FMO janeiro 2020

01/07


2020

Jaqueira: demolição de bancos

Por José Adalberto Ribeiro*

A Prefeitura do Recife, através da Emlurb e empresas terceirizadas, está executando um trabalho de demolição dos bancos de concreto armado do Parque da Jaqueira. Construídos há cerca de 10 anos e mesmo estando firmes e fortes, os bancos são exterminados na base de marretadas e picaretas e depois construídos outros iguais em algum ponto nas proximidades.

A alegação é que a estruturas de concreto armado envelheceram e estão sendo atacadas pelo coronavírus. A saber, o vírus atua feito cupim de aço e tem o poder de destruir concreto armado e ferro. Já foram demolidos cerca de 10 bancos e estão sendo construídos outros tantos, com cimento armado novinho em folha.

Se a moda pega o prefeito ‘Geraudo Julho’ irá mandar demolir os viadutos e pontes construídas no tempo de Maurício de Nassau para erguer novas estruturas, em nome do combate à pandemia do coronavírus. Segue o trabalho de demolição. No capítulo do paisagismo, nenhuma árvore ou sequer um pé de grama tem sido plantado em favor da natureza no Parque da Jaqueira.

*Jornalista


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Banco de Alimentos

01/07


2020

Renda emergencial no Nordeste

Por Antônio Campos*

Recente reportagem do jornal Valor Econômico aborda estudo realizado por professor da UFPE demonstrando a importância da chamada Renda Básica Emergencial (RBE) para a região Nordeste, cujas aplicações nessa macrorregião podem atingir o montante de R$ 50 bilhões, equivalente a 6,3% do PIB nordestino. Desde o início desta fase, caracterizada pelos efeitos da Pandemia não só sobre a saúde da população, mas também sobre às condições de vida da população, que a Fundaj tem se debruçado no estudo das causas e das consequências da Covid e seus impactos no Nordeste e, em especial, para os municípios mais pobres.

As análises realizadas por esta Fundação demostraram que o mercado de trabalho regional, pelas suas vulnerabilidades conhecidas: menor nível de ocupação; informalidade; baixa qualificação da mão de obra; e menor salário médio, entre outras questões, seria fortemente atingido e que demandaria um aporte de recursos públicos proporcional à sua posição de vulnerabilidade frente às outras macrorregiões. Mas um aspecto fundamental emergiu dessas análises e que parece alinhado com os números divulgados pela pesquisa no Valor Econômico: quanto mais dependentes de programas sociais e de transferências governamentais fossem os municípios, menores deveriam ser os impactos, durante e depois da pandemia, sobre a sua população.

A explicação é simples: o Brasil tem 14,3 milhões de famílias inscritas no programa bolsa família, das quais 7,1 milhões estão no Nordeste, ou seja quase 50% do total nacional, tendo a região apenas 27% da população do país. Em complemento, dados do IBGE para o 1º trimestre de 2020, mostram que 80,2% da população nordestina estão em idade de trabalhar, e desses, 42,4% sequer concluíram o ensino fundamental, enquanto esses mesmos indicadores, para o Brasil são de respectivamente 82% e 33,9%. Ou seja, a nossa região tem menos gente em idade para buscar trabalho e, consequentemente buscar renda para família, e aqueles aptos, têm baixa qualificação, o que dificulta sua condição de auferir uma renda mais alta.

Uma análise comparativa entre uma metrópole e um pequeno município pode contribuir para demonstrar os efeitos da Renda Emergencial às populações mais vulneráveis e menos qualificadas. O Recife tem 96 mil famílias vinculadas ao referido Programa Bolsa Família, equivale a aproximadamente 30% de sua população. Já Tabira, no Sertão do Pajeú, tem 5 mil famílias, equivalente a mais de 70% de sua população. Natural, portanto, inferir-se que quanto mais pobre o território, o município, maior deverá ser essa dependência, ou seja, mais pobres e mais informalidade e baixa qualificação relativa atrelando esses pequenos municípios a transferências governamentais, conforme demonstrado.

A criação de uma rede de proteção social, ampliando o colchão do bolsa família (o valor destinado a cada família com o RBE foi, em média, triplicado) e a incorporação dos informais beneficiou fortemente esse estrato territorial e sua população mais vulnerável, pelo Governo Federal. No caso do Nordeste, fica evidente o quanto essa Rede veio a beneficiar os mais pobres, demonstrando sensibilidade do Governo de Jair Bolsonaro.

A questão que se coloca agora é avaliação dessa política e os seus efeitos provisórios e permanentes. Pelos efeitos de curto prazo está sendo de importância capital para evitar uma convulsão social e no caso específico do Nordeste, embora dados ainda não estejam disponíveis, creio eu que houve um aumento circunstancial de renda dos pobres e miseráveis, em especial desses territórios mais vulneráveis. Mas persistam os efeitos da crise, o nível de atividade caiu significativamente e a sua queda agregada atividade não foi compensada pela injeção de recursos governamentais para este período de emergência, necessitando que as verbas destinadas às empresas sejam mais rápidas, o que não vem tendo grande colaboração dos bancos privados. Em adição, ao persistimos no ciclo políticas públicas para diminuir a pobreza atreladas a déficits fiscais altos, que não são sustentáveis a longo prazo, tenderemos a criar um efeito na economia semelhante ao criado no final do governo de Dilma Rousseff; alto endividamento e recessão. Daí a importância da retomada das reformas, entre elas, a Reforma Tributária, tributando inclusive mais o consumo, ante o aumento do comércio eletrônico. 

Os impactos sobre a qualidade de vida da população nesses municípios mais vulneráveis serão ainda mais sentidos se houver redução nos programas emergenciais em curso do Governo Federal, principalmente porque boa parte desses municípios estão “quebrados”, mas também pelos efeitos do baixo crescimento e da produtividade, ampliando ainda mais a pobreza. Se por um lado deve haver limites para expansão fiscal para investimento em infraestrutura e em políticas sociais, por outro, a limitação de políticas estruturantes, principalmente para formação de capital humano, acentuará ainda mais a questão da pobreza e do desemprego, que atinge especialmente os menos escolarizados, base da população que recebe esse tipo de auxílio.

Os efeitos imediatos da crise, do desemprego e dos obstáculos na execução de Programas de Governo são sentidos diretamente pelos municípios, “lócus” onde as ações acontecem e onde são cobradas as primeiras medidas compensatórias. O que fazer então? Construir soluções criativas para transformar os programas emergenciais em um programa de renda permanente, mas, principalmente, buscar uma agenda regional de desenvolvimento que priorize a educação e o trabalho qualificado. Os gestos do Governo Bolsonaro no Auxílio Emergencial e em outras medidas econômicas e sociais têm demonstrado sensibilidade, nesse grave momento que vivemos, devendo ser completadas por uma política permanente, de uma forma que tenha sustentabilidade fiscal e social.

*Escritor, acadêmico e presidente da Fundação Joaquim Nabuco


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O Jornal do Poder

01/07


2020

Webinar analisa auxílio da aparência na área profissional

A gestora de Comunicação Empresarial Kátia Cubel e a especialista em moda Janaina Megda participam de um webinar, hoje, às 20h, sobre imagem, comportamento e visual nas plataformas digitais, com ênfase a quem está trabalhando no modo home office. O bate papo será mediado por Evaldo Bazeggio, CEO da Bazeggio Consultoria e será transmitido pelo Youtube da Bazeggio Consultoria.


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01/07


2020

Temporais já provocaram ao menos oito mortes em SC

O ciclone extratropical que vem atingindo o estado de Santa Catarina, desde a tarde de ontem, já provocou ao menos oito mortes até a manhã de hoje. De acordo com um relatório divulgado pela Defesa Civil do Estado, foram registrados estragos em 83 municípios catarinenses até as 6h30.

As regiões mais afetadas até então foram a de Chapecó e Xanxerê, no Oeste.  A Defesa Civil alertou, no entanto, que a tempestade também atingiu fortemente a Grande Florianópolis e o Vale do Itajaí.

A coordenadoria regional da Defesa Civil em Xanxerê atendeu ocorrências em 15 municípios da região, enquanto a equivalente em Chapecó registrou estragos em dez municípios situados no entorno.

As oito mortes registradas até a manhã desta quarta incluem casos divulgados pela Defesa Civil do Estado, Corpo de Bombeiros e prefeituras.

Entre os mortos estão uma idosa de 78 anos, atingida por uma árvore, em Chapecó. Já em Santo Amaro da Imperatriz, um homem perdeu a vida após ser atingido por fios de alta tensão. A terceira morte ocorreu em Tijucas, após o desabamento de um galpão. Outras duas mortes, segundo os bombeiros, também ocorreram no município.

Um homem de 59 anos também morreu, atingido por um muro, em Ilhota. Uma vítima também morreu em Governador Celso Ramos, segundo a prefeitura. O Corpo de Bombeiros confirmou também uma morte em Rio dos Cedros.

Além das quatro mortes, a Defesa Civil confirmou que há dois desaparecidos, em Brusque e Tijucas.


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01/07


2020

Ana Arraes mantem decisão por não relatar casos de PE

A ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes, enviou, há pouco, ao blog, o seu posicionamento oficial sobre ter sido sorteada para relatoria do processo do caso dos respiradores testados em porcos comprados pela Prefeitura da Cidade do Recife. Ao ingressar no TCU, em 2011, a ministra se declarou impedida para relatar casos que envolvam municípios pernambucanos. Confira abaixo o seu posicionamento oficial.

“A ministra Ana Arraes foi sorteada relatora por sorteio automático, por meio de sistema do TCU, como acontece em todos os casos dessa natureza.

O processo está na unidade técnica responsável (Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas) e ainda não chegou ao gabinete nem mesmo para avaliação preliminar da ministra.

A ministra se declara impedida para relatar todos os processos que envolvem diretamente municípios pernambucanos desde 2011, quando ingressou no TCU, e esse processo também vai seguir esse posicionamento assim que for remetido pela unidade técnica ao gabinete”.


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01/07


2020

Agência da Caixa de Limoeiro é alvo de bandidos

Do G1/PE

Uma agência da Caixa Econômica Federal foi alvo de bandidos, na madrugada de hoje, em Limoeiro, no Agreste do estado, a cerca de 80 quilômetros do Recife. Moradores da cidade relataram ter ouvido sons de tiros e explosão. Imagens mostram que os caixas eletrônicos ficaram destruídos.

Segundo a Polícia Militar, a investida criminosa aconteceu por volta das 4h. A agência fica na Avenida Santo Antônio, na região central da cidade.

Testemunhas contaram aos policiais militares que ao menos 12 homens, que estavam em duas caminhonetes e também numa motocicleta, chegaram atirando para o alto. Os bandidos espalharam grampos nos principais acessos ao município de Limoeiro, principalmente na Zona Rural.

Como a Caixa é um banco federal, a Polícia Federal foi acionada e confirmou que os bandidos causaram uma explosão no local. Não era possível afirmar o quanto de dinheiro foi levado.

O Batalhão Especializado de Policiamento do Interior da Polícia Militar foi deslocado para a localidade para intensificar as buscar e localizar os assaltantes. Até as 8h20, ninguém havia sido preso.

Em nota, a Caixa informou que está colaborando com as investigações e que detalhes do ocorrido ficam sob responsabilidade das autoridades competentes.


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01/07


2020

Ciro Gomes na live de amanhã

O ex-ministro Ciro Gomes, que disputou a eleição presidencial passada e já está em campanha novamente ao Planalto pelo PDT, é o nosso convidado da live de amanhã pelo Instagram deste blog. Devido a compromissos em sua concorrida agenda, ficou para as 18 ao invés das 19 horas. Se você ainda não segue o Instagram do blog vá lá e faça agora: @blogdomagno.


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01/07


2020

Caso Miguel: Perícia aponta que Sarí apertou botão do elevador

Por meio de perícias feitas no edifício de luxo onde Miguel Otávio, de 5 anos, morreu após cair de uma altura de 35 metros, no dia 2 de junho, o Instituto de Criminalística de Pernambuco (IC) constatou que Sarí Corte Real, ex-patroa da mãe da criança, acionou a tecla da cobertura às 13h10, saindo do elevador em seguida. O laudo contradiz a versão dada pelo advogado de defesa de Sarí.

Segundo a perícia, a criança chegou a acionar a tecla de alarme antes chegar ao 9º andar, de onde caiu. A ocorrência foi considerada um acidente pelos peritos.

No documento de 82 páginas, a que a TV Globo teve acesso ontem, o Instituto de Criminalística indica que Miguel entrou e saiu cinco vezes dos elevadores social e de serviço do Edifício Píer Maurício de Nassau, no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife, uma das Torres Gêmeas, como é conhecido o conjunto.

A primeira entrada ocorreu às 13h06, quando a criança aciona a tecla correspondente ao 9º andar do elevador social, mas Sarí não solta a porta. Durante essa movimentação, a mãe da criança havia saído para passear com o cachorro da família dos patrões.

No 9º andar, Miguel segue em direção a um corredor e para defronte à janela da área técnica, escala um vão e alcança uma unidade condensadora de ar. Miguel tinha 1,10m e a janela, 1,20m. Marcas das sandálias que a criança usava atestam que ele ficou em pé na condensadora.

Para descer de lá, Miguel pisou em um segundo equipamento do mesmo tipo e se dirigiu a um gradil que tem função estética. A criança escalou as grades e, ao chegar ao quarto "degrau", ele se desequilibrou e se precipitou em queda livre.

A perícia descartou a hipótese de que alguém estivesse com a criança no 9º andar. Para isso, foi calculado o tempo em que o garoto saiu do elevador e caiu no térreo: 58 segundos. Também não havia vestígios de outra pessoa no corredor em que a criança entrou. Clique aqui e confira a matéria na íntegra.


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01/07


2020

Petrolina inaugura duplicação de avenida com iluminação em LED

O acionamento da iluminação especial encerrou um ciclo de obras que redesenhou a Estrada da Banana e valorizou os bairros da região. A avenida foi inaugurada, ontem, de forma simbólica pelo prefeito Miguel Coelho e o deputado estadual Antonio Coelho. As obras propiciaram a duplicação das pistas de veículos, construção de uma ciclovia e instalação 312 luminárias em LED, a partir de um investimento de R$ 8,5 milhões.

Foram 12 meses de trabalho para reestruturar uma das principais avenidas de Petrolina, que se encontrava esburacada e num processo de esgotamento para o trânsito de veículos. Nesse período, o projeto da Prefeitura de Petrolina dobrou as faixas de tráfego ao longo de 3 km de extensão. Foram implantadas ainda uma ciclovia, uma rotatória em frente ao Residencial Vinhedos; retornos nas vias e prolongamento do pontilhão. Com isso, a Estrada da Banana ganhou fluidez no trânsito de veículos e segurança para ciclistas e pedestres.

A iluminação especial foi a etapa final da obra. Com 312 luminárias em LED, além de mais segurança, o sistema realçou a sinalização das pistas e valorizou as comunidades e residenciais que ficam às margens da avenida. Essa remodelação da Estrada da Banana, segundo o prefeito, deve fazer a região crescer nos próximos anos. "Essa obra já trouxe um impacto imediato para a mobilidade nos bairros que esse corredor atravessa. Acreditamos que o projeto vai além disso, com uma iluminação especial, calçadas largas, ciclovia, mais segurança e o trânsito ágil, a tendência é de surgimento de novos empreendimentos nessa região que está muito mais valorizada e melhor para se viver", salientou Miguel Coelho.


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01/07


2020

Quem não ama sua terra, não tem razão de viver

Minha Afogados da Ingazeira, aquele retratinho preto & branco dolorido de saudade na parede dos anos dourados, entre veredas de terras eucledianas, a 386 km do Recife, está em festa hoje. Com pandemia, o povo não encherá suas ruas, becos e esquinas para comemorar 111 anos do grito de libertação, o brado do nosso Ipiranga às margens do seco, poético, misterioso e lendário Rio Pajeú, de mil histórias, de mil versos, de mil poemas apaixonados.

Honra a terra em que nascestes, ouvi a vida inteira  esse lema de ensinamento da não traição dos meus pais Gastão e Margarida, ébrios de amor pela nossa pátria. Era como se fosse lei escrita de próprio punho nas tábuas de Moisés, no canto de Salomão. Nunca conheci sertanejos tão autênticos e varonis. Se a independência de Afogados prescindisse de uma guerra, lá estariam armados até os dentes, em defesa da nossa bandeira simbolizada agora pela coruja do futebol arte, que com uma varinha mágica nos deixou gigantes nacionais quando éramos anões retirantes.

Nossa guerra é o combate à seca, as desigualdades, as injustiças sociais, permanentemente, dia após dia. 
Olhai os lírios dos campos, olhai as florestas sertanejas, que também querem saudar a princesinha aniversariante do Pajeú. Em tempos de devastação da caatinga, da ameaça de viver num deserto de poesia, recorro a Sebastião Dias. "Use as mãos, mude uma planta, regue o chão, faça um pomar, ouça a voz do passarinho, a floresta quer chorar". Eis um canto belo, um berro em voz ardente musical que rompe fronteiras na voz de Fagner e Zé Ramalho, de Alcymar Monteiro, Maciel Melo e tantos cantadores de alma sertaneja.

Olhai o canto imortal de Rogaciano Leite, feliz de vir ao mundo na data do resgate cívico da nossa Afogados. Se vivo fosse, o papa da poesia, nascido na beira do braço do Pajeú que floresce no reino encantado de Itapetim, faria hoje seu comentário. Sou do Pajeú das flores, tenho razão de cantar", rimou ele.

A felicidade é abstrata, mas a conheci real em minha terra natal. Pelas suas veredas, pelas suas calçadas, joguei pião, fiz adivinhações, dancei quadrilha, ouvi cantorias, conheci e me apaixonei pela primeira saia, botei pirulito na boca escondido do meu pai, roguei preces a Deus em frente à Catedral, nas novenas e nas procissões. Quem há que não goste da terra natal, do lar amoroso, e aonde nasceu? Tão lindas aldeias que lembram o céu, berços bravos que não saem da memória!

Papai também dizia: "Amas a tua terra natal, pois dela tú saistes e a ela poderás retornar como filho amado". Velho sabido! Ainda hoje, ele agora com 98 anos, estufa o peito e diz: "Minha cidade é linda, céu azul não tem igual. Amo Afogados, minha terra natal".

É por isso que, filho amado e obediente, andarilho do mundo pelas asas do jornalismo, canto e declamo por onde ando:

Você sabe de onde eu venho? Venho da terra do Bom Jesus dos Remédios, de engenhos e casas de taipa. Das matas, da terra vermelha, de carnavais com boi de Hermes. Venho das serras e colinas, das bandas do Pajeú, de violas e repentes. Venho das margens de um Rio que jorra poesia, que deu nome à minha terra arrastando para o túmulo um casal em lua de mel.

De onde venho, nunca esqueço jamais. Venho dos velhos e verdes campos que viraram chamas ardentes pelo fogo da seca. Venho do canto dos bravos guerreiros da viola. O meu canto é o canto rimado da minha gente sofrida.

Viva Afogados da Ingazeira!

Clique aqui e ouça o lindo hino da minha terra Natal.


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