FMO janeiro 2020

26/03


2020

Santa Cruz do Capibaribe suspende São João

Utilizando suas redes sociais (Facebook e Instagram), o prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira (PSDB), comunicou à população, através de um vídeo postado no início da tarde de hoje, a suspensão do São João da Moda 2020. Edson Vieira foi enfático e descreveu a importância de paralisar o São João da Moda 2020.

“Depois que tive uma reunião com minha equipe na prefeitura, decidi suspender o São da Moda 2020 de Santa Cruz do Capibaribe. Uma decisão difícil de ser tomada, mas, acima de tudo, porque compreendemos a situação delicada de saúde pública que vive em nosso país, estado e cidade. Espero ter a sensibilidade e a compreensão de toda população para que juntos, possamos vencer essa batalha contra o novo coronavírus”, pontuou o prefeito.

Neste mesmo vídeo, Edson Vieira falou que devido à suspensão do São João deste ano, a administração municipal está direcionando todos os seus esforços para três importantes áreas de atuação na cidade, sendo elas: Saúde, Economia e Desenvolvimento Social.


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Abreu e Lima

26/03


2020

Justiça manda Eduardo Cunha para prisão domiciliar

A juíza substituta da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, substituiu a prisão preventiva do ex-deputado federal Eduardo Cunha por prisão domiciliar devido à pandemia do coronavírus. Cunha tem 61 anos e se enquadra no grupo de riscos da doença, que causa mais mortes entre os idosos. O ex-presidente da Câmara está preso desde 2016.

“Considerando a excepcional situação de pandemia do vírus COVID- 19, por se tratar o requerente de pessoa mais vulnerável ao risco de contaminação, considerando sua idade e seu frágil estado de saúde, substituo, por ora, a prisão preventiva de Eduardo Consentino da Cunha por prisão domiciliar, sob monitoração eletrônica”, escreveu Gabriela.

A juíza destacou que a revogação da prisão preventiva “é absolutamente excepcional” e será mantida somente enquanto durar a pandemia ou se o estado de saúde de Cunha justificar essa necessidade.

Gabriela determinou que assim que Cunha estiver alta hospitalar, seja expedido o alvará. Cunha está internado em um hospital do Rio porque se submeteu a uma cirurgia.

É a primeira vez que Cunha recebe uma decisão que efetivamente vai tirá-lo da prisão. Semana passada, o desembargador do Tribunal Federal da 1a Região Ney Belo concedeu uma liminar que o colocou em regime domiciliar. No entanto, a prisão preventiva de Curitiba impedia o ex-deputado de ir para casa.

Procurados, os advogados do ex-deputado, Pedro Ivo e Ticiano Figueiredo, confirmaram a informação. Por meio de nota, os criminalistas afirmaram que “foi preciso uma pandemia e uma quase morte para se corrigir uma injustiça que perdurou anos. Eduardo Cunha já tem, há tempos, o devido prazo para progredir de regime, e há anos seu estado de saúde já vinha se deteriorando. Hoje, fez-se justiça”.


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26/03


2020

Meu editorial no Frente a Frente – 26/03/2020

Se você perdeu o Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, tendo como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, em Jaboatão dos Guararapes, escute agora o meu editorial.


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Prefeitura de Serra Talhada

26/03


2020

Ação do Detran imuniza idosos em São Lourenço

Na manhã de hoje, 160 idosos moradores do município de São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife, foram vacinados contra gripe (Influenza/H1N1). A imunização é continuidade da operação Prevenção “Segundos que Salvam vidas” desenvolvida pela Diretoria de Fiscalização do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PE) em parceria com a Prefeitura de São Lourenço da Mata/Secretaria de Saúde.

A atuação ocorreu em sistema de “drive thru”, sem que os idosos precisassem sair dos veículos, e também atendeu a deficientes físicos em circulação no local. A ação ocorreu na praça Senador Carlos Wilson. De acordo com a secretária adjunta de Saúde de São Lourenço, Algenira Angélica de Souza, o apoio do Detran, foi fundamental para efetivar a vacinação. “Com a presença dos agentes de trânsito, ficou mais fácil controlar o tráfego dos veículos e assim, agilizar a vacinação, garantindo mais comodidade aos idosos”, afirmou.

O Departamento de Trânsito disponibilizou o “Detran Itinerante”, que é um caminhão com gerador próprio, frigobar (para conservação das vacinas) e banheiro. Também contou com viaturas de apoio e um PK (carro com painel luminoso) avisando da vacinação. O gerente de Fiscalização do Detran-PE, Paulo Paz, reforça que a operação contribui na prevenção do coronavírus, uma vez que não permite aglomerações.

O Detran já realizou a ação no Recife, na Av. Norte, e em Camaragibe, no km 10,5 de Aldeia. Está prevista nova operação em Camaragibe para este sábado (28), no mesmo local onde ocorreu a anterior, e mais uma em São Lourenço da Mata, também no sábado (28), no mesmo local da realizada na manhã de hoje.


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26/03


2020

A Desordem Programada II

Por Cássio Rizzonuto

O maior problema brasileiro é a falta de credibilidade de seus homens públicos. O que dizem na parte da manhã pode ser dito de forma oposta no final do dia. Não há coerência. No Brasil, alcançar cargo eletivo é ser premiado com prêmio acumulado da melhor loteria. A questão é que a internet e redes sociais atrapalham muito essa gente.

A cada declaração contraditória, dá-se início à divulgação de enxurrada de falas passadas do envolvido, expondo-o em infindáveis máscaras. Cada qual mais solene e menos convincente. Como as que mostram o governador Doria (SP), jurando que jamais se uniria ao “extremista” Bolsonaro, alguns meses antes da eleição presidencial (2018).

Quando as eleições se aproximavam, trazendo possibilidade de vitória do “repudiado”, o alpinista eleitoreiro, que deixou a Prefeitura da Capital e se lançou ao governo, criou slogan (BolsoDoria), abraçou-o em praça pública e se tornou seu maior defensor. No momento ele o tem, mais uma vez, como “inimigo”.

João Agripino de Costa Doria Jr. é exemplo de camaleão bem-sucedido: apresentando-se como “fato novo” é filho de ex-deputado federal cassado (1964), foi secretário de Turismo (1982/84), do então prefeito de São Paulo, Mário Covas, e presidente da Embratur (1985/87), durante o corrupto governo José Sarney (1985/90).

Seu sonho é a Presidência da República, embora incapaz de apresentar trabalho de qualidade ou resultado positivo alcançado em qualquer dos cargos públicos anteriormente ocupados. É o típico “líder” nacional: vazio e presunçosamente inflado.

Políticos como tal trabalham para a derrocada de qualquer administração federal, pois sabem que o sucesso de um presidente irá causar enorme entrave às suas ambições de nível pessoal. Basta lembrar o mal que Rodrigo Maia e demais congressistas vêm fazendo às iniciativas do governo federal. A não ser que a administração seja corrupta.

O atual presidente e seus ministros têm enfrentado, além de boicote sistemático às suas ações, a chamada grande imprensa, ou “mídia extrema”. Os recursos financeiros que alimentavam esses impérios foram cortados. A Rede Globo e a Rede Bandeirante estão, agora, fazendo parceria com a China, pois não têm compromisso com o país.

O presidente dos EUA, Donald Trump, observou que se forem tomadas medidas objetivando o percentual de apenas 1,5% a ser possivelmente atingido pelo coronavírus, levar-se-á o caos para os 88,5% restantes. Foi isso que Bolsonaro quis dizer em seu pronunciamento (antes mesmo de Trump), e é isso o que já está acontecendo.

Os “representantes” políticos não viram ainda as multidões de desempregados, moradores de ruas, pedintes e mergulhados na economia informal que começaram a saquear mercadinhos, fazer arrastões e cobrar ação por parte das autoridades. O quadro que se desenha é aterrador e é preciso que alguém em sã consciência se posicione.

Nesta semana, o governador Ronaldo Caiado (GO), quase foi agredido ao chegar à sede do governo estadual. Desmontar a economia e matar o povo de fome não vai resolver o dilema: vai causar revolução. Ou se abre a tampa, ou a panela irá explodir.

O ex-presidente FHC cobrou liderança e “decoro”, do presidente Jair Bolsonaro, esquecido que, em seu governo, colocou o notório Renan Calheiros como ministro da Justiça. O melhor que esses “líderes” podem fazer é calar a boca e deixar de atrapalhar.

O clima político está em ebulição. É provável que falte pouco para estourar. Apesar de panelaços fajutos, exibidos pela Rede Globo, os revoltados já formaram opinião a respeito de quem a fatura deve ser cobrada. O coronavírus está expondo a face horrenda de mais de 500 anos de roubalheira, autoritarismo e políticas desastradas.


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Comentários

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Corretíssimo Rizzonuto. O vírus não irá desaparecer por encanto. A quarentena vai durar até a descoberta de uma vacina? Claro que não e esses governadores petralhas sabem disso. Quando forem obrigados a liberar o comércio e os serviços, o vírus continuará. Claro que esses políticos que querem desestabilizar o Bolsonaro sabem disso. Acontece que o tiro saiu pela culatra e eles estão num mato sem cachorro. A população não mais é tangida, como era antigamente, pela imprensa comprada e pelos políticos de esquerda que só fizeram roubar e afundar o País. O povo não é bobo e não vai querer o Lula ladrão de novo. Ou, os Dórias da vida que só se elegeu por causa do Bolsonaro e agora quis dá uma de estadista e quebrou a cara.

Alberto Costa Santos

Esse Cássio Rizzonuto não acrescenta nada ao blog. Um cara desse espalhando fake numa mídia conceituada, logo a levará ao descrédito. Cuidado Magno. Bozoloides são ignorantes não acrescentam nada, isso tudo que está acontecendo são fases.

Alberto Costa Santos

De aliado a opositor Bolsonaro, quem diria, já votou no “companheiro” Lula para presidente Durante a eleição de 2002, deputado Jair Bolsonaro fez elogios a Lula, sugeriu o nome de José Genoino para o Ministério da Defesa e deu nota 10 para um discurso do líder petista


O Jornal do Poder

26/03


2020

Plenário inicia votação de projetos sobre coronavírus

O Plenário da Câmara dos Deputados iniciou, há pouco, uma sessão de votação remota para analisar quatro projetos de lei sobre o combate ao coronavírus.

O primeiro projeto da pauta é o PL 702/20, do deputado Alexandre Padilha (PT-SP) e outros, que dispensa o trabalhador de comprovação de doença por sete dias em épocas de epidemia e lhe permite apresentar atestado emitido por meio eletrônico a partir do oitavo dia de afastamento.


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Banner de Arcoverde

26/03


2020

Motorista de Bolsonaro está em estado grave na UTI

O motorista do presidente Jair Bolsonaro foi diagnosticado com coronavírus na última semana e, hoje, o quadro piorou. Ari Celso Rocha Lima de Barros estava em isolamento domiciliar e, ontem, foi internado no Hospital de Base.

Com a piora do seu quadro, Ari foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência para tratamento do vírus no Distrito Federal. A informação foi confirmada ao Jornal de Brasília.

Ari é capitão da Polícia Militar do Distrito Federal e, segundo portaria do GSI de fevereiro deste ano, atua no governo como assistente técnico militar. De acordo com a família, ele faz a segurança do presidente em eventos e algumas viagens, mas não estava na comitiva que foi para a Flórida, nos Estados Unidos, no início do mês. Vinte e três pessoas que estiveram com o presidente nesta viagem testaram positivo para novo coronavírus.


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Prefeitura de Limoeiro

26/03


2020

Hits 103,1 FM na campanha pela vida

Num instante em que as opiniões se dividem quanto ao isolamento vertical, preservando idosos e grupos de risco do contágio do coronavírus, em troca da retomada da economia, a emissora Hits 103,1 FM, no Grande Recife, faz uma campanha pela preservação da vida. A Hits, sob o comando de June Melo, é a cabeça da Rede Nordeste de Rádio, retransmissora do Frente a Frente, programa ancorado por este blogueiro, de segunda à sexta-feira, no horário das 18 às 19 horas. Aplausos à equipe de June!


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Shopping Aragão

26/03


2020

Abaixo ao decreto do governador!

Por Marcelo Luz*

Estamos passando pela maior guerra biológica da história humana. A diferença é que este inimigo é invisível, mas já o conhecemos bem. Nossa economia está ameaçada, o sustento e a segurança das nossas famílias também, de forma muito mais danosa do que podemos imaginar.

Sem emprego, muitas pessoas passarão a furtar e roubar para sobreviver. E isso, infelizmente, já é possível constatar sem nenhum grande esforço. A ordem é preservar somente nossos idosos e doentes, e vamos à guerra! Somos um povo guerreiro! Já sobrevivemos a situações bem piores e delas tiramos muitas lições.

Não existe guerra sem baixas! Neste momento, somos todos soldados. Ser soldado, estar em uma guerra e não querer lutar é coisa de covarde. Eu não me incluo entre os covardes.

Vamos, portanto, voltar a trabalhar, brigar para derrubar este decreto do governador do Estado e voltar ao trabalho!

*Empresário


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Comentários

Fernandes

Governador está certíssimo, chora bozolóide, aceita que dói menos.

jevesson

Este governador Paulo Câmara e mais alguns outros do NORDESTE está levando o estado de Pernambuco para uma REVOLUÇÃO, e por culpa deles logo, logo vai começar a ter saques nos supermercados de Recife e Olinda, e vejam até o partido do PSOL que apoia Paulo Câmara, quer soltar os presidiários, ladroes, estripadores assassinos e etc.... pode? Povo Pernambucano abram os olhos pois depois será tarde demais.

jevesson

Este governador Paulo Câmara e mais alguns outros do NORDESTE esta levando o estado de Pernambuco para uma REVOLUÇÃO, povo Pernambucano abram os olhos poi depois sera tarde demais.

jevesson

Nossa economia está ameaçada pelo os governadores do NORDESTE que são do PT,PSOL,PCdB,PSB e etc....) , o sustento e a segurança das nossas famílias também, de forma muito mais danosa do que podemos imaginar. Sem emprego, muitas pessoas passarão a furtar e roubar para sobreviver e o partido PSOL quer soltar os presidiários o tal do Dep. federal FREIXO do RJ,. E isso, infelizmente, já é possível constatar sem nenhum grande esforço. A ordem é preservar somente nossos idosos e doentes, e vamos à guerra! Somos um povo guerreiro! Já sobrevivemos a situações bem piores e delas tiramos muitas lições. Não existe guerra sem baixas! Neste momento, somos todos soldados. Ser soldado, estar em uma guerra e não querer lutar é coisa de covarde. Eu não me incluo entre os covardes. Vamos, portanto, voltar a trabalhar, brigar para derrubar este decreto do governador do Estado e voltar ao trabalho! Empresário



26/03


2020

Livro de Bivar é destaque no The New York Times

Em meio a todo o caos causado pela quarentena devido a transmissão do novo coronavírus, uma boa notícia para literatura pernambucana. No último domingo, saiu no New York Times, no caderno Book Review (uma espécie de recomendação aos leitores), uma recomendação ao livro de Luciano Bivar, em inglês com o título "50 Ways of Loving – One is Killing”. A obra “50 formas de amar. Uma é matar” foi lançada no final de 2019 no Brasil e nos Estados Unidos e está disponível nos sites das principais livrarias do país.


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26/03


2020

A carta da renúncia

Por Maria Cristina Fernandes – Valor Econômico

A tese do afastamento do presidente viralizou nas instituições. O combate à pandemia já havia unido o país, do plenário virtual do Congresso Nacional ao toque de recolher das favelas. Com o pronunciamento em rede nacional, o presidente conseguiu convencer os recalcitrantes de que hoje é um empecilho para a batalha pela saúde da nação. Se contorná-lo já não basta, ainda não se sabe como será possível tirá-lo do caminho e, mais ainda, que rumo dar ao poder em tempos de pandemia. A seguir a cartilha do presidiário Eduardo Cunha, seu afastamento apenas se dará quando se encontrar esta solução. E esta não se resume a Hamilton Mourão.

Ao desafiar a unanimidade nacional, no uniforme de vítima de poderes que não lhe deixam agir para salvar a economia, Bolsonaro já sabia que não teria o endosso das Forças Armadas para uma aventura que extrapole a Constituição. Era o que precisaria fazer para flexibilizar as regras de confinamento adotadas nos Estados. Duas horas antes do pronunciamento presidencial, o Exército colocou em suas redes sociais o vídeo do comandante Edson Leal Pujol mostrando que a farda hoje está a serviço da mobilização nacional contra o coronavírus.

Saída a ser costurada passa pela anistia aos filhos

Pujol falou como comandante de uma corporação que tem a massa de seus recrutas originários das comunidades mais pobres do país, hoje o foco de disseminação mais preocupante para as autoridades sanitárias. Disse que agirá sob a coordenação do Ministério da Defesa. Em nenhum momento pronunciou o presidente. Moveu-se pela percepção de que uma tropa aquartelada hoje é mais segura que uma tropa solta. Na mão inversa do trem desgovernado do discurso presidencial daquela noite.

Quando já estava claro que descartara o papel de guarda pretoriana, Pujol reforçou a importância do combate ao coronavírus: “Talvez seja a missão mais importante de nossa geração”. Vinte e quatro horas depois, o vídeo ultrapassava 500 mil visualizações, mais do que o dobro do efetivo do Exército.

O distanciamento contaminou os ministros militares com assento no Palácio do Planalto. “Não quero ter minha digital nisso”, comentou um deles ao perceber o rumo provocativo que o pronunciamento da noite de quarta-feira teria. Deixou o Palácio antes da gravação, conduzida sob o comando dos filhos e da milícia digital do bolsonarismo.

A insistência do presidente na tese esticou a corda com os governadores e com o Congresso, que amanheceu na quarta-feira colocando pilha na saída do ministro Luiz Henrique Mandetta. A pressão atingiu o pico do dia com o rompimento do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), com o presidente. Aliado de primeira hora de Bolsonaro, presença mais frequente, entre seus pares, nas solenidades do Palácio do Planalto, Caiado foi um dos principais padrinhos de Mandetta, um deputado do Mato Grosso do Sul que não disputou em outubro de 2018 porque temia não se reeleger.

O ministro negaria a demissão numa entrevista em que citou Caiado, mas não Bolsonaro. O Congresso mantinha a aposta na saída de Mandetta como mais um tapume no isolamento do presidente quando João Doria, na reunião de governadores com o presidente, partiu para o confronto. O discurso de palanque do governador de São Paulo não é unanimidade entre os envolvidos em busca de uma solução de consenso, especialmente os da farda, mas sua ação deliberada para levar os governadores a recusar interlocução com o presidente, caiu como uma luva para a estratégia de levar Bolsonaro ao limite do isolamento.

Para viabilizar o enfrentamento dos governadores, o Congresso busca meios de manter o acesso dos Estados a recursos com os quais possam manter suas políticas de combate à doença, hoje confrontadas pelo Planalto. O pronunciamento acabou por frear a proposta de emenda constitucional com a qual se pretendia criar um orçamento paralelo para viabilizar as ações de Bolsonaro no combate à pandemia e calar a tecla com a qual o presidente se diz impedido de agir pelo Congresso. Cogitou-se até incluir nesta PEC instrumentos com os quais Bolsonaro poderia ter mais poderes sobre o confinamento e o confisco de insumos hospitalares, como meio de evitar o Estado de Sítio.

Ainda que Bolsonaro hoje não tenha nem 10% dos votos em plenário, um processo de impeachment ainda é de difícil de viabilidade. Motivos não faltariam. Os parlamentares dizem que Bolsonaro, assim como a ex-presidente Dilma Rousseff, já não governa. Se uma caiu sob alegação de que teria infringido a Lei de Responsabilidade Fiscal, o outro teria infrações em série contra uma “lei de responsabilidade social”. Permanece sem solução, porém, o déficit de legitimidade de um impeachment em plenário virtual.

Vem daí a solução que ganha corpo, até nos meios militares, de uma saída do presidente por renúncia. O problema é convencê-lo. A troco de que entregaria um mandato conquistado nas urnas? O bem mais valioso que o presidente tem hoje é a liberdade dos filhos. Esta é a moeda em jogo. Renúncia em troca de anistia à toda tabuada: 01, 02 e 03. Foi assim que Boris Yeltsin, na Rússia, foi convencido a sair, alegam os defensores da solução.

Não faltam pedras no caminho. A primeira é que não há anistia para uma condenação inexistente. A segunda é que ao fazê-lo, a legião de condenados da Lava-Jato entraria na fila da isonomia, sob a alcunha de um “Pacto de Moncloa” tupiniquim. A terceira é que o Judiciário, agastado com o bordão que viabilizou o impeachment de Dilma (“Com Supremo com tudo”), resistiria a embarcar. E finalmente, a quarta: Quem teria hoje autoridade para convencer o presidente? Cogita-se, à sua revelia, dos generais envolvidos na intervenção do Rio, PhDs em milícia.

A única razão para se continuar nesta pedreira é que, por ora, não há outra saída. Na hipótese de se viabilizar, o capitão pode estar a caminho de encerrar sua carreira política como começou. Condenado por ter atentado contra o decoro, a disciplina e a ética da carreira militar, Bolsonaro foi absolvido em segunda instância. Em “O cadete e o capitão” (Todavia, 2019), Luiz Maklouff, esboça a tese de que a absolvição foi a saída encontrada para o capitão deixar a corporação. Em seguida, o Bolsonaro disputaria seu primeiro mandato como vereador no Rio. Trinta e quatro anos depois, a borracha está de volta para esfumaçar o passado. Desta vez, com o intuito de tirá-lo da política.


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Fernandes

Certíssimo, vamos tirar esse genocida da presidência.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Maria Cristina Fernandes do Poder Econômico quer o afastamento do Presidente. Vai ficar querendo. Ela, como a petralhada que mamou na época da petralhada e agora não tem mais vai ficar só no desejo. Não quero que essa senhora perca o emprego mas, pelo visto e o Valor sem as vultuosas verbas de propaganda, vai vazar logo logo. Mente descaradamente e, para não se pega na mentira, vem com frases de alegam. Dá exemplo do Boris Yeltsin sem qualquer comprovação. Depois não sabe o motivo da imprensa está tão desmoralizada e desacreditada. O povo está querendo que o presidente do circo melhor, da Câmara, tenha coragem de dá andamento ao processo de impedimento para fecharmos aquela casa dos horrores.



26/03


2020

Entre vírus e vermes e outras vicissitudes

Por Murilo Neto*

A proposta do presidente da Câmara dos Deputados de reduzir os salários dos servidores públicos é inconstitucional, infeliz e desumana, mas também é, do ponto de vista econômico, absolutamente inoportuna e ineficaz.

O país entrará num período de forte recessão, como consequência da crise do coronavírus e da inoperância do governo. Para enfrentarmos a estagnação econômica é preciso, entre outras medidas, estimular o crédito e o consumo, para que a indústria volte a produzir, o comércio volte a vender e o setor de serviços retome o crescimento.

A classe média, aí incluído o servidor público, é um setor fundamental para, com sua capacidade de consumo, ajudar a movimentar a economia. Retirar poder de compra de uma parcela expressiva da população é o oposto do que a economia precisa. Ao contrário do proposto, a hora é de pensar como instituir um programa de renda mínima para a população e garantir o poder de compra e investimento das classes médias, do pequeno empresário, do microempreendedor, do profissional liberal, do servidor público. Isto é o que fará girar a roda da economia.

Os recursos para enfrentar a crise existem. A dívida pública interna do país está em torno de 6 trilhões e todo ano gastamos muitos bilhões de reais para o pagamento de juros e da amortização dessa dívida.

A gravidade da situação interna e mundial justificaria, inclusive, cogitar a moratória, mas talvez não seja necessário, bastando que o governo altere o perfil e o manejamento da dívida, alongando prazos, reduzindo as amortizações e renegociando juros.

Apenas as amortizações – que são os pagamentos do principal das dívidas, geralmente das mais antigas – giram em torno de 342 bilhões de reais, em números de 2018 (Fonte: SIAFI, citada por Maria Lucia Fattorelli, in “omonitormercantil.com.br”). O adiamento das amortizações, mesmo mantendo o pagamento atual dos juros, permitiria que o Estado recuperasse boa parte de sua capacidade de investimento a curto prazo.

Muitos sugerem também a utilização dos recursos das loterias federais, mais de 14 bilhões por ano, suspensão do Fundo Eleitoral, da ordem de 2 bilhões, da redução do Fundo Partidário, cerca de 1 bilhão, e da suspensão das verbas indenizatórias a que fazem jus os parlamentares, aproximadamente 900 milhões de reais. Seria uma pequena e bem-vinda ajuda.

As propostas de suspender contratos de trabalho e salários por 4 meses, como queria o governo, ou de reduzir vencimentos dos servidores públicos – que estão na linha de frente do combate ao coronavírus – revelam amadorismo na condução dos assuntos de Estado ou, o mais provável,  insensibilidade de quem não depende do seu próprio trabalho e do seu salário para viver.

*Advogado


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26/03


2020

Mendonça lança protocolo para combate do Covid-19

O presidente do Instituto Liberdade e Cidadania (ILEC) e ex-ministro, Mendonça Filho, lançou, hoje, o Protocolo Social para Prevenção e atenção às vítimas da Covid_19, visando orientar e dar suporte a prefeitos e governadores filiados ou não ao Democratas, no atendimento à população em situação de extrema pobreza. O protocolo foi elaborado pelo consultor do ILEC e um dos maiores especialistas em políticas sociais no Brasil, Marcelo Garcia. “O poder público precisa chegar nas comunidades com medidas práticas antes do coronavírus”, afirmou Mendonça Filho, ressaltando que o protocolo é uma contribuição do ILEC e do Democratas, num momento em que várias frentes precisam ser atacadas.

Com 18 pontos, o documento trata de temas como a identificação e o isolamento de idosos que moram em áreas pobres, a criação de redes de urgência, a atuação dos CRAS (Conselhos Regionais de Assistência Social) e a população de rua. O Protocolo Social para Prevenção e atenção às vítimas da Covid_19 foi encomendado pelo ILEC e está sendo disponibilizado para prefeituras e governos estaduais, podendo ser seguido integral e adaptado de acordo com a realidade de cada local.  Em Salvador, na Bahia, o protocolo já está sendo adotado pelo prefeito ACM Neto de forma customizada para a realidade soteropolitano.

Segundo Mendonça Filho, a situação que está se desenhando vai afetar de maneira brutal as pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza. Sobretudo as que vivem em favelas, nos morros do Rio, em cidades como Recife, Salvador, Fortaleza e nas comunidades carentes de todo o Brasil. Autor do Protocolo, o cientista social, Marcelo Garcia, alerta que se a epidemia chegar antes do Estado nos lugares de pobreza e extrema pobreza será uma tragédia.

A preocupação é reforçada pelo fato de a prevenção ao vírus necessitar de distanciamento social, de medidas de higiene como lavar as mãos frequentemente. O que não é possível onde falta água, as pessoas moram em cubículos e nem sempre a informação chega corretamente.  “Precisamos ser muito claros como cidadãos de que os CRAS não podem ser fechados. Esses são os centros de atendimento que levam o cuidado para as pessoas que mais precisam. São os CRAS que devem servir de ligação entre as medidas do governo e a população em favelas e comunidades carentes”, defende Marcelo. O documento completo para todo o Brasil está no site do Democratas. https://bit.ly/3bpztFq


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Comentários

Wellington Antunes

Bonzinho que só cocada de sal

Fernandes

Esse Mendonça Filho é tão bonzinho! Cara chato, não suporto esse cidadão.


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