FMO janeiro 2020

02/08


2020

Solidariedade nacional

Minhas redes sociais e as do blog amanheceram repletas de apoio e solidariedade às ameaças e intimidações do prefeito do Recife, Geraldo Júlio, e do seu partido, o PSB, ao nosso trabalho. E não foram apenas de leitores e de ouvintes da Rede Nordeste de Rádio, retransmissora do Frente a Frente, hoje com mais de 40 emissoras.

Jornalistas do País inteiro e até advogados criminalistas de Brasília, São Paulo, Rio, Bahia, Ceará e Paraíba já se ofereceram para me defender sem cobrar um tostão, prova da seriedade e amplitude de uma carreira já virando a página de 40 anos. Reitero ao prefeito, que tentou salvar os doentes de Covid-19 no Recife com respiradores testados em porcos, denúncia que fiz em primeira mão, que não tenho nada a temer.

Ele e sua trupe se irritaram e  perderam o bom senso porque o apontei como o chefe da malandragem com o dinheiro federal destinado a salvar vidas. Disse que ele, extremamente concentrador, que não deixa escapar um centavo do tesouro municipal sem o seu crivo, não poderia ignorar que o seu secretário de Saúde tenha pago R$ 81 milhões a uma empresa com capital social de apenas R$ 100 mil e um único funcionário, na compra de respiradores não avaliados pela Anvisa.

Não é fake news, como ele e o PSB me acusam. É objeto de investigação da Polícia Federal. Se o secretário agiu desrespeitando a hierarquia burocrática e política, por que então não foi punido e afastado?

Simplesmente porque combinou tudo com o chefe. Não vou perder meu tempo com isso, já entreguei ao meu advogado Décio Petrônio, bafejado no bom Direito, que já acompanha há muito tempo os processos de maus políticos contra mim. Na tentativa de encobrir maus feitos, agem, como Geraldo Júlio, com ameaças e intimidações.


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Comentários

Maria Dulce Sampaio

Agora virou moda tachar de fakenews denúncias verdadeiras! Será que o Prefeito vai dizer que é fakenews ter recebido a visita da PF 5 vezes na Prefeitura, para investigar contratos suspeitos? E bote suspeição nisso, os respiradores de porcos, que viraram notícia nacional, que o digam! Parabéns Magno, continue divulgando as irregularidades para o bem da verdade! O povo pernambucano está com você!


Cabo de Santo Agostinho

01/08


2020

As intimidações do prefeito e do PSB

Fui surpreendido, ontem, com duas tentativas de intimidação via processos judiciais. O primeiro, do PSB, acusando o blog por prática de fake news (notícias falsas). O outro, uma ação de danos morais, do prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB). Ambas têm relação com o noticiário envolvendo as operações da Polícia Federal na Prefeitura da capital em compras suspeitas com recursos federais da Covid-19.

Ainda não fui intimado, mas já vi notícias nas redes sociais. Em tempos tão bicudos de proliferação de fakes, este blog tem tido o máximo de cuidado com as postagens. A checagem com as fontes as mais diversas, especialmente a Polícia Federal, tem sido pontuada com acuidade, até porque o assunto é muito grave: desvio de dinheiro público destinado a salvar vidas ameaçadas pela pandemia.

Em nenhum momento, falseamos a verdade. O que o PSB e o prefeito não querem é o contraditório. A verdade dói e contraria. Este blog vai continuar na mesma linha, pautando os escândalos envolvendo o prefeito, sua equipe e, por conseguinte, o PSB, que toma as dores.


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Comentários

arnaldo luciano da luz alencar ferreira

As imagens da Globo e aqueles carros padronizados da Polícia Federal tbm é fakes?

Sergio Murilo Pereira Araujo

Lá na frente, essa patota do PSB pernambucano estará toda no Aníbal Bruno. Se Deus quiser.

ABAIXO FALSO MORALISMO

Bom dia Marquinhos chupa penis

marcos

Esses Ladrões do PSB são iguais aos do PT, Roubam pra caraca e não querem ser incomodados. A Esquerda é Podre!

marcos

O comentário abaixo não é de meu, marcos de Camaragibe.


Prefeitura de Serra Talhada

01/08


2020

Aras implode MPF lavando a roupa suja da Lava Jato

Fernando Castilho

Ao contrário do provérbio “roupa suja se lava em casa”, parece claro que o procurador Augusto Aras decidiu seguir a versão popular existente no Brasil de que roupa suja “se lava onde tem água corrente e sabão”.

E decidiu implodir a força tarefa da Lava Jato e suas congêneres, ainda que espalhe água suja, soda cáustica e espuma por tudo quanto é canto.

Mas, antes de qualquer comentário que se possa fazer sobre o perigo para a Democracia que essa decisão do Procurador Geral da República, em fazer uma devassa nos arquivos das forças tarefas que o próprio MPF criou para apurar os chamados crimes de colarinho branco, é preciso esclarecer que a Constituição de 1988 não conferiu ao PGR a função de chefe hierárquico dos 4.040 procuradores federais do Brasil.

O cargo é de representação e coordenação administrativa não lhe sendo conferido hierarquia funcional, nem autoridade para aplicar punições. Para isso, existem criados pelo legislador, órgãos como a Corregedoria e o próprio Conselho Nacional de Procuradores Gerais. Portanto, o PGR pode muito, mas não dá ordem a nenhum deles.

O problema é que ele entende que pode. Augusto Aras acredita que é, de direito, o chefe de todos os seus colegas. E decidiu organizar, de fato, uma ação pública contra a Lava Jato e as demais força tarefas que, ainda que tenha algum sucesso, comprometa seriamente a credibilidade do MPF.

Para ele, vale a pena se envolver numa briga pública fratricida, na beira das águas do Lago Paranoá, cujo resultado previsível é, no mínimo, o espalhamento de sujeira suficiente para dar uma grande misturada em todo o reservatório próximo à sede do MPF.

Não se pode achar que o PGR não saiba que, quanto mais ele lava roupa suja - onde tem água corrente e sabão -, não agrade a quem a Lava Jato puniu nos últimos anos.

*Titular da coluna JC Negócios, do Jornal do Commercio. O texto completo está disponível no JC Online.


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Comentários

marcos

Esses comentários abaixo não são meus, marcos de Camaragibe.

marcos

A maior operação de combate à corrupção, sendo acabando por quem se elegeu em cima dela. Bolsonaro, isso vai ter um preço seu TRAIDOR, você colocou esse Augusto Aras, pra isso mesmo. Estamos cheios de canalhas feito vocês, não pense que o povo é besta não, na hora certa vamos mostrar para vocês, seus canalhas, o Brasil votou em você não para acabar a Lava Jato. Bolsonaro traidor do povo sério do Brasil.

marcos

Esse sujeito PTralha, está a serviço do PT e de Bolsonaro, não tem interesse algum na Lava Jato, Bolsonaro traidor do povo brasileiro. Votei nesse coiso, mas infelizmente está para proteger os filhos Melicianos, assim como ele.


Abreu e Lima - Prefeitura - Abreunozap

01/08


2020

Empresários do Polo da Sulanca pedem por estrada

Ao Exmo. Sr. Presidente Jair Messias Bolsonaro,

Venho, através desta, solicitar de Vossa Excelência esforços no sentido de concluir a duplicação da BR-104, trecho Toritama-Santa Cruz do Capibaribe. É uma obra de grande importância para o Polo Comercial, vai proporcionar uma grande melhoria no escoamento da produção, em mais de 30 cidades diretamente, e outras tantas.

Temos certeza do seu empenho para a finalização desta obra.

Atenciosamente,
Comerciantes do Polo de Confecções do Agreste


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01/08


2020

Fabiano Veras costura diversidade musical do Brasil

A versatilidade da música brasileira é tão grande que os estilos se misturam e ganham força unindo gerações. Os jovens da nova cena musical vêm trilhando sua produção com talento, qualidade e independência, bebendo em várias fontes. Ao mesmo tempo, produzem suas canções, gravam e soltam nas redes. É o caso do músico e estudante de medicina Fabiano Veras, natural de Salgueiro, que desde criança já alinhava seus ouvidos musicais para diversos gêneros. "Quando criança na escola eu tinha um estojo que simulava um piano pequeno de poucas teclas. Ali já tirava algumas melodias", recorda.

Na transição para adolescência, os discos de vinis (LPs) rodavam em sua casa para todos os gostos. Ia de Elvis Presley a BB King, passando por Pink Floyd e Led Zeppelin.  A música do Nordeste lhe impressionava mais ainda: Luiz Gonzaga, Zenilton, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino, Marinez, Dominguinhos e Zé Ramalho e tantos outros. "Era o dia todo gastando as agulhas do som ouvindo essa galera, prestando atenção nas notas e arranjos", lembra.

De repente, nessa fase, achou um violão na casa da avó e passou a dedilhar os primeiros acordes das bandas pop rock de Paralamas e Titãs. Não demorou muito e já estava agarrado a uma guitarra que lhe abriu caminhos para se engajar em projetos de rock, isso no período em que morou no Recife. Lá, estudou com um guitarrista profissional, Rodrigo Morcego, expert em blues. De volta ao Sertão, se engajou em vários projetos, um deles foi a banda Quarto B com pegada pop.

Pouco tempo depois integrava o casting de músicos da banda de forró romântico Limão com Mel, com quem percorreu cidades do Norte e Nordeste. "Essa foi a fase de aprender os macetes na estrada onde a realidade interliga o palco, a relação com o público, e a performance de músico. Uma grande escola."

Certo de que a música estava no sangue, a paixão pelo forró, xote e baião foi uma forma de se aproximar de um artista familiar: o cantor, compositor e sanfoneiro Zenilton, primo legítimo de sua mãe e que Fabiano o chama de tio. "Sempre escutei seus discos lá em casa. Certa vez, antes de me profissionalizar na estrada, o acompanhei em alguns shows pela região. Foi um presente tocar com aquele artista dos discos que eu tanto escutei em casa".

Depois dessa fase houve um hiato, pois Zenilton retornou para São Paulo. Há pouco mais de cinco anos, o sanfoneiro regressou definitivamente para o Sertão e pegando carona nos fatos políticos e econômicos do país compôs "Os Ladrões da Petrobras", música que Fabiano produziu, captou áudios, fez a mixagem e masterizou vários instrumentos. A música foi o carro chefe de um CD independente. O próximo passo foi um documentário em vídeo chamado "Zenilton & Sua História",  no qual o sanfoneiro conta sua trajetória de 50 anos a serviço da música pelo Brasil, com mais de 500 músicas gravadas.

Recentemente Fabiano Veras produziu dois vídeos de Zenilton com duas músicas inéditas: "O Vaqueiro Sofredor" e "Eu quero ver", todas disponíveis no YouTube. Agora a paixão de Fabiano é a sanfona. Ao prestar vestibular para Medicina, fez a promessa para que se passasse iria aprender a puxar o fole com estudos regrados. Não deu outra. "Vou me dividindo entre as ciências da Medicina e os acordes da sanfona sem que uma prejudique a outra", diz. Com isso, as criações começaram a aflorar. Resgatou a canção "A Distância e a Saudade", composição feita na década de 1980 por seu tio William Veras, mas que não havia sido gravada.

Do ex-Titãs Nando Reis, deu roupagem forrozeira à canção roqueira "Por Onde Andei", já pensando no projeto Forrock, em gestação. Atendendo a uma ideia de Zenilton, revigorou um antigo sucesso dos anos 1970, "Mudança das Capitais", aquela do refrão de duplo sentido "A capital do Equador é Quito, nunca mudou, é sempre Quito", uma aula de geografia com humor. Desde então, as produções assinadas por Fabiano ganham força no mundo das redes virtuais. 


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Banco de Alimentos

01/08


2020

Diniz avalia descaso na Prefeitura de Lagoa Grande

O pré-candidato a prefeito de Lagoa Grande pelo DEM, Henrique Diniz, fez fortes críticas à administração de Vilmar Cappellaro (MDB), a que classificou como um "completo descaso". Ele também rebate análises prévias, que apontam para uma provável reeleição de Cappellaro. "Eleição só se ganha no dia. Ninguém é dono do voto ou da vontade do povo. A votação ainda não aconteceu. Eu vou lutar contra isso até o fim, com toda a força do meu coração", afirmou Diniz.
 


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O Jornal do Poder

01/08


2020

Na GloboNews, Alvaro e Amoêdo debatem corrupção

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR) e o empresário João Amoêdo (Novo) participam do GloboNews Debate, hoje, às 22h. O combate à corrupção é o tema central da conversa. Os assinantes podem assistir ao debate na GloboNews, na TV por assinatura, ou através do Globosat Play.


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01/08


2020

Correios têm greve programada para próxima terça

Houldine Nascimento, da equipe do blog

Funcionários dos Correios ameaçam deflagrar uma greve na próxima terça-feira (4). A razão alegada pelos trabalhadores da estatal brasileira responsável por entrega de correspondências é uma proposta da Diretoria, que visa a cortar alguns benefícios e adequar outros à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), usando como justificativa a atual crise econômica do país causada pela pandemia.

Caso a medida seja aprovada, reduzirá os adicionais de férias e noturno, a licença maternidade, entre outras concessões mais generosas do que as previstas na CLT. A proposição também pretende retirar indenização por morte ou invalidez e o pagamento de multas dos funcionários.

Para evitar a deflagração da greve, os Correios apresentaram uma proposta de acordo aos trabalhadores. Uma nota divulgada pela empresa afirma que a readequação vem sendo feita em respeito à legislação e à CLT. Além disso, visa à saúde e ao equilíbrio financeiro da instituição. A estatal também observa a paralisação como uma "reação imprópria".


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01/08


2020

As coberturas invisíveis

Weiller Diniz

Promulgada a Constituição, no dia seguinte já se falava em faxina tributária para simplificar impostos, ampliar a base, atenuar o centralismo e promover justiça social. O debate é tão longevo quanto os casarões e seus destinos: Implosão. Há um longo histórico de maquetes que ruíram. Em todas elas, camufladas sob persianas distributivistas, as coberturas dos abastados sempre estiveram invisíveis. Quem entra pelo cano nos puxadinhos tributários são sempre os assalariados, os mais pobres e a classe média, cada vez mais asfixiados.

A empreitada atual não quer uma obra estrutural. Rodrigo Maia aterrou a CPMF, esboroou o centrão e esfarelou a candidatura Artur Lira, com a qual o governo contava para cimentar o tributo. Além do tapume político hostil, a área econômica rabiscou uma reforma fracionada. O croqui condena, no alicerce, a organicidade e coerência que uma construção, digna desse nome, exige. Sugere ainda que inquilinos do poder querem mesmo um reboco fiscal com uma sólida viga arrecadatória. Sem sair da casinha, buscam apenas o alvará para reerguer a CPMF, demolida pelo Congresso Nacional em 2007 e, antes, abjurada pelo capitão.

A CPMF é uma escora condenada em razão do perfil regressivo. Ela é cumulativa e incide sobre todas as fases da cadeia econômica. Todos pagam várias vezes e onera as cadeias produtivas. Fora dela, desenha-se o isolamento acústico para não incomodar o andar de cima e seus dividendos, grandes fortunas, lucros, iates, jatinhos, helicópteros, lanchas e todas as imunidades tributárias da casa grande. Apenas 2 países no mundo não tributam dividendos e lucros. A Estônia é o outro. As deduções para classe média no Imposto de Renda, por outro lado, são limadas uma a uma.

As reformas recentes, com fachadas redentoras ou milagrosas, redundaram em rachaduras que condenaram estruturas sociais. A mudança trabalhista, de Michel Temer, precarizou as relações de trabalho e não abriu as cortinas para os 6 milhões de empregos. Muito longe disso. O marceneiro dessa construção empenada, Rogério Marinho, é ministro do capitão. A reforma previdenciária, que penalizou o trabalhador, é outra chaminé. Expeliu muita fumaça e poucos resultados. Reforma tributária é só mais uma do preposto Ipiranga.

Nenhuma das sacadas desenhadas pelo mestre de obras da economia, Paulo Guedes, saiu da prancheta. A reforma previdenciária foi amadurecida no governo Temer. Guedes é engenheiro de obra pronta. No mais é o arquiteto do ilusionismo. Não zerou o déficit, não privatizou estatais, não gerou empregos, não ampliou a renda, não trouxe investimentos. Não mudou o regime de partilha, não tocou as PECs emergenciais, engavetou a administrativa e a evasão de investidores bateu recordes. Não fez nada do que prometeu.

Seu projeto mais renomado é de alcova. Era um segredo, mas o vazamento da reunião de 22 de abril do promíscuo condomínio ministerial, determinado pelo STF, revelou um antípoda do empreendedor. Em plena pandemia, Paulo Guedes foi exposto explodindo o servidor púbico com uma “granada no bolso” e descortinou-se o desprezo com as pequenas e micros empresas, tratadas como senzalas. O segmento destratado por ele responde por 30% do PIB e 55% dos empregos. Já os bancos receberam robustos dutos financeiros. A venda da carteira do BB para o BTG, fundado por ele, pode ser considerada uma obra de Paulo Guedes?

Marcos Cintra, entusiasta da CPMF, é a maçaneta para desvendar outro porão mal iluminado. Neste caso, envolvendo uma segunda cobertura – metafórica – que abrigou o senador Flávio Bolsonaro, tisnado pelas tintas impuras das ‘rachadinhas’ na Assembleia do Rio de Janeiro ao lado do capataz Fabrício Queiroz. O encadeamento dos fatos, em 2019, funciona como um andaime para monitorar o que se passa no interior das janelas empoeiradas de Brasília.

Em 16 de julho de 2019, o presidente do STF, Dias Toffoli, concedeu uma liminar que ergueu um muro de contenção e preservou, temporariamente, Flávio Bolsonaro e outros investigados das apurações em curso. Aquelas que envolvessem o COAF, ainda na laje ministerial de Sérgio Moro, e informações da base de dados da Receita Federal, sem prévia autorização judicial, congelaram. O clã Bolsonaro comemorou, mas o senador segue imerso na fossa séptica do barraco da milícia carioca desde então.

No dia 01 de agosto, 15 dias depois, o ministro Alexandre de Moraes embargou a investigação da Receita Federal sobre 133 contribuintes. Os jornais da época listavam como possíveis alvos os domicílios de Gilmar Mendes e do próprio Dias Toffoli, incluindo as esposas de ambos: Guiomar Ferreira e Roberta Maria Rangel, além da ministra Isabel Gallotti do STJ. A decisão, além de suspeitas da Receita municiar a lava jato, afirmou haver ilegalidades nas investigações e também afastou 2 servidores da Receita Federal.

Decorridos 40 dias, em 11 de setembro, o chefe da Receita e topógrafo da CPMF, Marcos Cintra viu a casa cair. Foi demitido. A alegação pública para decepar o braço direito de Paulo Guedes foi o fato de Cintra der defendido a recriação da CPMF. O imposto, como se sabe hoje, nunca saiu da paleta governamental. Agora que está formalizado e referendado pelo capitão, fica claro que CPMF não foi a razão da implosão de Cintra. Talvez a tática da boa vizinhança com o STF, conveniente à época.

Completando o cronograma da obra, no dia 28 de novembro de 2019, o STF derrubou, por 9 votos a 2, o abrigo provisório que protegeu o telhado de vidro de Flavio Bolsonaro durante 4 meses. O ministro Toffoli votou contra a própria liminar, concedida em julho. Ao destelhar o albergue de Flávio Bolsonaro, a política da boa vizinhança foi para o ralo. O despejo veio depois que aliados do capitão marcharam pelo fechamento do STF. Convocados por Bolsonaro, martelavam para trincar as fundações democráticas.

As 16 derrotas subsequentes na Supremo Corte demonstram que a relação causou curtos circuitos eternos. Entre os reveses estão a autonomia dos estados na pandemia, o veto a posse de Alexandre Ramagem na PF, a abertura de 3 inquéritos sensíveis (Fake News, golpismo e PF), a manutenção da CPI das Fake News, a derrubada da imunização penal preventiva em crimes contra saúde pública, busca e apreensão e quebra de sigilos de aliados do capitão, além da suspensão de contas em redes sociais.

No período anterior, ainda no open house, não houve queixas de bolsonaristas, nem do PGR, Augusto Aras, quanto as investigações contra Fake News, aberta por Dias Toffoli. As 3 tentativas de abrir uma CPI da Toga no Senado para constranger o STF e a PEC 81, enquadrando o Supremo, foram inviabilizadas com apoio de bolsonaristas, inclusive Flávio Bolsonaro. O mundo deu voltas, demonstrando que terraplanismo e terraplanagem não são sinônimos.

“As reformas não conseguirão piorar nosso manicômio fiscal. Mas, como dizia um engraxate da Câmara, não há perigo de melhorar”. O diagnóstico é de Roberto Campos, um dos mais admiráveis economistas conservadores. Ele se presta a lustrar, como o anônimo engraxate da Câmara curvado sobre os pés da elite, que, em relação às coberturas não há risco de melhorar. Os pavimentos superiores seguem invisíveis e imunes aos pregos tributários e penais.

*Jornalista. O artigo foi publicado originalmente no site Os divergentes.


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01/08


2020

Buracos fazem PE-585 parecer uma peneira

Um leitor enviou ao blog, hoje, imagens da triste situação da PE-585, rodovia que liga a cidade pernambucana Araripina a Juazeiro do Norte, no Ceará. São tantos buracos que fazem a pista parecer uma verdadeira peneira.

Este é o retrato de diversas estradas que estão sob a responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do governo de Pernambuco.

Denuncie você também uma vergonhosa estrada aqui no blog. Mande seu vídeo pelo meu WhatsApp: (81) 9.8222-4888.


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