FMO janeiro 2020

05/04


2020

Datafolha: 59% são contra renúncia de Bolsonaro

Folha de S. Paulo - Igor Gielow

A renúncia do presidente Jair Bolsonaro em meio à sua atuação no combate à Covid-19 é rejeitada por 59% dos brasileiros.

Já 37% desejam que ele renuncie, conforme vem sendo pedido por políticos de oposição, e 4% não sabem dizer. Foi o que apurou pesquisa do Datafolha com 1.511 entrevistados, feita por telefone de 1º a 3 de abril. A margem de erro é de três pontos.

Apesar de o levantamento apontar que apenas 33% dos ouvidos consideram a gestão da crise sanitária pelo presidente da República como boa ou ótima, 52% creem que ele tem condições de seguir liderando o país.

Para 44%, Bolsonaro perdeu tais condições, e 4% não souberam responder.

O tema renúncia passou a frequentar as conversas no mundo político desde que o presidente adotou um tom negacionista e de confronto com o Ministério da Saúde e governadores na condução da emergência.

Um grupo de políticos de oposição à esquerda —incluindo os ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT-SP), Ciro Gomes (PDT-CE) e Guilherme Boulos (PSOL-SP)— lançou na semana passada manifesto pedindo a renúncia de Bolsonaro, o que ele negou.

"Da minha parte, a palavra renúncia não existe. Eu fico feliz até por estar na frente [do combate] a um problema grande como esse. Fico pensando como estaria o outro que ficou em segundo lugar [Fernando Haddad] no meu lugar aqui", afirmou.

A pesquisa Datafolha mostra que a renúncia do presidente tem maior apoio entre jovens (44%), mulheres (42%), os que têm até o ensino fundamental (40%) e quem tem renda mensal acima de 10 salários mínimos (39%).

Já a rejeição ao gesto tem maior apelo entre quem ganha de 5 a 10 mínimos (69%), homens (65%) e quem ganha de 2 a 5 mínimos (64%).

A região Nordeste segue a tendência geral do levantamento e registra o maior índice de apoiadores da renúncia de Bolsonaro: 47%, ante 49% contrários à ideia.

Já o Sul, região bolsonarista na eleição, vem com 28% de apoio à renúncia. Norte e Centro-Oeste registram 30% e o Sudeste, 37%.

A divisão se mantém quando a pergunta é sobre a capacidade de liderança do presidente da República. Bolsonaro é visto como capaz por 62% no Sul, 60% no Norte/Centro-Oeste, 49% no Sudeste e 47% no Nordeste —onde empata com os que o acham incapaz (49%).

A Covid-19 é tema de contencioso entre o Planalto e os estados, mas não há uma mudança abrupta de percepções sobre Bolsonaro entre aqueles que melhor avaliam o trabalho de seus governadores.

Entre as ocupações, empresários e estudantes estão em polos opostos. Para 74% dos primeiros, Bolsonaro não deve renunciar; pensam que ele deve 52% dos segundos.

Estudantes são os que mais acham que o presidente perdeu condições de liderar (57%), enquanto empresários são os que mais o veem como capaz (65%).

Entre os mais ricos, há um empate acerca da imagem de liderança do presidente. A avaliação positiva é maior entre os mais velhos (59%) e com renda entre 5 e 10 mínimos (62%).

Na sua tradicional base de apoio, os evangélicos, Bolsonaro pontua melhor do que na média. Não querem a renúncia 64% deles, e 60% acham que o presidente ainda reúne condições de governar.

O temor da Covid-19 também impacta a avaliação. Creem que Bolsonaro segue apto ao cargo 66% dos que não têm medo da doença, índice que cai a 57% entre os que têm um pouco de medo e para 38% entre quem tem muito medo.

Da mesma forma, 48% dos que têm muito medo defendem a renúncia, ante 32% dos que têm um pouco e de 28%, dos que não sentem temor.

A título ilustrativo, na mesma altura de seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff (PT) tinha sua renúncia pedida por 60%, ante 37% que a queriam no cargo em abril de 2016.

Os dados não são diretamente comparáveis porque aquela pesquisa foi presencial, com outra metodologia.

A crise era de outra natureza também. Naquele ponto, Dilma estava a dias de sofrer a abertura do processo de impeachment e ser afastada, o que ocorreu em maio.

Já seu sucessor, Michel Temer (MDB), teve a cadeira pedida por 76% dos ouvidos em junho de 2017, sob o impacto do escândalo das gravações do empresário Joesley Batista. Mas ao fim ele conseguiu passar a faixa a Bolsonaro.

O Datafolha também questionou o grau de conhecimento das pessoas acerca do pronunciamento do presidente em rede nacional na última terça-feira (31), no qual ele tentou moderar seu tom negacionista da crise.

Viram a fala de Bolsonaro 57% dos brasileiros. Desses, 23% acham que ela ajudou a gestão da crise, 26% não viram nem vantagem nem desvantagem, e 5% creem que ela atrapalhou.

Os mais instruídos e ricos foram os que mais viram: 78%, e também são os que mais a aprovaram como positiva: 35% e 38%, respectivamente.

Pesquisa foi feita por telefone para evitar abordagem

A pesquisa telefônica, utilizada neste estudo do Datafolha, procura representar o total da população adulta do país, mas não se compara à eficácia das pesquisas presenciais feitas nas ruas ou nos domicílios.

Por isso, apesar de aproximadamente 90% dos brasileiros possuírem acesso pelo menos à telefonia celular, o Datafolha não adota o método em pesquisas eleitorais, por exemplo.

O método telefônico exige questionários rápidos, sem utilização de estímulos visuais, como cartão com nomes de candidatos.

Além disso, torna mais difícil o contato com os que não podem atender ligações durante determinados períodos do dia, especialmente os de estratos de baixa classificação econômica.

Assim, mesmo com a distribuição da amostra seguindo cotas de sexo e idade dentro de cada macrorregião, e da posterior ponderação dos resultados segundo escolaridade, os dados devem ser analisados com alguma cautela.

Na pesquisa divulgada na sexta (3), feita dessa forma para evitar o contato pessoal entre pesquisadores e respondentes, o Datafolha adotou as recomendações técnicas necessárias para que os resultados se aproximem ao máximo do universo que se pretende representar.

Todos os profissionais do Datafolha trabalharam em casa, incluídos os entrevistadores, que aplicaram os questionários de suas casas através de central telefônica remota.

Os limites impostos pela técnica telefônica não prejudicam as conclusões pela amplitude dos resultados apurados e pelos cuidados adotados.

Foram entrevistados 1.511 brasileiros adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e estados do país. A margem de erro é de três pontos percentuais. A coleta de dados aconteceu do dia 1º ao dia 3 de abril de 2020.


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Comentários

marcos

Ô mortadela, o povo brasileiro cansou de Ladrões. Xô Corrupção.

Fernandes

Essa foi comprada para agradar os gados Bozolóides. kkkk

marcos

59% aprovam o presidente, a esquerda corrupta e os idiotas úteis ficam mordendo as costas. Kkkkkkkkk


Abreu e Lima

05/04


2020

A saúde e a política

Por Carlos Brickmann

Bolsonaro prometeu não demitir o ministro Mandetta no meio da guerra. De que guerra fala? Da guerra ao coronavírus, na qual adota comportamento contrário ao recomendado pelo Ministério da Saúde? Guerra pela reeleição?

O presidente disse que o ministro sabe que ambos “não estão se bicando”. Mas levou uma pancada forte: Rosângela, esposa do ministro Sérgio Moro, apoiou Mandetta publicamente. “Entre a ciência e o achismo, eu fico com a ciência (...) Mandetta tem sido o médico de todos nós e minhas saudações são para ele”. Ambos, Moro e Mandetta, estão com popularidade superior a dele. É possível que Bolsonaro tema que decidam disputar 2022 contra ele.


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05/04


2020

Hora da verdade: o bem e o mal

Por Carlos Brickmann

É na hora da crise que as pessoas se revelam: dá para ver quem é bom, quem é mau, quem é ótimo. Bom é o pessoal da Lupo, famosa por suas meias. A fábrica estava parada – mas seus donos arranjaram tudo para manter boa distância entre os operários chamados a trabalhar, desenvolveram a máscara de proteção e estão trabalhando, por enquanto abastecendo as unidades de saúde da região de Araraquara. Maus são altos funcionários do setor público, que recebem ótimos salários, multiplicam-nos com penduricalhos e não desistem de um único centavo para a luta contra o coronavírus. Mantêm carros, jatinhos, todas as mordomias, e garantiram uns aos outros que na verba deles não se mexe.

 Bons são os empresários (190, até agora) que assinaram manifesto se comprometendo a não demitir até maio e pedindo que, além disso, o empresariado faça doações para a sobrevivência de pessoas como manicures, vendedores de lanches e outros que não têm como pagar as contas. Entre as empresas que assumiram este compromisso, estão Magazine Luiza, Renner, BTG, Natura, Boticário, XP. Itaú, Bradesco e Santander estão no grupo (mas mostram seu lado mau mantendo os juros no alto).

E, dizem os empresários, demitir é mau negócio, custa caro. Pior, ao demitir ajudam a perpetuar a crise que lhes dá prejuízo.

 Ótimos são médicos e enfermeiros que, mesmo aposentados, voltaram à ativa e enfrentam o risco do vírus lutando para salvar vidas. Sejam louvados. 


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Prefeitura de Serra Talhada

05/04


2020

Prefeito de Tabira nega acordo para sair deputado em 22

Caro Amigo Jornalista e Apologista de Cantoria Magno Martins, 

hoje, 04 de Abril de 2020, lendo seu blog como de costume, por ser de credibilidade nesse meio político e também trazer notícias das mais variadas possíveis, vi que fui citado em dois Posts, o primeiro entitulado “Sebastião apoia PT em Tabira de olho na Alepe” e o outro “Armando não se surpreende com Tabira”, venho deixar meus esclarecimentos quanto às citações.

Sempre defendi minhas ideologias políticas em defesa da democracia, da luta de classes e direitos, em defesa do meio ambiente, cultura popular e também os anseios da população assim como faço com o meu trabalho de poeta e repentista ao escutar o que o público pede nas cantorias e festivais. A cultura popular faz parte da minha essência assim como a política sempre fez parte do meu passado, do meu presente e fará parte do meu futuro. Cantei meus versos e militei ao lado de grandes políticos em várias fases da minha vida tal como exemplo Miguel Arraes com o qual tive o privilégio de ser tratado como amigo por ele e seus familiares. Fui o primeiro presidente e fundador do PSB em Tabira na década de 80 e para fortalecimento do partido participei na chapa de vice prefeito nas eleições de 1988. Sempre votei no partido dos trabalhadores nas eleições presidenciais de 1988 até 2018 em Lula, Dilma e Haddad. Sempre tive apreço e admiração pelo amigo e político Armando Monteiro e, diga-se de passagem, um homem íntegro e honesto. Estive filiado ao PTB desde 2008, aonde disputei as eleições de vereador (2008) e Prefeito (2012 e 2016) e fui vitorioso em todas elas graças ao povo de Tabira que confiou no nosso trabalho. Apoiei o então deputado federal Armando Monteiro a senador nas eleições de 2010 como também nas eleições a governador em 2014 e 2018 aonde, mesmo perdendo no estado, a cidade de Tabira sempre o deixou majoritário como uma ampla frente de votos. E mesmo assim o deputado/senador sempre honrou o seu papel como parlamentar em destinar várias emendas de obras e ações para a nosso município. Não posso ir contra a vontade do povo de Tabira que clama atualmente por mais ações do governo estadual e também por mais ações que estão atualmente sendo debatidas constantemente com nossos deputados federais Carlos Veras e Ricardo Teobaldo além do meu amigo e deputado estadual Antonio Moraes.

Diante disso, primeiramente asseguro que não há nenhuma articulação quanto à composição de PT e PSB em Tabira para um possível apoio a uma candidatura minha a ALEPE, pois sou eleitor do Deputado Estadual Antonio Moraes, o qual apóio desde 2006 e continuarei nessa jornada. Temos dois deputados federais eleitos em nosso grupo que também estão em constante sintonia com nosso mandato de Prefeito que são Ricardo Teobaldo e Carlos Veras. Respeito o deputado Valdemar Borges, um grande apoiador da cultura popular, porém discordo dos seus comentários sem ser preciso tecer qualquer palavra quanto a isso.

O Partido dos Trabalhadores em Tabira sempre esteve presente em minhas campanhas e assim como alguns partidos da nossa base de apoio pleiteia, com vários pré-candidatos, a condição de estar compondo a chapa majoritária. Não existe nenhuma candidatura imposta nem por mim e nem por nenhum partido ou liderança. Estaremos a definir os nomes de prefeito e vice mais a frente através de pesquisas de opinião, reuniões com partidos e lideranças na zona urbana e rural e chegaremos a um denominador comum. Ninguém está preterido do processo como alguns adversários pregam pelos arredores da cidade. Isso já é o desespero de mais uma derrota que se aproxima de quem quer o atraso de Tabira.

Neste momento não estou discutindo processo eleitoral, pois vivemos um momento crítico de saúde pública mundial com essa Pandemia do Coronavírus que necessita de nossa atenção redobrada no município. A população não quer esse debate político agora, pois precisamos salvar vidas e alertar quanto às recomendações da OMS, Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde.

Deixo meu abraço fraterno de estima e consideração ao amigo Pajeuzeiro e a recomendação ao Povo que fique em casa, pois nada mais importante do que preservarmos nossa saúde e nossas vidas.

 

Sebastião Dias

Poeta e prefeito de Tabira


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05/04


2020

MDB ganha 10 vereadores em Buíque

Encerrado, ontem, o prazo para filiações partidárias, o prefeito de Buíque, Arquimedes Valença (MDB), demonstrou toda a sua liderança e experiência para entrar na disputa eleitoral com o apoio de 10 vereadores, sendo que cinco deles tinham sido eleitos na chapa adversária, em 2016.

A demonstração de força foi ainda maior ao colocar todos os dez parlamentares no partido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), legenda pela qual vai disputar a reeleição e seu 5º mandato. Um xeque mate na oposição. 

Seu principal adversário, o ex-prefeito Jonas Camelo (PP), chega ao final do prazo de filiações demonstrando toda a sua falta de liderança com apenas um vereador, a presidente da casa Corina Almeida, esposa do seu pré-candidato a vice, Modesio Soares, pivô do rompimento do vereador Leonardo de Gilberto que passou a integrar a bancada do prefeito ao se filiar ao MDB.

Além dele, também foram eleitos pela oposição em 2016 e deixaram suas legendas de origem para ingressar no partido comandado por Arquimedes Valença os vereadores Felinho da Serrinha, André de Toinho, Ernani Neto e Dão Tavares, que também é tio do ex-prefeito Jonas que, pelo jeito, não tá segurando nem a família ao seu lado.

 Estão todos agora no MDB. Já integravam a bancada governista, eleitos ao lado de Arquimedes, os vereadores Dodó, Peba do Carneiro, Euclides do Catimbau, Dyego de Barão e Elson Francisco. Todos agora estão também no partido do Movimento Democrático Brasileiro.

Além de montar uma chapa genuinamente do 15 (número do MDB), o prefeito Arquimedes no alto de seus 70 anos demonstrou ainda mais jogo de cintura ao atrais outros ex-vereadores e pré-candidatos para o seu grupo. Na lista está o tio do ex-prefeito Jonas Camelo e ex-presidente da Câmara, Rômulo Camelo. 

Além dele engrossam a lista a jovem Alessandra Queiroz, Ronaldo Andrade, Felix Mago, Adauto Nilo, Babá do Carneiro, Zé Leite (Cego do Catimbau), Rogerio Tiririca, Márcia Camelo e Ieda Enfermeira.

“Sempre fizemos política com respeito as pessoas, aos adversários e as opiniões contrárias, mas sempre acreditando e lutando por nossos ideais que é ver Buíque crescer e avançar rumo ao futuro com trabalho, saúde, educação, assistência social e desenvolvimento. Estamos prontos para a batalha eleitoral, para os novos desafios, mas até lá temos muitas obras a entregar e a fazer. A ordem agora é trabalhar, sempre respeitando as questões de segurança de enfrentamento ao coronavírus”, disse  Valença.


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O Jornal do Poder

05/04


2020

Primeira representação eleitoral por uso do Facebook

O Ministério Público Eleitoral  de Venturosa entrou com  Representação Eleitoral contra os candidatos da oposição no município, Adrianno Galindo e Tarcísio Tenório, em razão de estarem utilizando o site de relacionamentos Facebook de forma ilegal. 

Os perfis dos Representados são “patrocinados”, ou seja, os mesmos ou terceira pessoa pagam ao administrador do Facebook para que seus perfis e suas postagens ganhem maior visibilidade e maior exibição, a fim de alcançar um maior número de pessoas atingidas pela postagem, cuja finalidade é impressionar as pessoas com maior número de “visualizações”. 

Na representação, o Ministério Público pede a notificação dos representados para, no prazo de 48 horas, remover as postagens, sob pena de desobediência, e a não patrocinar outras publicações com conteúdo semelhante. 

Em caso de descumprimento da ordem, os representados além das sanções eleitorais, poderão responder às sanções penais. A medida adotada pelo Ministério Público requer a remoção das postagens, inclusive oficiando-se ao administrador do Facebook no Brasil. Os Representados terão que apresentar defesa, no prazo de 48 horas.

Ao final, O Ministério Público de Venturosa pede a condenação dos Representados ao pagamento de multa, que poderá chegar ao montante de R$ 30 mil reais.


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Banner de Arcoverde

05/04


2020

Aliados de Sebastião fazem terceira via no PSD

Em Betânia, no Alto Sertão, o bloco de oposição que estava filiado ao Avante ganhou o aval do presidente de honra do partido, Sebastião Oliveira, para disputar a eleição proporcional num chapão por um outro partido, o PSD, de André de Paula, por conveniências locais.

Segundo a vereadora Expedita Medeiros, na foto ao lado dos demais candidatos, o novo grupo surge como uma espécie de terceira via para enfrentar os dois grupos tradicionais que se digladiam pelo poder, com o compromisso de ter um postulante a prefeito filiado ao Avante.

Disputam a preferência os ex-prefeitos Joseano Joaquim e Rogério Nogueira, ambos filiados ao Avante. "O nosso compromisso é a renovação com o apoio e a liderança de Sebastião, nosso federal", diz Expedita.


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Prefeitura de Limoeiro

05/04


2020

Secretário: momento não é de flexibilizar isolamento

O Globo - Leandro Prazeres

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, disse que não é o momento para a flexibilização do isolamento social daqueles que podem ficar em casa imposto a cidades de pequeno e médio porte com poucos casos do novo coronavírus. A medida é estudada pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo Gabbardo, o Brasil ainda não estaria preparado para tomar medidas nessa direção.

— Não (é o momento). O momento está muito claro em todas as falas do ministro (Henrique Mandetta). O momento vai ser quando nós estivermos mais fortes. Quando nós tivermos conseguido trazer esses equipamentos que estamos importando, os equipamentos de proteção individual que estamos importando e distrbuir isso para os estados e municípios. Aí, sim, vai ser o momento de discutirmos essa questão — afirmou Gabbardo.

A flexibilização das medidas de isolamento nessas cidades vai na linha do que defende o presidente Jair Bolsonaro, que é contrário às medidas restritivasl imposta em diversos estados para diminuir a velocidade de propagação da epidemia do novo coronavírus. A ideia seria liberar partes do país que registrem menos casos confirmados e mortes pela doença. 

Segundo o último levantamento divulgado pelo governo, o Brasil tem 432 mortes por Covid-19 e 10.278 casos registrados.

Transição

Gabbardo disse que é necessário que o governo federal, estados e municípios discutam de forma conjunta medidas de flexibilização do isolamento social, mas somente quando o governo estiver seguro em relação à estrutura de equipamentos e pessoal para enfrentar uma eventual subida no número de casos da doença.

Relatório:  Ministério diz que Brasil não tem laboratórios, médicos e equipamentos para combater Covid-19

O secretário voltou a defender as medidas de isolamento social e disse que o fato de Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal estarem em transição para o estágio de aceleração descontrolada dos casos não significa que a estratégia adotada pelos governos estaduais tenha falhado. Segundo ele, se essas medidas não tivessem sido tomadas, o cenário poderia ser ainda pior.

— Talvez, se não tivessem feito isso, seria muito pior. A gente não imagina qual seria o cenário se no Rio ou em São Paulo não tivesse sido implementado políticas de distanciamento social mais fortes como oram implementadas. Pelo contrário, podemos imaginar que teria sido muito pior — afirmou.

São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas são os estados que, segundo o Ministério da Saúde, estão na transição para estágio de "aceleração descontrolada" doença, quando as autoridades não são capazes de prever o aumento no número de casos e de mortes.

Gabbardo fez questão de dizer que nenhum deles está, neste momento, nessa fase, mas afirmou que isso pode ocorrer nas próximas semanas.

Respiradores

O secretário-executivo disse ainda que, apesar das dificuldades enfrentadas pelo governo para providenciar leitos de UTI para o enfrentamento da Covid-19, o Ministério da Saúde fechou um contrato para a compra de 15 mil respiradores mecânicos com um fornecedor da China e outros 17 mil respiradores fabricados por empresas nacionais.

Segundo Gabbardo, caso a compra se concretize, as primeiras remessas dos respiradores chineses devem começar a chegar ao Brasil em 15 dias e, a partir de então, haverá remessas semanais dos equipamentos. No caso dos respiradores produzidos no Brasil, a ideia é que eles também sejam entregue semanalmente.

Gabbardo afirmou que governo vai mudar o critério de distribuição dos respiradores adquiridos pelo governo. No início da epidemia, os equipamentos foram distribuídos com base na população de cada estado. Agora, o governo pretende enviar os equipamentos de acordo com a demanda causada pela Covid-19.

— Não vamos mais distribuir como foi feito anteriormente, num cálculo per capita para todos os estados. Vamos ficar com esses respiradores no nosso almoxarifado e vamos colocar esses respiradores onde ocorrer efetivamente a necessidade. Ele vai pra um determinado local onde o leito está sendo necessário e a capacidade instalada chegou perto do seu limite e vai ficar lá até que diminua esse volume — afirmou.


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Shopping Aragão

05/04


2020

Sobrinha-neta de Kennedy e filho declarados mortos

Por AFP

As buscas por dois membros da família Kennedy desaparecidos durante um passeio de canoa não rendeu frutos, e autoridades americanas os deram como mortos, anunciaram ontem familiares.

Trata-se de um novo drama para a célebre dinastia americana, atingida várias vezes por tragédias desde o assassinato, em 1963, em Dallas, do presidente democrata John Fitzgerald Kennedy (JFK).

Sua sobrinha-neta, Maeve Kennedy McKean, 40, não retornou, na última quinta-feira, de um passeio de canoa com o filho Gideon, 8, na baía de Chesapeake, região de Washington, anunciaram autoridades ontem. A guarda costeira, polícia e bombeiros iniciaram buscas, mas não os encontraram.

“As buscas já não eram uma operação de resgate, e sim de recuperação dos corpos”, assinalou em comunicado a mãe e avó das vítimas, Kathleen Kennedy Townsend, filha mais velha do ex-secretário de Justiça Robert Kennedy, irmão de John assassinado em 1968, quando tinhas grandes chances de vencer as primárias para representar os democratas nas eleições presidenciais.

A família enfrentou outros dramas, como a morte de um dos filhos de Robert Kennedy, David, aos 28 anos, de overdose de cocaína em um hotel da Flórida, em 1984.


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05/04


2020

"Se País levar quebra de contrato ao limite, haverá colapso"

Por Estadão Conteúdo

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ontem, em live organizada pela XP Investimentos, uma defesa da manutenção dos contratos em vigor, para evitar efeitos negativos na economia. Segundo ele, se a quebra de contratos for levada ao limite, haverá um colapso na economia.

O comentário de Campos Neto reforça a visão expressa também neste sábado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, durante videoconferência com representantes do setor de varejo no Brasil. Tanto Guedes quanto Campos Neto temem que a quebra generalizada de contratos leve a um colapso da economia brasileira.

“Algumas empresas estão dizendo que, com a crise, não podem pagar o aluguel, não podem pagar contratos. Nós queremos colocar dinheiro na mão das pessoas para elas honrarem os contratos”, disse Campos Neto. “Se entrarem em quebra de contratos, isso vai ser muito danoso.”

Campos Neto afirmou ainda que o Brasil não está tomando medidas com atraso. “Há muitas críticas de que está atrasado. O Brasil não está atrasado”, disse o presidente do BC. “Se vocês olharem outros países, o Brasil não está atrasado em medidas.”

Ele também falou que a pandemia é um “momento de guerra”. Segundo ele, é preciso ter união neste momento, para enfrentar o “inimigo comum, que é invisível”. Para isso, conforme Campos Neto, é preciso ter coordenação. “Gera muito ruído essa falta de coordenação entre Estados e municípios. É preciso ter união”, disse o presidente do BC.

Data para fim de isolamento

O presidente do Banco Central afirmou que a estratégia de alguns países, de estabelecer uma data para a saída do isolamento provocado pela pandemia do novo coronavírus, perdeu um pouco do impacto. Isso ocorreu, segundo ele, porque esses países tiveram que alterar as datas anunciadas anteriormente, aumentando o período previsto para a quarentena.

“Há algum tempo conversamos sobre expectativas. Discutimos primeiro sobre o desempenho econômico e o tipo de quarentena que você queria ter. Isso não cabe ao BC. E (discutimos) se você deveria ter uma data”, afirmou Campos Neto. “É melhor ter uma data do que não ter. O que tem acontecido em alguns países é que eles dão uma data e depois precisam ampliar”, acrescentou.

Feriados

Campos Neto também foi questionado a respeito da medida, anunciada neste sábado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que prevê a antecipação dos feriados do ano de 2020 para o período de quarentena. Isso será feito para permitir que, após o período de isolamento, o comércio e a indústria não sejam interrompidos por conta de feriados no restante do ano.
“No caso do feriado bancário, tem que pensar como vai ser o cálculo de juros, os efeitos nos mercados”, disse Campos Neto. “É uma medida que fiquei sabendo há pouco tempo”, acrescentou, sem indicar como ficará a questão para o setor bancário.

Reservas

O presidente do Banco Central afirmou discordar das críticas á autoridade monetária sobre as atuações no câmbio. Ele disse ter recebido diferentes propostas para um programa, mas que o BC entende que é importante agir “controlando a liquidez, pois o câmbio é flutuante”. “Vamos vender câmbio quando entendermos que Brasil está se descolando. Se houver disfuncionalidade, aí sim podemos vender muito mais (reservas)”, disse.

Ele lembrou que as reservas brasileiras equivalem a quase 20% do PIB e que se trata de um seguro importante, que tem sido usado para evitar solavancos. Ele lembrou que a moeda brasileira está alinhada ao movimento global das divisas emergentes e disse que o real chegou a ter o pior desempenho entre as pares, mas que isso não ocorre mais.

Por fim, ao ser questionado sobre pontos relacionados a medidas de saúde e isolamento, recomendou a todos que ouçam o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e os técnicos da pasta, “que têm feito bom trabalho”.


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05/04


2020

Coronavírus faz mais de 60 mil mortos no mundo

Por AFP

A cifra de mortos pelo novo coronavírus superou neste sábado (4) 60.000 em todo o mundo, cerca de três quartos só na Europa, números que motivam apelos para o uso generalizado de máscaras cirúrgicas para conter os contágios.

Com um total de 46.033 mortos e 627.203 casos oficialmente declarados, a Europa é o continente mais afetado pela pandemia, segundo balanço mais recente da AFP, feito a partir de fontes oficiais divulgadas no sábado (4) às 18h GMT (15h de Brasília).

Um menino de cinco anos está entre as vítimas mais recentes na Grã-Bretanha, reforçando que a COVID-19 não afeta exclusivamente os idosos.

A Itália, com 15.362 mortos, e a Espanha (11.744) são os países mais afetados, seguidos de França (7.560) e Reino Unido (4.313).

Alguns dados, no entanto, oferecem um alento na Espanha e na Itália, os dois países mais afetados pela morbidade e a letalidade da doença em todo o velho continente.

Em ambos registrou-se uma queda nas novas internações. A Itália informou, ainda, pela primeira vez desde o início da crise, uma queda no número de pacientes em unidades de cuidados intensivos.

Se as saídas de pacientes curados se mantiver, os sistemas sanitários poderão gradativamente absorver uma situação crítica, que até o momento pôs em xeque as autoridades.

O chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que o estrito confinamento, que já dura três semanas, será mantido até 25 de abril. Dentro de uma semana, os milhões de trabalhadores que não são de atividades vitais poderão voltar ao trabalho, com condições.

“Estas três semanas de isolamento coletivo estão dando frutos”, afirmou Sánchez, destacando que as medidas permitiram “deter a propagação do vírus” e “conter a avalanche (de casos) nos hospitais”.

A Espanha registrou 809 mortos em um dia no sábado, seu menor número na semana. Até agora, mais de 11.700 pessoas perderam a vida no país pela COVID-19.

Na Itália (14.681 mortos), as autoridades informaram avanços similares, particularmente na região da Lombardia, a mais afetada, onde até o crematório de Milão precisou anunciar seu fechamento durante um mês para poder incinerar todos os corpos à espera.

Os mortos nas últimas 24 horas na Itália foram 681, um declínio de mais de 10%. Os pacientes em cuidados intensivos diminuíram para menos de 4.000 pela primeira vez desde o início da crise.

O Irã também anunciou uma redução do contágio pelo quarto dia consecutivo, após quinze dias de paralisação forçada das atividades.

O Reino Unido, com 708 óbitos nas últimas 24 horas, está, ao contrário, no olho do furacão.

Londres reportou dois dias de recordes consecutivos no número de mortos, que já superam os 4.300.

Dos 60.457 falecimentos contabilizados pela AFP neste sábado, um terço ocorreu na Europa.

O estado de Nova York teve seu pior dia: 630 mortos em um dia. A Turquia superou os 500 mortos e os jovens menores de 20 anos estão proibidos de sair como forma de limitar o contágio.

Fora dos hospitais, dramas humanos também ocorrem em lares geriátricos e outras instalações de saúde. A França começou, assim, a reportar esta semana os óbitos nestes centros não hospitalares. Desde o início da crise, 2.028 vidas humanas foram perdidas.

As máscaras na berlinda 

A pandemia teve início há quase três meses na China e agora afeta 188 países e territórios, até mesmo as ilhas Malvinas, que reportaram seu primeiro caso.

Durante décadas, imagens de pessoas usando máscaras cirúrgicas nas ruas de países asiáticos era comum para combater, por exemplo, a propagação de uma simples gripe. Agora, a discussão é se o restante da população do planeta deve seguir o exemplo.

O governo americano recomendou nesta sexta-feira o uso de máscaras como parte do leque de medidas para combater o contágio, junto com o distanciamento social e a higienização constante das mãos.

A França já encomendou quase 2 bilhões de máscaras da China.

“Ocorreu uma verdadeira inflexão nos Estados Unidos e a OMS está revisando suas recomendações”, disse à AFP o professor KK Cheng, especialista em saúde pública da Universidade de Birmingham (Reino Unido), defensor do uso generalizado das máscaras.

“Não há evidências de que usar uma máscara se estamos bem possa afetar a propagação da doença. O que importa é a distância” entre as pessoas, destacou, no entanto, um alto funcionário sanitário britânico, Jonathan Van-Tam.

Mas no caso das máscaras, como dos ventiladores e muitos outros equipamentos médicos ou remédios, os países travam uma corrida contra o tempo.

A competição é impiedosa em um mundo onde as fronteiras voltaram a ser levantadas com extrema rapidez.

A Suécia informou neste sábado que um carregamento de máscaras, que comprou para ajudar Itália e Espanha, foi finalmente liberado para a França.

As autoridades francesas tinham requisitado o material há um mês por causa da emergência nacional.

E os países pobres só podem assistir, impotentes, a essa competição brutal, travada inclusive nas portas das fábricas.

A Etiópia conta com apenas 29 casos de coronavírus até o momento. Mas seus hospitais só têm 450 ventiladores para uma população de mais de cem milhões de habitantes.

Em países como a Itália “faltam ventiladores artificiais e têm que decidir a quem vão dar prioridade. Se isto continuar assim, se as pessoas não levarem isto a sério, nós também nos veremos na mesma situação, provavelmente”, declarou a doutora Tihitina Negesse.

Outros países apostam em saídas muito mais radicais.

A República Democrática do Congo, que viveu uma devastação com o ebola durante anos, está disposta a receber os testes de uma futura vacina para a COVID-19.

“A vacina será produzida ou nos Estados Unidos ou no Canadá ou na China. Nós nos apresentamos como candidatos para que os testes sejam feitos aqui”, declarou o encarregado no país do combate à pandemia, Jean-Jacques Muyembe.

O impacto socioeconômico desta nova pandemia continua se manifestando por toda parte. O banco central da Guatemala informou que as remessas enviadas pelos emigrantes dos Estados Unidos começaram a diminuir e que só aumentaram 8,3% no primeiro trimestre do ano.

Os Estados Unidos perderam mais de 700.000 postos de trabalho em março e estas cifras são parciais apenas. E uma refinaria equatoriana suspendeu suas operações por 14 dias.

Aplausos para os sobreviventes 

Enquanto a vacina não chega e os líderes políticos brigam pelo abastecimento de equipamentos ou fecham fronteiras, médicos e enfermeiras no terreno, que lutam diariamente contra o coronavírus, se organizam.

“A princípio nos davam luvas (para colocá-las sobrepostas), agora dizem que duas são suficientes, mas eu coloco três”, explica uma enfermeira no hospital de campanha montado em um pavilhão de congressos nos arredores de Madri.

Neste local, os pacientes que conseguem voltar para casa depois de curados continuam sendo aplaudidos.

“Tenho visto sofrimento. É o sofrimento da doença e da incerteza; te enfraquece psicologicamente saber que as pessoas morrem e que é real e não a série de ficção científica que se assiste na TV”, explica Eduardo López, após receber a autorização para voltar para casa.

A China, por sua vez, homenageou suas vítimas (oficialmente 3.326 mortos) com três minutos de silêncio e emoção.

“Sinto muito pesar por nossos colegas e pacientes que morreram. Espero que possam descansar bem no céu”, disse à AFP, segurando as lágrimas, Xu, enfermeira de Wuhan, cidade onde a pandemia surgiu e que começa a emergir da drástica quarentena de mais de dois meses.


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05/04


2020

Toffoli: ainda não há casos de coronavírus no STF ou no CNJ

Estadão Conteúdo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, disse ontem, durante teleconferência, que até o momento não há casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, nem no STF nem no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo ele, desde o dia 12 de março o Supremo tomou uma série de medidas preventivas para as pessoas que atuam no STF. “Não há uma única notificação de coronavírus, nem no CNJ. Tomamos uma série de medidas e, felizmente, não temos nenhum resultado de casos, o que é bem positivo”, afirmou.

De acordo com ele, a quarentena deve continuar no País, seguindo orientação médicas. “Somos mediadores. O Judiciário está trazendo a tranquilidade para que o Estado funcione da melhor maneira. Não podemos nos perder em determinadas polêmicas. O que importa é o Estado estar funcionando.”

Além disso, ao longo desse período o STF foi criando uma gama de resoluções, como as sessões administrativas online, e ainda de sustentação oral virtual. Conforme o ministro, a próxima sessão online recebeu 15 sustentações . Explicou que através de videoconferência, o advogado pode ter acesso de qualquer lugar do Brasil.

“Só suspendemos os processos físicos por causa da pandemia. 95% são eletrônicos e devem continuar. Suspendemos processo em papel, porque pode ser transmissor do coronavírus”, disse ele. “Temos 78 milhões de processos em tramitação no Brasil e só 15% não estão em meio eletrônico.”

Toffoli participou neste sábado à noite de Live do BTG Pactual digital, da qual participaram também o ex-ministro do STF Nelson Jobim e Rafael Favetti, advogado e cientista político.


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05/04


2020

Coronavírus: Guedes diz que negocia testes em massa

Por G1 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ontem que negocia com um parceiro da Inglaterra a implementação do que chamou de "passaporte da imunidade". Sem detalhar a medida, Guedes disse que está em discussão pelo governo a disponibilização para o Brasil de 40 milhões de testes para o coronavírus.

A declaração foi dada em uma videoconferência com empresários do setor varejista, organizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

"Hoje de manhã conversávamos com um amigo na Inglaterra que criou o passaporte de imunidade. Ele faz 40 milhões de teste. Ele coloca disponíveis para nós, brasileiros, 40 milhões de testes por mês", disse Guedes aos empresários.

Segundo o ministro, a proposta já foi encaminhada ao presidente Jair Bolsonaro e aos ministros Walter Souza Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde).

Com a testagem em massa, segundo o ministro da Economia, quem comprovadamente não estiver contaminado pelo coronavírus poderá deixar o isolamento. Isso, segundo Guedes, seria para os "jovens". Os idosos seguiriam em casa.

"Veja bem, isso não é agora. Agora, nós estamos em isolamento. Nós estamos planejando uma saída", destacou.

O ministro afirmou que o país enfrentará duas "ondas": a primeira seria a da saúde e a segunda, econômica. E o responsável por coordenar este primeiro momento, de isolamento social, disse Guedes, é o ministro da Saúde, Mandetta.

"Lá na frente vem uma segunda onda, que é econômica, e nós vamos ter que furar a segunda também", completou.

Guedes disse que as negociações com o "amigo" da Inglaterra estão pensando "lá na frente".
"As pessoas vão sendo testadas, pode ser semanalmente, quem estiver livre continua trabalhando, os mais jovens, os idosos ficam em casa. E fazendo o teste você consegue ir girando a economia", afirmou.

Ao longo da videoconferência, Guedes ouviu diversas cobranças dos empresários, a maior parte deles voltada à liberação de crédito. O setor pressiona o governo a acelerar e a aumentar essa liberação de recursos ao setor.

Entre as sugestões feitas a Guedes estão o uso de cadastros das associações comerciais municipais e estaduais para que o dinheiro chegue, de fato, a quem precisa; a criação de aplicativos para acelerar a liberação de crédito; e ainda o uso das "maquininhas" de cartão para o repasse do recurso.

Feriados em 2020

Durante a videoconferência, um empresário sugeriu a Guedes que o governo antecipe os feriados para que, passada a crise do coronavírus, os pequenos e microempresários possam abrir mais dias e, assim, vender mais. O ministro, então, disse que a ideia era "excelente".

"Essa proposta de antecipação dos feriados, trazer tudo para agora e deixar o Brasil para retomada e para a recuperação, é uma excelente sugestão. Pegar os feriados do ano inteiro e jogar para essa fase, já que estamos no isolamento. Estamos passando nossos sábados, domingos e feriados juntos, de uma vez. Até porque, quando sairmos, vamos ter vontade de sair, comprar, abraçar os amigos, ir para restaurantes, vamos precisar disso, até do ponto de vista de ressurreição espiritual", respondeu o ministro.

Pouco tempo depois, ainda na videoconferência, Paulo Guedes disse que a medida já foi adotada pelo governo e que ele soube da ideia há cerca de três semanas.

"Nós já autorizamos a antecipação dos feriados. Foi pedida agora, nós já tínhamos autorizado", disse o ministro aos empresários.

Sem dar detalhes, Paulo Guedes acrescentou: "É com satisfação que digo que a antecipação dos feriados, que foi sugerida aqui, que eu fiquei animado, fico animado com uma boa ideia, fiquei animado com essa ideia três semanas atrás, e já foi antecipado. Então, para você ver que grande notícia. Já aconteceu."


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05/04


2020

Geraldo: 80 mil que estavam em casa voltaram a sair

Por Mônica Silveira, TV Globo

Pelo menos 80 mil moradores do Recife que estavam em isolamento domiciliar, devido à pandemia do novo coronavírus, voltaram a sair de suas casas entre o fim de março e início de abril, de acordo com o prefeito Geraldo Júlio (PSB). A informação foi divulgada ontem com base nos dados contabilizados por uma ferramenta que faz o monitoramento de mais de 700 mil aparelhos

"De uma semana para a outra, dessas 600 mil [que estavam em casa], uma parte voltou a circular na cidade, cerca de 80 mil pessoas. É necessário que essas pessoas voltem ao isolamento, que todos fiquem no isolamento", afirmou.

A capital concentra a maioria dos casos confirmados no estado: são 119 do total de 176, segundo o boletim deste sábado. O isolamento é apontado como a forma mais eficaz de conter a pandemia da doença Covid-19. O prefeito também explicou que, quanto mais gente sai de casa, mais elas estão expostas ao Sars-Cov-2 e, consequentemente, também expõem mais pessoas.

População na Rua da Aurora, no Centro do Recife, durante pandemia do novo coronavírus — Foto: Pedro Alves/G1

Por causa das pessoas que insistem em desrespeitar o isolamento social, o governo de Pernambuco determinou o fechamento de praias e parques de Pernambuco por três dias: deste sábado (4) até a segunda-feira (6).

"Centenas de pessoas nos parques, nas praias, hoje, significa centenas de pessoas internadas nos hospitais nos próximos dias. A gente teve uma redução da quantidade de pessoas que estão ficando em casa. Isso é muito preocupante", afirmou o prefeito.
Ainda segundo o prefeito, ainda é grande a presença de idosos nas ruas, grupo de risco para o agravamento da Covid-19. Da mesma forma, os pais e responsáveis precisam deixar as crianças em casa durante as saídas, que devem ocorrer apenas em extrema necessidade.

"A gente ainda tá tendo uma curva com crescimento mais lenta que outros estados brasileiros e outros países, mas, para que isso se mantenha, é muito importante o comportamento de todo mundo. As saídas devem ser exclusivamente para os serviços essenciais e para o abastecimento, que é ir ao supermercado quando precisar comprar alguma coisa e não ir várias vezes na semana", disse o prefeito.

Mais de 510 mil pessoas na capital já receberam alertas, pelo celular, sobre a necessidade do isolamento social para conter a pandemia em bairros que tem baixo índice de isolamento. A prefeitura, no entanto, não divulgou que locais são esses.

De acordo com a prefeitura, ao menos 700 mil aparelhos são monitorados, em parceria com a empresa In Loco. A administração assegurou que não há invasão de privacidade e que os dados coletados não expõem a identidade das pessoas.

Sabendo onde as pessoas estão saindo mais de casa, ações são direcionadas para bairros específicos. A utilização de carros de som é uma das medidas adotadas.

Coronavírus em Pernambuco

Ontem, houve mais quatro mortes e 40 novos casos de coronavírus, em Pernambuco. Com isso, subiu para 14 o número de óbitos de pessoas com a Covid-19. Além disso, houve 40 novos casos confirmados, totalizando 176. Foi o maior aumento em 24 horas, desde os dois primeiros pacientes, no dia 12 de março. Houve, ainda, seis novos pacientes curados, resultando em 23 recuperações.


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