FMO janeiro 2020

04/04


2020

Papa pede para fiéis não lucrarem com pandemia

Ansa

 Durante a missa na Casa Santa Marta, que foi transmitida online neste sábado (4), o papa Francisco pediu para que ninguém se aproveite deste momento de dor provocado pela pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) para obter lucro.   

“Rezemos hoje para que o Senhor dê a todos uma consciência reta, uma consciência transparente, que possa mostrar-se a Deus sem envergonhar-se”, disse Francisco.   

O Pontífice explicou que durante momentos “de desconforto, de dificuldades, de dor”, principalmente como o originado pela pandemia da Covid-19, “muitas vezes as pessoas veem a possibilidade de fazer muitas coisas boas. Mas também não deixa de vir a alguém a ideia não muito boa de aproveitar a situação para si e obter lucro”. Durante a homilia, o líder religioso usou o Evangelho de São João que relata a decisão de Sinédrio de matar Jesus após o sinal de ressurreição de Lázaro para explicar que “já há muito que os doutores da Lei, também os sumos-sacerdotes, estavam inquietos porque ocorriam coisas estanhas na região”.   

“Foi um processo que começou com pequenas inquietações no tempo de João Batista e depois acabou nesta reunião dos doutores da Lei e dos sacerdotes. Um processo que crescia, um processo que era mais seguro da decisão que deviam tomar, mas ninguém a tinha dito assim de forma clara: ‘Este deve ser eliminado'”, acrescentou. Jorge Bergoglio disse que “o modo de fazer dos doutores da Lei é uma figura”, como a tentação age e “por trás dela evidentemente estava o diabo que queria destruir Jesus”.   

“A tentação geralmente age deste modo em nós, começa com pouca coisa, com um desejo, uma ideia, cresce, contagia e no final se justifica. Esses são os três passos da tentação”, afirmou Francisco, ressaltando que todos quando “vencidos pela tentação” ficam “tranquilos”, porque encontram “uma justificação para este pecado, para esta vida não segundo a Lei de Deus”. 


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Abreu e Lima

04/04


2020

Está na hora de começarmos a falar sobre Mourão

Por Marcos Strecker, da ISTOÉ

Jair Bolsonaro continua resistindo a combater a epidemia do coronavírus, na contramão do mundo. Mais que isso, aproveita para radicalizar seu discurso contra os outros Poderes. Está cada vez mais isolado e perde as condições políticas de liderar o País. Com isso, cresce a percepção de que é necessária uma alternativa para driblar a paralisia e recolocar o País nos trilhos após a crise — que é ao mesmo tempo econômica, sanitária, institucional e social. Ao se colocar como um obstáculo para a condução do País, a alternativa constitucional que se impõe é a ascensão do vice Hamilton Mourão. De uma mera hipótese, a tese do afastamento já é tratada em Brasília como uma possibilidade concreta.

O isolamento do presidente atingiu seu ápice no início da última semana, depois que foi confrontado pelo núcleo militar do Palácio do Planalto e pelos principais ministros — Sergio Moro (Justiça), Paulo Guedes (Economia) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde). Todos são a favor do isolamento social, um consenso internacional. O titular da Saúde se recusou a voltar atrás nas suas recomendações técnicas, mesmo confrontado pelo mandatário. No sábado, 28, disse que o presidente precisaria demiti-lo se quisesse mudar a orientação do ministério. Bolsonaro recuou. Na terça-feira, 31, em seu quarto pronunciamento na TV sobre a pandemia, falou em um tom mais conciliador. Mas, como havia feito antes, voltou a distorcer a mensagem do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, que citou o risco que as medidas de isolamento trariam para os mais pobres. Ao contrário do que o presidente insinuou, a menção pregava a assistência financeira, e não o fim das medidas de isolamento. O pronunciamento gerou uma nova onda de panelaços pelo país. O novo tom durou pouco. Na manhã seguinte, divulgou no Twitter um novo ataque aos governadores, com uma notícia falsa sobre desabastecimento na Ceasa de Belo Horizonte.

Essa nova mensagem em cadeia nacional foi o resultado de uma semana de crises dentro do Palácio do Planalto. No dia 24, o presidente havia decidido radicalizar seu discurso. Além de temer as consequências da recessão para o seu mandato, queria contra-atacar os governadores que lideravam a mobilização. Fez nesse dia um pronunciamento raivoso pregando o fim do confinamento em massa. Pretendia mobilizar os militares, mas o movimento não foi acompanhado, inclusive pelos da ativa. Um dos militares com gabinete no Palácio do Planalto se recusou a endossar o discurso e deixou o Planalto. O general Edson Leal Pujol, comandante do Exército, divulgou horas antes desse pronunciamento um vídeo dizendo que a corporação estava integrada ao esforço contra o coronavírus. Disse que essa “talvez seja a missão mais importante de nossa geração”. O tuíte teve enorme visibilidade.

O presidente tem mostrado cada vez mais instabilidade emocional. No início do ano, havia tentado dar mais protagonismo ao núcleo militar do governo, em detrimento do grupo ideológico. Com o agravamento da crise, voltou-se para os filhos. Para tentar recuperar o controle da crise, escalou o general Walter Braga Netto, chefe da Casa Civil. Ele passou a liderar o Comitê de Crise com o objetivo de tirar a visibilidade do ministro da Saúde, mas a manobra deixou ainda mais estampada a fragilidade na condução do processo. O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, o secretário de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e Braga Netto têm buscado conter o ímpeto do presidente contra as medidas de isolamento, mas sem sucesso. Isso provocou em Brasília reuniões entre militares para discutir os possíveis cenários. Os militares estão apoiando Bolsonaro menos por convicção e mais porque temem a crise institucional. Além disso, consideram que a emergência pode derivar para distúrbios, com a falta de comida e a perda de empregos. Os militares também não desejam ser instrumentalizados em uma disputa política do presidente com outros Poderes, ou com os governadores. O medo é que o presidente, acuado, radicalize e seja tentado a gestos autoritários — afinal, já chegou a dizer que não pensava no Estado de Sítio “nesse momento”. “Quem quer dar o golpe jamais vai falar que quer dar”, respondeu em outra ocasião. As Forças Armadas não desejam ser envolvidas em uma aventura. Há a delicadeza também de que a imagem da corporação hoje está associada ao governo. Esse é mais fator que leva os militares a tentar conter o isolamento do chefe, apesar de sua atitude errática e cada vez mais agressiva. Por isso, as mensagens emitidas têm sido ambíguas, destacando a preocupação, mas ao mesmo tempo dando suporte ao presidente. Na véspera do último pronunciamento, Bolsonaro pediu a ajuda do ex-comandante do Exército, o general Eduardo Villas-Bôas, após uma desastrada visita que fez ao comércio popular em Brasília. O militar, que tem ascendência entre os seus pares, aquiesceu. Divulgou um tuíte em defesa do presidente, alertando que “ações extremadas podem acarretar consequências imprevisíveis”.

Sem o apoio do Congresso

No caso da crise se agravar, é possível que o governo seja informalmente dirigido por um comitê de ministros, ou por meio de uma maior participação dos militares. Isso não seria inédito na história política brasileira. Quando o governo Collor derretia, a condução também passou a ser de um grupo de “notáveis” do ministério. Como há a sensação de Bolsonaro já não governa, discutem-se em Brasília alternativas. Uma saída seria a renúncia, mas o presidente não dá nenhum sinal de considerar essa possibilidade. Lideranças no Congresso relutam em colocar o impeachment em marcha, pois temem que o mandatário utilize a iniciativa para posar de vítima dos políticos e do “establishment”. Mas a perda de sustentação parece irreversível. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, declarou na última quarta-feira que o governo Bolsonaro não tem mais apoio no Congresso e terá de estabelecer nova relação com o parlamentares após a crise. Nesse momento, o Parlamento está empenhado em buscar soluções para a pandemia, mas, depois, “a situação tende a se complicar para o governo”, afirmou. Outro caminho para o afastamento é a notícia-crime por crimes contra a saúde pública. Uma ação nesse sentido foi encaminhada na segunda-feira, 30, pelo ministro do STF, Marco Aurélio Mello, para a Procuradoria-Geral da República, em resposta a um pedido feito pelo deputado Reginaldo Lopes, do PT mineiro. No mesmo dia, sete partidos de esquerda também decidiram ingressar com uma notícia-crime contra o presidente, pedindo o seu enquadramento por incitação à prática de crime. Outra possibilidade constitucional é a interdição. Um grupo de advogados solicitou no último dia 21 ao Ministério Público do Distrito Federal que o presidente seja considerado incapaz para os atos da vida civil. Eles pedem que seja feita uma avaliação psiquiátrica de Bolsonaro, pois suas atitudes na crise teriam configurado “um considerável grau de desorientação e confusão psíquica”.

O jurista Miguel Reale Jr., que foi um dos responsáveis pelo pedido de impeachment de Dilma Rousseff, não vê oportunidade nesse momento para o impeachment. Mas acha que já há embasamento técnico, pois está caracterizada a contínua falta de respeito às leis e à dignidade da função. “Ele é o inimigo da saúde pública, não tem limite ético, é amoral.” Mas ele considera que não é o momento de politizar, pois um eventual processo de impeachment, além de lento, poderia servir ao próprio presidente. “É o instante da classe política e entidades médicas atuarem na luta pela saúde pública.” Após o pronunciamento de Bolsonaro no dia 24, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reagiu. “O presidente repetiu opiniões desastradas sobre a pandemia. O momento é grave, não cabe politizar, mas opor-se aos infectologistas passa dos limites. Se não calar estará preparando o fim. E é melhor o dele que de todo o povo. Melhor é que se emende e cale”, divulgou no Twitter. Líderes de esquerda — Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL) e Flávio Dino (PCdoB) — pediram a renúncia.

Além do freio de arrumação imposto pelos ministros, o Congresso e o Judiciário já deixaram claro que vão impor limites à atuação de Bolsonaro. O presidente do STF, Dias Toffoli, disse que não dá para combater o coronavírus com “achismos” e defendeu a atuação de Mandetta. O ministro Luís Roberto Barroso vetou a campanha “O Brasil não pode parar”, divulgada — e depois suprimida — dos canais oficiais. Gilmar Mendes usou seu Twitter para defender as recomendações da OMS: “A crise não sustenta o luxo da insensatez”. Além de encaminhar a notícia-crime à PGR, o ministro Marco Aurélio Mello decidiu que governadores e prefeitos podem determinar sobre restrições de circulação de transporte.

Foco em Mourão

As atenções em Brasília se voltam para o vice, que tem a simpatia em um amplo espectro político. Formado na Academia Militar das Agulhas Negras, Mourão nunca foi próximo do presidente, apesar de manter uma relação cordial desde os anos 1980. Foi escolhido para ocupar a vaga de vice quando se preparava para concorrer ele mesmo à Presidência, em 2018. É conhecido pela franqueza, o que o indispôs com os ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer. Para compor a chapa com Bolsonaro, teve o cuidado de garantir que a agenda econômica fosse liberal. No início da gestão, Mourão foi bombardeado pelo gabinete do ódio por demonstrar muita autonomia. Diminuiu o número de entrevistas, mas não deixou de mostrar sua personalidade e demarcar diferença em relação a posições das quais discorda. Tem se mantido no fio da navalha para defender Bolsonaro e, ao mesmo tempo, desfazer equívocos e criticar as ações desastradas do governo. Recentemente, desautorizou Eduardo Bolsonaro, quando esse criou um incidente diplomático com a China — ao culpá-la pela disseminação do coronavírus. Mourão afirmou que o filho “03” do presidente não falava em nome do governo: “Se o sobrenome dele fosse Eduardo Bananinha, não teria problema nenhum. É só por causa do sobrenome. Não é a opinião do governo”. Da mesma forma, em plena crise do coronavírus, quando o presidente desautorizou o ministro da Saúde, ele foi uma voz dissonante. “A orientação do governo é uma só: isolamento e distanciamento entre as pessoas.” Foi o único general de quatro estrelas do Planalto a se contrapor publicamente ao presidente na crise. Isso incomodou Bolsonaro, que revidou publicamente: “Com todo o respeito ao Mourão, mas ele é mais tosco do que eu. Muito mais tosco. Não é porque é gaúcho, não. Alguns falam que eu sou um cara muito cordial perto do Mourão.”

Pragmático

O vice é poliglota e defende uma política externa pragmática. Além de fiador das relações estratégicas com a China, é o responsável pela coordenação do Conselho da Amazônia, que foi criado depois que as queimadas e os ataques de Bolsonaro fragilizaram a relação brasileira com os investidores. Em vários temas se diferencia do presidente, como o aborto (acha que é uma opção da mulher) e a transferência da Embaixada em Israel para Jerusalém (é contra). Como militar, tem uma carreira sólida em vários comandos e experiência internacional, como adido militar na Embaixada na Venezuela — o que o tornou um líder natural para formular a política atual em relação ao país. Ao contrário de Bolsonaro, sempre defendeu o papel da imprensa. Mantém a posição do Exército sobre o regime militar. No aniversário dos 56 anos do golpe de 64, na última terça-feira, divulgou que a intervenção tinha ocorrido para enfrentar “a desordem, a subversão e a corrupção”, e que o movimento pertencia à história.

“O Mourão é extremamente íntegro, inteligente, educado e trabalhador. É mais bem preparado em vários sentidos do que o Bolsonaro. Administraria muito bem o País”, diz o deputado Alexandre Frota, que já protocolou um pedido de impeachment contra o presidente. “É preparado, sabe lidar com conflitos e divergências. É sobretudo um homem de diálogo “, diz a líder do PSL na Câmara, Joice Hasselmann. O senador Major Olímpio, do PSL, diz que “engana-se quem pensa que o Mourão é um troglodita”. Segundo ele, “o centro hoje está confortável porque manda, ignora e afronta Bolsonaro quando quer. Só haveria impeachment se fosse uma situação muito flagrante. Mourão é tão boa alternativa que Bolsonaro o escolheu, mas entendo que o melhor para o País será o presidente seguir governando e dar espaço no governo ao Mourão, a começar pela coordenação política”.

No caso de a crise se agravar, é possível que o governo seja informalmente dirigido por um comitê de ministros, ou por meio de uma maior participação dos militares

Apesar de Bolsonaro ter minado boa parte de seu capital político na pandemia, ele ainda mantém o apoio de seu eleitorado mais fiel. Mas está decepcionando muitos setores que se iludiram com ele. É significativo que até o astrólogo Olavo de Carvalho já esteja se distanciando do pupilo. O presidente também está sendo abandonado pelo centro, que votou nele para afastar a ameaça da volta do PT ao poder. Internacionalmente, sua imagem não poderia ser pior. Foi descrito pela centenária revista americana “The Atlantic” como o “líder mundial do movimento de negação do coronavírus”. O jornal britânico “The Guardian” disse em editorial que ele “era um perigo contra os brasileiros”. Nunca o País teve um mandatário no papel de pária mundial. Está cada vez mais clara a sua incapacidade para liderar o País. Mesmo que nesse momento a melhor saída seja driblar o obstáculo presidencial e lidar com a emergência sanitária, a solução definitiva começa a se impor. Se for afastado, Bolsonaro terá um fim melancólico, processado por crime e indisciplina, como começou a carreira. Será um efeito colateral — benéfico — da Covid-19.

O comandante do Exército, general Edson Pujol, divulgou  um vídeo dizendo que o coronavírus “talvez seja a missão mais importante de nossa geração”. O presidente repetiu as mesmas palavras  em seu pronunciamento  de recuo na terça-feira, 31


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04/04


2020

Lombardia impõe uso obrigatório de máscaras

Por Ansa

O governador da Lombardia, Attilio Fontana, anunciou que a partir deste domingo (5) o uso de máscaras de proteção será obrigatório quando os cidadãos saírem pelas ruas do norte da Itália.   

A determinação é mais uma medida protetiva contra a propagação do novo coronavírus (Sars-CoV-2), que já contaminou 49.118 pessoas na região. Segundo Fontana, todos os moradores que precisarem circular pela Lombardia devem utilizar máscaras ou qualquer outra proteção no nariz e boca.   

Questionado sobre a medida, o chefe da Defesa Civil, Angelo Borrelli, disse que a prevenção “é importante”. “Máscaras obrigatórias na Lombardia? Eu não uso porque respeito as distâncias. É importante usá-la se as distâncias não forem respeitadas”, concluiu. 


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Prefeitura de Serra Talhada

04/04


2020

TSE mantém prazo de troca de partido para hoje

Por Consultor Jurídico

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, negou medida liminar em ação direta de inconstitucionalidade, em que o PP pede a suspensão por 30 dias do prazo para filiação partidária, domicílio eleitoral e desincompatibilização para as eleições de 2020, que termina neste sábado (4).

Para a relatora, em análise preliminar, não foi demonstrado que a situação causada pelo combate à pandemia da Covid-19 viola os princípios do Estado Democrático de Direito, da soberania popular e da periodicidade do pleito previstos na Constituição Federal.

Risco para as eleições

A ministra Rosa Weber apontou que a suspensão imediata do prazo teria como consequência “inadmissível” o enfraquecimento das proteções contra o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.

A seu ver, isso incrementaria de modo desproporcional o risco para a normalidade e a legitimidade das eleições e, consequentemente, produziria um estado de coisas com potencial ainda maior de vulneração ao princípio democrático e à soberania popular.

De acordo com a relatora, prazos como o de desincompatibilização não são meras formalidades, pois visam assegurar a prevalência da isonomia na disputa eleitoral, e sua inobservância poderia afetar a legitimidade do pleito. A ministra ressaltou ainda que, recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou a plena possibilidade de os partidos adotarem outros meios para assegurar a filiação partidária, como o recebimento on-line de documentos. Com informações da assessoria de imprensa do STF.


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04/04


2020

PE fornece material para Polo Têxtil produzir EPIs

Por Folha PE

O Governo de Pernambuco encontrou uma alternativa para movimentar a produção do polo de confecções do Agreste, fortemente impactado pela suspensão das atividades para combater o coronavírus. O Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco (NTCPE) produziu e passou a fornecer um caderno técnico com protótipos de equipamentos de proteção, como batas e máscaras, e que podem ser inseridos na linha industrial das fábricas. O documento descreve modelagens e insumos necessários para produzir cada produto. A medida tem como base dois pontos importantes: utilizar a base industrial já instalada e usar matéria-prima existente na região, inclusive com fornecedores locais. Cerca de 50 empresas já vêm cumprindo o protocolo para começar a produzir.

O setor têxtil e de confecções do Agreste movimenta, por ano, quase R$ 6 bilhões, além de ocupar cerca de 250 mil pessoas, entre empregos formais e informais em todo o Estado. Atualmente, é responsável por uma produção anual de mais de 225 milhões de peças. De acordo com o presidente do NTCPE, Wamberto Barbosa, trata-se de um projeto que prevê a reocupação de uma estrutura atualmente ociosa na região, devido ao coronavírus, e que pode aproveitar a demanda de atacadistas e do varejo que não tiveram impedimentos de continuar operando, como supermercados e farmácias. Outro canal de vendas no radar é o das redes sociais.

“O enfrentamento ao coronavírus impactou a economia global, mas a capacidade instalada do polo têxtil tem flexibilidade para atender essa nova demanda. A gente precisou pensar caminhos para reverter a situação e esse é um deles. Muita gente tem se reinventado nessa crise, então estudamos um modelo de produção que tivesse uma demanda que sustentasse a atividade e os empregos, mas que também permitisse aderência massiva do setor produtivo de confecções”, destacou.

O caderno técnico para produção de batas e máscaras pode ser solicitado aos gestores do NTCPE e também está disponível para download no site da instituição (https://www.ntcpe.org.br/). Vale ressaltar: em tempos de crise, a adaptação é uma medida positiva, porque não exige investimentos no ajuste da estrutura das fábricas e utiliza matéria-prima que já está nos estoques das empresas ou de fácil acesso, que são materiais com base no algodão (meia malha e moletinho). Atualmente, esse insumo é utilizado principalmente na produção de roupas de bebês.

Wamberto ressalta que esses produtos não têm os requisitos para atender os profissionais da saúde, mas estão aptos para a população em geral e, também, para serviços essenciais fora da área médica, como segurança pública (policiais e bombeiros), de coleta de lixo e outras atividades que não conseguiram parar totalmente. Segundo ele, as empresas já estão se sensibilizando para essa necessidade.

Selo de Qualidade

Apesar da alteração na produção e de ser uma novidade para boa parte das empresas, o padrão de qualidade seguirá sendo monitorado, reforça Maíra Fischer, secretária executiva de Políticas de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. “São manuais de produtos novos, de protótipos analisados e estudados para atender a população. Vamos acompanhar e, na medida em que as empresas forem se interessando, deverão passar os protótipos fabricados para o NTCPE, que vai emitir um selo de qualidade e liberar a produção em escala.” O governo também estuda uma linha de crédito para o setor, que será ofertada via Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE).

Em paralelo, o NTCPE vai buscar os canais de venda para movimentar essa produção nova, seja compras do governo ou o próprio atacado e o varejo que não foi impactado com a suspensão das atividades, que é o caso de supermercados e farmácias. “As empresas também devem reforçar a divulgação em seus canais próprios”, detalha Wamberto Barbosa.


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O Jornal do Poder

04/04


2020

Vereador de Paulista ingressa no PSB e apoia Padilha

No troca-troca partidário da janela de seis meses permitida pela legislação eleitoral aos detentores de mandato no Legislativo, a mudança mais relevante em Paulista foi a travessia do vereador Eudes Farias, do DC para PSB. Alinhado ao prefeito Junior Matuto (PSB), vai para reeleição subindo no palanque de Francisco Padilha, nome já escolhido pelo prefeito para disputar sua sucessão


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Banner de Arcoverde

04/04


2020

Obstáculos podem dificultar entrega de auxílio

Por Estadão Conteúdo

Pressionado a pagar logo o auxílio emergencial aos trabalhadores informais, o governo tem pela frente desafios que vão além da localização de 15 milhões a 20 milhões de brasileiros que hoje estão completamente fora do radar dos gestores de políticas sociais. Mesmo para quem já recebe o Bolsa Família, tirar a megaoperação do papel não será simples e vai requerer planejamento e até distribuição de cédulas de dinheiro pelo País.

Nos últimos dias, o governo ficou na linha de tiro com a demora do presidente Jair Bolsonaro em sancionar a lei que cria o auxílio e assinar a medida provisória que libera imediatamente os R$ 98 bilhões para os pagamentos. Especialistas têm dito que o momento é de “jogar dinheiro pela janela o mais rápido possível” e “sem medo de errar”. No entanto, há obstáculos operacionais que, em experiências menos dramáticas e urgentes no passado, levaram mais de um mês para serem vencidos.

O Brasil tem um grande ativo, que é o Cadastro Único, uma ampla base de dados criada em 2001 e que concentra beneficiários de mais de 20 políticas sociais no País. São 74,4 milhões de brasileiros registrados no CadÚnico – o terço mais pobre da população. O banco de informações agora será um apoio estratégico na hora de fazer chegar o dinheiro às famílias mais vulneráveis. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que quase 82% do público do auxílio emergencial está no cadastro. Mesmo assim, há gente de fora.

Os problemas vão além do cadastro. O sociólogo Luis Henrique Paiva, ex-secretário Nacional de Renda de Cidadania e hoje pesquisador do Ipea, explica que 70% dos beneficiários do Bolsa Família não têm conta e sacam o benefício em dinheiro. O valor médio dos repasses do programa não chega a R$ 200 por família – repasse que, durante três meses, será triplicado.

Com a inclusão de outros trabalhadores elegíveis ao auxílio emergencial, a folha do auxílio deve ser pelo menos cinco vezes maior que a do Bolsa Família. “É preciso reforçar a logística de distribuição de cédulas.”

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse em coletiva na ontem que o banco vai criar poupanças digitais para transferir os recursos aos beneficiários, mas não deu detalhes.

Procurado, o Banco Central informou que “entende que a quantidade de dinheiro em circulação é adequada para fazer frente aos desafios atuais e futuros” e que, desde o início da pandemia da covid-19, “atua e monitora o processo de fornecimento de cédulas e moedas na rede bancária para que não haja nenhuma interrupção”. A autoridade monetária não respondeu aos questionamentos sobre eventual reforço no envio de papel-moeda às regiões.

Paiva também demonstra preocupação com as cidades que não contem com canal de pagamento – o que obrigaria os cidadãos a se deslocarem para resgatar o auxílio. Em dezembro de 2018, 377 municípios brasileiros não tinham atendimento bancário (nem por meio de caixa eletrônico) no País. A Caixa costuma firmar convênios com estabelecimentos para permitir os saques, mas, segundo o pesquisador, “sempre há um resíduo de 40 ou 50 cidades” que ficam alguns meses sem canal de pagamento.

A Caixa deve anunciar o calendário dos pagamentos na semana que vem. Desde já, Paiva recomenda um escalonamento – do contrário, muita gente sairá de casa num único dia, contrariando as recomendações sanitárias para evitar aglomeração. “Não pode ser no mesmo dia, se não vai ser o dia de maior número de transmissões do coronavírus”, afirma. Ele disse entender que os brasileiros necessitam do dinheiro o quanto antes, mas é preciso agir com cautela. “É preciso combinar senso de urgência com senso de responsabilidade.”


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Prefeitura de Limoeiro

04/04


2020

Australianos descobrem medicamento antiparasitário que mata Covid-19

Por Diario de Notícias

Investigadores australianos garantem ter descoberto que um medicamento chamado ivermectina, que está disponível em todo o mundo e é produzido por uma farmacêutica portuguesa, consegue com uma dose única eliminar o covid-19 em dois dias.

Num estudo liderado pelo Biomedicine Discovery Institute (BDI) da Monash University em Melbourne (Austrália), em conjunto coma Peter Doherty Institute of Infection and Immunity (Doherty Institute), foi provado que em culturas de células o medicamento antiparasitário (utilizado por exemplo no combate aos piolhos] mata o vírus que está a causar uma pandemia mundial.

"Descobrimos que mesmo uma dose única poderia eliminar todo o RNA viral dentro de 48 horas e, além disso, às 24 horas há uma redução realmente significativa", disseram os investigadores, cujo trabalho foi publicado na revista Antiviral. Este medicamento, aprovado por várias agências de medicamentos, incluindo a americana, também demonstrou ser eficaz "in vitro", segundo os investigadores, contra uma ampla gama de vírus, incluindo HIV, dengue, influenza e zika. No entanto, os testes ainda não foram realizados em pessoas.

"A ivermectina é amplamente usada e é considerada uma droga segura. Precisamos determinar agora se a dose que pode ser usada em humanos será eficaz, esse é o próximo passo. Agora, quando temos uma pandemia global e não há tratamento aprovado, se tivéssemos um composto que já estava disponível em todo o mundo, isso poderia ajudar as pessoas mais cedo. Realisticamente, levará um tempo até que uma vacina amplamente disponível seja aplicada", afirmam os investigadores.

Medicamento produzido em Portugal

O Ivermectine é um desparasitante produzido pela farmacêutica portuguesa Hovione, segundo a Rádio Renascença, que ouviu o diretor comercial da marca sobre a descoberta australiana. Marco Gil manifestou-se cauteloso perante o estudo sobre este medicamento que é sobejamente conhecido desde os anos 80 do século passado, já que era usado para combater diversas doenças como a cegueira dos rios.

Em declarações à RR, Marco Gil recordou essa bagagem toda que o Ivermectin tem e que, de resto já valeu o prémio Nobel a dois investigadores pela aplicação em África salvando milhares de pessoas. Ainda à rádio, Marco Gil lembrou que "neste momento, têm de ser feitos estudos de fase três - já em pacientes - e terá de descobrir-se a dose terapêutica, para se apurar se, de facto, essa dose está dentro dos limites de toxicidade com que pode ser usado este produto", mas reconhece que o facto de se conhecer a molécula há décadas "acelera o processo". Ainda que tenha apontado um horizonte de seis a nove meses para conhecer o resultado da eficácia do medicamento.

O responsável da Hovione admitiu limitações na produção em grande escala do medicamento num curto espaço de tempo. "Depende das quantidades e da população a tratar e evidentemente haverá depois limitações e um tempo de adaptação para conseguir aumentar de forma exponencial a produção caso venha a ser necessário", disse à RR. Ainda assim, o Ivermectin não tem patente, é um genérico e, por isso, a produção em larga escala poderá ser realizada em outros países e não será cara.

Marco Gil trava expectativas exageradas sobre a administração rápida do medicamento, explicando que, se por um lado o Ivermectin "não tem efeitos secundários relevantes, sendo de administração segura, muito estudado há muitos anos, e, desse ponto vista traz a segurança de ser um produto com toxicidade baixa", por outro lado "dependerá muito da dose terapêutica que será necessário administrar aos doentes da Covid 19".


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Shopping Aragão

04/04


2020

PSB de Tabira nega que tenha definido candidato

Caro Magno Martins,

Quanto à notícia “Sebastião apoia PT em Tabira de olho na Alepe “, postada hoje (4) no seu blog, temos alguns esclarecimentos a fazer. 

Iniciamos afirmando que a posição do PSB em Tabira para o pleito deste ano ainda está sendo debatida internamente para definir as candidaturas  vagas de prefeito, vice-prefeito e vereadores. Os nomes das lideranças de Zé de Bira e do vereador Aldo Santana, este filiado recentemente ao PSB, figuram entre os prováveis candidatos a prefeito ou a vice-prefeito, conforme for o melhor cenário para nossa aliança com o PT.

Todas as lideranças do nosso partido estão dialogando em clima democrático de muita harmonia para apresentar seus nomes para uma aliança promissora, tendo em vista o melhor projeto para nossa cidade. Participam ativamente desse processo os prováveis candidatos, o presidente, Valdeir Tomé da Silva - Pipi da verdura, este que vos escreve, os vereadores Marcílio Pires e Kleber Paulino, entre outros as novas filiações do empresário irmão Oberto, Mário Amaral e do secretário do município Cláudio.

Oportunamente, reafirmamos nosso apoio incondicional ao correligionário e deputado Waldemar Borges, do grupo do PSB  que lhe apoiou na eleição de 2018, Pipi da Verdura, Dr Marcílio Pires, Dr Zé de Bira e do empresário Pedro Bezerra, e alertamos que qualquer notícia acerca de acordo político com o prefeito Sebastião Dias (PTB) é pura especulação, muito embora ele tenha todo direito de candidatar-se a qualquer cargo eletivo como todo cidadão tabirense e brasileiro.

Tais inverdades têm como único propósito implodir nossa vitoriosa aliança com o PT, tendo em vista as eleições 2020. Mas não terão êxito, porque nossa aliança segue firme e forte para fazer Tabira avançar ainda mais! 

Atenciosamente,

Valdeir Tomé da Silva, o Pipi da Verdura 

Presidente do diretório 
PSB de Tabira

Nota do blog 

Da mesma forma que o deputado federal Carlos Veras, responsável pelo novo quadro da sucessão em Tabira, o presidente do PSB no município, Pipi da Verdura, tenta esconder um acordo que até as paredes da praça de Tabira já sabem: o prefeito Sebastião Dias abriu mão da cabeça de chapa para o PT e ingressou no PSB, traindo o ex-senador Armando Monteiro, porque foi picado pela mosca azul de 2022. Quer ser deputado estadual pelo Pajeú diante do vácuo de lideranças na região.


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04/04


2020

Madalena em Arcoverde: um caso sui generis

Na reta final do prazo de filiação partidária, hoje às 19 horas, Arcoverde, chamada a janela do Sertão, a 250 km do Recife, é protagonista de um cenário inédito na política pernambucana: detentora do poder, controlado muito mais pelos filhos do que ela própria, a prefeita Madalena Brito (PSB) está no mato sem cachorro: não tem um nome da sua absoluta confiança e de estufa eleitoral para apoiar como candidato à sua sucessão.

Desde ontem, insiste na alternativa de uma aliança com a vereadora Cybele Roa (Avante), a campeã de votos na eleição de 2016. Neste momento, faltando poucas horas para encerrar a filiação permitida por lei, ou seja, seis meses antes da eleição, continua trancafiada com Cybele e seu esposo, o todo poderoso Rodrigo, um dos homens mais ricos da cidade, dono de clínica e de laboratórios.

O impasse se dá em razão da filiação partidária de Cybele, no Avante. Madalena exige que ela se filie ao PSB para agradar ao Palácio e a cúpula socialista. Acontece que o manda-chuva do Avante, deputado Sebastião Oliveira, não cede. Se Madalena quiser, terá que apoiar Cybele candidata pelo Avante.

"Seria a mesma coisa de eu exigir que no Recife o Avante só apoiaria João Campos na condição dele filiado ao Avante", desabafa Sebastião, para acrescentar; "Que aliança ampla é essa que o PSB tem que ser cabeça de chapa em todos os municípios?"

Madalena teve dois mandatos e não se preocupou em preparar o sucessor. Tudo porque esperava que o seu vice Wellington se consolidasse, o que não aconteceu por se tratar de um político chuchu, sem apatia com a população.

Pressionada pelo PSB e o Palácio, se viu obrigada a apoiar um nome que nunca passou pela sua cabeça: o delegado Israel Rubis, do PP, alternativa imposta pelo presidente estadual da legenda, Eduardo da Fonte, como espécie de compensação ao apoio do partido no Recife à candidatura do príncipe João Campos, do PSB.

Mas a presidente da Câmara, Célia Cardoso, também do PSB, aliada da prefeita, não aceitou e ameaçou romper. Alegou que o delegado perseguiu os vereadores do município e ela própria, criando um clima desagradável na cidade para o poder Legislativo.

Diante disso, só restou Cybele. Madalena fez pressão no Palácio com o governador Paulo Câmara e o chefe da Casa Civil, José Neto, para dobrar as resistências do deputado Sebastião Oliveira. Seu argumento: depois de oito anos no poder, o PSB não
podia abrir mão de ter um candidato próprio em Arcoverde rezando pela cartilha socialista.

Sebá, como é  mais conhecido, não cedeu. Resultado: Madalena terá até às 19 horas de hoje prazo exíguo para ter um candidato que possa chamar de seu. O cenário é mais desalentador para ela: não conseguiu também formar uma chapa competitiva para à Câmara de Vereadores.

Seu adversário, o ex-prefeito Zeca Cavalcanti, do PTB, foi muito mais esperto, atraiu para o seu grupo o líder da prefeita na Câmara, Everaldo Lira, e montou a chama proporcional mais competitiva do município.

Madalena ainda é uma neófita em política.


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