FMO janeiro 2020

03/06


2020

A façanha de papai com o Pelé do Sertão

Além de político, comerciante e servidor público federal dos Correios, meu pai Gastão Cerquinha, 98 anos, também viveu momentos de grande desportista em Afogados da Ingazeira, cidade onde nasceu, botou nove filhos no mundo e na qual tem os pés fisgados, incapaz de encontrar beleza em outro território terrestre. Como diz Luiz Gonzaga, tão sertanejo que exala cheiro de bode. Se tivesse que usar um perfume produzido no chão seco de lá, com certeza a fragrância seria de marmeleiro.

Apaixonado por futebol numa terra em que a seca inclemente torrava o último pé de grama do estádio, papai fez dobradinha com o juiz Virgílio Amaral no comando do Bom Jesus Futebol Clube, o Azulão, time popular, que rivalizava com o Guarany, agremiação da elite cor de sangue. Dois grandes elencos do Sertão com raça e talento para não fazer vergonha a times da elite do estadual.

O azul do Bom Jesus era a cor da galera dourada do Pastoril encantado das noites de Natal no calçadão da Catedral do Bom Jesus dos Remédios, padroeiro da cidade. Só daí compreendi a razão do batismo da equipe do meu pai, fervoroso azulão também do Pastoril. Era daqueles que davam o último vintém para não ver o azul ser vencido pelo vermelho.

No confronto Guarany x Bom Jesus, papai também recorria a todas as armas em seu poder para derrotar o adversário. Se no Pastoril a moeda que se convertia na alegria da vitória era o dindim, no futebol das paixões muito maiores, o enredo não poderia ser diferente. Os craques valiam ouro.

De todos os craques, um reinava absoluto: Luiz Cocada, cujo sobrenome se deu pela proeza de maior devorador da iguaria sertaneja, quando a melhor e mais concorrida era a de Dona Helena, dona de uma vendinha no coração da praça Arruda Câmara. Quem nunca comeu a cocada de Dona Helena que atire a primeira pedra!

Luiz Cocada era o Pelé de Afogados. Fazia gols adoidado. A torcida do Guarany só ia aos jogos para  vê-lo exibir sua categoria e sua raça, dois traços maestrais dele. O sonho de papai era contar com Cocada no Bom Jesus, cansado de sair das quatro linhas derrotado por ele. Certa vez, o técnico do Guarany puniu o craque por relapso nos treinos. Estava fora da próxima disputa decisiva contra o Bom Jesus.

A notícia chegou aos ouvidos de papai, que, atrevido, procurou Cocada na sua casa. E lá o aliciou com a promessa de que se jogasse pelo Bom Jesus contra o Guarany, no domingo seguinte, ganharia um valor fixo, além de um adicional por cada gol feito. Chateado com o time do seu coração, Cocada topou o desafio para felicidade geral da torcida azulina e da infelicidade da alvirrubra.

Sabido e confiante no taco de Luiz Cocada, papai lançou apostas de que o Pelé de Afogados faria três gols, no mínimo, vestindo a camisa do Bom Jesus pela primeira vez frente ao Guarany. Choveram apostas. Quando os dois times entraram em campo e a torcida do Guarany deu conta de que Cocada era jogador do adversário e não do vermelho e branco, o  mundo desabou.

O que ninguém sabia, na verdade, era que Cocada, jogando pela primeira vez no Bom Jesus e contra o Guarany, era produto da grande trela armada por papai, visto na beira do campo fazendo apostas adoidadas. O jogo começou e com dez minutos Cocada fez o primeiro dos quatro gols da partida que levou papai ao delírio e a torcida do Guarany ao choro incontido.

Esfuziante, papai tinha razões de sobra para comemorar o que parecia um sonho: com as apostas vencidas, pagou o cachê prometido a Cocada por cada gol feito e ainda saiu com um dinheirinho no próprio bolso.

Esse era o Gastão aprontador!


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Detra maio 2020 CRLV

03/06


2020

A versão da Prefeitura de Sanharó

Caro Magno Martins,

Em relação à nota publicada no seu blog, ontem, citando a Casa do Estudante de Sanharó, a Prefeitura de Sanharó informa que está tomando as providências no sentido de iniciar uma reforma no imóvel, a partir da próxima segunda-feira. Será trocada a rede elétrica, realizados reparos na parte hidráulica, troca de fechaduras, pintura na casa, limpeza e isolamento da piscina. 

A Secretaria de Educação sempre apoiou os estudantes, mas, só agora, após a abertura das casas de material de construção, bem como da prorrogação da suspensão das aulas, será possível a reforma da Casa do Estudante de Sanharó. 

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Sanharó


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Abreu e Lima - Maio

03/06


2020

Coluna da quarta-feira

Quem tem patente em PE é FBC

No momento em que o Centrão vai tomando gosto pelos espaços abertos no Governo, assumindo, dentre outras fatias de poder o Banco do Nordeste, em Pernambuco o que está valendo de fato é o Coelhão, o latifúndio partidário do líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, que acaba de defenestrar um aliado do deputado Augusto Coutinho, o ex-deputado Kaio Maniçoba, demitido ontem da Superintendência do Incra.

Maniçoba é gente da melhor estirpe, transita fácil em todas as correntes políticas, tanto da base de sustentação do Governo Bolsonaro quanto da oposição. Não merecia ser ejetado do seu gabinete sem sequer receber um comunicado prévio da ministra da Agricultura, Teresa Cristina, responsável pela nomeação de Thiago Angelus Conceição, novo superintendente do Incra em Pernambuco. Seu histórico de vida pública remete a Fernando Bezerra, com quem trabalhou na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e em Petrolina.

Mudar primeiro, segundo ou terceiro escalão é rotina de qualquer gestão pública, principalmente em governos de tamanha instabilidade como o de Bolsonaro, que abre as porteiras para a gulodice do Centrão. A questão é o modus operandi e suas circunstâncias políticas. O que fizeram com Maniçoba não é diferente da sem-vergonhice praticada com o empresário Douglas Cintra, também degolado da Sudene sem ser avisado.

Com um detalhe mais grave ainda: na noite anterior ao decreto publicado no dia seguinte no Diário Oficial, Douglas recebeu uma ligação de Brasília pedindo para que preparasse a agenda em Pernambuco do Ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Quando chegou ao seu gabinete no dia reservado à visita do ministro repousava na sua mesa a portaria da sua exoneração. São dois exemplos de como o Governo trata aliados.

Pelo jeito, Fernando Bezerra conduziu de forma tão estratégica e silenciosa a indicação de Thiago para o lugar de Maniçoba que ninguém da bancada federal tomou conhecimento. Todos, inclusive Augusto Coutinho, que bancou o ex-superintendente, tomaram conhecimento das mudanças no Incra por este blog. Irado, Coutinho só não chamou FBC de arroz doce, com ameaças de votar contra os interesses do Governo na Câmara.

Dupla traição – Não foi a primeira e parece que nem será a última que o deputado Augusto Coutinho, presidente estadual do SD (Solidariedade), é apunhalado no Governo Bolsonaro e na área em que imaginava que teria controle: a reforma agrária. Há pouco, antes de ver seu aliado excomungado da superintendência do Incra no Estado, Coutinho ficou a ver navios também em Petrolina. Ali, o Governo fechou a representação do Incra e demitiu um aliado político, Bruno Medrado, ex-vice prefeito de Santa Maria da Boa Vista, que, aliás, vinha fazendo um belo trabalho.

Reforma parada – Criado para fazer a reforma agrária, o Incra ainda não disse a que veio no País. O presidente Bolsonaro já suspendeu por duas vezes o plano de distribuição e regulamentação de terras. A última ordem partiu do general João Carlos de Jesus Corrêa. Ele mandou todos os superintendentes regionais suspender as vistorias nos imóveis rurais. Sem esses procedimentos, não é possível desapropriar os imóveis e, consequentemente, criar assentamentos. A primeira tentativa do governo do presidente Jair Bolsonaro de paralisar a reforma agrária aconteceu três dias após a posse. Com a repercussão negativa, o governo recuou. O Governo alegou redução orçamentária e de imediato 250 processos que estavam na bica para sair viraram letra morta.

Vazamento – O Ministério da Justiça determinou, ontem, a instauração de um inquérito para apurar o vazamento de supostos dados do presidente Jair Bolsonaro, seus filhos, ministros e aliados. O pedido da investigação pela Polícia Federal foi confirmado pelo ministro da Justiça, André Mendonça. A divulgação dos dados ocorreu na noite da última segunda-feira em perfis no Twitter que dizem serem ligados ao grupo hacker Anonymous Brasil. Além de Bolsonaro, supostos dados de seus filhos, Carlos, Eduardo e Flávio, além de integrantes do governo como os ministros Damares Alves e Abraham Weintraub tiveram dados expostos.

Cerco a Moro – Um grupo de advogados e juristas, liderado por Celso Antônio Bandeira de Mello, protocolou, ontem, uma denúncia contra o ex-ministro Sérgio Moro na Comissão de Ética da Presidência da República. Esta é a segunda denúncia deles contra o ex-ministro no colegiado. Conforme a Coluna antecipou, o documento alega que o ex-juiz da Lava Jato divulgou, em entrevistas à imprensa, informações privilegiadas, obtidas enquanto ministro da Justiça. Como exemplo, cita a entrevista ao jornal argentina La Nación, em que Moro disse que a visita do então candidato a presidente Alberto Fernandéz ao ex-presidente Lula “não fez bem para as relações bilaterais entre os dois países”.

CURTAS

SEM MODERAÇÃO – Ao contrário do que afirmou o presidente do PTB, Roberto Jefferson, em entrevista ao blog, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) garante que o artigo 142 da Constituição Federal não autoriza uma intervenção militar. Para a entidade, as Forças Armadas não exercem papel de Poder Moderador. “Concluímos pela inexistência do Poder Moderador atribuído às Forças Armadas, bem assim pela inconstitucionalidade da utilização do aparato militar para intervir no exercício independente dos Poderes da República”, afirma o presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz.

BATEU DURO – Pré-candidata do Podemos à Prefeitura do Recife, a delegada Patrícia Domingos, conforme antecipei neste espaço decidiu ir fundo no embate aos adversários. Ontem, escolheu, mais uma vez, o pré-candidato do PSB, João Campos, “O Príncipe”, como assim foi batizado pela oposição. Pelas suas redes sociais, ela chamou o socialista para a briga e cravou: “Talvez não lhe cause estranheza, deputado, ver o seu partido tratar o povo como porcos”. Trata-se de uma alusão às compras de um lote de respiradores testados em porcos de responsabilidade da Prefeitura do Recife.

LIVE COM COLLOR – O ex-presidente Fernando Collor de Melo, hoje senador por Alagoas (PROS), é o convidado da live do blog de amanhã, às 19 horas, pelo Instagram do blog. Em pauta, a crise nacional. Depois de requerer licença e se ausentar da mídia, Collor voltou com todo gás, tendo sido frequente nas redes sociais com entrevistas e opiniões sobre os efeitos da pandemia na economia e na política. Já há quem desconfie que ele, devido ao vácuo de lideranças, esteja ensaiando entrar na disputa pelo Planalto, em 2022.

Perguntar não ofende: Quem vai ser a próxima vítima das degolas inesperadas do Governo Bolsonaro?


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Comentários

Roberto de Lima Barros

Perguntar não ofende: Esse blog do Magno vai ter coragem de fazer alguma critica para a Candidata a prefeita do Recife que abriu processo contra ele?

Fernandes

As ruas não serão dos fascistas.

Fernandes

Blog 247: Aras recua e agora admite que Constituição não prevê intervenção militar O procurador-geral da República, Augusto Aras, tinha dito que era possível a intervenção das Forças Armadas na vida política nacional como se estas fossem uma espécie de poder moderador em caso de conflito entre poderes. Depois voltou atrás.

Fernandes

Meu papel é de mobilização para um país mais democrático e socialmente mais justo, diz Raí. certíssimo.

Fernandes

Moro faz nova denúncia que vai derrubar Bolsonaro.


Prefeitura do Ipojuca

02/06


2020

José Múcio diz que Brasil vive crise da insensatez

Depois de um longo silêncio diante da mídia nacional, forçado por decisão própria, o presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro, afirmou que o Brasil da crise da pandemia vive a maior das suas crises, a da insensatez. "Estamos vivendo a crise da insensatez. Precisamos ser mais duros, duros contra o vírus da corrupção, retroalimentado com essas compras públicas da Covid-19", afirmou.

A declaração foi dada pelo ministro durante live pelo Instagram deste blog. José Múcio condenou a falta de diálogo entre os poderes da República, o que tem contribuído, segundo ele, para dividir um País acometido por uma grave crise sanitária, política e econômica. "O País está dividido em quem pode fazer quarentena ou não. Muitos que não foram e os que foram para casa começam a se indignar com a falta de ar que pode ser entendida como falta de justiça", afirmou.

Para o presidente do TCU, chegou a hora de se rediscutir o País e isso tem que ser urgente. "Vamos precisar rediscutir o País, a sociedade, minorar as diferenças. Vamos precisar sermos mais humanos, porque esse vírus veio mostrar o quanto injusto nós somos", desabafou.

Sobre a ajuda dos R$ 600 que vem sendo dada pelo Governo aos que vivem do comércio informal, Múcio disse que ninguém pode querer tirar partido político dela. "Muitos ajudaram com os R$ 600, mas precisamos ser coadjuvantes e acabar de procurar heróis. Não é quem foi o herói, mas ir atrás de quem tem as soluções. Todos têm sua parcela de culpa e alguém precisa estender a mão. Não vai ter herói nisso", advertiu.

Para ele, está na hora de parar de pensar em eleição. "Está faltando humildade, solidariedade, temos que procurar uma agenda comum que não nos distancie. Está faltando uma agenda de solidariedade. Nós temos um problema político maior do que a pandemia. Temos que gostar da canção e não do cantor", assinalou.

Quanto aos extremos que se observam no País, Múcio disse que até a imprensa tem radicalizado. "Há uma radicalização de alguns setores da imprensa que têm seus interesses. O Brasil é maior do que isso. Não é concurso de quem é mais brabo. Sou favorável que todos se entendam para enfrentarmos o problema. Tem gente passando fome. Vai ter uma quantidade enorme de desempregados. Alguém vai precisar sustentar os que estão sentindo falta de ar, os desempregados pela tecnologia", destacou.

Perguntado se o País corre algum risco de ruptura institucional, o ministro foi cauteloso. "Peço a Deus que não haja uma ruptura institucional. Nós precisamos nos entender e saber o que queremos. Qual é nosso projeto de País”.

Contundente, o ministro advertiu: "Precisamos olhar mais para o horizonte e menos para o umbigo. Vamos ter um enfrentamento brutal após essa pandemia. Ou se muda ou vão mudar. Vivemos uma “bajulocracia”, quem não bajula não tem. Poucos municípios brasileiros são autossustentáveis.

Sobre o regime presidencialista, José Múcio disse ter sido adepto dele por influência de Marco Maciel. E assim se conceituou: "Me considero um separatista constitucional. Não podemos tratar as regiões brasileiras como se fossem iguais, senão vamos viver sempre com sopapos, democracias ameaçadas. Hoje, sou parlamentarista".

Sobre eleições, se posicionou contra prorrogação de mandatos. "Acho que podemos discutir eleições depois, em novembro, dezembro. Se os prefeitos reclamam que não têm dinheiro para pagar a folha, por que querem continuar os mandatos? Se está ruim, deve assumir quem perdeu". Ainda sobre o debate esquizofrênico que o Brasil vive, afirmou que o que se vê é um campeonato de brabeza, de colisão.

Por fim, Múcio falou do seu futuro após se aposentar do TCU, mas não confirmou se projeta retornar à política com a intenção de disputar o Governo de Pernambuco. "Eu não posso ter projeto político. Se eu disser que tenho, perco minha isenção. Estou conversando sobre antecipar minha saída do Tribunal porque acho que a corte precisa ter uma renovação. Já posso me aposentar. Tenho vontade de voltar e devolver aos meus filhos o tempo que devo a eles”.

Múcio falou ainda sobre os desvios dos recursos da Covid, inclusive em Pernambuco. “Eu tenho muito medo de quem aponta sem provar. É ladrão quem se aproveita do dinheiro público, quando quem faz isso é amigo a gente diz que é sabido, mas é ladrão. Precisamos ser mais duros. O vírus da corrupção foi retroalimentado com essas compras públicas", concluiu.


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02/06


2020

Alexandre de Moraes toma posse como ministro do TSE

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes tomou posse, hoje, como integrante efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O mandato é de dois anos.

Alexandre de Moraes atuava como ministro substituto da Corte. Também integram o TSE: Luís Roberto Barroso (presidente), Edson Fachin (vice-presidente), Og Fernandes (corregedor), Luis Felipe Salomão, Tarcisio Vieira Neto e Sérgio Banhos.

Em razão da pandemia do novo coronavírus, a cerimônia de posse de Moraes aconteceu de forma diferente da tradicional, por meio virtual.

Entre as autoridades que participaram por videoconferência, estava o presidente Jair Bolsonaro, que acompanhou a solenidade à distância, no Palácio do Planalto.

Esta foi a primeira vez que Bolsonaro e Moraes participaram do mesmo evento desde que foi deflagrada, na última quarta-feira (27), a operação da Polícia Federal que teve como alvos aliados do presidente da República.

Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão no inquérito do STF que investiga a disseminação de conteúdo falso na internet, as chamadas fake news, além de ameaças e ofensas a ministros da Corte.

A operação, autorizada por Moraes, foi criticada pelo presidente da República. No dia seguinte ao cumprimento dos mandados, Bolsonaro disse que "ordens absurdas" não devem ser cumpridas e que "não haverá outro dia igual" ao da operação.

No último domingo, Bolsonaro compareceu a um ato antidemocrático em Brasília que, entre outras reivindicações inconstitucionais, pedia o fechamento do STF. Moraes foi um dos alvos do protesto


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Banco de Alimentos

02/06


2020

José Múcio na live do blog daqui a pouco

O entrevistado de daqui a pouco, às 19 horas, na live do Instagram do blog, será o presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro, que vai tratar da crise da pandemia do coronavírus com reflexos na economia e na política.

Discreto, Múcio há muito não dá entrevistas e por isso mesmo sua live está sendo aguardada com grande expectativa no País. Vai falar também sobre contas republicanas e não republicanas e a crise na saúde.

Se você ainda não segue o Instagram do meu blog, para acompanhar as entrevistas passe a seguir agora. O endereço é @blogdomagno.


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Prefeitura de Serra Talhada

02/06


2020

Delegada constrange João Campos

A delegada e pré-candidata à Prefeitura do Recife, Patrícia Domingos, descobriu, graças a este blog, que não está impedida de opinar sobre a gestão estadual ou municipal. O que ninguém esperava era que ela desse um “passa moleque” desses no deputado federal e também pré-candidato João Campos, quando questionou o PSB por tratar o povo do Recife como porcos diante dos olhos dele. Por essa, ninguém esperava.


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Comentários

marcos

Mas Delegada o líder do PT Deputado Paulo Pimenta chamou os Nordestinos de Porcos, como o PSB é um puchadinho do PT GERALDO JÚLIO RESOLVEU COMPRAR RESPIRADORES PARA PORCOS.

Fernandes

Essa delegada vai levar um de votos de João Campos, é muito fraca fica com esse blá blá blá.


O Jornal do Poder

02/06


2020

Anderson: Estado frustra segmentos econômicos

O prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, considerou, hoje, que o Governo do Estado foi omisso no plano de abertura das atividades econômicas, ao não estabelecer datas para a maioria dos segmentos. “Prefeituras e empreendedores não foram consultados e como vimos nas repercussões negativas, frustrou a todos. O Governo do Estado causa insegurança para quem emprega e a quem depende do emprego, já que não se sabe quando a maioria das empresas voltará às atividades. Ficou de um jeito que ninguém pode se planejar a curto e nem a médio prazo”, disse Anderson Ferreira.

O prefeito observou que o Governo se preocupou em atender alguns setores que poderão elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de imediato, mas deixou de fora outros de relevante importância social. “O Governo esqueceu da abertura dos templos e igrejas que, neste momento de tanto sofrimento, trazem conforto para as famílias e realizam um importante trabalho social, ressaltou.

Ao contrário do Governo Estadual, a Prefeitura do Jaboatão vem ouvindo representantes de todos os segmentos, pois precisam de um rumo para enfrentar a crise econômica provocada pela pandemia. “Criamos o Comitê de Análise dos Impactos Econômicos da Covid-19 e já ouvimos o Sinduscon, CDL, Sindicom, Amicro, Ademi-PE, Abrasel, Sindicombustíveis, hotelaria, indústria, Shopping Center, permissionários dos mercados públicos e líderes religiosos. Estamos reunindo os pleitos para montar nosso próprio planejamento. O objetivo é passar segurança a todos, nessa fase de recuperação da economia, mas sempre respeitando todas as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), quanto aos cuidados para evitar a disseminação do coronavírus”, assegurou Anderson Ferreira.


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Shopping Aragão

02/06


2020

Fundaj: Covid-19 avança na periferia da RMR

Nos últimos 15 dias, os números de casos e óbitos por Covid-19 da Região Metropolitana do Recife (RMR) cresceram em maior quantidade nos bairros de alta vulnerabilidade social. Baseado nos Informes Epidemiológicos da Secretaria de Saúde do Recife, o mapeamento feito pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) mostra o avanço da pandemia nesses locais entre 10 e 25 de maio. Além disso, a pesquisa também oferece uma análise sobre os impactos econômicos e as consequências da reabertura de escolas depois do confinamento.

“O coronavírus tem características urbanas e territoriais com rápida velocidade de disseminação por meio da nossa rede de cidades. A doença se vale das nossas fragilidades, não apenas biológicas, mas também sociais. Nossas desigualdades intra urbanas e regionais potencializam sua dispersão e seus impactos”, afirmou o pesquisador e coordenador do Centro Integrado de Estudos Georreferenciados para a Pesquisa Social (Cieg) da Fundaj, Neison Freire.

Dos 15 municípios que compõem a RMR, a pesquisa selecionou os 4 mais conturbados e que apresentam as maiores populações. Ou seja, o núcleo urbano central da aglomeração urbana do Recife. Esses quatro municípios reúnem 75,4% (3.072.281 habitantes) da população total da região metropolitana (4.074.014 habitantes). Suas respectivas populações, segundo a estimativa do IBGE para 2019, foram: Recife (1.645.727 habitantes), Olinda (392.482 habitantes), Jaboatão dos Guararapes (702.298 habitantes) e Paulista (331.774 habitantes).

Considerando os 94 bairros do Recife, Jordão, Ibura e Cohab (Zona Sul) e Água Fria, Vasco da Gama, Nova Descoberta e Dois Unidos (Zona Norte) foram aqueles que apresentaram as maiores variações de casos confirmados, nos últimos 15 dias, comparados aos demais da cidade. Pina, Imbiribeira, Várzea, Iputinga, Torrões, Macaxeira e Torre são outros bairros com valores que variam entre médias e altas vulnerabilidade e número de casos confirmados.

Os bairros que mais variaram em número de óbitos foram também os mais socialmente vulneráveis: na Zona Sul, Jordão, Ibura e Cohab, na Zona Leste, Barro, Curado e Estância, e na Zona Norte, Brejo da Guabiraba, Dois Unidos, Nova Descoberta, Vasco da Gama, Alto José Bonifácio e Água Fria.

A pesquisa avaliou a variação de casos confirmados e óbitos, mapeando a relação desses indicadores com o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS). Esse índice foi criado pelo Cieg da Fundaj. O mesmo foi calculado por setor censitário urbano, com base em 4 variáveis do Censo 2010 do IBGE: proporção de domicílios com renda até ½ salário mínimo per capita, proporção de domicílios sem abastecimento de água e coleta de lixo, bem como a inadequação de esgotamento sanitário dos domicílios.

Apesar do bairro de Boa Viagem apresentar a maior variação entre os 94 bairros do Recife (foi de 351, no dia 10 de maio, para 531 casos confirmados, no dia 25. Ou seja, 180 novos casos, 51% de aumento), o bairro tem baixo índice de vulnerabilidade social (0,03). Se compararmos com o bairro vizinho, do Ibura, por exemplo, a situação é bem diferente: no dia 10, apresentava 96 casos e no dia 25, passou para 182, um aumento de 90%, com um índice de vulnerabilidade social de 0,33. Ou seja, a variação de casos confirmados foi maior no bairro mais pobre e vulnerável.

Utilizando como exemplo os mesmos bairros do Recife relatados anteriormente, podemos observar a nítida relação entre a pandemia e a vulnerabilidade social na cidade. Em Boa Viagem, os óbitos variaram 112% (de 24 óbitos no dia 10 de maio para 51 no dia 25), enquanto no Ibura variaram 256% (de 9 para 32 no mesmo período).

Em Olinda, o bairro mais vulnerável e com maior variação de casos confirmados foi Águas Cumpridas, seguido de Sapucaia, Peixinhos, Fragoso e Jardim Atlântico. Alto da Sé, Carmo, Amparo e São Benedito foram os bairros com baixa vulnerabilidade social e menor variação de casos confirmados registrados no período estudado. Quanto a variação de óbitos, novamente Águas Cumpridas e os bairros Alto da Bondade e Caixa d’Água foram aqueles com maior variação de óbitos e alta vulnerabilidade social. Situação oposta foram os bairros de Casa Caiada e Bairro Novo, com pouca variação de óbitos e menor vulnerabilidade social. Novamente, Olinda segue o padrão de Recife e expõe suas desigualdades sociais em meio a pandemia.

No município de Jaboatão dos Guararapes, o bairro onde houve maior variação de casos e com maior vulnerabilidade foi Guararapes, seguido pelos bairros de Cavaleiro, Zumbi do Pacheco e Prazeres. Já os bairros de Vista Alegre e Comportas apresentaram menor variação de casos confirmados e têm baixa vulnerabilidade social. Os bairros de Santana, Muribequinha, Bulhões, Vargem Fria e Manassi são bairros que, apesar de terem alta vulnerabilidade social, não apresentaram grandes variações positivas de casos confirmados no período pesquisado. Nesse município, os óbitos também cresceram mais nos bairros mais pobres: Santo Aleixo, Cavaleiro e Prazeres.

Já no Paulista, o bairro com maior vulnerabilidade social e que apresentou maior variação de casos confirmados foi Jardim Paulista Baixo, seguido, em menor intensidade, pelos bairros de Paratibe, Janga e Pau Amarelo. No sentido oposto, os bairros de Jardim Paulista, Jaguaribe e Poti apresentaram menores variações e vulnerabilidade social.

“As análises desses quatro maiores municípios da região metropolitana mostram que os bairros com menor renda e precariedade no abastecimento de água, coleta de lixo domiciliar e esgotamento sanitário são aqueles que têm apresentado maior variação percentual de casos confirmados e óbitos no período pesquisado”, frisou Neison.


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