FMO janeiro 2020

07/04


2020

Senadores votarão projetos nesta semana

Por Agência Brasil

O Senado definiu ontem a pauta de votações da semana após reunião entre os líderes partidários e de bancada. Três projetos serão votados, todos de autoria de senadores e relacionados ao combate à crise gerada pela epidemia do novo coronavírus. Os líderes também definiram que a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) conhecida como Orçamento de Guerra será feita na segunda-feira da próxima semana, dia 13.

Amanhã (7) será votado um projeto de lei do senador Jorginho Mello (PL-SC) que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. O programa prevê auxílio no desenvolvimento de pequenos negócios por meio de financiamentos.

Na quarta-feira (8) serão realizadas duas sessões, cada uma com um item na pauta. A primeira sessão votará um projeto que estabelece medidas de desoneração da folha de pagamento para garantir a subsistência dos empreendimentos e a manutenção de empregos durante a pandemia do covid-19. Esse projeto é de autoria do senador Irajá (PSD-TO).

A segunda votação do dia será de um projeto que visa atender empresas em dificuldades financeiras devido ao arrefecimento da economia, causado pelo estado de calamidade decretado em razão do coronavírus. Ele trata da concessão de empréstimos para empresas do setor privado para quitação de folha de pagamento no período de até três meses. O projeto é do senador Omar Aziz (PSD-AM).

PEC do Orçamento de Guerra

Os senadores votarão a PEC do Orçamento de Guerra na próxima semana. A PEC cria um instrumento para impedir que os gastos emergenciais gerados em virtude do estado de calamidade pública sejam misturados ao Orçamento da União. 

A medida flexibiliza travas fiscais e orçamentárias para dar mais agilidade à execução de despesas com pessoal, obras, serviços e compras do Poder Executivo. O texto já foi aprovado pela Câmara e depende da aprovação do Senado para seguir para a sanção presidencial.


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Abreu e Lima

07/04


2020

Sobre a passagem do agora blogueiro Finfa pelo blog

Caro Magno, 

Primeiro deixar registrado a minha gratidão por todo tempo em que trabalhei no seu Blog. Gratidão é virtude de poucos, e a tenho, graças a Deus.

Sobre minha saída do blog - diferente do que você publicou, foi motivada para assumir o Blog do Sertão em Afogados da Ingazeira, na época tocado pelo meu primo Igor Mariano, que me fez uma proposta de mudança e aceitei. Só dois anos depois foi que veio surgir o meu blog.Tudo isso foi informado a você, com antecedência e com transparência, inclusive conversamos por alguns dias sobre como seria feito os pagamentos que teria direito a receber devido a minha saída. Direitos esses que são inerentes a todos os trabalhadores. Só esse fato, por si só, deixa claro que minha saída foi combinada e acertada com você, tudo dentro do roteiro normal de duas pessoas que se respeitam e construíram uma relação de amizade.

Sobre a época em que fui seu motorista, o fui com o maior prazer. Graças a Deus, ajudei demais seu blog a ser um dos mais lidos do nosso Estado e no País, andamos muito por estrada a fora. 

A fama de bom motorista que tenho sempre foi respaldada por você em todos os nossos momentos. 

No mais, agradecer de novo por ter me dado oportunidades, desejar sucesso ao seu blog e dizer que sempre poderá contar com nossa amizade e parceria.

Parabéns pelos 14 anos do Blog  

Forte abraço!

Júnio Finfa
Do blog do Finfa


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07/04


2020

Lewandowski: salário menor só com aval dos sindicatos

Por G1

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu ontem que suspensão de contrato e redução de salário e de jornada terão efeito após o aval de sindicatos.

Lewandowski é relator de uma ação que questionou no STF a medida provisória (MP) editada pelo governo federal que permite a suspensão dos contratos e a redução do salário e da jornada.

Pela decisão de Lewandowski, contudo, se o sindicato consultado não se manifestar em até 10 dias, será considerado automaticamente o aval à negociação individual.

A MP foi editada em razão do cenário de crise na economia, provocada pelo avanço da pandemia do novo coronavírus. O governo argumenta que a medida provisória permitirá a manutenção dos postos de emprego.

A decisão do ministro é liminar (provisória) e ainda precisará ser analisada de forma definitiva pelos demais ministros do STF.

Decisão

Lewandowski considerou que fere a Constituição a previsão, na medida provisória, de que os sindicatos serão somente comunicados da decisão tomada em acordo individual.

Para o ministro, o problema pode ser sanado se o entendimento passar a ser que os acordos individuais "somente se convalidarão, ou seja, apenas surtirão efeitos jurídicos plenos, após a manifestação dos sindicatos dos empregados".


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Prefeitura de Serra Talhada

07/04


2020

Reunião discutiu cenários para flexibilizar isolamento

Do Blog da Andréia Sadi

O vice-presidente Hamilton Mourão disse ao blog nesta segunda-feira (6) que a reunião que contou com ministros e com o presidente Jair Bolsonaro tratou de cenários futuros para flexibilizar o isolamento, e disse que Luiz Henrique Mandetta segue no Ministério da Saúde.

“Mandetta segue no combate, ele fica. Tratamentos de cenários, como a flexibilização do isolamento, no futuro”.


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07/04


2020

Trump teve conversa "muito amistosa" com rival

Por Estadão Conteúdo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que teve ontem uma conversa "muito amistosa" com o Joe Biden, após o favorito na disputa do Partido Democrata ligar para discutir a condução do governo na crise do coronavírus. 

Trump disse que a conversa durou cerca de 15 minutos. 

"Tivemos uma conversa realmente maravilhosa e calorosa", disse Trump durante seu briefing à imprensa sobre a pandemia.

"Ele me mostrou seu ponto de vista, e eu entendi completamente aquilo, e nós tivemos apenas uma conversa muito amistosa."

Biden, que busca a indicação de seu partido para enfrentar Trump nas eleições de 3 de novembro "compartilhou diversas sugestões de ações que o governo pode tomar agora para abordar a atual pandemia do coronavírus", disse a vice-diretora de campanha de Biden Kate Bedingfield, em nota sobre a rara conversa direta entre os rivais pela Casa Branca. 

Ela acrescentou que foi "uma boa ligação". 

Biden tem criticado quase diariamente a condução do presidente na crise do coronavírus em entrevistas e aparições de campanha. 

O ex-vice presidente disse que Trump deveria agir com mais urgência para dirigir recursos federais para ajudar governadores estaduais a responder à doença respiratória, inclusive utilizando sua autoridade presidencial para aumentar a fabricação doméstica de equipamentos médicos em oferta reduzida.

O número de mortos pela doença chegou a 10.674 no país, e o número de infecções conhecidas nos EUA ultrapassou 360 mil nesta segunda-feira.


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O Jornal do Poder

07/04


2020

Senado vota PEC do Orçamento de Guerra na próxima segunda

Por Reuters

O plenário do Senado vai analisar a PEC do orçamento de guerra em sessão remota na próxima segunda-feira, informou a assessoria de imprensa do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em nota divulgada na noite desta segunda.

A proposta permite a separação do orçamento geral do governo daquele de gastos realizados para o combate à pandemia do novo coronavírus.

A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos na sexta-feira passada


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07/04


2020

Brasil tem 566 mortes e 12.232 casos de coronavírus

Por G1

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 21h30 de ontem, 12.232 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 566 mortes pela Covid-19.

O Acre registrou a primeira morte e, agora, apenas o Tocantins não apresenta casos fatais. O estado do Ceará confirmou que 34 municípios do estado têm casos confirmados da doença, e o número de infectados chegou a 1.023. São 31 mortes.

O Amazonas chegou a 19 mortes no estado. A Bahia confirmou a décima morte. Em Minas Gerais subiu para nove o número de mortos pela doença. O Paraná registrou 14 mortes pela doença.

O Acre registrou a primeira morte e, agora, apenas o Tocantins não apresenta casos fatais. O estado do Ceará confirmou que 34 municípios do estado têm casos confirmados da doença, e o número de infectados chegou a 1.023. São 31 mortes.

O Amazonas chegou a 19 mortes no estado. A Bahia confirmou a décima morte. Em Minas Gerais subiu para nove o número de mortos pela doença. O Paraná registrou 14 mortes pela doença.

Veja alguns dados sobre a Covid-19 no Brasil até as 17h da segunda-feira (6):

São Paulo é a cidade com mais casos: 3.612

. Além de São Paulo, Rio de Janeiro (1.068 casos) e Fortaleza (744 casos) aparecem na frente como cidades com mais registros da doença
. Tocantins é o único estado que não registrou mortes
. O mais jovem a morrer foi um adolescente de 15 anos
. O mais idoso a morrer foi um homem de 96 anos, no Rio das Ostras (RJ), no dia 25 de março

Na noite de domingo (5), o Pará registrou mais casos e a terceira morte pela doença - uma mulher de 50 anos que morava em Belém. Não há informações se ela tinha doença preexistente.

Nesta manhã, o Mato Grosso do Sul e o Amapá confirmaram mais casos. Já o número de registros da doença no Rio Grande do Sul saltou para 481. No Rio Grande do Norte são 246 casos confirmados. Bahia já tem 431 infectados e 10 mortes.

Um boletim epidemiológico feito pelo Ministério da Saúde na sexta (3) diz que Distrito Federal, São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Amazonas podem estar na transição para uma fase de aceleração descontrolada da pandemia.

Pesquisa Datafolha publicada nesta segunda pelo jornal "Folha de S.Paulo" questionou a população sobre as medidas de isolamento impostas pelas autoridades para conter o avanço do coronavírus.

Segundo o levantamento, 76% dos brasileiros acreditam que o mais importante neste momento é deixar as pessoas em casa; 18% querem acabar com o isolamento; e 6% não sabem opinar. O instituto entrevistou, por telefone, 1.511 pessoas entre os dias 1º e 3 de abril. A margem de erro da pesquisa é de três pontos.

O levantamento também questionou os entrevistados sobre fechamento de comércio, suspensão de aulas e quanto tempo o isolamento deve durar. Veja os resultados na reportagem.

O governo do Japão se prepara para declarar estado de emergência para deter a propagação do novo coronavírus, que acelerou recentemente em algumas regiões do país, principalmente em Tóquio, segundo a imprensa local.

Apesar de ser vizinho da China, berço do novo coronavírus, o país foi muito menos afetado até o momento pela pandemia de Covid-19 que a Europa ou os Estados Unidos. Até domingo (5), o número total de casos no Japão era de 4,3 mil, dos quais 712 eram do navio de cruzeiro Diamond Princess.

A contagem diária de novos casos aumentou consideravelmente na semana passada no país asiático: o Ministério da Saúde japonês anunciou 378 novos casos de coronavírus e 84 mortes. O governo vem sendo alvo de críticas por demorar a tomar medidas mais duras.


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Prefeitura de Limoeiro

07/04


2020

Coluna da terça-feira

Gabinete do ódio fere Mandetta

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, não caiu, pelo menos até ontem, mas seu trabalho vem sofrendo boicote e enfrenta uma grande instabilidade política por causa da ação diabólica do chamado Gabinete do Ódio, gerido pela também pela figura de estirpe de demônio, o pensador Olavo de Carvalho, sob o beneplácito de Carlos Bolsonaro, o Carluxo, filho do presidente da República.

Mandetta faz uma excelente gestão, toma as medidas mais corretas e adequadas para o enfrentamento do Covid-19, o vírus da mortandade mundial, mas não tem a compreensão nem conta com a sensibilidade do presidente. Ruim para o País. Num momento tão delicado e sofrido da humanidade, com grandes reflexos do mal do século se disseminar no País, não é hora de puxar o tapete de ninguém.

Desestabilizar o ministro da Saúde, aprovado pela grande maioria da população brasileira, é um crime, dano enorme à sociedade, que trancafiada em casa, torce e aposta nas medidas do Governo para sair da curva do mergulho na morte para entrar no declínio da sobrevivência do vírus. Fala-se num abril de horrores e num maio de começo do fim da pandemia. O momento é de serenidade e de esperança.

Mas não se pode ter esperança num Governo atrapalhado, com um presidente que vive o tempo todo criando dificuldades para o seu ministro da Saúde quando deveria, junto com o auxiliar, montar um exército de aliados para combater quem nos ameaça de morte. O dia de ontem, por exemplo, foi de cão para Mandetta. Até perfil falso dele nas redes sociais foi criado para jogá-lo contra o chefe, o presidente.

Se Bolsonaro não é firme com seu principal ministro que trabalha 24 horas nessa crise do Covid-19, os generais Braga Netto, Luiz Ramos, Fernando Azevedo e Silva e o almirante Flávio Rocha agem. Fecharam posição contra a demissão de Mandetta. Eles aconselharam Jair Bolsonaro a reconsiderar sua decisão em razão de uma série de consequências negativas, dentre elas o risco de que um pedido de impeachment viesse a ser acolhido pelo Congresso Nacional.

Na reunião de ontem, após o bombardeio falso de que o ministro havia caído, notícia bancada pelo jornal O Globo, os militares deixaram Mandetta defender-se das acusações de radicalismo na defesa da tese do isolamento, contrariando posição de Bolsonaro, e minimizaram as queixas dos setores da economia que estão sofrendo mais com as restrições.

Defesa do Senado – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse ao ministro da articulação política, general Luiz Eduardo Ramos, que não existe “justificativa plausível” para exonerar o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Para Alcolumbre, tirar o ministro da Saúde será um “grave erro”. No final de semana, Bolsonaro disse, sem citar nomes, que não tem medo de usar sua caneta, e que alguns ministros viraram “estrela”. O presidente do Senado recusou um encontro no final de semana com o presidente Jair Bolsonaro pois, segundo disse a interlocutores, entendeu que seria um movimento para ser convencido da demissão de Mandetta.

Reação imediata – “Ameaça não dá”, reagiu Mandetta, depois da manifestação de Bolsonaro, transmitida ao vivo por uma rede social, domingo passado, na qual insinuou que ele estaria fora do Ministério. Mandetta teria afirmado a dois ministros que, se na entrevista coletiva diária de ontem sobre o balanço da epidemia de coronavírus no país, fosse questionado sobre o assunto, iria responder. E de forma “dura”. O ministro, no entanto, não participou da entrevista porque, no mesmo horário, estava entre os auxiliares convocados para uma reunião com o presidente no Palácio do Planalto.

Elogios ao príncipe – Embora não tenha conseguido sequer fazer uma chapa para a Câmara do Recife, o PSD, de André de Paula, caminha para se abraçar com o candidato do PSB a prefeito, João Campos. Na entrevista que concedeu, ontem, ao Frente a Frente, se derramou em elogios ao socialista como se fosse uma Brastemp. Mas quando perguntado quando o partido iria definir seu rumo na sucessão do prefeito Geraldo Júlio, não foi claro. Disse apenas que isso era uma decisão que o partido iria tomar mais à frente. O partido, no entanto, é ele, o manda-chuva, diante do isolamento do secretário de Turismo, Rodrigo Novaes, que tomou Doril.

Boa chapa – Quem, na verdade, está ancho da vida pela chapa proporcional que montou no Recife é o presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte. Com oito vereadores na chapa, ele aposta que elege igual número. “Temos o maior tempo de televisão dentre todos os partidos que já sinalizaram pelo apoio à candidatura de João Campos a prefeito”, disse, em entrevista ao Frente a Frente. Quanto a Jaboatão, Dudu, como é mais conhecido, afirmou que o partido ainda não decidiu se disputa com candidato próprio ou apoia a reeleição do prefeito Anderson Ferreira (PL). No PP, o nome que tem se colocado no páreo em Jaboatão é o do deputado Joel da Harpa, com a simpatia de Dudu, que sinaliza para Anderson quando elogia a sua gestão.

CURTAS

NEUTRALIDADE – Por falar em Jaboatão, o prazo para mudança de partido e troca de domicílio eleitoral foi para as cucuias no último sábado sem confirmar a troca de domicílio da deputada-delegada Gleide Ângelo do Recife para aquele município, segundo maior colégio eleitoral do Estado. Isso dá uma margem maior de segurança para a reeleição do prefeito. Nas pesquisas anteriores ao fechamento do prazo do domicílio, Anderson só estava atrás da própria delegada. Sem ela na disputa em Jaboatão, provavelmente fruto de um acordo com o PSB e o Palácio das Princesas, a família Ferreira pode tomar uma posição de neutralidade na eleição do Recife.

ALDO, O MORDAZ – Experiente na cobertura da política nacional, o meu amigo jornalista Aldo Paes Barreto, que por muito tempo assinou colunas em jornais de Pernambuco, não perdeu a oportunidade e o bom humor, ontem, para fazer um comentário sobre o vaivém do ministro da Saúde diante da boataria de que perderia o posto. “A situação de Mandetta é como a de um sujeito que está cheio de gases intestinais em ambiente solene. Ele sabe que vai acontecer, vai fazer barulho, pode até dar em merda, mas será um grande alívio quando sair”. Mordaz, hein?

NEM NO CALÇADÃO – O governador Paulo Câmara (PSB) anunciou, ontem, um projeto de lei para conceder o pagamento de pensão integral aos familiares de servidores da Saúde e de outros serviços essenciais que venham a morrer em consequência do novo coronavírus. Além disso, também foram anunciadas outras medidas para tentar conter a pandemia da doença Covid-19 no Estado. Entre elas, a prorrogação do decreto que proíbe o acesso às praias e parques até o próximo dia 13, mais uma semana, já que o prazo inicial terminaria ontem. Essa proibição também foi ampliada nas praias a circulação no calçadão.

Perguntar não ofende: Bolsonaro estaria querendo se livrar de Mandetta por causa das suas ligações com Rodrigo Maia e Alcolumbre?


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Shopping Aragão

06/04


2020

A caneta de Magno é venenosa e envenenada

Por Mariana Teles* 

Magno é sertanejo. Essa condição inicial faz dele um farejador nato. Herda, das raízes do Pajeú seco de água e inundado de talento, a coragem, ingrediente que faz do jornalista um legítimo escravo da informação. Sua caneta, apesar de eleger a política como principal alvo, não se permite se resumir a ela. Ao contrário, o veneno e a acidez do seu texto são ponderados pela poesia e a leveza das suas impressões. Mesmo na mais delicada notícia, ele consegue (como bom malabarista) equilibrar o tom cirúrgico e pouco econômico com a brandura de quem escreve contemplando a Catedral de Afogados da Ingazeira.

Seu jornalismo é um jornalismo cidadão. Feito para incomodar, para só deixar a gente sair de casa depois da primeira leitura do seu blog. Sem baixar a guarda, é um exímio criador de fatos. Perseguidor da informação e igual menino ruim, que conhece onde a mãe esconde o doce pelo faro, ele sabe acertar no alvo. 

Sua habilidade não é só de comunicar, seja na mídia impressa ou na vanguarda do blog que fez de sua história um marco temporal que divide a notícia do Nordeste na internet entre dois períodos: antes de Magno e depois de Magno. 

A escola martiniana de comunicação criou uma geração de blogueiro. Até motorista virou volante de notícia. Sua escola é para ser sim criticada, pois o jornalismo que não incomoda ou não perturba a crítica, é apenas diapasão dos que estão no poder, e o poder para Magno é a informação.

Maugno, Maligno... ou qualquer batismo feito, é simplesmente o atestado que Pernambuco (Estado que o fez campeão de títulos de cidadania em quase todos os municípios) possui nos seus quadros de talentos um amante da comunicação, um sertanejo que usa seu espaço e sua credibilidade para descortinar tantos outros sertanejos. 

Na década de 1990, quando assumiu a surcusal do Diário de Pernambuco em Brasília fez questão de levar Valdir Teles (meu pai) e João Paraibano para inauguração, prova inconteste da força do Pajeú em sua história.

Para nós, sertanejos e desbravadores do Recife, Magno funciona como uma espécie de padrinho sem conhecer ou saber quem é o afilhado: basta ser sertanejo. De conseguir cirurgia e transferência de paciente do interior para capital apenas com uma ligação, até apresentar os novos talentos. Essa gratidão é muito genuína de todos nós, seus irmãos do Pajeú. 

Nem as trevas eventuais que a vida nos impõem conseguiram retirar a singularidade de Magno em nosso Estado, apenas reforçou a lacuna de qualidade de texto, independência e informação. O espaço é seu. Nunca deixou de ser. A liderança é atemporal. Ademais, quem abre tantos caminhos entende mais de abrir janelas do que de fechar portas.

Parabéns pelos 14 anos colocando Pernambuco a frente do Nordeste, e o Pajeú falando ao País pela sua caneta, ora venenosa e envenenada, ora lírica e poética, mas sempre genial.

Parabéns meu amigo, não se pode contar a história da comunicação em Pernambuco sem passar pelo seu nome.

*Advogada e poetisa


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