FMO janeiro 2020

03/04


2020

FBC: Auxílio começa a ser pago na próxima semana

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou, hoje, que o auxílio emergencial começará a ser pago na próxima semana. Em entrevista a emissoras de rádio de Pernambuco, ele explicou que os cadastrados no Bolsa Família serão os primeiros a receber o benefício a ser pago pelo governo federal em meio à crise provocada pela pandemia do coronavírus. São 14 milhões de brasileiros inscritos no Bolsa Família sendo que a região Nordeste concentra metade deles. Já os trabalhadores informais serão contemplados com o auxílio emergencial até 20 de abril.

O próximo passo do governo, segundo o líder, é socorrer as microempresas, com oferta de crédito barato e longo prazo. As medidas devem ser anunciadas na próxima semana. “O governo está fazendo um grande esforço para minimizar os efeitos da crise. Após atender os trabalhadores informais e com carteira assinada, o governo se concentra agora para ampliar as medidas que possam proteger as empresas, sobretudo as microempresas, através de oferta de crédito a juro barato e prazo longo, para que os microempresários possam ter liquidez e manter a suas atividades, porque são eles que mais geram emprego no Brasil”, disse.

Segundo Fernando Bezerra Coelho, os recursos liberados contribuem para que a população siga a política de isolamento social recomendada pelo Ministério da Saúde. “Estamos apostando nessa orientação para que os brasileiros possam ficar em casa neste período mais crítico, quando as estatísticas apontam aumento exponencial do contágio do vírus”.

Entre as medidas já anunciadas pelo governo federal, o líder também destacou o socorro a estados e municípios por meio da suspensão do pagamento das parcelas das dívidas com a União e da manutenção dos valores dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios repassados em 2019. Somente o governo de Pernambuco deixará de pagar R$ 700 milhões relativos à dívida com a União.

“O governo está dando essa ajuda aos prefeitos e também aos governadores através do FPE e do FPM no sentido de evitar a queda dos fundos em relação aos valores alcançados em 2019. O governo estima que deveremos ter R$ 16 bilhões – R$ 4 bilhões por mês, que o governo federal está segurando para que não haja perda de arrecadação por parte dos prefeitos e governadores”, ressaltou.


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Abreu e Lima

03/04


2020

Sebá doa máscaras para o hospital de Serra Talhada

O deputado federal Sebastião Oliveira está engajado na luta para eliminar os avanços do Covid-19 no Brasil, sobretudo, em Pernambuco. Hoje, ele, que é médico, está doando mil máscaras de proteção ao Hospital Agamenon Magalhães (Hospam).

Localizado no município de Serra Talhada – 11ª Gerência Regional de Saúde (Geres), o Hospam tem sido uma referência no combate ao Coronavírus no Sertão do Pajeú.

“É preciso dar aos profissionais de saúde que estão na linha de frente a tranquilidade e a segurança que eles necessitam para trabalhar. Recebi essa solicitação do diretor do Hospam, João Antônio, com quem estou em contato permanente, e consegui comprar o material. Com o esforço de todos, conseguiremos vencer esta doença”, ressaltou Sebastião Oliveira.

Além disso, em 2020, Sebastião já destinou R$ 687 mil ao Hospam por meio de emenda parlamentar. Desse montante, R$ 187 mil  estão na conta do hospital. Os R$ 500 mil restantes estão assegurados através de emendas  parlamentares - individual e bancada – e serão disponibilizados ainda neste semestre.


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03/04


2020

A pandemia do coronavírus no Brasil

Por Dirac Cordeiro*

O coronavírus (SARS-CoV-2) faz parte de uma grande família viral, conhecida desde meados dos anos 1960, a qual causa infecções respiratórias em seres humanos. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias (leve ou moderada), semelhantes a um resfriado comum.

Alguns dos coronavírus podem causar síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS da síndrome em inglês Severe Acute Respiratory Syndrome. O SARS é causado pelo coronavírus associado a SARS (SARS-CoV), cujos primeiros relatos na China se deram em 2002. O SARS-CoV se disseminou rapidamente para mais de doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia, infectando mais de 8.000 pessoas e causando cerca de 800 mortes (10%) – isso se deu antes da epidemia global de SARS ser controlada em 2003. É importante dizer que, desde 2004, nenhum caso de SARS tem sido relatado mundialmente.

O covid-19 tem uma característica bastante peculiar, a saber, a forte correlação positiva com a exposição social dos indivíduos. Dependendo do grau de exposição, um indivíduo pode infectar no mínimo três a um máximo de 400 pessoas. Ainda não dispomos no Brasil, contudo, de uma base de informação tanto quantitativa como qualitativa para inferirmos estatísticas robustas capazes de prognosticar notificações positivas, negativas ou letais no decorrer dessa pandemia.

Apesar disso, os gráficos e as tabelas disponíveis até o momento, referentes ao número de notificações positivas ocorridas nos diversos países da pandemia, nos mostram que o vírus realmente poderá produzir um escabroso colapso na saúde pública do Brasil. As taxas de crescimento das notificações positivas por dia do covid-19 (NPD) nos diversos países são estarrecedoras. Na China, chegou-se a 2.144 NPD até atingir um assintótico de 81.000 notificações positivas em um espaço de apenas 55 dias – lembre-se de que a China se antecipou em quase 15 dias a infestação do vírus, e cancelou coercitivamente o seu maior evento festivo (o ano novo chinês cujo início se deu no dia 15 de janeiro 2020).

Atualmente, na China, as taxas de notificações são significativamente decrescentes, e hoje não se registra mais nenhum caso pela população residente. Outros países asiáticos – tais como, Japão (17 NPD), Singapura (5,6 NPD) e Hong Kong (2,7 NPD) – conseguiram em um período de 30 a 40 dias controlar as notificações positivas.

A qualidade no controle desses países teve uma resposta positiva na redução mais rápida na NPD, bem como no índice de letalidade, mesmo tendo um percentual de idosos expressivo na população. Já a Coreia do Sul foi atingida com uma infestação bastante aguda nos primeiros 15 dias, chegando a uma taxa de 336 NPD. No entanto, através de uma campanha rigorosa e agressiva para combater o vírus, ela conseguiu estabilizar a NPD num espaço de tempo de 35 dias. A Coréia do Sul disponibilizou todo o seu sistema de saúde para diagnosticar a presença da covid-19 nos habitantes de áreas críticas do país. Logo após essas ações, a NPD caiu 27% e atualmente continua a decrescer.

Já a Itália, talvez por não acreditar na virulência do covid-19, se transformou num caos incomensurável em notificações positivas e no tocante à letalidade. Observa-se, ainda, uma certa distância para atingir o ponto de inflexão da curva, a qual continua a crescer mesmo a taxas menores.

No caso do Brasil, mesmo com poucos dados até o momento, é bastante sugestivo afirmar que o vírus chegou por aqui em meados de janeiro, isto é, antes do carnaval. Existem vários modelos que podem explicar com rigorosidade o comportamento das séries temporais epidemiológicas. Em todas as curvas das NPDs analisadas, observa-se que o primeiro ramo das curvas se comporta com similaridade exponencial. A curva que deve explicar o comportamento das notificações do covid-19 no Brasil não deve fugir dessa regra. No entanto, quando essa pandemia chegou aqui já havia especialistas preparados porque conheciam os comportamentais provocados pelo vírus.

Além disso, os médicos infectologistas têm uma vasta experiência nesses agravos, pois frequentemente são demandados nas recorrentes epidemias que assolam o nosso Brasil. Ao mesmo tempo, a falta de higiene provocada pelas condições sanitárias precárias pode ser uma variável relevante para o crescimento acelerado das notificações positivas do covid-19, mas os números são difíceis de estimar para um determinado horizonte temporal.

Vamos voltar ao caso da Itália: a sua população é de aproximadamente 60 milhões de habitantes. Se estimarmos simploriamente com base no mesmo crescimento das NPDs em relação à população italiana, teríamos como limite superior para o Brasil algo em torno de 40 mil notificações positivadas num espaço temporal de mais ou menos de 55 dias.

Vale salientar que, nos últimos vinte anos, enfrentamos epidemias com mais de 400 mil notificações no período de três anos. É o caso do exemplo da dengue, a qual persiste até hoje em crescente endemia. E, há quase cinco anos, a epidemia da Zika trouxe para as famílias brasileiras uma dor interior intangível. Passamos por tudo isso e sobrevivemos.

A pandemia atual é realmente muito grave, com resposta muito negativa e avassaladora para a economia; uma conectividade sem precedente. A única forma de combatê-la efetivamente se dá a partir do cuidado com a higiene e o isolamento social das pessoas. E, sem a vacina, não há outra solução.

*Professor da UFPE


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Rafael C.Soares Quintas

Acho que o Prof Dirac Cordeiro é filho de um grande Professor que tive na Escola de Engenharia da UFPE, Sidrack de Holanda Cordeiro, aprendi muito com ele.


Prefeitura de Serra Talhada

03/04


2020

Just Models, o endereço da enrolação

Na rua Padre Cabral, 349, em Boa Viagem, a Just Models funcionou por muito tempo como o endereço do mundo da beleza e da passarela. Mulheres bonitas que ali apareciam para books saíam felizes e deslumbradas. Esse tempo,  entretanto, hoje parece mesmo passado, um retrato na parede, que dói, como diria a poesia drumondiana.

Hoje, a loja engana clientes sem o menor constrangimento. Que o diga  Andrea Valença. Ela apostou  na fama de qualidade de suas fotos e se deu mal.  Em outubro passado, pagou R$ 1,4 mil por um conjunto de fotos que não nunca as recebeu. O que ela viu de fato foi muita embromação.

O prazo de entrega, pasmem, foi de 90 dias úteis, mesmo na era da velocidade tecnológica, do chamado tempo real. Mesmo assim, Andrea pagou antecipado e aguardou pacientemente o resultado do seu investimento.

O tiro saiu pela culatra. "Fim do prazo dado, procurei a Just Models para saber o que estava acontecendo. André Portela e Larissa, que me atenderam, disseram que as fotos tinham ficado retraídas, exigindo que eu  agendasse nova data para fazer novamente as fotos, mas não aceitei e pedi meu dinheiro de volta", conta Andrea.

Segundo ela, Larissa garantiu devolver o valor, anotou os dados da conta bancária, mas nunca cumpriu a palavra. "Ludibriada, resolvi ligar para a matriz no Paraná, onde as fotos são reveladas, falei com a Mariane explicando o ocorrido, ela se prontificou em me devolver o dinheiro, mas até agora não recebi um tostão", desabafa Andrea.

Taí, um típico caso de polícia


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03/04


2020

Quem é líder nunca perde a dianteira!

Saiu, ontem, mais um ranking dos blogs mais acessados de Pernambuco. O meu permanece no topo, nunca perdeu o posto já próximo de fechar o calendário do seu 14 ano natalício.

Liderança não cai do céu sem sem conquista do nada ou pelo acaso. É fruto de muito trabalho, dedicação e muitos furos. Mais do que isso, história. Uma trajetória curtida por muitas idas e vindas em busca da melhor informação.

Obrigado, gente!

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1º Lugar - Blog do Magno Martins: 570.670 acessos

Os dados colhidos são dos dias 01 a 31 de março de 2020

Fonte: SimiliarWeb


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Fernandes

Parabéns Magno Martins! Jornalista de credibilidade.


O Jornal do Poder

03/04


2020

Coluna da sexta-feira

Troca as fraldas, Olinda!

Ex-presidente dos Estados Unidos, a maior potência mundial, Abraham Lincoln liderou o País de forma bem-sucedida durante sua maior crise interna, a Guerra Civil Americana. Preservou a integridade territorial americana, abolindo a escravidão e fortalecendo o governo nacional.

Criado em uma família carente na fronteira oeste, Lincoln foi autodidata, tornou-se advogado, líder do Partido Whig, deputado estadual de Illinois durante os anos de 1830 e membro da Câmara dos Representantes por um mandato durante a década de 1840.

Foi um frasista fenomenal. Dentre tudo que já li a seu respeito, tem uma frase que se encaixa muito bem a cafajestagem que o presidente da Câmara de Olinda, um tal de Jorge Federal (PL), fez, ontem, com o jornalista Ivan Maurício, um dos colegas de batente mais conceituados, capacitados e honrados com os quais já convivi: “Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas não pode enganar todas as pessoas o tempo todo”.

Até quando Federal vai continuar enganando Olinda? Que direito tem de degolar um profissional da estirpe de Ivan Maurício simplesmente por se negar a votar no pau mandado dele, neste caso a sua esposa? A política e o poder têm dessas coisas. Com a caneta azul nas mãos por um tempo passageiro – na vida tudo passa – o vereador, certamente rejeitado pelo povo de Olinda, agora quer emplacar a esposa em seu lugar. Ou acha que em sua casa se elege e elege a companheira?

Não creio que se afaste para deixar a esposa em seu lugar, porque Federal parece se encaixar naquele tipo de político que não sabe viver sem mamadeira. É um marajá da política olindense. Embolsa quase R$ 40 mil por mês, assim somados: R$ 12 mil como vereador, igual valor como compensação por ser o chefe do Legislativo e mais R$ 15 mil de aposentadoria de agente da Polícia Federal.

Políticos dessa estirpe estão com os seus dias contados. O mundo mudou. A globalização mexeu com conceitos, quebrou paradigmas sem, no entanto, extirpar do homem o exercício diário e permanente de se curvar ao que se aprende em casa, desde as primeiras lições passadas pelos nossos avôs: não ceder à fraqueza da alma e do espírito. Federal foi fraco. Só um verme pode tirar o emprego de alguém por razão tão abominável.

A sociedade repugna igual comportamento porque não há nada mais relevante para a vida social que a formação do sentimento da justiça. Neste caso, a injustiça não atingiu apenas um jornalista, mas a classe trabalhadora em geral. O Brasil cansou de políticos que não acreditam no direito do homem de trabalhar como quiser, de ser dono de suas propriedades e de ter o Estado para lhe servir e não como seu dono.

Essa é a essência de cidadania. Dessas liberdades dependem todas as outras, o que só Jorge Federal não sabe. O povo de Olinda um dia vai ser poupado desse tipo de político. Eça de Queirós disse certa vez: “Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo”.

Troca de fralda, Olinda!

O desabafo de Ivan – “Em pleno pico da pandemia do coronavírus e em meio a isolamento social, recebi, na última terça-feira (31/03), telefonema do vereador Jorge Federal, presidente da Câmara Municipal de Olinda, condicionando minha permanência no cargo de diretor de Comunicação a ter que votar e fazer campanha eleitoral para sua esposa, Janaína Federal, pré-candidata a vereadora na cidade. Não aceitei a imposição por considerar um desrespeito e descumprimento ao princípio constitucional que diz ser “inviolável a liberdade de consciência e de crença”. Ontem (01/04), fui surpreendido com novo telefonema do vereador Jorge Federal me comunicado que estava exonerado do cargo. Hoje (2/4), recebi, em minha residência, a portaria formalizando a exoneração”.

Prefeituras de olho – Batizada de “coronavoucher”, a ajuda de R$ 600 que o Governo Bolsonaro aprovou no Congresso, em caráter de emergência, deve contemplar 30 milhões de brasileiros na informalidade por um período de três meses, pico da crise financeira decorrente dos efeitos do coronavírus. Os rincões nordestinos, por ser já a área mais ampla do programa Bolsa-Família, já contam com um cadastro federal desse universo a ser beneficiado. Mas os prefeitos começam a se mobilizar pela distribuição do valor pelas prefeituras. “Temos cadastro catalogado das pessoas que podem ser contempladas. Isso acelera a chegada do dinheiro na ponta e desembaraça a burocracia”, sugere Chico Siqueira (PSB), prefeito de Ipubi, no Sertão do Araripe.

Impasse nos R$ 600 – O presidente Bolsonaro disse, ontem, que vai enviar uma medida provisória para o Congresso antes de publicar a sanção do auxílio de R$ 600 mensais para trabalhadores informais. Bolsonaro disse que sancionou o projeto, aprovado pelo Congresso. Mas o texto ainda não foi publicado no “Diário Oficial da União”. Por isso, na prática, ainda não está valendo. De acordo com o presidente, ele quer que a MP garanta a legalidade do gasto extra, já que o auxílio sairá dos cofres do governo. O presidente argumentou que o Congresso tem que avalizar a criação de novas despesas e apontar as fontes de onde sairá o dinheiro.

Jornada de trabalho – O governo federal anunciou uma medida provisória (MP) que autoriza as empresas a reduzirem, proporcionalmente, a jornada de trabalho e os salários dos empregados. O objetivo é evitar que as empresas demitam durante o período da crise provocada pelo novo coronavírus. O programa contempla todas as empresas, inclusive os empregadores domésticos, englobando o total de 24,5 milhões de trabalhadores. O prazo máximo para a utilização das medidas é de 90 dias.

CURTAS

LETRA MORTA – O decreto do governador Paulo Câmara proibindo aglomerações para evitar o contágio do Covid-19 virou letra morta no Estado. As cidades de Araçoiaba e Abreu e Lima, no Grande Recife, tiveram, ontem, grandes aglomerações de pessoas nas ruas. Isso contraria o decreto de 23 de março do governo de Pernambuco que proíbe reuniões de mais de dez pessoas em todo o Estado para conter o avanço do novo coronavírus. Os principais pontos de concentração de pessoas em Abreu e Lima foram registrados do lado de fora de bancos. Em frente a uma agência da Caixa Econômica Federal, por exemplo, havia longas filas, com presença de pessoas que compõem o grupo de risco da doença Covid-19, como idosos.

NOVAS MEDIDAS – O prefeito do Recife anunciou, ontem, um pacote de ações de contingenciamento para reduzir em R$ 180 milhões as despesas da gestão municipal até o final de 2020. Os recursos economizados, segundo o Executivo, devem ser utilizados para a criação de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e medidas de assistência social para conter os efeitos da pandemia do novo coronavírus. Entre as medidas, a proibição de contratar de consultorias, locar veículos, gerar novos aluguéis, passagens aéreas e diárias.

SUSPENSÃO DO IPTU – Para o deputado Alberto Feitosa, o prefeito Geraldo Júlio enganou o comércio em geral quando anunciou a suspensão do recolhimento do ISS referente ao mês de março. “Em março, ninguém vendeu nada, isso é uma ilusão”, atesta o parlamentar, adiantando que nos meses seguintes, abril e maio, o município também não terá arrecadação de ISS porque a atividade econômica continua parada. “O que o prefeito deveria era suspender o pagamento do IPTU, aí sim, isso trairia um alívio para a população em geral”, disse Feitosa.

Perguntar não ofende: As prefeituras deveriam ficar responsáveis pela distribuição dos R$ 600 aos trabalhadores informais, como propõe o prefeito de Ipubi, Chico Siqueira?


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Comentários

Fernandes

Bozonaro é o único Presidente do mundo que ao invés de ficar do lado do povo, se bandeou para o lado do vírus.

marcos

Dória o herói da esquerda e dos idiotas úteis. Lula é Ladrão.

Fernandes

Maioria aprova pedido de Dória para ignorar recomendação de Bozonaro, aponta Datafolha. Para 57%, o tucano estava certo ao dizer que a população não deveria ouvir Bozonaro. sobre o vírus

marcos

Lula é o fenômeno do Roubo, da Corrupção e da Safadeza. O TRF 4 que o diga, Transitado em Julgado.

Fernandes

Lula é um fenômeno: Depois que salvar o povo, agente discute como salvar a economia. Os Bozolóides ficam morrendo de inveja. Almas sebosas.


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03/04


2020

Cadê a vida ali na esquina?

Sextou! Como soava bem aos ouvidos feito sinfonia de Bethoven num violino o raiar da sexta-feira quando existia mundo e o mundo era colorido, uma festa. Hoje, até o sextou foi devorado pelo vírus do fim do mundo, o demônio que bateu à porta anunciando a morte. 

Eu quero minhas sextas de volta! Preciso delas para respirar, pegar as chaves da cidade e abrir todos os botecos, todos os endereços onde a vida brota melodiando alegria, grito de eu existo, logo vivo e viverei brindando todas as formas de transformar vida em arte, arte em vida!

Sextou! Quero minha boemia de volta, meu violão, meus amigos de seresta, a saideira que rompia o sábado, os amores com cheiro do pecado prazeroso do namoro. Quero o perfume da sedução de volta. Até isso o corona me roubou. 

Sextou! Quero amenizar a dor dos enfardos. Preciso dela para abraçar meus amigos no Leite. Ah quanta saudade das minhas confrarias! Afasta de mim esse cálice da Covid-19. Devolve-me meus amores, minhas manhãs ternas de poesia, meu sol que ilumina a alma, o silêncio do alvorecer que floreia minhas palavras. Que diz que mais tarde há de vir o barulho do brinde à vida ouvindo música, indo ao show, a um teatro, enfim, ao encontro da vida que falta numa casa que virou prisão domiciliar.

De todo mal arrastado pelos tempos de fim do mundo da era corona o que mais dói é constatar que todos os dias são iguais. Que todas as manhãs o sol nasce para todos, mas sempre igual, sem tom ou entonação diferenciados. Todas as tardes são modorrentas, sempre iguais. Dias siameses são terríveis. A segunda era o começo, hoje rima com meio ou fim, tanto faz, nada difere. Os dias trancafiados fugindo da morte são tão chatos quanto botequim sem saia.

Corona, devolve meu sextou!  Sou ser incluso, não excluído. Preciso de gente ao meu redor. Preciso de almas gêmeas. Sou animal sociável enjaulado por um vírus feito bicho do mato que nunca viu o sopro da vida lá fora. 

Quero vida! Alô seu botequim, avisa aí que estou chegando. Bota a cerveja no freezer, prepara o churrasco, aciona a moçada que hoje tem samba, batuque e bandolim. Manda meu amor cheirosa e radiante. Com minissaia, de preferência, para exibir os belos pares de pernas.

Sextou! Caiu a ficha. Minhas sextas como quartas ou quintas de isolamento social  são avenidas sem samba,  chopes sem colarinho, régua sem compasso, sol sem fervor, lua sem claridade, becos sem ruelas, um mundo sem cor, sem vida.

Covid, devolve meus sextous!


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Prefeitura de Limoeiro

03/04


2020

Senador infectado na comitiva defende Mandetta no cargo

Do UOL

Infectado pelo coronavírus quando viajou com a comitiva presidencial aos Estados Unidos, o senador e médico Nelsinho Trad (PSD-MS) criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de questionar o isolamento social durante a pandemia da covid-19, doença causada pelo vírus. 

"Acho que ele, no mínimo, está cometendo um equívoco. E não sou eu que estou dizendo. Todas as recomendações de autoridades da imunologia, infectologia, do mundo, não é [só] do Brasil, falam que tem que fazer esse bloqueio", afirmou.

Considerado um aliado do Palácio do Planalto, Trad defende a permanência do primo Luiz Henrique Mandetta à frente do Ministério da Saúde, que tem tido o trabalho reconhecido pelas áreas médica e sanitária. 

A forma como Bolsonaro contradiz as medidas recomendadas pelo próprio governo, porém, vem causando desconforto na família sul-mato-grossense do parlamentar.

Um de seus irmãos, o deputado federal Fábio Trad (PSD-MS), tem exposto abertamente a insatisfação nas redes sociais e chegou a afirmar que "ser demitido por ter sido fiel à medicina será razão de orgulho" para quem ama o saber e a razão.

Nelsinho Trad não acredita que Mandetta deva pedir demissão agora por ter "uma missão muito maior que qualquer intriga" e considera que Bolsonaro está se rendendo às diretrizes do ministério, aos poucos. No entanto, admite não saber até onde vão as consequências do que classifica como "sapo que o presidente teve que engolir". 

"A sequela que isso vai gerar no futuro nunca se sabe. Se esse sapo que o presidente teve que engolir em função de toda essa batalha, se isso será digerido ou se lá na frente essa questão vai ser exaurida com a demissão dele [Mandetta]", disse.

Em parte do mandato de Nelsinho Trad como prefeito de Campo Grande, Mandetta atuou como seu secretário de saúde. Trad é urologista e Mandetta, ortopedista. Atualmente, um outro irmão seu, Marquinhos Trad (PSD), é prefeito da capital de Mato Grosso do Sul.

Recuperação e dia após dia
 O senador se recupera da infecção confirmada em 13 de março e ainda tem alguma tosse seca, tendo chegado a ficar internado em um hospital de Brasília. Segundo ele, os primeiros sintomas foram dor intensa no corpo, febre alta que não passava com remédios e dor de cabeça. 

Depois do diagnóstico do secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, Trad foi o segundo infectado da comitiva de Bolsonaro em visita ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Flórida, em março. Pelo menos outros 23 integrantes da comitiva foram infectados pelo coronavírus.

 Agora, o parlamentar retoma os trabalhos no Senado por meio das sessões virtuais e espera "virar essa página" em definitivo. "Dia após dia a gente tem que ir vencendo." Leia a seguir os principais momentos da entrevista, concedida na quarta-feira (1º), na qual o senador fala também sobre a relação difícil de governadores e prefeitos com Bolsonaro e como o Brasil precisa estar preparado para o impacto da pandemia na agropecuária. 

Como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, ele ainda chama os ataques do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) à China como "um pouco fora de propósito", mas diz considerar o episódio superado.

Confira a entrevista aqui: Senador infectado na comitiva critica Bolsonaro e defende ...


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Shopping Aragão

03/04


2020

Ministros do TSE discutem adiar eleições para dezembro

O Globo - Carolina Brígido

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cogitam adiar as eleições municipais de outubro para dezembro, devido à pandemia do coronavírus. A decisão sobre a data das votações deve ser tomada entre fim de maio e início de junho, a depender da situação sanitária do país. Ainda que o quadro não esteja definido, os ministros descartam a possibilidade de prorrogação dos mandatos atuais. Isso aconteceria se as eleições fossem reagendadas para 2021. Ou, ainda, se houvesse unificação com as eleições gerais de 2022.

— A saúde pública, a saúde da população é o bem maior a ser preservado. Por isso, no momento certo será preciso fazer uma avaliação criteriosa acerca desse tema do adiamento das eleições. Mas nós estamos em abril. O debate ainda é precoce. Não há certeza de como a contaminação vai evoluir. Na hipótese de adiamento, ele deve ser pelo período mínimo necessário para que as eleições possam se realizar com segurança para a população. Estamos falando de semanas, talvez dezembro — disse o ministro Luís Roberto Barroso, que vai presidir o TSE a partir de maio.

O ministro afirmou que eventual prorrogação de mandatos não está sendo cogitada na Corte, porque violaria a Constituição Federal.

— A ideia de prorrogação de mandatos dos atuais prefeitos e vereadores até 2022 não me parece boa. Do ponto de vista da democracia, a prorrogação frauda o mandato dado pelo eleitor, que era de quatro anos, e priva esse mesmo eleitor do direito de votar pela renovação dos dirigentes municipais. Se for inevitável adiar as eleições, o ideal é que elas sejam ainda este ano, para que não seja necessária a prorrogação de mandatos dos atuais prefeitos e vereadores — declarou.

Barroso acrescentou que unificar as eleições municipais com a disputa nacional de 2022 seria prejudicial por outro motivo: os temas a serem tratados nas campanhas são totalmente diferentes. A disputa nos municípios é mais voltada para assuntos locais, como transportes, planejamento da cidade e limpeza urbana. Já a eleição geral trata de temas de interesse nacional, como política econômica e programas sociais. Além disso, unir eleições locais e nacionais seria inviável operacionalmente.

— As eleições municipais deverão mobilizar 750 mil candidatos, cujas candidaturas precisam ser objeto de registro e que, em caso de impugnação, precisam ser decididas pela Justiça Eleitoral. Já é um número muito expressivo. Juntar a eles os questionamentos de registros de candidaturas à Presidência da República, ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas significa criar imensas dificuldades para a administração do pleito pela Justiça Eleitoral. Um verdadeiro inferno gerencial — afirmou.

Barroso lembrou que houve prorrogação de mandatos durante a ditadura militar, quando uma emenda constitucional estendeu até 1982 o mandato de prefeitos e vereadores eleitos em 1976, e que deveria terminar em 1980.

— Não custa lembrar que nesse meio tempo, o Congresso Nacional foi fechado, com base no AI-5, para outorga do chamado Pacote de Abril, um conjunto de medidas eleitorais igualmente casuísticas. E a campanha eleitoral se desenvolveu sob a égide da Lei Falcão, que somente permitia a exibição, na TV, da foto do candidato, sem direito a fala — observou.

Embora não esteja definido se as eleições serão mesmo adiadas, providências que precisam ser tomadas pela Justiça Eleitoral antes da votação já foram suspensas, por conta do coronavírus. A maioria dos técnicos do tribunal está trabalhando remotamente. Por isso, não foi possível realizar um teste agendado para meados de março. Há outro teste marcado para depois da Semana Santa, que também deverá ser adiado.

Os testes são de software e também do sistema operacional da urna. Além disso, há outros testes fundamentais que precisam ser realizados antes da votação, como simulações da eleição e totalização de votos. Também está suspenso o treinamento dos cerca de 2 milhões de mesários que atuarão nas votações, o que também prejudica o calendário da Justiça Eleitoral.

Técnicos do TSE ouvidos pelo GLOBO também apontam uma outra questão: ainda que a eleição seja adiada para dezembro, existe uma série de providências que precisam ser tomadas depois das votações que precisariam ser ajustadas. Antes das posses dos eleitos, em 1º de janeiro, os candidatos devem apresentar prestações de contas e essas contas precisam ser analisadas pela Justiça Eleitoral. Em seguida, vem a diplomação dos candidatos. E, por último, a posse. Para os técnicos, a definição da data da eleição é fundamental para fazer esse planejamento.

Em nota, a atual presidente do TSE, ministra Rosa Weber, declarou que não cogitava adiar as eleições de outubro por conta do coronavírus. Disse que o debate ainda era “precoce”. Barroso também tinha se pronunciado nesse sentido. Mas, diante do avanço da Covid-19 no Brasil, as conversas entre ministros tomaram outro rumo.

Por lei, as convenções partidárias estão agendadas para agosto. É o início oficial do processo eleitoral. A depender do cenário da pandemia, não teria como realizar as convenções na data prevista. Nem tampouco as campanhas, que começam depois das convenções - ao menos nos moldes conhecidos. Eleições pressupõem o contato entre as pessoas. Não seria possível substituir isso por uma videoconferência, na visão de ministros.

No TSE, também estão sendo discutidas formas de se fazer campanha sem aglomeração, caso não sejam adiadas a votação. Se essa hipótese seguir adiante, as campanhas deste ano serão as primeiras sem o chamado corpo a corpo. Os ministros também conversam sobre as zonas eleitorais. A dúvida é como realizar eleições sem fila para votar, ou com o menor número possível de pessoas reunidas.

Ministros ouvidos pelo GLOBO lembraram que a definição da data das eleições não está somente nas mãos do TSE. O Congresso Nacional poderia aprovar uma proposta de emenda constitucional para mudar o calendário eleitoral. E, se for necessário adiar a posse dos eleitos, por conta das providências a serem tomadas depois da votação, também caberá aos parlamentares aprovar nova data.

— A palavra final na matéria será do Congresso Nacional, a quem cabe aprovar emenda constitucional a respeito, se vier a ser o caso — concluiu Barroso.


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03/04


2020

Rombo de estados e municípios pode passar de R$ 30 bi

Por Estadão Conteúdo

O Congresso Nacional aprovou ontem, um projeto que estabelece regras para a execução do chamado Orçamento Impositivo adaptado ao contexto da crise do novo coronavírus e autorizou que Estados e municípios fechem as contas neste ano com rombo acima de R$ 30 bilhões em decorrência da crise da covid-19.

A votação, que em circunstâncias normais seria feita em sessão conjunta, foi dividida em dois momentos. Os deputados aprovaram o texto em uma sessão à tarde, e os senadores, à noite.

]Isso foi necessário porque Câmara e Senado, separadamente, já aprovaram regras para os debates e votações remotas, pela internet. A Mesa do Congresso Nacional, que comanda as sessões conjuntas, não editou regras semelhantes, o que impediu a realização de uma sessão virtual unificada.

Um ato foi publicado nesta quinta no "Diário Oficial da União" para viabilizar este tipo de deliberação. O texto agora segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

A expressão "orçamento impositivo" se refere à parte do Orçamento-geral da União definida pelos parlamentares e que é de execução obrigatória por parte do governo federal. Ou seja, o governo é obrigado a liberar os recursos para as emendas - que, geralmente, destinam dinheiro para obras e ações nos redutos eleitorais dos congressistas.

O texto aprovado nesta quinta é um dos três enviados pelo governo de Jair Bolsonaro em meio às negociações entre Executivo e Legislativo pelo controle de R$ 30 bilhões do Orçamento, que estavam sob comando do relator da matéria.

O projeto já havia sido aprovado na Comissão Mista de Orçamento (CMO) em março. No entanto, o relator, deputado Cacá Leão (PP-BA), apresentou uma nova versão do texto nesta quinta.

Ele incorporou ao projeto, que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sugestões encaminhadas pelo Ministério da Economia na última quarta-feira, 1. Segundo o documento, o objetivo das alterações é "viabilizar importantes e essenciais ações de Estado para o enfrentamento da atual deterioração do cenário econômico".

No documento, assinado pelo ministro Paulo Guedes, o governo sugeriu revisão das projeções de resultado primário para os Estados, o Distrito Federal e os municípios de zero para um déficit de R$ 30,8 bilhões; aumento do déficit primário do setor público consolidado, que engloba o governo federal, estados, municípios e empresas estatais, de R$ 127,9 bilhões para R$ 158,7 bilhões; revogação de um dispositivo que proibia entidades do setor privado ou público de conceder ou renovar empréstimos ou financiamentos pelas agências financeiras oficiais de fomento; inclusão de um dispositivo que dispensa, durante o período de calamidade pública, a apresentação de compensações a projetos e emendas que impliquem aumento de despesas.

Também por sugestão do ministério, foi revogado um artigo que determinava que o presidente da República deveria encaminhar ao Congresso neste ano um plano de revisão de benefícios tributários.

No ofício, Guedes disse que o objetivo é permitir que o plano de redução de benefícios tributários seja elaborado em cenário mais claro.

Apesar das revisões nas projeções de déficit das contas públicas, o governo não precisa cumprir a meta estabelecida neste ano, uma vez que o reconhecimento do estado de calamidade pública pelo Congresso dispensa a administração pública desta obrigação. Câmara e Senado aprovaram em março um decreto legislativo reconhecendo a situação.

A elaboração de propostas e ações que aumentam as despesas sem a indicação de uma compensação orçamentária já estava autorizada desde domingo, 29, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedeu uma liminar (decisão provisória).

A liminar foi concedida, segundo o ministro, "para afastar a exigência de demonstração de adequação e compensação orçamentárias em relação à criação/expansão de programas públicos destinados ao enfrentamento do contexto de calamidade gerado pela disseminação de covid-19".


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03/04


2020

Pesquisa: nas favelas mães não conseguirão comprar comida

Agência Brasil

Nove em cada dez mães moradoras de favelas terá dificuldade para comprar comida após apenas um mês sem renda, revelou a pesquisa “Coronavírus – Mães da Favela”, realizada por Data Favela e pelo Instituto Locomotiva. O levantamento foi feito em 260 favelas, em todos os estados do país. As favelas brasileiras abrigam 5,2 milhões de mães, com média de 2,7 filhos cada uma.

Sete em cada dez mães não conseguirão manter o padrão de vida por nenhum período, caso fiquem sem renda. O restante delas tem uma reserva para se manter até no máximo dois meses. A parcela de 85% dessas mulheres disse que o pagamento de suas contas será prejudicado por ter que ficar em casa sem renda e 58% afirmou que o cuidado com a sua família será prejudicado pelo mesmo motivo.

“O impacto na economia e o isolamento social cortam a renda das mulheres autônomas, como diaristas e vendedoras ambulantes, por exemplo, que dependem da circulação para ganhar dinheiro. Estamos falando de um drama que se divide entre proteger a saúde e ter o que comer em casa”, disse Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva e fundador do Data Favela.


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03/04


2020

Caminhoneiros incluídos na campanha de vacinação

Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou ontem que incluirá na segunda fase da campanha de vacinação contra a gripe categorias que estão atuando em atividades essenciais ou em ações de prevenção e combate à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Foram incluídos na segunda fase trabalhadores da segurança pública, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e trabalhadores em portos. Os professores, que seriam contemplados nessa etapa, vão participar em momento posterior, dado o fato de que as aulas estão suspensas.

A campanha foi iniciada no dia 23 de março, com foco inicial voltado a idosos. A segunda fase terá início no dia 16 de abril. A terceira fase ocorrerá entre 9 e 22 de maio, da qual participarão crianças de 6 meses a 6 anos, grávidas, mães no pós-parto, população indígena, pessoas com mais de 55 anos e pessoas com deficiência.

Segundo o Ministério da Saúde, até agora, 15,6 milhões de pessoas foram vacinadas na campanha. Essa quantidade representa 62,6% do público-alvo que se pretendia alcançar na primeira etapa.


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03/04


2020

Bolsonaristas promovem ato contra o isolamento social

Por Revista Forum

As milícias virtuais do presidente Jair Bolsonaro mobilizaram ontem uma hashtag de um protesto previsto para o dia 5 de abril contra o isolamento social imposto por governadores estaduais.

A hashtag #NasRuas5DeAbril ocupou o primeiro lugar dos assuntos do momento do Twitter com bolsonaristas defendendo o retorno dos trabalhos mesmo diante da crise da Covid-19, que já infectou pelo menos 7,9 mil pessoas no Brasil e matou 299 pessoas.

“BuRRocracia médico-acadêmica matando milhões de fome em breve pra “tentar” salvar milhares (q infelizmente já estão condenados) hoje. Estamos todos contaminados. Isolamento não adianta. Vc, vagabundo que nunca produziu nada, pode ficar em casa. Não faz diferença”, escreveu um dos apoiadores do presidente.

O blogueiro Allan dos Santos, do Terça Livre, foi um dos que mobilizou a tag. “Eu vou pra rua. BASTA. Já marcaram até a data: #NasRuas5DeAbril”, tuitou.

Em seguida, Allan ainda compartilhou uma imagem do presidente Jair Bolsonaro carregando os governadores João Doria, de São Paulo, e Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, como se fossem sacos de lixo.

A tag e os ataques foram disparados logo após entrevista do presidente ao programa Pingo nos Is, da Rádio Jovem Pan. Na conversa ele pediu para os estados “irem abrindo aos poucos”, atacou os governadores e criticou o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, defensor do isolamento social.

Bolsonaro disse que Doria tem um “discursinho barato ginasial” e chamou Witzel de ditador.


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Fernandes

Imbecil.



03/04


2020

Bolsonaro: 70% da população será infectada

Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro disse acreditar que “o País levará no mínimo um ano para voltar “ao que era” em janeiro”. De acordo com o presidente, em entrevista à rádio Jovem Pan, 60% a 70% da população será infectada pelo novo coronavírus e só a partir de então, o País “será imunizado”.

Sobre um dos remédios candidatos ao tratamento da covid-19, Bolsonaro afirmou que tem conversado com médicos sobre a hidroxicloroquina e “todos têm dito que é 100% de sucesso”. “Estão garimpando, tem resultados promissores, hospitais de renome não divulgam porque dependem de comprovação científica”, afirmou Bolsonaro.

O presidente ainda reforçou que a partir da próxima semana será feita a liberação do auxílio emergencial a trabalhadores informais no valor de R$ 600. A lei que garante o pagamento do benefício foi publicada nesta quinta-feira, 2, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).


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03/04


2020

Congresso encaminha prorrogação da CPMI das Fake News

Estadão Conteúdo

O Congresso Nacional encaminhou ontem, a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News por mais 180 dias. A comissão, que já atingiu aliados do governo Jair Bolsonaro, deverá abrir agora uma frente de investigação sobre perfis que difundem informações falsas sobre a pandemia da covid-19.

“Esperamos abrir um foco de investigações em cima de perfis que se utilizam da pandemia para espalhar falsas informações atentando contra a vida das pessoas. São verdadeiros marginais das redes sociais”, disse o senador Angelo Coronel (PSD-BA), presidente da CPMI.

O requerimento com 40 assinaturas de senadores e cerca de 200 de deputados, todos a favor da prorrogação do prazo de funcionamento, foi lido na sessão virtual do Congresso Nacional, a primeira neste formato. A CPMI fica automaticamente renovada se não houver retirada remota de assinaturas até o fim desta quinta-feira. Os mínimos são 27 senadores e 171 deputados.
A comissão vai funcionar por mais 180, até outubro, período que abarca as eleições municipais de 2020. Antes, a previsão era que se encerrasse em 13 de abril.

O senador disse que espera após a retomada dos trabalhos no Congresso que a CPI se reúna presencialmente para votar 62 quebras de sigilo e convocações, além de realizar o interrogatório de testemunhas e investigados nos casos de ofensa à honra de adversários políticos.

Líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO) chegou a fazer uma questão de ordem contra a prorrogação, alegando um questionamento formal quando o funcionamento da CPMI durante a pandemia do novo coronavírus.


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Fernandes

O clã Bozonaro vai cair.



02/04


2020

Covid19: número de casos no mundo ultrapassa 1 milhão

Por Jornal Nacional

O número de casos confirmados do novo coronavírus no planeta ultrapassou 1 milhão nesta quinta-feira (2) e a Covid-19 já matou mais de 52 mil pessoas. Itália, Espanha e Estados Unidos, nesta ordem, têm o maior número de mortes. A contagem é da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

No Brasil, o Ministério da Saúde confirma quase 8 mil casos e registra oficialmente 299 mortos. Mas o número real de vítimas é maior. Depois da divulgação de dados oficiais do Ministério da Saúde, o governo de São Paulo anunciou o resultado dos testes em dezenas de pacientes que morreram com a suspeita da Covid-19.

Eram 201 testes de pessoas que morreram com suspeita de Covid-19 prometidos para esta quinta-feira (2). O Instituto Adolfo Lutz conseguiu processar pouco menos da metade: 93. Desses, 20 deram positivo para a doença, o que eleva o total de mortos em São Paulo para 208.

Cerca de 16 mil exames de casos suspeitos ainda aguardam análise no instituto, que atende à rede pública e particular.

“Qual que é o maior gargalo hoje? São os insumos. Da mesma forma que nós temos dificuldade pra outros insumos, respiradores. Existe uma falta de reagentes no mercado internacional. A secretaria tem compras em andamento, mas as companhias não conseguem entregar”, disse o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas.

Para agilizar os diagnósticos do novo coronavírus, São Paulo criou uma rede estadual de dez laboratórios para fazer os exames. A coordenação é do Instituto Butantan, que só nesta quinta-feira (2) conseguiu a certificação estadual. A meta é chegar a dez mil exames por dia.

Oito laboratórios públicos já estão habilitados. Dois ainda aguardam a certificação do governo. Laboratórios particulares também devem integrar a rede em breve.

“Nós temos que fazer o sistema funcionar, automatizar, esse é um aspecto importante, por isso que estão sendo comprados equipamentos e reagentes. O prazo máximo que se espera para esses exames é de 24 a 48 horas no máximo”, disse Dimas

O governo também vai comprar 1,3 milhão de testes da Coreia do Sul. Quase metade deve chegar na primeira quinzena de abril. O estado diz que trabalha pra zerar a fila de testes o mais rápido possível.

“Nós não podemos ter esses exames represados porque eles refletem em tempo real a evolução da epidemia. Não temos motivo pra ficar atrasando um parte importantíssima do combate à epidemia”, afirma Dimas.


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