FMO janeiro 2020

07/04


2020

Ler o blog do Magno me sacia de informação

Por José Múcio Monteiro*

Magno Martins está no rol de jornalistas que fazem parte da história do nosso País. Na cobertura política desde os anos 1980, quando aterrissou em Brasília, Magno acompanhou de perto os momentos mais ricos da construção de nossa democracia, marcados pela eleição de Tancredo Neves e da Constituinte, que resguardou direitos fundamentais do nosso povo.

Seu blog, que completa 14 anos, reflete a experiência acumulada por esse grande jornalista ao longo de todos esses anos. Ler o Blog do Magno todos os dias é praticamente um dever de quem quer estar sempre bem informado.

*Presidente do TCU


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Abreu e Lima

07/04


2020

Bolsonaro tem três opções para o lugar de Mandetta

Por Cláudio Humberto

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, estava adorando tudo isso. Alçado à liderança política nacional, elogiado pela oposição, o ministro da Saúde se sentia à vontade até para ignorar as opiniões, mesmo toscas, do presidente da República.

E não resistia, com sua palavra fácil e tom gentil, à tentação de fazer política em cada coletiva. Exagerou. O presidente chegou ao Planalto, ontem, decidido a demitir Mandetta. Mas a turma do “deixa disso” agiu e o esperto ministro decidiu propor a flexibilização do isolamento nos locais com 50% da capacidade de saúde liberadas.

Bolsonaro tem três opções para o lugar de Mandetta: o ex-ministro da Cidadania e deputado Osmar Terra (MDB-RS) está na “pole position”. Outra opção é seu amigo pessoal almirante Antonio Barra Torres, diretor da Anvisa e ex-vice-diretor do Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio. A médica Nise Yamaguchi, terceiro nome, defende o isolamento vertical e, como Bolsonaro, é entusiasta da cloroquina, remédio contra malária.

Mandetta dormiu ministro, se é que conseguiu pegar no sono, mas na avaliação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sua atuação como gestor é muito ruim. “Não tenho notícia de que ele tenha comprado um único respirador nos últimos 40 dias, nem apoiou os Estados na construção de mais UTIs”, diz Ibaneis.


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07/04


2020

Possíveis abusos eleitorais durante a pandemia

Por Diana Câmara*

O Tribunal Superior Eleitoral vem se posicionando contrário a deixar a escolha de novos prefeitos e vereadores para 2022, mas ressaltou que a palavra final deve ser dada pelo Congresso Nacional, a quem caberia a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição. Todavia, o Ministro Luiz Barroso, que assume a presidência do TSE no próximo mês, indica o mês de junho como o prazo limite para se definir se será ou não adiada as eleições. Lembrando que, em caso de adiamento, o futuro líder da Justiça Eleitoral sinaliza como defensor de um adiamento apenas por alguns meses.

Por outro lado, passado o prazo para as filiações partidárias, os pré-candidatos já estão a pleno vapor com as confabulações e atividades a fim de pavimentar seu caminho político para a campanha eleitoral e o sucesso nas urnas. E, claro, com a questão do enfrentamento ao coronavírus e o isolamento social que estamos vivendo, essas atividades ganharam novos contornos.

Nos quatro cantos do Brasil, o que não faltam são pré-candidatos solidários, algo até intrínseco a políticos, mas que devem ser observados com cautela e atenção. A solidariedade é sempre bem-vinda, contudo, se utilizar dela para fazer promoção pessoal ou até mesmo campanha antecipada não deve ser permitido ou aceito. Além de moralmente reprovável, pelo Direito Eleitoral esse tipo de vantagem também é coibida através das condutas vedadas aos agentes públicos em ano eleitoral, além de ser um indicativo de abuso de poder econômico ou político.

Um prefeito, candidato à reeleição, pode abrir mão do seu salário para que seus vencimentos sejam utilizados no enfrentamento ao famigerado vírus, mas não pode utilizar dessa vertente para fazer autopromoção. Da mesma forma, se enquadra a distribuição de bens para a população, como, por exemplo, cestas básicas ou auxílio pecuniário. Embora seja vedada a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios pela Administração Pública no ano eleitoral, tal vedação é excepcionada nos casos de calamidade pública ou estado de emergência. Mas, ainda que permitida em situação excepcional, tudo tem que ser feito na forma legal, de modo institucional, sem jamais utilizar viés de promoção pessoal dos agentes públicos, sob pena de sofrer uma ação de investigação eleitoral.

Esse limite também vale para quem não ocupa cargo público. Fazer o bem e ajudar é lícito e louvável, se promover ou se aproveitar da situação não.

Nestes tempos sombrios de coronavírus, chega a ser repulsivo uma pessoa querer se promover através dessa tragédia social. Porém, não vamos nos iludir. Tem gente e candidato para tudo e todo excesso deve ser coibido.

*Advogada especialista em Direito Eleitoral, presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PE, membro fundadora e ex-presidente do Instituto de Direito Eleitoral e Público de Pernambuco (IDEPPE), membro fundadora da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP) e autora de livros.


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Prefeitura de Serra Talhada

07/04


2020

Secretaria da Saúde emite o documento da morte

É assustador.

Em mais um verdadeiro manual cheio de considerandos legais, que dificulta a leitura por pessoas leigas, a Secretaria de Saúde do Governo de Pernambuco emitiu documento visando disciplinar o manejo dos corpos das vítimas do coronavírus.

Dirigido para Unidades de Saúde, Serviços de Verificação de Óbitos, Institutos de Medicina Legal e Serviços Fúnebres, o protocolo é rico em detalhes e demonstra claramente como todos os setores envolvidos no campo de batalha devem se adequar aos tempos que vivemos.

Elaborado por uma equipe composta na maioria por técnicos da Prefeitura do Recife com participação de especialistas do Governo do Estado, o documento vai exigir muita aplicação dos profissionais envolvidos nas áreas mencionadas. São procedimentos minuciosamente descritos, complexos, cujo descumprimento pode ocasionar trágicas consequências.

ENTERROS – No último capítulo, dedicado aos enterros das vítimas do COVID-19 está estabelecido o máximo de 10 pessoas por evento. Todos deverão usar máscaras, manter entre si distância mínima de 2 metros e higienizar adequadamente as mãos na entrada e saída do recinto e evitar qualquer tipo de contato físico com quaisquer dos presentes.

A participação de crianças, idosos, grávidas e pessoas integrantes de outros grupos de risco também está vetada.

Os coveiros deverão usar máscaras cirúrgicas, protetor facial, avental descartável, luvas de procedimentos e bota impermeável de cano longo.

A indumentária lembra a proteção que os médicos usavam na Idade Média durante as epidemias. A humanidade evoluiu muito, mas avançou pouco.

A leitura do documento faz qualquer um cair na real: vai ser dura a travessia. Se você ainda não é assinante de O Poder, entre agora no seu site e se cadastre: www.jornalopoder.com.br


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07/04


2020

Magno tem envergadura nacional

Por Weiller Diniz*

Magno Martins é um dos mais qualificados e corretos jornalistas de todo País. Apesar de uma visão parcial de Nação, vinda principalmente dos veículos do Sudeste, Magno Martins, ao longo dos anos, tem demonstrando talento, discernimento e competência para provar que há trabalhos – dos mais variados setores – na região Nordeste, tão covardemente atacada pelos poderosos de plantão.

Tive a ventura de conhecê-lo em suas temporadas em Brasília. Temperamento irrequieto que sempre o moveu em busca da modernidade, da novidade. Foi assim com a Agência Nordeste, que revelou grandes nomes para o jornalismo em Brasília e é assim como editor do seu blog em festa pelos14 anos de muito sucesso.

Parabéns, Magno! Muito sucesso

*Prêmio Esso nacional, jornalista em Brasília, comentarista do Frente a Frente


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O Jornal do Poder

07/04


2020

Magno já derrubou poderosos no Sertão

Por José Patriota*

Garoto imberbe, traje bem riponga dos tempos de rebeldia nos bancos de universidade e da efervescência do movimento estudantil, mas longe de fugir da feição matuta de sertanejo da boa cepa, Magno Martins adentrou de mansinho na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Afogados da Ingazeira com um gravador tijolaço nas mãos e jogou as cartas na mesa: estou aqui como correspondente do Diário de Pernambuco. Contém comigo".

Estávamos nos anos 80, ainda sob o açoite do chicote e da falta de liberdade própria de uma democracia. Também garoto, mas já começando a ser talhado pela luta permanente em defesa dos camponeses injustiçados, olhei em sua direção e disse apenas o seguinte: "Seja feita à sua vontade". Ao meu lado, o saudoso presidente Antônio Marques dos Santos e Emídio Vasconcelos, já duas lideranças talhadas dentro do movimento sindical e nas comunidades eclesiais de base da Igreja.

A década de 80, com Magno atuando como correspondente do DP no Sertão, foi marcada por grandes atos de trabalhadores rurais nas ruas, fenomenais manchetes. O que nos movia era a insensibilidade do Governo diante das tragédias secas, uma após outra, que matavam gente de fome, provocava saques e nos forçavam a rebeliões constantes ante a União e ao Governo do Estado.

Até então o DP nos abrir espaço, pela venenosa pena de Magno Martins, como definiu tão bem a poetisa Mariana Teles, nossa grande tribuna popular era a Rádio Pajeú, que embalava moda de viola, roda de sanfona e pífanos, mas sobretudo notícias.

Minha referência era Dom Francisco Austregésilo de Mesquita, bispo da Diocese do Pajeú, com sede em Afogados da Ingazeira. Sua voz era a voz do povo, seus sermões respingavam nas cortinas e sobrados do Poder mais parecendo os bíblicos Sermões das Montanhas. Soavam em defesa do povo sofrido, esquecido e injustiçado do nosso Sertão.

Aproximei Magno e Gildson Oliveira, seu chefe no DP, de dom Francisco. Deu resultado. Numa entrevista de página inteira para o jornal mais antigo em circulação na América Latina, dom Francisco pregou, de forma corajosa, como corajoso era, o saque às feiras livres diante da falta de medidas do Governo para minimizar os efeitos das longas estiagens.

Era um tempo de frentes de emergência, uma esmola que o Governo tentativa mitigar a fome do povo. Tempos de agitação, de trabalhadores conscientes e organizados nas ruas, lutando pelos seus direitos.

Aprendi muito. O tempo passou e só mais adiante Magno me contou que sua metralhadora e nossas manifestações haviam derrubado o então secretário de Agricultura, Emílio Carazzai, um paranaense, galego de sotaque arrastado que se destacava no Governo Marco Maciel.

Hoje, ao ler tantos depoimentos de jornalistas, intelectuais e políticos nacionais amaciando o ego do meu conterrâneo e contemporâneo Magno Martins, fiz questão de deixar esse testemunho. Magno nunca fugiu à luta, nunca faltou ao Sertão e a sua gente.

Tenho orgulho dele e teria muitas histórias para ampliar esse depoimento, que faço emocionado e ao mesmo tempo muito feliz em saber que o que Magno plantou lá atrás, na luta abraçado ao seu povo, teve uma colheita magnífica para se inspirar no seu Magno, sinônimo de grande como grandes são o seu talento, discernimento e elevado espírito público.

Afogados da Ingazeira, Magno, te exportou para o mundo. És um servo de Deus servindo aos brasileiros com a tua brava e implacável caneta.

Como disse, ontem, o marqueteiro Edinho Barbosa, de voos consagrados no plano nacional, não aconselho ninguém a ter Magno como inimigo.

*Prefeito de Afogados da Ingazeira e presidente da Amupe


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Banner de Arcoverde

07/04


2020

Magno tem coragem jornalística

Por Antônio Campos*

O jornalista Magno Martins é dotado de grande inteligência e coragem jornalística. Entendeu cedo que o caminho do jornalismo passa pelos meios digitais. É um jornalista de dimensão nacional e está de parabéns.

*Presidente da Fundaj


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Prefeitura de Limoeiro

07/04


2020

Amigos e leitores também comemoram 14 anos do Blog

Confira abaixo alguns depoimentos de leitores e amigos que recebo pela passagem dos 14 anos do Blog. Comemorado na próxima quinta-feira (10/04).

Ivo Gomes “Nós leitores estamos carentes e reticentes com a grande mídia, por causa da parcialidade jornalística controlada pelos comandos das redações e poderosos, empobrecendo as matérias que, visivelmente, perderam suas naturalidades em suas notícias, convenientemente direcionadas.

Somos salvos por alguns blogs e diversos meios de comunicação nas redes sociais, que nos apresentam notícias ecléticas, muitas delas de primeira mão, recheadas de motivações picantes pelas suas fontes verdadeiras e responsáveis, conquistando com credibilidade nossas atenções.

Nosso respeitado Magno, pela sua experiência e dedicação a essa profissão, tão nobre e útil a sociedade, conquistou muitos seguidores, agradando muitos e desagradando outros, porque nenhum jornalista no mundo é unânime em conquistar seu público. Gostando ou não, sua coluna é acompanhada diariamente, o jornalista que se preocupa em agradar perde sua identidade, a notícia fiel e autêntica não se vende. O Magno, com sua personalidade forte e polêmica, traduz a frase popular “fale bem, fale mal, mas fale de mim”.

Como seguidor, vou continuar fiel e opinante nas suas notícias, até mesmo criticando ou discordando. Não questiono a veracidade das mesmas, porque ele não combina com Fake News. Se errar, terá humildade em consertar.

Parabéns caro Magno, pelo seu trabalho e dedicação ao Jornalismo local e nacional”.

Carleone Falcão – “Magno, veja como as coisas se encaixam aos olhos do criador e testemunho de nós pobres mortais

Justamente quando notícias são cada vez mais suscetíveis de exageros, fake etc. Quando a credibilidade é questionada todo momento, quando jornal impresso histórico fecha suas portas, a notícia se reinventa junto com seus leitores.

Hoje, a questão não é simplesmente informar, é até salvar vidas. Nesse resgate da escuridão e da solidão, você se antecipou a todos. Há exatos 14 anos, chegou com a cara e a coragem e fundou um tal do “Blog do Magno”, em uma época que até as pessoas mais tarimbadas do meio não tinham essa visão ou nem acreditavam. Coragem e determinação é sua marca. Amigo, você trouxe a luz na escuridão das notícias e fez escola. Parabéns meu velho!”.

Claudio Soares – “É um dos blogs mais frequentados do Brasil. Jornalismo com credibilidade. Independente e imparcial. Atualizado e muito responsável. O profissional visa coletar, investigar, analisar e transmitir instantaneamente ao seu público e seus segmentos informações da atualidade, utilizando fontes de comunicação seguras como pessoas, sites jornalísticos, revista, rádio, televisão etc. para difundi-las. Eu como advogado e jornalista, confesso, sinto-me atualíssimo tendo o blog do Magno Martins para ver diariamente. Parabéns nobre colega e sua competente equipe!”.

Frederico Mendonça – “Caro Magno, você é um desbravador. Com esse seu estilo peculiar de escrever e dar a notícia, vez por outra você ainda brinda o leitor com um conteúdo cultural, especialmente sobre coisas da nossa região Nordeste, que você tão bem conhece.

Mesmo mantendo um padrão profissional de nível internacional, você consegue preservar intacto os seus traços de nordestino "cabra da peste", servindo inclusive de inspiração a muitos outros profissionais.

Nos últimos anos tenho acompanhado assiduamente o seu Blog do Magno, um trabalho pioneiro que está completando 14 anos. Parabéns! Nesse caso, 14 anos é "maioridade", na melhor acepção do termo.

Aliás, também sou um desses 10.000 assinantes do seu jornal O Poder e um dos mais de 1.000.000 de admiradores que você possui. Fraterno abraço do amigo e admirador”.

Mônica Moraes – “Como diria Millôr Fernandes: ‘O jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados’. Sucesso e vida longa ao seu Blog”.

Paulo Galvão – “Amigo Magno, venho lhe parabenizar pelos 14 anos do blog. Jornalista competente e corajoso que tive oportunidade de conhecer desde quando atuava no Palácio como secretário de Imprensa do Dr. Joaquim Francisco. Desde lá, vi muitas conquistas e belíssimas atuações aqui e em Brasília. Vá em frente amigo e que venham mais 14 anos para comemorarmos”.


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Comentários

Yuri gagarin

Meu café da manhã. Parabéns Magno!


Shopping Aragão

07/04


2020

Marília quer licença do trabalho para mulheres grávidas

Mulheres grávidas ou que tenham dado à luz há pouco tempo (puérperas), e que ainda estão trabalhando durante este período de pandemia do coronavírus, deverão afastar-se das atividades e manter o isolamento social.

Isto é o que define o projeto de lei apresentado, ontem, pela deputada federal Marília Arraes (PT). A medida também determina o afastamento do trabalho das pessoas que se incluem no grupo de risco definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Marília alerta que já há a orientação e ampla divulgação dos órgãos de saúde para a necessidade do isolamento daqueles que fazem parte do grupo de risco como idosos, pessoas com doenças crônicas como diabetes, hipertensão e doenças respiratórias, ou pessoas com sistema imunológico baixo, mas ainda há quem esteja se arriscando.

“O projeto de lei quer chamar a atenção também para o grupo de mulheres grávidas e puérperas, que embora não esteja elencado pela OMS como grupo de risco, precisa de maiores atenções e cuidados”, afirma Marília.

O projeto explica que devido às mudanças decorrentes da gravidez ou parto recente, as mulheres têm alterações orgânicas que podem deixá-las mais expostas a infecções respiratórias. “Além disso, as mães com crianças recém-nascidas amamentam e tem contato direto com a criança. Poupá-las é uma forma de proteger os bebês que ainda não têm imunidades desenvolvidas”, escreve Marília no projeto de lei.

A proposta também prevê que os trabalhadores licenciados ficarão à disposição para o trabalho remoto.


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07/04


2020

A revolução na informação

Por Rosa Freitas*

Por essa, o velho Gutemberg não esperaria: ver sua fabulosa invenção do século XV perder o posto de maior meio de transmissão do saber. Gutemberg inventou um dos mais memoráveis instrumentos da revolução moderna: a imprensa. Muito além da engenhoca adaptada do arado, a facilidade que criou foi fundamental para a difusão do conhecimento e da informação por mais de 500 anos.

O poder da palavra foi transmitido e imortalizado, amplamente distribuído e usado das mais variadas formas. No século XIX, as notícias, os anúncios, fofocas e contos chegaram a um número cada vez maior de letrados. A máquina se confundiu com a informação e quando falamos "imprensa" vem a nossa mente um grande aparato econômico e político de criação de conteúdo.

Seu uso? Oh, serve a tantas coisas.... para o bem ou para o mal, à direita, à esquerda, o que não é, é neutra.

Há um tempo, os cientistas políticos e sociólogos perceberam seu poder. Cooptado por setores econômicos, os jornais, revistas e magazines criaram as demandas para seus produtos, ditaram modas e refizeram costumes.

Habermas criticou duramente o papel da imprensa comercial na transmissão da informação. Ao precisar de um anunciante, ela não pode "dizer" o que precisa ser dito. Sob a ótica da experiência cotidiana, gostoso era receber o jornal todos os dias nas portas das casas ou nos finais de semana.

Ler os editoriais e se indignar ou aplaudir, no banco da praça ou do sofá. Antes do café da manhã, para não sair de casa sem saber os assuntos do dia.

O jornal impresso mudou, não sei se somente a forma, já que nessas relações necessárias entre o meio e o conteúdo, algo se perde ou se ganha.

O que se perde parece que estamos descobrindo a cada dia. O jornaleiro do bairro que fechou, o idoso com seu jornal no banco da praça deixou de existir.

Somos ainda a última geração tátil. Precisamos ainda tocar cada coisa, para sentir que ela exista. Talvez um São Tomé com roupas do século XXI em transição para Android.

Mas, definitivamente, os últimos sapiens desse tipo.

É através desse pequeno instrumento portátil, o celular, que temos um mundo aberto e em tempo real. É tanta notícia, que a novidade se perde no instantâneo. Somos consumidores de informações. Antes era necessária uma grande máquina de impressão para fazer uma notícia circular.

Hoje, basta a ideia, uma tela, um perfil. Dos grandes aparatos de imprensa aos pequenos blogs, a imprensa e a informação se confundiram. Meio e conteúdo são um só.

O mundo virtual é o real e não material, como ensinou Pierre Levy. É um mundo fluído e líquido. Se a inteligência artificial consegue identificar padrões e manipular as sensações, as revoluções também se fazem a partir das pontas dos dedos, como a primavera árabe.

Por mais estranho que pareça, na sociedade informacional de economia criativa são possíveis canais com independência na proposição de conteúdo. É essa contradição da dialética, cada coisa traz dentro de si o seu próprio mal. São os blogs de jornalistas independentes, youtuberes, as aulas virtuais etc.

Nada pode conter seu fluxo. Admirável mundo novo, temos!  Assim, o velho Gutembergb vive a cada clique, porque deixou de ser a velha engenhosa para ser ideia.

*Professora universitária e advogada


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07/04


2020

Magno sempre foi uma fábrica de notícias

Por Tonico Magalhães*

Engana-se quem pensa que o ritmo vertiginoso da notícia no Blog do Magno foi implantado a partir do lançamento desse veículo digital, há 14 anos. Nos anos 80, quando trabalhamos no Diário de Pernambuco, eu como editor de Política e Magno como correspondente em Brasília, já era perceptível a rapidez com que apurava a informação e escrevia para o velho DP de Camelo, Joezil, Lúcio Costa, Zenaide e de tantos amigos.

Magno era uma fábrica de notícias que alimentava o jornal diretamente de Brasília. Eu e Marisa Gibson, subeditora na época, às vezes pedíamos moderação a ele por conta da falta de espaço no jornal. Hoje, a questão do espaço não é mais problema no blog.

Ao contrário, se exige mais notícias com mais rapidez. Portanto, anos atrás Magno Martins já era um blogueiro. Parabéns pelos 14 anos do seu blog.

*Jornalista, editor do jornal O Poder


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