FMO

08/12


2019

Óleo: mais de 900 localidades atingidas no litoral brasileiro

Mais de 900 localidades foram atingidas por manchas de óleo no litoral brasileiro, diz Ibama. Balanço divulgado pelo instituto na sexta-feira (6) mostra que 903 praias foram afetadas pelo desastre ambiental que teve início em agosto.

Manchas de óleo atingem mais praias do Delta do Parnaíba em novembro deste ano — Foto: Reprodução/TV Clube/Arquivo

Do G1

 

A pouco mais de quatro meses desde o surgimento das primeiras manchas de óleo no litoral do país, o número de localidades atingidas já soma mais de 900 pontos em todos os nove estados do Nordeste, além do Espírito Santo e Rio de Janeiro. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), até esta sexta-feira (6) foram computados 903 pontos com registros da poluição.

As manchas estão ficando menores. Até a última atualização dos registros, ao menos 543 localidades tiveram uma contaminação inferior a 10% da área atingida, o que o Ibama considera como vestígios esparsos. Manchas maiores apareceram em 24 localidades, a metade delas concentrada no litoral baiano.
Bahia, Alagoas e Espírito Santo são os estados que tiveram o maior número de registros de contaminação. Foram 342 localidades afetadas na Bahia, 115 em Alagoas e 104 no Espírito Santo, este que foi um dos últimos estados a ser atingido pela contaminação, no início de novembro.

Aumento dos casos em novembro

As primeiras manchas de óleo surgiram no dia 30 de agosto, em praias da Paraíba. Segundo o Ibama, foram feitos quatro registros nas praias Bela, Gramame, Jacumã e Tambaba nesta data.

De lá para cá, os números subiram. Em setembro foram 118 registros e, em outubro, 172. Em novembro, os registros aumentaram quase três vezes em comparação ao mês anterior e somaram 536 pontos.

Mudança de metodologia

Para Pedro Bignelli, coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima), ligado ao Ibama, o aumento dos casos em novembro se deve à mudança de metodologia do instituto para registrar os pontos com as manchas de óleo nas praias.

Antes, fazia-se o registro conforme apareciam os relatos. Agora, cada localidade registrada é referente a 1 km de praia. Isso significa que, se uma faixa de areia de 10 km tiver registro de óleo em toda a sua extensão, serão registrados 10 localidades com sinal de poluição.

"Tivemos que escalonar o mapeamento para organizar o combate [às manchas]", afirmou. Desta forma, o grupo que atua nas praias poderá saber quantos homens são necessários enviar a cada ponto para limpar a areia.

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Governo de PE

08/12


2019

Festa do Morro: procissão deverá reunir 250 mil pessoas

Foto: Wikipédia

Por Diario de Pernambuco

 

A procissão de encerramento da Festa do Morro da Conceição terá concentração a partir das 14h, no estacionamento da Prefeitura do Recife, no Cais do Apolo, bairro do Recife. A saída do cortejo acontece às 15h. O percurso seguirá pela Ponte do Limoeiro, Avenida Norte e Estrada do Morro da Conceição (descida dos veículos) até a Praça da Conceição, num percurso de aproximadamente 8 km de caminhada.

A procissão será composta por religiosos arquidiocesanos e missionários redentoristas, junto com arcebispo metropolitano de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido e com o pároco do Santuário Nossa Senhora da Conceição, padre Luis Rodrigues.

O carro andor será levado por força humana dos Guardiões do Andor, o qual irá contar com cerca de 300 representares do Terço dos Homens, além da Guarda de Honra da Marinha do Brasil e dos devotos da Imaculada do Morro. 

O carro andor irá conduzir uma réplica da imagem de Nossa Senhora da Conceição do Morro, ornada com 2,6 mil flores de diversos tipos, entre elas bocas de leão, orquídeas, gipsófilas e rosas com variados tons nas cores brancas e amarelas.  

O arcebispo metropolitano de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido presidirá a Solene Celebração Eucarística de Encerramento da 115ª Festa de Nossa Senhora da Conceição do Morro, com previsão para o início às 18h, logo após a chegada dos romeiros.

Frevioca

A procissão vai contar ainda com uma Frevioca e dois trios elétricos. O primeiro vai ser animado pelo padre Pedro Luiz, missionário redentorista, junto com as bandas Avivar e Boa Viagem. O segundo vai contar com a animação do padre Jadeilson Bezerra, pároco da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro da Madalena, no Recife, junto com as bandas da Comunidade Boa Nova e Servos de Maria. A expectativa dos organizadores é que 250 mil fiéis participem da procissão de encerramento da maior festa religiosa católica de Pernambuco.


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Prefeitura de Paulista

08/12


2019

Reprovação cai no fim do primeiro mandato de Bolsonaro

Pesquisa Datafolha

Reprovação ao governo Bolsonaro cai ao fim do primeiro ano de mandato. Segundo Datafolha, número foi de 38% a 36%, dentro da margem de erro. Presidente só não é mais rejeitado que Michel Temer e Itamar Franco no mesmo período.

O presidente Jair Bolsonaro (José Dias/PR)

Por Redação da Veja

 

A taxa de rejeição do governo do presidente Jair Bolsonaro diminuiu no final do primeiro ano de mandato, mostra uma pesquisa do divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo neste domingo, 8. Segundo números do levantamento, aqueles que classificam a gestão Bolsonaro como ruim ou péssima é de 36%, dois pontos porcentuais a menos que a pesquisa anterior, divulgada em agosto, variação dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Os números de abril e julho haviam sido de 30% e 33%, respectivamente.

Ao final de seu primeiro ano no Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro tem reprovação inferior apenas às de Michel Temer (MDB, 61%) e Itamar Franco (MDB) no mesmo período.

O Datafolha também indica que, depois de recuar três pontos porcentuais nos primeiro oito meses, a aprovação ao governo do presidente oscilou um ponto, de 29% para 30%. Após um ano de mandato, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tinha 41% de aprovação, Lula (PT) tinha 42% e Dilma Rousseff (PT), 59%.

Em uma escala de vai de zero a dez, os entrevistados pelo instituto de pesquisas atribuíram uma nota média de 5,1 ao presidente, a mesma de agosto. A pesquisa mostra ainda que o nível de otimismo com o governo, aqueles que achavam que Bolsonaro faria uma gestão merecedora de aprovação, continua caindo: era de 59% em abril, passou a 51% em julho, 45% em agosto e agora é de 43%.

O comportamento do presidente também foi avaliado. Segundo o levantamento, 28% dos entrevistados consideram que Bolsonaro não se comporta como o cargo de presidente exige na maioria das vezes. O número é igual ao de pessoas que entendem que ele nunca se comporta adequadamente. Aqueles para os quais o capitão não se porta como deveria em algumas situações são 25%.

Economia sobe, combate à corrupção desce

A queda na rejeição ao governo foi estimulada, segundo dados da pesquisa, pela percepção sobre a recuperação da economia, área que teve as duas únicas taxas de melhora significativa, fora da margem de erro: o índice de aprovação ao trabalho da equipe econômica liderada pelo ministro Paulo Guedes aumentou de 20% para 25% (44% o classificam como ruim ou péssimo), enquanto a aprovação sobre o combate ao desemprego variou de 13% para 16% (59% avaliam a área como ruim ou péssima).

O levantamento divulgado neste domingo aponta ainda que aumentou de 40% para 43% em relação a agosto o porcentual da população que tem expectativa de que a economia melhore – 31% acham que a situação econômica ficará como está e 24%, que ela vai piorar. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na semana passada que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,6% no terceiro trimestre em 2019, resultado que fez bancos e consultorias preverem avanço de até 1,2% no final deste ano.

Enquanto a economia mostra algum alento ao governo nos números, outra área importante à retórica do presidente, o combate à corrupção, teve a taxa de aprovação reduzida de 34% para 29%, enquanto subiu de 44% para 50% a reprovação no setor.

Cultura e Meio Ambiente, duas áreas em que o governo tem acumulado polêmicas, tiveram variações opostas na pesquisa. A aprovação à condução de políticas culturais caiu de 31% para 28%, enquanto a reprovação variou de 33% para 34%. Em relação ao Meio Ambiente, aqueles que classificam a gestão como ótima ou boa aumentaram de 21% a 23%, ao passo que os que a entendem como ruim ou péssima diminuíram de 49% a 43%.

Ainda de acordo com a pesquisa, Saúde e Educação continuam como os maiores problemas do país, com 19% e 14% das respostas, respectivamente.

O Datafolha entrevistou 2.948 pessoas em 176 municípios do país entre a quinta-feira 5 e a sexta-feira 6. As entrevistas foram feitas pessoalmente, em locais de grande circulação.


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Comentários

Fernandes

Moro finge não ver a corrupção do governo Bolsonaro

Roberto de Lima Barros

A veja e a mídia dos ricos e ou dos que ganham dos ricos não fala que oscilou a pesquisa pois 2% não caiu nada nos governos ondem ela não ganha dinheiro ele tinha feito uma reportagem altamente negativa com essa mesma pesquisa. A imprensa destruído a própria imprensa com um grupo fascista e destruidor de direitos, culturais, sociais e previdenciário, Hitler nasceu assim e depois o mundo sofreu as consequências.


Prefeitura de Ipojuca

08/12


2019

Embaixador da Argentina é amigão de um famoso morador de Bangu

O novo embaixador da Argentina tem um famoso amigo em Bangu.

MARCOS BRINDICCI | Reuters
Por Lauro Jardim

 

O novo embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, tem um amigão no país, mais precisamente no Rio de Janeiro. Mas terá dificuldade de bater longos papos com ele. Trata-se de Sérgio Cabral.

Em tempos pré-Bangu, Scioli frequentava a casa de Cabral, o Palácio Guanabara e até o camarote do governo do Rio no Sambódromo.

Certa vez, quando era governador de Buenos Aires, levou Cabral à Argentina para inaugurar uma unidade de saúde inspirada nas UPAs fluminenses. Em 2010, quando Cabral foi votar em sua própria reeleição, Scioli o acompanhou até a urna. Passaram o dia da eleição juntos.

A propósito, Scioli é acusado de ter recebido 500 mil pesos da Odebrecht para sua campanha à presidência da Argentina em 2015.


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08/12


2019

Crise do óleo completa cem dias

Crise do óleo completa cem dias e governo faz primeira vez reunião com cientistas para estudar tema. União e parte dos Estados atingidos ainda não divulgaram gastos provocados pela tragédia.

Voluntários coletam óleo em praia de Pernambuco Foto: LEO MALAFAIA/AFP/23-10-2019
O Globo - Letícia Lopes e Renato Grandelle

 

RIO — Cerca de cem pesquisadores participaram entre a última sexta-feira e este domingo de uma reunião promovida pelo governo federal, marcando o lançamento oficial das equipes que analisarão o derramamento de óleo na costa do Nordeste , que devem debater ações de curto, médio e longo prazo. A tragédia ambiental completará cem dias neste domingo.

Os pesquisadores foram divididos em sete grupos de trabalho, que abrigarão questões como sensoriamento remoto, impacto socioeconômico e conservação dos mangues atingidos pelo óleo. Os cientistas definirão quais serão os temas prioritários. Ainda não há detalhes sobre como conduzirão os trabalhos — já que não abandonarão seus empregos ou projetos pessoais —, os locais em que se reunião e o prazo para entrega de seus projetos.

O encontro foi realizado na Escola de Guerra Naval, na Urca , Zona Sul do Rio. O deslocamento dos cientistas que não moram na cidade foi pago pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação ( GAA ), composto por Marinha , Ibama e Agência Nacional do Petróleo ( ANP ).

Questionado pelo GLOBO sobre seu orçamento para conter a crise do petróleo, o GAA afirmou que “os custos referente às ações de combate ao derramamento de óleo estão sendo computados e serão apresentados posteriormente”.

A reportagem também procurou os governos dos 11 estados atingidos pelo óleo. Rio de Janeiro e Espírito Santo , os últimos a registrarem a substância em suas praias, e em uma quantidade ínfima , afirmaram que não foi necessário remanejar verbas não previstas no orçamento para atividades no litoral.

A Paraíba , estado onde o óleo foi avistado pela primeira vez , no dia 30 de agosto, também informou que não precisou recorrer a seu orçamento. O governo atribuiu o fato de ter seu território menos afetado do que o de outras localidades do Nordeste às correntes marítimas . Ainda assim, como registrou manchas de óleo em 16 praias, recorreu a ações como inspeção das águas, inclusive por mergulhadores, e captura de imagens aéreas com drones.

O Piauí declarou um gasto tímido — apenas R$ 7 mil —, usados com a aquisição de equipamentos de proteção individual , de coleta de material nas praias e análise da água .

O governo de Pernambuco afirmou que o cálculo dos custos provocado pela crise deve ser concluído até o final do ano. O estado foi um dos que registraram mais manchas em pontos turísticos, como a Praia dos Carneiros e Porto de Galinhas. Ao todo, foram coletados cerca de 1.500 toneladas de óleo em 47 praias e oito rios, em um trabalho que envolveu a instalação de mais de 3 mil barreiras de contenção. Também houve investimentos em transporte — inclusive da substância retirada do litoral —, equipamentos, veículos e serviços.

No Maranhão , os gastos também não foram totalmente computados. O governo estadual, porém, ressaltou que contou com o apoio de equipes de órgãos federais, como a Marinha e do Ibama.

A Bahia também viu o óleo chegar a pontos turísticos, como o Arquipélago de Abrolhos e o Morro de São Paulo . O governo estadual desembolsou cerca de R$ 736 mil nas operações contra as manchas de óleo, inclusive na aquisição de camisas de proteção ultravioleta e no uso de lanchas para vistorias.

O Rio Grande do Norte não detalhou suas ações, mas divulgou que a crise ambiental custou cerca de R$ 547 mil aos cofres do estudo — parte dos recursos veio das secretarias de Agricultura (R$ 15 mil) e Saúde Pública (R$ 50 mil).

Alagoas foi o estado que declarou mais gastos com o derramamento de óleo — R$ 4,3 milhões, segundo o Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL), órgão responsável pela destinação das mais de 2.400 toneladas de material retirado da costa do estado. Além do custo da remoção, também foi necessário tomar medidas como contratar 590 pessoas para remover a substância da areia.

Os governos de Ceará e Sergipe não divulgaram seu orçamento.

Para Leon Aguiar, diretor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, os estados só terão um cálculo consolidado de suas despesas no fim do verão, em março.

— Temos uma situação menos tensa, mas não resolvida, porque ainda não sabemos se pode chegar mais óleo. Sem termos esta certeza, ainda manteremos equipes de monitoramento em prontidão, e issa pesa no orçamento — explica. — Agora vem a fase pós-crise, em que os estados também poderão analisar os estragos que vão perdurar, principalmente na área ambiental , como a conservação dos mangues e os resíduos nos rios, além das questões sociais , como o atendimento aos pescadores.

Aguiar avalia que os estados devem comparar sua renda com o setor turístico neste verão com a registrada nos anos anteriores.

— Aí veremos qual foi o impacto do óleo na atividade econômica — ressalta Aguiar, que condena a suposta falta de apoio do governo federal aos estados — Houve uma falha de comunicação, principalmente entre o início da crise, em agosto, até meados de outubro.


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Prefeitura de Abreu e lima

08/12


2019

Paramilitares cobram taxas de moradores por "prestação de serviços"

Rio de Janeiro

Paramilitares fazem ligações clandestinas de luz e cobram taxas de moradores. Em Belford Roxo, a Light descobriu que milicianos instalaram uma rede de energia em um condomínio construído de forma irregular, cujos imóveis foram colocados à venda por R$ 120 mil.

Gatos de eletricidade em conjunto residencial em Nova Iguaçu Foto: ANTONIO SCORZA / Agência O Globo
O Globo - Por Rafael Galdo

 

RIO — Tudo começou com as taxas de segurança. Depois, vieram os sinais piratas de TV por assinatura, o transporte ilegal de passageiros em vans e o monopólio no comércio de botijões de gás. Agora, as milícias partem para uma nova fonte de lucro: os “gatos” de luz. Em Belford Roxo, por exemplo, a Light descobriu que paramilitares instalaram uma rede de energia em um condomínio construído de forma irregular, cujos imóveis foram colocados à venda por R$ 120 mil. Tamanho desafio às leis é apenas um dos casos que demonstram como, no crime organizado do Estado do Rio, a busca por mais dinheiro nunca para.

Denúncias de empresas e moradores, também relatadas pelo Ministério Público (MP-RJ), apontam que milicianos vêm praticando furtos de energia sobretudo na Baixada Fluminense e na Zona Oeste. A “taxa de consumo” é incluída no aluguel de seus empreendimentos imobiliários ou mesmo imposta a toda uma região. A Light, que distribui eletricidade na capital, na Baixada e no Vale do Paraíba, calcula que deixa de arrecadar R$ 800 milhões por ano em áreas nas quais a violência, seja da milícia ou do tráfico, a impede de entrar. Nessas regiões, 73% da energia distribuída é furtada, contra um índice de aproximadamente 10% nas demais áreas (na média geral, o desvio chega a 17%).

Nas áreas dominadas por traficantes, diz Dalmer de Souza, diretor comercial da empresa, eventualmente é possível obter “autorização” para realizar determinados serviços, inclusive cortar “gatos”, dependendo da comunidade. Com os milicianos, frisa ele, não há conversa:

— Com milicianos não se consegue acordo. Aquilo ali ( os furtos de energia ) é lucro certo para eles. Nessas áreas, só se vende uma marca de cerveja ou de gás. É tudo loteado, e o criminoso recebe uma mensalidade por isso. Em comunidades em que a energia não é o negócio dos milicianos, até conseguimos ir. Em outras, não. Em Curicica, por exemplo, nós não entramos ou, quando vamos, eles marcam ( com pintura nos postes ) onde não podemos mexer.

Dalmer lembra que na Favela Eternit, em Guadalupe, sob a tutela de uma milícia, o presidente de uma associação de moradores chegou a ser preso, acusado de receber R$ 30 mensais por cada “gato” de energia. No condomínio irregular de Belford Roxo, ele relata que paramilitares construíram dezenas de casas, e as ligações clandestinas de luz foram feitas com cabos roubados da própria Light.

— Não importa o consumo, o valor da conta de luz é fixo, R$ 50 — afirmou na semana passada um homem que atendeu no número de telefone anunciado numa placa de apartamento para alugar.

Achaque toda sexta-feira
Situações parecidas foram relatadas à Justiça pelo MP-RJ. Numa denúncia do começo do ano, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) descreveu a atuação dos milicianos nas comunidades de Rio das Pedras, Muzema (onde dois prédios desabaram em abril) e arredores. Promotores indicaram que um grupo acusado de agiotagem e homicídios recorria a ligações clandestinas de água e energia para abastecer seus imóveis construídos ilegalmente. Numa conversa telefônica interceptada com autorização da Justiça, um miliciano informava que o aluguel de um apartamento custava R$ 1.300. No pacote, explicava ele, “não paga luz, não paga condomínio, não paga água, não paga nada”.

Investigações mostraram ainda que, onde havia relógios de medição, criminosos os registravam com nomes de “laranjas”. Além disso, o relatório do Gaeco cita uma denúncia segundo a qual “os envolvidos recolhem taxas referentes a gatonet (R$ 50), internet (R$ 60), gás (R$ 90) e ‘gato’ de luz (R$ 100)”, sempre às sextas-feiras.

O MP-RJ também identificou a ação de uma milícia em cinco condomínios do Minha Casa Minha Vida na região de Cabuçu, em Nova Iguaçu, onde o furto de energia era um dos crimes cometidos. Em conjuntos às margens da Estrada de Madureira, O GLOBO constatou, na última quarta-feira, que pequenos estabelecimentos comerciais tinham ligações clandestinas.

Em Duque de Caxias, no ano passado, uma mulher sofreu afundamento de crânio ao ser agredida por milicianos, depois de tentar regularizar sua conta de luz. Ainda na Baixada, um relatório de setembro da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontou que paramilitares embargaram a continuidade da construção de parte de uma linha de transmissão entre Taubaté (SP) e Nova Iguaçu.

A violência das milícias e do tráfico também afeta a área de concessão da Enel, distribuidora de 66 municípios fluminenses. A empresa identifica 270 áreas de risco, onde 63% da energia é furtada. São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Macaé e Angra dos Reis estão entre as cidades mais afetadas.

As perdas são de todos, e os consumidores pagam a conta. Segunda a Light, não fossem os furtos de energia, a tarifa poderia ser reduzida em 15%. Os prejuízos também são para o meio ambiente, uma vez que os “gatos” estimulam um consumo pouco consciente, ressalta Ângela Magalhães, superintendente de regulação da empresa. Ela conta que, com o recrudescimento da criminalidade, a situação se agravou:

— Hoje, há 700 mil pessoas nas áreas de risco que mapeamos. Mas também há cerca de 200 mil em regiões em acompanhamento, que podem passar a ser classificadas como de risco se as coisas piorarem.

Ângela ressalta que os perigos não se restringem a favelas. Ela destaca que, na Baixada, 36% do território são considerados de risco pela Light, mas só 3% foram identificados como aglomerados subnormais (favelas) pelo IBGE. Juntas, Zona Oeste, Itaguaí e Seropédica têm 31% de áreas inacessíveis à empresa, sendo que 9% são comunidades.

— São as áreas do estado em que a diferença entre esses percentuais é maior. Também são as regiões com maior atuação das milícias — diz Ângela.

A Polícia Civil afirma que a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e de Inquéritos Policiais (Draco-IE) investiga, sob sigilo, as milícias nessas regiões.


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Prefeitura de Serra Talhada

08/12


2019

O problema é quando o prefeito do Rio boicota o carnaval

Iemanjá abre os braços para todas as religiões

A grande festa popular injeta R$ 3 bilhões na economia da cidade.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Globo - Por Ancelmo Gois

 

Nada contra a ideia de Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal, de incluir música gospel no show da virada do ano, evento que nasceu com o pessoal da umbanda e do candomblé indo homenagear Iemanjá, a Rainha do Mar, na Praia de Copacabana.

O réveillon acabou virando uma festa religiosa ecumênica. Na Barra da Tijuca, mesmo, os católicos rezam missa na areia da praia, próximo das oferendas, na entrada do ano novo. Isso é bom. É ótimo.

A satanização do carnaval...

O problema é quando Crivella boicota o carnaval, colocando suas convicções religiosas pessoais acima do interesse público. Afinal, o carnaval é a grande festa popular carioca, admirada no mundo todo e que injeta — numa cidade com tantos problemas sociais — cerca de R$ 3 bilhões, segundo a FGV.

 


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Prefeitura de Limoeiro

08/12


2019

O velório de mãe Euza

Meu amigo e irmão Américo Lopes, diretor da Folha de Pernambuco, informa que o velório de sua mãe Maria Euza, que Deus levou, ontem, aos 93 anos, será hoje, a partir das dez horas, no cemitério Morada da Paz, e o enterro às 16 horas.


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Banner de Arcoverde

08/12


2019

Sertânia FM comemora 20 anos de sucesso

Integrante da Rede Brasil de Comunicações, do deputado federal  Gonzaga Patriota (PSB), a rádio Sertânia FM 100,1, na cidade homônima, no Sertão do Moxotó, está em festa, com uma grade especial em comemoração aos 20 anos da sua fundação.

A data em que veio ao ar foi ontem, deixando Sertânia e o Moxotó orgulhosos e felizes, não apenas por ter um canal de interação com a população, mas pelos relevantes serviços prestados em defesa do seu povo sofrido.

A Sertânia FM exibe critério e rigoroso padrão de qualidade  na grade diária servida para deleite dos seus ouvintes, com serviços de informação, entretenimento e um cardápio musical primoroso, que enche os olhos e enebria os ouvidos dos que apertam o canal do seu prefixo, o FM 100,1.

Ontem, a emissora promoveu um dia festivo, com diversas premiações oferecidas aos ouvintes pelos mais diversos parceiros que dão as mãos e contribuem o veículo ser mais possante na região, instrumento verdadeiro em defesa de grandes causas de interesse da coletividade.

Para Fernando Norembergue, que gerencia o canal de cidadania de Sertânia, a emissora é orgulho nordestino, exemplo a ser seguido. A ele, Gonzaga e Gennedy, filho do deputado e coordenador do grupo de comunicação, entregaram o piloto automático da administração pela sua elevada competência. 

Gennedy Patriota, diretor-geral da Rede Brasil de Comunicações,  ressalta que comemorar duas décadas de relevantes serviços prestados a Pernambuco e, especialmente ao Sertão, é celebrar uma conquista que engrandece a região e faz a população de Sertânia estufar o peito de felicidade e gratidão.

“Nossa emissora é um exemplo de espaço democrático, não só em Sertânia, mas em toda região do Moxotó e no Cariri paraibano, território alcançado além da fronteira de Pernambuco com qualidade em seu sinal", diz Gennedy.

Referência em radiodifusão, a Sertânia FM é pioneira da Rede Brasil de Comunicações (RBC), integrada também pela Salgueiro FM, Petrolina FM, Lagoa Grande FM e Santa Maria FM, em Santa Maria da Boa Vista.


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Shopping Aragão

08/12


2019

O hotel é bom, mas os serviços são de quinta categoria

Gravatá é um dos meus points preferidos para repouso e restauração das energias consumidas pelo incessante trabalho diário de caçar notícias com meu faro de perdigueiro.

Sou cidadão gravataense, já tive um casebre em um dos seus condomínios e vez por outra, quando os sinais do estresse que nos consomem até a alma batem à minha frente, arrasto meus filhos e aporto por aqui para jogar as energias ruins bem longe.

Gosto de muitos hotéis da cidade, entre eles o Portal, do meu amigo Eduardo Cavalcanti e irmãos, e o Porto da Serra, que tem piscinas com duchas quentes maravilhosas para matar quem nos ameaça - o cansaço.

Neste fim de semana, não levei sorte. Optei pelo Canarius, que conhecia, sem nunca ter me hospedado, desde a inauguração. Em suas dependências, o ex-governador Eduardo Campos já promoveu vários eventos políticos, os quais cobri, em sua grande maioria.

Confesso que não foi uma boa experiência. O parque aquático é uma beleza, meus filhos adoraram, mas conseguir tomar uma boa caipirosca e petiscar à beira da piscina é quase um fadário de condenação à morte. Hoje, lotado, o hotel só dispunha de um garçom para atender na área entre o bar e as piscinas.

A média de espera por um pedido não era menos de uma hora - pode acreditar. Na recepção, faltam manejo e treinamento para os desatentos funcionários, isso sem falar nas exigências e burocracia para o check-in.

É por essas e outras que o turismo nordestino pena para se firmar e disputar o turista em geral, especialmente os estrangeiro que aportam com a moeda forte do dólar por aqui para promover gastança.

Se você me perguntar se eu indico o Canários, aviso simplesmente com um seco não.


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08/12


2019

Reencontro com a felicidade

Ontem foi um dia muito feliz pra mim. Minha palestra no encontro estadual do Avante, em Gravatá, me deu a exata noção da responsabilidade que tenho e do tamanho do meu blog, da coluna na Folha de Pernambuco e das redes sociais, em deixar meu público bem informado.

Falei sobre o político e as redes sociais para uma plateia de mais
de 600 pessoas, lideranças políticas convidadas pelo deputado federal Sebastião Oliveira e o presidente da legenda no Estado, Waldemar Oliveira.

Tive a preocupação de ser didático e objetivo na visão que tenho sobre a temática, deixando espaço também para contar experiências vividas em coberturas de momentos históricos da vida nacional como repórter político, a exemplo do impeachment de Collor, a Constituinte, a agonia e morte de Tancredo Neves, o impeachment de Dilma e, mais, recentemente, a Lava Jato.

Tudo isso em veículos nacionais os mais diferenciados, como Correio Braziliense, Jornal de Brasília, O Globo, Agência O Globo, Agência Meridional e Agência Nordeste, dentre outros regionais, como o Diário de Pernambuco e a Folha de Pernambuco.

A emoção maior estava por vir: o envolvimento da plateia e o carinho como fui recebido e tratado. Gente dos mais diversos rincões do Estado pedindo selfies e mostrando profundo conhecimento da minha trajetória profissional com uma pitada de orgulho.

Tem coisa melhor para um andarilho da notícia, que usa botas de sete léguas para ir na fonte da melhor informação para atender a um público leitor tão eclético e exigente?

Obrigado a todos vocês que foram me abraçar em Gravatá. Agora, vou fazer o que mais nos momentos em que fico de pernas para o ar, porque ninguém é de ferro: curtir duas das quatro paixões que Deus me deu: Magno Filho e João Pedro.

Felipe e André, minhas duas bênçãos do segundo casamento, infelizmente moram muito longe, nos Estados Unidos.


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08/12


2019

Color: Bolsonaro corre risco de impeachment: "Já vi esse filme"

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Do UOL - Por Thales Farias e Talita Fernandes*

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) precisa mudar rapidamente o seu modo de agir em relação ao Congresso para evitar o risco de impeachment. O conselho é de quem já foi obrigado a deixar o Palácio do Planalto em meio a um processo de perda de mandato, o ex-presidente Fernando Collor de Mello. "É necessário que ele perceba que há essa possibilidade e que mude rapidamente o seu modo de agir", disse o atual senador pelo Pros de Alagoas, em entrevista ao UOL e à Folha de S.Paulo, na tarde chuvosa da última quarta-feira (4).

Ele lembrou os erros que cometeu quando eleito em 1989 como o mais novo presidente da história do Brasil, aos 40 anos de idade. Para Collor, Bolsonaro está embarcando nos mesmos erros. É um filme que eu já vivi. E eu cometi esses equívocos também em relação à minha base parlamentar. Eu não dei a atenção devida a isso. Segundo ele, quando os políticos estão desagradados com o presidente, eles arrumam argumentos jurídicos para resolver o problema. "O Congresso é muito versátil em encontrar meios para impedir que um certo governante continue", diz. Outro erro apontado por Collor são as declarações públicas de Bolsonaro e auxiliares. Ele lembra casos recentes, como a possibilidade de reedição do AI-5 aventada pelo ministro da economia, Paulo Guedes, e pelo filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). "Eles estão, no fundo, pensando nisso. Pensam nisso no momento em que não há, por parte do presidente, uma repreensão imediata", afirma. E aponta que o mercado vê da mesma forma: "É isso o que prejudica também o andamento do governo na questão política e que interfere, no final, na questão econômica".

O ex-presidente acredita que, graças a essa "gestão claudicante" e ao "liberalismo extremado" da equipe econômica, o governo "vai começar a enfrentar dificuldades com as medidas que enviou ao Congresso". Collor diz ainda não gostar da política ambiental do atual governo. Afirma estar havendo "um brutal retrocesso". Também critica a polarização entre bolsonaristas e petistas. "Estamos vivendo aí uma volta à força bruta", afirma. E diz que não voltaria a apoiar uma candidatura ao Planalto do ex-presidente Lula, como já fez no passado. Ele se considera, hoje, uma "pessoa mais aprimorada" do que quando eleito em 1989.

A invasão da Folha de S.Paulo 

Nesse clima de revisão do passado, Fernando Collor de Mello relembra até mesmo o episódio de invasão do prédio do jornal Folha de S.Paulo pela Polícia Federal, em março de 1990, na sua primeira semana de governo. O ex-presidente admite que houve a invasão, mas se diz contrário ao que ocorreu. Atribui a uma iniciativa dos próprios policiais. Collor dá sua versão para os acontecimentos como uma explicação para o que considera falta de controle do Ministério Público e da Polícia Federal. Eis o relato que fez na entrevista:
O Ministério Público se atribuiu competências que a Constituição de 1988 não lhe dá. E resultou que nós hoje estamos apurando interceptações telefônicas, conversas de juízes com membros do Ministério Público e da Polícia Federal que não são em nada apropriadas e não estão de acordo com um Estado democrático de Direito. Do mesmo modo, a Polícia Federal ficou sem controle. Ocorreu um episódio comigo no meu governo, por exemplo, em 1990, na primeira semana de governo [que é ilustrativo]. Fui alertado pela ministra da Economia [Zélia Cardoso de Mello], que me ligou. Ela disse: "Presidente, o senhor mandou invadir a Folha de S.Paulo?" Respondi: "Eu? Invadir a Folha de S.Paulo? De jeito nenhum!"

Aí liguei para o Bernardo. Disse: 'Ministro, o senhor está sabendo o que está acontecendo na Folha? O senhor determinou isso? Ele respondeu: 'Não. De jeito nenhum.' E eu: 'Então vamos falar com o Romeu Tuma, que era o diretor-geral da Polícia Federal.' Liguei para o Tuma. Perguntei: 'Vem cá, doutor Tuma, o que está acontecendo com a Folha? A Polícia Federal está dentro da Folha. O senhor determinou que isso acontecesse?' Ele disse: 'Não, não determinei.' Eu perguntei 'E como é que eles tomam essa atitude?' Tuma respondeu: 'Não! Vou mandar recolher isso imediatamente, parar com isso.' 

Quer dizer, então, que desde aquela época já havia essa absoluta desenvoltura de um órgão como a Polícia Federal. Toma a iniciativa de atitudes como essas sem que o governo, sem que o Executivo tomasse consciência. E o que resultou disso é que até hoje eu sou culpado por ter determinado a invasão do órgão de imprensa. Eu, que sou jornalista de quatro gerações e que prezo o jornalismo, que prezo o trabalho do jornalista, prezo as empresas de jornalismo e todos aqueles que fazem jornalismo. E que entendo perfeitamente o papel da imprensa no Brasil, em qualquer lugar do mundo.

Então é uma demonstração evidente de que isso que aconteceu lá atrás, há 30 anos, continua acontecendo hoje. Com a Polícia Federal agindo dessa forma. São esses excessos que vêm sendo cometidos, tanto no que diz respeito às ações do Ministério Público como às da Polícia Federal, que precisam de alguma forma de freios. É o balanço, os freios e contrapesos que precisam ser aplicados nas ações dessas duas instituições.". 

Confira a íntegra com a entrevista aqui: Para Collor, Bolsonaro corre risco de impeachment: "Já vi ...

 


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Comentários

Fernandes

Moro finge não ver a corrupção do governo Bolsonaro

Fernandes

Estamos aguardando, torço.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

kkkkkkkkkkk. Querer comparar Jesus com Genésio é mesmo ridículo. Perdendo a boquinha que tinha nos desgovernos petralhas, inclusive indicando apadrinhados para os \"cargos\" públicos, tá deixando esses políticos canalhas desesperados. inclusive com sua empresa de comunicação a beira de falência.