O Jornal do Poder

29/09


2020

Os maus efeitos da pandemia, além da morte

Por José Nêumanne*

O diabo do novo coronavírus virou o Brasil velho da guerra pelo avesso. Médicos renomados, como Drauzio Varella, dublê de astro da informação científica na televisão, Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde que deu início ao combate na União, e Davi Uip, que chefiou a equipe do governo paulista para enfrentá-lo, não alertaram para seus riscos. Assim, perdeu-se a oportunosa ensancha de reduzir efeitos de sua disseminação, mormente quando associados à promiscuidade de um carnaval de rua assassino em nossas grandes cidades. Reduzido a mero imitador do ídolo de sua vida, Donald Trump, o presidente da República, Jair Bolsonaro, abusou do diminutivo, chamando a covid-19 de “gripezinha”. Mal aconselhado pelas próprias limitações intelectuais, ignorou seu perímetro ventral, que nada tem de tanquinho, ao se dizer inexpugnável, por ser “atleta” e “valente”. E, aí, ele não passou incólume pelo contágio, mas a cura precoce autorizou seu vezo de homem do óleo de cobra das feiras do interior a propagar a hidroxicloroquina, droga tida como ineficaz contra a covid e capaz de agravar outras enfermidades mórbidas por experts.

Mas se algum brasileiro se beneficiou da pandemia e da consequente recessão econômica, foi ele. Os terríveis efeitos econômicos – o crescimento na casa dos milhões do número de desempregados, a perda do ano escolar agravando o péssimo cenário da instrução pública em tempo normal e a perda de renda de até 25% de quem se manteve ocupado – não prejudicaram o mais letal inimigo, que o capitão de milícias ignorou e favoreceu. Ao contrário, ele deu a impressão de que foi o único a alertar para a queda da economia, que vinha mal das pernas havia muito tempo e nunca deu sinais de recuperação. Permitiu-lhe a esperteza de superar a própria mesquinharia ao triplicar o auxílio emergencial, que seria de R$ 200 por mês e terminou sendo de R$ 600 após o Congresso ter aumentado para R$ 500. E isso aumentou os índices de bom e ótimo de seu governo na pesquisa Datafolha para 40%, 11 pontos acima do resultado de oito meses antes, quando sua péssima gestão o tornaria o maior culpado pelos números absurdos de velocidade de contágio e total de óbitos por qualquer tipo de medida que fosse adotada. O improvável vencedor da disputa eleitoral em 2018 tornou-se o favorito para se manter no lugar em 2022.

O chefe do Executivo, porém, não é o único vilão desta história sem mocinhos no faroeste do Brasil e quiçá do mundo. O populismo de esquerda da Itália malogrou miseravelmente, assim como sua versão direitista nos Estados Unidos, onde Donald Trump, ao contrário de seu fanático seguidor tupiniquim, vê ameaçada a reeleição, antes dada como certa. Os governadores e prefeitos, que ele acusou de carrascos dos pobres, pela crise econômica, também contribuíram para a piora dos índices sanitários e o consequente pavor econômico. O governador paulista, João Doria, e o prefeito paulistano, Bruno Covas, autorizaram o funcionamento de negócios e mantiveram espaços públicos fechados sem justificativa alguma. Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, foi flagrado com a boca na botija, emulando o antecessor Sérgio Cabral, com a agravante de ser acusado de furto no superfaturamento de respiradores e na instalação de hospitais de campanha. O que provocou mais um efeito positivo para o chefão da União, tornado capitão da sesmaria da Guanabara.

O cidadão comum associou-se à tragédia generalizada, com 54% dizendo aos entrevistadores dos institutos de pesquisa apoiar o amplo isolamento social, como mandam o juízo e a ciência, mas o ignorando na prática. Com a atenuante de que não é fácil ficar, como tem ficado, seis meses em casa e até a calçada de sua moradia facilita aglomerações. Séculos de incúria tornam as calçadas da maior cidade do País impróprias para o distanciamento exigido por epidemiologistas – de 4,5 metros –, pois somente 2,7% delas o permitem.

Para completar, a imoral gestão da maior paixão popular, o futebol, entrou na esbórnia generalizada no calendário anual das competições. No Flamengo, campeão de tudo o que disputou no ano passado, a hipocrisia de seus dirigentes, exibida em rede nacional, causou o vaivém jurídico promovido pela própria inépcia na confecção de um “protocolo” que estava longe de ser “excelente”, como apregoavam. Após o reinício dos torneios que sustentam clubes, federações e confederação, o negócio do futebol conviveu mais uma vez com a distância absurda entre fatos e versões. Ao tentar anular a partida contra o Palmeiras no Allianz Parque, domingo 27, alegando contágio por covid de vários titulares, recorrendo à Justiça comum, o clube da maior torcida do Brasil foi flagrado em explícita tentativa de ser premiado pelo próprio grave erro. Para tanto apelou para uma razão humanitária, a contaminação de seus jogadores e funcionários. Isso após haver demitido o fotógrafo que flagrou sua delegação sem máscaras no voo fretado no qual voltava do Equador, onde se apresentou desfalcado para disputar a Taça Libertadores da América, sem reclamar.

Só que a covid-19 nada trouxe à tona que surpreendesse. O Flamengo já tinha sido negligente na tragédia do incêndio do Ninho do Urubu, que vitimou jogadores promissores de sua base. E até hoje, neste país da impunidade premiada, nenhum cartola foi punido por evidente omissão. Como Bolsonaro, ídolo de seus dirigentes, estes contaram com o esquecimento de sua desídia e com o heroísmo de jovens como o goleiro Hugo Moura, o melhor jogador em campo na partida que começou com meia hora de atraso. E isso devolveu ao torcedor um orgulho que os magnatas rubro-negros haviam transformado em náusea.

*Jornalista, poeta e escritor


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Potencial Pesquisa & Informação

29/09


2020

MP pede impugnação de Yves em Paulista

O Ministério Público eleitoral do Paulista solicitou à Justiça Eleitoral, no último domingo, a impugnação do registro de candidatura do candidato a prefeito daquela cidade pelo MDB, Yves Ribeiro. Segundo o documento e com fundamentação no artigo 3º da Lei Complementar nº 64/90 e no artigo 77 da Lei Complementar nº75/93, o requerido encontra-se inelegível por ter tido suas contas rejeitadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), em decisão definitiva e irrecorrível. Confira um trecho do documento abaixo:

“O Ministério Público Eleitoral, através da promotora eleitoral que ora subscreve, nos autos do requerimento de registro de candidatura em epígrafe, vem à presença de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 3º da Lei Complementar nº 64/90 e no artigo 77 da Lei Complementar nº75/93, propor, no prazo legal, a presente AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO AO PEDIDO DE REGISTRO DE CANDIDATURA em face de YVES RIBEIRO DE ALBUQUERQUE, já devidamente qualificado, pelas razões de fato e de direto a seguir expostas.

O candidato Yves Ribeiro de Albuquerque requereu o registro de sua candidatura para concorrer ao cargo de prefeito pela Coligação “Pra Paulista Ser Feliz”, tendo sido publicada a relação nominal dos candidatos em edital, no Diário de Justiça Eletrônico, na data de 25 de setembro de 2020. No entanto, o requerido encontra-se inelegível, na forma do art. 14, § 9º, da Constituição Federal c/c art. 1º”.

Clique aqui e confira o documento na íntegra.


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Banco de Alimentos

29/09


2020

Presidente nomeia desembargador eleitoral

Embora tenha sido a mais votada na lista tríplice, a advogada Diana Câmara não foi a escolhida pelo presidente Bolsonaro para a vaga de desembargador do Tribunal Regional Eleitoral, em substituição a Júlio Oliveira, que encerrou o seu segundo mandato de juiz titular da corte. O presidente optou pelo advogado Rodrigo Beltrão, apoiado pelo líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União de hoje.

Mas teve quem comemorou: os candidatos a prefeito em Pernambuco e outros Estados do Nordeste das mais diversas alianças partidárias, que voltam a contar com a possibilidade de ter Diana nas suas campanhas, recorrendo ao talento, competência e experiência. Com certeza, seu escritório de advocacia passará a partir de hoje a ser um dos mais procurados por prefeitos em busca da reeleição e uma legião de candidatos a prefeito, em razão do seu histórico de vitórias no acompanhamento de processos de candidatos na justiça eleitoral.


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29/09


2020

Odacy propõe shopping a céu aberto em Petrolina

Ontem, o candidato a prefeito de Petrolina pelo PT, Odacy Amorim, realizou uma caminhada no bairro José e Maria ao lado de alguns candidatos a vereador do município. Dezenas de comerciantes falaram sobre as principais necessidades da comunidade e pediram o apoio do ex-prefeito.

Entre as propostas apresentadas pelo candidato, que constam no plano de governo registrado no Tribunal Regional Eleitoral, está a construção do shopping a céu aberto no bairro. "Nosso objetivo é criar um espaço comercial popular com infraestrutura adequada. A ideia é garantir que as famílias da periferia tenham mais uma opção de compras e lazer", explicou Odacy.

Ainda segundo ele, a obra também será uma importante iniciativa econômica. "Vai estimular a geração de emprego e renda, o que será primordial diante do cenário de crise que vamos enfrentar no pós-pandemia", pontuou.


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29/09


2020

Coluna da terça-feira

Mulher tem mais espaço

Com poucos incentivos e barreiras históricas, as mulheres ainda são uma parcela pequena na disputa pelas prefeituras: representam apenas 13,05% (2.495) dos 19.123 candidatos em todo o País nas eleições 2020. O porcentual é ainda menor quando se trata de mulheres negras ou pardas – são 857 (4,5%). Homens brancos representam mais da metade (55%) dos candidatos a prefeito, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os números mostram pouco avanço em relação ao registrado na eleição de 2016, quando 16.565 candidatos disputaram o cargo, sendo 2.149 mulheres (12,98%), e ainda está abaixo de 2012, quando o índice foi de 13,3%, com 2.026 candidatas. O prazo para registro de candidaturas para as eleições de novembro se encerrou no último sábado. Desde 2010, mulheres precisam ser 30% das candidaturas registradas por um partido para os cargos de vereador e deputado, mas a regra não vale para cargos do Executivo. Isso demonstra a relevância das cotas.

No primeiro caso (prefeituras), como não há cotas, as práticas históricas de registro de candidaturas masculinas vão sendo reproduzidas a cada eleição. Por isso, esse patamar tão baixo. As cotas interrompem a dinâmica histórica de dominância masculina, abrindo mais espaço para as mulheres. Na disputa por vagas nas Câmara Municipais, a presença de mulheres vem aumentando. Neste ano, são 173.710 (34,37%) do total de 505.461 candidatos, ante 153.313 (33,08%) em 2016 e 134.150 (31,9%) em 2012.

Estudo feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e pela ONU Mulheres mostrou que o Brasil registra baixos índices de representatividade feminina e de paridade política entre os sexos na comparação com os seus vizinhos da América Latina. Os poucos mecanismos adotados até hoje no País para incentivar mais mulheres na política são considerados insuficientes, pelo estudo. As mulheres, no entanto, são maioria entre os eleitores brasileiros: 52,5%.

Para se fazer uma reforma política que de fato tenha efeitos no sistema eleitoral e de representação com vistas a mitigar os efeitos dessa história desigual de direitos políticos entre os gêneros, é forçoso a discussão dos aspectos de funcionamento intrapartidário que, em geral, mantêm-se cristalizados de velhos hábitos. A estrutura de poder é pouco oxigenada.

Raça – A disputa pelos cargos de prefeitos também é pouco diversificada no quesito raça. Homens brancos (10.473 ou 55%) dominam o cenário, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda debate sobre a validade de políticas públicas para incentivar candidaturas de pessoas negras. Três ministros já votaram a favor de antecipar para as eleições de novembro o uso do critério racial na divisão de recursos do Fundo Eleitoral – e do tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão de cada partido.  Em agosto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia decidido que a reserva de recursos para candidatos negros só valeria a partir das eleições de 2022, mas uma liminar do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, antecipou a adoção das novas regras para este ano.

Candidatas – Ao menos duas capitais do País terão apenas candidatos homens na disputa para prefeito nas eleições de novembro: Manaus (AM) e São Luís (MA). Na capital do Amazonas, há 11 nomes na corrida pelo principal cargo. Quatro deles concorrem ao lado de mulheres como vices. Na capital do Maranhão, são 12 homens na disputa. Desses, seis têm mulheres como candidatas a vice em suas chapas. A situação muda de figura no Rio de Janeiro, onde a disputa pelo Executivo municipal é a mais paritária entre as 26 capitais brasileiras. São ao todo seis mulheres na corrida eleitoral, representando 43% do total de candidatos. Em São Paulo, Joice Hasselmann (PSL), Marina Helou (Rede) e Vera Lúcia (PSTU) representam 21% do total dos 14 candidatos na disputa pelo comando da capital paulista.

Cola em Bolsonaro – Às voltas com a impopularidade – mais de 70% – e investigações, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) começou a campanha apostando na aproximação com o presidente Jair Bolsonaro para tentar a reeleição. A imagem do mandatário foi inserida num material divulgado pelo prefeito e seu nome foi incluído num jingle. “Junto com Bolsonaro é Crivella”, diz a versão inspirada em Supera, da cantora Marília Mendonça. O prefeito não teve, até aqui, agendas públicas de campanha; participou apenas de encontros fechados. A estratégia de Crivella é se associar a temas morais e nacionais para tentar driblar a impopularidade de sua gestão.

Consórcio NE – O governador Wellington Dias (PT) foi eleito, por unanimidade, presidente do Consórcio Nordeste durante encontro por meio de videoconferência entre os chefes do poder executivo dos nove Estados. “Nós vamos trabalhar a gestão, a integração do Nordeste, um projeto de desenvolvimento, o Nordeste conectado, a infraestrutura do Nordeste, o turismo, a economia, a relação internacional, essa área relacionada à agricultura familiar, seja toda uma política de saúde, segurança, educação integrada para o desenvolvimento, para o bem da população do Nordeste”, destacou Dias. Até então, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), presidia o consórcio desde a sua formação, em março de 2019.

CURTAS

REDUÇÃO – O número de candidatos inscritos na Justiça Eleitoral para disputar as eleições 2020 no Recife foi menor do que em 2016. Além disso, de acordo com os dados declarados ao TSE, houve mudança no perfil dos candidatos, com um número maior dos que declararam ter pele parda e ensino superior. Apesar de 11 pessoas terem feito inscrição para disputar o cargo de prefeito da capital - número que, caso confirmado, será o maior em 35 anos - o total de pedidos de registro de candidatura, incluindo para o cargo de vereador, foi 895. Em 2016, chegou a 981. Vale salientar que nem todos os pedidos foram deferidos. O TSE ainda levará alguns dias para registrar todas as candidaturas aprovadas ou rejeitadas.

LIVE DA TERÇA – A live deste blog, hoje, será com o empresário cearense Antonio Souza, que vem se destacando no mercado automotivo 4x4, direcionado ao campo corporativo. Souza é fundador da CAB, detentora dos direitos de produção e comercialização do Jipe Stark, produto 100% nacional. O empresário escolheu o município pernambucano de Araripina para instalar a divisão da empresa de montagem de carros elétricos, que está com lançamento previsto para janeiro. Ele também se prepara para ter uma montadora em cada região do País. A entrevista será pelo Instagram do blog às 19 horas. Se você ainda não segue o Instagram do blog, anote o endereço: @blogdomagno.

Perguntar não ofende: Como será a recepção a Bolsonaro nesta quinta no Sertão?


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Comentários

marcos

Socialistas e Comunistas dizem que trabalham para os mais pobres, mas criam um Vírus para Destruir os menos favorecidos.

marcos

Bom dia povo de Deus, só lembrando que Lula é o maior Ladrão do Brasil em atividade.

Fernandes

Cristãos dizem que a Natureza foi criada por Deus, mas elegem um (des)governo que destrói a Natureza.

Fernandes

Ibope É Frustrante Para Bolsonaro E Aprovação Dificilmente Se Sustentará, O aumento da popularidade do governo de Jair Bolsonaro indicado por pesquisa CNI/Ibope divulgada na quinta-feira 24 se deve, basicamente, ao auxílio emergencial de 600 reais. É um resultado muito ruim para o Bolsonaro ter melhorado 10 pontos depois de gastar 300 bilhões de reais.

Fernandes

Bolsonaro e Paulo Guedes criam nova CPMF, confirma líder do governo no Congresso Projeto do novo imposto, tema com forte rejeição na população e no Congresso, vem acompanhado da criação do programa Renda Cidadã.



28/09


2020

Debate da UFPE termina subitamente

Por Houldine Nascimento, da equipe do blog

O debate organizado por uma turma do curso de Administração da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com os candidatos à Prefeitura do Recife, na noite de hoje, estava previsto para ter três blocos. Os problemas técnicos, contudo, foram tão grandes que a discussão findou no segundo bloco, já bastante atrasado. A queda da transmissão na hora das considerações finais abreviou a dispersa sabatina, que foi mediada pela professora e pró-reitora da UFPE Brunna Carvalho.

A previsão era de que o debate fosse até as 21h30, mas o atraso inicial de quase meia hora fez com que o encontro virtual se arrastasse até as 22h15. O segundo bloco seguiu tão caótico quanto o primeiro. Agora, foi a vez de professores e técnicos da instituição lançarem perguntas aos candidatos. Nesta parte da discussão, os candidatos tinham de responder a dois assuntos ao mesmo tempo. Patrícia Domingos (Podemos) foi a primeira.

“A Prefeitura do Recife foi alvo de sete operações policiais, e todas relacionadas à área de saúde. A desvio de dinheiro durante uma pandemia, quando milhares de pessoas na nossa cidade foram acometidas pela doença. O último levantamento do DataSus tem a informação de que aproximadamente 4.700 recifenses faleceram em 2018 por causas evitáveis. Ou seja, elas poderiam ter sobrevivido se tivessem tido acesso a consultas, exames, vacinas”, disse.

Patrícia imputou os problemas da saúde recifense à "falta de investimento" e à "corrupção na gestão, que é suspeita de desviar R$ 150 milhões” e disse querer investir em atenção básica no setor.

Alberto Feitosa (PSC) também bateu na administração de Geraldo Julio (PSB). “Não tenho dúvida de que Recife está mal gerido, ainda mais em uma gestão que se diz socialista. Nós vamos cuidar de fazer um planejamento desses investimentos, que é o que falta a essa gestão. Temos vários postos de saúde que estão abandonados”, disparou.

Os dois também falaram em segurança pública. Patrícia quer reestruturar a Guarda Municipal e Feitosa prometeu armar os agentes. Já Marília criticou o uso dos recursos da saúde por parte do PSB e também falou em investimentos na Guarda. “É preciso que haja um convênio com a Academia de Polícia Militar e que a Guarda tenha um papel estratégico no monitoramento”, declarou a petista.

Na segunda rodada de perguntas, a educação infantil esteve no centro, além da Cultura na capital pernambucana. Coube a João Campos (PSB), Victor Assis (PCO), Cláudia Ribeiro (PSTU) e Charbel Maroun (Novo) tratarem dos temas.

João passou a responsabilidade dos insucessos ao Governo Federal e imputou as conquistas à gestão do correligionário Geraldo Julio. “A educação infantil, infelizmente, é o maior desafio que existe no Brasil. Temos o ente federado com a maior fragilidade, que é o município, responsável por cuidar da primeira infância. O déficit de creches no Brasil é de 1,7 milhão de vagas. No Recife, avançamos e aumentamos em 31% a capacidade de vagas de creches”, afirmou o socialista, que prometeu novas creches.

“A Cultura é a raiz de qualquer sociedade. Cultura é feita de gente”, disse João. Victor Assis resumiu suas críticas ao Governo Federal: “É necessário derrubar o Governo Bolsonaro”.

Cláudia Ribeiro foi mais enfática na responsabilidade da Prefeitura em gerir a educação infantil. “Depois de 20 anos de dança das cadeiras de PT e PSB, existem 81 creches para uma população de 1,6 milhão de pessoas. O que significa? Que há muitas crianças fora das creches. Sou professora e não há um ano em que não tenhamos de fazer uma greve para que esses prefeitos e esse atual, Geraldo Julio, tenha de cumprir uma lei federal de piso nacional, que ele se nega a pagar”, criticou a candidata do PSTU.

Charbel Maroun, por sua vez, afirmou que “a educação do Recife é um desastre” e que é necessário rever tudo o que deu de errado. Também direcionou suas preocupações à geração atual e à primeira infância. “Cada real investido na primeira infância, você economiza sete vezes com combate à criminalidade, melhora a vida dessa criança, que estará mais capacitada. Ao invés de construir creches, nossa proposta é pagar a mensalidade das crianças nos estabelecimentos privados”, prometeu o postulante do Novo.

O final foi reservado aos candidatos Thiago Santos (UP), Mendonça Filho (DEM), Carlos Andrade Lima (PSL) e Marco Aurélio (PRTB), que abordaram o descarte de lixo e geração de emprego.

“É preciso que o poder público administre esse problema da limpeza pública porque é essencial e não podemos ter gente lucrando com isso”, afirmou Santos. Sobre emprego, defendeu a ampliação da contratação de servidores públicos e a nomeação de aprovados em concursos. Ele também falou no déficit habitacional.

“É uma vergonha que Recife tenha apenas 40% de coleta e tratamento de esgoto. A população morando em cima da lama. É preciso que haja uma auditoria na PPP da Compesa. É preciso desvendar o que aconteceu. É preciso pensar essa questão como em algo metropolitano, assim como políticas como saneamento e transporte público, melhorando a limpeza da cidade. Recife é uma cidade suja”, destacou Mendonça Filho, que chamou Recife de “capital do desemprego".

Já Carlos Andrade Lima falou em abertura de linha de crédito para pequenos e médios empreendedores e na reciclagem de lixo para a geração de energia. “A única maneira de resolver os problemas do Recife é unindo poder público, setor privado e comunidades”, defendeu.

Marco Aurélio (PRTB) falou em educação preventiva para evitar o acúmulo de lixo na cidade. Quanto ao emprego, defendeu mais parcerias com o Porto Digital. “Se a Prefeitura fizer investimentos simples em relação ao Porto Digital, podemos em curto prazo criar 10 mil empregos”, ressaltou.


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28/09


2020

Marília alfineta Patrícia ao falar sobre transporte público

Por Houldine Nascimento, da equipe do blog

No primeiro bloco do debate promovido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a candidata à Prefeitura pelo PT, Marília Arraes, cutucou a adversária do Podemos, Patrícia Domingos, que chegou a propor durante a pré-campanha que o Recife saia do Grande Recife Consórcio de Transporte.

“Não dá para fazer promessas vazias, impossíveis de serem cumpridas. Por exemplo, tirar o Recife do Consórcio Metropolitano, isso não existe. É a mesma coisa que você propor tirar o Recife de Pernambuco. O Recife tem uma força importantíssima no consórcio: nós temos 35% das cotas, atrás somente do Governo do Estado, que tem 40%. Ou seja, somos os mais fortes e os mais beneficiados nesse consórcio. Não dá para ter um transporte no Recife que não seja integrado com toda a Região Metropolitana”, defendeu a petista.

Marília também falou sobre a situação do tráfego na capital pernambucana. “O Recife é um dos piores trânsitos da América Latina. Ocupamos a sétima posição no ranking mundial, temos o pior trânsito do Brasil. O deslocamento de transporte público é feito por 70% da população é deficiente e os problemas impactam diretamente a saúde e a qualidade de vida das pessoas. É mais tempo que as pessoas passam e deixam de viver com suas famílias”, acusou a parlamentar, que defendeu uma redefinição na política municipal de mobilidade.

Para acompanhar o debate, basta clicar neste link: https://www.youtube.com/watch?v=oDQxCxZT0r8


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28/09


2020

Candidato do PCO abre debate acusando "complô"

Por Houldine Nascimento, da equipe do blog

A primeira pergunta do debate organizado por estudantes de Administração da UFPE versou sobre a dificuldade que moradores da periferia enfrentam para ter acesso a serviços de transporte por aplicativo, com a falta de pavimentação em diversas áreas. O assunto, no entanto, ficou em último plano na resposta do candidato do Partido da Causa Operária a prefeito do Recife, Victor Assis.

O representante da sigla acusou outros três postulantes de promoverem “um complô” para retirá-lo da discussão. Sobrou até para a organização do debate. “O senhor Alberto Feitosa, coronel da PM, o senhor Mendonça Filho, do Democratas, e o senhor Charbel, do Partido Novo, queriam me expulsar simplesmente porque eu vim para o debate com um cartaz de ‘Fora, Bolsonaro’. A organização do debate cedeu à chantagem da direita golpista e eu tive de vir para outro ambiente”, protestou.

Victor Assis seguiu direcionando críticas a Mendonça Filho (DEM): “Mendonça Filho, é interessante, foi ministro da Educação do Governo Temer, um governo golpista. Enquanto estavam tendo grandes mobilizações estudantis contra a PEC dos gastos e a privatização das universidades, Mendonça Filho foi se trancafiar para conversar com Alexandre Frota. O que se faz trancafiado com Alexandre Frota, não sei”, disparou.

A cena causou constrangimento e riso em outros candidatos e fez o postulante do DEM protestar. “Você me desrespeitou, me agrediu”, respondeu Mendonça. Na sequência, o prefeiturável do PCO se exaltou e pediu para que seu tempo de fala fosse restituído. Ele foi repreendido pela mediadora do debate, Brunna Carvalho: “Victor, por favor, conclua sua fala. Você está tumultuando o nosso debate desde o início".

Para acompanhar o debate, basta clicar neste link: https://www.youtube.com/watch?v=oDQxCxZT0r8


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28/09


2020

Primeiro debate no Recife começa com problemas técnicos

Por Houldine Nascimento, da equipe do blog

Os 11 candidatos à Prefeitura do Recife estão participando, neste momento, do primeiro debate destas eleições. Organizado por estudantes da disciplina “Administração de Políticas Públicas”, do curso de Administração da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o encontro ocorre de forma virtual. A mediação é da professora da disciplina e coordenadora do projeto, Brunna Carvalho, que também é pró-reitora de Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida da instituição.

Marcado para as 19h30, o debate teve início com quase 20 minutos de atraso e alguns problemas técnicos. O primeiro deles foi motivo de reclamação da postulante do Podemos, Patrícia Domingos, que tinha sua tela parcialmente bloqueada pela janela com a tradutora de libras.

Para acompanhar o debate, basta clicar neste link: https://www.youtube.com/watch?v=oDQxCxZT0r8


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28/09


2020

Show de amadorismo no debate da UFPE

Além do atraso de meia hora, o debate que a Universidade Federal de Pernambuco promove, neste momento, com os candidatos a prefeito do Recife, tem sido conduzido de forma atrapalhada, com falhas técnicas, um amadorismo lamentável. Som péssimo, coordenação pífia, um horror.

Para acompanhar o debate, basta clicar neste link: https://www.youtube.com/watch?v=oDQxCxZT0r8


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