FMO janeiro 2020

26/05


2020

Quem encontrar será bem remunerado

De tanto fugir ao debate das questões estaduais pela mídia, a quem trata com desdém por se achar a dona do seu latifúndio eleitoral com léguas tiranas superando a casa dos 400 mil votos, a deputada Gleide Ângelo (PSB) virou alvo de chacota em grupos do WhatsApp e pelas redes sociais. Foge da Imprensa como o diabo da cruz.


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Detra maio 2020 CRLV

26/05


2020

Nascidos um para o outro

Editorial do Estadão

Não há dúvidas. Jair Bolsonaro e Lula da Silva nasceram um para o outro.

Tanto o presidente da República como o chefão petista se associam na mais absoluta falta de escrúpulos, em níveis que fariam até Maquiavel corar. Pois o diplomata florentino que viveu entre os séculos 15 e 16, malgrado tenha descartado a retidão moral absoluta como fator essencial para o bom governo, formulou uma ideia de ética específica para a política, segundo a qual, entre outras regras, o governante jamais deve colocar seus interesses pessoais acima dos interesses do Estado nem agir como se seu poder fosse ilimitado: “O príncipe que pode fazer o que quiser é um louco”, escreveu em sua obra mais conhecida, O Príncipe (1532).

Jair Bolsonaro e Lula da Silva unem-se como siameses. Enxergam o mundo e seu papel nele da mesmíssima perspectiva. Tudo o que fazem diz respeito exclusivamente a seus projetos de poder, nos quais o Estado e o povo deixam de ser o fim último da atividade política e passam a ser meros veículos de suas aspirações totalitárias.

Ambos, Bolsonaro e Lula, só se importam com o sofrimento e a ansiedade da população na exata medida de seus objetivos eleitorais. O petista, por exemplo, declarou recentemente que “ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavírus para que as pessoas percebam que apenas o Estado é capaz de dar a solução, somente o Estado pode resolver isso”.

Tão certo de sua inimputabilidade, Lula da Silva nem se preocupou em ao menos aparentar retidão moral, como recomendava Maquiavel aos príncipes de seu tempo, entregando-se à mais vil exploração política do sofrimento causado pela pandemia de covid-19. Lula da Silva é, assim, o anti-Maquiavel: enquanto o florentino elogiou seus conterrâneos por preferirem salvar sua cidade em vez de salvar suas almas, Lula saúda a morte de seus compatriotas como uma espécie de sacrifício religioso em oferenda à estatolatria lulopetista.

Já Bolsonaro, bem a seu estilo, continua a menosprezar os milhares de brasileiros mortos na pandemia, agora com requintes de crueldade. Depois do infame “e daí?”, expressão que usou ao reagir à informação sobre a escalada do número de mortos no Brasil, o presidente da República não viu nenhum problema em fazer piada com a desgraça do país que ele foi eleito para governar. “Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma Tubaína”, brincou Bolsonaro.

Nem se deve perder tempo procurando graça onde, definitivamente, não há. Diante das dramáticas circunstâncias, só riu da blague bolsonarista quem não nutre nenhuma empatia ou respeito pelo sofrimento dos outros. Para o presidente da República, só os direitistas são dignos de salvação – por meio da cloroquina, que Bolsonaro, baseado em estudos fajutos, quer que os brasileiros tomem para que o País supere rapidamente a pandemia e “volte ao normal”. Já os “esquerdistas” – isto é, todos os que não são bolsonaristas –, que bebam refrigerante.

Bolsonaro e Lula são o resultado mais vistoso da degradação violenta da atividade política, aquela que, na concepção de Maquiavel, deveria almejar a todo custo o bem coletivo. Cada um à sua maneira, um mais truculento, o outro mais dissimulado, o presidente e o petista se consideram fora do alcance das considerações éticas que deveriam moderar o poder e que estão no coração das sociedades democráticas.

Lula trabalha desde sempre para cindir o País – e sua recente celebração do coronavírus pode ser vista como uma espécie de corolário macabro da concepção doentia segundo a qual os brasileiros recalcitrantes, que ainda não aceitam o projeto de Estado autoritário idealizado pelo lulopetismo, devem ser castigados pela natureza para que aprendam de uma vez por todas que Lula sempre tem razão. Bolsonaro faz exatamente o mesmo, e ainda enxovalha publicamente quem se recusa a aceitá-lo como salvador.

O bolsonarismo é um monstrengo antidemocrático que só ganhou vida e ribalta por obra e graça do lulopetismo. A uni-los, a sede de poder absoluto. Mas, como já ensinou Maquiavel, não há poder que dure para sempre.


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Abreu e Lima - Maio

26/05


2020

Tu vota em mim e eu voto em tu

Meu pai Gastão Cerquinha, 98 anos, era um político extremamente conciliador. Nunca entendeu minha relação profissional conflituosa com a fauna animalesca da cena política e vez por outra me dava uns cascudos quando me via envolvido em brigas. Mas era também muito sagaz e divertido.

Para divertir o noticiário de hoje e alegrar o início desta terça de mais uma semana de isolamento social me pediram para contar uma história muito engraçada dele quando emplacou o terceiro e penúltimo mandato de vereador de Afogados da Ingazeira.

Eleição apertada, com muitos candidatos em disputa, papai não teria gostado do atrevimento de um velho cabo eleitoral de ter se lançado candidato. Para transferir, era bom no exército de aliados de papai. Como candidato, não foi votado nem pela família, conforme as urnas abertas atestaram.

Ele morava num sítio, analfabeto e extremamente dependente de papai. Até as cartas que mandava para os filhos em São Paulo era papai que redigia. Papai fez de tudo para ele desistir da candidatura. Vendo que de fato não ia conseguir, papai inventou uma história malandra que ele caiu fácil. O procurou e disse: "Zé, você sabe que a lei proíbe que a pessoa vote nela própria? Então, vamos fazer o seguinte: você vota em mim e eu em você e ai a gente fica acertado".

O matuto levou a conversa a sério. Abertas as urnas, naquele tempo de contagem manual, um a um no papel, o dito cujo só teve dois votos. Chegando em casa, pediu o divórcio.

"Só tive dois votos. O meu e o do compadre Gastão, que é cumpridor de palavra. Nem você votou em mim", resmungou.

Até hoje, papai se diverte com essa história e garante que nunca foi real. Exageraram na dosagem, segundo ele.


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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Época do respeito, da honestidade e das brincadeiras sadia. Bons e saudosos tempos.


Prefeitura do Ipojuca

26/05


2020

Oposição desrespeita governador em Araripina

Em Araripina, a 681 km do Recife, o empresário Tião do Gesso, mais conhecido como o "Barão do Gesso", rasgou o decreto do isolamento social do Governo do Estado e promove, neste momento, uma carreata em protesto contra o fechamento do comércio. Uma vergonha, até porque ele faz para se promover politicamente. É pré-candidato a prefeito pelo SD.


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26/05


2020

Prefeitura compra 600 botijões de gás para escolas fechadas

A Câmara de Vereadores de Belo Jardim aprovou, por unanimidade, na sessão on-line da última quinta-feira (21), o pedido de informação de autoria do vereador Bruno Galvão (PT), solicitando à Secretaria de Educação, dados sobre a compra e utilização de 600 botijões de gás de cozinha, para produção de merenda da rede municipal de ensino.

Em fevereiro, março e abril deste ano, a Secretaria de Educação de Belo Jardim, gastou R$ 43 mil reais com a compra de botijões de gás de cozinha. O valor unitário de acordo com os empenhos n° 348 e 540, equivale a R$ 70,50 reais.

“Este ano, os alunos da rede municipal tiveram apenas um mês de aula, que corresponde ao período de 15 de fevereiro ao último dia 17 de março, sem mencionar os feriados do carnaval, previstos no calendário escolar. Como sabemos, as aulas foram suspensas em toda rede de ensino do país, devido à pandemia do coronavírus, o que não justifica a compra dessa quantidade de gás de cozinha sem a realização das atividades nas unidades escolares do município”, justificou o vereador Bruno Galvão.

A informação extraoficial obtida pelo mandato do vereador, atesta que em março, apenas 100 botijões de gás de cozinha, chegaram ao depósito da Secretaria de Educação de Belo Jardim.

“Desde o início dessa pandemia, encaminhamos a sugestão ao governo municipal, para que a Secretaria de Educação pudesse incrementar a disponibilização dos kits básicos de alimentação dos alunos da rede municipal em maior situação de vulnerabilidade social, o gás de cozinha. Não fomos atendidos. E a Secretaria segue sem explicar qual o destino destes botijões de gás, já que não estão sendo utilizados nas escolas”, lamentou.

O documento solicita que a Secretaria de Educação apresente a quantidade exata de botijões de gás comprados e onde foram utilizados. Em caso de suposta doação, o vereador indicou que os dados dos beneficiados sejam informados para averiguação do poder legislativo.

A Secretaria de Educação tem o prazo de 30 dias para responder o pedido de informação, contados a partir da data do recebimento do ofício, de acordo com o Regimento Interno da Câmara de Vereadores de Belo Jardim.


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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Pelo visto vai ter aumentar o efetivo do MPE,MPF e da PF.


Banco de Alimentos

26/05


2020

Planalto esperava ação contra Witzel

Integrantes do Palácio do Planalto esperavam, nos últimos dias, uma ação que mirasse o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, por suspeita de desvios na área da saúde. Na manhã de hoje, a Polícia Federal (PF) iniciou a Operação Placebo contra o governador do RJ em investigação sobre hospitais de campanha.

O blog da Andréia Sadi recebeu relatos, nos últimos dias, da expectativa do governo de uma ação policial para aprofundar desvios na Saúde no Rio de Janeiro. Governistas lembram que “o que mais incomodava” o presidente Jair Bolsonaro na gestão Sergio Moro, ex-ministro da Justiça, era a "falta de foco" nos supostos desvios no Rio.

Por Witzel ser adversário político do presidente, parlamentares de diferentes partidos ouvidos pelo blog se surpreenderam com a operação de hoje, exatamente semanas após Bolsonaro conseguir trocar a direção da PF – e em meio ao inquérito que apura suposta interferência política dele no órgão.

Diante dessas avaliações de políticos, aliados de Bolsonaro reconhecem ao blog que o governo pode ser acusado de montar uma polícia particular de Estado, e que Bolsonaro é “atacado por todos”, mas que, se há desvios do governo fluminense, é preciso investigar.

Desde a eclosão do caso do porteiro, no âmbito das investigações do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, Bolsonaro cobrava uma atuação mais contundente de Moro e da PF para investigar eventuais desvios de Witzel – mas o presidente julgava que não era atendido.

Uma das suspeitas de investigadores nos bastidores é de que o presidente queria o controle da Polícia Federal – reclamando de falta de informações – porque queria ter poder para investigar adversários, o que o Planalto nega.

O que governistas argumentam é que Bolsonaro, quando fala em "rede de informações", refere-se a porteiros, motoristas, além de policiais, e essas pessoas o informam de "desvios pelo país".

No caso específico dos desvios da saúde, o blog apurou junto a interlocutores de Moro que as investigações começaram ainda na sua gestão. Inclusive, segundo investigadores, a prisão de Mario Peixoto, empresário suspeito do esquema de corrupção na Saúde do Rio, era para ter ocorrido em março, mas, com a pandemia causa pelo coronavírus, a PF adiou a operação. Moro ainda estava no governo, portanto, as investigações começaram ainda com o ex-juiz à frente do Ministério da Justiça.

Aliados de Moro lembram também que o grupo especial de investigação foi criado ainda na sua gestão.

Portaria da Polícia Federal, com a data do dia 15/4, mostra que foi criado o “Grupo Especial de Combate à Corrupção e ao Desvio de Recursos Públicos – GECOR/COVID-19 para atuar durante o período de vigência do estado de emergência em saúde pública decorrente da situação de pandemia decretada pelo Governo Federal por conta da propagação da COVID-19”.

Moro deixou o governo dia 24 de abril.


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O Jornal do Poder

26/05


2020

Governador do DF passa por cirurgia de emergência

Em boletim médico divulgado na manhã de hoje, a equipe do Hospital DF Star, na Asa Sul, em Brasília, afirmou que o governador Ibaneis Rocha (MDB) continua internado, após cirurgia, mas se encontra estável.

O chefe do Executivo local foi internado com dor abdominal aguda, ainda na tarde de ontem. Após avaliação médica e realização de uma tomografia, foi decidido pelo procedimento cirúrgico.

“O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, segue internado no Hospital DF Star desde o dia 25 de maio, com quadro de abdômen agudo. Foi submetido à intervenção cirúrgica por vídeo na madrugada de 26 de maio, quando foi identificada e corrigida uma perfuração em um segmento intestinal por um fragmento de osso”, diz a nota.

“O procedimento se deu sem intercorrências e o governador encontra-se estável no pós-operatório”, aponta o comunicado.


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26/05


2020

PF faz operação na casa do governador do Rio

Quatro carros da Polícia Federal estão no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do estado do Rio de Janeiro, na Zona Sul da cidade, na manhã desta terça-feira (26). A investigação tem relação com possíveis fraudes nos hospitais de campanha do estado. Ainda não há informações sobre possível cumprimento de mandado no local. A ação é comandada por agentes da Polícia Federal de Brasília. Equipes estão em vários endereços, entre eles no Leblon, na Zona Sul, e na Rua Professor Valadares, no bairro do Grajaú, Zona Norte, onde morava o governador antes de assumir o mandato. A ação tem autorização do Supremo Tribunal Federal (STJ).


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Fernandes

Centrão já administra 73 bilhões de reais no Governo Bolsonaro.

Rafael C.Soares Quintas

A ação foiautorizada pelo STJ e não STF

Fernandes

Olavo de Carvalho já justifica corrupção bolsonarista Ao ser questionado pela BBC Brasil sobre o escândalo do caso Queiroz, o guru do bolsonarismo disse que casos pequenininhos de corrupção podem acontecer, e que um episódio de corrupção no governo Bolsonaro é menos grave do que em outros governos. Tudo bandido.

Fernandes

Coaf abriu caminho a retrocesso no combate à corrupção, dizem especialistas. Partiu do Coaf o relatório que originou a investigação sobre a evolução patrimonial do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Prefeito e Governador não tem Foro privilegiado. Vamos aguardar para ver o andamento desse imbróglio. Que tem gente sem dormir isso tem.


Shopping Aragão

26/05


2020

Coluna da terça-feira

Sem Moro, Federal volta a agir

Em entrevista ao Frente a Frente de ontem, o vice-líder do Governo no Senado, Francisco Rodrigues (DEM-RR), admitiu que a Polícia Federal vem seguindo uma nova orientação depois da saída do ex-ministro Sérgio Moro e da mudança do seu comando, em Brasília. “Perceba que as operações, que haviam sido suspensas, estão voltando”, disse, citando em seguida o seu próprio Estado, Roraima, como objeto de ação, além dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso.

Coincidência ou não, o fato é que Fortaleza amanheceu, ontem, cercada de policiais federais. Ali, a Federal constatou que respiradores comprados pela Prefeitura e o Instituto Doutor José Frota (IJF) para tratamento de pacientes com a Covid-19 custaram cerca de R$ 234 mil, valor até quatro vezes mais caro do que o adquirido por outras instituições e prefeituras brasileiras, segundo o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), que deflagraram a Operação Dispneia , junto com a PF, para investigar o caso.

O mesmo equipamento foi comprado em outras cidades do País por R$ 60 mil, para o enfrentamento da pandemia. Já o estado do Ceará pagou R$ 117 mil por um respirador, ou seja, metade do preço contratado pelas autoridades de Fortaleza. Dois contratos de dispensa de licitação realizados para compra de 150 respiradores são objeto da operação da Polícia Federal. A suspeita é de que o prejuízo aos cofres públicos pode chegar ao valor de R$ 25,4 milhões.

O contrato foi assinado em 30 de abril entre Prefeitura e uma empresa de São Paulo, prevendo o recebimento dos ventiladores pulmonares até o dia 4 de maio. O prazo curto seria a justificativa para a cobrança do valor acima de mercado. No entanto, a empresa contratada pediu flexibilização do prazo até dia 15 de maio, mas os equipamentos nunca foram entregues.

O pagamento de cerca de R$ 25 milhões pelo material feito antecipadamente pela Prefeitura, sem exigência de garantia, é uma das irregularidades investigadas. A PF afirma que a empresa não tinha condições de fornecer os respiradores, com “duvidosa capacidade técnica e financeira” e capital social que não permite comprar sequer um equipamento. Além disso, a empresa já respondia a uma investigação em Rondônia por não fornecer testes rápidos contratados naquele estado.

Fim do engessamento – Na live pelo Instagram deste blog, terça-feira passada, o presidente Bolsonaro foi abordado sobre o engessamento da Polícia Federal e insinuou que o responsável teria sido o ex-ministro Sérgio Moro. “Quem tiver fazendo coisa errada que se cuide”, alertou. No caso de Pernambuco, Bolsonaro admitiu mudanças no comando da Polícia Federal, mas com a ressalva de que o isso caberia ao novo diretor-geral e que não iria interferir. “O presidente se elegeu para combater a corrupção e não deixar roubar”, disse o senador Francisco Rodrigues quando indagado sobre a operação de ontem na capital cearense.

Bola da vez – Não há ainda conformação, mas Recife deve ser a próxima etapa da operação Dispneia, da Polícia Federal, que investiga superfaturamento em contratos para compras de equipamentos de proteção hospitalar para uso dos profissionais de saúde na rede do SUS, o Sistema Único de Saúde. As suspeitas recaem na compra também de respiradores como se deu em Fortaleza. Na sexta-feira passada, a Polícia Federal fez uma “visita surpresa” à Prefeitura do Recife, que comprou 500 respiradores, pela bagatela de R$ 11,5 milhões, a uma empresa MEI – Microempreendedor Individual – com limite de faturamento de apenas R$ 81 mil. O que impressiona é o ramo da empresa contratada, além do espaço em que funciona. A empresa era um pet shop de bairro, começou a funcionar em outubro de 2019.

Irregularidades – “Nós tivemos acesso à fábrica dessa empresa. Com todo respeito, parece uma oficina mecânica. A população vai se assustar quando tiver acesso às fotos”, relata o procurador do MT de Contas do Estado, Cristiano Pimentel. Autor do pedido de investigação ao TCE, Pimentel levantou outra grave irregularidade: um impasse envolvendo a fornecedora e a Justiça de São Paulo em 2015. “Esta empresa, em 2015, foi declarada pela Justiça Federal de São Paulo como lugar incerto e não sabido. Ou seja, ela estava sumida da Justiça alguns anos atrás e hoje está vendendo respiradores para a Prefeitura do Recife”, disse.

Empresa fajuta – No caso de Fortaleza, a PF afirma que a empresa não tinha condições de fornecer os respiradores, com “duvidosa capacidade técnica e financeira” e capital social que não permite comprar sequer um equipamento. Além disso, a empresa já respondia a uma investigação em Rondônia por não fornecer testes rápidos contratados naquele Estado. Com o descumprimento do prazo, a Prefeitura de Fortaleza cancelou um dos contratos, oficialmente, com publicação no Diário Oficial do Município. Porém, o dinheiro ainda consta nas contas da empresa, de acordo com a PF. Com isso, a investigação segue para identificar se há conluio entre as empresas e favorecimento de personagens públicos.

CURTAS

ATRASO – A demora do presidente Bolsonaro em sancionar a lei que autoriza o repasse direto da ajuda de R$ 60 bilhões para Estados e municípios enfrentarem os efeitos da covid-19 deixou prefeitos de todo o País em estado de alerta. Entidades municipalistas afirmam que pode haver atrasos nos pagamentos dos salários de maio dos servidores. As cidades têm sofrido com a queda na arrecadação e contam com o auxílio federal para recuperar seus caixas. Bolsonaro tem até amanhã para sancionar a proposta – que já está em sua mesa há quase 20 dias. Para o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Glademir Aroldi, o atraso tem impactos diretos na economia local. Ele lembra que os profissionais da Saúde também poderão ser atingidos.

ALERTA MUNICIPAL – Segundo Aroldi, o Ministério da Economia informou que, a partir da sanção, pode-se demorar cerca de sete dias para os valores chegarem aos cofres dos municípios. Assim, os salários correm o risco de ficar para depois do quinto dia útil de junho. Torneira secou. As duas entidades destacam que, mesmo com a recomposição de receitas que caíram e a ajuda do governo federal, os municípios deverão enfrentar ainda mais dificuldades a partir do segundo semestre. “Até agosto vamos sobreviver, mas, depois, não há nenhuma ajuda prevista”, afirmou Aroldi.

DANIEL SILENCIA – A Academia Pernambucana de Medicina (APM) lançou, ontem, um manifesto em que pede às autoridades que sejam estabelecidas medidas imediatas ainda mais duras de isolamento social na pandemia da Covid-19. Segundo o presidente da entidade, o neurocirurgião Hildo Azevedo, esse mecanismo é o mais eficiente para a redução dos danos aos sistemas de saúde e para salvar mais vidas no combate à doença causada pelo novo coronavírus. “O foco desse manifesto é enfatizar o maior isolamento social possível. Se não fizermos isso, o nosso sistema de saúde irá colapsar. Não só para atender os doentes da Covid-19, mas também o Sistema Único de Saúde (SUS), que tem responsabilidade em Pernambuco de tratar 80% da população. Temos que continuar nessa luta do isolamento social”, afirmou o presidente da APM, em entrevista à repórter Beatriz Castro, da TV-Globo.

Perguntar não ofende: Quando Governo e oposições vão deixar as indiferenças de lado para salvar o povo da morte da Covid?


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Pádua

Com as ações da PF nos Estados e Municípios, seria interessante saber a medicação que o Governador e o Prefeito estão tomando para dormir !

marcos

Como é que um ex presidente se sente bem com a morte dos seus compatriotas? FDP

marcos

Ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado Corona Vírus. Luiz Inácio Corona da Silva.

marcos

Jair Bolsonaro NÃO tem nenhum processo. O nosso Mito é totalmente limpo. Agora Lula, os caciques da esquerda e seus assessores só Jesus na causa.

Fernandes

Bolsonaro tem 19 familiares investigados no Rio, estado em que ele exigiu a troca na PF o jornal O Globo, revela que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem 19 familiares sendo investigados no Rio de Janeiro, estado em que ele exigiu a troca do comando da Polícia Federal em reunião gravada. Por isso o pedido para trocar o superintendente da PF.


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