FMO janeiro 2020

04/07


2020

Miguel comemora entrega da nova Porta do Rio

Numa parceria com a iniciativa privada, a Prefeitura de Petrolina fez a revitalização da Porta do Rio, uma área de lazer às margens do Rio São Francisco. No espaço, projetado para ser mais inclusivo, há parque infantil com brinquedos educativos, ambiente para animais de estimação e área para esportes radicais. Além disso, a nova Porta do Rio traz pista de cooper e quadra poliesportiva.

O prefeito Miguel Coelho (MDB) comemorou a entrega do equipamento, como é possível ver no vídeo. "É um verdadeiro parque multiuso às margens de nosso maior patrimônio, o Rio São Francisco. Infelizmente, hoje, os tempos não permitem grandes aglomerações. Mas tenho certeza que tudo isso vai passar e todos os petrolinenses poderão curtir esse novo presente que a cidade ganhou e deixou a nossa orla ainda mais bonita", destaca.


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Prefeitura de Serra Talhada

04/07


2020

Sem máscara, Bolsonaro festeja Independência do EUA

G1

O presidente Jair Bolsonaro, ministros do governo e o filho dele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), comemoram o dia da independência dos Estados Unidos em um almoço neste sábado (4), em Brasília, com o embaixador norte-americano, Todd Chapmann. Bolsonaro, os ministros e Eduardo apareceram em fotos, divulgadas pelo próprio presidente, sem usar máscaras de proteção contra a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Entre os ministros que acompanharam Bolsonaro no almoço estavam: Braga Netto (Casa Civil), Ernesto Araújo (Relações Internacionais), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Fernando Azevedo (Defesa).

Em Brasília, decreto do governo distrital obriga o uso de máscara em locais públicos, o que não era o caso do almoço deste sábado.

A matéria completa está no G1.


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Abreu e Lima - Prefeitura - Abreunozap

04/07


2020

Gonzaga Patriota celebra prorrogação de auxílio

O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) foi às redes sociais celebrar a prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais e desempregados por mais dois meses. "Foi uma luta muito grande para a gente conseguir esses R$ 600. Esse auxílio para mais de 64 milhões de pessoas carentes chegam no comércio, na indústria e servem como distribuição de renda nas pequenas cidades", comentou.


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Banco de Alimentos

04/07


2020

Em Arcoverde, vale tudo para anunciar sucessor

Em Arcoverde, a prefeita Madalena Britto (PSB) vai de encontro às determinações de isolamento social do governador Paulo Câmara, seu correligionário, e do próprio município para apresentar o pré-candidato de seu grupo político à Prefeitura, o empresário Wellington Maciel (MDB). As 22 mortes por Covid-19 na cidade não foram suficientes para evitar aglomerações e queima de fogos, além das filas duplas de veículos nas proximidades da Praça da Bandeira.

No vale-tudo para fazer um sucessor, o desrespeito à lei prevaleceu, ontem, e a Arcotrans, autarquia responsável por fiscalizar a mobilidade em Arcoverde, fez vistas grossas aos abusos. No entorno de uma emissora rádio, onde ocorreu a divulgação do pré-candidato abençoado pela prefeita, é que ocorreu a gritaria e o disparo de fogos.


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04/07


2020

Sobral Pinto deixa lição à Lava Jato

Por Marcelo Tognozzi

Alberto Barth, suíço e comerciante, encantou-se com o Rio. Chegou jovem, montou um pequeno comércio de importação e exportação na Rua do Hospício 43, hoje rua Buenos Aires, entre a Avenida Rio Branco e a Rua da Quitanda. Barth era metódico e protestante. Conforme prosperava, devolveu uma parte aos cariocas investindo na cidade. Fez muita coisa boa. Em 1906, já um senhor encanecido, uniu-se ao então prefeito do Rio, o baiano Marcelino de Souza Aguiar, e financiou a construção de uma escola.

Souza Aguiar ergueu o prédio no número 124 da atual avenida Oswaldo Cruz, no bairro do Flamengo. Mandou botar o nome de Alberto Barth na escola, homenageando o suíço gente boa que amava o Rio. A escola funcionou durante 23 anos. Em novembro de 1936, homens que diziam lutar contra a esquerda comunista, a direita integralista e corruptos em geral ocuparam a escola e ali instalaram o TSN (Tribunal de Segurança Nacional), tudo abençoado pelo ministro da Justiça do Estado Novo, o doutor Vicente Ráo.

O professor Reynaldo Pompeu de Campos, com quem aprendi muito sobre esse período, estudou profundamente essa corte de exceção. Lembro das suas aulas e é impossível não relacionar aquele passado de 84 anos atrás no Rio de Janeiro com o presente da República de Curitiba. Ráo tinha a mesma fome punitivista de Sergio Moro ou Deltan Dallagnol. A diferença é que Ráo, um tipo magro, empertigado, sempre metido num jaquetão bem cortado, cabelo gomalinado e abotoaduras de ouro, era um paulista rico, refinado e extremamente culto, fundador da USP.

Da caneta de Ráo, como a cumplicidade de Felinto Muller, o chefe da polícia de Getúlio Vargas, saíram os nomes dos integrantes do Tribunal presidido por Frederico de Barros Barreto, depois ministro e presidente do STF, com Honorato Himalaya Vergolino na cadeira de procurador, autor da denúncia contra os líderes da Intentona Comunista de 1935 e do requerimento de 23 de março de 1946 pedindo o cancelamento do registro do Partido Comunista do Brasil (PCB).

A turma do TSN era duríssima. Tão famosa neste quesito quanto a de Curitiba. Se Ráo era um Moro refinado, Himalaya Vergolino era um Deltan Dallagnol com jeito e nome de cangaceiro. Não tinham o menor apreço pelo Estado de Direito e faziam dos processos um vale-tudo, numa época ainda órfã da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Naquele tribunal sinistro, repleto de açougueiros do Direito, uma luzinha brilhava na pessoa do advogado Heráclito de Fontoura Sobral Pinto. Católico, conservador, anticomunista, defendeu Luiz Carlos Prestes o réu mais famoso do TSN, líder da revolta comunista de 1935. Prestes e seu companheiro Harry Berger foram encarcerados em condições tão precárias, que Sobral fez uma petição delatando os maus tratos e apelando para a aplicação da Lei de Proteção aos Animais. “Me expus durante 8 anos para restaurar a dignidade de 2 homens”, declarou numa longa entrevista. As crianças voltariam para a escola Alberto Barth somente em 1946.

Quem hoje passa pela avenida Oswaldo Cruz não imagina a luta travada ali pelo do doutor Sobral, um homem miúdo, nascido na mineira em Barbacena em 1893, que conheci na campanha das Diretas Já e vi de perto discursar no comício da Candelária diante de 1 milhão de pessoas.

Sua mais marcante característica era não ter medo nem ter ódio. Fé e convicções pairavam acima de quaisquer interesses, tinha a exata e precisa noção de que a garantia da liberdade é o Direito, jamais a força. Numa entrevista ao repórter Luiz Eduardo Lobo, o Lobinho, doutor Sobral deu uma lição perfeita para estes tempos de Lava Jato: “Os moços de hoje acham que é a violência quem comanda. Isso é uma tradição funesta e perigosa. (…) O Direito deve voltar a governar os homens. É preciso trabalhar através da palavra e do conhecimento no sentido de convencer”. O repórter Lobinho morreria dias depois, em 28 de junho de 1984, vítima de um acidente aéreo no qual perderam a vida 18 pessoas, a maioria jornalistas, a caminho de uma plataforma da Petrobras.

O doutor Sobral viveu 98 anos e foi embora em novembro 1991. Nestes tempos onde combate à corrupção e política se misturaram como nos idos do Estado Novo, nunca é demais lembrar que o Brasil já teve outra cara, outra ética e outra moral, com gente capaz de ganhar o jogo sem burlar as regras do Estado de Direito, como fez o doutor Sobral.

Morador na rua Pereira da Silva, em Laranjeiras, uma ladeira, ele andava a pé, terno preto e guarda-chuva. Com 75 anos, foi preso em Goiânia por criticar o AI-5. Não entregou os pontos e nem deixou de ser católico, conservador e anticomunista. Apoiara a tomada de poder pelos militares em 1964, porque “acreditava que os comunistas estavam tomando o governo”. Mas bastaram os primeiros sinais de ataque à democracia para que pulasse do barco e denunciasse o arbítrio.

Neste Brasil que deu uma marcha à ré de 80 e tantos anos, misturando justiça, política e malandragem, de vez em quando a gente precisa mandar rezar uma missa para pessoas como o doutor Sobral Pinto. Um extraordinário homem de princípios, algo tão singelo e humano e ao mesmo tempo tão raro nos dias de hoje.

Na escola que virou tribunal político, a lição de Sobral Pinto foi imortalizada no samba de João Nogueira:

Vovô Sobral
Pra quem não conhece é um grande homem
Tornou-se jurista de renome
Patrono de todo tribunal

Vovô Sobral
No alto dos seus 90 anos
Reclama por direitos humanos
Nas praças de cada capital

Pagou geral
Ele hoje é a razão que guia o povo
Pois sendo o mais velho
Hoje é o mais novo
Herói da justiça nacional

*Marcelo Tognozzi é jornalista. Artigo escrito originalmente para o Poder 360.


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O Jornal do Poder

04/07


2020

Jaboatão doa cestas básicas a comerciantes e guias

A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes distribuiu, hoje, 265 cestas básicas entre comerciantes da orla e guias turísticos, que desde março estão sem exercer suas atividades devido à pandemia da Covid-19. Esta foi a segunda entrega de alimentos para quem trabalha nas praias e faz parte do apoio da gestão municipal às categorias de trabalhadores que perderam renda neste período. A distribuição aconteceu na sede da Regional 6, no bairro de Piedade.

O prefeito Anderson Ferreira fala sobre o significado da ação. “Está sendo um momento difícil para os trabalhadores e esses comerciantes da orla e os guias turísticos estão entre os principais prejudicados. Ao Poder Público cabe cumprir as normas sanitárias para evitar uma maior disseminação da Covid-19, mas também nos preocupa a situação em que se encontram. Por isso fizemos essa segunda entrega de cestas básicas como forma de ajudá-los a superar a falta de renda e garantir refeição de qualidade”, destaca.

Carla Suzarte (foto), guia turística há cinco anos, nunca imaginava passar por uma situação como essa. “A gente vinha trabalhando normalmente e de repente tudo parou. Estamos sem renda e sem condições de fazer a feira. Essa cesta básica que a Prefeitura está distribuindo é muito importante pra gente. Só tenho a agradecer”, ressalta.

A comerciante Maria de Oliveira também lamenta que esteja impedida de trabalhar por causa da pandemia e diz não vê a hora de tudo voltar ao normal. “Queremos voltar a trabalhar com tudo organizado para voltarmos a ter renda. Mas, enquanto esse dia não chega, ainda bem que tem essa ajuda da Prefeitura de Jaboatão. Essa cesta está bem sortida e vai durar um bom tempo”, pontua.


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04/07


2020

Edir Macedo adquire controle do Banco Renner

Valor Econômico

O chefe da igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo Bezerra, que já tinha uma fatia de 49% no Banco Renner, adquiriu o controle da instituição, após receber recentemente o aval do Banco Central.

O Banco A. J. Renner foi criado em 1981 pela família Renner, em Porto Alegre, e o nome faz alusão a Antônio Jacob Renner, o patriarca da família e fundador também das Lojas Renner, varejista de moda que hoje em dia não tem mais nenhuma ligação com a instituição financeira nem com a família Renner.

Em 2009, Edir Macedo anunciou a intenção de comprar uma fatia de 40% na instituição, mas a operação só saiu em 2013, quando ele e a esposa Ester adquiriram uma fatia de 49%. Eles foram considerados pelo Banco Central como investidores estrangeiros, por terem domicílio no exterior, e, assim, a compra precisou de um decreto da presidente Dilma Rousseff considerando o investimento como de interesse do governo brasileiro.

Em 2018, já no governo Michel Temer, foi editado novo decreto com a possibilidade de a fatia estrangeira no capital ser elevada para até 80%. Na ocasião, o colunista Lauro Jardim, de O Globo, publicou que Edir Macedo vinha pressionando o governo para conseguir aumentar sua participação no banco, mas que esbarrava em objeções da área técnica do Banco Central.

A matéria completa está disponível no Valor Econômico.


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04/07


2020

Caudilhismo sertanejo

Por Marlos Porto*

A propósito do anúncio feito aqui em Arcoverde, de que o candidato escolhido pela prefeita é o empresário Wellington Maciel, lembrei que João do Skate, do PRTB municipal, afirmou ontem em uma rede social que "em política, quem toma decisão é a maioria, não 2 ou 3 gatos pingados".

Postei um comentário a respeito, concordando com a afirmação do líder partidário e tecendo algumas considerações sobre esse processo de escolha de sucessores tão viciado e que já deveria ter sido superado.

Não fazia ideia que haveria esse anúncio, com tanta pompa (fogos, aglomeração, etc.) e em circunstâncias tão inadequadas, pelo grave momento que vivemos em decorrência da pandemia - em suma, de forma tão atabalhoada, como bem classificou o arguto jornalista Magno Martins em seu atualizado, moderno e prestigiado blog.

Considero oportuno aqui transcrever o comentário que fiz: "Caro João Do Skate, acho correta e apropriada sua afirmação. Triste que em Arcoverde, desde 2004, só ganham os escolhidos pelo(a) prefeito(a), cujo prestígio é posto na briga em favor do seu sucessor.

Rosa foi a última a representar uma ruptura de hegemonia de um grupo, uma virada no comando da prefeitura, ocorrida na campanha de 1996. Presenciei aquela campanha e o sentimento de mudança era muito forte. A oxigenação da política e a alternância de poder é muito saudável para a democracia.

Observou-se, porém, que não apenas deixou de haver alternância de grupos desde então, mas que tanto Rosa Barros quanto Zeca Cavalcanti se decepcionaram com seus respectivos sucessores. Ou seja, tais escolhas não foram, certamente, as mais apropriadas.

Joga-se o peso da prefeitura numa sucessão, o que é indevido. Prefeito não é para estar em palanque de A, B ou C. É para governar para todos e não utilizar a máquina a favor desse ou daquele candidato. Só assim poderá ter uma postura moral irretocável.

A tradição de nossa política, porém, é que o prefeito se veja na obrigação de defender um determinado nome como sucessor, para assim defender a sua gestão de críticas, defender o seu legado. Considero esse um equívoco prático das democracias em geral.

Ora, a defesa de sua gestão será a própria qualidade da gestão, o trabalho deixado tem ou não valor e isso por aí só basta para a defesa desse mesmo trabalho.

Para ser honesto no seu discurso, todo candidato que adota essa prática de trabalhar pela eleição do sucessor deveria colocar esse item no seu projeto de governo - o que não acontece e que, se ocorresse, não deixaria de ser ridículo. Isso porque ser um bom gestor nada tem a ver com eleger o seu sucessor.

Assim, depois de eleito o sucessor, este lhe volta as costas, os antigos aliados brigam e se dividem em grupos rivais... Mas se o eleitor prestar atenção, estavam todos juntos, Zeca e Madalena, em 2004, em 2006, em 2008, em 2010, em 2012 e mesmo em 2014 (tirando o fato de que nesse ano divergiram nos apoios a candidatos a governador e presidente).

Assim que, voltando ao início, concordo que a maioria é que decide e essa prática de se julgar tão poderoso(a) a ponto de eleger seu sucessor é uma ilusão que, às vezes pode fazer o governante cair do cavalo. Abraço!"

Pois bem. Não sou filiado ao PSB e não tenho intenção de meter a colher onde não sou chamado, mas tomo a liberdade de dizer, como cidadão, que seria muito bonito se em Arcoverde o candidato apoiado pela prefeita fosse escolhido por meio de prévias partidárias. Seria um sinal de grande maturidade política em nosso município. E penso que o candidato que ganharia as prévias seria o combativo João Justino ou, quem sabe, a experiente vereadora Célia Cardoso.

Enfim, da forma que foi feito, ganhou o caudilhismo. Triste que tanta gente qualificada se cale. Hora de o eleitor arcoverdense refletir e ver se não é hora de buscar alternativas mais consentâneas com as aspirações dos mais variados segmentos sociais, em vez de sucumbir aos ditames arcaicos da elite econômica e política da terra do Cardeal.

*Funcionário público e membro do partido Cidadania em Arcoverde.


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04/07


2020

TRE mantém condenação de Dr. Evaldo em Mirandiba

Houldine Nascimento, da equipe do blog

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) manteve, ontem, a condenação do pré-candidato a prefeito de Mirandiba pelo PSB, Evaldo Bezerra, e do vereador Gilberto Gomes – vice da pré-candidatura – por propaganda eleitoral antecipada. A dupla recorreu, mas teve o pedido negado.

Em março deste ano, Evaldo Bezerra e Gilberto Gomes haviam sido condenados em primeira instância por organizarem um evento de Carnaval na cidade, intitulado “Bloco 40 Graus”, com a confecção de camisas que continham teor eleitoral, o que foi considerado pelo Juízo local como propaganda extemporânea.

A punição foi uma multa no valor de R$ 10 mil. O diretório municipal do Republicanos moveu a representação contra a dupla. É a primeira condenação eleitoral deste ano em Pernambuco.


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04/07


2020

Jornalista Hugo Studart reforça time de articulistas

O premiadíssimo e talentoso jornalista Hugo Studart, hoje  professor e doutor em História Política do Brasil, depois de passar por redações as mais afamadas do País atuando em Brasília, onde o conheci e com ele criei uma amizade sólida, se integra à equipe de articulistas deste blog, para minha alegria e deleite dos leitores. Seu texto de estreia trata da instabilidade na cadeira do Ministério da Educação, desde ontem ocupada já pelo quarto ministro em um ano e meio de Governo, recorde da história da República.

Studart trabalhou como repórter, editor, colunista ou diretor nos principais veículos de imprensa do País, como Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, revistas Veja, Dinheiro e IstoÉ. Na área acadêmica, atuou como professor de Jornalismo, Ciência Política e História em instituições como a Universidade Católica de Brasília, a Faculdade Casper Líbero, São Paulo, e a Universidade de Brasília, UnB. 

É membro acadêmico do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal e da Academia de Letras de Brasília. Seu livro mais recente, "Borboletas e Lobisomens - Vidas, sonhos e mortes dos Guerrilheiros do Araguaia", foi adquirido e indexado no Catálogo Mundial de obras referência (WorldCat) por 18 universidades estrangeiras, como University of California, Stanford, Chicago, Michigan, Toronto e as Bibliotecas do Congresso (EUA), New York Public e The British Library. Bem-vindo, grande Hugo Studart!

Abaixo, o seu artigo de estreia:

As escolhas de Bolsonaro para o MEC

Por Hugo Studart

Stefan Zweig certa feita escreveu cinco ensaios sobre conhecidos episódios, os quais chama de "miniaturas da História", e os reuniu em livro batizado de "Momentos decisivos da humanidade". Inspirando-se nas tragédias gregas -- tramas nas quais o homem tenta controlar o próprio Destino, mas acaba por ser abalroado pelo acaso em alguma encruzilhada da vida -- Zweig defende a ideia da existência de alguns episódios, como a derrota de Napoleão em Waterloo, que pelo que carregam de simbólico, de trágico ou de épico, teriam a força capaz de sintetizar uma época, ou até mesmo de determinar o destino da humanidade. 

Ou o destino de um governo. Jair Bolsonaro esteve nas últimas semanas diante de uma escolha decisiva, a do ministro da Educação. Ele poderia optar por um nome capaz de unir o setor (ou pelo menos parte), alguém de perfil "técnico", um educador que apresente um projeto que jogue luzes em direção ao futuro de nossas crianças e jovens. Poderia optar por fazer emergir outro nome sintonizado com as trevas da discórdia e o discurso do ódio. Ou, ainda, poderia fazer uma escolha política, olhando sobretudo para o presente, tentando agradar as bancadas no Congresso Nacional, das quais precisa tanto para aprovar projetos de governo.

Suas duas primeiras escolhas para a Educação foram ideológicas, sobretudo desastrosas. Ambas, Ricardo Vélez e Abraham Weitraub, se inviabilizaram sozinhos ao optarem pelo discurso do ódio e as trevas da inoperância. Na sequência, ele até tentou um técnico, Carlos Alberto Decotelli, que aliás, tinha uma excelente carreira como professor de Finanças Públicas, primeiro do Ibmec, depois na Fundação Getúlio Vargas, sempre avaliado pelos alunos como professor nota 10. 

Decotelli emergiu como fruto de uma costura de alianças delicadas, extremamente difíceis, iniciadas em março de 2018, quando o general Augusto Heleno aceitou integrar a campanha de Bolsonaro, emprestando-lhe um aval simbólico e informal das Forças Armadas. Heleno então organizou uma equipe para formular um Programa de Governo, equipe esta coordenada pelo general Aléssio Ribeiro Souto, considerado um intelectual lúcido por seus pares. 

Foi nesse momento que se fez uma aliança entre militares, todos conservadores "positivistas" (conforme acusação dos discípulos de Olavo de Carvalho), com um grupo de professores "liberais clássicos" sob a liderança do cientista político Antônio Flavio Testa. Integraram esse grupo os professores como Paulo Kramer, da UnB, Decotelli, Stavros Xanthopoylos e Marcus Vinícios Rodrigues, da FGV, dentre outros.

Esse grupo se dispersou no início do governo, muitos com cargos, outros não. Mas a aliança original entre "militares positivistas" e "intelectuais liberais" permaneceu latente em forma de amizades pessoais. O general Eduardo Villas Bôas ainda procurou agregá-los em torno da discussão voluntária de um novo "Projeto de Nação", segundo batizou. Com a queda de Weintraub, o quarteto de generais que ora tem assento no Palácio do Planalto convenceu o presidente da necessidade urgente de "pacificar" a Educação instalando um ministro "técnico". 

Então apresentaram um leque de cinco opções: Testa, Rodrigues, Decotelli, Stravos e Antônio Freitas, todos eles professores da FGV. Pela proximidade antiga, os generais gostavam mais de Testa e de Rodrigues. Contudo, dois fatores foram decisivos para a escolha de Decotelli. Ser negro, ainda mais com pós-doutorado na Alemanha. Pesou, sobretudo, o apoio decisivo de Paulo Guedes. 

Em janeiro passado, quando era iminente uma mini reforma ministerial (aquela que rebaixou o Onyx e ungiu o general Braga Neto para a Casa Civil), Guedes pressionou muito Bolsonaro para decapitar Weintraub. Foi quando ligou para Decotelli, com quem tinha boa relação dos tempos em que era sócio do Ibmec, e mandou se preparar para ser ministro da Educação, que era só questão de tempo. Decotelli também tinha a simpatia de Elizabeth Guedes, irmã de Paulo e vice-presidente do grupo educacional Kroton. 

Por fim, tinha forte apoio de um velho amigo, vice-ministro da Defesa, o almirante Almir Garnier dos Santos e, por tabela, da Marinha. Deram também a Decotelli a opção de ser presidente do Banco do Nordeste. Enfim, ele tinha o Mundo aberto a seus pés. Mas nenhum de seus amigos desconfiava que ele havia construído uma carreira em cima de mentiras -- o doutorado não concluído e o pós-doutorado inexistente. 

Quando era iminente que Decotelli seria o Escolhido, ele viu-se diante de uma encruzilhada. Poderia ter revelado aos amigos, aos generais e ao presidente sobre as "inconsistências" em seu currículo. Então eles decidiriam se iriam segurar a onda (ou não) caso fosse mesmo para o MEC. 

Decotelli teve seu "instante decisivo" quando se viu diante do convite do presidente. Poderia manter seu segredo e declinar do convite, optando pelo Banco do Nordeste, onde aliás estaria muito à vontade como professor de Finanças Públicas. Mas a ambição pessoal falou mais alto. E a soberba turvou seu pensamento. Avaliou que sua fraude não seria descoberta.


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