FMO janeiro 2020

05/04


2020

Secretário: momento não é de flexibilizar isolamento

O Globo - Leandro Prazeres

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, disse que não é o momento para a flexibilização do isolamento social daqueles que podem ficar em casa imposto a cidades de pequeno e médio porte com poucos casos do novo coronavírus. A medida é estudada pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo Gabbardo, o Brasil ainda não estaria preparado para tomar medidas nessa direção.

— Não (é o momento). O momento está muito claro em todas as falas do ministro (Henrique Mandetta). O momento vai ser quando nós estivermos mais fortes. Quando nós tivermos conseguido trazer esses equipamentos que estamos importando, os equipamentos de proteção individual que estamos importando e distrbuir isso para os estados e municípios. Aí, sim, vai ser o momento de discutirmos essa questão — afirmou Gabbardo.

A flexibilização das medidas de isolamento nessas cidades vai na linha do que defende o presidente Jair Bolsonaro, que é contrário às medidas restritivasl imposta em diversos estados para diminuir a velocidade de propagação da epidemia do novo coronavírus. A ideia seria liberar partes do país que registrem menos casos confirmados e mortes pela doença. 

Segundo o último levantamento divulgado pelo governo, o Brasil tem 432 mortes por Covid-19 e 10.278 casos registrados.

Transição

Gabbardo disse que é necessário que o governo federal, estados e municípios discutam de forma conjunta medidas de flexibilização do isolamento social, mas somente quando o governo estiver seguro em relação à estrutura de equipamentos e pessoal para enfrentar uma eventual subida no número de casos da doença.

Relatório:  Ministério diz que Brasil não tem laboratórios, médicos e equipamentos para combater Covid-19

O secretário voltou a defender as medidas de isolamento social e disse que o fato de Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal estarem em transição para o estágio de aceleração descontrolada dos casos não significa que a estratégia adotada pelos governos estaduais tenha falhado. Segundo ele, se essas medidas não tivessem sido tomadas, o cenário poderia ser ainda pior.

— Talvez, se não tivessem feito isso, seria muito pior. A gente não imagina qual seria o cenário se no Rio ou em São Paulo não tivesse sido implementado políticas de distanciamento social mais fortes como oram implementadas. Pelo contrário, podemos imaginar que teria sido muito pior — afirmou.

São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas são os estados que, segundo o Ministério da Saúde, estão na transição para estágio de "aceleração descontrolada" doença, quando as autoridades não são capazes de prever o aumento no número de casos e de mortes.

Gabbardo fez questão de dizer que nenhum deles está, neste momento, nessa fase, mas afirmou que isso pode ocorrer nas próximas semanas.

Respiradores

O secretário-executivo disse ainda que, apesar das dificuldades enfrentadas pelo governo para providenciar leitos de UTI para o enfrentamento da Covid-19, o Ministério da Saúde fechou um contrato para a compra de 15 mil respiradores mecânicos com um fornecedor da China e outros 17 mil respiradores fabricados por empresas nacionais.

Segundo Gabbardo, caso a compra se concretize, as primeiras remessas dos respiradores chineses devem começar a chegar ao Brasil em 15 dias e, a partir de então, haverá remessas semanais dos equipamentos. No caso dos respiradores produzidos no Brasil, a ideia é que eles também sejam entregue semanalmente.

Gabbardo afirmou que governo vai mudar o critério de distribuição dos respiradores adquiridos pelo governo. No início da epidemia, os equipamentos foram distribuídos com base na população de cada estado. Agora, o governo pretende enviar os equipamentos de acordo com a demanda causada pela Covid-19.

— Não vamos mais distribuir como foi feito anteriormente, num cálculo per capita para todos os estados. Vamos ficar com esses respiradores no nosso almoxarifado e vamos colocar esses respiradores onde ocorrer efetivamente a necessidade. Ele vai pra um determinado local onde o leito está sendo necessário e a capacidade instalada chegou perto do seu limite e vai ficar lá até que diminua esse volume — afirmou.


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Abreu e Lima

05/04


2020

Sobrinha-neta de Kennedy e filho declarados mortos

Por AFP

As buscas por dois membros da família Kennedy desaparecidos durante um passeio de canoa não rendeu frutos, e autoridades americanas os deram como mortos, anunciaram ontem familiares.

Trata-se de um novo drama para a célebre dinastia americana, atingida várias vezes por tragédias desde o assassinato, em 1963, em Dallas, do presidente democrata John Fitzgerald Kennedy (JFK).

Sua sobrinha-neta, Maeve Kennedy McKean, 40, não retornou, na última quinta-feira, de um passeio de canoa com o filho Gideon, 8, na baía de Chesapeake, região de Washington, anunciaram autoridades ontem. A guarda costeira, polícia e bombeiros iniciaram buscas, mas não os encontraram.

“As buscas já não eram uma operação de resgate, e sim de recuperação dos corpos”, assinalou em comunicado a mãe e avó das vítimas, Kathleen Kennedy Townsend, filha mais velha do ex-secretário de Justiça Robert Kennedy, irmão de John assassinado em 1968, quando tinhas grandes chances de vencer as primárias para representar os democratas nas eleições presidenciais.

A família enfrentou outros dramas, como a morte de um dos filhos de Robert Kennedy, David, aos 28 anos, de overdose de cocaína em um hotel da Flórida, em 1984.


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05/04


2020

"Se País levar quebra de contrato ao limite, haverá colapso"

Por Estadão Conteúdo

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ontem, em live organizada pela XP Investimentos, uma defesa da manutenção dos contratos em vigor, para evitar efeitos negativos na economia. Segundo ele, se a quebra de contratos for levada ao limite, haverá um colapso na economia.

O comentário de Campos Neto reforça a visão expressa também neste sábado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, durante videoconferência com representantes do setor de varejo no Brasil. Tanto Guedes quanto Campos Neto temem que a quebra generalizada de contratos leve a um colapso da economia brasileira.

“Algumas empresas estão dizendo que, com a crise, não podem pagar o aluguel, não podem pagar contratos. Nós queremos colocar dinheiro na mão das pessoas para elas honrarem os contratos”, disse Campos Neto. “Se entrarem em quebra de contratos, isso vai ser muito danoso.”

Campos Neto afirmou ainda que o Brasil não está tomando medidas com atraso. “Há muitas críticas de que está atrasado. O Brasil não está atrasado”, disse o presidente do BC. “Se vocês olharem outros países, o Brasil não está atrasado em medidas.”

Ele também falou que a pandemia é um “momento de guerra”. Segundo ele, é preciso ter união neste momento, para enfrentar o “inimigo comum, que é invisível”. Para isso, conforme Campos Neto, é preciso ter coordenação. “Gera muito ruído essa falta de coordenação entre Estados e municípios. É preciso ter união”, disse o presidente do BC.

Data para fim de isolamento

O presidente do Banco Central afirmou que a estratégia de alguns países, de estabelecer uma data para a saída do isolamento provocado pela pandemia do novo coronavírus, perdeu um pouco do impacto. Isso ocorreu, segundo ele, porque esses países tiveram que alterar as datas anunciadas anteriormente, aumentando o período previsto para a quarentena.

“Há algum tempo conversamos sobre expectativas. Discutimos primeiro sobre o desempenho econômico e o tipo de quarentena que você queria ter. Isso não cabe ao BC. E (discutimos) se você deveria ter uma data”, afirmou Campos Neto. “É melhor ter uma data do que não ter. O que tem acontecido em alguns países é que eles dão uma data e depois precisam ampliar”, acrescentou.

Feriados

Campos Neto também foi questionado a respeito da medida, anunciada neste sábado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que prevê a antecipação dos feriados do ano de 2020 para o período de quarentena. Isso será feito para permitir que, após o período de isolamento, o comércio e a indústria não sejam interrompidos por conta de feriados no restante do ano.
“No caso do feriado bancário, tem que pensar como vai ser o cálculo de juros, os efeitos nos mercados”, disse Campos Neto. “É uma medida que fiquei sabendo há pouco tempo”, acrescentou, sem indicar como ficará a questão para o setor bancário.

Reservas

O presidente do Banco Central afirmou discordar das críticas á autoridade monetária sobre as atuações no câmbio. Ele disse ter recebido diferentes propostas para um programa, mas que o BC entende que é importante agir “controlando a liquidez, pois o câmbio é flutuante”. “Vamos vender câmbio quando entendermos que Brasil está se descolando. Se houver disfuncionalidade, aí sim podemos vender muito mais (reservas)”, disse.

Ele lembrou que as reservas brasileiras equivalem a quase 20% do PIB e que se trata de um seguro importante, que tem sido usado para evitar solavancos. Ele lembrou que a moeda brasileira está alinhada ao movimento global das divisas emergentes e disse que o real chegou a ter o pior desempenho entre as pares, mas que isso não ocorre mais.

Por fim, ao ser questionado sobre pontos relacionados a medidas de saúde e isolamento, recomendou a todos que ouçam o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e os técnicos da pasta, “que têm feito bom trabalho”.


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Prefeitura de Serra Talhada

05/04


2020

Coronavírus faz mais de 60 mil mortos no mundo

Por AFP

A cifra de mortos pelo novo coronavírus superou neste sábado (4) 60.000 em todo o mundo, cerca de três quartos só na Europa, números que motivam apelos para o uso generalizado de máscaras cirúrgicas para conter os contágios.

Com um total de 46.033 mortos e 627.203 casos oficialmente declarados, a Europa é o continente mais afetado pela pandemia, segundo balanço mais recente da AFP, feito a partir de fontes oficiais divulgadas no sábado (4) às 18h GMT (15h de Brasília).

Um menino de cinco anos está entre as vítimas mais recentes na Grã-Bretanha, reforçando que a COVID-19 não afeta exclusivamente os idosos.

A Itália, com 15.362 mortos, e a Espanha (11.744) são os países mais afetados, seguidos de França (7.560) e Reino Unido (4.313).

Alguns dados, no entanto, oferecem um alento na Espanha e na Itália, os dois países mais afetados pela morbidade e a letalidade da doença em todo o velho continente.

Em ambos registrou-se uma queda nas novas internações. A Itália informou, ainda, pela primeira vez desde o início da crise, uma queda no número de pacientes em unidades de cuidados intensivos.

Se as saídas de pacientes curados se mantiver, os sistemas sanitários poderão gradativamente absorver uma situação crítica, que até o momento pôs em xeque as autoridades.

O chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que o estrito confinamento, que já dura três semanas, será mantido até 25 de abril. Dentro de uma semana, os milhões de trabalhadores que não são de atividades vitais poderão voltar ao trabalho, com condições.

“Estas três semanas de isolamento coletivo estão dando frutos”, afirmou Sánchez, destacando que as medidas permitiram “deter a propagação do vírus” e “conter a avalanche (de casos) nos hospitais”.

A Espanha registrou 809 mortos em um dia no sábado, seu menor número na semana. Até agora, mais de 11.700 pessoas perderam a vida no país pela COVID-19.

Na Itália (14.681 mortos), as autoridades informaram avanços similares, particularmente na região da Lombardia, a mais afetada, onde até o crematório de Milão precisou anunciar seu fechamento durante um mês para poder incinerar todos os corpos à espera.

Os mortos nas últimas 24 horas na Itália foram 681, um declínio de mais de 10%. Os pacientes em cuidados intensivos diminuíram para menos de 4.000 pela primeira vez desde o início da crise.

O Irã também anunciou uma redução do contágio pelo quarto dia consecutivo, após quinze dias de paralisação forçada das atividades.

O Reino Unido, com 708 óbitos nas últimas 24 horas, está, ao contrário, no olho do furacão.

Londres reportou dois dias de recordes consecutivos no número de mortos, que já superam os 4.300.

Dos 60.457 falecimentos contabilizados pela AFP neste sábado, um terço ocorreu na Europa.

O estado de Nova York teve seu pior dia: 630 mortos em um dia. A Turquia superou os 500 mortos e os jovens menores de 20 anos estão proibidos de sair como forma de limitar o contágio.

Fora dos hospitais, dramas humanos também ocorrem em lares geriátricos e outras instalações de saúde. A França começou, assim, a reportar esta semana os óbitos nestes centros não hospitalares. Desde o início da crise, 2.028 vidas humanas foram perdidas.

As máscaras na berlinda 

A pandemia teve início há quase três meses na China e agora afeta 188 países e territórios, até mesmo as ilhas Malvinas, que reportaram seu primeiro caso.

Durante décadas, imagens de pessoas usando máscaras cirúrgicas nas ruas de países asiáticos era comum para combater, por exemplo, a propagação de uma simples gripe. Agora, a discussão é se o restante da população do planeta deve seguir o exemplo.

O governo americano recomendou nesta sexta-feira o uso de máscaras como parte do leque de medidas para combater o contágio, junto com o distanciamento social e a higienização constante das mãos.

A França já encomendou quase 2 bilhões de máscaras da China.

“Ocorreu uma verdadeira inflexão nos Estados Unidos e a OMS está revisando suas recomendações”, disse à AFP o professor KK Cheng, especialista em saúde pública da Universidade de Birmingham (Reino Unido), defensor do uso generalizado das máscaras.

“Não há evidências de que usar uma máscara se estamos bem possa afetar a propagação da doença. O que importa é a distância” entre as pessoas, destacou, no entanto, um alto funcionário sanitário britânico, Jonathan Van-Tam.

Mas no caso das máscaras, como dos ventiladores e muitos outros equipamentos médicos ou remédios, os países travam uma corrida contra o tempo.

A competição é impiedosa em um mundo onde as fronteiras voltaram a ser levantadas com extrema rapidez.

A Suécia informou neste sábado que um carregamento de máscaras, que comprou para ajudar Itália e Espanha, foi finalmente liberado para a França.

As autoridades francesas tinham requisitado o material há um mês por causa da emergência nacional.

E os países pobres só podem assistir, impotentes, a essa competição brutal, travada inclusive nas portas das fábricas.

A Etiópia conta com apenas 29 casos de coronavírus até o momento. Mas seus hospitais só têm 450 ventiladores para uma população de mais de cem milhões de habitantes.

Em países como a Itália “faltam ventiladores artificiais e têm que decidir a quem vão dar prioridade. Se isto continuar assim, se as pessoas não levarem isto a sério, nós também nos veremos na mesma situação, provavelmente”, declarou a doutora Tihitina Negesse.

Outros países apostam em saídas muito mais radicais.

A República Democrática do Congo, que viveu uma devastação com o ebola durante anos, está disposta a receber os testes de uma futura vacina para a COVID-19.

“A vacina será produzida ou nos Estados Unidos ou no Canadá ou na China. Nós nos apresentamos como candidatos para que os testes sejam feitos aqui”, declarou o encarregado no país do combate à pandemia, Jean-Jacques Muyembe.

O impacto socioeconômico desta nova pandemia continua se manifestando por toda parte. O banco central da Guatemala informou que as remessas enviadas pelos emigrantes dos Estados Unidos começaram a diminuir e que só aumentaram 8,3% no primeiro trimestre do ano.

Os Estados Unidos perderam mais de 700.000 postos de trabalho em março e estas cifras são parciais apenas. E uma refinaria equatoriana suspendeu suas operações por 14 dias.

Aplausos para os sobreviventes 

Enquanto a vacina não chega e os líderes políticos brigam pelo abastecimento de equipamentos ou fecham fronteiras, médicos e enfermeiras no terreno, que lutam diariamente contra o coronavírus, se organizam.

“A princípio nos davam luvas (para colocá-las sobrepostas), agora dizem que duas são suficientes, mas eu coloco três”, explica uma enfermeira no hospital de campanha montado em um pavilhão de congressos nos arredores de Madri.

Neste local, os pacientes que conseguem voltar para casa depois de curados continuam sendo aplaudidos.

“Tenho visto sofrimento. É o sofrimento da doença e da incerteza; te enfraquece psicologicamente saber que as pessoas morrem e que é real e não a série de ficção científica que se assiste na TV”, explica Eduardo López, após receber a autorização para voltar para casa.

A China, por sua vez, homenageou suas vítimas (oficialmente 3.326 mortos) com três minutos de silêncio e emoção.

“Sinto muito pesar por nossos colegas e pacientes que morreram. Espero que possam descansar bem no céu”, disse à AFP, segurando as lágrimas, Xu, enfermeira de Wuhan, cidade onde a pandemia surgiu e que começa a emergir da drástica quarentena de mais de dois meses.


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05/04


2020

Toffoli: ainda não há casos de coronavírus no STF ou no CNJ

Estadão Conteúdo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, disse ontem, durante teleconferência, que até o momento não há casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, nem no STF nem no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo ele, desde o dia 12 de março o Supremo tomou uma série de medidas preventivas para as pessoas que atuam no STF. “Não há uma única notificação de coronavírus, nem no CNJ. Tomamos uma série de medidas e, felizmente, não temos nenhum resultado de casos, o que é bem positivo”, afirmou.

De acordo com ele, a quarentena deve continuar no País, seguindo orientação médicas. “Somos mediadores. O Judiciário está trazendo a tranquilidade para que o Estado funcione da melhor maneira. Não podemos nos perder em determinadas polêmicas. O que importa é o Estado estar funcionando.”

Além disso, ao longo desse período o STF foi criando uma gama de resoluções, como as sessões administrativas online, e ainda de sustentação oral virtual. Conforme o ministro, a próxima sessão online recebeu 15 sustentações . Explicou que através de videoconferência, o advogado pode ter acesso de qualquer lugar do Brasil.

“Só suspendemos os processos físicos por causa da pandemia. 95% são eletrônicos e devem continuar. Suspendemos processo em papel, porque pode ser transmissor do coronavírus”, disse ele. “Temos 78 milhões de processos em tramitação no Brasil e só 15% não estão em meio eletrônico.”

Toffoli participou neste sábado à noite de Live do BTG Pactual digital, da qual participaram também o ex-ministro do STF Nelson Jobim e Rafael Favetti, advogado e cientista político.


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O Jornal do Poder

05/04


2020

Coronavírus: Guedes diz que negocia testes em massa

Por G1 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ontem que negocia com um parceiro da Inglaterra a implementação do que chamou de "passaporte da imunidade". Sem detalhar a medida, Guedes disse que está em discussão pelo governo a disponibilização para o Brasil de 40 milhões de testes para o coronavírus.

A declaração foi dada em uma videoconferência com empresários do setor varejista, organizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

"Hoje de manhã conversávamos com um amigo na Inglaterra que criou o passaporte de imunidade. Ele faz 40 milhões de teste. Ele coloca disponíveis para nós, brasileiros, 40 milhões de testes por mês", disse Guedes aos empresários.

Segundo o ministro, a proposta já foi encaminhada ao presidente Jair Bolsonaro e aos ministros Walter Souza Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde).

Com a testagem em massa, segundo o ministro da Economia, quem comprovadamente não estiver contaminado pelo coronavírus poderá deixar o isolamento. Isso, segundo Guedes, seria para os "jovens". Os idosos seguiriam em casa.

"Veja bem, isso não é agora. Agora, nós estamos em isolamento. Nós estamos planejando uma saída", destacou.

O ministro afirmou que o país enfrentará duas "ondas": a primeira seria a da saúde e a segunda, econômica. E o responsável por coordenar este primeiro momento, de isolamento social, disse Guedes, é o ministro da Saúde, Mandetta.

"Lá na frente vem uma segunda onda, que é econômica, e nós vamos ter que furar a segunda também", completou.

Guedes disse que as negociações com o "amigo" da Inglaterra estão pensando "lá na frente".
"As pessoas vão sendo testadas, pode ser semanalmente, quem estiver livre continua trabalhando, os mais jovens, os idosos ficam em casa. E fazendo o teste você consegue ir girando a economia", afirmou.

Ao longo da videoconferência, Guedes ouviu diversas cobranças dos empresários, a maior parte deles voltada à liberação de crédito. O setor pressiona o governo a acelerar e a aumentar essa liberação de recursos ao setor.

Entre as sugestões feitas a Guedes estão o uso de cadastros das associações comerciais municipais e estaduais para que o dinheiro chegue, de fato, a quem precisa; a criação de aplicativos para acelerar a liberação de crédito; e ainda o uso das "maquininhas" de cartão para o repasse do recurso.

Feriados em 2020

Durante a videoconferência, um empresário sugeriu a Guedes que o governo antecipe os feriados para que, passada a crise do coronavírus, os pequenos e microempresários possam abrir mais dias e, assim, vender mais. O ministro, então, disse que a ideia era "excelente".

"Essa proposta de antecipação dos feriados, trazer tudo para agora e deixar o Brasil para retomada e para a recuperação, é uma excelente sugestão. Pegar os feriados do ano inteiro e jogar para essa fase, já que estamos no isolamento. Estamos passando nossos sábados, domingos e feriados juntos, de uma vez. Até porque, quando sairmos, vamos ter vontade de sair, comprar, abraçar os amigos, ir para restaurantes, vamos precisar disso, até do ponto de vista de ressurreição espiritual", respondeu o ministro.

Pouco tempo depois, ainda na videoconferência, Paulo Guedes disse que a medida já foi adotada pelo governo e que ele soube da ideia há cerca de três semanas.

"Nós já autorizamos a antecipação dos feriados. Foi pedida agora, nós já tínhamos autorizado", disse o ministro aos empresários.

Sem dar detalhes, Paulo Guedes acrescentou: "É com satisfação que digo que a antecipação dos feriados, que foi sugerida aqui, que eu fiquei animado, fico animado com uma boa ideia, fiquei animado com essa ideia três semanas atrás, e já foi antecipado. Então, para você ver que grande notícia. Já aconteceu."


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05/04


2020

Geraldo: 80 mil que estavam em casa voltaram a sair

Por Mônica Silveira, TV Globo

Pelo menos 80 mil moradores do Recife que estavam em isolamento domiciliar, devido à pandemia do novo coronavírus, voltaram a sair de suas casas entre o fim de março e início de abril, de acordo com o prefeito Geraldo Júlio (PSB). A informação foi divulgada ontem com base nos dados contabilizados por uma ferramenta que faz o monitoramento de mais de 700 mil aparelhos

"De uma semana para a outra, dessas 600 mil [que estavam em casa], uma parte voltou a circular na cidade, cerca de 80 mil pessoas. É necessário que essas pessoas voltem ao isolamento, que todos fiquem no isolamento", afirmou.

A capital concentra a maioria dos casos confirmados no estado: são 119 do total de 176, segundo o boletim deste sábado. O isolamento é apontado como a forma mais eficaz de conter a pandemia da doença Covid-19. O prefeito também explicou que, quanto mais gente sai de casa, mais elas estão expostas ao Sars-Cov-2 e, consequentemente, também expõem mais pessoas.

População na Rua da Aurora, no Centro do Recife, durante pandemia do novo coronavírus — Foto: Pedro Alves/G1

Por causa das pessoas que insistem em desrespeitar o isolamento social, o governo de Pernambuco determinou o fechamento de praias e parques de Pernambuco por três dias: deste sábado (4) até a segunda-feira (6).

"Centenas de pessoas nos parques, nas praias, hoje, significa centenas de pessoas internadas nos hospitais nos próximos dias. A gente teve uma redução da quantidade de pessoas que estão ficando em casa. Isso é muito preocupante", afirmou o prefeito.
Ainda segundo o prefeito, ainda é grande a presença de idosos nas ruas, grupo de risco para o agravamento da Covid-19. Da mesma forma, os pais e responsáveis precisam deixar as crianças em casa durante as saídas, que devem ocorrer apenas em extrema necessidade.

"A gente ainda tá tendo uma curva com crescimento mais lenta que outros estados brasileiros e outros países, mas, para que isso se mantenha, é muito importante o comportamento de todo mundo. As saídas devem ser exclusivamente para os serviços essenciais e para o abastecimento, que é ir ao supermercado quando precisar comprar alguma coisa e não ir várias vezes na semana", disse o prefeito.

Mais de 510 mil pessoas na capital já receberam alertas, pelo celular, sobre a necessidade do isolamento social para conter a pandemia em bairros que tem baixo índice de isolamento. A prefeitura, no entanto, não divulgou que locais são esses.

De acordo com a prefeitura, ao menos 700 mil aparelhos são monitorados, em parceria com a empresa In Loco. A administração assegurou que não há invasão de privacidade e que os dados coletados não expõem a identidade das pessoas.

Sabendo onde as pessoas estão saindo mais de casa, ações são direcionadas para bairros específicos. A utilização de carros de som é uma das medidas adotadas.

Coronavírus em Pernambuco

Ontem, houve mais quatro mortes e 40 novos casos de coronavírus, em Pernambuco. Com isso, subiu para 14 o número de óbitos de pessoas com a Covid-19. Além disso, houve 40 novos casos confirmados, totalizando 176. Foi o maior aumento em 24 horas, desde os dois primeiros pacientes, no dia 12 de março. Houve, ainda, seis novos pacientes curados, resultando em 23 recuperações.


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Prefeitura de Limoeiro

05/04


2020

Trump: "Não queremos outros conseguindo máscaras"

Por G1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem que precisa de máscaras de proteção contra o coronavírus e, ainda, que não quer "outros conseguindo" os equipamentos.

"Precisamos das máscaras. Não queremos outros conseguindo máscaras. É por isso que estamos acionando várias vezes o ato de produção de defesa. Você pode até chamar de retaliação porque é isso mesmo. É uma retaliação. Se as empresas não derem o que precisamos para o nosso povo, nós seremos muito duros."
O Ato de Produção de Defesa passou a vigorar em 20 de março nos EUA em resposta à pandemia. É uma lei dos anos 1950 que permite o direcionamento da produção das empresas privadas. Ela foi criada na época porque os americanos temiam problemas de abastecimento durante a Guerra da Coreia.

O ministro do interior da Alemanha, Andreas Geisel, disse que o governo americano desviou equipamentos que iriam para a Europa e para o Brasil. Autoridades em Berlim alegaram que o embarque das máscaras, produzidas nos EUA, teria sido "confiscado" em Bangcoc, na Tailândia.

Além disso, um grupo de governadores do Nordeste disse que encomendou 600 aparelhos respiradores na China, mas que a carga ficou retida em Miami. Entretanto, a embaixada dos Estados Unidos negou que tenha feito o bloqueio de compra de material.

Trump também voltou a falar neste sábado sobre a hidroxicloroquina, medicamento em fase de testes e sem comprovação científica de eficiência contra a Covid-19. O presidente americano disse que os EUA têm 29 milhões de doses e que mais encomendas foram feitas para a Índia.

Tentativa de bloqueio

A 3M, empresa entre as maiores produtoras das máscaras, disse o que o governo de Trump pediu para que parasse de exportar para o Canadá e para a América Latina. A companhia diz que a medida teria implicações humanitárias significativas e que poderia trazer retaliações de outros países.

A empresa também afirmou nesta sexta-feira (3) que está produzindo o maior número possível nas últimas semanas e meses.

Esse tipo de conflito entre o presidente e uma indústria começou depois que Trump determinou ao Departamento de Segurança Interna e à Agência de Gerenciamento de Emergências Federais que usem da autoridade para comprar o número "apropriado" de máscaras N95 da 3M.

As máscaras N95 são as que mais protegem contra infecções do coronavírus. Autoridades dos EUA têm dito que elas estão em falta.

Homem com máscara acena da janela de um ônibus em Queens, Nova York, região que tem uma das maiores incidências de contágio por coronavírus nos EUA, na sexta-feira (3).


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Shopping Aragão

04/04


2020

Brasil: 445 mortes e mais de 10,3 mil casos de Covid-19

Por G1

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 20h30 deste sábado (4), 10.361 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 445 mortes pela Covid-19. Apenas dois estados ainda não registraram mortes: Acre e Tocantins.

No início da tarde, um homem de 60 anos morreu de coronavírus no Hospital de Emergência de Macapá; ele estava internado com pneumonia. Foi a primeira morte do Amapá. Na manhã deste sábado, a Bahia registrou a 7ª morte por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A paciente era uma mulher de 28 anos, que tinha ido a Itapetininga realizar uma cesárea. Rio Grande do Sul também confirmou a sétima morte. O Amazonas confirmou mais 5 mortes, somando 12. O Distrito Federal também confirmou a sétima morte.

Pernambuco registrou mais quatro mortes de pacientes com coronavírus (Sars-Cov-2), neste sábado (4). Com isso, subiu para 14 o número de óbitos de pessoas com a Covid-19, doença causada pelo novo vírus. Além disso, houve 40 novos casos confirmados, totalizando 176.

Um boletim epidemiológico feito pelo Ministério da Saúde nesta sexta (3), diz que Distrito Federal, São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Amazonas podem estar na transição para uma fase de aceleração descontrolada da pandemia.

O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tarde de sábado (4), aponta 10.278 casos confirmados e 432 mortes.

O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). Outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março) e quase 4.000 casos de 27 de março a 2 de abril, quando a contagem bateu os 8.000 infectados.

Casos no mundo

O Ministério da Saúde da Espanha informou neste sábado (4), que o país atingiu a marca de 124.736 casos da doença, sendo 11.744 mortes. Nas últimas 24 horas, foram registrados 7.026 novos casos.

De acordo com números divulgados por Mark McGowan, primeiro-ministro da Austrália, neste sábado (4), o país soma 5.548 casos confirmados da doença, sendo 198 nas últimas 24 horas. O premiê autorizou Coelho da Páscoa a quebrar quarentena.

Os Estados Unidos registraram 1.480 mortes por coronavírus em um dia (entre quinta e sexta-feira às 20h30 locais), marcando um novo recorde no mundo, segundo uma contagem realizada pela Universidade Johns Hopkins. Com isso, o número total de mortos no país desde o início da pandemia chega a 7.406, de acordo com o balanço da universidade.


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04/04


2020

Toffoli: Brasil precisa se unir no combate ao Covid-19

Por Estadão Conteúdo

O Brasil precisa se unir no combate ao novo coronavírus, avaliou neste sábado, 4, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, durante live do BTG Pactual digital. “Temos de nos concentrar na união nacional para continuidade de funcionamentos essenciais das instituições – Congresso, Legislativo, Judiciário… E todas as funções essenciais de manutenção dos serviços, como de alimentação, farmácias”, afirmou.

De acordo com o ministro, essa união é importante para que o País saia da atual situação de maneira segura. Ainda criticou as agências reguladoras que, conforme Toffoli, estão alheias neste momento da pandemia. “As agências reguladoras continuam assim. Cadê as propostas para a questão aérea, para a questão elétrica? Todo mundo cobra o Judiciário, o Congresso, mas e as agências reguladoras?. Fica aqui um desabafo”, disse.

O presidente do STF afirmou também que é preciso evitar que aventureiros queiram mudar códigos de leis nessa pandemia.

Orçamento de Guerra

Toffoli disse que a aprovação da PEC orçamentária, chamada PEC do Orçamento de guerra, na sexta, pela Câmara, e que deve ser aprovada pelo Senado, dará maior segurança jurídica para que não se crie oportunismo neste momento de crise por conta da pandemia de coronavírus. “Provavelmente, o Senado aprovará na semana que vem”, afirmou.

De acordo com o ministro, o Judiciário já havia atuado na questão da liberação dos R$ 600 para trabalhadores informais, mas que é preciso que o dinheiro chegue à ponta final, pois muitas pessoas ficarão sem condições de se sustentar. “Poderão ir para a rua sair do isolamento, como já está acontecendo na periferia. Esse dinheiro precisa chegar. O Judiciário tem feito o seu trabalho”, afirmou, insistindo que é preciso reforçar o diálogo entre as instituições.

Na visão do ministro, o Judiciário está funcionando muito bem, ‘obrigado’, e que o Brasil ainda ficará orgulhoso do sistema de saúde que possui, apesar de reconhecer que o País ainda passará por um colapso em razão da covid-19. “Existe conflito aqui, acolá, e nesse iceberg, a maior parte está funcionando…o SUS está funcionando. O País vai passar por isso e a realidade irá mostrar que temos um sistema de saúde privado, público, filantrópico, de que vamos nos orgulhar. As coisas estão sendo resolvidas. Temos uma máquina administrativa que funciona muito bem”, avaliou.

Também presente à teleconferência, o ex-ministro do STF Nelson Jobim, e sócio do Banco BTG Pactual, reforçou que é preciso ter gestão neste momento de crise por conta do novo coronavírus. “E não gestão terrorista, mas que assegure a população”, disse. “Vamos deixar os operadores (Judiciário, Legislativo..) atuar”, completou.

Após o anúncio de recursos pelo Banco Central, pelo Tesouro Nacional e pelo governo, agora os bancos é que precisam atuar, disse Jobim, para que o dinheiro chegue à ponta final. “A fome e o desespero. É isso que temos de evitar.”

Democracia solidificada

Toffoli avaliou que o Brasil tem condições de superar a crise deflagrada pelo novo coronavírus e retomar o processo de crescimento econômico. Segundo ele, a democracia brasileira está solidificada. “A democracia está sólida, não há problemas institucionais.”

Questionado se poderia ocorrer alteração na data do pleito eleitoral deste ano por conta da pandemia de covid-19, o ministro preferiu não tecer grandes comentários, apenas dizendo que a eleição deve ser mantida. “Devemos manter o calendário eleitoral, o Judiciário não deve entrar nisso. Quem pode decidir sobre o calendário eleitoral é a classe política”, afirmou.


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04/04


2020

Secretário: Não existe comprovação de reinfecção pelo vírus

Por G1

Em entrevista coletiva neste sábado (4) no Palácio do Planalto para apresentar o mais recente balanço sobre o avanço da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no Brasil, o Secretário-Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirmou que as pessoas que pegam Covid-19 desenvolvem imunidade à doença.

Ele também defendeu a aplicação de testagem maciça no país para, no futuro, liberar a circulação de quem não tiver mais a possibilidade de se infectar novamente.

Na apresentação – na qual não esteve presente o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta –, o secretário disse que "vamos ter uma parte da população que já vai estar com anticorpos e pode circular livremente pela sociedade"

"Essa parte da população já não vai ter mais possibilidade de transmitir a doença – e não existe, até o momento, nenhuma comprovação de que possa ter uma reinfecção. Somos favoráveis a isso. Eu não sabia desse termo ['passaporte imunológico'], mas é o que estamos esperando. Elas [as pessoas] não vão nem adquirir nem transmitir a doença."
O termo "passaporte imunológico" havia sido mencionado na pergunta que motivou o comentário de Gabbardo. Era uma referência a uma ideia citada mais cedo neste sábado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em videconferência com empresários do setor varejista organizada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).

Na ocasião, Guedes afirmou: "Hoje de manhã conversávamos com um amigo na Inglaterra que criou o passaporte de imunidade. Ele faz 40 milhões de teste. Ele coloca disponíveis para nós, brasileiros, 40 milhões de testes por mês".

Segundo Guedes, a proposta já foi encaminhada ao presidente Jair Bolsonaro e aos ministros Walter Souza Braga Netto (Casa Civil) e Mandetta.

Gabbaro disse ser "totalmente favorável" à proposta do ministro da Economia. "Os testes rápidos vão servir para isso. Queremos que o profissional de saúde, se ele estiver doente, se ele estiver com sintomas, ele pode sair do isolamento um pouco mais cedo, se a gente tiver a confirmação de que ele está com segurança imunológica para sair de casa e voltar para o trabalho", explicou.

O secretário também disse que "86% [dos infectados] não vão ter sintomas, mas todo mundo vai ter contato".

"O vírus vai se transmitir, e a gente imagina que pelo menos 50% das pessoas vão ter tido contato e vão criar imunização. Isso vai diminuir capacidade de transmissão, vai acontecer lentamente. O fluxo só reduz quando tem 50% das pessoas já imunizadas. Imaginar que, se ficar numa bolha sem contato com ninguém, não teríamos o vírus... Mas, no dia em que sairmos da bolha, vamos ter o vírus", afirmou Gabbardo.

"86% nem vai saber que teve. Isso deixa de existir quando a gente tiver vacina, com imunidade natural adquirida e imunidade por vacina. Hoje queremos transmissão com velocidade baixa para que equipamentos de saúde possam dar conta. Tem outra variável aí que é o tratamento."

O mundo corre atrás de testes

"O mundo todo corre atrás de testes, e tem testes com qualidade diferentes. Não adianta adquirir um que não tenhamos condição de ter segurança sobre os resultados. Recebemos doação grande, mas os testes têm que ser aprovados pelo nosso instituto de qualidade antes de ser colocado à disposição", afirmou Gabbardo.

Importância do isolamento social

O secretário disse que o Ministério da Saúde quer "iniciar embate com coronavírus diferente dos outros países".

"Nenhum se preparou tanto quanto o Brasil, tivemos sorte pra nos preparar da melhor forma possível, outros países não tiveram esse tempo. A grande maioria dos hospitais hoje estão vazios", afirmou Gabbardo.

"Isolamento [é] importante porque queremos estar o mais fortes possível. Vai acontecer contaminação, evolução. Se ficarmos em casa um ano sem contato com casos, quando sairmos vamos ter contato. Redução só acontece quando estivermos imunizados. Hoje, a única maneira é ter tido contato", disse o secretário.
"Idosos não ficarão imunes a vida inteira. Quando saírem de casa, vão ter contato e ficarão doentes. O que não queremos é todo mundo doente ao mesmo tempo."

Aceleração descontrolada

Um relatório do Ministério da Saúde divulgado nesta sexta-feira (3), informou que quatro estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas) e o Distrito Federal podem estar em transição de fase epidêmica do novo coronavírus, passando de transmissão localizada para aceleração descontrolada da pandemia.

Na apresentação deste sábado, Gabbardo comentou essa mudança. "Estamos adotando medidas, reduzindo cirurgias eletivas. Os cinco em que nós estamos percebendo que essa transição para aumento maior de casos nas próximas semanas", afirmou.

"Já prevíamos desde o início, são estados em que há uma relação de viagens internacionais maior. A gente espera que não continue sendo assim. A gente sabe que, quando começar o inverno, a tendência é uma migração [da epidemia] para a região Sul. Quando começar o frio, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina vã começar a apresentar maior número de casos e vão nos preocupar mais."

Taxa de letalidade deve cair no Brasil

Gabbardo afirmou que a curva de expansão dos casos de coronavírus no Brasil está "tranquila, abaixo das curvas de crescimento da Espanha, Itália, Estados Unidos nesse período do caso 100 até hoje".

O secretário comentou ainda o aumento recente da taxa de letalidade da Covid-19 no país.

"A letalidade ter aumentado tem muito a ver com a quantidade de testes que a gente vai fazer. Possivelmente, nas próximas semanas com acréscimo na testagem, há uma tendência de reduzir taxa de letalidade. A partir da próxima semana, vamos aumentar testagem, e a letalidade vai reduzir."
Contaminação maior em jovens no Brasil
"O percentual [de mortes] no Brasil é um pouco maior que em outros países entre os jovens. Não sabemos explicar por que isso acontece, mas não é número relevante, que nos surpreenda", explicou o secretário.

Ausência de Mandetta

De acordo com Gabbardo, a ausência de Mandetta da coletiva se deveu ao fato de não haver outros ministros na apresentação.

"Nesta semana, a mudança para Planalto teve intenção superpositiva, em função disso o ministro esteve em todas", explicou o secretário, referindo-se à alteração de procedimento adotada pela pasta. Antes divulgados no próprio Ministério da Saúde, os balanços sobre coronavírus passaram a ser anunciados no Palácio do Planalto a partir de segunda-feira (30).

Já neste sábado, Gabbardo disse: "Hoje, como não havia essa necessidade, porque não haveria outros ministros, e também para que ele [Mandetta] possa descansar um pouco mais. Deve estar aproveitando esse tempo para ler".


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