 0,50%, de 2019 (1,0%) e de 2020 (2,5%). “Os dados reforçam a expectativa que já era mais otimista para o terceiro trimestre.”

Mas Loureiro acrescenta que outros sinais de setembro indicam um crescimento mais forte lá na frente, com melhora adicional das condições financeiras, o que pode possibilitar uma expansão maior do PIB em 2020, de 2,6% a 2,7%. “Há indicadores antecedentes, como a curva de juros e a inflação de curto prazo, que vão se refletir daqui a seis meses, que indicam retomada mais forte”, diz, citando também que as reformas estruturais devem impulsionar o crescimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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15/11


2019

PT ataca agenda econômica de Paulo Guedes

Com Lula solto, PT ataca agenda econômica de Paulo Guedes. O discurso do ex-presidente ao deixar a cadeia assustou investidores, mas o governo tem condições de mostrar ao país que se trata apenas de revanchismo.

Da Veja - Por Machado da Costa

 

Correligionários do #LulaLivre e opositores a esse movimento discordam em tudo, mas uma dúvida era comum aos dois grupos às vésperas da saída do ex-­presidente da cadeia: o Lula que seria solto em Curitiba assumiria o papel de apaziguador, empenhado em estabelecer um diálogo nacional, ou adotaria a persona de líder incendiário, disposto a atiçar ainda mais a guerra ideológica em curso no país? Quem apostou na segunda possibilidade se deu bem. Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro, em seus primeiros discursos públicos, que seu interesse imediato é atacar sem trégua o governo Bolsonaro. Na verdade, seu alvo foi ainda mais preciso: o ministro da Economia, Paulo Guedes, qualificado como “o demolidor de sonhos”. Até quando mencionou pautas mais distantes do debate econômico, Lula deu um jeito de trazer a discussão para essa seara e bateu na bandeira bolsonarista do combate à violência com um argumento de viés socioeconômico, dizendo que a segurança pública se constrói com pleno emprego e não com estímulo ao armamento da população. Se a esquerda andava desbaratinada, desde o sábado 3 ganhou um norte.

O ataque ao superministro foi, obviamente, cuidadosamente calculado por Lula. Microfone na mão, ele alinhou seus argumentos às notícias vindas de outros países da América do Sul. De acordo com Lula, as crises e derrotas enfrentadas por países como Argentina e Chile têm origem em suas políticas econômicas. Mauricio Macri saiu derrotado de sua tentativa de reeleição na Argentina devido ao fracasso do modelo liberalizante que adotou, assim como o chileno Sebastián Piñera se defronta com o desgaste de um modelo que não conseguiu garantir o bem-estar social almejado pela população. Seguindo seu raciocínio, Lula mirou diretamente o desemprego e a corrosão de renda no Brasil — situação criada, é importante lembrar, pela sucessora que ele mesmo escolheu, Dilma Rousseff. Não à toa, dedicou-se a exaltar os sindicatos e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), aos quais atribui — talvez com excessiva confiança — amplo poder de mobilização popular.

 (./.)

Depois de 580 dias na cadeia, Lula sabe que não goza mais da liderança que tinha no passado. Muitos de seus antigos eleitores, desgostosos com as denúncias que cercam seu partido e seu nome, não o veem mais como o mesmo político que desceu a rampa do Palácio do Planalto com 87% de aprovação em 2010. A retórica atual agrada somente a um nicho do eleitorado, a parcela que ainda acredita que a onda de crescimento vigoroso dos anos 2000 — sustentado por circunstâncias externas, como o elevado preço das commodities no mercado internacional — pode voltar a se repetir sem mudanças estruturais no país. À equipe econômica de Guedes cabe, portanto, trabalhar duro na agenda de reformas para que seus resultados criem uma blindagem contra a verborragia de Lula.

Os ataques de Lula a Guedes também se apoiam no único momento em que o PT teve alguma visibilidade política no ano, durante o triste embate em que o deputado Zeca Dirceu constrangeu Paulo Guedes na Câmara, em abril, ao chamá-lo de “tchutchuca”. Essa será a tônica da atuação de PT, PSOL e PCdoB a partir de agora. O governo sabe disso, e não pretende repetir o erro de deixar Guedes exposto. A Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil, caberão os contra-ataques. O Planalto entende que Guedes deve ser poupado de embates com o líder do PT. Na verdade, há no entorno do presidente quem esteja aliviado no que diz respeito ao alvo escolhido. No núcleo duro do bolsonarismo, acredita-se que será justamente a economia que impulsionará a reeleição do presidente em 2022. Tal grupo se apega à expectativa de que, com as mudanças em curso, o emprego e a renda dos trabalhadores comecem a reagir já no próximo ano.

Isso não afasta, porém, o “risco Lula” — expressão utilizada desde a sua soltura para descrever os temores de empresários investidores e executivos do setor financeiro. Com menos de uma semana na rua, o petista já começou a tumultuar a rotina do Congresso. Com parte das reformas propostas por Guedes para aprovar — as PECs do Pacto Federativo, Emergencial e a dos Fundos —, deputados e senadores deixaram o assunto para se debruçar sobre a discussão da prisão após condenação em segunda instância. “Isso já é um custo óbvio”, afirma o economista André Perfeito. “Se forem se dedicar à PEC que tenta restabelecer a prisão em segunda instância, vão roubar tempo de aprovação de outros temas. E a agenda do Guedes é complexa, para dizer o mínimo.”

Além do risco implícito, que é atrasar o desenvolvimento do país ao apostar no “quanto pior, melhor”, há os concretos. Paira no horizonte o risco de greves gerais articuladas pelo PT e sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de invasões de propriedades rurais e urbanas por membros dos movimentos de sem-terra (MST) e de sem-teto (MTST). E, claro, parlamentares dos partidos de esquerda voltaram a demonstrar entusiasmo para travar a pauta governista. “Lula fortalece muito a oposição, tem diálogo com vários governadores, líderes de sindicatos, de movimentos sociais, religiosos”, afirma o deputado Paulo Teixeira (PT-­SP). “Ele contribuirá tanto no diagnóstico das situações que se colocarão daqui para a frente como na ação propriamente dita”, prevê.

A avaliação entre os petistas é que Bolsonaro tem baixa governabilidade, situação causada pelos frequentes embates entre a família do presidente e seus aliados. Os desgastes só não causaram maiores prejuízos ao país porque os presidentes das duas Casas do Legislativo, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), se esforçaram pessoalmente para aprovar a reforma da Previdência. Entre os dias 22 e 24 de novembro, toda a liderança do Partido dos Trabalhadores deve se reunir para discutir as táticas a ser adotadas no combate às propostas de reformas que ainda estão por vir. “A mera soltura do Lula já gerou uma mobilização, uma tensão no país”, conclui Teixeira.

 (./.)

O Brasil mudou muito desde os tempos em que Lula era o principal líder da oposição, nos anos 1990. Os sindicatos enfraqueceram sem os recursos do imposto sindical e não têm conseguido promover grandes manifestações. O MST também não tem mais o mesmo potencial de mobilização. E a esquerda perdeu o protagonismo nas manifestações de rua. Hoje há um equilíbrio de forças maior do que no passado. “Ninguém pode desconsiderar o poder político de Lula”, diz o cientista político Murillo de Aragão. “Mas ele tem sérios problemas jurídicos, conta com uma militância esvaziada e enfrenta a possibilidade de sucesso de Bolsonaro, que está conseguindo despertar a economia.”

Tanto em 2014, com Dilma, quanto em 2018, com Fernando Haddad, o PT adotou o discurso de que, se os representantes do partido não fossem eleitos, os pobres perderiam o pouco que tinham, os ricos ficariam mais ricos e todas as conquistas sociais seriam desfeitas. O fato é que tais mazelas começaram a acontecer justamente no governo de Dilma. A alardeada “nova matriz econômica”, focada no consumo, e os sequenciais ataques aos cofres públicos, que levaram ao mensalão e ao petrolão, provocaram uma depressão do PIB só comparada à crise de 1929. Tantos descalabros deixaram Lula com pouca credibilidade para falar de economia. Cabe ao governo fazer com que o discurso do ex-presidente seja visto apenas como uma narrativa revanchista.


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Comentários

Fernandes

Bolsonaro diz que o PSL é uma Quadrilha. O PSL diz que Bolsonaro é um Bandido. E eu concordo com os dois!

Fernandes

Este País precisava de mais Chilenos, Equatorianos e menos Brasileiros.

Fernandes

O STF arquivou o processo do Flávio Bolsonaro e do Queiroz! Não vi essa revolta toda!

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

A esquerda e a grande mídia é contra, é por que é boa. Deixaram o País quebrado pelo roubo e pela incompetência não tem moral para contestar nada.


Shopping Aragão

15/11


2019

Ruptura a vista entre Bolsonaro e Caiado

O risco de ruptura entre Bolsonaro e Caiado

Foto: José Cruz/Agência Brasil                                                                          Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O Globo - Por Gabriel Mascarenhas 

 

Ronaldo Caiado anda irritado com Jair Bolsonaro e Paulo Guedes pela resistência do governo federal em renovar os incentivos fiscais da fábrica da Caoa em Anápolis (GO), que vencem no ano que vem.

Inconformado, Caiado fez chegar aos homens de confiança de Guedes que considera uma traição virarem-lhe as costas, enquanto montadoras instaladas na Bahia e em Pernambuco, estados governados pela oposição, gozarão de benefícios semelhantes até 2025.

A temperatura do tema está subindo, e não será surpresa se em breve Caiado chutar o pau da barraca e romper com Bolsonaro, de quem ainda é aliadíssimo.


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15/11


2019

Anticrime: inserido artigo que ressuscita político banido

Foto (Adriano Machado/Reuters)

O jogo sujo contra a Lei da Ficha Limpa

 

Parlamentares inserem no pacote anticrime um artigo que pode ressuscitar políticos banidos da vida pública por improbidade

 

Da Veja - Por Laryssa Borges

Desde que chegou ao Congresso, há nove meses, o pacote anticrime proposto pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, sofreu diversas alterações — algumas que aprimoram os mecanismos de combate à corrupção, como a ampliação do tempo máximo de cumprimento de penas, outras que corrigem exageros, principalmente em relação ao abuso das prisões preventivas. Mas existe uma em especial que está sendo apontada como um grande retrocesso na luta contra a corrupção. Hoje, pessoas condenadas por improbidade administrativa e que tenham a sentença confirmada por um tribunal colegiado são proibidas de disputar eleições ou ocupar qualquer cargo público. A lei que prevê isso baniu uma horda de criminosos do colarinho branco, gestores mal-intencionados e empresários trapaceiros — os chamados fichas-sujas. Na surdina, os parlamentares querem mudar essa regra.

Há cerca de duas semanas, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) discutia a prisão em segunda instância, um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que abre uma janela para recolocar os fichas-­sujas no jogo eleitoral já em 2020. De acordo com o texto, que ainda será submetido ao plenário, a lei de improbidade passa a contar com um artigo que abre a possibilidade de acusados ou condenados firmarem acordo com o Ministério Público, por meio do qual pagariam uma multa, ressarciriam aos cofres públicos eventuais prejuízos e escapariam da maior das punições — a suspensão dos direitos políticos. “Não tem cabimento o réu só pagar a multa e devolver o valor. Sem trazer elementos de prova contra outras pessoas, essa lei incentiva a impunidade e vira uma farra”, afirma o promotor Silvio Marques, do Ministério Público de São Paulo, especialista em casos de improbidade administrativa.

O “libera geral” ensaiado por deputados que discutiram o pacote anticrime acendeu a luz de alerta nos tribunais superiores. Caso o texto aprovado pelo grupo de trabalho entre em vigor, em tese até mesmo os mensaleiros, condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) há sete anos, poderão tentar um acordo com o Ministério Público nos casos em que respondem a ações de improbidade. Até hoje tramitam processos de ressarcimento aos cofres públicos contra próceres petistas como José Dirceu e José Genoino. Esse último, por exemplo, foi condenado por corrupção, sua pena foi extinta em 2015 e, com um eventual acordo, ele estaria totalmente livre para se candidatar a partir de 2023.

 CONTRABANDO – Plenário da Câmara: o texto que abre uma janela para os fichas-sujas ainda será analisado no Congresso
CONTRABANDO – Plenário da Câmara: o texto que abre uma janela para os fichas-sujas ainda será analisado no Congresso (Wilson Dias/Agência Brasil)

Em outros casos de improbidade, o acordo para encerrar o processo pode ser ainda mais benéfico ao mau gestor, como nas situações em que, embora irregulares, não há dano a ser reparado. Isso ocorre, por exemplo, quando um prefeito contrata garis ou merendeiras de forma irregular, mas os serviços são efetivamente prestados pelos funcionários. Apesar de teoricamente essa prática não gerar prejuízo financeiro aos cofres municipais, os dividendos eleitorais para o prefeito são notórios. Com a aprovação da lei inserida no pacote anticrime, na hipótese mais extrema o gestor público limparia a ficha sem precisar devolver um único centavo.

De tão sorrateiro, o texto final do projeto nem ao menos foi disponibilizado a todos os integrantes do colegiado. “Essa manobra ocorreu à minha revelia e à revelia do ministro Moro”, disse o relator, deputado Capitão Augusto (PL-SP), que não sabe explicar como o artigo que beneficia os fichas-sujas foi inserido. Esse tipo de manobra é conhecido no Congresso como “jabuti”. Sergio Moro também não sabia da manobra até ser informado por VEJA. Disse o ministro em nota: “O que foi retirado ou inserido pelo Comitê formado na Câmara será objeto ainda de discussão com o governo e depois no Plenário. O governo está trabalhando para aprovar o pacote anticrime em sua totalidade ou maior parte”. Cuidado com o jabuti, ministro. Esse morde.


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