FMO janeiro 2020

31/03


2020

Coluna da terça-feira

Trapalhada no hospital Maria Lucinda

Diante de tudo de tudo que já se viu em Pernambuco em tempos de coronavírus, um já despertou a atenção da mídia nacional: o atestado falso para coronavírus como causa mortis do borracheiro Jacinto, levando à eternidade pela gripe Influenza, segundo nota oficial do próprio hospital Maria Lucinda, pivô da maior trapalhada da atual crise na saúde que atravessa o País sob a ameaça do Covod-19, o vírus da morte.

Na vida pública se pratica muitos crimes, inclusive o da omissão. Em se tratando de hospital, omissão remete de imediato à negativa do socorro. Mas não tem nada disso. A omissão foi praticada, no episódio em análise, pelo hospital, que até agora não deu o paradeiro da médica Ingrid Rodrigues, que assinou o atestado de óbito falso, e ao Governo, cujo representante do setor, o secretário de Saúde, André Longo, silencia.

Silêncio é sinônimo de omissão, grave pecado na vida de um cidadão. Embora o hospital Maria Lucinda seja filantrópico, tem relação com o SUS, recebe dinheiro do Estado e do Governo Federal, através de emendas parlamentares. Uma história muito mal contada. Se não, vejamos: o paciente morre, a equipe que o assiste colhe sangue para identificar a enfermidade, se conclui por gripe influenza e o atestado de óbito sai Covid-19.

No cartório, ninguém tem notícia do laudo da causa mortis. Envolvida no episódio, por sentir tratar-se de um escândalo nacional, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) postou dois vídeos em suas redes sociais desconfiando que Pernambuco seja um caso em que o número de mortes pelo corona esteja crescendo de forma manipulada, atestando o Covid-19 como causa mortis em vítimas de outras enfermidades. Com a família do borracheiro, ela conseguiu o resultado do exame para influenza, mas não o laudo do médico no qual o cartório se baseou para o atestado de óbito.

Esse laudo sumiu, a médica Ingrid Rodrigues, que assinou o atestado, também tomou Doril. Mesmo destino chamado sumiço teve o secretário estadual de Saúde, André Longo. Ao longo do dia de ontem, tentei, por várias vezes, uma entrevista com ele, deixei mensagens no seu celular, mas se recusou a falar. Certamente, deve estar com a consciência pesada pelo aval do Estado a uma trapalhada lamentável de um hospital filantrópico.

Mais uma morte – Por falar em coronavírus, subiu para seis o número de mortos em Pernambuco com a Covid-19, segundo dados oficiais divulgados ontem. Também foram registrados quatro novos casos, totalizando 77 no Estado. A nova morte foi de um homem de 62 anos, com quadro de hipertensão e diabetes. No domingo passado, eram 73 casos confirmados. Também houve dois novos casos de cura clínica, chegando a 13 recuperações. De acordo com a Secretaria de Saúde, o homem morreu no domingo. Ele deu entrada no Hospital dos Servidores do Estado (HSE) no dia 25 de março, depois de ser encaminhado por uma unidade de saúde do município de Goiana, com quadro de infecção respiratória.

Emendas como reforço – A Assembleia Legislativa confirmou que os deputados repassaram um total de R$ 62,7 milhões para as áreas de saúde e assistência social, em meio à pandemia do novo coronavírus. De acordo com a Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação, esse valor equivale a 67,7% do total de emendas parlamentares, que totalizaram R$ 92,5 milhões. O valor de emendas remanejadas para a saúde e assistência social chegou a R$ 56,6 milhões. O Legislativo informou que todos os 49 deputados estaduais fizeram o remanejamento e repassaram recursos para essas áreas, com o “objetivo específico para o enfrentamento ao novo coronavírus”.

Monitoramento ilegal – A denúncia foi do jornal O Poder: o recifense está sendo monitorado pela Prefeitura sem autorização e isso se constitui crime. Mesmo sem se referir à reportagem do jornal, o prefeito Geraldo Júlio (PSB) confirmou que mais de 510 mil pessoas já receberam alertas, pelo celular, sobre a necessidade do isolamento social para conter a pandemia do novo coronavírus no Recife. Até ontem, segundo ele, os avisos foram vistos mais de quatro milhões de vezes pelos moradores de bairros com menor índice de isolamento social, medido por uma ferramenta de monitoramento de aparelhos. O sistema é o mesmo denunciado pelo jornal para invadir a privacidade do cidadão.

Hospital de campanha – Em Fortaleza, o prefeito Roberto Cláudio (PDT) resolveu construir um grande hospital de campanha num estádio de futebol, da mesma forma como vem sendo feito no Rio. No Recife, não há notícia sobre tal iniciativa, mas em Fernando de Noronha, sim. Ali, o trabalho de montagem já está de vento em popa para receber possíveis pacientes com a Covid-19, a infecção causada pelo novo coronavírus. A unidade emergencial de saúde vai funcionar no auditório da Escola Arquipélago. Inicialmente, o espaço contará com seis leitos, mas a capacidade é de até 12 pessoas em tratamento.

CURTAS

BALANÇA, MAS NÃO CAI – O ministro da Casa Civil, Walter Souza Braga Netto, garante que “está fora de cogitação” e que “não existe essa ideia” de demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O presidente Bolsonaro vem defendendo o relaxamento das medidas de isolamento social adotada nos estados e a retomada da atividade econômica, com a reabertura do comércio e volta dos estudantes às escolas. As recomendações de especialistas, da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do próprio Mandetta são de que o isolamento é necessário para evitar a expansão da pandemia. Essa postura diferenciada do ministro em relação ao chefe gera especulações de que Mandetta pode cair.

VOZ MUNICIPAL – A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) tem dito que o presidente Bolsonaro “contraria orientações sanitárias, gerando insegurança e dúvida na população”. A FNP representa 406 cidades incluindo todas as capitais, e assim respaldada enviou novos ofícios cobrando responsabilidades, medidas oficiais do governo federal, testes rápidos para profissionais de saúde e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os municípios. No texto, a entidade faz referência às novas posturas adotadas por Bolsonaro no fim de semana, que fez passeios pelo bairro Sudoeste em Brasília e pelo centro de Ceilândia, e vão contra as recomendações do Ministério da Saúde para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus.

INTEIRINHO DA SILVA – Inácio Manoel do Nascimento, o Nino, prefeito de Nazaré da Mata pelo PSDB, tomou um susto com sintomas do coronavírus na última sexta-feira, deu entrada num hospital do Recife para exames e ontem recebeu alta com o teste do mal negativo. Nino é bom camarada, segundo o prefeito de Tabira, Sebastião Dias (PTB). “Brincalhão e divertido, ele anima qualquer ambiente borocoxô”, diz o prefeito-poeta. Enquanto esteve internado, Nino deixou a cidade em pânico. “Mas, graças a Deus, correu tudo bem”, revela o vereador Nino Filho, herdeiro político do pai.

Perguntar não ofende: Quantos dias a mais iremos aguentar ainda em prisão domiciliar?


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Comentários

Wellington Antunes

\"Bolsonaro hoje só governa o território habitado por seus fanáticos devotos\" (Editorial do Jornal O ESTADO DE SP na data de hoje, 31.03.2020)

Fernandes

Mandetta pede desculpa a Globo e imprensa por críticar cobertura.

Fernandes

Marco Aurélio, do STF, encaminha pedido de afastamento de Bolsonaro.

Fernandes

A possibilidade do impeachment ronda o Brasil novamente.

marcos

Cansei de ler merda Fake ANALFA, fui.


Abreu e Lima

31/03


2020

Um verso genial de Valdir provocando FHC

Recolhida à choupana da família em Tuparetama na fazenda Serrinha desde o dia da morte do pai, o consagrado rei da poesia Valdir Telles, a advogada e poetisa Mariana Telles se embriaga de poesia viva mergulhando nos arquivos empoeirados do vate. 

A cada mexida, descobertas ricas e emocionantes de quem teve uma passagem terrestre dedicada à cultura popular e maestrosa empunhada pelo verso repentino e belo brotado no toque da viola.

Valdir, que morreu há 12 dias, aos 64 anos, vítima de um infarto num final de tarde de um domingo em sua choupana, matou boa parte do tempo do seu último dia de vida falando ao celular com a própria filha, que reside no Recife. Herdeira fiel da veia poética do pai no improviso do verso e na escrita, Mariana tem descoberto tanta preciosidade nos arquivos que já está decidida a escrever as memórias do velho parceiro de João Paraibano.

Paraibano também já foi levado ao céu, jovem e de repente. Lá, os dois devem estar fazendo trocadilhos  para Deus e seus escolhidos, animando o reinado celestial  com sextilhas, galopes à beira mar, desafios e cantorias de pé de parede. O cenário do céu ficou mais poético e romântico, com estrelas piscando versos que na terra brotavam do chão seco do Pajeú, a Grécia brasileira, reino encantado da poesia.

Entre os pedaços de papéis que soltam poeira, mas versejam motes eternizados na pruma leve da viola de Telles, Mariana se deparou também com muitas fotos. Duas delas, ilustrando esse texto, relembram um dos momentos mais felizes do poeta: a assinatura do contrato para construção da Casa do Cantador de São José do Egito, fruto de emenda federal do então deputado Luiz Piauhylino, o Piau.

Foi Piau, a quem Valdir ajudou com uns votinhos em São José e Tuparetama quando envolvido em política, que deu a ele também a oportunidade de cantar pela primeira vez para um presidente da República: Fernando Henrique Cardoso. A cantoria histórica foi em Brasília na casa do deputado.

Uma noite estrelada, alegre e fria, na qual os convidados chegavam acompanhados de suas respectivas esposas. Observador atento dos detalhes do ambiente, Valdir, que no improviso fazia a plateia rir sem parar com suas tiradas bem humoradas, não resistiu ao verso abaixo, resgatado por Mariana, quando percebeu que FHC trouxera a ministra Yeda Crusius e não a esposa  Ruth como companhia. Veja que genial:

"Não trouxe a primeira dama/Mas isso não lhe atrasa/Por que dona Yeda Crusius/Veio debaixo da asa/ Quem anda com uma bicha dessa/Não se lembra da de casa".


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31/03


2020

Eletrobras e Petrobras cogitam testar seus funcionários

Por Ancelmo Gois

Esses 10 milhões de testes rápidos chineses para a covid-19, que começaram a chegar ontem, serão distribuídos ao pessoal de saúde dos estados. Não há kits suficientes para fazer testagem massiva, como fez em grande parte a Coreia do Sul, o que permitiu com sucesso o isolamento de pessoas contaminadas que nem sabiam que tinham o vírus.

Mas empresas que não podem parar, como a Eletrobras e Petrobras, estão pensando, numa segunda etapa, testartodo o seu pessoal.

Só que...

Na sexta, a Coreia do Sul voltou a adotar medidas de distanciamento social.

Todo cuidado é pouco.


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Prefeitura de Serra Talhada

31/03


2020

Aras irá à Justiça se Bolsonaro decretar isolamento vertical

O Globo - Aguirre Talento e Thais Arbex

Cobrado por partidos políticos e por seus próprios pares a se posicionar sobre as ações do presidente Jair Bolsonaro, o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou em entrevista exclusiva ao GLOBO que é “extremamente injusta” a crítica de que tem sido omisso em meio à crise do coronavírus. Indicado por Bolsonaro ao cargo, Aras afirmou que as manifestações do presidente estão resguardadas pela liberdade de expressão e pela imunidade do seu cargo. Mas disse que poderá recorrer à Justiça se o presidente “vier a baixar um decreto contrariando a orientação da horizontalidade”, em referência ao isolamento recomendado pelo Ministério da Saúde.

O senhor tem sido alvo de acusações de omissão em relação à postura do presidente, que tem contrariado as orientações das autoridades médicas. Como vê essa crítica?

É uma imputação extremamente injusta em razão de tudo que nós temos feito. Não há na história do país quem tenha aplicado uma multa de R$ 800 milhões e ainda condenado um empresário a pena de reclusão de 4 anos (referência à delação do empresário Eike Batista). Não há na história do Brasil nenhum membro na história do Ministério Público que, sem dispensar empresários da prisão, tenha arrecadado R$ 2,5 bilhões e está caminhando para mais R$ 2,5 bilhões, um total de R$ 5 bilhões para contribuir no esforço do combate à Covid-19. Não há quem tenha mobilizado um gabinete de integração contemplando a todos os membros do MPF igualitariamente para apoiá-los no enfrentamento ao Covid-19. Não há em nenhum momento de minha parte nada que seja de omissão. Pelo contrário, trabalho junto com todos os colegas aqui de 10 a 12 horas por dia. Não vou me submeter à partidarização. Eu me manterei fiel à Constituição e às leis. Se alguém quiser me imputar de alguma falha, aponte a norma que eu esteja violando. Essa gestão é igualitária como manda a Constituição, não é para favorecer o partido A, B ou C, não é para fazer escândalo, criminalizando a política e destruindo a economia.

No domingo, o presidente Jair Bolsonaro saiu para visitar feiras populares e teve contato direto com muitas pessoas. O senhor avalia que houve descumprimento legal na ação do presidente?

Vivemos um estado democrático de direito. No Brasil, não foi necessário ainda estabelecer toque de recolher e eu espero que isso não venha a ocorrer. Dessa forma, a mobilidade do presidente, como de qualquer cidadão, está no campo de uma certa vontade de cada um. O presidente tem a sua forma de pensar e não me cabe criticá-lo, mas tão-somente dizer que, do ponto de vista jurídico, a visita do presidente e a sua mobilidade não infringe por enquanto nenhuma lei, nenhuma norma que possa ensejar ao MPF nenhuma atitude.

Mesmo que não esteja infringindo alguma norma, a representatividade dele é muito importante. A partir do momento em que ele vai às ruas e faz apelo para as pessoas voltarem a trabalhar, ele está contrariando o próprio ministro da Saúde. Como o senhor se posiciona nessa situação?

É preciso que nós separemos o Estado brasileiro e o governo. O Estado está funcionando normalmente, basta que você visite o gabinete de crise e vai ver que o Brasil tem profissionais de todas áreas, empenhados 24 horas por dia, de todos os órgãos, no enfrentamento ao Covid-19. É preciso distinguir a figura do presidente da figura do Estado. O Estado está funcionando normalmente e o governo, leia-se o presidente da República, tem liberdade de expressão e goza de certas imunidades. Agora, se o presidente vier a baixar um decreto, qualquer que seja, contrariando a orientação da horizontalidade, estabelecendo a verticalidade ou não, tudo isso é passível, sim, de apreciação judicial. E sendo passível de apreciação judicial, não somente os legitimados poderão recorrer à via judicial, como o próprio Ministério Público.

Mas afinal o senhor é a favor do isolamento vertical ou do isolamento horizontal?

Eu não sou médico, não sou infectologista. Na contemporaneidade, existem algumas formas de enfrentamento de epidemias. Uma delas é a centralidade dos órgãos de Estado, para que não se permita que a desordem converta um desastre natural no caos social. Sobre a verticalidade ou a horizontalidade do isolamento, este é um assunto a ser tratado pelos órgãos do Estado competente, e é o ministro Mandetta o diretor dessa política, que é uma política do Estado. Não é questão de ser contra a favor, a questão é que nós temos uma orientação técnica, que cabe ao ministro da Saúde.

Estamos em estado de calamidade pública. O senhor acha que é possível implantar um estado de sítio?

Está de bom tamanho a calamidade. A calamidade é um ato formal que tem amparo na realidade factual, não há nada de simbolismo, é realidade pura. Precisamos que as pessoas entendam a situação factual, não é brincadeira. É algo que atenta contra a vida de milhares. Eventual avanço para o estado de sítio não me parece pensável, cogitável neste momento porque o estado de sítio envolve comoções sociais.


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31/03


2020

Moro autoriza Ministério da Saúde usar Força Nacional

Por G1

Uma portaria do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou ontem o emprego da Força Nacional de Segurança Pública para dar apoio ao Ministério da Saúde nas ações de combate ao novo coronavírus.

A decisão sobre o emprego da Força Nacional foi publicada na edição extra do Diário Oficial da União, vale até o dia 28 de maio, pode ser prorrogado e ficará a cargo do Ministério da Justiça em acordo com os estados ou municípios.

O Artigo 1º diz que a Força Nacional irá atuar "nas ações de preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio por meio de apoio às ações do Ministério da Saúde na prevenção e combate da pandemia do novo coronavírus, em caráter episódico e planejado, por até 60 dias, a contar de 30 de março até 28 de maio de 2020".

Segundo o texto, as ações de apoio poderão compreender, entre outras, as seguintes atividades:

. I - auxílio aos profissionais da área de saúde para que possam atender com segurança todas as pessoas que se mostrem com suspeitas de estarem infectadas pelo novo coronavírus;

. II-reforço das medidas policiais de segurança que garantam o funcionamento dos centros de saúde (hospitais, UPAs etc);

. III - garantia da segurança e auxílio na distribuição e armazenamento de produtos e/ou insumos médicos e farmacêuticos;

. IV - garantia da segurança e auxílio na distribuição e armazenamento de gêneros alimentícios e produtos de higiene;

. V - garantia da segurança e auxílio no controle sanitário realizado em portos, aeroportos, rodovias e centros urbanos;

. VI - patrulhamento ou guarda ostensiva com o objetivo de evitar saques e vandalismos;

. VII - realização de campanhas de prevenção ou proteção de locais para a realização de testes rápidos por agentes da saúde públicas;

. VIII - aplicação das medidas coercitivas previstas na Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, e na Portaria Interministerial nº 5, de 17 de março de 2020, conjunta dos Ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública.

A portaria diz anda que “o detalhamento das ações deverá ser planejado com o Ministério da Saúde”.

O artigo 3.º afirma que “as ações da Força Nacional deverão também ser obrigatoriamente coordenadas com os governos dos estados e do Distrito Federal.

O contingente a ser disponibilizado ainda não foi informado.


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O Jornal do Poder

31/03


2020

No Roda Viva, especialista em vírus critica Bolsonaro

Por Revista Forum

O biólogo Atila Iamarino voltou a defender a necessidade de isolamento para evitar o impacto do coronavírus no Brasil. Em entrevista hoje no Roda Vida, da TV Cultura, o especialista em vírus elogiou as medidas tomadas pelos governadores estaduais e, questionado, criticou a postura de Jair Bolsonaro, que tem minimizado a gravidade da pandemia.

“A gente depende de que ações estão sendo tomadas. O Estados todos pararam a circulação, colocaram as pessoas em quarentena, restringiram comércio. Eu sinto que a gente está em um momento em que a casa está pegando fogo, a gente quer tirar todo mundo de casa para não perder ninguém e não importa quem acendeu o fogo, se o bombeiro é de direita ou de esquerda. Estão tomando ações para fazer isso? Está ótimo. Se estiver atrapalhando o que os Estados estão fazendo, está atrapalhando o que o mundo inteiro está fazendo. Se os Estados estiverem agindo independente, se torna irrelevante”, afirmou o biólogo.

Segundo Iamarino, a atitude de Bolsonaro de trabalhar contra o isolamento e minimizar a gravidade da Covid-19 “vai contra tudo que todos os líderes mundiais estão fazendo”. “Eu só conheço um que diz que Covid não é nada e não está tomando ações contra que é a Bielorrússia. Lá a recomendação é sauna três vezes por semana e lavar a mão com vodka. Não, não resolve.”

Doutor em microbiologia pela USP, com pós-doutorado em Yale, o biólogo tem chamado atenção nas redes sociais com conteúdos técnicos e embasados sobre o coronavírus. Uma de suas publicações mais comentadas foi a previsão de que R$ 1 milhão de brasileiros podem morrer sem medidas de isolamento e encerramento das atividades, semelhante ao projetado pelo estudo do Imerial College de Londres, que utiliza o mesmo modelo.

“A situação na China é Wuhan. Na Itália, é a Lomabardia. Aqui no Brasil nós temos o potencial de cada cidade virar uma Lombardia ou uma Wuhan da vida, se não for monitorado. Mesmo em um único Estado, como São Paulo, existem muitas metrópoles que podem passar por um problema parecido”, alertou Iamarino, durante a entrevista.

‌O especialista ressaltou a necessidade de se fazer mais testes e o rastreio das pessoas. Questionado sobre se o clima mais quente reduz a propagação, ele explicou que é uma possibilidade, mas não é algo que está completamente comprovado e os planos de ação dos governos não devem trabalhar contando com a sorte.


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Banner de Arcoverde

31/03


2020

Ministro do STF encaminha pedido de afastamento de Bolsonaro

Revista Forum

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ontem um pedido de afastamento de Jair Bolsonaro à procuradoria-geral da República.

Marco Aurélio é o relator da notícia-crime protocolada na semana passada pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), que acusa Bolsonaro dos crimes de omissão e difusão do coronavírus.

O documento lista uma série de episódios em que o presidente minimizou o surto da Covid-19 – detalhando uma série de adjetivações usadas pelo ex-capitão – e aponta que ele “incentivou ostensivamente o descumprimento das medidas de isolamento recomendadas pela Organização Mundial da Saúde e pelo próprio poder executivo”.

Caso a PGR aceite a notícia-crime, Câmara será consultada para autorizar ou não o seguimento da Ação Penal e, em caso positivo, Bolsonaro será afastado por 180 dias. Em caso de crime transitado em julgado, o presidente perde o mandato.

Também na segunda-feira (30), partidos de oposição protocolaram outra queixa-crime contra Bolsonaro pelo “passeio” que o presidente deu no Distrito Federal, no último domingo (29). Na ação, são apontados diversos crimes que Bolsonaro pode ter cometido ao sair às ruas mesmo estando sob suspeita de ter contraído coronavírus.


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Prefeitura de Limoeiro

31/03


2020

Aras intercede em favor de Bolsonaro no STF

Por Revista Forum

Ontem, o procurador-geral da República, Augusto Aras, entrou com um pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar os decretos estaduais e municipais que visem estabelecer restrições de circulação.

Na solicitação, Aras argumenta que “a imposição unilateral de medidas tendencialmente voltadas ao fechamento de fronteiras, por meio da restrição ao transporte coletivo de passageiros e de cargas, bem como da restrição de ingresso de pessoas” configura, segundo ele uma medida que supera os limites que estados e municípios têm para legislar sobre tais temas.

Outro ponto levantado por Aras é que a restrição ao transporte coletivo interestadual e intermunicipal “prejudica o acesso a serviços básicos de saúde e impede que profissionais da saúde que vivem afastados dos centros de chegar aos seus locais de trabalho”.

A competência dos estados e municípios para determinar restrições de circulação é um dos temas que surgiu no país a partir da guerra declarada entre os governadores, que são favoráveis às medidas de restrição e em sintonia com medidas semelhantes tomadas em outros lugares do mundo que enfrentam a pandemia, e o presidente Jair Bolsonaro, que defende o que chama de “isolamento vertical”, onde somente os pertencentes a grupos de risco devem estar isolado, e o resto da sociedade deve seguir sua vida normalmente.

Na semana passada, o ministro do STF, Marco Aurélio Mello, determinou que os governadores e prefeitos têm capacidades para restringir a locomoção em estados e municípios. Em sua avaliação, as autoridades estaduais e municipais possuem atribuições necessárias para tomar medidas de caráter temporária, como uma quarentena.


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Shopping Aragão

31/03


2020

Procuradores querem ação de improbidade contra Secom

Por Estadão Conteúdo

Procuradores do Ministério Público Federal e também do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo apresentaram representação ao MPF no Distrito Federal para que processe por improbidade administrativa o secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República, Fábio Wajngarten, em razão da campanha publicitária "O Brasil não pode parar", contratada pelo governo Jair Bolsonaro, sem licitação, pelo valor de R$ 4,9 milhões, para defender a flexibilização do isolamento social.

Para os procuradores, "não é razoável supor que essa postagem tenha se dado sem a autorização" de Wajngarten, "tendo em conta o seu significado nos dias atuais, da possibilidade de centenas ou milhares de mortes provocadas por uma campanha que não obedece aos parâmetros definidos por autoridades sanitárias nacionais e internacionais".

No último domingo, a Justiça Federal no Rio de Janeiro acolheu uma ação da Procuradoria da República naquele Estado e mandou suspender a campanha. Em seguida, o governo apagou ao menos três publicações com o slogan nas redes sociais que defendiam o fim do isolamento social. Agora, o Palácio do Planalto nega ter divulgado as peças oficiais.

Os procuradores afirmam que "a publicidade oficial veiculada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República é destituída dos atributos que deveria acompanhá-la: ser educativa, informativa e de orientação social".

"Ao contrário, o que ela procura é adesão irrestrita ao pensamento governamental, e, pior, é enganosa, porque induz as pessoas a erro, ao pretender que acreditem em uma falsa oposição entre as medidas determinadas pela Organização Mundial da Saúde, pela comunidade médica e pelas autoridades brasileiras, de enfrentamento a uma pandemia mortal, por um lado, e a preservação da economia nacional, por outro", sustentam.

Segundo os procuradores, "centros de pesquisa nacionais e internacionais indicam que, sem a política de quarentena social, haverá um caos social de maior escala, o qual também provocará insuperáveis danos econômicos".

Ainda afirmam que a campanha "também abusiva, pois induz os cidadãos brasileiros a se comportarem de maneira perigosa à sua saúde e à saúde de todas as demais pessoas, na medida em que os conclama a voltarem às suas atividades laborais e de consumo, ignorando, assim, as prescrições sanitárias de isolamento e máxima restrição à locomoção".

"Finalmente, a campanha é dissonante do esforço mundial no enfrentamento e combate à pandemia, dirigido pela OMS", argumentam.


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