FMO janeiro 2020

04/04


2020

Um jornal que fecha leva muito da nossa história

Por Tatiana Learth Junqueira*

O lamento pelo fechamento de um jornal impresso, como se deu, hoje, com o Correio da Paraíba, por nós, jornalistas, é a manifestação da saudade de um tempo que não volta mais.

Não voltaremos a ter um ambiente de trabalho caótico, barulhento, cheio de pessoas produzindo textos, outras diagramando, outras entrevistando e ainda outras batendo papo e dando altas risadas. 

Entrei no Correio da Paraíba como foca (iniciante) em 1997 pelas mãos carinhosas da, naquela época, chefe de reportagem, Sony Lacerda. Ela foi a última Diretora de Jornalismo do Jornal.

Na Redação, claro que entrei em Cidades (cobrindo o cotidiano), meu chefe era João Costa, importante editor que me emprestou muitos livros maravilhosos, devidamente devolvidos. Hoje, João Costa é um grande radialista e dramaturgo. Como é também meu grande amigo até hoje  Wellington Farias, editor de Páginas Especiais e depois "subiu" (as escadas) para o rádio. No prédio do Sistema Correio de Comunicação, o jornal ficava no subsolo.

Lembro demais das pautas científicas que Walter Galvão nos passava, e das pitorescas de José Carlos dos Anjos, editor e mestre de todos nós. O repórterJosé Alves adorava esses desafios e ríamos enlouquecidos com o que apurávamos. Era tudo verdade, mas parecia mentira. Por que a realidade é meio inacreditável mesmo. 

Lembro de cada um e cada detalhe da redação naquele período. Andréa Viegas,  Ana Rogéria, Jamarri Nogueira e eu formávamos a turma da manhã. Depois, veio Janaína Araújo, que trocou de turno com Deinha. 

Aprendemos tanto com as pautas, com as entrevistas, amadurecemos enquanto pessoas, cometemos erros, acertamos muito mais, graças a Deus. Foram anos inesquecíveis. 

Um ano depois, o editor de Política, Adelson Barbosa, me chamou para trabalhar com ele. Anos depois me tornei subeditora e em seguida editora de Política.

Devo muito a Adelson Barbosa. Com ele, entendi muita coisa da vida prática do jornalismo. Me fez voltar e não desistir de cobrir matéria sobre um interventor do TRT da Paraíba, que me destratou publicamente. Walter Galvão dizia "engrosse a pele". 

Ganhei o prêmio de jornalista do ano em 1999 e fui finalista outras vezes. Realmente, me doava demais ao jornal, que é uma grande cachaça. 

Conheci todos os políticos regionais e nacionais daquela época que ainda estão aí, mas tudo isso era novo pra mim. Tive a oportunidade de pegar o tempo em que Rubens Nóbrega, o Rubão, era ombdsman na redação do Correio. Eita que honra.

Lena Guimarães era a editora do jornal com mão de ferro, uma excelente tituleira. Ela e Adelson. Eles levantavam uma matéria e mostravam para gente o que tinha que ser feito - despertar os dispersos. Lena era temida e respeitada pela sua competência.

Tempos em que eu, como editora de Política, "descia" as minhas páginas com algumas das matérias mais importantes da Agência Nordeste, dirigida por Magno Martins, de Brasília, com quem encontrei várias vezes no Correio, embora ele, que agora é editor deste blog, não lembre de mim desse período. 

Memórias que nos trazem nostalgia, até lágrimas aos olhos. Mas como disse o poeta, "o tempo não pára" e nós precisamos estar melhores agora. A pluralidade das falas, as tecnologias da comunicação, as possibilidades que se abrem para todos nós são enormes. Sim, ficamos tristes, mas não vamos nos entregar ao luto. 

Porque a vida de jornalista é sempre de muita luta. As grandes empresas perderam o comando da narrativa jornalística. Isso nos leva a uma perda de identidade num determinado momento, mas empodera muito os jornalistas que se apropriarem de outras formas de levar a sua mensagem e visão ao público.

Somos, nós jornalistas, cada vez mais necessários. Precisam de nós, e nós precisamos dos leitores/espectadores 

Conversei com Sony Lacerda e, embora triste, evidentemente, ela está de cabeça erguida. Sim, todos temos que estar. 

Vamos, cada vez mais, lutar para abrir as portas que sempre quiseram fechar para nós. Resiliência, criatividade e coragem para o futuro de espaços quase robóticos, diferentes do passado. Não encontraremos mais as redações de antigamente.

Mas podemos fazer melhor do que já fizemos até agora.

* Jornalista, atualmente gerente de Imprensa na Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).


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Abreu e Lima

04/04


2020

O exemplo que o presidente de Portugal dá a Bolsonaro

O Globo - Por Ancelmo Gois

Não é só Bolsonaro, naturalmente, que alimenta neste mundo de Deus esse falso dilema (para usar uma expressão dos filmes antigos de faroeste) “O bolso ou a vida” em relação à Covid-19.

Em Portugal, que já registrou 246 mortes e 9.886 contaminados, o “dilema” foi abordado ontem pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa, um dos políticos mais populares do país. “A vida e a saúde exigem que a economia não pare. Mas sem vida e sem saúde o combate econômico não pode ser travado com sucesso”.

O presidente agradeceu a todos os portugueses que mantêm o país funcionando, dos médicos aos camionistas, passando por cientistas e agricultores.

Mas, ao anunciar a renovação do estado de emergência, Marcelo mostrou que, nesta fase, sua prioridade é outra: salvar vidas e conter a epidemia. “Não podemos parar”.


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04/04


2020

Líder dos Metalúrgicos quer ser vereador

Uma notícia que certamente vai mexer com o movimento sindical nas eleições municipais em outubro: o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco, Henrique Nascimento, no último dia para filiação partidária trocou hoje o PT pelo PCdoB para disputar um mandato de vereador em Jaboatão dos Guararapes. A entidade que dirige tem cerca de cinco mil associados. O PCdoB irá disputar a Prefeitura com o advogado Arnaldo Delmondes.


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Prefeitura de Serra Talhada

04/04


2020

IML de Pernambuco adota perícia não invasiva

Do Diario de Pernambuco - Por: Silvia Bessa

Em uma decisão inédita, o Instituto de Medicina Legal (IML) de Pernambuco adotou a necropsia não invasiva em cadáveres para perícia de mortes violentas com causas visíveis. A medida foi adotada desde o dia 21 de março, é amparada pelo artigo 162 do Código do Processo Penal e visa proteger do contágio com o coronavírus os profissionais que lidam com o corpo. Considera-se que alguns mortos poderiam eventualmente estar infectados pela Covid-19, ainda que sem sintomas relatados pelas famílias.

Passou-se a usar esta técnica não invasiva para casos de ferimentos visíveis de armas de fogo ou armas brancas, por exemplo. “É uma situação bem atípica por conta da Covid-19, mas temos amparo no Código Penal e a perícia não deixa de ser feita. Estamos funcionando bem”, informa a gerente-geral da Polícia Científica, Sandra Santos. “Procedimentos semelhantes estão sendo adotados em outros estados”, diz. Exames como o traumatológico de mulheres agredidas e sexológico no caso de mulheres vítimas de estupro continuam sendo realizados como antes.

No caso de qualquer exame em vivos, a orientação é que, caso chegue alguém com sintomas de gripe, não seja periciado de imediato. Primeiro, o cidadão precisa procurar o serviço de saúde e só depois que o IML pode atendê-lo para evitar contaminação dos profissionais. Hoje, o IML tem cerca de trezentos profissionais entre médicos legistas, auxiliares de legistas e auxiliares de necropsias.

Outras medidas de segurança foram adotadas no IML, informa Sandra Santos. Uma delas, que começou a valer desde o dia 16 de março, foi no sentido de reduzir o trânsito de pessoas no IML - uma orientação que segue o padrão de outras unidades de saúde. “Às vezes, chegavam famílias inteiras no IML para receber um corpo. Hoje, só deixamos entrar uma pessoa para tratar de procedimentos legais. O restante da família fica fora”, explica ela.

Com as novas normas do IML, fica determinado ainda que não se recebe na unidade de forma presencial o cidadão interessado em cópia de um laudo. Todos os que buscam este serviço são orientados a fazer o pedido agora por e-mail ou via ligação telefônica. Perícias eletivas, as que não dizem respeito a flagrante e que podem aguardar por parecer técnico, estão sendo remarcadas. Cartazes foram fixados para informar sobre as novas orientações. E servidores com idade superior a 60 anos, grávidas e lactantes passaram a desempenhar teletrabalho.


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04/04


2020

Países acusam EUA de desviar equipamento médico

Por BBC

Os EUA foram acusados de redirecionar para si mesmos um conjunto de 200 mil máscaras que tinha como destino original a Alemanha, em um ato descrito como "pirataria moderna".

Autoridades em Berlim disseram que o embarque das máscaras, produzidas nos EUA, teria sido "confiscado" em Bangcoc, na Tailândia.

s máscaras modelo FFP2, que haviam sido encomendadas pela polícia de Berlim, não teriam chegado a seu destino final. Andreas Geisel, ministro do interior da Alemanha, disse que as máscaras foram "desviadas" para os EUA.

Casos semelhantes, incluindo o que vem sendo descrito como "roubo" de contratos pelos norte-americanos, que estariam fazendo propostas financeiras mais altas do que as já assinadas entre países e fornecedores, também foram reportados pela França e pelo Brasil.

A 3M, empresa americana que produz as máscaras, foi proibida de exportar seus produtos médicos para outros países após o presidente Donald Trump recorrer a uma lei da época da Guerra da Coreia, que aconteceu nos anos 1950.

Na sexta-feira, Trump disse que havia recorrido à regra para fazer com que empresas norte-americanas garantissem mais produtos médicos para a demanda interna dos EUA.

"Precisamos destes itens imediatamente para uso doméstico. Precisamos tê-los", disse Trump em sua conversa diária sobre o coronavírus com a imprensa na Casa Branca.

Ele disse também que autoridades americanas estocaram aproximadamente 200 mil máscaras modelo N95, 130 mil máscaras cirúrgicas e 600 mil luvas. Trump não informou em que locais ou países elas foram postas à disposição dos EUA.

O ministro alemão disse que o desvio de máscaras foi um "ato de pirataria moderna", em um gesto de pressão para que o governo Trump cumpra regras comerciais internacionais.

"Não é assim que se lida com parceiros transatlânticos", disse o ministro. "Mesmo em momentos de crise global, não é correto usar métodos do velho oeste."

Caça ao tesouro em busca de máscaras

Os comentários do ministro Geisel ecoaram reclamações de outras autoridades que também reclamaram sobre as práticas de compras e desvios adotadas pelos EUA.

Na última sexta-feira, uma carga de 600 respiradores artificiais encomendada por estados do nordeste de um fornecedor chinês não pode embarcar do aeroporto de Miami, onde fazia escala, para o Brasil.
Em nota enviada à imprensa brasileira, a Casa Civil da Bahia informou que "a operação de compra dos respiradores foi cancelada unilateralmente pelo vendedor"

O valor final da compra, de R$ 42 milhões, ainda não havia sido pago pelo governo baiano. A suspeita é de que os EUA tenham oferecido um valor mais alto pelos produtos - uma prática apontada, por exemplo, pelo governo francês.

Naquele país, líderes regionais dizem que estão tendo muita dificuldade para garantir equipamentos médicos, já compradores dos EUA têm "furado a fila" ao oferecer valores de compra mais altos que os já assinados.

A presidente da região da Île-de-France, Valérie Pécresse, comparou a disputa por máscaras com uma "caça ao tesouro".

"Encontrei um estoque de máscaras disponíveis e os americanos - não estou falando do governo americano - ofereceram o triplo do preço e se propuseram a pagar adiantado", disse Pécresse.

À medida que a pandemia de coronavírus piora, a demanda por suprimentos médicos fundamentais, como máscaras e respiradores, aumenta em todo o mundo.

No início desta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que considera mudar sua orientação sobre o uso de máscaras em público pela população em geral.

Atualmente, a OMS diz que as máscaras não oferecem proteção suficiente para justificar seu uso em massa contra infecções. Mas alguns países adotaram uma visão diferente, incluindo os EUA.

Na sexta-feira, Trump anunciou que o Centros de Controle de Doenças (CDC) do país passou a recomendar que os norte-americanos usem proteção faciais não-médica para ajudar a impedir a propagação do vírus.

Os EUA registraram 273.880 casos de Covid-19, disparado o número mais alto do planeta.

Doença causada pelo coronavírus, o Covid-19 já atingiu mais de um milhão de pessoas e matou quase 60 mil em todo o mundo, segundo dados recentes

Consequências humanitárias significativas

Por sua vez, a 3M informou que o governo Trump pediu que a empresa pare de exportar para o Canadá e a América Latina máscaras do tipo N95 fabricadas nos EUA .

A solicitação tem "consequências humanitárias significativas", alertou a empresa, e poderia levar outros países a agir da mesma forma.

A empresa diz que fabrica cerca de 100 milhões de máscaras N95 por mês - cerca de um terço são fabricados nos EUA e o restante é produzido no exterior.

O presidente Trump disse que usou a Defence Production Act (Lei de Produção de Defesa, em tradução livre) para "atingir pesadamente a 3M", sem oferecer mais detalhes.

A lei foi criada nos anos 1950 e permite que presidentes forcem companhias a produzirem ítens para defesa nacional.

O primeiro-ministro canadense Justin Trudeau disse a jornalistas na sexta-feira que "seria um erro criar bloqueios ou reduzir o comércio".


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O Jornal do Poder

04/04


2020

Facada de 50% no sistema S causa indignação

O Globo - Por Lauro Jardim

Dos presidentes confederações do Sistema S, o da CNC, José Roberto Tadros, foi o único que estrilou em público com o corte de 50% dos repasses à essas entidades por um período de três meses.

Tadros enviou uma carta a Jair Bolsonaro protestando contra medida baixada pela equipe de Paulo Guedes. Nela, classificou de "decisão unilateral" que poderia causar "um colapso em todo o sistema". Escreveu Tadros:

— Com o corte, estamos colocando em risco todo um sistema estruturado, sem que isso traga benefícios que o justifique.

O Planalto não pretende responder à carta.


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Banner de Arcoverde

04/04


2020

Neto de Lapenda disputa em São Lourenço

O PP, presidido e liderado no Estado pelo deputado federal Eduardo da Fonte, terá candidato próprio em São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife. É o administrador de empresas José Lapenda, neto do ex-prefeito José Lapenda. Ele assinou hoje a ficha do partido na presença de Da Fonte,  ao lado do médico cardiologista Rubens Alencar, ex-vereador, que deve ser o seu vice.


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Prefeitura de Limoeiro

04/04


2020

Papa pede para fiéis não lucrarem com pandemia

Ansa

 Durante a missa na Casa Santa Marta, que foi transmitida online neste sábado (4), o papa Francisco pediu para que ninguém se aproveite deste momento de dor provocado pela pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) para obter lucro.   

“Rezemos hoje para que o Senhor dê a todos uma consciência reta, uma consciência transparente, que possa mostrar-se a Deus sem envergonhar-se”, disse Francisco.   

O Pontífice explicou que durante momentos “de desconforto, de dificuldades, de dor”, principalmente como o originado pela pandemia da Covid-19, “muitas vezes as pessoas veem a possibilidade de fazer muitas coisas boas. Mas também não deixa de vir a alguém a ideia não muito boa de aproveitar a situação para si e obter lucro”. Durante a homilia, o líder religioso usou o Evangelho de São João que relata a decisão de Sinédrio de matar Jesus após o sinal de ressurreição de Lázaro para explicar que “já há muito que os doutores da Lei, também os sumos-sacerdotes, estavam inquietos porque ocorriam coisas estanhas na região”.   

“Foi um processo que começou com pequenas inquietações no tempo de João Batista e depois acabou nesta reunião dos doutores da Lei e dos sacerdotes. Um processo que crescia, um processo que era mais seguro da decisão que deviam tomar, mas ninguém a tinha dito assim de forma clara: ‘Este deve ser eliminado'”, acrescentou. Jorge Bergoglio disse que “o modo de fazer dos doutores da Lei é uma figura”, como a tentação age e “por trás dela evidentemente estava o diabo que queria destruir Jesus”.   

“A tentação geralmente age deste modo em nós, começa com pouca coisa, com um desejo, uma ideia, cresce, contagia e no final se justifica. Esses são os três passos da tentação”, afirmou Francisco, ressaltando que todos quando “vencidos pela tentação” ficam “tranquilos”, porque encontram “uma justificação para este pecado, para esta vida não segundo a Lei de Deus”. 


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Shopping Aragão

04/04


2020

Está na hora de começarmos a falar sobre Mourão

Por Marcos Strecker, da ISTOÉ

Jair Bolsonaro continua resistindo a combater a epidemia do coronavírus, na contramão do mundo. Mais que isso, aproveita para radicalizar seu discurso contra os outros Poderes. Está cada vez mais isolado e perde as condições políticas de liderar o País. Com isso, cresce a percepção de que é necessária uma alternativa para driblar a paralisia e recolocar o País nos trilhos após a crise — que é ao mesmo tempo econômica, sanitária, institucional e social. Ao se colocar como um obstáculo para a condução do País, a alternativa constitucional que se impõe é a ascensão do vice Hamilton Mourão. De uma mera hipótese, a tese do afastamento já é tratada em Brasília como uma possibilidade concreta.

O isolamento do presidente atingiu seu ápice no início da última semana, depois que foi confrontado pelo núcleo militar do Palácio do Planalto e pelos principais ministros — Sergio Moro (Justiça), Paulo Guedes (Economia) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde). Todos são a favor do isolamento social, um consenso internacional. O titular da Saúde se recusou a voltar atrás nas suas recomendações técnicas, mesmo confrontado pelo mandatário. No sábado, 28, disse que o presidente precisaria demiti-lo se quisesse mudar a orientação do ministério. Bolsonaro recuou. Na terça-feira, 31, em seu quarto pronunciamento na TV sobre a pandemia, falou em um tom mais conciliador. Mas, como havia feito antes, voltou a distorcer a mensagem do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, que citou o risco que as medidas de isolamento trariam para os mais pobres. Ao contrário do que o presidente insinuou, a menção pregava a assistência financeira, e não o fim das medidas de isolamento. O pronunciamento gerou uma nova onda de panelaços pelo país. O novo tom durou pouco. Na manhã seguinte, divulgou no Twitter um novo ataque aos governadores, com uma notícia falsa sobre desabastecimento na Ceasa de Belo Horizonte.

Essa nova mensagem em cadeia nacional foi o resultado de uma semana de crises dentro do Palácio do Planalto. No dia 24, o presidente havia decidido radicalizar seu discurso. Além de temer as consequências da recessão para o seu mandato, queria contra-atacar os governadores que lideravam a mobilização. Fez nesse dia um pronunciamento raivoso pregando o fim do confinamento em massa. Pretendia mobilizar os militares, mas o movimento não foi acompanhado, inclusive pelos da ativa. Um dos militares com gabinete no Palácio do Planalto se recusou a endossar o discurso e deixou o Planalto. O general Edson Leal Pujol, comandante do Exército, divulgou horas antes desse pronunciamento um vídeo dizendo que a corporação estava integrada ao esforço contra o coronavírus. Disse que essa “talvez seja a missão mais importante de nossa geração”. O tuíte teve enorme visibilidade.

O presidente tem mostrado cada vez mais instabilidade emocional. No início do ano, havia tentado dar mais protagonismo ao núcleo militar do governo, em detrimento do grupo ideológico. Com o agravamento da crise, voltou-se para os filhos. Para tentar recuperar o controle da crise, escalou o general Walter Braga Netto, chefe da Casa Civil. Ele passou a liderar o Comitê de Crise com o objetivo de tirar a visibilidade do ministro da Saúde, mas a manobra deixou ainda mais estampada a fragilidade na condução do processo. O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, o secretário de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e Braga Netto têm buscado conter o ímpeto do presidente contra as medidas de isolamento, mas sem sucesso. Isso provocou em Brasília reuniões entre militares para discutir os possíveis cenários. Os militares estão apoiando Bolsonaro menos por convicção e mais porque temem a crise institucional. Além disso, consideram que a emergência pode derivar para distúrbios, com a falta de comida e a perda de empregos. Os militares também não desejam ser instrumentalizados em uma disputa política do presidente com outros Poderes, ou com os governadores. O medo é que o presidente, acuado, radicalize e seja tentado a gestos autoritários — afinal, já chegou a dizer que não pensava no Estado de Sítio “nesse momento”. “Quem quer dar o golpe jamais vai falar que quer dar”, respondeu em outra ocasião. As Forças Armadas não desejam ser envolvidas em uma aventura. Há a delicadeza também de que a imagem da corporação hoje está associada ao governo. Esse é mais fator que leva os militares a tentar conter o isolamento do chefe, apesar de sua atitude errática e cada vez mais agressiva. Por isso, as mensagens emitidas têm sido ambíguas, destacando a preocupação, mas ao mesmo tempo dando suporte ao presidente. Na véspera do último pronunciamento, Bolsonaro pediu a ajuda do ex-comandante do Exército, o general Eduardo Villas-Bôas, após uma desastrada visita que fez ao comércio popular em Brasília. O militar, que tem ascendência entre os seus pares, aquiesceu. Divulgou um tuíte em defesa do presidente, alertando que “ações extremadas podem acarretar consequências imprevisíveis”.

Sem o apoio do Congresso

No caso da crise se agravar, é possível que o governo seja informalmente dirigido por um comitê de ministros, ou por meio de uma maior participação dos militares. Isso não seria inédito na história política brasileira. Quando o governo Collor derretia, a condução também passou a ser de um grupo de “notáveis” do ministério. Como há a sensação de Bolsonaro já não governa, discutem-se em Brasília alternativas. Uma saída seria a renúncia, mas o presidente não dá nenhum sinal de considerar essa possibilidade. Lideranças no Congresso relutam em colocar o impeachment em marcha, pois temem que o mandatário utilize a iniciativa para posar de vítima dos políticos e do “establishment”. Mas a perda de sustentação parece irreversível. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, declarou na última quarta-feira que o governo Bolsonaro não tem mais apoio no Congresso e terá de estabelecer nova relação com o parlamentares após a crise. Nesse momento, o Parlamento está empenhado em buscar soluções para a pandemia, mas, depois, “a situação tende a se complicar para o governo”, afirmou. Outro caminho para o afastamento é a notícia-crime por crimes contra a saúde pública. Uma ação nesse sentido foi encaminhada na segunda-feira, 30, pelo ministro do STF, Marco Aurélio Mello, para a Procuradoria-Geral da República, em resposta a um pedido feito pelo deputado Reginaldo Lopes, do PT mineiro. No mesmo dia, sete partidos de esquerda também decidiram ingressar com uma notícia-crime contra o presidente, pedindo o seu enquadramento por incitação à prática de crime. Outra possibilidade constitucional é a interdição. Um grupo de advogados solicitou no último dia 21 ao Ministério Público do Distrito Federal que o presidente seja considerado incapaz para os atos da vida civil. Eles pedem que seja feita uma avaliação psiquiátrica de Bolsonaro, pois suas atitudes na crise teriam configurado “um considerável grau de desorientação e confusão psíquica”.

O jurista Miguel Reale Jr., que foi um dos responsáveis pelo pedido de impeachment de Dilma Rousseff, não vê oportunidade nesse momento para o impeachment. Mas acha que já há embasamento técnico, pois está caracterizada a contínua falta de respeito às leis e à dignidade da função. “Ele é o inimigo da saúde pública, não tem limite ético, é amoral.” Mas ele considera que não é o momento de politizar, pois um eventual processo de impeachment, além de lento, poderia servir ao próprio presidente. “É o instante da classe política e entidades médicas atuarem na luta pela saúde pública.” Após o pronunciamento de Bolsonaro no dia 24, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reagiu. “O presidente repetiu opiniões desastradas sobre a pandemia. O momento é grave, não cabe politizar, mas opor-se aos infectologistas passa dos limites. Se não calar estará preparando o fim. E é melhor o dele que de todo o povo. Melhor é que se emende e cale”, divulgou no Twitter. Líderes de esquerda — Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL) e Flávio Dino (PCdoB) — pediram a renúncia.

Além do freio de arrumação imposto pelos ministros, o Congresso e o Judiciário já deixaram claro que vão impor limites à atuação de Bolsonaro. O presidente do STF, Dias Toffoli, disse que não dá para combater o coronavírus com “achismos” e defendeu a atuação de Mandetta. O ministro Luís Roberto Barroso vetou a campanha “O Brasil não pode parar”, divulgada — e depois suprimida — dos canais oficiais. Gilmar Mendes usou seu Twitter para defender as recomendações da OMS: “A crise não sustenta o luxo da insensatez”. Além de encaminhar a notícia-crime à PGR, o ministro Marco Aurélio Mello decidiu que governadores e prefeitos podem determinar sobre restrições de circulação de transporte.

Foco em Mourão

As atenções em Brasília se voltam para o vice, que tem a simpatia em um amplo espectro político. Formado na Academia Militar das Agulhas Negras, Mourão nunca foi próximo do presidente, apesar de manter uma relação cordial desde os anos 1980. Foi escolhido para ocupar a vaga de vice quando se preparava para concorrer ele mesmo à Presidência, em 2018. É conhecido pela franqueza, o que o indispôs com os ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer. Para compor a chapa com Bolsonaro, teve o cuidado de garantir que a agenda econômica fosse liberal. No início da gestão, Mourão foi bombardeado pelo gabinete do ódio por demonstrar muita autonomia. Diminuiu o número de entrevistas, mas não deixou de mostrar sua personalidade e demarcar diferença em relação a posições das quais discorda. Tem se mantido no fio da navalha para defender Bolsonaro e, ao mesmo tempo, desfazer equívocos e criticar as ações desastradas do governo. Recentemente, desautorizou Eduardo Bolsonaro, quando esse criou um incidente diplomático com a China — ao culpá-la pela disseminação do coronavírus. Mourão afirmou que o filho “03” do presidente não falava em nome do governo: “Se o sobrenome dele fosse Eduardo Bananinha, não teria problema nenhum. É só por causa do sobrenome. Não é a opinião do governo”. Da mesma forma, em plena crise do coronavírus, quando o presidente desautorizou o ministro da Saúde, ele foi uma voz dissonante. “A orientação do governo é uma só: isolamento e distanciamento entre as pessoas.” Foi o único general de quatro estrelas do Planalto a se contrapor publicamente ao presidente na crise. Isso incomodou Bolsonaro, que revidou publicamente: “Com todo o respeito ao Mourão, mas ele é mais tosco do que eu. Muito mais tosco. Não é porque é gaúcho, não. Alguns falam que eu sou um cara muito cordial perto do Mourão.”

Pragmático

O vice é poliglota e defende uma política externa pragmática. Além de fiador das relações estratégicas com a China, é o responsável pela coordenação do Conselho da Amazônia, que foi criado depois que as queimadas e os ataques de Bolsonaro fragilizaram a relação brasileira com os investidores. Em vários temas se diferencia do presidente, como o aborto (acha que é uma opção da mulher) e a transferência da Embaixada em Israel para Jerusalém (é contra). Como militar, tem uma carreira sólida em vários comandos e experiência internacional, como adido militar na Embaixada na Venezuela — o que o tornou um líder natural para formular a política atual em relação ao país. Ao contrário de Bolsonaro, sempre defendeu o papel da imprensa. Mantém a posição do Exército sobre o regime militar. No aniversário dos 56 anos do golpe de 64, na última terça-feira, divulgou que a intervenção tinha ocorrido para enfrentar “a desordem, a subversão e a corrupção”, e que o movimento pertencia à história.

“O Mourão é extremamente íntegro, inteligente, educado e trabalhador. É mais bem preparado em vários sentidos do que o Bolsonaro. Administraria muito bem o País”, diz o deputado Alexandre Frota, que já protocolou um pedido de impeachment contra o presidente. “É preparado, sabe lidar com conflitos e divergências. É sobretudo um homem de diálogo “, diz a líder do PSL na Câmara, Joice Hasselmann. O senador Major Olímpio, do PSL, diz que “engana-se quem pensa que o Mourão é um troglodita”. Segundo ele, “o centro hoje está confortável porque manda, ignora e afronta Bolsonaro quando quer. Só haveria impeachment se fosse uma situação muito flagrante. Mourão é tão boa alternativa que Bolsonaro o escolheu, mas entendo que o melhor para o País será o presidente seguir governando e dar espaço no governo ao Mourão, a começar pela coordenação política”.

No caso de a crise se agravar, é possível que o governo seja informalmente dirigido por um comitê de ministros, ou por meio de uma maior participação dos militares

Apesar de Bolsonaro ter minado boa parte de seu capital político na pandemia, ele ainda mantém o apoio de seu eleitorado mais fiel. Mas está decepcionando muitos setores que se iludiram com ele. É significativo que até o astrólogo Olavo de Carvalho já esteja se distanciando do pupilo. O presidente também está sendo abandonado pelo centro, que votou nele para afastar a ameaça da volta do PT ao poder. Internacionalmente, sua imagem não poderia ser pior. Foi descrito pela centenária revista americana “The Atlantic” como o “líder mundial do movimento de negação do coronavírus”. O jornal britânico “The Guardian” disse em editorial que ele “era um perigo contra os brasileiros”. Nunca o País teve um mandatário no papel de pária mundial. Está cada vez mais clara a sua incapacidade para liderar o País. Mesmo que nesse momento a melhor saída seja driblar o obstáculo presidencial e lidar com a emergência sanitária, a solução definitiva começa a se impor. Se for afastado, Bolsonaro terá um fim melancólico, processado por crime e indisciplina, como começou a carreira. Será um efeito colateral — benéfico — da Covid-19.

O comandante do Exército, general Edson Pujol, divulgou  um vídeo dizendo que o coronavírus “talvez seja a missão mais importante de nossa geração”. O presidente repetiu as mesmas palavras  em seu pronunciamento  de recuo na terça-feira, 31


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04/04


2020

Lombardia impõe uso obrigatório de máscaras

Por Ansa

O governador da Lombardia, Attilio Fontana, anunciou que a partir deste domingo (5) o uso de máscaras de proteção será obrigatório quando os cidadãos saírem pelas ruas do norte da Itália.   

A determinação é mais uma medida protetiva contra a propagação do novo coronavírus (Sars-CoV-2), que já contaminou 49.118 pessoas na região. Segundo Fontana, todos os moradores que precisarem circular pela Lombardia devem utilizar máscaras ou qualquer outra proteção no nariz e boca.   

Questionado sobre a medida, o chefe da Defesa Civil, Angelo Borrelli, disse que a prevenção “é importante”. “Máscaras obrigatórias na Lombardia? Eu não uso porque respeito as distâncias. É importante usá-la se as distâncias não forem respeitadas”, concluiu. 


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04/04


2020

TSE mantém prazo de troca de partido para hoje

Por Consultor Jurídico

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, negou medida liminar em ação direta de inconstitucionalidade, em que o PP pede a suspensão por 30 dias do prazo para filiação partidária, domicílio eleitoral e desincompatibilização para as eleições de 2020, que termina neste sábado (4).

Para a relatora, em análise preliminar, não foi demonstrado que a situação causada pelo combate à pandemia da Covid-19 viola os princípios do Estado Democrático de Direito, da soberania popular e da periodicidade do pleito previstos na Constituição Federal.

Risco para as eleições

A ministra Rosa Weber apontou que a suspensão imediata do prazo teria como consequência “inadmissível” o enfraquecimento das proteções contra o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.

A seu ver, isso incrementaria de modo desproporcional o risco para a normalidade e a legitimidade das eleições e, consequentemente, produziria um estado de coisas com potencial ainda maior de vulneração ao princípio democrático e à soberania popular.

De acordo com a relatora, prazos como o de desincompatibilização não são meras formalidades, pois visam assegurar a prevalência da isonomia na disputa eleitoral, e sua inobservância poderia afetar a legitimidade do pleito. A ministra ressaltou ainda que, recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou a plena possibilidade de os partidos adotarem outros meios para assegurar a filiação partidária, como o recebimento on-line de documentos. Com informações da assessoria de imprensa do STF.


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04/04


2020

PE fornece material para Polo Têxtil produzir EPIs

Por Folha PE

O Governo de Pernambuco encontrou uma alternativa para movimentar a produção do polo de confecções do Agreste, fortemente impactado pela suspensão das atividades para combater o coronavírus. O Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco (NTCPE) produziu e passou a fornecer um caderno técnico com protótipos de equipamentos de proteção, como batas e máscaras, e que podem ser inseridos na linha industrial das fábricas. O documento descreve modelagens e insumos necessários para produzir cada produto. A medida tem como base dois pontos importantes: utilizar a base industrial já instalada e usar matéria-prima existente na região, inclusive com fornecedores locais. Cerca de 50 empresas já vêm cumprindo o protocolo para começar a produzir.

O setor têxtil e de confecções do Agreste movimenta, por ano, quase R$ 6 bilhões, além de ocupar cerca de 250 mil pessoas, entre empregos formais e informais em todo o Estado. Atualmente, é responsável por uma produção anual de mais de 225 milhões de peças. De acordo com o presidente do NTCPE, Wamberto Barbosa, trata-se de um projeto que prevê a reocupação de uma estrutura atualmente ociosa na região, devido ao coronavírus, e que pode aproveitar a demanda de atacadistas e do varejo que não tiveram impedimentos de continuar operando, como supermercados e farmácias. Outro canal de vendas no radar é o das redes sociais.

“O enfrentamento ao coronavírus impactou a economia global, mas a capacidade instalada do polo têxtil tem flexibilidade para atender essa nova demanda. A gente precisou pensar caminhos para reverter a situação e esse é um deles. Muita gente tem se reinventado nessa crise, então estudamos um modelo de produção que tivesse uma demanda que sustentasse a atividade e os empregos, mas que também permitisse aderência massiva do setor produtivo de confecções”, destacou.

O caderno técnico para produção de batas e máscaras pode ser solicitado aos gestores do NTCPE e também está disponível para download no site da instituição (https://www.ntcpe.org.br/). Vale ressaltar: em tempos de crise, a adaptação é uma medida positiva, porque não exige investimentos no ajuste da estrutura das fábricas e utiliza matéria-prima que já está nos estoques das empresas ou de fácil acesso, que são materiais com base no algodão (meia malha e moletinho). Atualmente, esse insumo é utilizado principalmente na produção de roupas de bebês.

Wamberto ressalta que esses produtos não têm os requisitos para atender os profissionais da saúde, mas estão aptos para a população em geral e, também, para serviços essenciais fora da área médica, como segurança pública (policiais e bombeiros), de coleta de lixo e outras atividades que não conseguiram parar totalmente. Segundo ele, as empresas já estão se sensibilizando para essa necessidade.

Selo de Qualidade

Apesar da alteração na produção e de ser uma novidade para boa parte das empresas, o padrão de qualidade seguirá sendo monitorado, reforça Maíra Fischer, secretária executiva de Políticas de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. “São manuais de produtos novos, de protótipos analisados e estudados para atender a população. Vamos acompanhar e, na medida em que as empresas forem se interessando, deverão passar os protótipos fabricados para o NTCPE, que vai emitir um selo de qualidade e liberar a produção em escala.” O governo também estuda uma linha de crédito para o setor, que será ofertada via Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE).

Em paralelo, o NTCPE vai buscar os canais de venda para movimentar essa produção nova, seja compras do governo ou o próprio atacado e o varejo que não foi impactado com a suspensão das atividades, que é o caso de supermercados e farmácias. “As empresas também devem reforçar a divulgação em seus canais próprios”, detalha Wamberto Barbosa.


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04/04


2020

Vereador de Paulista ingressa no PSB e apoia Padilha

No troca-troca partidário da janela de seis meses permitida pela legislação eleitoral aos detentores de mandato no Legislativo, a mudança mais relevante em Paulista foi a travessia do vereador Eudes Farias, do DC para PSB. Alinhado ao prefeito Junior Matuto (PSB), vai para reeleição subindo no palanque de Francisco Padilha, nome já escolhido pelo prefeito para disputar sua sucessão


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04/04


2020

Obstáculos podem dificultar entrega de auxílio

Por Estadão Conteúdo

Pressionado a pagar logo o auxílio emergencial aos trabalhadores informais, o governo tem pela frente desafios que vão além da localização de 15 milhões a 20 milhões de brasileiros que hoje estão completamente fora do radar dos gestores de políticas sociais. Mesmo para quem já recebe o Bolsa Família, tirar a megaoperação do papel não será simples e vai requerer planejamento e até distribuição de cédulas de dinheiro pelo País.

Nos últimos dias, o governo ficou na linha de tiro com a demora do presidente Jair Bolsonaro em sancionar a lei que cria o auxílio e assinar a medida provisória que libera imediatamente os R$ 98 bilhões para os pagamentos. Especialistas têm dito que o momento é de “jogar dinheiro pela janela o mais rápido possível” e “sem medo de errar”. No entanto, há obstáculos operacionais que, em experiências menos dramáticas e urgentes no passado, levaram mais de um mês para serem vencidos.

O Brasil tem um grande ativo, que é o Cadastro Único, uma ampla base de dados criada em 2001 e que concentra beneficiários de mais de 20 políticas sociais no País. São 74,4 milhões de brasileiros registrados no CadÚnico – o terço mais pobre da população. O banco de informações agora será um apoio estratégico na hora de fazer chegar o dinheiro às famílias mais vulneráveis. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que quase 82% do público do auxílio emergencial está no cadastro. Mesmo assim, há gente de fora.

Os problemas vão além do cadastro. O sociólogo Luis Henrique Paiva, ex-secretário Nacional de Renda de Cidadania e hoje pesquisador do Ipea, explica que 70% dos beneficiários do Bolsa Família não têm conta e sacam o benefício em dinheiro. O valor médio dos repasses do programa não chega a R$ 200 por família – repasse que, durante três meses, será triplicado.

Com a inclusão de outros trabalhadores elegíveis ao auxílio emergencial, a folha do auxílio deve ser pelo menos cinco vezes maior que a do Bolsa Família. “É preciso reforçar a logística de distribuição de cédulas.”

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse em coletiva na ontem que o banco vai criar poupanças digitais para transferir os recursos aos beneficiários, mas não deu detalhes.

Procurado, o Banco Central informou que “entende que a quantidade de dinheiro em circulação é adequada para fazer frente aos desafios atuais e futuros” e que, desde o início da pandemia da covid-19, “atua e monitora o processo de fornecimento de cédulas e moedas na rede bancária para que não haja nenhuma interrupção”. A autoridade monetária não respondeu aos questionamentos sobre eventual reforço no envio de papel-moeda às regiões.

Paiva também demonstra preocupação com as cidades que não contem com canal de pagamento – o que obrigaria os cidadãos a se deslocarem para resgatar o auxílio. Em dezembro de 2018, 377 municípios brasileiros não tinham atendimento bancário (nem por meio de caixa eletrônico) no País. A Caixa costuma firmar convênios com estabelecimentos para permitir os saques, mas, segundo o pesquisador, “sempre há um resíduo de 40 ou 50 cidades” que ficam alguns meses sem canal de pagamento.

A Caixa deve anunciar o calendário dos pagamentos na semana que vem. Desde já, Paiva recomenda um escalonamento – do contrário, muita gente sairá de casa num único dia, contrariando as recomendações sanitárias para evitar aglomeração. “Não pode ser no mesmo dia, se não vai ser o dia de maior número de transmissões do coronavírus”, afirma. Ele disse entender que os brasileiros necessitam do dinheiro o quanto antes, mas é preciso agir com cautela. “É preciso combinar senso de urgência com senso de responsabilidade.”


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04/04


2020

Australianos descobrem medicamento antiparasitário que mata Covid-19

Por Diario de Notícias

Investigadores australianos garantem ter descoberto que um medicamento chamado ivermectina, que está disponível em todo o mundo e é produzido por uma farmacêutica portuguesa, consegue com uma dose única eliminar o covid-19 em dois dias.

Num estudo liderado pelo Biomedicine Discovery Institute (BDI) da Monash University em Melbourne (Austrália), em conjunto coma Peter Doherty Institute of Infection and Immunity (Doherty Institute), foi provado que em culturas de células o medicamento antiparasitário (utilizado por exemplo no combate aos piolhos] mata o vírus que está a causar uma pandemia mundial.

"Descobrimos que mesmo uma dose única poderia eliminar todo o RNA viral dentro de 48 horas e, além disso, às 24 horas há uma redução realmente significativa", disseram os investigadores, cujo trabalho foi publicado na revista Antiviral. Este medicamento, aprovado por várias agências de medicamentos, incluindo a americana, também demonstrou ser eficaz "in vitro", segundo os investigadores, contra uma ampla gama de vírus, incluindo HIV, dengue, influenza e zika. No entanto, os testes ainda não foram realizados em pessoas.

"A ivermectina é amplamente usada e é considerada uma droga segura. Precisamos determinar agora se a dose que pode ser usada em humanos será eficaz, esse é o próximo passo. Agora, quando temos uma pandemia global e não há tratamento aprovado, se tivéssemos um composto que já estava disponível em todo o mundo, isso poderia ajudar as pessoas mais cedo. Realisticamente, levará um tempo até que uma vacina amplamente disponível seja aplicada", afirmam os investigadores.

Medicamento produzido em Portugal

O Ivermectine é um desparasitante produzido pela farmacêutica portuguesa Hovione, segundo a Rádio Renascença, que ouviu o diretor comercial da marca sobre a descoberta australiana. Marco Gil manifestou-se cauteloso perante o estudo sobre este medicamento que é sobejamente conhecido desde os anos 80 do século passado, já que era usado para combater diversas doenças como a cegueira dos rios.

Em declarações à RR, Marco Gil recordou essa bagagem toda que o Ivermectin tem e que, de resto já valeu o prémio Nobel a dois investigadores pela aplicação em África salvando milhares de pessoas. Ainda à rádio, Marco Gil lembrou que "neste momento, têm de ser feitos estudos de fase três - já em pacientes - e terá de descobrir-se a dose terapêutica, para se apurar se, de facto, essa dose está dentro dos limites de toxicidade com que pode ser usado este produto", mas reconhece que o facto de se conhecer a molécula há décadas "acelera o processo". Ainda que tenha apontado um horizonte de seis a nove meses para conhecer o resultado da eficácia do medicamento.

O responsável da Hovione admitiu limitações na produção em grande escala do medicamento num curto espaço de tempo. "Depende das quantidades e da população a tratar e evidentemente haverá depois limitações e um tempo de adaptação para conseguir aumentar de forma exponencial a produção caso venha a ser necessário", disse à RR. Ainda assim, o Ivermectin não tem patente, é um genérico e, por isso, a produção em larga escala poderá ser realizada em outros países e não será cara.

Marco Gil trava expectativas exageradas sobre a administração rápida do medicamento, explicando que, se por um lado o Ivermectin "não tem efeitos secundários relevantes, sendo de administração segura, muito estudado há muitos anos, e, desse ponto vista traz a segurança de ser um produto com toxicidade baixa", por outro lado "dependerá muito da dose terapêutica que será necessário administrar aos doentes da Covid 19".


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04/04


2020

PSB de Tabira nega que tenha definido candidato

Caro Magno Martins,

Quanto à notícia “Sebastião apoia PT em Tabira de olho na Alepe “, postada hoje (4) no seu blog, temos alguns esclarecimentos a fazer. 

Iniciamos afirmando que a posição do PSB em Tabira para o pleito deste ano ainda está sendo debatida internamente para definir as candidaturas  vagas de prefeito, vice-prefeito e vereadores. Os nomes das lideranças de Zé de Bira e do vereador Aldo Santana, este filiado recentemente ao PSB, figuram entre os prováveis candidatos a prefeito ou a vice-prefeito, conforme for o melhor cenário para nossa aliança com o PT.

Todas as lideranças do nosso partido estão dialogando em clima democrático de muita harmonia para apresentar seus nomes para uma aliança promissora, tendo em vista o melhor projeto para nossa cidade. Participam ativamente desse processo os prováveis candidatos, o presidente, Valdeir Tomé da Silva - Pipi da verdura, este que vos escreve, os vereadores Marcílio Pires e Kleber Paulino, entre outros as novas filiações do empresário irmão Oberto, Mário Amaral e do secretário do município Cláudio.

Oportunamente, reafirmamos nosso apoio incondicional ao correligionário e deputado Waldemar Borges, do grupo do PSB  que lhe apoiou na eleição de 2018, Pipi da Verdura, Dr Marcílio Pires, Dr Zé de Bira e do empresário Pedro Bezerra, e alertamos que qualquer notícia acerca de acordo político com o prefeito Sebastião Dias (PTB) é pura especulação, muito embora ele tenha todo direito de candidatar-se a qualquer cargo eletivo como todo cidadão tabirense e brasileiro.

Tais inverdades têm como único propósito implodir nossa vitoriosa aliança com o PT, tendo em vista as eleições 2020. Mas não terão êxito, porque nossa aliança segue firme e forte para fazer Tabira avançar ainda mais! 

Atenciosamente,

Valdeir Tomé da Silva, o Pipi da Verdura 

Presidente do diretório 
PSB de Tabira

Nota do blog 

Da mesma forma que o deputado federal Carlos Veras, responsável pelo novo quadro da sucessão em Tabira, o presidente do PSB no município, Pipi da Verdura, tenta esconder um acordo que até as paredes da praça de Tabira já sabem: o prefeito Sebastião Dias abriu mão da cabeça de chapa para o PT e ingressou no PSB, traindo o ex-senador Armando Monteiro, porque foi picado pela mosca azul de 2022. Quer ser deputado estadual pelo Pajeú diante do vácuo de lideranças na região.


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