FMO janeiro 2020

01/04


2020

Caruaruenses não respeitam confinamento

Blog do Wagner Gill

Considerada uma das cidades mais importantes do Interior, Caruaru tem, hoje, mais de 400 mil habitantes, mas seu raio de influência atinge de forma direta mais de 1,5 milhões de pessoas de várias regiões do Nordeste. São visitantes que buscam o que a cidade oferece através de seus pólos médico, educacional e, principalmente, o comércio.

Na cidade, foram registrados dois casos de contaminação comunitária. Trata-se de uma pessoa de mais de 90 anos, que encontra-se internada em um hospital particular, no Recife, e uma médica, que viajou e está em casa de quarentena

Apesar disso e da quarentena imposta através de Lei e decretos pelos governos municipal e estadual, alguns estabelecimento permanecem abertos. As filas de bancos são outro problema, já que centenas de pessoas se aglomeram do lado de fora das agências e não mantém a distância mínima de dois metros uma da outra, recomendada pela OMS. Dentro das agências também não tem material para assepsia e os teclados dos caixas eletrônicos são usados por milhares de pessoas sem uma única desinfecção.

Os caruaruenses precisam levar a sério o novo coronavírus e as mortes que ele está causando. Ficar em casa, ainda é a melhor solução para evitar a propagação do Covid-19. Um exemplo é a Itália que não levou a sério o confinamento e agora é o país onde morreu mais pessoas superando inclusive à China, local onde surgiu o problema. Até ontem, o país registrou 12.428 mortes de italianos, desde 21 de fevereiro, quando foi registrado o primeiro óbito.


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Abreu e Lima

01/04


2020

Empresários se unem por Noronha

Com o objetivo de ajudar a população que reside em Noronha, cinco empresários locais, inclusive o pousadeiro Zé Maria Sultanum, se uniram para arrecadar R$ 50 mil reais em prol das pessoas que vivem na Ilha. Por conta da Pandemia do novo coronavírus, o Arquipélago de Fernando de Noronha está fechado para entrada de turistas, o que prejudica o comercio local, já que 80% da população local vive do turismo. Para contribuir, basta acessar este link e fazer sua doação: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/juntos-por-noronha


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01/04


2020

Câmara e Senado diminuem prazo para aprovar MPs

A Câmara e o Senado publicaram um ato no Diário Oficial da União desta quarta-feira (1º) que altera a tramitação das medidas provisórias nas duas casas legislativas durante a pandemia do novo coronavírus e reduz o prazo para aprovação dos textos.

A mudança ocorre em meio ao período de "deliberação remota", sem a necessidade da presença dos parlamentares no Congresso para votar, e foi oficializada após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizar que MPs sejam votadas diretamente no plenário sem precisar passar por comissão mista.

As MPs são propostas legislativas encaminhadas pelo presidente da República ao Congresso que têm validade imediata quando publicadas. Elas precisam, no entanto, de aval do Congresso Nacional para permanecer em vigor e passam por vários ritos de tramitação na Câmara e no Senado até serem aprovadas.

Pelo ato de hoje, as medidas deixam de ter de passar por comissão mista com deputados e senadores e passam a ser instruídas direto pelos plenários. Antes, a aprovação do texto em uma comissão mista de parlamentares era o primeiro passo da análise da MP, anterior ao encaminhamento da proposta para para os plenários de Câmara e Senado.

O ato também muda o prazo máximo para aprovação das medidas, que deixa de ser 120 dias e pode cair para 16 dias.


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Prefeitura de Serra Talhada

01/04


2020

Coluna da quarta-feira

Fronteira do interior preservada

O mundo está em pânico. A morte pelo Covid-19 ronda ricos e pobres. Na França e nos Estados Unidos a quantidade de mortos ultrapassou o número da China, segundo a universidade americana Johns Hopkins. A situação atual de óbitos é a seguinte: França: 3.523, Estados Unidos: 3.440 e China: 3.309. Também houve mortes em dois territórios chineses, Hong Kong e Taiwan, onde quatro e cinco pessoas faleceram, respectivamente, desde o início do surto segundo a Johns Hopkins.

Os países onde houve mais mortes foram a Itália (12.428) e a Espanha (8.269). A doença causada pelo novo coronavírus foi iniciada na cidade de Wuhan, que fica na província de Hubei, na China. O País foi o primeiro foco da epidemia, que depois se espalhou pelo mundo e se tornou uma pandemia. A região dos EUA onde há mais mortes é a cidade de Nova York, a maior do País. Lá, 932 pessoas morreram por causa da Covid-19. O número de casos nos EUA aumentou em mais de 20.000 confirmados na segunda-feira passada, sobrecarregando hospitais que estão ficando sem médicos, enfermeiros, equipamentos médicos e utensílios de proteção.

O País pretende construir centenas de hospitais temporários para aliviar a pressão sobre os centros médicos que lidam com o aumento de pacientes com coronavírus. O Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA, que transformou um centro de convenções de Nova York em um hospital de mil leitos no espaço de uma semana, está procurando hotéis, dormitórios, centros de convenções e amplo espaço aberto para construir até 341 hospitais temporários. Os EUA também têm um número mais elevado que o da China.

No caso de Pernambuco, o foco de radiação se concentra no Recife, mas cidades como São Lourenço da Mata, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Camaragibe, Palmares, Belo Jardim, Caruaru, Petrolina, Ipubi e Goiana também registram casos isolados. Houve ainda dois casos em Fernando de Noronha. Trocando em miúdos, as fronteiras para o Interior ainda não foram rompidas, o que é um dado da maior relevância, até porque a rede hospitalar é muito precária e não há disponibilidade dos equipamentos necessários para uso dos profissionais de saúde envolvidos.

Inconstitucional – Prefeitos estão mandando projetos às Câmaras Municipais pela via da redução de salário para doar aos programas de prevenção ao avanço do coronavírus. Advogados ouvidos pela coluna, no entanto, alertam que reduzir salário é matéria inconstitucional, porque fere o direito adquirido. Mais fácil e sem burocracia é o gestor abrir mão do seu subsídio e doar na sua plenitude para compra de cestas básicas em atendimento as famílias pobres que vêm sofrendo com a completa paralisação da economia. Romanilson Mariano (PHS), prefeito de São José do Belmonte, saiu na frente e abriu mão do seu salário de R$ 18 mil líquido.

Salário de marajá – A propósito, o que chama atenção em São José do Belmonte, a 474 km do Recife, no Alto Sertão, é o super salário do prefeito: R$ 30 mil. Com os descontos, o valor chega a R$ 18 mil, valor que será usado pela Prefeitura para compra de cestas básicas. São José do Belmonte é um município com um FPM 1,6, um dos menores do País, não se pode dar ao luxo de pagar um salário tão alto a um gestor. Provavelmente, R$ 30 mil deve ser o valor da remuneração de um prefeito de capital. Com apenas 33 mil habitantes, o município está no chamado Polígono da Secas, coração do semiárido, com grande parte da população dependente do Bolsa-Família.

Bom exemplo – Numa postagem, ontem, neste blog, antecipei a doação do salário do prefeito de São José do Belmonte com a ressalva de tratar-se de um empresário rico, que não depende de renda do erário, dono de uma rede de postos de gasolina e pousadas. De fato, ele tem um grande patrimônio, mas administra o município com muito critério, evitando gastanças. “Ele quando viaja não usa diárias e nem o combustível no seu carro é abastecido pela cota do município”, adianta o secretário de Articulação, Robério Hamilton. Segundo ele, o prefeito chega a fazer uma economia mensal da ordem de R$ 400 mil por mês evitando gastos supérfluos. “Esse dinheiro ele investe na Saúde e na Educação”, afirma Hamilton.

Salário de marajá II – O presidente da Câmara de Olinda, Jorge Federal (PL), enche a boca para dizer que fez uma doação de R$ 900 do seu salário para compra de cestas básicas destinadas às comunidades periféricas da cidade. O valor, entretanto, é uma merreca do que ele embolsa por mês, algo próximo a R$ 40 mil, segundo o Portal da Transparência. São dois subsídios como parlamentar (um por ser vereador e outro por ser presidente) e uma aposentadoria como agente da Polícia Federal próxima a R$ 15 mil. Se de fato Federal tivesse um coração mais extenso, como o de mãe, certamente teria tirado do bolso uma ajuda bem mais gorducha e não uma merreca.

CURTAS

SEM TRAMITAÇÃO – Jorge Federal é apontado por aliados do prefeito de Olinda, Professor Lupércio (SD), de dificultar a tramitação do projeto de redução do salário do prefeito, dos secretários e assessores do alto escalão para doação aos programas de assistência às famílias atingidas pela crise econômica do coronavírus. Há mais de dez dias, a proposta foi enviada, mas não chegou a ser votada em plenário. Federal diz que a matéria está em processo de tramitação nas comissões técnicas para ser analisada a sua constitucionalidade, já que há interpretação de advogados que a lei não permite redução de salário de servidores.

DUAS BOAS AÇÕES – Finalmente, uma voz sensata apareceu diante da tragédia humana que se observa nas ruas do Recife: o deputado estadual Alberto Feitosa (SD) entrou ontem com uma representação no Ministério Público para cobrar ao Estado e Município a adoção de medidas necessárias para abrigar as pessoas que se encontram morando nas ruas, dando-lhes a possibilidade de isolarem socialmente de forma adequada, potencializando o combate ao Covid-19. Também pediu a proibição aos municípios, enquanto durar a pandemia causada pelo novo coronavírus, da negativação dos nomes dos cidadãos caso haja inadimplência relativa ao IPTU.

APERTANDO O CINTO – O governo de Pernambuco anunciou um corte de gastos de R$ 136 milhões, que vai vigorar até o fim deste ano. A medida, que começa a valer na próxima sexta-feira, pretende amenizar os impactos causados pelo novo coronavírus. Em abril, a estimativa de perda de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) chega a 31%. A meta é direcionar o valor economizado para a saúde. O governo planeja reduzir em 50% os gastos com materiais de almoxarifado, 50% das despesas com combustível (exceção ao que é gasto pela Polícia Militar, Polícia Civil e Secretaria Estadual de Ressocialização), bem como 50% do consumo com energia elétrica e com bens de consumo (café e papel).

Perguntar não ofende: Quando o Governo vai fazer chegar os R$ 600 de ajuda aos trabalhadores da informalidade atingidos pela crise do coronavírus?


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Comentários

marcos

Primeiro a gente cuida da saúde, depois leva os Boletos para Lula Ladrão Pagar. Já levasse os teus mortadela?

marcos

Ele sempre voltará ao Crime. É o caso de Lula.

marcos

Segundo José Eduardo Cardoso, Nunca, mas Nunca confie em um Ex Presidiário!

marcos

Que fique bem claro : Lula é Ladrão, condenado e cumpre pena.

Fernandes

Bolsonaro libera 3 vezes o mesmo dinheiro mas até agora o povo não viu a cor do dinheiro.



01/04


2020

Redes bolsonaristas elegem Doria como novo inimigo

Por Alex Tajra, do UOL

Se antes o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) era alvo preferido das redes bolsonaristas no Whatsapp, no Twitter e no Facebook, agora, em meio à pandemia de covid-19, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), entrou na linha de tiro das postagens.

Nos perfis de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), proliferam os textos com xingamentos e notícias antigas que voltam a circular como se fossem atuais. Na narrativa construída, o governador paulista, que fez campanha utilizando a alcunha "Bolsodoria", é tratado como traidor e é criticado por divergir da postura de Bolsonaro em relação ao novo coronavírus.

Mas mais do que uma discordância técnica, os seguidores de Bolsonaro veem na postura de Doria uma estratégia para derrubar o capitão reformado na corrida presidencial de 2022.

As assessorias de Bolsonaro e de Doria foram procuradas para comentar a reportagem. O Palácio do Planalto afirmou que não vai comentar, e a posição do governador de São Paulo, se enviada, será incorporada a este texto. 

Estratégia já vista

s publicações que antagonizam Doria nos perfis bolsonaristas têm características parecidas: correntes que pedem para ser repassadas e montagens de fotos com textos sobrepostos. Os ataques também têm estratégia já conhecida: dão contornos falsos a informações verdadeiras.

Exemplo disso são as notícias sobre a presença de policiais militares na frente da casa de Doria em São Paulo.

"O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), mandou bloquear o acesso ao quarteirão onde reside, em um bairro de luxo de São Paulo, após ter sido incomodado com o ruído de eleitores supostamente insatisfeitos. Além do bloqueio no acesso a ruas, dezenas de policiais foram destacados para proteger sua casa da proximidades de cidadãos mal humorados com seu governo", diz uma notícia falsa que tomou as redes dos apoiadores de Bolsonaro nos últimos dias.

Mas há viaturas perto da casa de Doria desde os tempos em que o tucano chegou à Prefeitura de São Paulo. Na última semana, houve intensificação no patrulhamento depois de o governador ter relatado ameaças de morte.

Há também correntes que dizem que Doria proibiu o acesso de caminhoneiros ao Ceagesp, acompanhadas de imagens de alimentos jogados fora. Mas o vídeo traz gravações de fevereiro, quando os armazéns foram atingidos por fortes chuvas. Agora, o local segue operando normalmente.

Sem números Como boa parte dessas mensagens circula no whatsapp, que por motivos de privacidade não permite saber quantas vezes um conteúdo foi compartilhado, não é possível medir o alcance nem se houve aumento nas menções.

Mas há indícios de que a polarização entre Doria e Bolsonaro chegou às redes sociais.

Em um grupo de Bolsonaristas que reúne mais de 50 mil usuários no Facebook, nas últimas 24 horas, ao menos cinco posts eram dedicados a atacar Doria.

E a Stilingue, ferramenta que analisa diariamente conteúdos publicados na internet, identificou um pico de citações a Doria em 25 de março em redes como Facebook, Instagram, Twitter e Youtube.

13% das mais de 2 milhões de ocorrências do nome do governador paulista registradas no mês se deram nesse dia —marcado pela discussão entre Bolsonaro e Doria durante videoconferência.

Ao longo do final da semana passada, deputados, movimentos, influenciadores e apoiadores de Bolsonaro alçaram a hashtag #ImpeachmentDoDoria às principais do país no Twitter. Na sexta-feira (27), o termo figurou entre os mais comentados do mundo na rede social.

Maia permanece na mira

Maia permanece na mira Apesar de Doria estar na linha de frente, Maia segue na mira dos bolsonaristas nas redes.

Mais uma vez os fatos são enlaçados em retóricas falsas para atacar o parlamentar e defender Jair Bolsonaro. No caso de Maia, as "críticas" têm relação mais com sua atuação no Parlamento do que com as medidas relacionadas ao novo coronavírus.

Duas pautas específicas incomodam os bolsonaristas e atiçam a indústria de "memes": as MPs (Medidas Provisórias) da Carteirinha Estudantil e do 13º salário para os beneficiários do Bolsa Família. Para os apoiadores de Bolsonaro, Maia seria o responsável por essas medidas terem caducado (perdido a validade).

No caso da primeira, a reportagem do UOL apurou, no começo de fevereiro, que o próprio governo federal foi corresponsável pela perda de validade da MP. Não houve diálogo do Executivo, e, consequentemente, não houve discussão no Congresso. As crises com o ministro Abraham Weintraub também contribuíram para que a MP não avançasse.

Já a MP que garantia o 13º salário aos beneficiários do Bolsa Família passou por um processo de reformulação para ser mais extensa, e foi alterada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede), relator da medida. 

Randolfe defendeu que o 13º fosse estendido às pessoas que recebem o BPC (Benefício de Prestação Continuada). O governo não gostou das mudanças passou a jogar contra a MP e atuou para que ela não fosse aprovada.
 
Deputados bolsonaristas como Bia Kicis (PSL) também atuaram durante todo o processo para que a MP perdesse a validade, postergando sua votação.


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O Jornal do Poder

01/04


2020

Covid-19: ministro da AGU entra em isolamento

Por G1

O advogado-geral da União, André Mendonça, entrou em isolamento ontem, por suspeita de ter contraído o novo coronavírus, informou o próprio ministro em uma rede social.

Na segunda (30), Mendonça participou de entrevista coletiva no Palácio do Planalto ao lado dos ministros Luiz Henrique Mandetta. (Saúde), Walter Souza Braga Netto (Casa Civil),Tarcísio Gomes (Infraestrutura) e Onyx Lorenzoni (Cidadania).

"Queridos, desde ontem manifesto sinais de possível infecção. Corpo dolorido, tosse seca, mas sem febre. Hoje fiz o teste para Covid. Pode ser apenas resultado do ritmo de trabalho, mas para prevenir eventual transmissão a outros, aguardo o resultado em casa. Sigo trabalhando", escreveu o ministro.

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 22h00 desta terça, 5.812 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, o país tem 201 mortos.


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Banner de Arcoverde

01/04


2020

Bolsonaro volta a defender movimento de 64

Por O Globo

O presidente Jair Bolsonaro utilizou as redes sociais nesta quarta-feira para lembrar o aniversário do golpe militar de 1964. Ele, no entanto, disse que "não houve golpe" na data e afirmou que a chegada de Marechal Castelo Branco à Presidência obedeceu a Constituição Federal daquela época. Ele foi escolhido para comandar o Brasil por eleições indiretas para a vaga deixada por João Goulart, deposto pelo golpe. O início do regime militar naquela ocasião deu início a um período ditatorial que se estendeu até 1985. 

Na segunda-feira, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, já havia feito referência ao aniversário do golpe na ordem do dia das Forças Armadas. Para ele, o "movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira". A mensagem foi lida nos quarteis em comemoração ao 56º aniversário da data.

No ano passado, a celebração do golpe de 1964 causou polêmica após o presidente Jair Bolsonaro defender as "as comemorações devidas" da data. Depois, Bolsonaro afirmou que a ordem havia sido para "rememorar" e "rever o que está certo e o que está errado". A ordem do dia do ano passado, também assinada por Azevedo e pelos três comandantes, tinha semelhanças com a desse ano, como o destaque do contexto da Guerra Fria e o elogio à Lei da Anistia.


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Comentários

Fernandes

Capitão corona. Cala a boca.


Prefeitura de Limoeiro

01/04


2020

Justiça Federal libera igrejas e lotéricas

Por Reuters

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União e liberou a vigência de um decreto editado pelo presidente Jair Bolsonaro que colocava igrejas, templos religiosos e casas lotéricas como serviços essenciais durante a pandemia do novo coronavírus, o que significa que eles podem funcionar.

A decisão também derrubou a proibição de que o governo federal e o município de Duque de Caxias (RJ) se abstivessem de adotar qualquer estímulo à não observância do isolamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde, assim como o pleno compromisso com o direito à informação e o dever de justificativa dos atos normativos e medidas de saúde, sob pena de multa.  

Em sua decisão, o presidente do TRF-2, desembargador Reis Friede, afirmou que a Justiça de primeira instância havia usurpado anteriormente as competências do Legislativo e do Executivo e que existe ainda um perigo de ela perdurar.

"Isso porque a retirada das unidades lotéricas da lista de serviços e atividades essenciais acarretaria, na prática, a possibilidade de seu fechamento por decisão de governos locais, gerando o aumento do fluxo de pessoas nas agências bancárias tradicionais, implicando em aglomerações indesejadas no momento atualmente vivido pela sociedade brasileira", disse o desembargador.


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Shopping Aragão

01/04


2020

Números da Covid-19 no país podem ser maiores

Por TV Globo

A quantidade de testes em pessoas com suspeita da Covid-19 ainda é insuficiente no Brasil. Por esse motivo, muitos especialistas acham que as taxas de contaminação e de mortalidade podem ser maiores do que os números oficiais.

A empresária Maristela Duarte Andreoli vive o luto pela perda do marido. Carlos Eduardo, de 59 anos, morreu na última sexta (27) depois de apresentar tosse, cansaço e comprometimento dos pulmões. O resultado do exame de Covid-19, feito há uma semana, ainda não saiu.

“Eu fiz o enterro dele no sábado e eu já me senti mal. Eu não tenho o resultado, só tenho o resultado que eu e ele não tivemos a influenza. H1N1 saiu na hora, mas o do corona, não”, contou.

Existem dois tipos principais de testes para o novo coronavírus. O mais preciso é o RT-PCR: amostras de secreção do nariz e garganta são coletadas com uma haste flexível.

A análise demora pelo menos 12 horas e detecta, com 90% de certeza, se o vírus está ativo, mesmo em pacientes que começaram a apresentar sintomas há apenas um dia.

“Esse é principal teste, o teste ouro. É um teste de difícil execução, precisa de profissional treinado, precisa de máquina específica, precisa de um kit específico, precisa desenvolver o método. Só que o teste não está muito disponível. Teve uma alta demanda e a maioria dos laboratórios não estão conseguindo entregar o teste”, explicou Carlos Eduardo dos Santos Ferreira, médico da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica.

Só em São Paulo, o Instituto Adolfo Lutz, o único que atende a rede pública do estado, tem 14 mil exames como esse esperando resultado.

O infectologista Jean Gorinchteyn diz que além da falta de estrutura nos laboratórios do país, faltam insumos.

“Exatamente produtos, reagentes que são utilizados na testagem, como também a limitação do número de pessoas, de técnicos que façam realmente a interpretação desses exames, fazendo com que haja um retardo no fornecimento dos resultados para as instituições hospitalares”, disse o infectologista do Hospital Emílio Ribas.

Governos do mundo inteiro também estão recorrendo a um outro tipo de teste: os testes rápidos: 500 mil kits chegaram na segunda-feira (30) da China. Eles serão analisados pela Fiocruz antes de serem distribuídos aos estados.

O teste rápido é feito com uma amostra de sangue, uma picada no dedo. Em dez minutos, ele detecta os anticorpos que o organismo produz para se defender do novo coronavírus. Mas, como esse tempo varia de pessoa para pessoa, o teste é indicado apenas a partir de sete dias depois do início dos sintomas. IgM indica que a pessoa está doente. IgG, que já teve a doença.

“Isso é uma ferramenta para o sistema de saúde saber como administrar dinâmica populacional intensa em movimento”, explicou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Atualmente o Ministério da Saúde recomenda que sejam testados apenas pacientes internados e profissionais da saúde. O ministro disse que o governo pretende fazer o exame PCR, mais preciso, num esquema de drive-thru.

“Nós fechamos o contrato com um pool de laboratórios privados. Vamos fazer os ‘check points’, que as pessoas chamam de drive-thru. A gente faz a logística e centraliza isso tudo em São Paulo e no Rio. Em 24 horas a gente devolve no aplicativo para a pessoa e para o sistema de saúde. Esse teste sim, esse é o que nós vamos levar quase como um mantra nosso, pra gente saber a velocidade de propagação. E o outro, nós vamos usar muito pra saber em qual velocidade de percentual da população que tem anticorpo”, explicou Mandetta.

Vendo os casos aumentarem e sem saber exatamente o número total de pessoas com o novo coronavírus, municípios de várias partes do país resolveram comprar kits por conta própria. No estado de São Paulo, as sete cidades do ABC anunciaram que vão adquirir um milhão de testes rápidos, o suficiente para realizar testes em 36% da população. Já Niterói, no Rio de Janeiro, quer ser o primeiro município do país a fazer testes em massa.

A cidade com quase 20% da população acima de 60 anos, vai receber esta semana 40 mil testes importados dos EUA. A ideia é identificar as pessoas contaminadas, isolar os infectados e minimizar a propagação do vírus.

“Quando eu exerço esse poder dos testes de ajudar, de apoiar as autoridades de saúde a criar estratégias de bloqueios, muitas vezes até mais efetivos, eu também permito aquele achatamento, uma progressão mais lenta do número de casos, bem como o número de casos graves que acabam impactando nos hospitais”, defendeu Jean Gorinchteyn.


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01/04


2020

Parlamentares repudiam fala de Mourão sobre golpe

Do DCM - Diario do Centro do Mundo

No dia que o golpe militar no Brasil completou 56 anos, na terça-feira (31), o vice presidente, General Hamilton Mourão (PRTB), usou suas redes sociais para fazer explícita defesa da ditadura. “As FA [Forças Armadas] intervieram para enfrentar a desordem, subversão e corrupção que abalavam as instituições”, escreveu o vice. A partir de seus perfis, políticos de diferentes partidos repreenderem a postura do Governo, declarando repúdio à manifestação.

“Há 56 anos o Brasil era açoitado pela face cruel da ditadura militar. Por isso, apesar de estarmos tendo nossas vidas e nossos sonhos novamente atacados pelo autoritarismo, neste 31 de março exalto a nossa democracia. A liberdade é o nosso maior patrimônio e um bem inegociável”, disse o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), referindo-se à publicação de Mourão.

“Generais amanheceram com saudades da ditadura (ou seja, da censura, da violência de Estado e do arbítrio político) tentando reescrever a história. Dedico esse trecho do discurso de promulgação da Constituição de 1988 aos golpistas de ontem e de hoje”, disse Camilo Capiberibe (AP), inserindo o vídeo em que o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães (MDB), franco opositor ao regime imposto pelos militares, afirma que “Traidor da Constituição é traidor da Pátria”.

Lídice da Mata (PSB-BA) acompanhou o discurso do colega. “Marco histórico? Só se for para lembrar que foi, sim, golpe; um período nefasto, com perseguições, censura, mortes e quebra da democracia. O Brasil não vai aceitar”, declarou a deputada.

Eleita pelo PT, a deputada Maria do Rosário (RS) preferiu responder diretamente à Mourão. “Resposta para um futuro com memória, verdade e justiça! Não, general. 1964 não foi uma democracia. É o marco de uma ditadura que envergonha o Brasil. Aliás, sua versão dos fatos é tão vergonhosa quanto é imoral que as Forças Armadas tenham produzido torturadores e assassinos. Basta disso”, defendeu.

Já Carlos Veras (PT-PE) aproveitou a oportunidade para afirmar que a democracia permanecerá, apesar dos desejos autoritários do atual presidente da República. “56 anos do golpe militar. Constituição rasgada. Congresso fechado. Cassação de direitos. Tortura e execução como política de Estado. Eles tentam, mas não mudarão a história. Neste 31 de março, exaltamos a democracia. Apesar de Bolsonaro, amanhã há de ser outro dia!”, declarou.

Líder da minoria no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também demonstrou sua rejeição em uma postagem direta. “Autoritarismo, assassinatos, covardia. O golpe de 1964 marcou a história do país como um tenebroso período. Quem apoia um dos maiores ataques à vida humana que já ocorreram, não está apto a viver em sociedade. Temos ódio e nojo à ditadura, e sempre teremos!”, afirmou.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) declarou que a data histórica precisa, de fato, ser lembrada, para que não seja esquecida. “Ditaduras sempre são abjetas. O dia 31 de março de 1964 marca a data de início de um período sombrio de nossa história, não podemos deixar que o golpe militar e a ditadura sejam esquecidos, temos que lembrar para não deixarmos que isso se repita”, definiu.

Colegas de Partido, Glauber Braga (PSOL-RJ) e Ivan Valente (PSOL-SP) aproveitaram o momento para fazer diferentes cobranças a Jair Bolsonaro. “Há 56 anos o Brasil sofria um duro golpe. Parte dos generais do atual governo não tem vergonha de celebrar a data, insistindo em falsas versões da história e desrespeitando as vítimas da ditadura. Fazem isso apoiados na figura do presidente, que sempre preferiu comemorar a morte”, disse Braga, referindo-se às inúmeras polêmicas envolvendo o presidente e seus filhos.

Já Valente preferiu cobrar a sanção presidencial do projeto que garantirá o pagamento a trabalhadores de baixa renda durante o período de calamidade decretado em razão da Covid-19. “Que tal o governo parar de saudar milicianos, torturadores e ditadores… e pagar logo os R$ 1.200 para as famílias vulneráveis diante da pandemia do coronavírus?”, questionou.

Esta foi a mesma cobrança feita pelo líder da Minoria da Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE). “Ele exalta a ditadura enquanto muitos passam fome. Ele legitima o golpe militar de 64 enquanto o coronavírus ceifa vidas. 56 anos depois, o povo sofre um novo golpe. Cadê a renda básica emergencial aprovada pelo Congresso, Bolsonaro?”, disse, em cobrança à sanção do PL


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