FMO janeiro 2020

30/03


2020

Governo do Ceará amplia gratificações para profissionais da saúde

A Assembleia Legislativa aprovou no dia 20 de março, a mensagem do Governo do Ceará que amplia a Gratificação de Desempenho Institucional (GDI) e cria a Gratificação de Incentivo às Atividades Especiais (Giate) para servidores da Saúde. Também durante a sessão, realizada de forma remota, foi aprovada a mensagem que institui o pagamento da Ascensão Funcional dos Servidores da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) desde 2011 a 2018. As medidas seguem para sanção do governador Camilo Santana e publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), para entrarem em vigor.

O secretário da Saúde do Estado, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Dr.Cabeto), destacou que o Estado já vinha trabalhando com medidas inovadoras, “para transformar o sistema de saúde”. Diante da pandemia de Coronavírus, o Covid-19, ele entende que essas medidas podem ajudar ainda mais. “A Secretaria da Saúde vai botar pra frente esses planos e nós vamos enfrentar juntos a questão do Covid-19, essa pandemia que o mundo está vivendo. Vamos precisar de coragem, capacidade de organização, definição de estratégia, poder de decisão e principalmente, a parceria da sociedade”.

Cabeto explicou que a ascensão funcional e o Plano de Gratificação eram solicitação da equipe de saúde, dos trabalhadores de saúde. “Quero dizer aos profissionais de saúde o quanto a gente reconhece o trabalho deles e que isso vem bem antes, inclusive, da epidemia. Já estávamos trabalhando na questão da valorização do trabalho. A gente sabe que tudo que a gente fizer ainda é pouco para agradecer isso”, afirmou.

Ele aproveitou para agradecer à união entre os poderes neste momento importante. “Temos diariamente o Ministério Público, ajudando a gente a planejar, a fazer relações internacionais. Agradeço ao procurador Manoel Pinheiro, ao presidente da Assembleia, José Sarto, e todos os deputados, pela sensibilidade e capacidade de passar em tempo recorde, mesmo com tanto aperto, essas medidas que vão, sim, ajudar nosso sistema”.

Ascensão funcional

O projeto altera a legislação a fim de autorizar, excepcional e exclusivamente, para que a ascensão funcional dos servidores dos grupos ocupacionais Atividades Auxiliares de Saúde (ATS), Serviços Especializados de Saúde (SES), Atividades de Apoio Administrativo e Operacional (ADO) e Atividades de Nível Superior (ANS), integrantes do quadro de pessoal da Secretaria da Saúde, referente aos anos de 2011 a 2018, seja efetivada pelo critério de antiguidade, no período citado em que os servidores tenham deixado de ser avaliados. Também nessa mensagem, fica excluído o teto de remuneração para recebimento de auxílio-alimentação

Gratificações

Sobre as gratificações, o projeto altera a Lei nº 17.132, de 16 de dezembro de 2019, que criou a GDI para os servidores da Secretária da Saúde e vinculadas, a fim de aprimorar a forma de concessão da gratificação, “possibilitando que seu pagamento guarde maior alinhamento com os propósitos institucionais da citada Secretaria”, conforme explica o texto. Será extensiva, por exemplo, a bombeiros militares estaduais, quando estiverem no exercício das funções de atendimento de emergência pré-hospitalar no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com os correspondentes valores pagos às custas do orçamento do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará.

Já a Giate será devida a servidores públicos estaduais em efetivo exercício nos órgãos integrantes da estrutura organizacional da Secretaria da Saúde e da Escola de Saúde Pública, “em razão do desempenho de atividades especiais que requeiram conhecimentos técnicos específicos de relevante interesse institucional, demandando maior esforço, dedicação e responsabilidade no exercício da função pública”.

Sessão remota

Desde a última quarta-feira (18), a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará suspendeu as sessões plenárias ordinárias presenciais e desenvolveu um sistema de deliberação remota para realização de votações virtuais. A primeira ocorreu nesta sexta-feira (20), com a presença online registrada por 44 deputados. A medida visa evitar a disseminação do novo coronavírus na sede do Legislativo estadual. Além da suspensão de todos os eventos da Casa, o acesso à sede do Poder Legislativo passa a ser restrito a apenas parlamentares, servidores, funcionários terceirizados e prestadores de serviços.


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Abreu e Lima

30/03


2020

Aliados pedem que Mandetta resista no cargo

O Globo 

Aliados do ministro Luiz Henrique Mandetta preveem uma escalada dos conflitos com o presidente Jair Bolsonaro, mas têm pedido “cautela” e que o comandante da Saúde resista no cargo. A avaliação é de que os próximos 15 dias serão determinantes para mostrar quem está certo: se o ministro da Saúde ou o presidente da República.

Pessoas próximas a Mandetta disseram ao GLOBO que, durante a semana, o ministro chegou a classificar a situação como “insustentável”. Conselheiros, então, entre os quais o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), reforçaram os apelos para ele “aguente o tranco” e “toque o barco”. A avaliação unânime levada a Mandetta é a de que, hoje, os brasileiros confiam no ministro e precisam do trabalho que ele tem desempenhado.

Os próximos 15 dias são considerados cruciais. Se a população seguir as orientações de Bolsonaro e voltar às ruas, abrindo caminho para o aumento de mortes por conta da Covid-19, Mandetta pode ganhar fôlego, avalia o entorno do ministro.

Segundo relatos, Mandetta foi à reunião ministerial no Palácio do Alvorada, no sábado, com o objetivo de saber se Bolsonaro continuaria lhe dando carta branca e liberdade para seguir defendendo medidas baseadas na ciência e na medicina. Do contrário, não teria condições de permanecer à frente do ministério.

O movimento de Mandetta, de acordo com aliados, foi respaldado por seus principais auxiliares no Ministério da Saúde, o secretário-executivo da pasta, João Gabbardo dos Reis, e o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira.

A resposta, dizem aliados, veio com a coletiva à imprensa de Mandetta no próprio sábado, em que o ministro reafirmou a defesa do isolamento social, repudiou a versão de que a hidroxicloroquina é a cura para doença e criticou os atos pela reabertura do comércio pelo país.

Neste domingo, Bolsonaro decidiu sair do Palácio da Alvorada para o que chamou de tour "aleatório" pelo Distrito Federal. O presidente parou em vários pontos da cidade, entre comércios abertos e locais de ambulantes, para cumprimentar apoiadores.

A visita do presidente a locais com concentração de pessoas foi vista como mais um gesto para desautorizar Mandetta. A aliados, no entanto, o ministro da Saúde indicou que seguirá usando as entrevistas coletivas à imprensa para reforçar recomendações técnicas.

A mudança de postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também é apontada como importante sinal de isolamento de Bolsonaro. Ontem, ele pediu para a população americana ficar em casa até 30 de abril. A diretriz anterior era de encerrar o isolamento na Páscoa, no dia 12.


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30/03


2020

Tasso: "Falta comando do governo contra pandemia"

O Globo - Por Marcello Corrêa

Aos 71 anos, Tasso Jereissati (PSDB-CE) está no terceiro mandato como senador, já foi governador do Ceará três vezes e considera a crise do coronavírus a pior que já viveu. Em conversa com O GLOBO, o parlamentar critica o que considera “falta de comando” do governo federal e teme que a crise entre o Planalto e os governadores piore o cenário.

O senhor, além de parlamentar, é empresário. Como avalia a discussão sobre lidar com a pandemia e, ao mesmo tempo, não paralisar a economia?

Eu só tenho uma certeza sobre isso: o confinamento horizontal é o que tem de ser feito. O resto é incerteza. É evidente que não se pode esquecer da economia, mas a prioridade neste momento é salvar vidas humanas e conseguir controlar o ritmo de crescimento dos casos no país. Caso não se controle, nós vamos também entrar em derrocada econômica.

Como avalia a resposta do governo à crise até agora?

Acho que está faltando um comando. Falta uma centralização de toda a estratégia do combate ao coronavírus. Desde a economia até a saúde. Eu me lembro da crise do apagão (em 2001), quando o (então ministro) Pedro Parente passou a controlar todas as ações do governo, independentemente de em que área fosse. Isso foi feito de maneira que elas tivessem coerência e compatibilidade de ações. O que está acontecendo é o contrário. O próprio presidente da República completamente errático, dando declarações e posições que contrariam seu próprio governo, e na área da saúde.

E na área econômica, como vê a reação?

Eu francamente não estou entendendo o que está acontecendo com o ministro Paulo Guedes, porque eu tenho olhado televisão, lido os jornais, as redes sociais, e o ministro da Economia desapareceu. Dá essa impressão. Não tenho visto ele assumindo a liderança da área econômica disso. Ao contrário, algumas iniciativas positivas têm sido tomadas, de maneira que me parece até isolada, pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Como vê a criação do voucher de R$ 600 para informais, aprovada pela Câmara?

A meu ver, (foi) graças à tomada de atitude do Congresso. Medidas que resolvam a vida dos informais são fundamentais. Elas apareceram agora, atrasadas, mas nada ficou concreto ainda. O projeto vai para o Senado, vamos votar na segunda-feira, nós com certeza vamos aprova isso. Mas a operacionalização disso já tem que estar definida e preparada.

O enfrentamento da crise exige um aumento de gastos públicos. O Congresso já reconheceu o estado de calamidade. O que mais é possível fazer?

Aquela famosa e discutida emenda de relator (sobre uma fatia do Orçamento que gerou disputa entre governo e Congresso), tem que dirigir tudo aquilo para a Saúde. O Congresso poderia tomar essa iniciativa. Estamos falando de R$ 20 bilhões das emendas de relator, que não tem mais sentido nenhum. Antes de tudo é preciso que haja uma harmonia. Estamos vivendo uma desarmonia de pensamentos e ações.

O senhor já foi governador. Como vê o conflito público entre governadores e Bolsonaro? Dificulta o enfrentamento da crise?

Já está dificultando. Com certeza, essa é a crise mais grave que vivi na minha vida. Eu sempre, dentro do Congresso, trabalhei para que houvesse um esforço conjunto de todos os setores, de todas as instituições, em que as brigas e diferenças fossem deixadas para outro momento. Isso não está acontecendo. Eu tenho muito medo de que isso não seja possível enquanto o presidente tiver esse tipo de comportamento. Se ele continuar assim, estará dando uma demonstração de que não tem entendimento da responsabilidade e da altura do seu cargo.

A atitude dos governadores de tomar medidas de contenção é correta?

A maior parte dessas coisas não dá para esperar. Estou aplaudindo a iniciativa da maioria dos governadores que, percebendo isso, assumiram em seus estados o comando e a centralização do combate à pandemia. Infelizmente, é o que está acontecendo. Mas é bom que esteja acontecendo. Já imaginou como estaria o Brasil hoje se os governadores também estivessem com esse comportamento errático, ou se fossem omissos? Seria um desastre muito maior.

Falando em gastos públicos, como evitar o erro de 2008/2009, quando medidas anticíclicas persistiram e levaram ao desequilíbrio fiscal?

É não confundir medidas anticíclicas com irresponsabilidade fiscal. O ciclo negativo da crise econômica já havia passado, e nós continuamos a aumentar os gastos públicos de maneira quase exponencial e irresponsavelmente. A melhor maneira de controlar isso é a transparência nesses gastos.

Como o senhor acredita que estará a economia brasileira depois que isso passar? É possível fazer algo para garantir a retomada da atividade mais à frente?

Fazer não, mas planejar sim. É preciso sair dessa inércia em que nós estamos, pensando e projetando o passo seguinte. Que, com certeza, vai ser novamente uma injeção de liquidez na economia muito grande. Lembro o exemplo do próprio (Donald) Trump nos EUA, em que o Bolsonaro se inspira tanto. Ele fez um pacotão logo, aprovou no Congresso e não ficou fazendo a coisa em conta-gotas, como se não estivesse sabendo o que fazer daqui a algumas semanas.

Podemos viver uma depressão? Ou teremos a chamada recuperação em “V”, quando a atividade volta a crescer rapidamente?

Eu espero essa tal recuperação em “V”. Até pelo aspecto psicológico. As pessoas estarão saindo de uma quarentena cheias de energia, querendo que a coisa aconteça.

O governo tem falado que o caminho é voltar com a agenda de reformas que foi interrompida pela crise. O senhor acha que há força para essa agenda ser retomada, já que 2021 é ano pré-eleitoral?

Acho que sim, mas não exatamente as mesmas reformas. O grande mote, passada a crise da pandemia, vai ser a recuperação da economia do fundo do poço. A economia vai entrar em recessão, e o foco vai ser em medidas diferentes das que estávamos nos preparando para discutir pré-pandemia. Todos nós, Congresso, imprensa, governo, governos estaduais, estávamos na linha de apertar o cinto.

A lista inclui ao menos três propostas de emenda à Constituição, como a PEC Emergencial, que autoriza cortes no funcionalismo, a que extingue fundos públicos, a reforma administrativa, a tributária… Qual tem mais chance?

A PEC Emergencial vai ter que vir, talvez em outros termos, mas vai ser uma das mais importantes e urgentes para serem votadas. Acredito que os termos não vão ser os mesmos de hoje. Vamos ter uma realidade, daqui a — se Deus quiser — dois, três meses, muito diferente. A reforma tributária, acredito que vai continuar a discussão, mas em um ritmo mais lento e sem tanta pressa. A PEC dos fundos e a PEC administrativa, agora, acho que não vão ser prioritárias.


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Prefeitura de Serra Talhada

30/03


2020

Twitter deleta duas publicações de Bolsonaro

Por Estadão Conteúdo

O Twitter deletou duas publicações feitas na conta do presidente Jair Bolsonaro na noite de ontem, por violação às normas da rede social. Os tuítes foram feitos durante passeio de Bolsonaro a regiões do Distrito Federal durante a manhã, na qual conversou com apoiadores e vendedores de rua e defendeu a reabertura do comércio, apesar das orientações de órgãos de saúde.

Antes, a rede social já adotou postura semelhante e tirou do ar dois tuítes do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e um do senador Flávio Bolsonaro, que republicavam vídeo antigo do médico Dráuzio Varella. As postagens teriam violado as normas sobre conteúdos enganosos, visto que a gravação era datada de janeiro, mas os tuítes passavam a ideia de ser algo recente.

A plataforma conta agora com medidas que preveem a exclusão de conteúdos que neguem ou distorçam orientações dos órgãos de saúde em relação ao combate e prevenção ao novo coronavírus.

As publicações deletadas pelo Twitter foram feitas nesta manhã, enquanto o presidente visitava áreas de Brasília em descumprimento às normas de aglomeração de pessoas. Em uma das imagens, o presidente conversava com um vendedor de churrasquinho em Taguatinga, no Distrito Federal.

“Eu tenho conversado com o povo e eles querem trabalhar. É o que eu tenho falado desde o começo. Vamos tomar cuidado, maior de 65 (anos) fica em casa”, disse.

Além de defender a volta da população ao trabalho, o que contraria as orientações do próprio Ministério da Saúde, o presidente da República diz, no vídeo, que um medicamento usado para malária, produzido no Brasil, “está dando certo em tudo quanto é lugar.” A declaração aconteceu no dia em que o governo da Bahia divulgou que o primeiro paciente que morreu no estado fazia uso de tal medicamento.

Num segundo vídeo apagado pelo Twitter, Bolsonaro aparece entrando em uma casa de carnes em Sobradinho, também na região metropolitana de Brasília. Ele diz que “o desemprego tem apavorado as pessoas” e diz, sem apresentar de qual estudo tirou tal informação, que o País só fica imune ao coronavírus depois que 60 a 70% for infectada.

Apenas um vídeo permanece online, o que mostra o presidente em um comércio em Ceilândia, acompanhado de seguranças e populares.

Procurado pela reportagem na noite deste domingo, o Palácio do Planalto informou que não comentará a decisão da rede social de excluir o vídeo.

As novas regras do Twitter podem levar à exclusão de publicações que neguem recomendações de autoridades de saúde locais ou globais, descrição de tratamentos ou medidas de proteção ineficazes, negação de fatos científicos estabelecidos, afirmações em torno do Covid-19 que têm como objetivo manipular o debate, afirmações não verificada que incitam as pessoas a agir ou causam pânico generalizado, afirmações feitas por pessoas que se passam por funcionário, organização ou governo de saúde, propagação de informações falsas ou enganosas sobre procedimentos de diagnóstico e informações de que grupos específicos ou nacionalidades serão ou não mais ou menos suscetíveis ao coronavírus.


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30/03


2020

Bolsonaro diz para todos os políticos do Brasil irem às ruas

Por Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro recomendou ontem que todos os políticos do Brasil saiam às ruas e cumprimentem as pessoas para, na avaliação dele, entender a realidade do País nesses tempos de coronavírus. A recomendação do presidente contraria as orientações do Ministério da Saúde, que, na tarde de hoje, divulgou que o número de contaminações pelo novo coronavírus chegou a 4.256 e o total de mortes por covid-19 no País subiu para 136.

Em um vídeo postado nas redes sociais, Bolsonaro comentou o "tour" realizado por ele nas redondezas de Brasília na manhã deste domingo. "Agora pouco estive em Ceilândia e Taguatinga. Fui ver na ponta da linha como está o nosso povo. E em especial os informais, os mais atingidos por essa onda de desemprego. Uma experiência que recomendo a todos os políticos do Brasil", disse o presidente.

Nas ruas da capital federal, Bolsonaro disse que as pessoas querem voltar a trabalhar. Ele foi a um açougue e também cumprimentou a população, causando alvoroço nas ruas. Após o tour, Bolsonaro voltou ao Palácio da Alvorada, por volta das 12h.


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O Jornal do Poder

30/03


2020

Covid-19: 1ª vítima na Bahia fez uso de cloroquina

Por Estadão Conteúdo

A primeira vítima do novo coronavírus na Bahia fez uso de cloroquina durante cinco dias antes da morte, confirmada no domingo (29). O homem de 74 anos ficou internado durante 12 dias no Hospital da Bahia. A informação do tratamento foi confirmada ao Estado pela Secretaria de Saúde local.

A cloroquina ainda está em fase inicial de estudo. O Ministério da Saúde informou que se trata de medicamento auxiliar a ser dado apenas a pacientes em estado grave da doença. Médicos e especialistas afirmam que não existem evidências científicas de que o medicamento seja eficaz contra o novo coronavírus.

Embora as pesquisas laboratoriais tenham mostrado bons resultados, ainda existem pelo menos outras três etapas: testes em camundongos, estudos em animais não roedores, como cães e macacos e, finalmente, estudos em humanos. Os testes em humanos se dividem em outras etapas até se descobrir o nível de toxicidade do remédio, interação com outros medicamentos e efeitos colaterais.

O medicamento gerou polêmica depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a liberação do remédio pelos órgãos de saúde pública e após o presidente Jair Bolsonaro anunciar que o laboratório do Exército passaria a produzir o medicamento no Brasil.

Superintendente-executivo do Hospital da Bahia, o médico Marcelo Zollinger explicou o uso do medicamento. "Esse paciente foi a outro hospital, não foi nosso inicialmente. Quatro dias depois de ter ido para casa, ele nos procurou com quadro muito grave, com desconforto respiratório grave. Ele foi entubado na emergência e começamos a lutar com ele. Com instabilidade hemodinâmica, suporte ventilatório e falência renal, nós introduzimos a cloroquina. Temos um protocolo que ainda está no início, como todas as publicações. Depois de 12 dias, ele veio a falecer. Foi um trauma para todos nós. Foi o primeiro caso de óbito por covid no hospital. Ele era hipertenso e ex-tabagista. Depois, verificamos que tinha enfisema pulmonar", disse o especialista.

O homem de 74 anos, que tem parentes em São Paulo, participou de uma Convenção em Itu, interior do estado, e passou a sentir desconforto. No dia 13, ele foi diagnosticado com quadro clínico leve em outro hospital da rede privada de Salvador. Ele fez o teste para covid-19 e foi encaminhado para casa. Quatro dias depois, ele deu entrada no setor de emergência do Hospital da Bahia com insuficiência respiratória severa. O diagnóstico positivo para novo coronavírus saiu quando a vítima já estava na unidade. Depois de 12 dias de internação, ele faleceu.

Oficialmente, a Bahia possui 127 casos da doença até o momento. O primeiro caso foi registrado no dia 6 de março, em Feira de Santana.


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Banner de Arcoverde

30/03


2020

Estados montam hospitais de campanha a toque de caixa

Por G1

Hospitais de campanha estão sendo erguidos a toque de caixa, Brasil afora. Mas não existe ainda um número oficial de quantos novos leitos serão criados em todo o país.

Em São Paulo, os hospitais estão sendo montados no estádio do Pacaembu e no Centro de Convenções do Anhembi. Em Fortaleza, a construção é no estádio Presidente Vargas. Em Roraima, o Exército ajudou a erguer um hospital de campanha na capital Boa Vista e no estádio Canarinho. No Rio de Janeiro, o Maracanã, palco de muitos clássicos, deve ser transformado em hospital, e o Riocentro, um espaço de convenções importantes na cidade, também.


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Prefeitura de Limoeiro

30/03


2020

Bolsonaro busca orientação com Ernesto Araújo

Por Estadão Conteúdo

Isolado cada vez mais do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o presidente Jair Bolsonaro foi buscar orientação com o ministro das Relações Exteriores, Esnerto Araújo, numa conversa no Palácio Alvorada na tarde de ontem.

No encontro, o Bolsonaro pediu sugestões para gravar um vídeo que seria postado, em seguida, em suas redes sociais. No depoimento, o presidente defende a posição de medidas menos rígidas de isolamento social, algo que vai de encontro com o pensamento do ministro Araújo. O presidente e o ministro também discutiram aspectos internacionais da pandemia do coronavírus, além de medidas que estão sendo tomadas no âmbito da Cúpula extraordinária do G-20.

Juntos, Bolsonaro e Araújo listaram as quatro medidas que, na cúpula extraordinária realizada recentemente, os líderes das principais economias do planeta teriam se comprometido a dedicar empenho: proteger vidas; salvaguardar os empregos; restaurar a confiança e minimizar interrupções no comércio.

Bolsonaro acredita que o compromisso assumido no G-20 lhe dá respaldo para implantar sua política de isolamento vertical, por isso a aproximação com Arajujo, neste momento, seria fundamental.

Em um vídeo postado na internet, feito com orientação de Araujo, Bolsonaro comentou o tour realizado por ele nas redondezas de Brasília na manhã deste domingo. "Agora pouco estive em Ceilândia e Taguatinga. Fui ver na ponta da linha como está o nosso povo. E em especial os informais, os mais atingidos por essa onda de desemprego. Uma experiência que recomendo a todos os políticos do Brasil", disse o presidente.

Nas ruas da Capital Federal, Bolsonaro disse que as pessoas querem voltar a trabalhar. Ele foi a um açougue e também cumprimentou a população, causando alvoroço nas ruas. Após o tour, Bolsonaro voltou ao Palácio da Alvorada, por volta das 12h, quando se reuniu com o ministro.


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Shopping Aragão

30/03


2020

Trump estende distanciamento social até 30 de abril

Por Estadão Conteúdo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem que as medidas de distanciamento social para controlar o avanço do coronavírus no país serão estendidas até 30 de abril. Na semana passada, o republicano havia sugerido que poderia “reabrir” a economia americana na Páscoa, em 12 de abril. “Isso era apenas uma aspiração”, explicou o presidente.

Em coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump também disse que o pico de mortes por coronavírus nos EUA “provavelmente” será alcançado em duas semanas e, depois disso, o número de novos óbitos começará a diminuir.

O diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, Anthony Fauci, que faz parte da força-tarefa do governo contra o coronavírus, afirmou que a decisão é “sábia e prudente”.

Ao lado de Trump na coletiva de imprensa, ele reafirmou que o número de mortes por coronavírus nos EUA poderia alcançar 200 mil se não forem tomadas medidas adequadas para conter a disseminação do vírus. “O número que eu dei é baseado em modelos”, reforçou Fauci. Segundo o especialista, os esforços de distanciamento social em andamento no país “estão tendo um efeito” que ainda não pode ser quantificado.

A médica Deborah Birx, que também é membro da força-tarefa americana contra a Covid-19, disse que continuar com o distanciamento social é “um grande sacrifício para todo mundo”, mas salvará “centenas de milhares de vidas”.


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30/03


2020

Novo embaixador dos Estados Unidos chega ao Brasil

Por Agência Brasil

O novo embaixador dos Estados Unidos chegou ao Brasil. Todd Chapman foi indicado pelo presidente do país, Donald Trump, em outubro de 2019 e teve o nome confirmado pelo Senado em fevereiro deste ano.

“Meu foco imediato será ajudar o governo brasileiro, o povo brasileiro e os 260 mil norte-americanos residentes no Brasil em sua resposta à emergência de saúde causada pela covid-19. Há muito o que fazer e estou ansioso para começar a trabalhar”, destacou Chapman, segundo informações divulgadas pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

Ele atuava como embaixador dos Estados Unidos no Equador. Comandou a representação diplomática no país sul-americano entre 2016 e 2019. O novo embaixador já desempenhou funções diplomáticas em diversos países, como Bolívia, Costa Rica, Nigéria, Taiwan, Afeganistão e Moçambique.

Todd Chapman já havia cumprido função no Brasil como vice-chefe de Missão na embaixada estadunidense em Brasília. Ele morou em São Paulo com a família na década de 1970, antes de voltar aos EUA e se formar em história.


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29/03


2020

Brasil não pode parar: Bolsonaro diz que vídeo vazou

Por Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo, 29, que o vídeo da campanha "O Brasil não pode parar" foi um vazamento. "Alguma televisão mostrou o vídeo? Aquele vídeo vazou. Não tem o que discutir, como vaza tudo neste País", disse a jornalistas na porta do Palácio do Alvorada.

Nesta semana, um vídeo que defende a flexibilização do isolamento social foi compartilhado nas redes sociais, inclusive pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente. Com o slogan, "O Brasil não Pode Parar", a publicidade reforça a narrativa do presidente Jair Bolsonaro em relação a crise envolvendo o novo coronavírus.

Após a repercussão, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República afirmou em nota que o vídeo estava sendo divulgado de "forma equivocada". A Secom chegou a dizer que o vídeo foi produzido em caráter experimental e não foi aprovado para veiculação. No sábado, 28, no entanto, a secretaria divulgou uma nova nota na qual nega ter veiculado peças publicitárias sobre o tema e a existência de qualquer campanha.

Nesse sábado, a Justiça Federal do Rio de Janeiro ordenou que a União suspenda a campanha. A decisão manda o Planalto a se abster de veicular qualquer propaganda com a mensagem que sugira comportamentos que não sigam as orientações técnicas do Ministério da Saúde.


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