FMO janeiro 2020

30/03


2020

Geraldo continua com discurso nacional

Mais uma vez, o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), usa as redes sociais e não presta contas do que faz para deter o avanço do vírus da morte na capital. Prefere atacar Bolsonaro e culpar o Governo. Veja.


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Abreu e Lima

30/03


2020

A verdadeira história da morte do borracheiro


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Alberto Costa Santos

Essa mulher não vale um centavo!



30/03


2020

Primeiro deter Bozonaro, inimigo visível

Bozonaro deveria aprender um pouco de História e ver que enfrentamos aquela que é certamente uma das maiores ameaças à humanidade dos últimos cem anos. 

Exatamente em dezembro de 1920, o mundo conseguiu superar a chamada “gripe espanhola”, iniciada em 1918, que se alastrou por todo o mundo e ceifou entre 50 milhões a 100 milhões de vidas, dentre as 500 milhões de pessoas infectadas. 

A gripe, sozinha, matou, em prazo curtíssimo, número equivalente de vítimas das duas Grandes Guerras Mundiais. A História nos ensina que a gripe espanhola ocorreu em três ondas. 

A primeira foi considerada branda, iniciada nos Estados Unidos em março de 1918. A segunda voltou novamente aos Estados Unidos em agosto do mesmo ano, depois de rodar todos os continentes, matando dezenas de milhões, com letalidade altíssima. A terceira foi branda, iniciando-se em fevereiro de 1919, mas só acabando definitivamente em dezembro de 1920.

Nunca na história humana tantas pessoas morreram em tempo tão curto.

No Brasil, na época 38 mil pessoas morreram, o que, proporcionalmente, m equivale hoje a mais de 2,8 milhões de nossos patrícios. As autoridades brasileiras de então receberam a gripe espanhola com descaso, o que se revelou um trágico engano. 

Logo veio o desespero, inclusive com as recomendações irresponsáveis, como o uso do sal de quinino, remédio usado no tratamento da malária e muito popular na época, que passou a ser distribuído à população, mesmo sem qualquer comprovação científica de sua eficiência contra o vírus da gripe. Talvez como castigo de Deus, o vírus levou ao falecimento o presidente do Brasil daquele momento, Rodrigues Alves.

Um dos maiores memorialistas brasileiros, o médico Pedro Nava, testemunhou esse período e nos deixou, entre outros, esse relato: “Nenhuma de nossas calamidades chegara aos pés da moléstia reinante: o terrível não era o número de casualidades – mas não haver quem fabricasse caixões, quem os levasse ao cemitério, quem abrisse covas e enterrasse os mortos. O espantoso já não era a quantidade de doentes, mas o fato de estarem quase todos doentes, a impossibilidade de ajudar, tratar, transportar comida, vender gêneros, aviar receitas, exercer, em suma, os misteres indispensáveis à vida coletiva”. 

Estima-se que o vírus infectou 65% da população. Será que 100 anos depois vamos repetir os mesmos idênticos erros irracionais no Brasil? Acima de tudo, vamos deixar as populações pobres, já tão atingidas por sofrimentos e humilhações, perecer de forma tão desesperadora? Como imaginar que nossas elites, nos seus carrões de luxo e mansões, vão apoiar e seguir a insanidade de um louco destrambelhado que, por desgraça, foi eleito com apoio entusiástico e especial dos banqueiros de São Paulo? 

Pode existir algo mais degradante do que o comportamento dessas falsas elites, na verdade, meliantes? Será que o que estamos presenciando não é nenhuma loucura, mas sim um método macabro de deixar morrer as camadas pobres, dominantemente negras, que fazem parte essencial do corpo e da alma do Brasil? 

Será que essa ânsia de Bozonaro em incitar seus seguidores ensandecidos a transgredir as regras básicas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, adotadas por autoridades sanitárias em mais de 100 países do mundo, inclusive pelo Ministério da Saúde do Brasil, é algo pensado, calculado e proposital?

Muita gente está crescentemente chegando a esta conclusão. Ou seja, em vários círculos importantes se começa a pensar que a insanidade assassina de Bozonaro é parte de um plano funesto para o “saneamento” étnico para limpar a “pobreza” do mapa brasileiro. 

Da mesma forma como fizeram os espanhóis assim que chegaram à América, matando cerca de 80% dos nativos mexicanos com o vírus da varíola, o que também aconteceu no Brasil com nossos índios ao longo de séculos. 

É algo simples de responder: quem é mesmo que vai morrer mais, as classes ricas e médias ou o povão que não tem nem como fazer o distanciamento, dado que os becos das favelas, com menos de 2 metros, amontoam pessoas em cada casebre? 

Os brancos, que compõem parte majoritária dos grupos dominantes do Brasil, na grande maioria tem seguro saúde, enquanto os pobres negros tem que ir para o SUS com toda a precariedade que conhecemos, pois mesmo sem pandemia e epidemia ficam jogados nos corredores, como sabemos o que acontece, por exemplo, no Hospital da “Restauração”. 

Não, o que o Bozonaro está fazendo já passou de todo e qualquer limite. A ponto de jornais nos Estados Unidos, como ontem fez o Washington Post, publicarem artigo pedindo o impeachment no Brasil. Vejam que vergonha: nós brasileiros continuamos parados, assistindo os horrores do Bozonaro, enquanto quem pede providências emergenciais para afastar esse louco do mal são as consciências humanitárias mundo afora!

Onde estão as lideranças brasileiras capazes de promover um movimento final de impedimento desse embuste que nos desgoverna? 

Qualquer que seja a origem: militares patriotas com dignidade e coragem, juízes e procuradores defensores da lei e da cidadania, políticos com o mínimo de responsabilidade e humanidade, artistas sensíveis e criativos, cientistas críticos e desbravadores, jornalistas fies à verdade e aos fatos, atletas em busca de vitalidade e vitórias, advogados defensores da lei e da justiça, trabalhadores que constroem onde moramos e o que usamos, agricultores que plantam e colhem o que comemos, empresários que tenham o mínimo de humanidade e racionalidade, todos que prezam pela vida.

Precisamos nos unir e agir. Temos a obrigação Moral e Cívica de agir urgentemente em conjunto para corrigir o curso da História. Temos o dever de deixar de lado as diferenças para minimizar o desastre inominável que esse maníaco mórbido está orquestrando como um maestro demoníaco obcecado em cometer seus crimes de lesa-humanidade contra todos nós! Estamos seguindo um caminho de horror ainda pior do que a gripe espanhola. Queremos outros relatos como os de Pedro Nava?

Fazemos aqui um apelo desesperado ao General Mourão e aos líderes das NOSSAS Forças Armadas: nos protejam dos seguidos atentados à Segurança Nacional diariamente praticado por esse lunático que foi condenado pelo Exército Nacional por terrorismo e agora quer praticar seus crimes contra a Pátria. 

Vamos retirar logo esse doente mental da Presidência e construir uma União Nacional, tendo o General Mourão como líder nessa verdadeira guerra contra o inimigo invisível. 

Mas primeiro temos que deter o inimigo visível que nos ameaça a todos.


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Fernandes

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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Não! Parece que o Blog passou a ser cômico. Mesmo assim vamos as fatos: Foi Bolsonaro que instalou o Coronavírus no Brasil? Foi Bolsonaro que fechou comércio e serviços deixando a população desempregada, principalmente os mais pobres? Bolsonaro é corrupto? Então não me venha com chorumelas. Não é nem será postando essas sandices que irá derrubar ou reduzir a popularidade do nosso Presidente. Finalizando, usar a Segurança Nacional quem deverá usar é o Presidente para botar na cadeia essa quadrilha que roubou e faliu o Brasil e anda solta. Pior, sendo endeusada por essa imprensa canalha e desacreditada.


Prefeitura de Serra Talhada

30/03


2020

Mourão critica individualismo de autoridades

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, criticou o individualismo de autoridades no combate à propagação da covid-19 –doença causada pelo novo coronavírus. Para ele, há uma falta de coordenação entre o governo federal, Estados e municípios. Defendeu o estabelecimento de 1 “consenso” frente à pandemia.

“Nessa questão do coronavírus, todo mundo quer ter seu protagonismo e apresentar-se como ‘bom, eu fui o cara que contribuí para a solução’. Aí, tem de deixar 1 pouco o individualismo de lado e buscar mais uma vez construir o consenso”, disse em entrevista à Folha de S.Paulo.

Segundo vice-presidente, quando se trata do isolamento das pessoas, o debate fica mal colocado porque não se tem buscado 1 equilíbrio e deixar as “paixões políticas” de lado.

“A questão está mal colocada porque está muito no 8 ou 80. Não é oito ou oitenta. Uma coisa é certa: temos de proteger a população. Em nenhum momento o governo deixou de destacar isso. Mas é óbvio que as características do Brasil são diferentes das de outros países. E isso não pode ser discutido com paixão política. Esse é o problema. O fulano está pensando só nisso porque é de direita e o outro só aquilo porque é de esquerda. Nós temos de buscar um meio-termo e a igualdade”, disse.

Para Mourão, os “governadores têm de entender os limites e buscar uma coordenação com o governo federal”. O vice-presidente defendeu a criação de 1 planejamento centralizado e a definição de objetivos.

“Tem de ter planejamento centralizado e determinar objetivos. E, a partir daí, na execução, ter clareza para todo mundo entender o que está sendo feito. Um trabalho de coordenação é paciente. Numa estrutura militar, dou ordem e a turma obedece. Em uma estrutura política, isso não funciona desse jeito. A coordenação é muito mais no sistema do consenso, na busca do entendimento e na busca dos melhores propósitos”, afirma.


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30/03


2020

Darth Vader e o vírus das trevas

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Está decretada a Primeira Guerra Cibernética Planetária, revela o bicho-grilo Adalbertovsky do alto das montanhas da Jaqueira. “Um vírus bateu asas nas cavernas da cidade de Wuhan na China e abala as placas tectônicas do planeta. Com sua máscara de aço e respiração mecânica, o herói Darth Vader combate o vírus Cavaleiro das Trevas em Ameaça Fantasma. Os micróbios navegam na velocidade da bubônica e na velocidade de Dom Flash, o velocista escarlate”.

“O Efeito Borboleta é uma realidade. O bater de asas de uma borboleta no Japão repercute como um terremoto do outro lado do planeta. Na versão da bem-aventurança o beijo de beija-flor no luar do sertão os cientistas na descoberta de vacinas e irradia esperanças nos corações humanos. Esta metáfora do Efeito Borboleta me veio à lembrança ao ler artigo do guru tributário Everardo Maciel, em torno de uma preconizada moratória tributária por conta da tragédia do vírus. “Jamais foi tão dolorosa a expressão real de uma alegoria do Efeito Borboleta: uma borboleta bate as asas em Pequim e produz um terremoto em San Francisco”.

“Criatura de boa fé, Everardo coração de leão propõe um refrigério nos litígios e cobranças tributárias do governo. Abril é o mês de arrastão do Imposto de Renda. Assim feito os vírus e as bactérias, os vilões da Receita Federal despejam bombinhas atômicas nas cabeças das pessoas físicas, pessoas bioquímicas e pessoas jurídicas. O previsível é que os donos do Fisco irão aproveitar a crise para esfolar ainda mais os pagadores de impostos. Faz parte da natureza do escorpião”.    

“Figura inoxidável, Everardo sabe tudo sobre o sistema tributário, sabe tudo e mais um delta Y. Mas, ninguém é prefeito. Ele comete erros terríveis de digitação ao escrever a palavra “contribuinte”, uma miragem, quando o nome certo é “pagador de imposto”, ou “paciente”. Um agente do Fisco bate asas a bordo do sistema tributário e estremece as estruturas nacionais. Eis a teoria do Efeito Terremoto da descarga tributária”. A crônica inoxidável do bicho-grilo Adalbertovsky está postada no Menu Opinião.


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O Jornal do Poder

30/03


2020

Coluna da segunda-feira

O discurso é ruim, a prática criminosa

O prefeito Geraldo Júlio (PSB) anda muito mal assessorado. E deve roer as unhas com inveja de Salvador. Perdido no combate ao coronavírus mais do que cego em tiroteio, já assinou uma penca de decretos, cada um mais confuso do que o outro. Na capital baiana, o prefeito ACM tomou decisões práticas, sem muitos decretos e ontem apareceu na mídia nacional como referência internacional nas políticas voltadas a inibir a disseminação da Covid-19, o vírus da morte.

A população de Salvador é quase o dobro da do Recife. Lá, até ontem, só havia ocorrido uma morte de um senhor de 74 anos, muito mais decorrente de outros problemas que já vinha enfrentando como paciente em tratamento de hemodiálise. Com base nos dados do último sábado, Recife já contabilizava cinco mortes com uma polêmica: uma médica assinou o atestado de óbito de um paciente que a família afirma ter sido vítima de uma pneumonia.

Entre o discurso do prefeito e a prática há uma discrepância muito grande. Seus vídeos nas redes nacionais não são voltados ao cidadão recifense como esclarecimento do que vem fazendo. Com ar de grande autoridade no assunto, que pouco ou nada conhece, quer dar lições ao mundo e ao País. Numa hora tão crucial como essa, vale repetir Charles Chaplin: a vida é um assunto local.

ACM Neto, em seus vídeos, só trata de medidas tomadas para preservar a vida dos soteropolitanos. Claro, ele não é governador, nem presidente da República. As aparições de Geraldo nas redes sociais enfocam a doença no contexto nacional e até mundial. O povo do Recife está careca de saber que a Itália é o País onde se morre mais. A população quer saber do prefeito o que ele tem feito e vai fazer ainda mais para salvar vidas com o poder que tem com a chave do cofre municipal.

Por falar em cofre, num dos seus vídeos ele disse que não tinha poder de emitir moeda, porque quem era dono da Casa da Moeda era o presidente da República. Pelo amor de Deus, quem não sabe disso? Geraldo enche os pulmões e muda o tom quando prega o isolamento social, mas ele próprio promove, de forma irresponsável, aglomerados urbanos distribuindo cestas básicas nas comunidades pobres da periferia.

Os vídeos viralizam nas redes sociais e, para mim, são provas para duas ações no Ministério Público: a primeira, pelo prefeito, ao juntar gente em fila, passa por cima do seu próprio decreto, de não permitir encontros acima de cinco pessoas. A segunda, tipifica crime eleitoral.

Num dos vídeos, o secretário de Educação, que aparece coordenando uma grande fila numa escola municipal da periferia, pede calma aos contemplados e anuncia que a Prefeitura nunca os abandonará, informando também que na Semana Santa todos ganharão uma segunda cesta.

O que é isso, se não o uso da máquina em pré-campanha eleitoral?

O exemplo baiano – As estratégias de Salvador no combate à pandemia do coronavírus ganharam destaque internacional na plataforma Cities For Global Health (Cidades pela Saúde Global), que reúne as melhores políticas públicas ao enfrentamento do covid-19. Salvador é a única cidade do Norte e Nordeste considerada referência mundial. A plataforma, criada pela Rede Mundial de Cidades (Metropolis) e a Aliança Eurolatinaamericana de Cooperação entre as Cidades (ALLAS), apresenta cerca de 90 iniciativas de 23 cidades em diferentes regiões do mundo contra o coronavírus. Cidades como Bruxelas (Bélgica), Jeonju (Coreia), Barcelona (Espanha), Montreal (Canadá), Bogotá (Colômbia) e cinco brasileiras: Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba compartilham suas experiências e promovem um intercâmbio técnico de boas práticas.

Apropriação indevida – Outra derrapada lamentável do prefeito do Recife, que acabou na chacota nacional, foi a cobrança antecipada do IPTU 2021. Geraldo alega que não está obrigando ninguém a pagar, mas só os que quiserem, com um desconto de 15%. Ora, nem com desconto o prefeito pode receber, porque se trata de um caso clássico de apropriação indevida. A lei proíbe antecipar a cobrança do ano seguinte, porque o referido tributo pertence ao gestor daquele exercício e não do atual. O prefeito, com mandato a encerrar em 31 de dezembro, abocanhar o tributo do sucessor, é crime, um assalto para ser mais preciso. O deslize do socialista serviu para deboche num programa nacional de duvidoso humor da TV.

O primeiro parlamentar – O deputado federal Pastor Eurico (Patriota), de 57 anos, divulgou nas redes sociais que o exame dele para o novo coronavírus deu positivo. Ele fez o exame em Brasília e que está em isolamento domiciliar no Recife. Foi o primeiro parlamentar do Estado a divulgar diagnóstico positivo para Covid-19. O deputado contou que começou a sentir sintomas como febre e tosse, o que o levou a procurar o Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, na quarta-feira passada. “O médico me liberou para vir ao Recife. As recomendações foram as mesmas que dão para todo mundo. Ficar em casa, repouso e não sair, para não complicar as coisas para outras pessoas”, revelou.

Caso suspeito – Já o prefeito de Nazaré da Mata, Inácio Nascimento, o Nino, de 72 anos, deu entrada num hospital do Recife, ontem, com alguns sintomas do Covid-19, se submeteu ao teste do vírus e sua família está na expectativa. Segundo um dos seus filhos, contou que as chances de ser uma gripe comum eram bem maiores que a confirmação do coronavírus. “Ele teve um pouco de febre, mas logo passou e, aparentemente, não é um quadro da Covid-19”, disse o mesmo filho. “Ele esteve com o presidente Bolsonaro. Quando voltou, foi ao hospital e fez uma bateria de exames de rotina”, afirmou, por sua vez, a secretária de Saúde do município, Vera Dantas.

CURTAS

REAÇÃO NA PRODUÇÃO – Produtores de coco estão com os estoques parados por conta da pandemia do novo coronavírus na região produtora do Estado, segundo reportagem exibida, ontem, no Globo Rural, da TV-Globo. Com o cancelamento de pedidos e a queda na procura, o preço do coco acabou despencando junto. No início do verão, o coco estava sendo vendido por R$ 1 a unidade, o preço foi caindo até chegar aos atuais R$ 0,30. “Não tem o que fazer. nesse momento é esperar que essa pandemia passe logo pra voltar a vender a produção”, lamenta o produtor Pedro Ximenes.

PARA O BELELÉU – A carreata anunciada para hoje no Recife, em favor da retomada da atividade econômica, deve ter ido para o beleléu depois que o procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Pernambuco, Francisco Dirceu Barros, publicou a Recomendação PGJ n.º 16, que dispõe sobre a impossibilidade de que os gestores municipais determinem a reabertura do comércio local ou qualquer outro ato administrativo que vá de encontro à Lei Federal n.º 13.979/2020 e, por consequência, os Decretos Federais n.º 10.282/2020 e Estadual nº 48.809/2020 e suas alterações. Caso os gestores descumpram as medidas sanitárias, principalmente as medidas de quarentena, o município poderá sofrer intervenção estadual. Geraldo vai correr esse risco?

NÃO ESTÁ NEM AÍ – Um dia depois de o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, dizer que as pessoas devem permanecer em casa, em isolamento social, para evitar a disseminação do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro saiu de carro da residência oficial do Palácio da Alvorada, na manhã de ontem para fazer um passeio por Brasília. Ele foi a uma farmácia e a uma padaria no bairro Sudoeste, em Brasília, depois ao Hospital das Forças Armadas e ao centro de Ceilândia, uma das regiões administrativas do Distrito Federal. A assessoria da Presidência informou apenas que a ida ao hospital tinha caráter privado.

Perguntar não ofende: Até quando o ministro Mandetta vai continuar cantando de galo?


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marcos

Primeiro a gente cuida da saúde, depois leva os Boletos para Lula Ladrão Pagar. Kkkkkkkkk

marcos

Atenção idiotas úteis, nesta quarentena sigam os conselhos da sua ex presidentA, além de comida estoquem Vento também.

marcos

Qual foi o Ladrão que mais Roubou o Brasil em toda a sua Existência?....... Lula....... Acertou mizeravi.

marcos

Será que Geraldo Júlio vai antecipar também a cobrança das multas que os condutores levarão em 2021?

marcos

No vídeo do jornalista José Neumane, amigo de Magno, ele chama Geraldo Júlio de canalha e diz que o PSB está Socializando a imbecilidade no Recife. Kkkkkkkkk


Banner de Arcoverde

30/03


2020

Nêumanne chama prefeito do Recife de canalha

Em sua live de hoje no YouTube, o jornalista José Nêumanne Pinto, do Grupo Estadão, abordou a tentativa do prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), de antecipar o pagamento do IPTU 2021 e o carimbou de "grande canalha" deste momento de crise na saúde e na economia que o País enfrenta com a disseminação da Covid-19, a praga matadora do século. Clique no vídeo e confira.


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Fernandes

Esse Nêumanne é um jornalista nordestino frustrado, só sabe puxar o saco das elites

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Quanto mais arbitrariedades e decisões obtusas, será melhor para os que a ele se opõe. Politicamente, é claro. Continue a fazer asneiras.

Fernandes

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marcos

Toma Geraldo, que merda! Plagiando Reginaldo Rossi pela tua Cagada. Olha todo mundo está comentando, o teu cartaz tá aumentando.... kkkkkkkkk


Prefeitura de Limoeiro

30/03


2020

Trump: mais de 2 milhões de pessoas poderão morrer se nada for feito

O Atagonista

Donald Trump disse em seu pronunciamento de hoje que mais de 2,2 milhões de pessoas poderão morrer por Covid-19 nos Estados Unidos se nada for feito.

O presidente americano afirmou ainda que, com as medidas de isolamento social, entre 100 mil e 200 mil pessoas deverão morrer no país em razão da pandemia.

É o mesmo número previsto por Anthony Fauci, diretor do instituto de doenças infecciosas dos EUA.


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Shopping Aragão

30/03


2020

Banqueiro nos EUA: quando rotina não aponta saída, há loucos que viram gênios

Folha de S. Paulo - Por Elio Gaspari

Quando ninguém sabe o que fazer, ou quando as rotinas não apontam uma saída, surgem loucos que se revelam gênios.

Em 1906 a cidade de San Francisco foi destroçada por um terremoto, seguido de incêndios. Amadeo Giannini tinha um pequeno banco e sua clientela vivia no andar de baixo. Ele alugou um caminhão de lixo e tirou todo o dinheiro de seu cofre. (Outros banqueiros achavam que deviam deixá-los nas caixas-fortes e o calor assou as notas.)

A grande ideia de Giannini foi botar uma mesa na rua. Ele passou a emprestar dinheiro a quem estivesse precisando, confiando nos fios dos bigodes. Ele contava que recebeu de volta tudo o que emprestou e que no primeiro dia dessa operação maluca recebeu depósitos equivalentes a US$ 1,5 milhão em dinheiro de hoje.

Mesmo que tenha exagerado, seu tamborete virou o Bank of America, um dos maiores dos Estados Unidos, e ele entrou para a história da banca.

HOJE E ONTEM

O doutor Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil, ensinou que "muita bobagem é feita e dita, inclusive por economistas, por julgarem que a vida tem valor infinito".

A vida dos outros, certamente. De qualquer forma, ele não é o único que pensa assim, nem essa maneira de pensar é nova.

Em 1830 a Santa Casa do Rio de Janeiro colocou um anúncio num jornal pedindo aos senhores de escravos que não mandassem para os cemitérios escravos doentes, mas ainda vivos.

Lembrando esse episódio, a historiadora Mary Karasch ensinou que naquele tempo a marca do comportamento do andar de cima não era e crueldade, mas o "simples descaso".

ALÍVIO

Na cúpula do Judiciário cozinha-se uma trégua para as empresas que estão em recuperação judicial que, sem malandragens, viram-se obrigadas a atrasar pagamentos por causa da contração da economia.

EREMILDO, O IDIOTA

Eremildo é um idiota, venera todos os governantes presentes, passados e futuros. Por isso se aborreceu ao saber que a revista inglesa Economist chamou o capitão de "BolsoNero".

O cretino acha que o imperador romano ganhou má fama por causa de historiadores marxistas da época. Ele teria tocado violino durante o incêndio de Roma, mas os violinos só apareceram séculos depois.


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Fernandes

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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Eremildo é um idiota, venera todos os governantes presentes. Igualmente ao seu criador, o Gaspari. Só não venera o Bolsonaro por ele não soltar a bufunfa.



30/03


2020

Codiv-19: Jovem que morreu em SP corria maratonas

Por Bruno Tavares - Fantástico

O jovem de 26 anos que morreu no sábado (28) em São Paulo com coronavírus tinha como paixão correr curtas distâncias e maratonas. Neste domingo (29), os pais dele estão no hospital com sintomas da doença.

Era com um sorriso no rosto e a medalha no peito que Maurício Suzuki comemorava cada conquista. Por telefone, a irmã dele, Simone, contou que o irmão cuidava da saúde e que o rápido avanço da Covid-19 surpreendeu. "Assustadora e chocante porque não dá tempo de processar", disse.

"Eu e meu esposo tivemos contato direto com ele nesses dias. Ficamos sexta, sábado, domingo, e segunda-feira ele já acordou com falta de ar um pouco mais severa. Para trajetos curtos ele estava ficando bem cansado, então a gente voltou para o hospital", continuou Simone.

No dia 18 de março, Maurício mandou uma mensagem para o chefe dizendo que estava resfriado. No dia seguinte, voltou a procurar o chefe para dizer que tinha sido diagnosticado com o coronavírus, um "quadro leve".

Ele disse que estava um pouco febril e com tosse seca, e que recebeu do médico um documento para assinar em que se comprometia a ficar isolado em casa por 14 dias.

Na última segunda-feira (23), ele voltou para o hospital com muita falta de ar, foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e morreu no sábado (28).

Neste domingo, Simone estava no hospital com os pais. Os dois estão com sintomas da doença.
São Paulo é o estado que concentra o maior número de mortes por coronavírus, com 98, de acordo com o balanço divulgado neste domingo (29) pela Ministério da Saúde. Os casos confirmados passam somam 1.451.

A melhor medida para desacelerar o contágio continua sendo o isolamento social, e os paulistanos têm respeitado. Se alguém sai para comprar comida é importante lembrar que mesmo ao ar livre é preciso manter distância das outras pessoas.

Subiu para 98 o número de mortes pelo novo coronavírus no estado de São Paulo, segundo balanço do Ministério da Saúde divulgado neste domingo (29). O estado possui ainda 1.451 casos confirmados.

Quarentena

O estado de São Paulo adota estratégias de restrição de circulação contra o coronavírus desde 16 de março. A quarentena começou na terça-feira (24) e vai durar 15 dias, até o dia 7 de abril, para os 645 municípios do estado de São Paulo.

A medida obriga o fechamento do comércio e mantém apenas os serviços essenciais, como nas áreas de Saúde e Segurança. Assim, os hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas, públicas ou privadas, terão o funcionamento normal.

As transportadoras, armazéns, serviços de transporte público, serviços de call center, petshops, bancas de jornais, táxis e aplicativos de transporte continuam funcionando com as orientações dos sanitaristas.

Os serviços de Segurança Pública, tanto estadual, quanto municipais, continuam funcionando normalmente. Os bancos e lotéricas também continuam abertos. As indústrias devem continuam operando, já que não têm atendimento ao público em geral.


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30/03


2020

Bebê de menos de um ano com Covid-19 morre nos EUA

Por G1

Um bebê de menos de um ano de idade que estava infectado com Covid-19 morreu no sábado (28) em Chicago, no estado americano de Illinois, informou o Departamento de Saúde Pública estadual.

A diretora do departamento, Ngozi Ezike, afirmou que a causa da morte do bebê está sendo investigada. O estado não divulgou mais detalhes sobre a criança.

Nunca houve uma morte associada à Covid-19 em uma criança. Uma investigação completa está em andamento para determinar a causa da morte”, disse Ezike. “Devemos fazer tudo o que pudermos para impedir a propagação desse vírus mortal. Se não para nos proteger, mas para proteger aqueles ao nosso redor".

Grupo vulnerável
O relato de morte de crianças já tinha sido feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que não deu detalhes sobre quantas foram afetadas e incluiu a ressalva de que esse perfil etário não está entre os mais atingidos pelo novo coronavírus.

Os estudos e levantamentos apontam que a taxa de letalidade é maior entre pessoas com mais de 60 anos e que já conviviam com outras doenças prévias.

"Esta é uma doença séria. Embora a evidência que temos sugira que aqueles com mais de 60 anos correm maior risco, jovens – incluindo crianças – morreram", disse o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, na segunda-feira (16).


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30/03


2020

Governo do Ceará amplia gratificações para profissionais da saúde

A Assembleia Legislativa aprovou no dia 20 de março, a mensagem do Governo do Ceará que amplia a Gratificação de Desempenho Institucional (GDI) e cria a Gratificação de Incentivo às Atividades Especiais (Giate) para servidores da Saúde. Também durante a sessão, realizada de forma remota, foi aprovada a mensagem que institui o pagamento da Ascensão Funcional dos Servidores da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) desde 2011 a 2018. As medidas seguem para sanção do governador Camilo Santana e publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), para entrarem em vigor.

O secretário da Saúde do Estado, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Dr.Cabeto), destacou que o Estado já vinha trabalhando com medidas inovadoras, “para transformar o sistema de saúde”. Diante da pandemia de Coronavírus, o Covid-19, ele entende que essas medidas podem ajudar ainda mais. “A Secretaria da Saúde vai botar pra frente esses planos e nós vamos enfrentar juntos a questão do Covid-19, essa pandemia que o mundo está vivendo. Vamos precisar de coragem, capacidade de organização, definição de estratégia, poder de decisão e principalmente, a parceria da sociedade”.

Cabeto explicou que a ascensão funcional e o Plano de Gratificação eram solicitação da equipe de saúde, dos trabalhadores de saúde. “Quero dizer aos profissionais de saúde o quanto a gente reconhece o trabalho deles e que isso vem bem antes, inclusive, da epidemia. Já estávamos trabalhando na questão da valorização do trabalho. A gente sabe que tudo que a gente fizer ainda é pouco para agradecer isso”, afirmou.

Ele aproveitou para agradecer à união entre os poderes neste momento importante. “Temos diariamente o Ministério Público, ajudando a gente a planejar, a fazer relações internacionais. Agradeço ao procurador Manoel Pinheiro, ao presidente da Assembleia, José Sarto, e todos os deputados, pela sensibilidade e capacidade de passar em tempo recorde, mesmo com tanto aperto, essas medidas que vão, sim, ajudar nosso sistema”.

Ascensão funcional

O projeto altera a legislação a fim de autorizar, excepcional e exclusivamente, para que a ascensão funcional dos servidores dos grupos ocupacionais Atividades Auxiliares de Saúde (ATS), Serviços Especializados de Saúde (SES), Atividades de Apoio Administrativo e Operacional (ADO) e Atividades de Nível Superior (ANS), integrantes do quadro de pessoal da Secretaria da Saúde, referente aos anos de 2011 a 2018, seja efetivada pelo critério de antiguidade, no período citado em que os servidores tenham deixado de ser avaliados. Também nessa mensagem, fica excluído o teto de remuneração para recebimento de auxílio-alimentação

Gratificações

Sobre as gratificações, o projeto altera a Lei nº 17.132, de 16 de dezembro de 2019, que criou a GDI para os servidores da Secretária da Saúde e vinculadas, a fim de aprimorar a forma de concessão da gratificação, “possibilitando que seu pagamento guarde maior alinhamento com os propósitos institucionais da citada Secretaria”, conforme explica o texto. Será extensiva, por exemplo, a bombeiros militares estaduais, quando estiverem no exercício das funções de atendimento de emergência pré-hospitalar no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com os correspondentes valores pagos às custas do orçamento do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará.

Já a Giate será devida a servidores públicos estaduais em efetivo exercício nos órgãos integrantes da estrutura organizacional da Secretaria da Saúde e da Escola de Saúde Pública, “em razão do desempenho de atividades especiais que requeiram conhecimentos técnicos específicos de relevante interesse institucional, demandando maior esforço, dedicação e responsabilidade no exercício da função pública”.

Sessão remota

Desde a última quarta-feira (18), a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará suspendeu as sessões plenárias ordinárias presenciais e desenvolveu um sistema de deliberação remota para realização de votações virtuais. A primeira ocorreu nesta sexta-feira (20), com a presença online registrada por 44 deputados. A medida visa evitar a disseminação do novo coronavírus na sede do Legislativo estadual. Além da suspensão de todos os eventos da Casa, o acesso à sede do Poder Legislativo passa a ser restrito a apenas parlamentares, servidores, funcionários terceirizados e prestadores de serviços.


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30/03


2020

Aliados pedem que Mandetta resista no cargo

O Globo 

Aliados do ministro Luiz Henrique Mandetta preveem uma escalada dos conflitos com o presidente Jair Bolsonaro, mas têm pedido “cautela” e que o comandante da Saúde resista no cargo. A avaliação é de que os próximos 15 dias serão determinantes para mostrar quem está certo: se o ministro da Saúde ou o presidente da República.

Pessoas próximas a Mandetta disseram ao GLOBO que, durante a semana, o ministro chegou a classificar a situação como “insustentável”. Conselheiros, então, entre os quais o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), reforçaram os apelos para ele “aguente o tranco” e “toque o barco”. A avaliação unânime levada a Mandetta é a de que, hoje, os brasileiros confiam no ministro e precisam do trabalho que ele tem desempenhado.

Os próximos 15 dias são considerados cruciais. Se a população seguir as orientações de Bolsonaro e voltar às ruas, abrindo caminho para o aumento de mortes por conta da Covid-19, Mandetta pode ganhar fôlego, avalia o entorno do ministro.

Segundo relatos, Mandetta foi à reunião ministerial no Palácio do Alvorada, no sábado, com o objetivo de saber se Bolsonaro continuaria lhe dando carta branca e liberdade para seguir defendendo medidas baseadas na ciência e na medicina. Do contrário, não teria condições de permanecer à frente do ministério.

O movimento de Mandetta, de acordo com aliados, foi respaldado por seus principais auxiliares no Ministério da Saúde, o secretário-executivo da pasta, João Gabbardo dos Reis, e o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira.

A resposta, dizem aliados, veio com a coletiva à imprensa de Mandetta no próprio sábado, em que o ministro reafirmou a defesa do isolamento social, repudiou a versão de que a hidroxicloroquina é a cura para doença e criticou os atos pela reabertura do comércio pelo país.

Neste domingo, Bolsonaro decidiu sair do Palácio da Alvorada para o que chamou de tour "aleatório" pelo Distrito Federal. O presidente parou em vários pontos da cidade, entre comércios abertos e locais de ambulantes, para cumprimentar apoiadores.

A visita do presidente a locais com concentração de pessoas foi vista como mais um gesto para desautorizar Mandetta. A aliados, no entanto, o ministro da Saúde indicou que seguirá usando as entrevistas coletivas à imprensa para reforçar recomendações técnicas.

A mudança de postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também é apontada como importante sinal de isolamento de Bolsonaro. Ontem, ele pediu para a população americana ficar em casa até 30 de abril. A diretriz anterior era de encerrar o isolamento na Páscoa, no dia 12.


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30/03


2020

Tasso: "Falta comando do governo contra pandemia"

O Globo - Por Marcello Corrêa

Aos 71 anos, Tasso Jereissati (PSDB-CE) está no terceiro mandato como senador, já foi governador do Ceará três vezes e considera a crise do coronavírus a pior que já viveu. Em conversa com O GLOBO, o parlamentar critica o que considera “falta de comando” do governo federal e teme que a crise entre o Planalto e os governadores piore o cenário.

O senhor, além de parlamentar, é empresário. Como avalia a discussão sobre lidar com a pandemia e, ao mesmo tempo, não paralisar a economia?

Eu só tenho uma certeza sobre isso: o confinamento horizontal é o que tem de ser feito. O resto é incerteza. É evidente que não se pode esquecer da economia, mas a prioridade neste momento é salvar vidas humanas e conseguir controlar o ritmo de crescimento dos casos no país. Caso não se controle, nós vamos também entrar em derrocada econômica.

Como avalia a resposta do governo à crise até agora?

Acho que está faltando um comando. Falta uma centralização de toda a estratégia do combate ao coronavírus. Desde a economia até a saúde. Eu me lembro da crise do apagão (em 2001), quando o (então ministro) Pedro Parente passou a controlar todas as ações do governo, independentemente de em que área fosse. Isso foi feito de maneira que elas tivessem coerência e compatibilidade de ações. O que está acontecendo é o contrário. O próprio presidente da República completamente errático, dando declarações e posições que contrariam seu próprio governo, e na área da saúde.

E na área econômica, como vê a reação?

Eu francamente não estou entendendo o que está acontecendo com o ministro Paulo Guedes, porque eu tenho olhado televisão, lido os jornais, as redes sociais, e o ministro da Economia desapareceu. Dá essa impressão. Não tenho visto ele assumindo a liderança da área econômica disso. Ao contrário, algumas iniciativas positivas têm sido tomadas, de maneira que me parece até isolada, pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Como vê a criação do voucher de R$ 600 para informais, aprovada pela Câmara?

A meu ver, (foi) graças à tomada de atitude do Congresso. Medidas que resolvam a vida dos informais são fundamentais. Elas apareceram agora, atrasadas, mas nada ficou concreto ainda. O projeto vai para o Senado, vamos votar na segunda-feira, nós com certeza vamos aprova isso. Mas a operacionalização disso já tem que estar definida e preparada.

O enfrentamento da crise exige um aumento de gastos públicos. O Congresso já reconheceu o estado de calamidade. O que mais é possível fazer?

Aquela famosa e discutida emenda de relator (sobre uma fatia do Orçamento que gerou disputa entre governo e Congresso), tem que dirigir tudo aquilo para a Saúde. O Congresso poderia tomar essa iniciativa. Estamos falando de R$ 20 bilhões das emendas de relator, que não tem mais sentido nenhum. Antes de tudo é preciso que haja uma harmonia. Estamos vivendo uma desarmonia de pensamentos e ações.

O senhor já foi governador. Como vê o conflito público entre governadores e Bolsonaro? Dificulta o enfrentamento da crise?

Já está dificultando. Com certeza, essa é a crise mais grave que vivi na minha vida. Eu sempre, dentro do Congresso, trabalhei para que houvesse um esforço conjunto de todos os setores, de todas as instituições, em que as brigas e diferenças fossem deixadas para outro momento. Isso não está acontecendo. Eu tenho muito medo de que isso não seja possível enquanto o presidente tiver esse tipo de comportamento. Se ele continuar assim, estará dando uma demonstração de que não tem entendimento da responsabilidade e da altura do seu cargo.

A atitude dos governadores de tomar medidas de contenção é correta?

A maior parte dessas coisas não dá para esperar. Estou aplaudindo a iniciativa da maioria dos governadores que, percebendo isso, assumiram em seus estados o comando e a centralização do combate à pandemia. Infelizmente, é o que está acontecendo. Mas é bom que esteja acontecendo. Já imaginou como estaria o Brasil hoje se os governadores também estivessem com esse comportamento errático, ou se fossem omissos? Seria um desastre muito maior.

Falando em gastos públicos, como evitar o erro de 2008/2009, quando medidas anticíclicas persistiram e levaram ao desequilíbrio fiscal?

É não confundir medidas anticíclicas com irresponsabilidade fiscal. O ciclo negativo da crise econômica já havia passado, e nós continuamos a aumentar os gastos públicos de maneira quase exponencial e irresponsavelmente. A melhor maneira de controlar isso é a transparência nesses gastos.

Como o senhor acredita que estará a economia brasileira depois que isso passar? É possível fazer algo para garantir a retomada da atividade mais à frente?

Fazer não, mas planejar sim. É preciso sair dessa inércia em que nós estamos, pensando e projetando o passo seguinte. Que, com certeza, vai ser novamente uma injeção de liquidez na economia muito grande. Lembro o exemplo do próprio (Donald) Trump nos EUA, em que o Bolsonaro se inspira tanto. Ele fez um pacotão logo, aprovou no Congresso e não ficou fazendo a coisa em conta-gotas, como se não estivesse sabendo o que fazer daqui a algumas semanas.

Podemos viver uma depressão? Ou teremos a chamada recuperação em “V”, quando a atividade volta a crescer rapidamente?

Eu espero essa tal recuperação em “V”. Até pelo aspecto psicológico. As pessoas estarão saindo de uma quarentena cheias de energia, querendo que a coisa aconteça.

O governo tem falado que o caminho é voltar com a agenda de reformas que foi interrompida pela crise. O senhor acha que há força para essa agenda ser retomada, já que 2021 é ano pré-eleitoral?

Acho que sim, mas não exatamente as mesmas reformas. O grande mote, passada a crise da pandemia, vai ser a recuperação da economia do fundo do poço. A economia vai entrar em recessão, e o foco vai ser em medidas diferentes das que estávamos nos preparando para discutir pré-pandemia. Todos nós, Congresso, imprensa, governo, governos estaduais, estávamos na linha de apertar o cinto.

A lista inclui ao menos três propostas de emenda à Constituição, como a PEC Emergencial, que autoriza cortes no funcionalismo, a que extingue fundos públicos, a reforma administrativa, a tributária… Qual tem mais chance?

A PEC Emergencial vai ter que vir, talvez em outros termos, mas vai ser uma das mais importantes e urgentes para serem votadas. Acredito que os termos não vão ser os mesmos de hoje. Vamos ter uma realidade, daqui a — se Deus quiser — dois, três meses, muito diferente. A reforma tributária, acredito que vai continuar a discussão, mas em um ritmo mais lento e sem tanta pressa. A PEC dos fundos e a PEC administrativa, agora, acho que não vão ser prioritárias.


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